VI Congreso ALAP. Dinámica de población y desarrollo sostenible con equidad

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VI Congreso ALAP

Dinámica de población y desarrollo sostenible con equidad

As recentes transformações na dinâmica demográfica e migratória de Santa Catarina e a importância do

Observatório das Migrações para o seu estudo

Luís Felipe Aires Magalhães

Etapa 3

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Resumo Ampliado.

Introdução.

O “Observatório das Migrações em Santa Catarina” é iniciativa coletiva vinculada ao Mestrado de Planejamento Territorial e desenvolvimento socioambiental da UDESC (Universidade do Estado de Santa Catarina) contando com pesquisadores associados, mestrandos e doutorandos e articulado a outras inciativas como o Observatório das Migrações em São Paulo. A criação desse Observatório tem por objetivo organizar, sistematizar e dar visibilidade e cometimento públicos a estudos temáticos sobre migrações internas e internacionais no Estado de Santa Catarina, região Sul do Brasil.

O Observatório das Migrações de Santa Catarina para articular estes objetivos possui duas linhas temáticas.

A primeira se chama “Migrações na Virada do Século XIX para o XX”, em que se estudará em perspectiva histórica a importância dos fluxos migratórios internos e internacionais para a formação econômica e social catarinense, particularmente no período assinalado.

A segunda se chama “Migrações Contemporâneas”, em que se estudará as mobilidades e migrações internas e internacionais que ocorreram a partir da década de 50 e se intensificam, no caso dos fluxos internacionais no final do século XX. Compreender a configuração desses fluxos, os locais de destino, as redes que se tecem e articulam origem e destino, possibilitará identificar/mapear as especificidades de cada fluxo e os impactos destes em termos de estrutura e concentração urbana no Estado.

No que se refere à primeira linha, há de se considerar que foi decisivo para o Estado os movimentos de imigração para colonização e povoamento no final do século XIX e início do século XX, demonstrando que mobilidade populacional constitui a formação sócio espacial do Estado. Desde a formação da população catarinense, os movimentos de povoamento e de colonização estiveram presentes, marcando as especificidades sociais, econômicas, políticas e culturais das regiões do Estado de Santa Catarina. Dos movimentos de portugueses e açorianos, vinculados ao sistema de economia mercantil colonial, à imigração de alemães, italianos, poloneses, dentre outros grupos de imigrantes relacionados ainda ao processo de colonização e povoamento do interior do

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estado e, mais tarde, com o início do processo de industrialização no final do século XIX, as migrações perpassam a totalidade da dinâmica social do Estado sendo um aspecto importante na história do Estado. Aspectos marcantes da formação da população do Estado têm sua origem nos processos migratórios anteriores, e nisto relacionam-se com diversos outros elementos, como a forma de ocupação de solo, as culturas produtivas e os padrões de produção, por exemplo. De uma forma igualmente relevante, as etnicidades envolvidas nos processos migratórios marcam especificidades regionais que qualquer análise social do Estado tem de levar em consideração. Se para entender o Estado de Santa Catarina é preciso um olhar apurado sobre suas desigualdades e especificidades internas, da mesma forma para entender estas particularidades se faz necessário uma análise histórica dos impactos das migrações na formação social catarinense.

Em termos concretos, as migrações no Estado de Santa Catarina relacionam-se intimamente com o processo de desenvolvimento econômico e social catarinense, com repercussões regionais no Estado muito claras.

Durante o período de 1880 a 1945, podemos dizer que se originam e crescem em Santa Catarina as industrias madeireira, alimentar, carbonífera e têxtil. A metal-mecânica e moveleira também nascem nesse período, porém iniciaram um crescimento mais acelerado somente nos anos posteriores. Nesse período, ocorreram duas grandes mudanças sociais-demográficas em Santa Catarina: a primeira com a entrada de imigrantes europeus, de 1875 a 1900, no Vale do Itajaí, no norte e no sul, e que se estende em ritmo desacelerado até o início dos anos 1920; e a segunda com o movimento migratório de imigrantes e descendentes provenientes do Rio Grande do Sul, a partir de 1917, em direção ao oeste catarinense, estendendo-se até os anos 1950, e que fazia parte das frentes pioneiras de colonização capitalista (fronteira agrícola)”

(GOULARTI FILHO, 2007, p. 72).

No que se refere à segunda linha temática, é importante destacar que Santa Catarina tem passado, nas últimas décadas, por uma intensa redistribuição espacial de sua população.

Mesorregiões como a do Oeste e do Sul do Estado perdem população, ao passo em que há uma concentração desta população no litoral e especialmente na região da Grande Florianópolis. Esta redistribuição está associada, por sua vez, à transformações nas estruturas produtivas do Estado, diretamente associadas ao ciclo do capital na economia dependente e à divisão internacional do trabalho (SINGER, 1973; MAGALHÃES, 2013). No Oeste, por exemplo, a centralização do capital no interior do sistema de integração agroindustrial comprometeu a produção dos pequenos agricultores familiares, liberando milhares de trabalhadores do campo para as cidades. Num primeiro momento, são sempre as cidades mais próximas as primeiras a receber: no

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Oeste catarinense, as regiões de Chapecó, Caçador, Videira e Joaçaba passam a constituir-se como verdadeiros pontos de passagem ou polos locais de atração de população, concentrando os fluxos migratórios na região e os dispersando ao litoral, posteriormente. A migração resultante deste processo altera a dinâmica demográfica do Estado, incidindo nas estruturas produtivas e na paisagem urbana dos municípios envolvidos. A Tabela 1 apresenta os dados referentes à participação da população da Mesorregião Oeste de Santa Catarina em termos de população total do Estado:

Tabela I – Participação relativa da população da Mesorregião Oeste de Santa Catarina em relação à população total do Estado (1970-2010)

Ano Participação relativa da população (em %) 1970 26,3

1991 24,4 2000 20,0 2010 19,2

Fonte: IBGE, 2013, ALVES e MATTEI, 2006.

A centralização do capital e o progressivo desmonte do sistema de integração no Oeste catarinense demonstraram uma das mais importantes faces do processo migratório interno no Estado: a ausência de possibilidades concretas e materiais de manutenção social e econômica da existência nas cidades de origem. A migração coloca-se, especialmente desde o início dos anos 1980, como a principal ou mesmo única esperança de mobilidade social.

Mas a dinâmica migratória no Estado de Santa Catarina não é condicionada apenas pelas transformações ocorridas no Oeste. Também a Região Sul do Estado tem sido objeto de transformações econômicas e sociais absolutamente vinculadas à dinâmica migratória no Estado. A Mesorregião Sul de Santa Catarina possuiu, durante décadas, o setor carbonífero como a principal atividade produtiva. Especialmente desde o início do século XX, o carvão, e com sua institucionalização e expansão, o Complexo Carbonífero de Santa Catarina, concentrado no Sul, foi a principal forma de vinculação da região com o capitalismo mundial, isto é, a forma com que a região inseriu-se na divisão internacional do trabalho (MAGALHÃES, 2013). A expansão carbonífera atingiu importância crescente na região, condicionando as estruturas econômicas, sociais e políticas em torno às necessidades do carvão. Como consequência, a região sempre foi vítima de uma ausência de dinamismo e diversificação produtiva, de modo

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que uma crise no setor anunciaria uma crise econômica e social em toda a região. Nas últimas duas décadas do século XX, a produção do carvão entra em crise, em razão sobretudo da extinção dos estímulos e subsídios do Governo Federal à produção e da elevação do consumo preferencial pelo carvão importado. O resultado foi um saldo imenso de trabalhadores mineiros liberados de seu emprego e uma devastação ambiental seríssima, em especial nos mananciais hídricos e na qualidade do ar. A deterioração econômica, social e ambiental atuou como fatores de expulsão da região, condicionando uma dinâmica migratória que, como aquela impulsionada desde o Oeste, também se dirige aos municípios da própria Mesorregião Sul, que não dependem tanto do carvão, e a Florianópolis. Todavia, mais que qualquer outra Mesorregião em Santa Catarina, o Sul é também origem de fluxos migratórios ao exterior, especialmente Estados Unidos e Itália. (ASSIS, 2011, ASSIS e SIQUEIRA 2009, ASSIS E CAMPOS, 2008)

A vinculação da cidade de Criciúma com os Estados Unidos existe desde meados da década de 1960, quando os primeiros moradores da cidade mudaram-se para tentar a vida no país da América do Norte. Com o tempo, a formação de redes sociais destes emigrantes nos Estados Unidos, particularmente na cidade de Boston, e a própria crise produtiva, social e ambiental que atinge Criciúma e toda a Mesorregião Sul do Estado, este fluxo se expande, se constituindo, mais fortemente a partir do final da década de 1990, em um dos mais importantes fluxos migratórios no Estado. Um fluxo, aliás, caracterizado pelo baixo nível de domínio do inglês, pela busca de trabalho como principal motivo alegado pelos próprios emigrantes e pela chegada aos Estados Unidos de forma indocumentada (PERES, HIRANO e FUSCO, 2002, ASSIS, 2011). Estas características condicionam fortemente a entrada destes emigrantes no mercado de trabalho local, os submetendo a condições de super exploração da força de trabalho (MAGALHÃES, 2013).

Ainda no âmbito das migrações internacionais, o Estado de Santa Catarina, particularmente as cidades situadas na Mesorregião do Vale do Itajaí, tem presenciado a chegada de contingentes migratórios, o estado na segunda metade do século XX volta a receber imigrantes, mas agora não mais vindos da Europa e sim da América Latina (Ihá, 2007) e mais recentemente, os haitianos trazem novos ingredientes étnicos a um Estado que construiu um imaginário de estado formado por imigrantes europeus, o que traz novas questões e problemas para inserção e adaptação desses grupos. .

A chegada dos haitianos, mais recente, se insere nos deslocamentos causados por catástrofes ambientais. Desde o terremoto que atingiu o Haiti, em Janeiro de 2010,

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muitos haitianos têm deixado o seu país e migrado ao sul da América Latina, em busca de trabalho e melhores condições de vida. O fenômeno não é novo em razão de sua origem, dado que há décadas os Estados Unidos recebem haitianos, hondurenhos, salvadorenhos e demais povos da América Central e Caribe, além dos mexicanos. É o destino, mais ao sul, que constitui novidade no fenômeno. Concentrados inicialmente na fronteira do Brasil com o Peru, no território pertencente ao Estado do Acre, os haitianos, não sem grande dose de dificuldades e resistências, migraram rumo às grandes cidades brasileiras, como São Paulo e Belo Horizonte, por exemplo. Todavia, a enorme necessidade de força de trabalho, preferencialmente barata, no setor da Construção Civil e nos supermercados em Balneário Camboriú logo atuou como um fator de atração para os haitianos. Trata-se, hoje, de um fenômeno que expressa a posição central que Santa Catarina tem ocupado em termos de dinâmica migratória em toda a Região Sul do país.

Em uma trajetória que inclui na rota países como República Dominicana, Equador, Lima e, ao que indicam pesquisas recentes (MAGALHÃES, 2014), termina em Balneário Camboriú e outras cidades da região. Trata-se de um fluxo ainda recente (PATARRA, 2012), caracterizado também pela chegada indocumentada ao país e por extensivas jornadas de trabalho nos locais de destino (MAGALHÃES, 2014). Outras características deste fluxo são i) a realização frequente pelos imigrantes de envio de remessas aos familiares que permanecem no país e ii) o seu elevado grau de organização, principalmente através da criação, aonde vão, de Associação de Haitianos residentes na cidade, como é o caso de Balneário Camboriú – SC. A presença haitiana em Santa Catarina é um traço de fundamental importância na atual dinâmica migratória catarinense, vinculado de maneira direta o Estado na dinâmica contemporânea das migrações internacionais.

Estes fluxos migratórios são apenas aqueles mais evidentes e representativos da dinâmica migratória catarinense. Junto a outros, como o de argentinos às cidades litorâneas do Estado e de paraguaios na região da fronteira com o Estado do Paraná, indicam a consolidação de Santa Catarina como um Estado polo de atração de população, nacional e internacional.

Todavia, o que nos parece mais relevante, para este trabalho, é destacar que os movimentos migratórios internos em Santa Catarina fazem referência direta à processos de transformação econômica nas regiões de origem, processos estes caracterizados pela centralização do capital e liberação do trabalho de milhares de pessoas. A inviabilidade crescente de reprodução material nestas cidades coloca o litoral como opção de trabalho

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e de mobilidade social, como local em que que se concentram melhores oportunidades.

Isto explica, também, a concentração populacional maior existente na faixa litorânea de Santa Catarina, particularmente de Palhoça – Florianópolis até Joinville – São Francisco do Sul.

Do ponto de vista das migrações internacionais, compete analisar, detidamente, a produção histórica das relações entre o Estado e a região de origem/destino do fluxo.

Um fluxo migratório internacional é, como o interno embora com especificidades, resultado da criação de fatores de expulsão e de atração, e da mediação entre eles. Estes fatores fazem, via de regra, menção à posição da região de origem/destino e de Santa Catarina na divisão internacional do trabalho, e à capacidade de apropriação, pelo capital, da mobilidade da força de trabalho em escala mundial.

Atualmente, o processo migratório rumo ao litoral de Santa Catarina, especialmente Florianópolis, deve ser pensado tendo em vista as estratégias ideológicas de produção das cidades-mercadorias. Florianópolis está sendo anunciada, nos últimos anos, como capital referência em qualidade de vida, cidade de elevada infraestrutura em saúde e educação, além de ilha com belas paisagens naturais. A produção de Florianópolis como uma cidade mercadoria ocorre abertamente, através de anúncios em revistas de divulgação nacional, páginas eletrônicas e de pesquisas amparadas em indicadores sociais e econômicos controversos. Todos estes elementos incidem diretamente na consciência do migrante, que toma sua decisão em relação ao destino tendo em vista estas promessas envolvidas na cidade mercadoria – bem como na existência de redes sociais.

O resultado, como vimos, é a formação de grandes fluxos migratórios para estas regiões mercadoria, além de crescimento demográfico nestas cidades.

A cidade de Florianópolis, por exemplo, possui hoje significativa parcela de sua população que não nasceu no município e que não nasceu no Estado de Santa Catarina.

Dos 421.240 habitantes de Florianópolis, 219.819 deles não nasceram no município, ou seja, 52,18% da população residente de Florianópolis não é natural de Florianópolis.

Ademais, 127.978 habitantes de Florianópolis não nasceram sequer em Santa Catarina, o que corresponde a 30,38% da população residente do município.

Muitos destes novos moradores chegaram à cidade recentemente. A Tabela II apresenta alguns dados sobre população residente, população residente que não morava na região em 31/07/2005 (quesito data-fixa de 5 anos antes da aplicação do Censo Demográfico de 2010), e a porcentagem da população residente que chegou à região nos

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últimos 5 anos:

Tabela II – População residente e migrantes nos últimos 5 anos (regiões selecionadas, em 2010).

Região ou Município População Residente

Imigrantes nos últimos 5 anos

% da população residente que eimigrou nos últimos 5 anos

Santa Catarina 6.248.436 736.702 11,7

Grande Florianópolis 994.095 144.307 14,5

Florianópolis 421.240 63.215 15

São José 209.804 31.461 14,9

Palhoça 137.334 20.944 15,25

Fonte: IBGE, 2013.

A cidade que estes migrantes encontram, todavia, não é necessariamente a cidade dos cartões postais, das agências de turismo e das novelas nacionais. Para a grande maioria dos migrantes, Florianópolis se apresenta sob a forma de morros, habitações precárias, inadequadas condições de saneamento básico, e dificuldades diárias de transporte urbano. Todos estes problemas relacionam-se com uma dinâmica urbana rigorosamente inscrita no âmbito do mercado, da valorização dos espaços urbanos em detrimento do atendimento aos direitos sociais, como o direito à moradia, por exemplo.

Como visto, estudar dinâmica migratória recente em Santa Catarina é um desafio de nosso tempo: consolidar a análise dos fluxos já historicamente constituídos e, no que se refere aos fluxos mais recentes, particularmente o de haitianos, romper com certa narrativa que reforça a epopeia do desbravador branco e silencia sobre a saga do migrante negro, indígena e mesmo árabe. Ambos desafios, na medida em que as migrações são um processo social que escapa à explicações deterministas, exige uma equipe de trabalho ampla e heterogênea, de várias tradições teóricas e de várias áreas do conhecimento.

Objetivos.

O objetivo fundamental do Observatório das migrações em Santa Catarina é compor uma estrutura de pesquisadores e estudiosos do tema, reunir suas pesquisas e constituir

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um grupo de análise e avaliação do processo migratório catarinense em suas múltiplas dimensões. A montagem de tal equipe de trabalho especificamente sobre este tema constitui fato inédito em Santa Catarina, podendo oferecer à sociedade catarinense materiais teóricos e metodológicos sobre migrações no Estado de fundamental validade para o entendimento da realidade histórica e atual de Santa Catarina.

Metodologia.

Como afirmado anteriormente, o Observatório das Migrações no Estado de Santa Catarina é um projeto temático de pesquisa composto de duas linhas temáticas: uma linha temática sobre as migrações, internas e internacionais, durante a passagem do século XIX ao XX, e a importância destes fluxos à formação econômica e social catarinense; e uma linha temática sobre as migrações, internas e internacionais, contemporâneas no Estado, a atual dinâmica migratória catarinense e seus impactos sobre a questão urbana.

Estas linhas temáticas possuem, por sua vez, projetos temáticos. O Observatório das Migrações no Estado de Santa Catarina possui um conjunto de estudos temáticos a partir dos quais os pesquisadores envolvidos desenvolvem suas pesquisas, apresentam questões para debate e apontam resultados para seminários e publicações temáticas.

As pesquisas realizadas no Observatório se valerão de diferentes perspectivas metodológicas, pois o laboratório é constituído de sociólogos, demógrafos, historiadores. Portanto, as metodologias serão discutidas no observatório e adequadas a cada objeto e campo de conhecimento. Nesse sentido, utilizaremos de procedimentos qualitativos como etnografias, historia de vida, entrevistas, relatos orais e procedimentos quantitativos como surveys, levantamentos sócio-demograficos.

Metodologicamente, utilizaremos ainda recursos de geoprocessamento, como mecanismo de espacialização das informações migratórias em mapas temáticos.

Resultados Esperados.

De uma forma geral, espera-se obter como resultado do Observatório a criação e consolidação de um espaço, ainda inédito no Estado, que levante informações, produza análise teórica e metodológica e divulgue ao público de interesse, dados e textos relativos à dinâmica migratória no Estado, interna e internacional.

De forma mais específica, espera-se que o Observatório crie um Banco de Dados a

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partir do avanço dos estudos temáticos e seus resultados obtidos, e confeccione, para disponibilização ao grande público, um Atlas Temático sobre as migrações no Estado.

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