Como montar uma empresa de prestação de serviços para

Texto

(1)

Como montar

uma empresa de prestação de

serviços para

EMPREENDEDORISMO

(2)

Expediente

Presidente do Conselho Deliberativo

Robson Braga de Andrade – Presidente do CDN

Diretor-Presidente

Guilherme Afif Domingos

Diretora Técnica

Heloísa Regina Guimarães de Menezes

Diretor de Administração e Finanças

Vinícius Lages

Unidade de Capacitação Empresarial e Cultura Empreendedora

Mirela Malvestiti

Coordenação

Luciana Rodrigues Macedo

Autor

Roberto Chamoun

Projeto Gráfico

Staff Art Marketing e Comunicação Ltda.

www.staffart.com.br

(3)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

TOKEN_HIDDEN_PAGE

Sumário

1 1. Apresentação ...

2 2. Mercado ...

3 3. Localização ...

4 4. Exigências Legais e Específicas ...

5 5. Estrutura ...

5 6. Pessoal ...

5 7. Equipamentos ...

6 8. Matéria Prima/Mercadoria ...

6 9. Organização do Processo Produtivo ...

7 10. Automação ...

7 11. Canais de Distribuição ...

8 12. Investimento ...

8 13. Capital de Giro ...

9 14. Custos ...

10 15. Diversificação/Agregação de Valor ...

10 16. Divulgação ...

10 17. Informações Fiscais e Tributárias ...

12 18. Eventos ...

13 19. Entidades em Geral ...

13 20. Normas Técnicas ...

13 21. Glossário ...

14 22. Dicas de Negócio ...

14 23. Características ...

15 24. Bibliografia ...

16 25. URL ...

(4)

Apresentação / Apresentação

1. Apresentação

Os idosos têm necessidades específicas que podem ser atendidas por serviços que os proporcione satisfação e poupe tempo de espera e desconforto.

Aviso: Antes de conhecer este negócio, vale ressaltar que os tópicos a seguir não fazem parte de um Plano de Negócio e sim do perfil do ambiente no qual o

empreendedor irá vislumbrar uma oportunidade de negócio como a descrita a seguir. O objetivo de todos os tópicos a seguir é desmistificar e dar uma visão geral de como um negócio se posiciona no mercado. Quais as variáveis que mais afetam este tipo de negócio? Como se comportam essas variáveis de mercado? Como levantar as informações necessárias para se tomar a iniciativa de empreender

O ser humano ganhou mais 20 anos de expectativa de vida nas últimas décadas. O que fazer com eles? Aproveitá-los da melhor forma possível. O recuo dos

preconceitos, o avanço da medicina e a reforma da Previdência afastam cada vez mais a imagem da cadeira de balanço, do arrastar dos chinelos e estimulam realizações de projetos sempre adiados. Nesse contexto, aumenta a popularidade de um conceito que nos velhos tempos soaria estranho: aposentadoria empreendedora, ativa, repleta de vitalidade e associada à prática de um esporte.

O Brasil tem envelhecido rapidamente. Hoje são120 idosos para cada 100 crianças.

Segundo dados do IBGE, em 2005, a faixa etária de pessoas com mais de 60 anos - que é conhecida tecnicamente por terceira idade, mas que o mercado está chamando de sênior, já representou cerca de 8,8% dos brasileiros, com previsão de que esse número chegue a 17% em 2030, quando passaremos do 16º para o 6º país com maior número de idosos.

O Brasil tem 14,5 milhões de pessoas com mais de 60 anos, o dobro do que há duas décadas, e que dobrará nos próximos 20 anos. A expectativa de vida também subiu, de 62 anos na década de 80, para 71 anos, hoje.

Está na hora de toda essa gente viver melhor. Conhecer as necessidades deste

público é fundamental para uma iniciativa mercadológica eficaz. Neste panorama estão inseridos tanto os senhores que jogam xadrez na praça e as senhoras que fazem tricô em casa, até aqueles que viajam regularmente, fazem academia e consomem

produtos e serviços altamente especializados.

(5)

Apresentação / Apresentação / Mercado

O desafio de descobrir o que fazer com a terceira idade no novo século inquieta empresas, que não sabem como explorar o potencial de consumo de um segmento influente e cada vez mais numeroso.

Este documento não substitui o plano de negócio. Para elaboração deste plano consulte o SEBRAE mais próximo

2. Mercado

Os empreendedores têm que estar atentos para o grupo de clientes idosos, os quais agora estão sendo chamados de SENIORS. Em função da evolução da medicina, a saúde dos idosos tem melhorado e em conseqüência deste fato, muitos têm se mantido na ativa, ainda trabalhando para complementar sua aposentadoria.Essa atitude leva os mesmos a ditar mudanças e tendências no mercado consumidor, fazendo com que as empresas comerciais e industriais se preocupem com as necessidades desta nova faixa de clientes consumidores.Para identificar com mais clareza o vigor e poder de consumo da terceira idade, a Consultoria Indicador GFK, realizou uma pesquisa a qual foi divulgada no ano de 2007, onde demonstra que os mesmos têm um potencial de consumo de 7,5 bilhões de reais por ano. Somando-se a essa informação, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou em seus dados de 2008, que a terceira idade representa 10,5% da população do país.

Este percentual significa que estamos falando de 18 milhões de pessoas com mais de 60 anos.É de fundamental importância que as empresas passem a buscar conhecer melhor esse cliente, pois como já mostrado nos números está aí para ser encantado.

Segundo o diretor de Planejamento e Negócios da Gerencial Brasil, Sidney Porto, algumas características tornam este público muito especial na hora da compra:- Eles são mais fiéis à tradição,- Têm pouca tolerância à demora e ao barulho, - Além de reagir positivamente à oferta de produtos que saciem suas necessidades.Porto define o idoso como um cliente que quer ser encantado por algum diferencial, segundo ele,

“um supermercado que ofereça alguém para acompanhá-lo em suas compras, auxiliando-o desde a entrada na loja até a colocação dos produtos no carro,

certamente terá a preferência desse público, mesmo que cobre preços mais altos que os concorrentes.”Outro fator relativo a essa faixa de consumidor é com relação a situação financeira. Apesar de no Brasil relacionarem o idoso com dependência econômica, boa parte destes sustenta sua família e sabe gerir o próprio dinheiro.Em palestra realizada no III Fórum da Longevidade da Bradesco Vida e Previdência, o cientista social e ex-coordenador da ONU (Organização das Nações Unidas), José Carlos Libânio, apresentou os seguintes dados:- "Apenas 5% dos idosos e 2% das idosas relatam viver com dificuldades financeiras. É um mito achar que eles vivem mal".- 85% dos idosos têm autonomia financeira, dos quais 71% afirmaram ter controle total das despesas, enquanto 14% disseram que o controle é parcial. "O Brasil é diferente de outros países, aqui o idoso está mais absorvido pelo mercado de

(6)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização

trabalho", afirmou.

"

3. Localização

A expectativa é que o mercado de serviços para idosos ofereça um campo muito grande para se trabalhar, contudo, é preciso ter visão de negócio e não desenvolver um serviço voltado para a terceira idade numa área cuja população local não possua o perfil demográfico adequado. O local ideal para se estabelecer um centro de

convivência ou outros serviços voltados para pessoas com mais de sessenta anos são as regiões metropolitanas e/ou locais com grande concentração de idosos. Por isso, o primeiro passo é realizar uma pesquisa de mercado, avaliando a região em relação à concorrência, poder aquisitivo dos moradores, opções de lazer e pontos de interesse para o seu público alvo. Este estudo do local é importantíssimo, uma vez que,

influenciará consideravelmente a formatação de serviços e sua política de preços.

Serviços tais como o transporte particular, ginástica, aulas de música, informática, ou atendimento fisioterápico domiciliar são exemplos de atividades para a terceira idade cuja, a administração e operação do negócio podem ser feitas a partir da própria casa do empreendedor. Contudo, se o empreendedor decidir aumentar ou diversificar a prestação de serviço, através da criação de um centro de permanência diurna para cidadãos acima de 60 anos, onde possa oferecer serviços tais como cursos de danças, ginástica, jogos, banda musical, coral, culinária, trabalhos manuais, etc. ele irá precisar de um imóvel comercial adequado aos seus planos de funcionamento. Para isto, ele precisará atentar para os seguintes aspectos: a) Certifique-se de que o imóvel em questão atende as suas necessidades operacionais quanto à localização, capacidade de instalação, características da vizinhança - se é atendido por serviços de água, luz, esgoto, telefone etc. b) Cuidado com imóveis situados em locais sem ventilação, úmidos, sujeitos a inundações ou próximos às zonas de risco. Consulte a vizinhança a respeito. c) Verifique se o imóvel precisará de muitas adaptações, tais como

rebaixamento de degraus, eliminação de escadas, instalação de rampas, elevadores, etc. d) Verifique se o imóvel está legalizado e regularizado junto aos órgãos públicos municipais que possam interferir ou impedir sua futura atividade. e) Confira a planta do imóvel aprovada pela Prefeitura, e veja se não houve nenhuma obra posterior,

aumentando, modificando ou diminuindo a área primitiva, que deverá estar

devidamente regularizada. f) Verifique também na Prefeitura Municipal:I) se o imóvel está regularizado - se possui o HABITE-SE; II) se as atividades a serem desenvolvidas no local respeitam lei de zoneamento do município; III) se os impostos que recaem sobre o imóvel estão em dia - IPTU, ITR; IV) a legislação municipal que trata da instalação de anúncios. Tratando-se de imóvel alugado, negocie o valor do aluguel, data de pagamento, prazo de locação e demais cláusulas com o locador, na forma e

(7)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas

condições compatíveis com o empreendimento, considerando o tempo de retorno do investimento. O Alvará de Funcionamento É um documento que autoriza o exercício de uma atividade, levando em conta o local, o tipo de atividade, o meio ambiente, a

segurança, a moralidade, o sossego público, etc. Nenhum imóvel poderá ser ocupado ou utilizado para instalação e funcionamento de usos não-residenciais sem prévia emissão, pela Prefeitura, da licença correspondente, sem a qual será considerado em situação irregular. A licença de funcionamento deverá estar afixada em local visível ao público. Segundo o Estatuto do Idoso (lei n.º 10.741, de 1º de outubro de 2003), as entidades de assistência ao idoso, de permanência de curta duração, ficam sujeitas à inscrição de seus programas, junto ao órgão competente da Vigilância Sanitária e Conselho Municipal da Pessoa Idosa, e em sua falta, junto ao Conselho Estadual ou Nacional da Pessoa Idosa. Elas deverão especificar os regimes de atendimento, observados os seguintes requisitos:I - oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitação, higiene, salubridade e segurança;II - apresentar objetivos estatutários e planos de trabalho compatíveis com os princípios desta Lei;III - estar regularmente constituída;IV - demonstrar a idoneidade de seus dirigentes. Segundo o Estatuto do Idoso, os Conselhos Municipais da Pessoa Idosa são os órgãos

responsáveis pela coordenação da implantação da Política Municipal do Idoso. Por esta razão, o empreendedor deverá consultar o respectivo Conselho de sua cidade para se interar de possíveis exigências locais de funcionamento da sua empresa.

4. Exigências Legais e Específicas

Estatuto do Idoso (lei n.º 10.741, de 1º de outubro de 2003) Lei nº. 8.842, de 4 de janeiro de 1994. Dispõe sobre a política nacional do idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e dá outras providências. Lei nº. 6.437, de 20 de agosto de 1977. Configura infrações à legislação sanitária federal, estabelece as sanções respectivas, e dá outras providências. Lei 11.433, de 28 de dezembro de 2006. Institui o Dia Nacional do Idoso.

Decreto nº. 1.948 de 03 de Julho de 1996. Regulamenta a Lei nº. 8.842, de 4 de janeiro de 1994, que dispõe sobre a política nacional do idoso e dá outras

providências.Além das exigências estabelecidas na lei nº. 10.471, de 1º de outubro de 2003, é necessário tomar as seguintes providências para a abertura da empresa: - Registro da empresa na Junta Comercial; -Inscrição na Receita Federal para obtenção do Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ (www.receita.fazenda.gov.br); -Se for contribuinte do ICMS (venda de autopeças), registrar a empresa na Secretaria da Fazenda do Estado; -Inscrição da empresa na Prefeitura Municipal para obtenção do Cadastro de Contribuinte do ISS; -Registro na Previdência Social para inscrição da empresa no INSS (www.mpas.gov.br).

(8)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos

5. Estrutura

A estrutura ideal de um Centro de Convivência inclui um imóvel com área de cerca de 200 m²., dividido em: - Espaço da Recepção;- Espaço da diretoria e dos serviços administrativos;- Espaço das instalações para o pessoal;- Espaço de convívio e de atividades – Salas de multifunções para desenvolvimento de cursos e outras atividades (leitura, culinária, música, coral, informática, etc.);- Espaço de refeitório;- Espaço para área de serviços de saúde – consultórios/ambulatórios;- Espaço para os quartos de repouso;- Espaço para área de serviços de apoio.- Espaço para banheiros para funcionários- Espaço para banheiros de clientes/idosos (adaptados para o uso devido dos clientes idosos, com piso antiderrapante).

6. Pessoal

A mão-de-obra é variável, de acordo com a estrutura do empreendimento. O

empreendedor precisa, antes de montar sua equipe, definir que serviço(s) irá oferecer.

Dependendo da quantidade de pessoas atendidas, bem como dos horários e modalidades de maior fluxo, será necessário um número adequado de instrutores e monitores para atender esta demanda. Contudo, um Centro de Convivência não

poderá prescindir de profissionais que exerçam as seguintes atividades: Administrador:

profissional que será responsável pela gestão administrativa do Centro de

Convivência, abrangendo as áreas operacionais, marketing, informática e recursos humanos; Instrutor de Atividades: Profissional com formação ou conhecimento na área específica da atividade a ser desenvolvida (música, teatro, culinária, etc.), responsável pelo programa do curso e pela apresentação das aulas; Auxiliares de serviços gerais:

profissionais para desenvolver atividades na cozinha / copa e na limpeza da empresa.

Atendente (Recepcionista): profissional responsável pelo atendimento e apresentação dos serviços prestados pelo Centro; Monitores ou Auxiliares de Atividades:

Profissionais que auxiliam os instrutores na coordenação das atividades (internas e externas) realizadas pelo Centro de Convivência.

7. Equipamentos

Os aparelhos e equipamentos necessários à implementação de um Centro de Convivência irão variar conforme as atividades a serem desenvolvidas, que poderão incluir aulas de músicas, canto, culinária, oficinas de teatro, cursos de informática, etc.

Independentemente do programa de atividades, o Centro deverá contar como uma estrutura de apoio dotada dos seguintes equipamentos:-Bebedouro; -Ventiladores;- Mesas e Cadeiras (carteiras) tipo escolares;-Mesas e Cadeiras para escritórios; - Equipamentos para exercícios físicos (pesos, extensores, argolas, etc.)-Aparelhagem

(9)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo

de som;-Microcomputadores;-Aparelho multifuncional (fax, copiadora e impressora);- Armários para escritório;- Arquivos;-Balcão para recepção.-Sofás para área de recepção;-Mesa para cozinha;-Fogões;-Mesas para refeitório;-Aparelhos telefônicos;- Macas para consultórios e massagens.

8. Matéria Prima/Mercadoria

A gestão de estoques no varejo é a procura do constante equilíbrio entre a oferta e a demanda. Este equilíbrio deve ser sistematicamente aferido através de, entre outros, os seguintes três importantes indicadores de desempenho:

Giro dos estoques: o giro dos estoques é um indicador do número de vezes em que o capital investido em estoques é recuperado através das vendas. Usualmente é medido em base anual e tem a característica de representar o que aconteceu no passado.

Obs.: Quanto maior for a freqüência de entregas dos fornecedores, logicamente em menores lotes, maior será o índice de giro dos estoques, também chamado de índice de rotação de estoques. Cobertura dos estoques: o índice de cobertura dos estoques é a indicação do período de tempo que o estoque, em determinado momento, consegue cobrir as vendas futuras, sem que haja suprimento. Nível de serviço ao cliente: o indicador de nível de serviço ao cliente para o ambiente do varejo de pronta entrega, isto é, aquele segmento de negócio em que o cliente quer receber a mercadoria, ou serviço, imediatamente após a escolha; demonstra o número de oportunidades de venda que podem ter sido perdidas, pelo fato de não existir a mercadoria em estoque ou não se poder executar o serviço com prontidão.

Portanto, o estoque dos produtos deve ser mínimo, visando gerar o menor impacto na alocação de capital de giro. O estoque mínimo deve ser calculado levando-se em conta o número de dias entre o pedido de compra e a entrega dos produtos na sede da empresa.Por se tratar de uma empresa de prestação de serviço, o tópico MATÉRIA PRIMA / MERCADORIA teoricamente não deveria ser contemplado, mas é importante a reflexão do empreendedor para o fato de que estará lidando com vidas em idade avançada, as quais merecem um grande volume de paciência, muito amor, carinho e atenção. Estas são as “matérias-prima e ou mercadorias” que devem estar inseridas no propósito da empresa e do empresário que resolverem empreender neste negócio.

Caso não tenha tais qualidades, não arrisque.

9. Organização do Processo Produtivo

A organização do processo de trabalho de um centro de convivência de idosos segue os seguintes trâmites: 1 - Cadastramento do cliente;2 - Definição de atividades e tempo

(10)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição

de permanência;3 - Planejamento das atividades diárias / semanais / mensais / anuais do centro;4 - Geração de atividades / documentos administrativos – cobrança e

pagamentos de fornecedores, funcionários e impostos e clientes.

10. Automação

Para que o empreendedor possa ter uma administração controlada do Centro de atividades de idosos, o mesmo deve buscar no mercado, ferramentas de gestão, programas de software já prontos, os quais facilitarão a gestão da empresa.Outra ferramenta de automação que a maioria das galerias está utilizando é a criação de seu site na internet, para divulgação da empresa. Para isso, basta contratar uma empresa especializada em desenvolvimento de sites.Além dos softwares acima indicados, o empreendedor (a) deverá atentar também para a sua segurança tecnológica, visto que estará disponibilizando um site na internet e estará abrindo a possibilidade para que seus funcionários trabalharem com essa ferramenta. Para tanto deverá se precaver contra problemas de vírus, invasão de hackers na sua página eletrônica. Para isso deverá providenciar a aquisição de um programa de segurança. Existem vários no mercado, para definir qual adquirir, aconselhe-se com o especialista que irá atendê-lo na formatação do site. Recomenda-se que nunca coloque programa de segurança pirateado. Essa economia pode lhe custar muito caro mais tarde.

11. Canais de Distribuição

O termo canais de distribuição ou marketing foi durante muito tempo considerado apenas mais um dos componentes do composto mercadológico, juntamente com produto, preço e promoção. Com as mudanças ocorridas nos últimos anos em termos de crescimento do poder dos distribuidores, avanços tecnológicos, necessidade de sustentação de uma vantagem competitiva, entre outros fatores, a distribuição passou a ser vista como o maior meio de se conseguir um avanço e crescimento no

mercado.Neste sentido, os canais de distribuição vêm ganhando cada vez mais importância no meio empresarial e suas estruturas evoluem em termos de formatos e alternativas mais criativas e inovadoras. Com o aumento da concorrência nos

diferentes mercados, ter uma estratégia de canais de distribuição bem planejada corresponde a ter os produtos nas prateleiras e conseqüentemente participação no mercado.As estruturas dos canais variam de acordo com o ramo da empresa, a localização, tamanho de mercado, entre outras variáveis. Quanto maior o grau de serviços que o produto exige, maior tende a serem os níveis de intermediários

utilizados e a distância com o consumidor final. No caso de um empreendimento inicial e pequeno, o canal de distribuição de um CENTRO DE CONVIVÊNCIA DE IDOSOS será único e direto com o cliente, conforme fluxograma abaixo:1 – EMPRESA

CENTRO CONV. IDOSOS---> CLIENTE

(11)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro

12. Investimento

O ideal para o empreendedor é que o mesmo busque ajuda junto ao SEBRAE, para elaborar seu PLANO DE NEGÓCIO, antes de dar qualquer passo nos seus projetos, pois todo negócio, tem que ser estudado no detalhe, para não vir a sucumbir

prematuramente.O tamanho do investimento em um negócio de um CENTRO DE CONVIVÊNCIA PARA IDOSOS dependerá do projeto do empreendedor. Caso o empreendedor deseje ter uma visão preliminar antes de partir para a elaboração do PLANO DE NEGÓCIO, basta que o mesmo realize uma boa Pesquisa de Mercado, conhecendo e visitando prováveis empresas concorrentes já estabelecidos. Assim o mesmo terá uma visão real, com relação a toda despesa que terá com o

empreendimento.

Deverão ser relacionadas como INVESTIMENTO, as despesas com: imóvel (aluguel ou compra), instalações (todos os móveis e máquinas), equipamentos, contratações de serviços e de empregados, treinamentos, documentações para legalização da

empresa, etc.

Para facilitar este estudo preliminar, foi listada no quadro abaixo, uma simulação deste estudo, o qual servirá para orientar o empreendedor. Lembramos que os dados

inseridos no mesmo são meramente ilustrativos.

INVESTIMENTO NO PROJETO - Estudo Preliminar (Os valores são simbólicos) Detalhamento Desembolso Desembolso Desembolso Subtotal 1º mês 2º mês 3º mês Invest. em Instalações 2.000,00 2.000, 00 2.000,00 6.000,00Invest. em equip. 5.000,00 5.000, 00 5.000,00 15.000,00 Serviços de terceiros 1.000,00 1.000, 00 1.000,00

3.000,00Gastos c/ abert. e inaug. - - 2.000,00 2.000,00Reserv a p/ gastos ñ previstos - 2.000,00 - - 2.000,00 Subtotal 10.000,00 8.000 ,00 10.000,00 28.000,00Reserva p/

Cap.de giro . - 6.000,00 6.000,00TOTAL 10.000,00 8.000,00 16.000,00 34.000,00

13. Capital de Giro

Capital de giro é o montante de recursos financeiros que a empresa precisa manter para garantir fluidez dos ciclos de caixa. O capital de giro funciona com uma quantia imobilizada no caixa (inclusive banco) da empresa para suportar as oscilações de caixa.

O capital de giro é regulado pelos prazos praticados pela empresa, são eles: prazos

(12)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos

médios recebidos de fornecedores (PMF); prazos médios de estocagem (PME) e prazos médios concedidos a clientes (PMCC).

Quanto maior o prazo concedido aos clientes e quanto maior o prazo de estocagem, maior será sua necessidade de capital de giro. Portanto, manter estoques mínimos regulados e saber o limite de prazo a conceder ao cliente pode melhorar muito a necessidade de imobilização de dinheiro em caixa.

Se o prazo médio recebido dos fornecedores de matéria-prima, mão-de-obra, aluguel, impostos e outros forem maiores que os prazos médios de estocagem somada ao prazo médio concedido ao cliente para pagamento dos produtos, a necessidade de capital de giro será positiva, ou seja, é necessária a manutenção de dinheiro disponível para suportar as oscilações de caixa. Neste caso um aumento de vendas implica também em um aumento de encaixe em capital de giro. Para tanto, o lucro apurado da empresa deve ser ao menos parcialmente reservado para complementar esta

necessidade do caixa.

Se ocorrer o contrário, ou seja, os prazos recebidos dos fornecedores forem maiores que os prazos médios de estocagem e os prazos concedidos aos clientes para pagamento, a necessidade de capital de giro é negativa. Neste caso, deve-se atentar para quanto do dinheiro disponível em caixa é necessário para honrar compromissos de pagamentos futuros (fornecedores, impostos). Portanto, retiradas e imobilizações excessivas poderão fazer com que a empresa venha a ter problemas com seus pagamentos futuros.

Um fluxo de caixa, com previsão de saldos futuros de caixa deve ser implantado na empresa para a gestão competente da necessidade de capital de giro. Só assim as variações nas vendas e nos prazos praticados no mercado poderão ser geridas com precisão.

Nesta atividade a necessidade de capital de giro não é elevada, estima-se que seja necessário de 20% do investimento total para garantir a dinâmica do seu processo de negócio,. Embora algumas pequenas despesas sejam realizadas no curtíssimo prazo, os grandes desembolsos (salários, aluguel, etc.) assim como, a principal receita (receita de serviços) têm vencimentos semelhantes.

14. Custos

São todos os gastos realizados na produção de um bem ou serviço e que serão incorporados posteriormente no preço dos produtos ou serviços prestados, como:

aluguel, água, luz, salários, honorários profissionais, despesas de vendas, matéria- prima e insumos consumidos no processo de produção.O cuidado na administração e redução de todos os custos envolvidos na compra, produção e venda de produtos ou serviços que compõem o negócio, indica que o empreendedor poderá ter sucesso ou insucesso, na medida em que encarar como ponto fundamental a redução de

desperdícios, a compra pelo melhor preço e o controle de todas as despesas internas.

Quanto menores os custos, maior a chance de ganhar no resultado final do negócio.Os custos (mensais) para operacionalizar uma Galeria e centro de artes, devem ser

estimados considerando os itens abaixo e para facilitar o entendimento e para futuros

(13)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias

estudos preliminares, foi elaborado um quadro contendo uma simulação deste estudo.

Lembramos que os dados inseridos no mesmo são meramente ilustrativos. CUSTOS MENSAIS 1 Salários e encargos 7.800,002 Tributos, impostos, contribuições e taxas 1.000,003 Aluguel, segurança 2.500,004 Água, luz, telefone e acesso a Internet 1.350,005 Merc. para higiene e limp. da empresa e Func. 200,006 Recursos para manutenções corretivas 300,007 Assessoria contábil 260,008 Propaganda e

publicidade da empresa 300,009 Aquisição de prod. alim. 1.000,00 TOTAL 14.710,00

15. Diversificação/Agregação de Valor

As possibilidades de diversificação e agregação de valor são muitas neste segmento.

Elas vão desde a organização de atividades coletivas tais como celebrações, passeios e excursões a locais de interesse da terceira idade até a prestação de serviços

individuais tais como fisioterapia, massagens, cursos de informática, ministrados no próprio local ou na residência do idoso.Para incrementar as receitas de um centro de convivência, as possibilidades de negócio incluem a venda de lanches, sucos, naturais, etc. ou o estabelecimento de parcerias ou sublocação de espaços para professores, fisioterapeutas, médicos, dentre outros profissionais ligados ao setor.

16. Divulgação

A melhor forma de divulgação para o negócio é o bom trabalho e a indicação boca a boca. Além disso, podem ser utilizados outros canais de divulgação, tais como:

Internet, mala-direta, panfletos, convênios e parcerias com profissionais médicos, professores de ginástica, farmácias e prefeituras, etc.

17. Informações Fiscais e Tributárias

O segmento de SERVIÇOS DE IDOSOS, assim entendido pela CNAE/IBGE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) 8712-3/00 como atividade de alimentação, higiene, lazer, repouso, organização de atividades físicas, laborais, recreativas, culturais e associativas para idosos, sem a prestação de serviços profissionais de medicina ou enfermagem, poderá optar pelo SIMPLES Nacional - Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições devidos pelas ME (Microempresas) e EPP (Empresas de Pequeno Porte), instituído pela Lei

(14)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias

Complementar nº 123/2006, desde que a receita bruta anual de sua atividade não ultrapasse a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) para micro empresa R$

3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil reais) para empresa de pequeno porte e respeitando os demais requisitos previstos na Lei.

Nesse regime, o empreendedor poderá recolher os seguintes tributos e contribuições, por meio de apenas um documento fiscal – o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), que é gerado no Portal do SIMPLES Nacional (http://www8.receita.f azenda.gov.br/SimplesNacional/):

• IRPJ (imposto de renda da pessoa jurídica);

• CSLL (contribuição social sobre o lucro);

• PIS (programa de integração social);

• COFINS (contribuição para o financiamento da seguridade social);

• ISSQN (imposto sobre serviços de qualquer natureza);

• INSS (contribuição para a Seguridade Social relativa a parte patronal).

Conforme a Lei Complementar nº 123/2006, as alíquotas do SIMPLES Nacional, para esse ramo de atividade, variam de 6% a 17,42%, dependendo da receita bruta auferida pelo negócio. No caso de início de atividade no próprio ano-calendário da opção pelo SIMPLES Nacional, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, os valores de receita bruta acumulada devem ser proporcionais ao número de meses de atividade no período.

Se o Estado em que o empreendedor estiver exercendo a atividade conceder benefícios tributários para o ICMS (desde que a atividade seja tributada por esse imposto), a alíquota poderá ser reduzida conforme o caso. Na esfera Federal poderá ocorrer redução quando se tratar de PIS e/ou COFINS.

Se a receita bruta anual não ultrapassar a R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), o empreendedor, desde que não possua e não seja sócio de outra empresa, poderá optar pelo regime denominado de MEI (Microempreendedor Individual) . Para se enquadrar no MEI o CNAE de sua atividade deve constar e ser tributado conforme a tabela da Resolução CGSN nº 94/2011 - Anexo XIII

(http://www.receita.fazenda.gov.br/legislacao/resolucao/2011/CGSN/Resol94.htm ).

Neste caso, os recolhimentos dos tributos e contribuições serão efetuados em valores fixos mensais conforme abaixo:

(15)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos

I) Sem empregado

• 5% do salário mínimo vigente - a título de contribuição previdenciária do empreendedor;

• R$ 5,00 a título de ISS - Imposto sobre serviço de qualquer natureza.

II) Com um empregado: (o MEI poderá ter um empregado, desde que o salário seja de um salário mínimo ou piso da categoria)

O empreendedor recolherá mensalmente, além dos valores acima, os seguintes percentuais:

• Retém do empregado 8% de INSS sobre a remuneração;

• Desembolsa 3% de INSS patronal sobre a remuneração do empregado.

Havendo receita excedente ao limite permitido superior a 20% o MEI terá seu empreendimento incluído no sistema SIMPLES NACIONAL.

Para este segmento, tanto ME, EPP ou MEI, a opção pelo SIMPLES Nacional sempre será muito vantajosa sob o aspecto tributário, bem como nas facilidades de abertura do estabelecimento e para cumprimento das obrigações acessórias.

Fundamentos Legais: Leis Complementares 123/2006 (com as alterações das Leis Complementares nºs 127/2007, 128/2008 e 139/2011) e Resolução CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional nº 94/2011.

18. Eventos

II Conferência Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa Brasília – DF – 28 a 30 de outubro de 2008Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da Repúblicawww.presidencia.gov.br/sedh Dia Nacional do Idoso, comemorado no dia vinte e sete de setembro e instituído pela Lei 11.433, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 28 de dezembro de 2006. Congresso Nacional de Ciências do Envelhecimento HumanoPromovidos pela Faculdade de Educação Física e

Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, Grupo de Pesquisa Vivencer/ CNPq/

UPF, com apoio da Prefeitura Municipal de Passo Fundo.E-mail: congresso@upf.br,

(16)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

Telefone: (54) 3316 8380 http://www.upf.br

Encontro Regional de Saúde da Pessoa Idosa na ESF – FlorianópolisDATA: 04 E 05 DE AGOSTO DE 2010LOCAL: HOTEL MORRO DAS PEDRASEndereço: Rua. Manoel Pedro Vieira, 550Telefone: (48) 3237-9583Email: idoso@saude.sc.gov.br

19. Entidades em Geral

CNDI - Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República)www.presidencia.gov.br/sedh ANDIPI - Agência de Notícias dos Direitos da Pessoa Idosawww.andipi.com.br UnATI-UERJV –

Universidade Aberta da Terceira Idade /Universidade do Estado do Rio de Janeiro Rua São Francisco Xavier, 524 - 10º andar - bloco F - Pavilhão João Lyra Filho20559-900 Rio de Janeiro, RJ - Brasil Tel. : (21)2587-7236 / 2587-7672Fax : (21)2264-0120

20. Normas Técnicas

As normas aplicáveis à prestação de serviços voltados a idosos dependerão da atividade ou serviço a ser oferecido (cursos, ginástica, transporte, etc.)

21. Glossário

Terceira idade: é uma denominação criada recente no mundo ocidental para a classe das pessoas com mais de 60 anos.

Desaposentadoria: ocupar a cabeça, a mente e o coração com algo que dê prazer ao aposentado, sejam em atividades remuneradas ou não, com o propósito de reforçar a sua autoestima e fazer com que se sinta útil e necessário à sociedade.

Gerontologia: campo de estudo médico voltado para o prolongamento da vida.

(17)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

Longevidade: Em sua acepção médica e estatística, o termo refere-se ao fenômeno de uma longa duração, ou grande extensão, do tempo de duração de vida.

22. Dicas de Negócio

Academias de ginástica, escola de informática, agências de viagem e turismo, centro de estética, etc. (vide http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-

negocio/defina-n egocio/ideias-de-negocio) são exemplos de negócios que podem ser adaptados com foco no atendimento a terceira idade. Centros de Conveniência fazem parte de um grupo de negócios conhecido como empreendedorismo social e para manterem o equilíbrio financeiro de suas operações em muitos casos funcionam sob a forma de Organização Não Governamental – ONG, realizando convênios com

prefeituras e órgãos públicos e recebendo aporte de recursos de entidades nacionais e internacionais.Por esta razão, antes de abrir o seu negócio voltado para o público da terceira idade, o empreendedor deve avaliar se o retorno esperado do

empreendimento irá atender as suas expectativas de investimento e trabalho, elaborando um Plano de Negócio (vide http://www.sebrae.com.br/momento/que ro- abrir-um-negocio/144-0-como-elaborar-um-plano-de-negocio/BIA_1440/integra_bia ?)

23. Características

O empreendedor que resolver investir em uma empresa de serviço de atendimento para o idoso – Centro de convivência para o idoso, deve acima de tudo gostar de se relacionar com pessoas mais velhas. Ter muita paciência para de relacionar com este público. Possuir muita habilidade em entender e atender os mesmos. Deve acima de tudo, gostar de se relacionar com pessoas.Além dessas qualificações, o empreendedor deve possuir também as características abaixo: • Capacidade de assumir riscos

(calculados) – Isto quer dizer, não ter medo de desafios, arriscar conscientemente.

Calcular com detalhes (PLANO DE NEGÓCIOS) as chances de o empreendimento ser um sucesso.• Senso de oportunidade – Enxergar oportunidade, aonde as outras pessoas só vêm ameaças. Aprender com os erros dos outros empresários, evitando assim perdas de tempo e dinheiro.• Conhecimento do ramo – conhecer muito bem o ramo que escolheu. Preferencialmente que trabalhe no mesmo ou tenha trabalhado.

Caso não seja possível, faça muitas pesquisas, muitas visitas aos concorrentes. Não

(18)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

economize neste quesito, pois mais tarde você será recompensado.• Organização – Ser organizado, compreender que os resultados positivos virão em conseqüência da aplicação dos recursos disponíveis, conforme o planejamento do empreendimento.

Não permitir desvios exagerados em relação ao planejado. Caso identifique falhas no percurso, buscar a correção com muita rapidez.• Iniciativa e disposição – Ser pró- ativo, buscar novidades para seu negócio, dar sempre o primeiro passo, não esperar pelos outros. Pesquisar novos caminhos, estar sempre atento com as novidades do mercado, de uma forma geral.• Liderança – Ser uma pessoa que todos gostem de trabalhar com você, em função de seu espírito de liderança; respeitando a cada um, trazendo todos os funcionários ao seu lado e nunca abaixo de você. Faça um trabalho de equipe; delegue autoridade, mas acompanhe. Defina metas e cobre com

responsabilidade.• Otimista e auto motivado (sempre) – Não importa o tamanho dos problemas que enfrentará no andamento de seu empreendimento. O que importa é que todos os dias, o empreendedor precisa buscar dentro de si motivos para estar sempre motivado, pois agindo assim, sua equipe nunca esmorecerá e a vitória virá com certeza. É certo que será muito difícil encontrar todas essa características em uma única pessoa. Caso você consiga se identificar com pelo menos 50% delas, que ótimo. Comece agora mesmo a trabalhar para buscar um incremento neste percentual, você é capaz, busque ajuda, procure os órgãos como o SEBRAE. Leia, estude,

pesquise, só depende de você, acredite!

24. Bibliografia

Camarano, A.A.; Pasinato, T. Introdução. In: CAMARANO, Ana Amélia (org.). Os novos idosos brasileiros: muito além dos 60? Rio de Janeiro: IPEA, 2004. Guimarães, José Ribeiro Soares. Envelhecimento populacional e oportunidades de Negócios: o potencial mercado da população idosa. Artigo. Disponível em:

http://www.abep.nepo.unicamp.br/docs/outraspub/Demographicas3/demograp

hicas3artigo6_167a185.pdf.Acesso em 29 abr. 2008. Machado, Ofélia Gomes. Artigo:

EDUCAÇÃO DA TERCEIRA IDADE PARA O EMPREENDEDORISMO, disponível em http://www.sesc-sc .com.br/idosoempreendedor/?m=artigo2. Acesso em 02 Maio 2007.

Silva JV. Ser idoso e ter qualidade de vida: as representações de idosos residentes em cidades do sul de Minas Gerais [tese]. São Paulo, São Paulo: Universidade de São Paulo; 2003. Sousa L, Galante H, Figueiredo D. Qualidade de vida e bem-estar dos idosos: um estudo exploratório na população portuguesa. Rev. Saúde Pública 2003 jun; 37(3): 364-71. Veras RP, Ramos LR, Kalache A. Crescimento da população idosa no Brasil: transformações e conseqüências na sociedade. Rev. Saúde Pública 1987;

21: 225-33.

TERCEIRA IDADE EM MOVIMENTODisponível em: http://www.ter

ceiraidadeemmovimento.com/empreendedor2.htmlAcesso em: 27 jun. 2010.

(19)

Apresentação / Apresentação / Mercado / Localização / Exigências Legais e Específicas / Estrutura / Pessoal / Equipamentos / Matéria Prima/Mercadoria / Organização do Processo Produtivo / Automação / Canais de Distribuição / Investimento / Capital de Giro / Custos / Diversificação/Agregação de Valor / Divulgação / Informações Fiscais e Tributárias / Eventos / Entidades em Geral / Normas Técnicas /

Idoso dita tendências de mercado, com potencial de consumo de R$ 7 biDisponível em:

http://economia.uol.com.br/ultnot/infomoney/2008/09/26/ult4040u14634.jhtmAcesso em: 27 jun. 2010. O curso da vida, o envelhecimento humano e o futuroDisponível em:

http://www.unati.uerj.br/tse/scielo.php ?script=sci_arttext&pid=S1517- 59282002000200006&lng=pt&nrm=isoAcesso em: 03 jul. 2010.

Longevidade / Definição: Disponível em:

http://www.redepsi.com.br/portal/modules/wordbook/entry.php?entryID=1239 Acesso em: 03 jul. 2010.

Como criar um Lar para Idosos em PORTUGAL ANJE – Associação Nacional de Jovens EmpresáriosAcademia dos EmpreendedoresCasa do Farol, Rua Paulo Gama, 4169-006 PortoTel:22 01 08 072/79Fax: 22 01 08 067/10E-mail:

academia@anje.ptDisponível em: http://www.anje.pt/academiaAcesso em: 13 jun.

25. URL

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/ideias/Como-montar-servi%C3%A7os- para-idosos

Imagem

Referências

temas relacionados :