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APOSTILA MÓDULO I PRIMEIROS SOCORROS

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CTM TREINAMENTOS

APOSTILA MÓDULO I PRIMEIROS SOCORROS

SOCORRISTA RESGATISTA PROFISSIONAL

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SUMÁRIO

PLANO DE ESTUDOS 3

OBJETIVO GERAL 4

MÓDULO I – PARTE 1 - PRIMEIROS SOCORROS 5

Unidade Didática 1 Anatomia e Fisiologia (Corpo Humano) 5 Unidade Didática 2 Biossegurança (Segurança do Socorrista) 16 Unidade Didática 3 Sinais Vitais, Prática e Verificação 18

Unidade Didática 4 Avaliação do Paciente 22

Unidade Didática 5 Parada Respiratória e Oxigenoterapia 28 Unidade Didática 6 Parada Cardíaca e Prática de RCP 37

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CTM TREINAMENTOS

PLANO DE ESTUDOS

O plano de estudos visa a orientá-lo/a no desenvolvimento da disciplina. Possui elementos que o/a ajudarão a conhecer o contexto da disciplina e a organizar o seu tempo de estudos.

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OBJETIVO GERAL

Ensinar o aluno a reconhecer o corpo humano no que se refere à anatomia e fisiologia, facilitando assim o atendimento a situações de trauma e clinico, onde aprenderão a reconhecer situações que coloque a vida em risco. Essa apostila também tem o objetivo de mostrar ao aluno a grande importância da sua segurança e dos demais.

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CTM TREINAMENTOS

PRIMEIROS SOCORROS Módulo I – Unidade Didática 1

Objetivos da disciplina de anatomia

Ao final do conteúdo ministrado os participantes serão capazes de:

1) Conhecer principais termos utilizados em APH;

2) Descrever as funções gerais dos sistemas:

Respiratório, circulatório, muscular, esquelético, nervoso, reprodutivo (masculino e feminino) e digestivo;

3) Definir as cavidades do corpo humano com seus componentes;

4) Listar o nome dos principais ossos do sistema esquelético;

5) Descrever a coluna vertebral.

ANATOMIA E FISIOLOGIA (CORPO HUMANO)

Anatomia - humana é um campo especial dentro da anatomia que estuda grandes estruturas e sistemas do corpo humano, deixando o estudo de tecidos para a histologia e das células para a citologia.

Fisiologia é uma área de estudo da biologia responsável em analisar o funcionamento físico, orgânico, mecânico e bioquímico dos seres vivos.

O termo fisiologia se originou a partir da junção do grego physis, que significa “funcionamento” ou “natureza”, com a palavra logos, que quer dizer “estudo” ou “conhecimento

TERMINOLOGIA/INFRAÇÕES ÉTICAS/TÉCNICAS.

Socorrista: aquele que é habilitado profissionalmente a prestar os primeiros socorros nos casos de mal súbito, acidente e outros. Deve ser tecnicamente capacitada a fim de proporcionar a

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segurança da cena, avaliar e identificar problemas que comprometam a vida. Assim cabe ao emergencista prestar o adequado socorro pré-hospitalar e o transporte do paciente sem agravar as lesões já existentes da vítima.

Omissão de socorro está prevista no “Art. 135 do Código Penal - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa inválida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo; ou não pedir, nesses casos, o socorro da autoridade pública.

Imprudência: Falta de atenção, imprevidência, descuido, Ex.:

Dirigir

em alta velocidade.

Negligência: Desprezar, desatender, deixar de realizar um procedimento

Necessário, não cuidar. Ex.: Não usar EPI necessário.

Imperícia: Ignorância, inabilidade, inexperiência. Ex.: Realizar procedimento invasivo sem conhecimento cientifico e técnico.

ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR

Avaliação geral do paciente – visa uma série de procedimentos que visa estabelecer a segurança do socorrista, e analise da gravidade, situação da vítima, estabelecendo técnicas indicadas para a resolução problema identificado.

Na parada respiratória ou paragem respiratória, ocorre a ausência/supressão abruta do fluxo de ar nos pulmões, por ausência de movimentos respiratórios, seja pela obstrução das vias aéreas e/ou colapso dos pulmões, paralisia

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CTM TREINAMENTOS

do diafragma ou outras causas. Geralmente coincide, e é precedida ou leva a parada cardíaca (por hipoxemia). É uma emergência médica.

Iniciando o Curso de Socorrista Resgatista no atendimento a emergência, surgirão inúmeros termos que farão parte de todo seu estudo os quais serão de uso comum no atendimento pré- hospitalar. Alguns são alto explicativos e se fazem compreender por exemplo: a Pressão Arterial Sistêmica denominada de HAS e/ou “Pressão Alta”, outros necessitarão de pesquisa para melhor compreensão como “mediastino”.

O mediastino - é o espaço existente na cavidade torácica, situa-se entre os dois pulmões (final do pescoço ao diafragma), comporta estruturas como a traqueia, o coração, o esôfago, o timo e parte dos sistemas nervoso, linfático e grandes vasos. Ele é dividido em três partes principais: mediastino anterior, mediastino posterior e mediastino médio.

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SISTEMAS DO CORPO HUMANO SISTEMA CIRCULATÓRIO

O sistema circulatório - movimenta o sangue, transporta o oxigênio e nutrientes para as células do corpo, remove os resíduos e o dióxido de carbono das células.

O sistema circulatório é composto por vasos sanguíneos:

(veias, artérias e capilares) coração e sangue.

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CTM TREINAMENTOS

O volume de sangue circulante corresponde de 7 a 8% do peso corporal. Assim, um indivíduo pesando 75 kg, encontra- se um volume de 5 a 6 litros de sangue.

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As artérias são de grossos calibres no corpo humano, as principais que devemos ter conhecimento são: carótida, braquial, radial, abdominal e femoral.

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Circulação Pulmonar ou Pequena circulação - é a designação dada à parte da circulação sanguínea na qual o sangue é bombeado para os pulmões e retorna rico em oxigênio de volta ao coração.

Em síntese, é uma circulação coração-pulmão-coração. Inicia-se no ventrículo direito e termina no átrio esquerdo do coração.

Grande circulação, também chamada circulação sistêmica ou circulação geral - é um dos circuitos da circulação sanguínea dupla, entre o coração e todo o organismo. O sistema circulatório transporta o sangue oxigenado para longe do coração e retorna o sangue desoxigenado de volta para o coração.

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SISTEMA RESPIRATÓRIO

O sistema respiratório é o conjunto de órgãos responsáveis pelas trocas gasosas entre o organismo e o meio ambiente, ou seja, a hematose pulmonar, possibilitando a respiração celular.

Assim promove a troca de ar/gases. Na inspiração leva oxigênio para as células/pulmão e na expiração elimina expele o dióxido de carbono. Portanto o oxigênio é deslocado para o sangue, enquanto o dióxido de carbono é removido.

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O sistema respiratório e o sistema circulatório são intimamente ligados, pois é o sangue que leva o oxigênio até as células e capta o gás carbônico para levá-lo até o pulmão a fim de realizar a troca por oxigênio e trocar por gás carbônico nas células novamente.

O sistema respiratório - é composto pelas vias aéreas superiores e inferiores.

Vias aéreas superiores: cavidade oral, língua, faringe, laringe e parte da traqueia.

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Vias aéreas inferiores: parte da traqueia, brônquios e bronquíolos.

SISTEMA MUSCULOESQUELÉTICO

O sistema musculoesquelético dá forma, estabilidade e movimento ao corpo humano. Ele é constituído pelos ossos (que formam o esqueleto), músculos, tendões, ligamentos, articulações, cartilagem e outros tecidos conjuntivos do corpo.

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Conceito de Cartilagem- é uma forma elástica de tecido conectivo semirrígido – forma partes do esqueleto nas quais ocorre movimento. A cartilagem não possui suprimento sanguíneo próprio;

consequentemente, suas células obtêm oxigênio e nutrientes.

Conceito de Ossos: Ossos são órgãos esbranquiçados, muito duros, que se unindo aos outros, por intermédio das junturas ou articulações constituem o esqueleto. É uma forma especializada de tecido conjuntivo cuja principal característica é a mineralização (cálcio) de sua matriz óssea (fibras colágenas e proteoglicanas).

Sistema Esquelético

O esqueleto humano - adulto é composto por 206 ossos e fornece

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uma estrutura forte, embora flexível, para o corpo. Ele suporta e carrega as partes moles; abriga e protege órgãos vitais; produz as células vermelhas do sangue e a maior parte das brancas no interior da medula óssea; liga-se aos músculos e tendões e forma articulações, tornando possível os movimentos.

Funções do Sistema Esquelético:

o Sustentação do organismo (apoio para o corpo);

o Proteção de estruturas vitais (coração, pulmões, cérebro);

o Base mecânica para o movimento (movimentação);

o Armazenamento de sais (cálcio, por exemplo);

o Hematopoiética (suprimento contínuo de células sanguíneas novas).

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As costelas de um humano são 24 (12 pares).

Divisão do Esqueleto

o Esqueleto Axial – Composta pelos ossos da cabeça, pescoço e do tronco.

o Esqueleto Apendicular – Composta pelos membros superiores e inferiores.

o A união do esqueleto axial com o apendicular se faz por meio das cinturas escapular e pélvica.

CAVIDADES DO CORPO HUMANO E SEUS COMPONENTES

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O corpo humano possui 5 cavidades. As cavidades têm por objetivo alojar e proteger os órgãos vitais. As cinco cavidades são:

1. Cavidade Craniana 2. Cavidade Torácica 3. Cavidade Abdominal 4. Cavidade Pélvica 5. Cavidade Vertebral

Crânio

O crânio possui duas divisões principais: caixa encefálica (crânio propriamente dito): composto por 8 (oito) ossos largos e irregulares que se fundem formando a cobertura que protege o encéfalo. Face:

composta 07 pares de ossos totalizando 14 (quatorze) ossos que se fundem para dar sua forma.

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COLUNA VERTEBRAL

A coluna vertebral é constituída por 33 vértebras. Sendo que constitui junto com a cabeça, esterno e costelas, o esqueleto axial.

Superiormente, se articula com o osso occipital (crânio);

inferiormente, articula-se com o osso do quadril (Ilíaco).

Funções da coluna vertebral

o Proteger a medula espinhal e os nervos espinhais o Suportar o peso do corpo;

o Fornecer eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça;

o Exercer um papel importante na postura e locomoção;

o Servir de ponto de fixação as costelas, cintura pélvica e os músculos do dorso;

o Proporcionar flexibilidade para o corpo, permitindo (movimentos de rotação) flexão para frente, para trás, para os lados e girar sobre seu eixo.

A coluna vertebral está dividida em cinco regiões:

1. Coluna cervical (pescoço) - composta de 07 (sete) vértebras;

2. Coluna torácica (parte superior do dorso) - composta de 12 (doze) vértebras;

3. Coluna lombar (parte inferior do dorso) - composta de 05 (cinco) vértebras;

4. Coluna sacral (parte da pelve): composta de 05 (cinco) vértebras;

5. Coluna coccígea (cóccix ou cauda): composta de 04 (quatro) vértebras.

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Lesões na coluna são causadas, na maioria das vezes, por traumas ou acidentes que podem romper uma vértebra e pressionar ou destruir a circulação interna da medula espinhal acarretando, paraplegia e tetraplegia.

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MÚSCULOS

São estruturas individualizadas que cruzam uma ou mais articulações e pela sua contração são capazes de transmitir-lhes movimento. Este é efetuado por células especializadas denominadas fibras musculares, cuja energia latente é ou pode ser controlada pelo sistema nervoso. Os músculos são capazes de transformar energia química em energia mecânica.

Funções dos Músculos

correr. Produção dos movimentos corporais: Movimentos globais do corpo, como andar e

a) Estabilização das posições corporais: a contração dos músculos esqueléticos

estabilizam as articulações e participam da manutenção das posições corporais, como a de ficar em pé ou sentar.

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b) Regulação do volume dos órgãos: a contração sustentada das faixas anelares dos músculos lisos (esfíncteres) pode impedir a saída do conteúdo de um órgão oco.

c) Movimento de substancias dentro do corpo: as contrações dos músculos lisos das paredes dos vasos sanguíneos regulam a intensidade do fluxo. Os músculos lisos também podem mover alimentos, urina e gametas do sistema reprodutivo. Os músculos esqueléticos promovem o fluxo de linfa e o retorno do sangue para o coração.

d) Produção de calor: quando o tecido muscular se contrai ele produz calor e grande parte desse calor liberado pelo músculo é usada na manutenção da temperatura corporal.

SISTEMA REPRODUTOR

O sistema reprodutor humano fica localizado na cavidade pélvica.

A célula reprodutora masculina recebe o nome de espermatozoide e a célula feminina é conhecida como óvulo.

Todas as diferenças anatômicas e sentimentais experimentadas pelo homem e pela mulher são provenientes dos hormônios sexuais, que também são diferentes em ambos os sexos.

No homem atua a testosterona e na mulher a progesterona e o estrógeno. Também na mulher há o ciclo menstrual onde aproximadamente a cada 28 dias ela perde aproximadamente 20 a 80 ml de sangue através da vagina. Hemorragia natural designada de metrorragia.

SISTEMA NERVOSO

Sistema nervoso é o conjunto formado por ligações de nervos e órgãos

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SOCORRISTA RESGATISTA

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do corpo.

Funções do sistema nervoso

o Captar informações, colher informações do meio externo e interno e transformá-las em estímulos;

o Controlar e coordenar as funções de todos os sistemas do organismo, mensagens e demais estímulos externos, assim como também respondê-los,

o Ser o responsável por comandar a execução de todos os movimentos do corpo, sejam eles voluntários ou involuntários.

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Divisão Sistema Nervoso

Sistema Nervoso Periférico – SNP Sistema Nervoso Visceral – SNV Sistema Nervoso Somático – SNS Sistema Nervoso Central – SNC

Sistema Nervoso Periférico – SNP

O sistema nervoso periférico compreende os nervos cranianos e espinhais, os gânglios e as terminações nervosas.

Sistema nervoso periférico – SNP – é dividido anatomicamente em:

Nervos: São cordões esbranquiçados formados por fibras nervosas unidas por tecido conjuntivo, tendo como função conduzir impulsos ao SNC e também conduzi-los do SNC ao periférico.

Distinguem-se dois grupos, os nervos cranianos e os espinhais.

Nervos cranianos: São 12 pares de nervos que fazem conexão com o encéfalo. A maioria deles (10) originam-se no tronco encefálico. Além do seu nome, os nervos cranianos são também denominados por números em sequência craniocaudal.

Nervos espinhais: Os 31 pares de nervos espinhais mantêm conexão com a medula e abandonam a coluna vertebral através de forames intervertebrais. A coluna pode ser dividida em porções cervical, torácica, lombar, sacral e coccígea. Da mesma maneira, reconhecemos nervos espinhais que são cervicais, torácicos, lombares, sacrais e coccígeos.

Sistema Nervoso Visceral – SNV

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O sistema nervoso visceral relaciona o indivíduo com o meio interno, compreendendo fibras sensitivas (aferente) interceptores e motoras (eferente) – músculo liso e gânglios. A este último, está relacionado o sistema nervoso autônomo (SNA), ou involuntário, constituído apenas da parte motora do SNV.

Sistema Nervoso Somático – SNS

O sistema nervoso somático relaciona o indivíduo com o meio externo, compreendendo fibras sensitivas (aferente) exteroceptores e motoras (eferente) músculo estriado esquelético.

Sistema Nervoso Central

O Sistema Nervoso Central é formado pelo encéfalo e medula espinhal. Podemos dizer que ele localiza-se dentro do esqueleto axial, mesmo que alguns nervos penetrem no crânio ou na coluna vertebral.

O Sistema Nervoso Central é protegido por partes ósseas.

Meninges: O encéfalo e a medula espinhal são envolvidos e protegidos por lâminas (ou membranas) de tecido conjuntivo chamado em conjunto, de meninges. Estas lâminas são de fora para dentro: dura- máter, aracnoide e pia-máter.

O Sistema Nervoso Central – SNC é dividido anatomicamente em:

Sistema Nervoso Central – SNC

O sistema nervoso central é uma porção de recepção de estímulos, de comando e desencadeadora de respostas. A porção periférica está constituída pelas vias que conduzem os estímulos ao sistema nervoso central ou que levam até aos órgãos, as ordens emanadas da porção central. Pode-se dizer que o SNC constituído por estruturas que se localizam no esqueleto axial (coluna vertebral e crânio): a medula espinhal e o encéfalo.

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Encéfalo - Porção do sistema nervoso central localizado na caixa craniana e que compreende o cérebro, o cerebelo e o tronco encefálico.

Medula espinhal: É a continuação direta do encéfalo, localizada dentro do canal vertebral. A medula espinhal tem papel fundamental na recepção de estímulos sensitivos e retransmissão de impulsos motores.

Todos os centros importantes do encéfalo são conectados através de longos feixes nervosos, diretamente aos órgãos ou músculos que controlam. Estes feixes se unem formando a medula espinhal, transmitindo mensagens entre o encéfalo e o sistema nervoso periférico.

Estas mensagens são passadas ao longo do nervo sob a forma de impulsos elétricos. Da base do crânio, a medula se estende pelo tronco até o nível da primeira ou segunda vértebra lombar. Na porção final da medula localizam-se nervos espinhais que formam uma espécie de “cabeleira”

nervosa, comparada à cauda equina. Uma possível lesão da medula espinhal acarretará na paralisia total e irreversível dos membros abaixo da lesão.

Cérebro: Constitui a parte mais importante do encéfalo, localiza- se na caixa craniana, é centro da consciência. As funções do cérebro normal incluem a percepção de nós mesmos e do ambiente ao nosso redor, controla nossas reações em relação ao meio ambiente, respostas emocionais, raciocínio, julgamento e todas as nuances que formam a consciência, as sensações e origem dos movimentos, compreendendo o telencéfalo e o diencéfalo.

Cerebelo: Possui a função de determinar o equilíbrio do corpo e sua orientação no espaço, bem como, a regulação do tônus muscular e a coordenação das atividades motoras do organismo.

Tronco encefálico: Parte do encéfalo que une a medula espinhal aos hemisférios cerebrais e por onde transitam todas as grandes vias sensitivas e motoras.

Ponte: Localizada na parte mediana do tronco encefálico, é

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formada por agrupamentos de fibras e células nervosas. A Ponte possui três pares de nervos responsáveis pela inervação dos músculos que movimentam os olhos para os lados, dos músculos mímicos da face, das glândulas salivares e lacrimais, e conduz sensações de paladar captadas na língua.

Bulbo: Porção inferior do tronco encefálico no sentido craniocaudal, sendo que o grande forame (forame magno) constitui o limite convencional com a medula espinhal. No bulbo, localizam-se dois centros vitais, encarregados de controlar a respiração e o funcionamento vasomotor. Um tiro que atinja o bulbo mata instantaneamente. Com a lesão do bulbo, são cortados os impulsos que controlam o funcionamento dos vasos sanguíneos e dos pulmões.

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SISTEMA DIGESTÓRIO

O trato digestório e os órgãos anexos constituem o sistema digestório. O trato digestório é um tubo oco que se estende da cavidade bucal ao ânus, sendo também chamado de canal alimentar ou trato gastrintestinal.

Estruturas do trato digestório incluem: boca, faringe, esôfago, estômago, intestino delgado, intestino grosso, reto e ânus. Os órgãos digestório acessórios são os dentes, a língua, as glândulas salivares, o fígado, vesícula biliar e o pâncreas.

Funções

Destina-se ao aproveitamento pelo organismo, de substâncias estranhas ditas alimentares, que asseguram a manutenção de seus processos vitais.

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CTM TREINAMENTOS

o Transformação mecânica e química das macromoléculas alimentares ingeridas (proteínas, carboidratos, etc.) em moléculas de tamanhos e formas adequadas para serem absorvidas pelo intestino.

o Transporte de alimentos digeridos, água e sais minerais da luz intestinal para os capilares sanguíneos da mucosa do intestino.

o Eliminação de resíduos alimentares não digeridos e não absorvidos juntamente com restos de células descamadas da parte do trato gastro intestinal e substâncias secretadas na luz do intestino.

Fases

o Mastigação: Desintegração parcial dos alimentos, processo mecânico e químico.

o Deglutição: Condução dos alimentos através da faringe para o esôfago.

o Ingestão: Introdução do alimento no estômago.

o Digestão: Desdobramento do alimento em moléculas mais simples.

o Absorção: Processo realizado pelos intestinos.

o Defecação: Eliminação de substâncias não digeridas do trato gastro intestinais.

NOÇÕES DE POSIÇÃO ANATÔMICA

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Posição Anatômica é a posição padronizada de descrição do organismo, empregando-se os termos de posição e direção.

O corpo humano deverá estar em Posição Ortostática;

o Com a face voltada para frente;

o Com o olhar dirigido para o horizonte;

o Com os membros superiores estendidos ao longo do tronco

o Com as palmas voltadas para frente; com os membros inferiores unidos.

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CTM TREINAMENTOS

Divisão do corpo humano e planos anatômicos

Cabeça;

Pescoço;

Tronco

Membros.

Nos membros empregam-se termos especiais quanto a posição.

Proximal: situado mais próximo à raiz do membro; ex: falange proximal

Médio: situado entre proximal e distal; exemplo falange medial Distal: situado mais distante da raiz do membro ex: falange distal

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CTM TREINAMENTOS

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Além desta divisão, para identificar as partes do corpo humano, são definidos como Planos Anatômicos:

o Plano mediano: direito e esquerdo;

o Plano transversal: superior e inferior;

o Plano frontal: anterior (ventral) e posterior (dorsal).

QUADRANTES ABDOMINAIS Quadrante superior direito

(QSD) Quadrante superior esquerdo

(QSE) Maior parte do fígado; Baço;

Vesícula biliar; Maior parte do estômago;

Parte do intestino delgado; Parte do intestino grosso;

Parte do intestino grosso; Parte do intestino delgado;

Parte do pâncreas; Parte do pâncreas;

Parte do estômago. Parte do fígado.

Quadrante inferior direito

(QID) Quadrante inferior

esquerdo (QIE)

Apêndice; Parte do intestino grosso;

Parte do intestino delgado; Parte do intestino delgado;

Parte do intestino grosso; Parte do ovário (mulher).

Parte do ovário (mulher).

Na avaliação abdominal divide-se o abdômen em quatro partes para avaliar possíveis lesões internas denominando:

o Quadrante superior esquerdo e direito o Quadrante inferior esquerdo e direito

o Ou ainda podemos nos referimos como 1º, 2º, 3º ou 4º quadrante, em sentido horário.

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CTM TREINAMENTOS

PULSOS PALPÁVEIS (ARTÉRIAS) - CABEÇA E PESCOÇO

Frequência de Pulso. Conceito: PULSO é a expansão e contração alternada de uma artéria após a ejeção de um volume de sangue na aorta com a contração do ventrículo esquerdo.

PULSOS PALPÁVEIS (ARTÉRIAS) - MEMBROS SUPERIORES

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PULSOS PALPÁVEIS (ARTÉRIAS) - MEMBROS INFERIORES

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CTM TREINAMENTOS

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MÓDULO I - UNIDADE DIDÁTICA 2 BIOSSEGURANÇA (SEGURANÇA DO SOCORRISTA)

Objetivos:

Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:

1) Conceituar Biossegurança.

2) Conceituar Doenças infectocontagiosas;

3) Listar os principais EPI's utilizados pelos socorristas;

4) Citar e enumerar as principais enfermidades infecciosas a qual o socorrista está sujeito e os meios de transmissão no ambiente pré-hospitalar;

Princípios básicos de biossegurança (segurança do socorrista) Biossegurança

É o conjunto de ações voltadas para a prevenção, minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de serviços, que pode comprometer a saúde do homem, dos animais, do meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

O serviço pré-hospitalar, devido sua peculiaridade, faz com que o socorrista fique muito exposto a riscos, entre eles o biológico. Por isso, é necessária a utilização rigorosa dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): luva de látex ou de vinil, óculos protetor, máscara facial e coletes. Estas normas devem ser seguidas, para diminuir os riscos pelos quais o socorrista está exposto.

Doenças infectocontagiosas

São enfermidades causadas por micro-organismos patogênicos

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CTM TREINAMENTOS

(bactérias, vírus ou parasitas) que são transmitidas a outra pessoa através da água, alimentos, ar, sangue, fezes, fluídos corporais (saliva, muco ou vômito) ou ainda pela picada de insetos transmissores de doenças.

Principais EPI's utilizados pelos socorristas

Luvas descartáveis;

Máscaras faciais;

Óculos de proteção;

Colete:

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Saiba mais

Coloque aqui as definições de cada equipamento:

luvas descartáveis: Proteção contra fluidos corporais que possam entrar em contato com ferimentos nas mãos, ou podem ser levados por ela até a boca, olhos ou

mucosas.

óculos de proteção: Proteção contra fluidos corporais que possam entrar com

contato com a mucosa dos olhos durante o atendimento pré- hospitalar.

máscaras faciais: Proteção contra fluidos corporais e doenças que podem ser

transmitidas através da respiração.

colete: Acessório utilizado para guardar os materiais de uso individual e serve de proteção do socorrista sinalizando ajudando a sinalizar o local da ocorrência por ser feito

com material refletivo.

Principais enfermidades infecciosas Em ambiente pré-hospitalar

Dentre as enfermidades mais comuns encontram-se: AIDS, hepatite, tuberculose, meningite, gripe, entre outras.

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CTM TREINAMENTOS

Meios de Transmissão

✔ Pelas mãos até a boca, nariz, olhos ou feridas na pele;

✔ Por objetos ou roupas contaminadas, em contato com a boca, nariz, olhos ou ferimentos na pele;

✔ Por acidentes com perfuro cortantes.

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MÓDULO I - UNIDADE DIDÁTICA 3 SINAIS VITAIS, PRÁTICA E VERIFICAÇÃO

Objetivos:

Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:

1) Definir sinais/sintomas.

2) Listar os sinais diagnósticos.

3) Demonstrar o uso correto dos principais equipamentos utilizados para aferição dos sinais vitais.

4) Executar de forma correta a aferição FR e FC e a qualidade de cada.

5) Definir as principais alterações pupilares.

Sinais vitais: prática e verificação Sinais e sintomas

A avaliação dos sinais e sintomas ajuda o socorrista a definir a suspeita das lesões ou emergência médica que acomete a vítima.

Sinal: tudo o que é possível verificar, aferir, medir, mensurar. Ex.: palidez, diaforese, cianose, êmese.

Sintoma: tudo o que é descrito pelo paciente, que não pode ser verificado, medido, mensurado, aferido.

Ex.: dor, enjoo, tontura, astenia.

Idades referenciais para APH

No APH classificamos as pessoas conforme as idades da seguinte forma:

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CTM TREINAMENTOS

✔ Adulto: maior que 8 anos;

✔ Criança: entre 1 ano e 8 anos;

✔ Lactente: do nascimento até 1 ano.

Sinais vitais e suas referências Os quatro sinais vitais são:

✔ temperatura corporal;

✔ pulso;

✔ respiração; e

✔ pressão arterial.

Temperatura corporal

A temperatura corporal é de 36,5 à 37ºC para todas as idades.

Podemos aferir também a temperatura relativa da pele, que pode se apresentar fria, normal ou quente. Essa aferição se faz com o dorso da mão na região frontal da cabeça (testa).

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Pulso (bpm – batimentos por minuto)

✔ Adulto: 60 a 100 bpm;

✔ Criança: 60 a 140 bpm;

✔ Lactente: 100 a 190 bpm.

O pulso ideal para de aferir os batimentos cardíacos de um adulto e criança é o pulso radial (punho). Em um lactente é o braquial (próximo à axila).

Respiração (frm – frequência respiratória por minuto)

✔ Adulto: 12 a 20 frm;

✔ Criança: 15 a 30 frm;

✔ Lactente: 25 a 50 frm.

Pressão Arterial (mmHg – milímetros de mercúrio) Adulto

✔ Sistólica máxima 150 mmHg e mínima 100 mmHg;

✔ Diastólica máxima 90 mmHg e mínima 60 mmHg.

A PA de um adulto ideal é 120x80 mmHg, recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Sinais diagnósticos e suas referências

Sinais diagnósticos são utilizados para ajudar a confirmar alguma suspeita de lesão ou emergência médica. Os três sinais diagnósticos são:

a) pupila;

b) coloração da pele; e c) perfusão sanguínea.

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CTM TREINAMENTOS

Pupilas

Foto reagentes: quando há atividade cerebral a pupila reage à luz, contraindo na presença e dilatando na ausência de luz.

Coloração da pele

A pele pode apresentar-se: normal, pálida, avermelhada, cianótica.

Isocoria: iguais;

Anisocoria: desiguais;

Midríase: dilatadas;

Miose: contraídas.

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Perfusão sanguínea

Perfusão sanguínea é a circulação presente nas extremidades.

Quando um trauma ou emergência médica acomete uma pessoa, essa perfusão pode diminuir por vários motivos. Sendo assim, a perfusão sanguínea é avaliada pressionando o dedo, a extremidade perde a coloração, que deverá retornar de 2 a 3 segundos para ser considerada normal. Se demorar, a voltar, pode ser uma indicação de que há uma falha na circulação sanguínea.

Equipamentos para avaliação do paciente

✔ Lanterna pupilar:

✔ Esfigmomanômetro;

✔ Estetoscópio;

✔ Oxímetro de dedo.

Avaliação da lição

Atividade teórica. Preencha as lacunas com as idades referencias para APH.

Lactente: desde o nascimento a 1 ano;

Criança: de 1 ano a 8 anos;

Adulto: acima de 8 anos.

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CTM TREINAMENTOS

Cite os quatro sinais vitais e os três sinais diagnósticos.

Sinais vitais:

Pulso;

Respiração;

Temperatura

; Pressão Arterial.

Sinais

diagnósticos:

Perfusão Sanguínea;

Pupilas;

Coloração da Pele.

Atividade prática. Aplicação.

✔ Tenha disponível equipamentos de avaliação do paciente, exceto oxímetro.

✔ Forme duplas.

(50)

✔ Oriente aos alunos que avaliem os sinais vitais e

diagnósticos do companheiro e que anotem os dados na ficha que consta na apostila.

✔ Após anotados os dados o instrutor retomará a aula e perguntará que os socorristas

observaram se havia algum paciente com sinal vital ou diagnóstico alterado.

✔ Em caso positivo, peça para o socorrista realizar uma entrevista com o paciente para tentar descobrir o porquê dessa alteração.

✔ Logo o instrutor informará que essa atitude de entrevistar é uma etapa de

avaliação do paciente que será estudada na unidade seguinte, deve

sempre ser realizada, pois é na entrevista que se descobre informações importantíssimas.

✔ Peça para os alunos guardarem a avaliação para uma próxima utilização.

✔ Dependendo do tamanho da turma a atividade poderá

durar até 2 h/aula, pois o ideal é que o instrutor acompanhe e oriente a entrevista de cada dupla.

Nome socorrista:

Nome paciente: Idade:

(51)

CTM TREINAMENTOS

Pupilas*

Anisocórica s ou isocóricas

Miótica,

midriática ou normal

Fotorreagente ou não

fotorreagente Temperatura corporal ou relativa da pele

Pulso

Respiração

Pressão arterial

Perfusão sanguínea

Coloração da pele

(52)

Módulo I - Unidade Didática 4 Avaliação do

Paciente Objetivos:

Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:

1) Avaliação geral do paciente dimensionamento da cena;

2) Avaliação inicial;

3) Avaliação dirigida;

4) Avaliação detalhada;

5) Avaliação continuada;

6) Mensuração e colocação do colar cervical;

Avaliação do paciente

Avaliação geral do paciente

Para realizarmos a avaliação de um paciente devemos observar uma sequência de procedimentos que ajudam o socorrista a tomar decisões em relação as prioridades em cada caso.

Essa sequencia foi dividida em cinco etapas, onde mostra

claramente o que fazer em cada uma delas. As cinco fases da avaliação geral do paciente são:

1) Avaliação da cena;

2) Avaliação inicial;

3) Avaliação dirigida;

4) Avaliação detalhada; e 5) Avaliação continuada.

(53)

CTM TREINAMENTOS

Avaliação da cena

Na avaliação da cena o socorrista deve ter uma visão ampla da cena para poder identificar características da cena. Essa etapa da avaliação geral geralmente é rápida, e quando não há gerenciamento de risco, não compromete mais que 30 segundos.

Confirmar a solicitação

Muitas vezes o ocorrido não condiz com a situação real.

Ex.: o SEM é acionado para atender um desmaio, e no local encontra uma PCR.

Identificar o tipo de situação

A situação se trata de um trauma ou emergência médica.

Observar dos mecanismos de trauma

(54)

Em uma ocorrência de trauma, para podermos determinar as suspeitas de lesões das vítimas envolvidas, devemos imaginar como o trauma aconteceu e, com isso imaginar onde se encontrará as possíveis lesões.

Avaliar riscos potenciais:

Riscos que a cena pode produzir para o socorrista, vítimas e terceiros.

Gerenciar os riscos:

Tomar atitudes que minimizam os riscos;

Ex.: Em acidente de transito, acionar a PM para controle do trânsito, estabilizar veículos antes de atender pacientes que estão dentro do veículo, etc.

Checar número de vítimas

Saber quantas vítimas tem na cena de emergência; Checar necessidade de recursos adicionais Solicitar os

recursos adicionais se faz necessário;

Ex.: apoio da Celesc, em caso risco com energia, PM em caso de controle do trânsito, etc.

Colocação de EPI

Colocar todos os EPI's necessários antes de abordar a vítima.

Avaliação inicial

A avaliação inicial também é chamada de avaliação primária, é nessa

(55)

CTM TREINAMENTOS

etapa da avaliação que o socorrista tem o primeiro contato com a vítima.

Após toda a avaliação da cena o socorrista se dirige à vítima e deve:

Formar a impressão geral do paciente

Apresentar-se como socorrista

O socorrista deve se apresentar falando o nome, informando que é socorrista e pedindo consentimento para atender.

Verifica a posição do paciente, qualquer deformidade maior ou lesão óbvia e qualquer sinal ou sintoma indicativo de emergência clínica.

Ex.: Paciente dentro do veículo, sentado com a cabeça sobre o volante, de olhos fechados.

(56)

AVDI

Para avaliar o nível de consciência, usamos a técnica AVDI.

A – o paciente está alerta?

V – responde a estímulo verbal? D – responde a estímulo doloroso? I – determina inconsciência.

Devem-se seguir os passos descritos acima para determinar a inconsciência.

SBV

Oferecer o Suporte básico da vida, através do ABC da vida.

Abertura das vias aéreas: hiperextensão da cervical para casos clínicos e tração mandibular para casos traumáticos. A colocação do colar cervical adequada garante permeabilidade das VA.

Verificação de presença de pulso

No caso de ausência de respiração deve-se pesquisar presença de pulso, de preferencia no ponto carotídeo.

Colocação do colar cervical

Em caso traumático a colocação do colar se faz nessa fase da avaliação. Em caso clínico o uso do colar é dispensado.

Oxigenoterapia

A saturação mostra a quantidade de oxigênio presente no sangue. A saturação normal deve estar entre 90% e 100%. O

(57)

CTM TREINAMENTOS

oxímetro é o aparelho que mostra esta porcentagem.

Pacientes que sofrem trauma ou caso clínico, podem apresentar uma deficiência na saturação. Portanto deve-se sempre ofertar oxigênio em pacientes traumatizados e emergências clínicas.

Hemostasia de hemorragias visíveis

Ao realizar a impressão geral, o socorrista perceberá

hemorragias evidentes que devem ser contidas depois de realizada o ABC da vida.

Escala CIPE

Após as avaliações acima descritas, e com as informações colhidas o socorrista deve decidir a prioridade de transporte do paciente, para isso utiliza-se da ferramenta CIPE. Veja:

C – Crítico: parada respiratória ou cardiorrespiratória;

I – Instável: paciente inconsciente, com choque descompensado, dificuldade respiratória severa, com lesão grave de cabeça e/ou tórax;

P – Potencialmente Instável: paciente com choque compensado portador de lesões isoladas importantes;

(58)

E – Estável: paciente portador de lesões menores e sinais vitais normais.

Sabendo classificar o paciente, o socorrista deve observar que pacientes críticos e instáveis devem ser tratados na cena de emergência em no máximo 5 minutos. Os pacientes Potencialmente instáveis e estáveis em no máximo 12 minutos.

Crítico e instável: 3 a 5 minutos Potencialmente instável e estável: 10 a 12 minutos Avaliação dirigida

É a fase da avaliação onde o socorrista se dirige ao problema do paciente, realizando, ainda, mais algumas avaliações, a fim de detectar problemas que ameacem a vida do paciente. É dividida em três fases:

entrevista, exame rápido e aferição dos sinais vitais.

Entrevista

Etapa da avaliação onde o socorrista conversa com o paciente buscando obter informações dele próprio, de familiares ou de testemunhas, sobre o tipo de lesão ou enfermidade existente e outros dados relevantes:

1) Nome e idade (se é menor, procure contatar com seus pais ou um adulto conhecido);

2) O que aconteceu? (para identificar a natureza da lesão ou doença) 3) Há quanto tempo isso aconteceu?

4) Isso já ocorreu antes? (emergência clínica) 5) Você tem algum problema de saúde?

6) Você tem tomado algum remédio?

7) Você é alérgico a alguma coisa?

Exame rápido

(59)

CTM TREINAMENTOS

O exame rápido é realizado conforme a queixa principal do paciente ou em todo segmento corporal, para descobrir lesões e hemorragias não aparentes.

Ex.: Dor no braço após uma queda: se dirigir ao membro superior referido e avaliar aspecto físico, motricidade, sensibilidade e realizar o procedimento adequado a suspeita (imobilização em caso de fratura, curativos em caso de ferimento, etc.).

Aferição dos sinais vitais

Aferição do pulso, respiração, temperatura, PA. Avaliação das pupilas, temperatura relativa da pele, e perfusão sanguínea. Avalia-se também capacidade de movimentação e reação à dor.

Avaliação física detalhada

A avaliação física detalhada da cabeça aos pés deve ser realizada pelo socorrista em cerca de 2 a 3 minutos. Tem como objetivo a identificação de problemas que não foram relatados pelo paciente (fraturas, pequenas hemorragias, ferimentos).

(60)

O exame completo não precisa ser realizado em todos os pacientes, podendo ser realizado de forma limitada em pacientes que sofreram pequenos acidentes ou que possuem emergências médicas evidentes. Em casos onde o paciente é crítico ou instável o exame deve ser realizado dentro da ambulância, ou se o percurso for pequeno e não der tempo, não há necessidade de fazê- lo.

Ao realizar o exame padronizado da cabeça aos pés, o socorrista deve:

1) Verificar a cabeça (couro cabeludo) e a testa;

2) Verificar a face do paciente. Inspecionar os olhos e as pálpebras, o nariz, a boca, a mandíbula e os ouvidos;

3) Verificar a região posterior, anterior e lateral do pescoço (antes da aplicação do colar cervical, ou seja, essa verificação é feita na avaliação inicial);

4) Inspecionar o ombro bilateralmente distal / proximal;

5) Inspecionar as regiões anterior e lateral do tórax;

6) Inspecionar o abdômen em quatro quadrantes separadamente;

7) Inspecionar as regiões anterior e lateral da pelve e a região genital;

8) Inspecionar as extremidades inferiores (uma de cada vez).

Pesquisar a presença de pulso distal, a capacidade de movimentação (motricidade), a perfusão e a sensibilidade;

9) Inspecionar as extremidades superiores (uma de cada vez).

Pesquisar a presença de pulso distal, a capacidade de movimentação (motricidade), a perfusão e a sensibilidade;

10) Realizar o rolamento em monobloco e inspecionar a região dorsal (essa avaliação é feita na hora que se coloca a vítima na maca).

Avaliação continuada

A avaliação continuada é o cuidado que se dispensa ao paciente durante o deslocamento até a unidade médica. Consiste em avaliar constantemente da presença de consciência, respiração e pulso e garantir a temperatura corporal e conforto ao paciente.

(61)

CTM TREINAMENTOS

Ou seja, após a execução de todas as etapas da avaliação geral, o socorrista deve se preocupar periodicamente em reavaliar o paciente até a sua entrega à unidade médica.

Em pacientes críticos e instáveis a reavaliação deve acontecer a cada 3 minutos e Em pacientes potencialmente instáveis e estáveis, de 15 em 15 minutos.

Escala CIPE Avaliação Continuada

Estável e potencialmente instável A cada 15 minutos Instável e crítico A cada 3 minutos

Mensuração do colar cervical

Para a mensuração e colocação correta do colar deve-se seguir observar os seguintes aspectos:

✔ A vítima deverá estar com a cabeça em posição neutra;

✔ Verifique com seus dedos, a altura do pescoço que corresponde a distância entre uma linha imaginária que passa pela borda inferior da mandíbula e outra que passa pelo ponto onde termina o pescoço e se inicia o ombro.

(62)

É importante salientar que o colar cervical:

coxins; - imobiliza a cervical verticalmente, a imobilização horizontal é feita em maca com os

- deve ser de tamanho adequado ao paciente;

- não deve impedir a abertura da boca;

- não deve obstruir ou dificultar ventilação;

- se bem colocados auxiliam na permeabilidade das vias aéreas.

Avaliação da lição

Relacione as colunas mostrando em que fase do atendimento se realiza cada procedimento:

1) Avaliação da cena;

2) Avaliação inicial;

3) Avaliação dirigida;

4) Avaliação detalhada;

5) Avaliação continuada.

pés

CIPE )

( 2 ) Hemostasia de hemorragias visíveis ( 4 ) Avaliação física detalhada da cabeção aos

( 2 ) Oxigenoterapia ( 1 ) Avaliar riscos potenciais ( 3 ) Aferição dos sinais vitais

( 2 ) Decidir prioridade de transporte

(63)

SOCORRISTA RESGATISTA

CTM TREINAMENTOS

(Escala ( 1 ) Conf irma

r a s o l

icitação ( 3 ) Entrevista

( 1 ) Colocação de EPI

( 2 ) Colocação do colar cervical

( 5 ) Monitoramento do paciente durante o percurso

( 1 ) Identificar o tipo de situação ( 2 ) Oferecer o Suporte

básico da vida ( 1 ) Checar número de vítimas

( 1 ) Gerenciar os riscos ( 2 )

Exame rápido ( 2 ) AVDI

( 1 ) Observar dos mecanismos de trauma ( 2 ) Apresentar-se como socorrista

( 1 ) Checar necessidade de

recursos adicionais ( 2 ) Formar a impressão geral do paciente

(64)

Módulo I - Unidade Didática 5 Parada

Respiratória e Oxigenoterapia Objetivos:

Ao final desta lição, os participantes serão capazes de:

1) Revisar as principais partes do sistema respiratório e fisiologia;

2) Descrever o mecanismo da respiração e a importância do O2 no organismo;

3) Definir Parada Respiratória e listar suas causas;

4) Conceituar OVACE e listar suas causas;

5) Listar os sinais e sintomas de uma OVACE;

6) Descrever o uso correto dos equipamentos auxiliares utilizados para reanimação respiratória;

7) Citar a importância da oxigenoterapia, riscos, uso correto do gás e dos equipamentos.

Parada respiratória e

oxigenoterapia Técnicas de SBV

Antes de iniciar o estudo das técnicas para promover o suporte básico da vida, deve-se lembrar de que, para o serviço pré-hospitalar, teremos no mínimo três tipos de pacientes:

adultos: pessoas maiores que 8 anos;

crianças; pessoas entre 1 ano e 8 anos; e

lactentes: pessoas menores que 1 ano;

Para cada tipo de paciente existe uma técnica diferente. Podemos encontrar também pacientes obesos e gestantes onde as técnicas

(65)

CTM TREINAMENTOS

sofrem algumas alterações.

Além do tipo de paciente temos outros fatores que influenciam na técnica, como o número de socorristas e a qualificação (leigo ou treinado).

Sendo assim, temos que ficar muito atentos nas diferenças para aplicar a técnica certa para o paciente certo.

Abertura das vias aéreas

Hiperextensão cervical Abertura mandibular Casos clínicos Casos traumáticos A abertura de vias aéreas deve ser feita conforme o tipo de situação. A manobra de hiperextensão da cervical só pode ser utilizada em casos clínicos e sem nenhuma suspeita de lesão na cervical. A manobra de abertura mandibular é utilizada quando o paciente foi vítima de trauma e em casos clínicos onde há suspeita de lesão na cervical.

(66)

Checagem das VA's

A checagem das vias aéreas é feita em casos de obstrução ou quando o ar não passa nas tentativas de ventilações. Consiste em ver e retirar objetos que estejam impedindo a passagem do ar após a inconsciência do paciente.

- Adulto: pinça as cegas;

- Criança: pinça somente se visualizar o objeto;

- lactente: pinça com dedo mínimo somente se ver o objeto.

Ventilações As ventilações devem durar 1,5 a 2 segundos; Boca a boca e nariz:

Lactentes;

O socorrista deve selar sua boca na boca e nariz do lactente.

Boca a boca: crianças e adultos A boca do socorrista deve selar a boca do paciente e as narinas devem ser seladas com os dedos do socorrista em forma de pinça para impedir a saída do ar pelo mesmo.

Boca máscara: todos

A boca máscara permite que o socorrista e a vítima não tenham contato com a boca evitando contaminação de ambos. As máscaras têm tamanhos variados que se adaptam a cada idade de pacientes.

Algumas possuem válvula de entrada para O2, o que potencializa a eficácia da ventilação.

Uso do ambu e colocação da cânula

(67)

CTM TREINAMENTOS

O Ambu é um ventilador mecânico manual onde é necessário o uso da cânula a fim de evitar a obstrução das VA pelo relaxamento do músculo da língua. A mensuração da cânula é feita do canto da boca até o lóbulo da orelha em adultos e crianças e do canto da boca até a mandíbula do lactente. A cânula deve ser colocada em adulto com a extremidade contra o palato, girando-a em 180º; criança e lactente com a extremidade contra a língua, sem giro.

(68)

Verificação de pulso

O pulso mais utilizado para verificação de PCR em adultos e crianças é o carotídeo. Para verificar o pulso localize a cartilagem da tireoide e coloque a ponta dos dedos (indicador e médio) ao lado deste ponto, deslize os dedos no sulco entre a traquéia e o músculo lateral do pescoço mais próximo a você e sinta o pulso. Deve-se sempre verificar o pulso do mesmo lado que

se está para não obstruir as VA.

a p

Em lactentes o pulso mais palpável é o braquial que chamos colocando dois dedos na região medial interna ressionando contra o úmero.

Revisão do sistema respiratório Promove a troca de ar,

introduzindo o oxigênio e expelindo o dióxido de carbono. Este oxigênio é deslocado para o sangue, enquanto o dióxido de carbono é removido. O sistema respiratório e o sistema circulatório são intimamente ligados, pois é o sangue que leva o oxigênio até as células e capta o gás carbônico para levá-lo até o pulmão a fim de realizar a troca por oxigênio e

(69)

CTM TREINAMENTOS

trocar por gás carbônico nas células novamente.

O sistema respiratório é composto pelas vias aéreas inferiores e superiores. Sendo estas compostas basicamente por:

- Vias aéreas superiores: cavidade oral, língua, faringe, laringe e parte da traqueia;

- Vias aéreas inferiores: parte da traqueia, brônquios e bronquíolos. Fisiologia da respiração Inspiração

Durante a inspiração o diafragma e os músculos intercostais se contraem. Quando o diafragma se contrai, movendo-se para baixo, aumentando a cavidade torácica. Quando os músculos intercostais se contraem, elevam as costelas e estas ações se combinam para aumentar a cavidade torácica em todas as dimensões, os pulmões são puxados com ela, que se expande.

(70)

Troca gasosa

Com o pulmão cheio de ar oxigenado ocorre a troca gasosa. É retirado do sangue que está nos capilares do pulmão o dióxido de carbono e é colocado o oxigênio. Por isso no momento da inspiração o ar sai com menos oxigênio e mais dióxido de carbono.

Expiração

O diafragma e os músculos intercostais se relaxam e a cavidade torácica diminui de tamanho em todas as dimensões. A medida que a cavidade torácica diminui, o ar nos pulmões é pressionado em um espaço menor, a pressão interna aumenta e o ar é empurrado através da traqueia para o exterior.

Importância do oxigênio no organismo

O oxigênio é o combustível que as células humanas utilizam para gerar energia. Sem ele elas morreriam. Quando elas utilizam o oxigênio para gerar energia produzem como resíduo o dióxido de carbono que é liberado na expiração.

O ar atmosférico contém cerca de 21% de oxigênio. Quando respiramos não consumimos toda essa porcentagem. Inspiramos 21% e expiramos 16% de oxigênio mais dióxido de carbono.

O gás oxigênio é bastante tóxico, embora ele seja essencial para a manutenção da vida, por ser utilizado pelos organismos que obtêm energia por meio da respiração aeróbica. No entanto, a vida só é possível se a sua concentração na atmosfera não exceder os atuais 21%. O oxigênio é altamente reativo e, nos organismos vivos, o seu excesso resulta em radicais livres que roubam elétrons de outros elementos, causando assim a sua oxidação. Isso provoca alterações nos componentes celulares e,

(71)

CTM TREINAMENTOS

consequentemente, nos tecidos que constituem esse organismo, impossibilitando assim o seu funcionamento normal e a sua sobrevivência.

Obstrução de Vias Aéreas por Corpos Estranho - OVACE

São obstruções de vias aéreas causadas por corpos estranhos.

Podem ser totais, impedindo totalmente o ar de passar, ou podem ser parciais, quando permite uma pequena entrada e saída de ar.

Causas de obstrução

✔ língua (“engolir a língua”);

✔ epiglote (devido a inspirações sucessivas);

✔ corpo estranho (ex.: alimento);

✔ danos aos tecidos (ex.: ferimentos nas vias aéreas superiores);

As obstruções que podem ser tratadas no atendimento pré- hospitalar são somente os causados por objetos que possam ser expelidos, ou seja, OVACE, obstrução de vias aéreas por corpos estranhos. Em uma obstrução clínica o socorrista fica limitado pois a intervenção deverá ser invasiva, procedimento para qual o socorrista não é habilitado.

(72)

- Pacientes conscientes - O socorrista deve se apresentar e pedir permissão para ajudar, se posicionando atrás do paciente, com a perna que tem menos força para trás e a que tem maior força fica entre as pernas do socorrista levemente semiflexionada.

Essa posição favorece o socorrista no momento em que o paciente perder a consciência, pois ele cairá sobre a perna com maior força, tendo o socorrista base para colocá-lo no chão.

Sinais de obstrução grave

✔ Sinal universal de asfixia; --->

✔ Incapacidade para falar;

✔ Tosse fraca e ineficaz;

✔ Sons inspiratórios agudos ou ausentes;

✔ Dificuldade respiratória crescente;

✔ Pele cianótica;

✔ Em lactente agitação extrema dos braços e cabeça.

Tratamento para OVACE

Existem técnicas diferentes para tratar OVACE em adultos, crianças e lactentes.

Para adultos e crianças utilizamos a Manobra de Heimlich. A manobra de Heimlich consiste em comprimir a região abdominal do paciente com obstrução total ou parcial, na região média dos quadrantes superiores, com o objetivo de expelir o objeto.

A manobra de Heimlich é utilizada em adultos e crianças, com diferença de mensuração no ponto de compressão e para pacientes conscientes e inconscientes.

Já para tratar OVACE em lactentes, a técnica muda

consideravelmente. Usam-se compressões torácicas e tapagens no tórax posterior.

Técnicas para tratamento de OVACE Manobra de Heimlich

(73)

CTM TREINAMENTOS

Se o paciente for uma criança, o socorrista pode se ajoelhar ou colocá-la em uma superfície mais alta.

O próximo passo é retirar as mãos do paciente do pescoço e abrir espaço para mensurar o ponto de compressão. Há duas formas de mensuração:

1. dois dedos abaixo do processo xifoide para adultos e um dedo para crianças.

2. procurar umbigo do paciente, colocar uma mão espalmada horizontalmente e dedos unidos do umbigo para cima. O ponto e logo acima da mão espalmada. Não utilizar essa técnica em criança.

(74)

f p e

Localizando o ponto de compressão coloca- se uma mão echada é colocada com a protuberância formada pela articulação roximal do dedo polegar contra o ponto já localizado, a outra mão irá spalmada atrás da mão fechada.

O movimento é enérgico, de sentido horizontal ascendente contra o ponto de compressão. Aplica-se menos força em crianças.

A aplicação das compressões deve ser efetuadas até que o paciente desengasgue perca a consciência. Em gestantes com gravidez avançada e pacientes obesos as compressões são realizadas no tórax.

Pacientes inconscientes ou que perdem a consciência

Após as ventilações verifique pulso, se houver, ventile 12x verifique o pulso novamente.

Ventile até que a pessoa retorne ou evolua para uma PCR. Se o paciente entra em PCR, inicie RCP.

Tapotagens e compressões torácicas Pacientes

conscientes

O paciente deve ser colocado em posição supina. Depois de posicionado o paciente, o primeiro passo é a checagem das VA. Abrem-se as VA, procura-se o objeto e mesmo que não veja, realiza a busca as cegas em adultos. Em crianças e lactentes só se retira se visualizar o objeto. Realize duas ventilações. Se o ar não passa reposicione a cabeça e ventile novamente.

(75)

CTM TREINAMENTOS

Para mensurar o ponto de compressão, colocam-se os dedos indicadores e médio um dedo abaixo da linha dos mamilos, em cima do osso esterno. As compressões feitas com os dedos indicador e médio, de modo que atinja a profundidade de 1,5 a 2 cm.

Em pé ou sentado, o socorrista posiciona busca sinais de obstrução grave, se confirmada a obstrução, o socorrista posiciona o lactente em seu antebraço, em decúbito ventral, colocando seu braço entre as perninhas. Seu braço trava uma das pernas contra o tórax, sem pressionar demais. A cabeça do lactente deve estar levemente mais baixa que o nível do corpo para facilitar a saída do corpo estranho. A mão deve servir de apoio à cabeça. Nesta posição o socorrista deverá aplicar cinco tapotagens no centro das escápulas do lactente.

O socorrista deve virar o lactente em decúbito ventral, Inclinando levemente a cabeça para baixo, até o ponto que fique um pouco mais baixa que o corpo. Nessa posição o socorrista inicia as tapagens.

Após aplicar as tapagens, o socorrista deve virar o lactente em decúbito ventral, com o mesmo método anterior, aplicando 5 compressões torácicas.

(76)

Pacientes inconscientes

Se o paciente está inconsciente ou perde a consciência durante a manobra, o socorrista deve verificar primeiro as VA, abrindo a boca do lactente. Se visualizar algum objeto retirar com o dedo mínimo. Não fazer a busca às cegas.

Aplique duas ventilações. Se o ar não passa, reposicione a cabeça e aplique mais duas ventilações. Verifique pulso. Ventile até voltar ou entrar em PCR. Se entrar em PCR inicie RCP.

Equipamentos para reanimação respiratória

✔ Ambu;

✔ Máscara de para ventilação;

✔ Reanimadores manuais (Ambu);

✔ Cânulas orofaríngeas;

✔ Aspiradores portáteis;

✔ Cilindros de O2.

Coloque aqui as definições de cada equipamento:

Reanimadores manuais (Ambu): equipamento destinado a estabelecer ventilação artificial manual. Composto de bolsa, válvula e máscara, garantindo assim eficiente insuflação de ar e maior concentração de oxigênio para a vítima. Equipamento disponível

nos tamanhos adulto e infantil.

Máscara de ventilação: cumpre a mesma função do Ambu, porém a ventilação não é feita mecanicamente, é feita através do

(77)

CTM TREINAMENTOS

sopro do socorrista que envia ar até os pulmões da vítima.

Cânulas orofaríngeas ou Cânulas de Guedel: equipamento destinado a garantir a permeabilidade das vias áreas em vítimas inconscientes devido a queda da língua contra as estruturas do palato, promovendo a passagem de ar através da orofaringe. Possui vários tamanhos.

Aspiradores portáteis: destinado para aspiração de secreções da cavidade oral, as quais

obstruem a passagem de oxigênio sendo indispensável uma unidade portátil e uma unidade fixa na ambulância.

Cilindros de O2: unidade portátil destinada a dar suporte de oxigênio a vítima acidentada no local da ocorrência inicial, com capacidade de 300 litros e fluxômetro a fim

de dosar a administração de 1 à 15 litros de oxigênio por minuto.

Oxímetro: aparelho eletrônico destinado à medição da saturação periférica de

(78)

oxigênio.

Precauções no uso de oxigênio

✔ Nunca transfira ou misture gases de um cilindro para outro (transvazamento);

✔ O oxigênio facilita a combustão, portanto, mantenha-o afastado das fontes de chama do local onde estiver sendo empregado. Nunca fume quando o estiver manipulando. Evite o contato com óleos e graxas;

✔ Evitar batidas e quedas do cilindro. Um golpe mais forte que rompa a válvula poderá fazer o cilindro ser impulsionado como um míssil;

Protocolos

Os protocolos são sequências pré-estabelecidas a fim de garantir eficácia plena no atendimento realizado.

Serão apresentados protocolos de ventilações de resgate, OVACE consciente e inconsciente. Todos os protocolos estão em forma e lista de checagem.

Check list: ventilação de resgate 1. Abra VA

2. Se não respira realize duas ventilações, se não passa reposicione a cabeça e ventile novamente.

Se o ar passa Se o ar

não passa 3. Mas o paciente continua não responsivo,

verifique pulso.

3.

Inicie a inicie RCP

Se há pulso Se não há pulso

(79)

CTM TREINAMENTOS

4. Se há pulso realize 12 ventilações

(adulto) ou 20 ventilações (criança ou lactente)

4. Inicie a inicie RCP

5. Verifique pulso novamente

6. Prossiga com os itens 4 e 5 até o paciente retomar a respiração ou entrar em PCR

7. Se retomar a respiração coloque em posição de recuperação e se entra em PCR realize

RCP

Obs.: A abertura de VA em pacientes sem suspeita de trauma é feita com a hiperextensão cervical, em pacientes com suspeita de trauma é realizada a manobra modificada (mandibular).

Referências

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