F e d e r a l .
D . F E D E R A L
BOLETIM
ESTADOS UNIDOS DO BRASIL
(Decreto n. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932”)
ELEITORAL
) B R A S I L & %
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N . 2 RIO DE JANEIRO, 5 DE JANEIRO DE 1935 A N N O IV
TRIBUNAL SUPERIOR OE JUSTIÇA ELEITORAL
R e c u r s o s c o n t r a a e x p e d i ç â c d e d i p l o m e s o u r e c o n h e c i m e n t o fie c a n d i d a t o s
G 0 Y A 2
R E L A T O R IO D A ? E L E IÇ Õ E S R E A L IZ A D A S E M t i D E O U T U B R O D E 11*3-4. .NO E S T A D O D E G - i \ e P A R A A
G A M A R A F E D E R A L E C O N S T IT U IN T E E S T A D U A L N as 25 zonas em que é d ivid id o e l:it o r a ln .°n f.í o Estado, só em 23 h o u ve eleição, porquanto, na 23a, co séde em B oa ATsta do Tocantius. não se constituiu mesa receptora de vez que não existem eleitores in scrip tos. Fu n ccion aram 134 m esas receptoras elaitm aes. d eixan do-se de se re a liz a r eleição na 4a secção da 2 P (S ão José do D u ro ; p or falta de cédulas im pressas ou dr.etylographadas. iegtvvdo in ío r- m aeão prestada pelo ju iz eleilQral e pelo presidente da m esa re cep to ra. F o ra m ann ulladas das 134 mesas receptoras as vo tações p ro ced id a- em I I . tendo, conseguintem ente, sido a p p ro - v a d a - as votações d a - restantes 120.
P r im e ir a zonu
N a 13a secção o resultado é o segu in te: ;>ar« a Gam ara F ed eral 149 votos, p a ra a Constituinte E sta a u a l 149 votos.
Ilou ve recurso da decisão da turm a ap u ra d o ra que a p u rou a votação procedioa em cédulas do P a rtid o Soem! Republicano q u e estavarn su blinh adas na legenda com a vinheta ty p o - g ry p h ic a . O T . R . m anteve a decisão sob o tundnmento de q u e todas n> céd ulas desse Pa rtid o continham u vírtb e la . P a re ce-m e acertada a decisão do T rib u n a l desde que por aquellc modo de v o tar não houve violarã o do sigillo d o voto assim é que todas as cedidas do r t feindo P a rtid o estiv am m a r
cad a- com a vinheta ly p o g ra p h ic a . Na lS a secção facto idêntico ocoorreu. não tendo sido p ro v id o > recurso in ter
posto peio candidato A gen or Alves C astro. E de se m anter a decisão. \
l!ia secção: Consta da arta o segu in te: P a ra a Gam ara F ed eral RS votos apurado®; p a ra a Constituinte Estadual 85 votos apurado.-. A urna do>ta secção deixou de ser ap urada, a p rim e ira vez qu<‘ foi d istribu íd a , p o r faltar a aoln da in s- tallação da m esa receptora. recoi rendo o ce .di iato B e n ja - min da I,uz V ie ira para o T . R . M ais tardo ter.do o re fe rido docum ento sido enviado peto ju iz eleitoral a > T rib u n a l, esse a enviou novam ente á tu rm a a p u ra d o ra . D põe o a r tigo 50, letra <I, d a - In slrn c ç õ e s : será nulla a votação quando fa lt a r a urna, ou e-ta não h o u v e r sioo re m e t''d a em tempo, salvo força m aior, ao T . R . ou não tiv e r s i i acom panhada d o s' documentos do aeio e l e i t o r a l D en tre as p rovidencias que deve tom ar o presidente depois de d e c la ra r encerrados os trabalhos ó enviai a neta da abertu ra (m staU açao ), ora desde que essa não foi enviada coneom itan! ‘mente com u urna, foi violado o preceito contido no a r t . 50, letra rl, (ias citar.as Inslrucçõe.-. Portanto n u lla é toda a votação proce
dida p eran te a respectiva mesa a p u ra d o ra . K' de se reno
v a r a eleição.
S eg u n d a zona
N ada ha considerar contra a volaçãc procedi ! i nas seis secções dessa zona.
T e r c c ir a zona
ta secção — L ê -s e na acta o segu in te: P a ra a Gamara F ed eral 233 votos ap u rad o s; p a ra a G o iu tu u in ic E stadual 231 votos ap u rad o s. Os candidates Joaquim R. Ramos J u - b erl J un ior e U m berto M artins R ib e iro re co rre : nm da de
cisão da turm a ap urado ra, que a p u rou a u rn a ct -sa secção, p o r conter a m esm a o n u m ero de s o b re c a rU s su p e rio r ao de eleitores que votaram e o u tras irreg u la:ir.ad es. O T r i bunal, em sessão de 20 de novem bro, m anteve a decisão da turm a, p o r entender que a discordância com o m unero de sobrecartas e o de eleitores d eclaradas na aeia fo . equivoco da m esa e as outras irreg u larid ad es não ann ullavam a sec
ção. Do exam e da acta e da lista dos eleitores q u e votaram se v ê que não coincido o num ero de so breccitas encontra
das com o de eleitores. Assim é que consta ; a a ta terem votado 227 eleitores da secção, quatro fiscaes. dc-.s com r e - salva, tre« de outras secções e 11 cujos nomes não con-tam em nenhum a lista. Não ha explicação possível p rra a d i
vergên cia. Logo, n u lla é a votaçãc total da secção. Devendo ser renovada a eleição . (C o d . E le ito ral, a rt. 90. § 3 ° . )
2a secção — Facto idêntico occorreu i u-sú secçãc. O T . R. dando p ro vim en to ao recurso m andou a p u ra r a vo
tação. Consta da fo lh a de votação o com p arei s a in d o ce 263 eleitores da secção, sete que votaram na lista m odelo 21 e m ais 10 que não assign aram lista n en h um a. NT 11a é p o r
tanto a votação.
3a secção — Id em . O T . R . m andou apuras a votação por idêntico fundam ento; não pude verifn-a c mo possa sc exp licar a d ivergên cia: portanto, pen -o que é de -o annu.l-
!ar a votação dessa secção.
5a secção — O. m esm o. O T . R. negando provim ento ao recu rso/m an teve a decisão da turm a apinadoip. que i n tendeu ser a discordância m otivada p or equivoco da mesa receptora; pude v e r ific a r que houve, na veid ad c equivoco da mesa receptora, porquan to coincide o nu m era de v otos com o de votantes.
Q u a rta zona
Nada de anorm al ha a re fe r ir sobre a y oLjçíu* nessa
Q u in ta zona
I a secção — Consta da acta geral que o 'an d . cito A lves de Cuslro recorreu da ap uração das cédula? no Partiu.. So
cial R epublicano por estarem sublinhados p o r um a vinheta ty p o grn p h ica. O T . R . m anteve a decisão re co rri.ia. E ' de sc m anter a decisão, pela razão acim a apontada.
S e x ta zona
3a secção — L ê -s e na acta o segu in te: P a ra á G am ara F ed eral 107 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stad u al 108 votos ap u rad o s. O candidato Joaquim R . R am o- R ib e iro J un ior recorreu da decisão da tu rm a ap u rad o ra q r apu ou
*
50 Sabbado BOUFTTW FJ.F.ITORAF Joneii o de 1935 essa secção p o r não h ave r concordância das 3"bre c a ria s com
o nu m ero de eleitores' constantes da acta. O T rib u n a , em sessão de 14 de novem bro, negou p ro vim en to ao recurso, p o r não estar p ro vad a a fraud e. Penso que deve ser a n n u l- tada ioda a votação. E ’ que a decisão c o n D a ria o disposto no a r t. 90. n . 3, do Codigo E le it o r a l. EA de se ren o var a votação.
6a secção — O candidato A gen o r A lves de C astro recor
reu da decisão da tu rm a p or ter ap u rad o a cedula do P a r
tido Social R epublicano com a legenda su b lin h ad a p o r um a v in h eta . O T rib u n a l negou p rovim en to. E ’ de sc m anter a decisão pela razão já allu d id a em caso id êntico.
S é tim a zona
2~ secção — Recurso p o r ig u al m otivação não p ro vid o p elo T r ib u n a l. E ’ de .se m anter a decisão pela razão j á apontada.
3a secção — O candidato R. Ram as Julr-rt Junior re correu da decisão do p residente da turm a mo m andou a p u r a r as cédulas da u rn a dessa secção, contidas em s o h rec ar- las n . 8, de m odelo d ifferen te das dem ais. Ü T . R . negou nrovim ento ao recurso e m anteve a decisão. Penso que_ é se an n u lla r a votação p o r in frin g ir 0 disposto no a rt. 50, letra f , das Instrucções e art. 97, n. 6, do Codigo E le ito ra l.
No caso não deveriam ser ap u radas as cédulas, mas desde que o foram , não ha como se possa a v e r ig u a r qual a vota
ção feita em envellopes re gu lare s d a q u e lla feita em e n ve l- lopes m aiores, deste modo o vicio contam inou toda a vo
tação.
4a secção — O P ro cu rad o r Regional re corre u da decisão da tu rm a que d eixou de a p u r a r cinco cédulas que continham nomes errados de candidatos, p o r não se d istin gu ir a qual delles se re fe ria m as m esm as. O T . R . m antem a decisão e, aeertadam ente.
O ita v a zona
I a secção — Consta da acta o se gu in te: P a ra a G am ara F e d e ra l 213 votos ap u rad o s; para. a Constituinte E stad ual 214 votos a p u ra d o s. A segunda tu rm a a p u ra d o ra d eixou de a p u r a r a u r n a dessa secção p o r fa lta r as assign atu ras dos fiscaes e m em bros d a mesa, na fo lh a de votação, e não coin
c id ir 0 num ero de eleitores com o de sobrecartas contidas na u rn a . Subm ettido o caso ao T . R ., este, em sessão de 6 tio novem bro, m andou a p u r a r 0 s u ffra g io da m esm a urn a, um a vez que nenlium protesto ou im pugnação iõ ra feito pelos interessados, de accordo com 0 p arec er oral do P ro cu rad o r R egional. Penso que a razão está com a tu rm a ap u rad o ra . e que independe de im p ugnação p a ra que se declare n u lli- dade á votação, porquan to a cada turm a ap u rad o ra. cabe, nos termos do a rt. 90, n s. 2 e 3, do God. E le it . e a rt. 52 das Instrucções, v e rific a r, prelim inarm ente, a respeito da cada secção. se são authenticas as folh as de votação e se o nu m ero de sobrecartas na urna corresponde ao de votantes e se isso não se v e r ific a r 0 T rib u n a l fa r á la v r a r um term o deixan do de com putar os votos da secção. (C o o . E leitoral, a r t. 90. § 2 ° ) . Mas do exam e a que procedi v c r iD q u e i que houve engano da tu rm a na contagem p or ter um eleitor a s - signado em lu g a r de outro o que deu lu g a r ser o m iti ido na eontagem . V id e- acta de e n c e rra m e n to ).
3a secção — O fiscal D om ingos P in h e iro de L acerda re co rre u da decisão da 2a tu rm a que não a p u ro u sete so
brecartas não authenticadas. O T . R . m anteve a decisão, q ue é acertada. O candidato M a rio M endes re co rre u da de
cisão da tu rm a que ap u rou essa secção, sob fundam ento de que os m em bros da mesa receptora não assign aram as re s
p ectivas folhas de votação. E sse recurso nãó su b iu ao T r i b u n a l; vê-se, porém ; que os m em bros da m esa assign aram a acta de encerram ento. Não ha que m o d ific a r a decisão.
4a secção — A acta re fe re -s e ao s e g u in te : P i r a a Ga
m ara F ed eral 145 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E s tadual 149 votos a p u ra d o s . O candidato B e n ja m in da L u z V ie ir a re co rre u da decisão da tu rm a p orqu e tres m em bros da m esa receptora d eixaram de a s sig n a r a fo lh a de votação;
este recurso não s u b iu ao T r ib u n a l. E ’ caso idêntico ao da 3 a secção.
5a secção — Consta da acta 0 se gu in te: P a ra a Gamara F ed eral 102 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte Estadual 114 votos ap u rad o s. O p residente da turm a, d eixou j ie a p u r a r esta secção porqute. o n u m ero de so brecartas não coin
cidia còni o de votantes c não ter os m em bros da mesa 0
fiscaes assignado a folh a especial de votação. O T . R . , em sessão de 7 de novem bro, m andou ap u ra r, de accordt.- ço:.u o p arecer orai do P ro c u ra d o r Regional e decisões anterio
re s . A m eu ver, a decisão acertada é d a tu rm a a p u ra d o ra . D o exam e a q u e procedi da acta de encerram ento, consta terem com parecido 102 eleitores da secção e 10 de o u tra- secções (pie assign aram a lista de presença e 11 11a lista m o
delo 21, mas foram apurados 114 votos p ara a Constituinte E stad u al e 102 p ara a Gam ara F e d e r a l. N ão ha como se j u s tific a r a in eoineidencia.
M on a zona
2* secção — Consta da acta : P a ra a Gam ara F ed eral 201 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stad u al 201 votos a p u ra d o s. O candidato M ario Mendes e fiscal H egesispo Cam pos, reco rreram da decisão que m andou a p u r a r votos p a ra 0 can
d idato D u arte M iranda quando as cédulas diziam D u a rte T h o - m az M ira n d a . E sse Recurso não s u b iu ao T r ib u n a l. A decisão foi acertada de vez que se pode v e r ific a r facilm ente que o cidadão votado é o que estava registrad o com 0 nom e D u a rte de M iranda. O candidato R u fin o Ram os .Toubé Junior, re co r
reu da decisão que a p u ro u 18 cédulas do Pa rtid o Soeia! Re
p ublican o com signaes estranhos a m esm a. O T rib u n a l, em sessão de 3 de novem bro, negou p ro vim en to ao re cu rso ; meu p arec er é que se m antenha a decisão p or isso que, a vinheta typographica não re v e lo u o sigillo de voto p o r isso que, em todas as cédulas desse partido, h axia 0 sign al in dicado.
5* Secção — Consta da acta : P a ra a C am ara F ed eral foram ap urados 177 v o to s; e p a ra a Constituinte E stadual 177 votos. O candidato A gen o r Al >s de Castro re co rre u da de
cisão que a p u rou 108 votos do P a rtid o Social R epublicano s u b linhadas p or vinhetas •typograph icas. O T . R . negou p r o v i
mento ao re cu rso ; como nos casos idênticos é de se m anter a decisão.
6* secção :— A r g u iu -s e facto idêntico nèssa secção. Não ha em que m o d ific ar a decisão do T r ib u n a l.
7* secção — Id em .
D é c im a zona
1* secção — Consta da acta q ue fo ra m ap urado s 172 vo tos p ara a C am ara F e d e ra l e 105 p a ra a C am ara E stad u al.
O endidato D om in gos N e llo V elasco re corre u da decisão da 4* tu rm a q ue a p u ro u as cédulas su blin h ad as do P . S . R. con
tendo o nom e de T acian o G om es de M ello em letras g r ip h a - das. O T . R . negou provim en to ao re c u rso . E ’ de se m anter a decisão p ela s razões j á ap ontad as.
■ õ* secção — tdem .
D e c im a p r im e ir a zona
3a secção — Consta d a acta 0 seguinte : P a r a a C am ara F ed eral 259 voto® a p u ra d o s ; p a ra a Constituinte E stad u al 261 votos a p u ra d o s. E ssa secção d eixou d e ser a p u ra d a pela i*
turm a p orq u e houve discordância enifte o nu m ero de so bre
cartas e o de votantes declarado na acta. D essa decisão fo i interposto recu rso polo candidato D om in gos Netto V elasco e o T . R ., em sessã de 9 de novem bro, deu p rovim en to ao recurso, p ara m and ar a p u r a r a votação p o rq u e a d isco r
dância havida era p roveniente de engano 11a la v ra tu ra d a a c ta . D a acta de encerram ento consta terem votado 268 elei
tores da secção, assign aram a lista de presença 266 eleito
res, foram ap u rad o s 259 voto® p a ra a C am ara F e d e ra l e 261 p a ra a Constituinte E sta d u a l. N ão ha como se posse ex p lic a r a d iv ergên cia; nulla é a votação, devendo ser ren ovada a eleição.
5* secção — D a ap u ração dessa secção re co rre u o can
didato M ario Mendes sob o fu ndam ento de q ue o p residente da mesa P e d ro V ig g ia n o erá eleitor de outra zona. O T rib u n a l não conheceu do recu rso p or não ex istir decisão.
7* A?cção — Consta da acta o segu in te: P a ra a C am ara F e d e ra l 275 volos ap u ra d o s; p a ra a Constituinte E stad u al 282 votos a p u ra d o s. H ouve im pugnação do candidato M ario Mendes sob fu ndam ento de não corresp on d er 0 n u m ero de sobrecartas com 0 de votantes. O p residente da tu rm a a p u rado ra d eclarou coin cidir o n u m ero de sobrecartas com 0 de eleitores q u e votaram , em bora não coincidisse com 0 n u m ero constante da acta. D isp õ e o a rt. 97 n . 4 do C od. E le it . ser nu lla a eleição q uan do o nu m ero de sobrecartas au thenticadas existentes na u rn a f<V su p e rio r ao n u m ero de volantes e o n -
Sabbado 5 B O L E T IM FJ.FíTOrtAfJ Janeiro de 1935 51 signados na acta. D esde que a acta consigne um certo n u
m ero de votantes c este não coincida com o de sobrecartas authenticadas não sendo possivel se ex p lic a r a- divergenciu, claro 6 que nulla é a votação, p o r não coin cidir o n u m ero de sobrecartas com o de votantes. E" caso de se ren o var a eleiç ão .
D é c im a segunda zona
G* secção — Consta da acta o seguinte : p ara a C am ara F ed eral 281 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stad ual 284 votos ap u rad o s. A 5a tu rm a d eixo u de a p u r a r essa se
cção p o rq u e h avia discordância cptre as sobrecartas e o n u m ero de eleitores constantes da acta. Recorrendo o candidato A g e n o r A lv e s de C astro o recurso fo i p ro vid o pelo T rib u n a l sob fundam ento de que não estando p rovad a a frau d e, a d is
cordância se deve a ttrib u ir a equivoco da m esa. V e rifiq u e i q u e h o u ve equivoco ao se d eclarar 287 eleitores que votaram quan do na verdad e o fizeram 275 da secção, 5 de outras se
cções e 4 m em bros da m esa. N ão ha falta de concordância.
.Valida é pois a votação.
9* secção — Consta da acta : p ara a C am ara F ed rc al 200 votos a p u ra d o s; p ara a Constituinte E stad u al 198 votos a p u rados. O candidato A gen o r A lve s de Castro im p ugnou a a p u ração do P a rtid o Social R epublicano sob fundam ento de quo tinham traços ou vinhetas typographicas d ebaixo da legenda.
N ão sendo acceita a im pugnação re co rre u p a ra o T . R . quo negoir provim en to ao re c u rso . E ’ de se m anter a d ecisão.
D e c in ta t e r c e ir a zona
4a secção — Consta da acta : p ara a C am ara F ed eral 221 votos ap u rad o s; p ara a Constituinte E stad ual 221 votos a p u rado s. O candidato A gen o r A lv e s de Castro im p ugnou a a p u ração das cédulas do P artido Social R epublicano pelo motivo acim a apontado. O T rib u n a l negou p rovim en to ao recurso, E ' de se m anter a decisão.
D é c im a q u a rta z m a
N ão ha a re g is tra r nas secções dessa zona.
D e c im a q u in ta zona
*-■ fd em :
D e c im a s e x ta zona
Consta da acta o se gu in te; as votações da t* e 9a secção fo ra m an n u llad as. Só tendo sido ap u ra d a a votação da 40*
secção. N ão houve im pugnação.
D e c im a s é tim a zona
o* secção — Con?ta da acta o seguinte ; i ara a Cam ara F ed eral 213 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stadual 215 votos ap u rados. A urna dessa secção, na p rim e ira vez q u e foi d istrib u íd a não poude ser ap u rad a p o rq u e fa lta v a a l - gun# docum entos que só m ais tarde fo ra m rem ettidos pelo ju iz eleitoral da zona ao T rib u n a l, q ue os encam inhou no
vam ente com a re fe rid a urna á ju n ta ap u rad o ra tendo sido então a p u r a d a . Penso ser n u lla toda a votação. E t - v i do disposto no a rt. 97 n. i do Cod. E le it. Cabe ao presidente da.
m esa receptora, nos termos do a rt. 85 do Cod. E le it ., ter
m in ado o acto eleitoral, tom ar v a ria s providencias, e. entre ellas. de en tregar á secretaria do T rib u n a l, ou agencia do c o rre io m ais p róxim a, pessoal e im m ediatam ente, sob re cibo
em duplicata, com a indicação da hora. a u rn a ou m achina.
e. dentro de sobrecartas ru bricad as p or elle, e pelos fiscaes e d elegad os que o quizerem . todos os docum entos do acto elei
to ra l. Portanto, a rem essa dos papeis eleitoracs deve ser feita, com a? garan tias prescriptas. e concomitantemente com n u rh a ; não tendo os p ap e is chegado juntam ente com a urna.
não podia ser ap u ra d a a votação. D eve ser ren ovada a e le i
ção . (C o d . E le it .. a rt. 90 § 3 * ;.
D e c im a o ita v a zona-
N ão houve im pugnação nas eleições realizadas nas duas secções dessa zona eleito ral.
D e c im a nona zona Id e in .
V ig é s im a zona
1* secção — Consta da acta o seguinte : p a ra a C am ara F ed eral 291 votos ap u rad o s; p ara a Constituinte E stad ual 281 votos ap u rad o s. F o i im pugnada a ap u ração dos votos dados ao P a rtid o Social Republicano em cédulas com vinheta ty p o - g ra p h ic a . H ouve im pugnação e recu rso p a ra o T . R . q ue negou provim en to ao m esm o. E ’ de se m anter a d ecisão.
2a secção — Foi ann ullad a sem q ue da acta constasse o m o tivo. Não houve im pugnação.
.V ig é s im a p r im e ir a zona
I a secção — Consta da acta o seguinte ; p a ra a C am ara F ed eral 242 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stad ual 159 votos ap u rad o s. O candidato D om ingos N etío Velasco im p ugnou a apuração sob fundam ento de que as folh as de votação em branco fo ram rem ettidas ao presidente da mesa e a lista dos eleitores não tinha a assigu atu ra do escrivão eleito ral. N ão acceita a im pugnação re co rre u p ara o T rib u n a l que negou provim en to ao recurso p o r entender que se tra
tava de m éras irre g u la rid a d e s que não davam logar a n u i- lid ades. A razão está com o T . R .
2a secção — F o i a rgu id a a m esm a m atéria cu ja decisão pelo T rib u n a l foi a m esm a. E ' de ser esta m antida.
3a secção — Igu al m otivo de n u llidade foi argu id o . não tendo o T rib u n a l dado provim en to ao re cu rso . E ’ de se m an
ter a decisão.
• V ig é s im a seguncla zona
Secção uniea — Consta da acta o segu in te: p a ra a Ca
m ara F e d e ra l 65 votos ap u rad o s; p a ra a Constituinte E stad ual 118 votos a p u ra d o s .- Tendo a ju n ta a p u rad o ra deixado de a p u r a r 28 cédulas com sobrecartas divergentes das do m o
d elo o ffic ia l. Dessa decisão da turm a re c o rre u o fisc al R ichard B loc p a ra o T rib u n a l que em sessão de 23 de no
vem bro negou provim en to ao re cu rso . E ’ um dos m otivos do recurso do candidato D om in gos N étfo Velasco. em que opinei pela im procedencia do mesm o nèsta p arte.
V ig é s im a te r c e ir a zona
N ão se constituiu nenhum a mesa receptora p o r uão ha
v e r eleitores in scriptos.
V ig é s im a q u a rta z on a
N ada ha a re g is tra r sobre as eleições realizadas na® se
cções desta zona eleito ral.
P A R E C E R SO B R E O R E C U R S O IN T E R P O S T O D A D E C IS Ã O D O T R I B U N A L R E G IO N A L D E G O Y A Z S O B R E A E X P E
D IÇ Ã O D E D IP L O M A S
O recorrente na qualidade de secretario g e ra l do P a r tido L ib e rta d o r Goyano e delegado d o ' m esm o p artido ju n to ao T rib u n a l Regional de Goyaz recorreu da decisão do mesmo T rib u n a l da decisão que proclam ou eleitos deputados estaduaes 21 cidadãos cujos nomes indica a fls. 10 (V o l. dos autos n . 1) . O recurso foi interposto tem pestivam ente e proces
sado na d evida' form a, e tem p or finalidade, principalm ente, obter expedição de novos dip lo m as e, como eonsequcncia, si provido, que os seus effeitos se estendam ao resu ltado p ro clam ado das eleições p ara a C am ara F e d e r a l. P reten de-se o b t e r jr e lo presente recurso a decretação de n u llidade das votaçõs realizadas perante á.s seguinte? mesas receptoras :
a \ — 3* da 7a zona — C am pinas — Recurso n. 2 1;
b ) I a da 3” zona — J a ra g u á — Recurso n. 22.
c) I a da 21a zona — Palm a — Recurso n . 33.
d ) 2a da 21* zona — N ativid ad e — Recurso n. 36.
c) unica da 22* zona — Porto Nacional — Recurso nú
m eros 39 e 35;
f ) 3“ da 21* zona — JConceição do N orte — R ecurso n . í i . A lle g a -s c que as votações realizadas p erante as acima indicadas m esas receptoras não podiam ser apuradas, p o r se
rem n u llas radicalm ente, e, deste modo, n ã o podem sei com putados no total de votos liq u id es da re gião , dando ioga-, p or conseguinte, que o quocienfe eleitoral fosse m ais baixe do que aqu elle indicado pelo T rib u n a l G o y a n o .
52 Sabbado 5 R n T F T W FT.ETTOBAK Janeiro 3e 1035 D o is m otivos allega o recoiTente como fundam ento da
sua asserção :
a ) v io lação do sigilo absoluto do vo to e, neste caso, in
co rrem as votações p rocedidas em Cam pinas, J a ra g u á e Porto N acio n a l;
b ) vicios in sanaveis dos docum entos eleitoracs nas de
m ais mesas receptoras indicadas e em P o rto N acio n a l.
Passem os em revista cada um a das aü egações feitas quan to a cada m esa recep tora consoante os recursos inter
postos, m as q ue não lo g raram provim en to pelo T rib u n a l R egional.
R e c u rs o w. 24 — C am pinas — 3a m esa receptora d a 7* z o n a . — M otivo : — N esta secção conform e se vê d a acta de encerram ento, havendo falta d o so brecar
tas m odelo n u m ero dezesete, o p resid ente d is trib u iu aos 21 últim os eleitores sobrecartas m aiores, m od. n. 18, in dican d o-as com dizeres m anu scriptos na sua p arte exter
n a . Im p u gn ada a votação p eran te a tu rm a ap u rad o ra, esta in d eferiu o p edido ; tendo sido interposto recurso o T rib u n a l Regional negou p ro vim en to ao m esm o. (Accordam p o r certi
d ão a fls . 72 do 1° v o l., doc. n . 17.')
P a r e c e r : — M erece ser p ro vid o o presente re cu rso nes
ta parte, desde que está provad o p e la certidão do accordão re fe rid o que votaram eleitores em sobrecartas m aiores e ou
tros em m en o res. D isp õ e o a r t. 97, n . 6, do Cod. E leitoral ser n u lla a votação quando se p ro v a r vio lação no sigilo a b soluto do voto, e o a rt. 51, n . 1,p rescreve q ue re sg u ard a o si
gilo do voto o uso de sobrecartas officiaes, uniform es, nu m e
radas de 1 a 9 em series, pelo presidente, a m edida que são entregues aos eleito rer.
Não tendo sido u n ifo rm e s as sobrecartas em pregadas e ainda p or terem sido asignaladas p or annotações m an u scri- ptas algum as, claro- é q ue não houve gu ard a do sigilo abso
luto do v o to . Neste caso nu lla é a votação. A liá s é j u r i s p rudência u n ifo rm e deste T rib u n a l conform e se p od erá v e r no B oletim E le ito ral n. 124 de 19 de A gosto de 1933. p a g i
nas 257 í e 2573, p arec er E s p in o ta .
R e c u rs o n. 22 — J a ra g u á . M otivação do re c u rso ; io i im p u gn a d a perante a tu rm a ap u ra d o ra a votação desta secção pelos seguintes m o tivos:
a ) in c o in c id e n c ia 3 d e s o b r e c a r t a s :
b ) encontro de 11 sobrecartas m aiores, cujos eleitores não assign aram as fo lh as de votação;
c ) existencia entre as sobrecartas m enores, de 7 sem authenlicidade, p o r falta de ru b ric a ora do presidente, ora do secretario, e existencia de 2 sobrecartas sem nenhum a a u - thenticidade. a tu rm a a p u rad o ra desprezou a im pugnação e o T rib u n a l Regional negou provim en to ao recu rso interposto co m form e se v ê do accordão p o r certidão a fls . 76 do i ° v o l.
(D o c . a f ls . 1 9 .)
P a r e c e r: — Consta da acta p or certidão a fls. 63, (do c.
n . 10) que fo ra m ann ullad as 12 sobrecartas, sendo 11 do m od.
18, p o r não h ave r na folha p ró p ria, assign atu ra aos eleitores e u m a p o r conter assign atu ra na cedula, como iam hcm o D r . Antonio Ramos Caiado re co rre u das decisões do presidente da tu rm a ap u ra d o ra que a ap urou , as cédulas em cinco so bre
cartas em que falta vam a ru b ric a do secretario ou do p re s i
dente da m esa recep tora.
Penso que a razão está com o voto vencido e declarado no accordão do T rib u n a l Regional, p or certidão a fls . 76 (doc. n . 1 9 .) D e facto, prescrevem as Instrueções, a r t. 19, letra í, e 22 letra f , que o Cod. E leito ral, a rt. 57, n. 3 — que re<guarda o sigilo do voto a verificação de sobrecartas a u th en - ticadas, ora desde que foram ap u rad o s os votos dados era sobrecartas sem authenticidade o vicio se transm ittiu a toda votação. D ev e ser p ro vid o o recurso nesta p a rte .
R e c u rs o n . 33 — P alm a — Ia secção da 21* zona. A im p u gn ação feita a essa secção versou sobre os seguintes pontos:
a ) terem jrs folhas de votação sido enviadas em branco á mesa receptora, sem qne nellas o escrivão eleitoral p u ze s- se os nomes dos eleitores da secção:
b ) fa lia de ru b ric a do ju iz eleitoral nas respectivas fo lh a s;
t ) não ter sido a lista dos eleitores, enviada a mesa, r u - bru cad a p elo ju iz eleitoral, ou q u a lq u e r au toridade q u e a ti
vesse authen ticidado;
d ) não ter a mesa receptora su p p rid o nenhum a das fa l
tas acim a enum eradas, sendo pois falso s taes docum entos, e não podendo o T rib u n a l siq u e r dizer q ue os nomes constantes na fo lh a encontrada são de eleitores inscriptos na zona ou secção. (do c. n . 11, a fls . 6 5 ). D isp õ e o a rt. 97 n . 3 do
Cod. E le ito ra! ser n u lla a votação feita m ediante lista de eleitores falsos ou frau d u len to s.
D a acta g e ra l se v ê que o T rib u n a l Regional negou pro^
vim ento ao recu rso interposto p elo candidato Dom ingos Netto V elasco, p o r ac h a r que no caso houve apenas ir re g u la rid a des. N en h u m a p ro va foi dada de que a lista dos eleitores seja fa ls a ou fra u d u le n ta .
P a re c e r-. — Penso ter sido accertada a decisão do T r i - bu n al Regional, e p ortanto é de se n eg ar p ro vim en to ao re
curso nesta p arte.
R e c u rs o n . 36 — 2* secção da 21* zona — N ativ id ad e — N esse recu rso a lle g a -se a m esm a m atéria contida n o recurso n . 33; tendo o T rib u n a l Regional negado p rovim en to ao re cu rso pelo accordão p o r certidão a fls 77 do 1* v o l. (d o c . n . 2 0 .) Pensa q ue é de se n e g a r p ro vim en to ao recu rso nesta parte.
R e c u rs o n. 35 — 1* secção da 22a zona — Po rto N acional
— M otivo do re c u rso : O m esm o acim a apontado. D e c is ã o : a m esm a. E ’ de se n eg ar p rovim en to ao recu rso nesta p a rte .
R e c u rs o n. 39 — Secção D n ica da 22* zona — P o rto N a cional — A lle g a -s e q u e os eleitores votaram em duas q u a li
dades de sobrecartas m od. o ffic ia l n . 17, e outras de co r azul tran sp aren te. F o ra m ann ullados os votos dados nas so
brecartas transparentes, interposto recu rso p ara o T rib u n a l Regional p a ra q ue fose an n u llad a a votação fo i n egado p ro v i
m ento ao m esm o.
P a r e c e r : — P a rece que está com a razão o T rib u n a l R egio n al. E neste caso não deve ser p ro vid o o recurso nesta p arte.
R e c u rs o n . 41 — 3* secção da 21a zona — Conceição do N orte — A votação dessa secção fo i im p u g n ad a p elos mesmos m otivos constantes dos recursos anteriores ns. 36, 35 e 24. E ’ de ser negado provim en to ao recu rso nesta p a rte .
P a r e c e r s o b re o re c u rs o n . 2 — Recorrentes Salom ão Clem entino de F a ria s e outros, re co rrid o o T rib u n a l Regio
nal de Justiça E le ito ral de G oyaz.
Salom ão Clem entino de F a r ia , M ario Mendes, M a ro e l B a l- bin o de Carvalho, e D iogenes D o liv a! Sam paio, candidatos a deputados a Assem hléa C onstituinte Estadoat re co rre ram da decisão do T rib u n a l Regional G oyano que ju lg o u as eleições de 14 de O u tu bro co nferin do o diplom a aos candidatos cons
tantes da acta resp ectiva.
Pretendem os recorrentes sejam renovadas as eleições nas secções ann ulladas pelo T rib u n a l Regional e assim desde que este annullou a 1* e 2* secções da 10a zona pelos fu n d a
mentos segu intes:
а ) a p rim e ira p orque a mesa receptora dessa seeção foi p resid id a p o r um fu n ccion ario dem issivel a d -n u lu m e esta
rem as folhas de votação viciad as;
б ) a segunda, — p or ter funeeionado. como supplente da mesa receptora, o eandidato registrad o Sylvcstre de C a r
valho. A l legam que am bas as decisões se em quadram no caso especifico de renovações de eleições determ inado quando as m esas não se constituem na fo rm a preScripta nas Instrueções.
N a terceira e 7* secções da m esm a zona (1 6 *), as urnas como decidiu o T rib u n a l Regional, não fo ram a p u ra d a s; a 3* p or varios m otivos, entre os quaes, irreg u larid ad es encon
tradas nas folhas de votação, e a 7*, p o r idêntico m otivo, e ainda p o r não estar a acta de encerram ento devidam ente a s - sign ad a . Quanto a 5* secção desta m esm a 16a zona negando p rovim en to ao recu rso co n firm ou a decisão da tu rm a q u e an
n ullou a votação p o r terem sido rem ettidas as folhas de vo tação a m esa receptora sem ru b ric a e não acom panh arem a lista de eleito res. E m resum o, na 16* zona, focam ann ullad as pelo T r i b . Regional as secções de ns. 1 a S, que, segundo os r e correntes, os m otivos de nu llidades im portam na renovação da eleição. E acerescenlam que no caso em apreço dada a insi
gnificante d iffe re n ç a entre os resu ltad os correspondentes a cada candidato, o que se vê é que a nova eleição poderá, sem duvida, alte ra r m aterialm ente o resu ltad o proclam ado, e sendo assim .devem ser renovadas as eleições nas secções indicadas consoante p rescreve o a rt. 57 do Cod. E le ito ra l. O p residente do T rib u n a l Regional in form ando as fls . 11 o recu rso o tc/.
do seguinte m odo:
E m c u m p r im e n t o ao a rt. 71 § 2 ° d o R e g im e n to in t e r n o dos T rib u n u e s R e g io n a e s , ca be a esse T r ib u n a l p r e s ta r as s e g u in tes in fo rm a ç õ e s s o b re o p re s e n te r e c u r s o : O T rib u n a l, em sessão de 6 de N ovem bro, an n ullou as 2* e 6a secções da 16*
zona (J a t a h y ); naquell.a funccionou como supplente da m esa receptora, o candidato registrad o Sylvestre de C arvalho, com jn fra eção do a r t. 17 letra d das Instrueções emanadas do T r i
Sabbaclo !5 n O T P T n f PT PTTO R An Janeiro 3e 1935 53 bun al S u p e rio r: na 6* secção, além das irre g u la rid a d e s v e r ifi
cadas nas tolhas de votação rem ettidas a mesa pelos re sp e
ctivos ju izes, em desaecordo com a lei, os trabalhos da mesa fo ra m encerrados antes da hora le g a l. N a mesma secção o T rib u n a l ann ullou as 4* e 8* secções da 16a zona (J a t a h y ).
A? folhas de votação foram rem ettidas em braneo. pelo ju iz eleitoral, levando, apenas, a sua ru b ric a , sendo os nomes dos eleitores, no mom ento de in ic ia r a votação, inscriptos p o r elles p ro p rio s . O T rib u n a l, de accordo com o p arecer cual do E x m o . S r . D r . P ro c u ra d o r Regional, resolveu q u e se a n n u l- lasse as re fe rid a s secções, contra os votos dos E x m o s. S rs . D esem ba rgad o r L u z V ie ira e D r . L u iz de C . C oroeiio B ro n . Resolveu, ainda, o T rib u n a l, de conform idade com o p arecer o ra! d o E x ra o . S r . D r . P ro c u ra d o r Regional, e nas secções se procedessem a novas eleições. Na sessão de 16 de N o v e m - bro o T rib u n a l an n u llo u a 5* secção da 16“ zona, liada decidiu quan to a renovação das eleições, pelo q u e o S r . Presid en te declarou q ue convinha se tratar, se era caso ou não, de nova eleição, um a vez que o T rib u n a l ( annuilando outras urnas, nada h a v ia decidido, e em outras, d ecid ia que fisesse nova eleição, convindo que se firm asse um a re g ra a respeito, te n - cio em attenção o a rt. 90 e seus p arag rap h o s do C od. E le it ., a r t. 56 das Instrueções E le ito raes de 14 de Agosto ultim o e ju ris p ru d ê n c ia do T rib u n a ! S u p e rio r de Ju sliça E le ito ra l. A respeito o E r m o . S r . D r . P ro c u ra d o r Regional opinou que se fisesse eleição em todas as secções annulladas, um a vez que, pudesse a lle r a r o resu ltado das eleições. D iscutido o caso pelos K xm os. Srs.| Juizes decidiu o T rib u n a l, u n a u i- mim ente, que somente se renovasse a eleição quando o m oti
vo da ann ullaeão fosse algu m dos especificados no a rt. S0 e seus p arag rap h o s do C od. E le it . A r t . 91 e p a ra g ra p h o unico do Regim ento Interno dos T rib u n a e s Regionacs e a rt. 56 das citadas Instrueções E le ito raes; fo ra desses casos não h av e ria renovações de eleições, de accordo com a ju risp ru d ê n c ia do T rib u n a l S u p e rio r'c o n sta n te do a r t . de 1* de M aio de 1933, p ublicad o no B oletim E le ito ra l n. 101, de 13 de Junho de 1933, no q u al d eclara que os casos de nova eleição são os constan
tes nos a r l . 42 § 2o e 43 § 1* e 55 das Instrueções E le il o - raes ap p ro vn d a- pelo decreto n. 22.627. de 7 de A b ril de 1933. São e llc s:
o ' o de urna-» violad as;
b ) o de não co rresp o n d er o num ero i,e so b c*ca rlas a u - thenticadas ao de votantes declarado n « acta pelo p residente da m esa recepetora;
c ) o de não ch egar ao destino a n m a de algu m a secção, ou de ch e gar desacom panhada de documentos da eleição.
Fo ra desses casos, q u a lq u e r que seja o m otivo da m iliidade não se deve re p etir ou re n o v ar a eleição.
Desta form a, q u a lq u e r ordem p a ra se p ro ced er a nova eleição fic a ria subord in ad a aos casos enum erados no accor- dão acim a citado do T rib u n a l S u p e rio r de Justiça E le it o r a l.
Foi o q u e decidiu o T r ib u n a l; p a r esse m otivo não fo ram renovadas as eleições das 4* secções. anteriorm ente o r
denadas pelo T rib u n a l, ord em essa posteriorm ente revogada pelo m esm o.
Mais tarde .em um a representação do recorrente pedindo i renovação das eleições, ora pleiteada, assim decidiu o T r i bunal. ju lg a n d o a representação p re ju d ic a d a . ‘ Esse recurso foi in struído com v a ria s certidões de actas de sessões do T rib u n a l Regional em que fo ra m ventiladas as questões a que se .referem o recorrente e a in form ação do S r . Presidente do T rib u u a l R egion al. A fls . 6 está a resolução do T rib n n a l Re
gional que m andou proceder a renovação da eleição em 4 secções da 16* zona, resolução esta. conform e in fo rm ou o p residente do T rib u n a l Regional e consta da certidão da acta a fls 7, fo i revogada pelos m otivos aili m encionados.
E ' m eu p are c e r q ue esse re cu rso não deve ser p ro vid o nos term os em q ue fo i feito salvo, no q u e fõ r resolvid o p o r este T rib u n a l Su perio r, no exam e p arcial de cada secção como fo i p o r m im acim a relatad o.
D a acta geral da ap u ração da eleição de Goyaz. consta o seguinte resu ltad o proclam ado pelo presidente do T rib u n a l R eg io n al:
Total de votos \nlidos p ara a c.«m ara F ed erai . . . . 2 4 .t8 4 A ssim d iscrim in a d o s:
Votos sob le g e n d a : P a rtid o So cial Republicano . . . . 15.510 Votos sob legen d as: C olligação L ib e rta d o ra ... 8 .0 5 2 Votos a v u l s o s ... 622
Quociente e l e i t o r a l ... 6 .0 4 6 Quociente p a rlid a rio do P a rtid o Social R epublicano 2 ’ Quociente p artid ario da" Colligação L ib e rta d o ra . . . . t i
D an do o seguinte re su ltad o:
Tendo sido proclam ado eleitos;.
No I o tu rn o :
C olligação L ib e r ta d o ra : Dom ingos Netto Velasco . . .
P a rtid o Social R ep u blican o:
L au d elin o Gom es de A lm e id a . . . r o . . Vicente M iguel da S ilv a A b re u
8.102 7.604 7 .5 7 2 (S e n d o que o candidato da Colligação L ib e rta d o ra o foi po’ os dois q u o cien te s.) -<■
No 2o tu rn o :
M ario A ugusto de G odoy 15.895
Resultado da eleição p ara a Constituinte E s ta d u a l;
Votos v a l i d o s ...
D iscrim in ad o do seguinte m odo;
L e g . P . Social R epublicano . L e g . Colligação L ib e rta d o ra
Voto? avulsos e em brancos . C« • • «RIU* •
24.128
15.108 7.981 1.039 Som m a total . . ... 24.128
• • • • • • » • • « « • ç r • • • • • *
• • • • • • («z*;» • • • • »a • Quociente eleitoral ...
Quociente do P . Social R epublicano . . . Quociente du Col. L ib ertad o ra . , . . . .
Tendo sido proclam ados em I o turno P a rtid o Social R ep u blican o:
João José ... ...
Colligação L ib e r t a d o r a : José da Costa P a ran h os , José de A s s i s ...
A gen o r A lve s de C astro . P a rtid o Social R ep u blican o:
G u ilh erm e X av ier de A l m e i d a ... ..
Ira n i A lve s F e r r e ir a ...
Herm ogenes F e r r e ir a Coelho . . ...
L u iz C . da C unha B a s t o s ... ; ...
Jcsé L u d ov ieo de A l m e i d a ... ..
Antonio Raym undo G . da F rota ...
Vasco dos Reis G o n ç a lv e s ... ...
F eliciano do E . Santo N e l t o ... ...
Taciano G om es M e l l o ...
João de A b r e u ...
João Jaeintho de A lm e id a ...
O rlando R od rigues B o rges ...
A cailles de P a iv a ...
■Oacar Cam pos Junior ...
Colligação L ib e r ta d o ra :
Joaquim Ilu fin o Ramos Jobé Junior A ifre d o N assér ...
Fetism ino de Souza V i a n n a ...
V ictor Coelho de A l m e i d a ...
1.005 15 7
1-2.534 1.296 1.195 1.084
15.868 15.850 15.845 15.823 15.822 15.819 15 .8 t8 15.818 15.816 15.804 15.799 15.779 15.768 15.768
8.340 8.323 8.308 8.285
24.184
A ssim foram eleitos pelo I o turno 22 deputados á Cons
tituinte F.stadoal, tendo o presidente do T . R . proclam ado deputados eleitos pelo 2o turno os m ais votados no 2o tu rno entre os dois p a rtid o s :
H en riq u e A lves de A m orim . . ... 15.766 Moysés da Costa Gom es . . ... 15,763
Supptentes do P . S . Republicano:, t) — de deputado federai :
P . r . n i n m í n r i h Í . H 7 V i f t i p l í .