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1.° ENCONTRO NACIONAL DO ENSINO DE
BIBLlOTECONOMIA E CII:NCIA DA INFORMAÇÃO;
CONCLUSÕES FINAIS E RECOMENDAÇÕES.
Cléa Dubeux Pinto Pimentel*
RESUMO
Conclusões e recomendações emanadas do 1.° ENCONTRO NACIONAL DO ENSINO DE
BIBUOTECONOMIA E CI~NCIA DA
INFOR-MAÇÃO realizado em Recife, no período de
24 a28 de fevereiro de 1986. promovido pela
ABEBD/UFPE/IBICT. Contém, além das
conclusões e recomendações aprovadas na
Reunião Plenária de encerramento, outras
idéias expressas por ocasião das
discus-sões em Grupo de trabalho e dos de.bates nas sessões plenárias.
1. INTRODUÇÃO.
A Universidade brasileira vivia na época da realiza-ção do 1.° ENCONTRO NACIONAL DO ENSINO DE
BIBUO-TECONOMIA E CI~NCIA DA INFORMACÃO - 1'° ENEBCI
(fevereiro de 1986), um período de mudanças caracterizado
* Chefe do Departamento de Bibliot,economb. UFPE - Ex-Presidente
da ABEBD.
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez.· 1989 83
,
porüma ampla discussão dos problemas nela existentes,
de propostas para melhoria da qualidade do ensino supe~
rior e de renovação de sua prática p'edagógica.
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Cad. Bi,b'liotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
a) Reeniões Plenárias sobre os seguintes temas:
Panorama do ensino de graduação, da pós-gradua-ção e da pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da Informação, no Brasil;
Novo currículo do Curso de Biblioteconomia;
_ Pesquisa em Biblioteconomia e Ciência da
infor-mação;
- Qualificação de pessoal docente.
b) Reuniões de Grupos de trabalho sobre os seguintes
temas:
Registro bibliográfico de monografias;
Organização e Administração de Bibliotecas; Pesquisa e Pós-Graduação;
Estágio curricular; Classificação; Documentação. de:
O cumprimento desse objetivo foi alcançado através
O objetivo geral do 1.0 ENEBCI foi o de propiciar um
amplo debate sobre a situação atual dos cursos de gra-duação e de pós-gragra-duação em biblioteconomia e ciência da informação e as implicaçõeB dessa situação na forma-ção do bibliotecário brasileiro.
Mesmo considerando que o 1.o ENEBCI foi realizado
em fevereiro de 1986, tomamos a decisão de publicar
este documento, decorridos quase quatl'o ,mos da sua realização, mantendo-se a indicação dos nomes dos par-ticipantes dos Grupos de trabalho como forma de se
indi-car o pensamento dos referidos Grupos. Isto poderá
marcar lima determinada fase histórica do pensamento
em bibHoteconomia e da possibilidade de, no futuro, ser
feita uma análise aprofundada desse pensamento, que
norteou o ensino de biblioteconomia no Brasil, nesta
década.
1 .1 . Objetivos
Cad. aibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 198.9
'84
O 1.o ENEBCI também estimulou
a
participaçãoat'-va de professores, tendo para definição de políticas e dire-trizes relativas ao ensino do novo currículo onde estivesse presente a introdução de inovações tecnológicas, de es-tratégias de ensino/aprendizagem e a expansão ·dos re-éursdS ill6trucionais.
Naquela ocaBião a ABEBD considerou importnnte que fossem definidas diretrizes e estratégias de ação que
pudessem vir a se consubstanc~arem numa renovação e
aperfeiçoamento da formação profissional do
bibliotecá-rio através de uma ação conjunta nacional com vistas ao
desenvolvimento integrndo dos cursos de graduação e
pós.graduação, de Biblioteconomia e Ciência da Informa-ção e da eficác:n de seus desempenhos pedagógicos.
A realização do 1.o ENEBCI apresentou os resultados
desejados ao apresentar no seu final, uma série de
pro-posições, de procedimentos e de considerações que se
encontram indicados neste documento. Porém, mais
im-portante do que as conclusões e recomendações em si, foi
a
verificação de que é possível desenvolver-se um processoparticipativo amplo, envolvendo professores, alunos e bi-bliotecários, desde que se tenha presente a idéia de que qualquer decisão final proposta deverá ser viável.
A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO ENSINO DE
BI-BLlOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO - ABEBD, na época
2. DESENVOLVIMENTO DAS REUNiÕES PLENÁRIAS
2.1 Conclusões Gerais li
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Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
cessita e dessa forma, de acordo c.om as necessida-des de cada região, se possa considerar o estabeleci-mento de um nível prévio do bibliotecário a ser forma-do, para uma atuação consciente, formando-se
verda-deiros profissi,onais na área especificada e não,
simplesmente, funcionários, ou seja, pessoal para
execução de tarefas rotineiras e repetitivas, onde
não é exigido nenhum esforço criativo ou decisório. c) Ocorre, de certo, uma grande confusão em torno da
Biblioteconomia e do trabalho do bibliotecário. Con-fusão originada, talvez, no período inicial da bibliote-conomia brasileira e agravada durante os ,altimos anos, devido a crise econômica do país e, nutrida e
cultiva-da pela inércia dos bibliotecários que se reflete no
atraso do desenvolvimento científico e tecnológico das Bibliotecas. O que se deve .buscar hoje, no ensino de biblioteconomia, é a recuperação da definição da pro-fissão de bibliotecário; definição já reconhecida pela tradição e pela história, de que a Biblioteconomia é o ofício de organizar coleções bibliográficas para seu uso e disseminação e que isto implica numa
Bibliote-ca. Para tornar po')sívela recuperação de uma
ima-gem que é aceita mundialmente e que, lastimavelmen-te, tem sido muito distorcida no Brasil, é necessário, antes de tudo, que o estudante, ao concluir o curso de Biblioteconomia, domine tanto os meios e modos
de acesso
à
informação quanto as técnicas de suaoro
ganização de acordo com as necessidades de seus usuários.
d) Juntamente com a implantação do novo currículo de-verá haver alterações de procedimentos didáticos e
de comportamento docente. As transformações
por-que vem passando a sociedade ,brasileira e as
exi-gências que se fazem sentir na educação, em termos de preparo e dedicação, vêm determinando uma
con-siderável transformação na vida acadêmica. Com
relação ao corpo docente do Curso de Biblioteconomia, novos e variados encargos de caráter pedagógico
for-Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
2.1.1 Tema: Ensino de Graduação
c) Recomendações, resultantes dos debates, que
demons-traram a preocupação dos participantes em conside-rar que juntamente com as modif;cações curriculares terão que ser implementadas alterações de procedi-mentos didáticos e de comportamento docente;
d) Conclusões finais que destacam a necessidade de
mu-danças profundas na formação profissional, naquilo
que constitui a especificidade da profissão, condição básica para que o bibliotecário possa, com competên-cia e dignidade, postular e conquistar o lugar que lhe cabe na sociedade brasileira.
a) O Curso de Biblioteconomia, como todos os demais
cursos que constituem uma comunidade universitária, terá que ser suficientemente realista para propor PIa-nos de Ensino, programas e métodos didáticos que contemplem a vocação natural que cada Escola deve
ter, em particular. É mister que esta vocação, assim
como uma nova definição de Biblioteconomia sejam estabelecidos para que o ensino e a pesquisa possam atender aos interesses mais legítimos da comunidade
científica, técnica e cultural brasileira. Esta visão
realística implica na adoção de novos conceitos de
biblioteca e de serviços de informação, todos bem
planejados e estruturados, assim como do uso
racio-nai dos meios tecnológicos e prestação de serviços
ao nível das comunidades.
b) É necessári'Ü conhecer o mercado de trabalho e as
tendências da biblioteconomia em âmbito regional e
local. Será recomendável que cada Escola realize
estudos para determinar, com maior segurança, o
perfil do bibliotecário que o mercado de traba"lho
- çam a
lima
modifica<;ãó substancial 'na relaçã"O profes-sor/alunoe nas estratégias de ensino das disciplinas teóricas e técnicas.e) Nestas condições, o conceito de professor do Curso
de, Biblioteconomia adquire nova dimensão e conse-quentemente os c:ursos e as Escolas devem adaptar-se
para atender a estas novas exigências. Daí a
neces-sidade de se dar atenção especial à estrutura de su-porte dos conteúdos das novas disciplinas de acordo com o seu pnpeldentro do Curso de Biblioteconomia. Assim, os objetivos da disciplina são a ponte entre a prática concreta, na qual' professor e aluno se defron-tam a cada aula, e os ideais educacionais mais amplos, expressos pela Escola, o que vale dizer, que a defini-ção de objetivos de uma disciplina deve estar coerente com os objetivos do Curso de Biblioteconomia e com os objetivos da Escola nos quais se insere.
f) Praticamente, em toda discussão sobre ensino de
biblioteconomia e implantação do novo currículo míni-mo, a busca de uma renovação de técnicas ou de
es-tratégias de ensino surge como um dos objetivos
principais a serem alcançados. Essencialmente, as
estratégias são os meios utilizados pelo professor
na sala de aula, para facilitar a aprendizagem dos alu-nos, ou seja, para conduzí-Ios em direção aos
objeti-vos da disciplina. I~to significa, entre outras coisas,
, que o professor deve estimular a participação dos es-tudantes nas 'atividades de sua disciplina a fim de que
não sejam apenas recep10res de informações, mas
que sejam participantes da sua própria
aprendiza-gem. ~ so.b este aspecto que as Escolas devem
fn-mentar a formação de coleções de Laboratório onde
os professores e alunos possam realizar at:vidades
práticas em relação às disciplinas que assim o exijam. Estas coleções poderão ser formadas através de
pro-gramas cooperativos com as bibliotecas
universitá-rias e Editoras, recebendo-se exemplares
defeituo-89
:Cad. Bib'liotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
sos, inclusive, e outros materiais descartados nas
diferentes bibliotecas.
g) As mudanças que se deve procurar introduzir no ensi-no de bibliotecoensi-nomia devem contemplar, sobretudo, o ensino de disciplinas que prepare o aluno para cri-ar, utilizar e conviver com os recursos e a
organiza-ção das redes informacionais. O ensino de
informá-tica na biblioteconomia deverá ser considerado com certa prioridade, devendo-se ter em conta a compati-bilidade dos registros bibliográficos e dos valores só-cio-culturais da biblioteca, com os que se definirem
para cada disciplina. Assim, tão importante quanto
à absorção, das novas propostas do currículo
míni-mo é o domínio do conhecimento para o ensino das novas tecnologias reconhecendo-se que no Curso de
Biblioteconomia se estará trabalhando com a
forma-ção do pensamento e valores das futuras gerações de
bibliotecários. Nenhuma Escola poderá ignorar os
grandes avanços que estão ocorrendo nos países da vanguarda científica e técnica, na área da teleinformr'i· tica, inclusive. Em primeiro lugar, porque é difícil im-pedir a sua difusão n3 biblioteconomia e em segundo lugar, pelo enorme potencial que as mesmas trazem, de aumento das condições de funcionamento das
bi-bliotecas. Para isto, as Escolas de BiblioteconomiD
devem buscar acesso ao conhecimento científico dis-ponível e esse caminho pressupõe, principalmente, um grande esforço em recursos humanos e informações
bibliográficas. Não deve haver um conflito entre
en-sinar ou não ensin1r o uso de computadores na biblio-teca. Deverá haver conflito entre eficiência, equidade e condições de trabalho de um sistema basicamente artesanal e o volume das necessidades básicas de in-formações a serem atendidas pelo bibliotecários.
h) Da mesma forma, a consolidação, sob a forma de uma
disciplina, de uma série de informações cont:das em diferentes programas, versando sobre legislação
pro-fissional, organização do trabalho e Ética
profissio-Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-1'23 Dez. 1989
nal, é uma solução para que se opere as . alterações de profundidade, tidas como representando a espinha dorsal do curso. Esta nova disciplina poderia deno-minar-se EXERCrCIO PROFISSIONAL EM BIBLIOTECa-NOMIA e teria a finalidade de tornar o futuro biblio-tecário conhecedor dos seus direitos e deveres como profissional.
i) Há um outro aspecto a ser considerado pelas Escolas
de Biblioteconomia, que em sua grande maioria não
foram sensibilizadas pela filosofia proposta pelo
novo currículo mínimo e estão desperdiçando uma
oportunidade rara de mudanças no sistema de ensinol aprendizagem. Além das carências gerais do ensino, as Escolas ressentem-se da falta de docentes efetiva-mente capacitados para orientar a aprendizagem dos alunos. Torna-se importante apresentar projetos para realização de cursos de atualização, seminários,
sim-pósios etc. para permitir a qualificação dos
profes-sores nas técnicas padegógicas adequadas para o
en-sino de disciplinas do Curso de Biblioteconomia. A
preocupação deverá ser melhorar a qualificação dos docentes sem afastá-los por muito tempo das
ativida-des da Escola. Em termos conjunturais, a
qualifica-ção dos docente~ é a preocupação fundamental para
a melhoria da qualidade do ensino. Há necessidade
de maior ::>reparação pedagóÇJica e metodológica dos docentes para o ensino das disciplinas técnicas. j) O Estágio curricular, enquanto atividade prática
inte-grante da formaç[ío pi'Ofissional e na medida em que viabilizar ao aluno a vivência de situações próprias da
atividade profissional em ambient~ real de trabalho,
terá naturalmente, também, uma significação social
pela realização de ações transformadoras relevante~
para o contexto de campo em que se desenvolver. Es-pera-se que o Estágio contribua para o desenvolvimento dos do:s asp3ctos indissociáveis inerente ao processo
de formação profissional: competência técnica e o
compromisso profissional (aspecto atitudinal, que
signi-fica consciência, como cidadão, das implicações da
prá-tica profissional no contexto das relações soc:ais).
Esses aspectos, como outros, refletem uma
concep-ção de ensino do ESTÁGIO e evidenciam o sentido da formação profissional numa perspectiva sócio-políti-ca que deverá ter a função de fundamentar a
regula-mentação do ensino da disciplina Estágio por parte
das Escolas de Biblioteconomia. O Estágio é consi· derado como elemento determinante na formação pro-fissional e fundamental para a mesma, onde a teoria funciona como fonte de orientação para a prática, e esta, concretizando a teoria, permite a sua revisão e
seu avanço. No final, o aluno se beneficiará, em
ter-mos de sua formação teórico-prática, se o Estágio for considerado, não como uma simples disciplina em si mesma, mas, como processo de desenvolvimento do ensino de todas as disciplinas curriculares.
2.1.2 Tema: Ensino de Pós-Graduação
a) A Pós-Graduação em Bi.blioteconomia e Ciência da
In-formação tem dois problemas básicos. O primeiro é
o problema de concepção política que se insere na
própria educação superior dentro de um projeto políti-co de governo sobre necessidade nacional. Este proje-to tem relação direta com o problema de liberação de :-ecursos, alocação de verbas e prioridades nacionais. O segundo é o problema de concepção educacional, ou seja, a estrutura em si da pós-graduação que não
atin-ge as reais necessidades, nem do docente, nem do bi~
bliotecário e onde o aluno faz uma série de disciplinas onde ele recebe muitas informações já produzidas e a oportunidade dele fazer alguma coisa, Gomo sua
pró-pria produção, é muito pequena. Atualmente o aluno
limita-se a fazer uma pesquisa obrigatória que culmina em uma dissertação sendo que, muitas vezes o aluno não tem interesse em fazer a dissertação e a pesquisa tam.bém não é importante para ele.
,
II
91 Gad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
b)
o
ponto chave para estimular o aluno de Pós-Gradua-ção é motivá-lo à pesquisa logo no início do curso. Um curso de Mestrado se fundamenta na pesquisa e o alu-no que apenas fica cursando disciplinas termina fazen-do um Curso de Aperfeiçoamento, mas, não um Curso de Mestrado como devia ser.c) O óbvio seria que o aluno do Mestrado esteja interes· sado em pesquisa. Mas, a realidade é que a pós-gra-duação tem problemas que não ajuda o aluno no seu
trabalho. Os cursos estão muito ligados à concepção
de disciplinas, de aulas expositivas, faltando um ambi-ente de pós-graduação que é a convivência do aluno
com o ambiente acadêmico, com professores, com
pesquisas em realização.
d) Atualmente, fala-se muito em "qualidade do ensino", mas até hoje, ninguém conseguiu definir exatamente o
que équalidade de ensino. Entretanto, parece que essa
"qualidade" pode se refletir na resposta ao seguinte;
- o que é que estamos querendo com a
pós-gradu8-ção?
- e como é que essa pós-graduação está se
desen-volvendo em todos os níveis: do professor, do alu-no, da Escola e nível do país?
e) Na área profissional, como é a da Biblioteconomia,
quando o aluno da rJós-graduação não gosta de pesquisa e não possui vocação para docente, é mais
recomendá-vel que ingresse num curso de pós-graduação
"Iatu-sensu". Estes cursos, devido aos seus objetivos e sua maior flexibilidade, são realizados com custos relativa-mente baixos e podem oferecer um ensino voltado es-pecificamente para determinadas áreas dJ bi.blioteco· nomia capacitando o profissional para um melhor de-sempenho nessas áreas. Também, por serem cursos de curta duração, são preferidos por uma clientela que não tem disponibilidade de tempo para realizar cursos de Mestrado e Doutorado em outros Estados ou fora do país.
f) Finalmente, a Pós-Graduação não deve ser
considera-da como um prolongamento considera-da graduação nem deve
ter como objetivo remediar suas deficiências. Ela <.le-verá ser um espaço de produção e circulação de conhe-cimentos, um local de constantes debates e confronta-ção de idéias. Com essa perspectiva, a Pós-Gradua· ção deve, enquanto espaço de produção, estimular a geração e o desenvolvimento de novas idéias, identifi-car problemas e critiidentifi-car soluções. Como espaço de cir-culação de conhecimentos críticos, ela deve assegurar o desenvolvimento do volume desses connecimentos. o
que conduz a criatividade.
93
Cad. B1b'liotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
I
J
a) Não se pode conceber o ensino superior dissociado da
pesquisa. É necessário, porém, equacionar as
dificul-dades existentes nas Escolas de Biblioteconomia para o desenvolvimento de pesquisas tendo-se como princi-pal referência as peculiaridades regionais. No âmbito interno das IES algumas questões já foram ressalta-das, tais como:
- a ausência de uma política interna de pesquisa e de
objetivos definidos;
as deficiências de recul'"sos ol'çamentários e
extra-orçamentários, além de uma política de
financia-mento de projetos de pesquisa que não favorece a área, de forma equitativa, em todas as regiões do país. com sérias distorções;
_ as dificuldades para o intercâmbio inter-escolas de Biblioteconomia;
_ Há falta de tradição de pesquisa pelos
bibliotecá-rios e também pelo corpo docente de cada Escola. A pesquisa fica mais localizada na pós-graduação.
_ Os professores, quando realizam pesquisas, o
fa-zem como trabalho isolado, não havendo formação
2.1.3 Tema: Pesquisa
de equipes que levem à consol:dação de linhas de pesquisa institucionais;
Os docentes, em geral, não sabem elaborar um pro-jeto de pesquisa.
b) Evidencia-se como necessário e urgente descobrir e acionar mecanismos que possibilitem a integração das ações de cada IES no sentido de compatibilizar as pes-quisas voltadas para os mesmos objetivos e potencia-lizar programas específicos que poderiam ser as
pró-prias vocações de cada Escola, possibilitando
as-sim, maior complementariedade das pesquisas.
c) Mesmo considerando o atual esforço do MEC com
in-centivos e financiamentos às Universidades, inclusive
o PADCT, devem ser feitos alguns questionamentos
quanto à rentabilidade desses investimentos e sua
aplicação e distribuição na área de Biblioteconomia e Ciência da informação uma vez que:
- nem sempre os projetos de pesquisa são
orienta-dos para os reais problemas da área e da região;
não há mecanismos eficientes que assegurem a
continuidade dos projetos que apresentem perspec-tivas promissoras;
há dispersão de recursos e esforços por parte das Escolas numa multiplicidade de pequenos projetos,
muitos dos quais sem o indispensável padrão de
qualidade;
d) Há uma gama variada de ações que poderiam ser
assu-midas pelas Escolas em benefício de um Programa de Pesquisas em Biblioteconomia e Ciência da Informa-ção. Uma delas seria a cooperação que poderia resul-tar do entendimento entre as Escolas no sentido de operacionalizar:
- o intercâmbio de informações e das programações
institucionais de pesquisa;
- intercâmbio de material bibliográfico;
- intercâmbio de docente-pesquisador, que já. possua
experiência em pesquisa e esteja pautado em
pa-,
I
95-Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
drões de excelência, para assessorar os docentes que não possuem ainda a necessária experiência e dominio na área. Esse docente-pesquisador se en-volveria com o desenvolvimento de projetos tor-nando mais viável o financiamento desses projetos de pesquisa, pelos agentes financeiros.
O exame dessas propostas por parte das Escolas po-derá proporcionar o entendimento construtivo e
mar-cas norteadoras para o aperfeiçoamento e
fortaleci-mento das atividades de pesquisa nas Escolas de Bi-blioteconomia.
e) Todavia, entre as pesquisas já realizadas na área, veri-fica-se que um dos pontos de estrangulamento não é
a execução propriamente dita, da pesquisa, mas a
transferência dos seus resultados para uma apl icação
nas bibliotecas e serviços de informação.
Observa-se que não Observa-será possível Observa-separar completamente os docentes-pesquisadores dos usuários dos resultados das suas pesquisas. Uma transferência de tecnologia só pode ser feita com sucesso quando o receptor tiver uma c~pacidade tecnológica igualou selllelhante ao fornecedor dessa tecnologia. Verifica-se, porém, que as pequenas e médias bibliotecas não têm capacidade e interesse em absorver certos desenvolvimentos tec-nológicos que envolva mudanças de comportamento,
rotinas e de mentalidade.
f) Por outro lado, as Escolas de Bi.blioteconomia vem
de-senvolvendo linhas de pesquisa de orientação nitida-mente estrangeira que não aplica-se à realidade local. Os docentes-pesquisadores, talvez devido à consulta à material bibliográfico que é estrangeiro e ao fator
.. elitista", preferem dedicar-se aos problemas mais
avançados do que preocupar-se com os problemas lo-cais, que requer menos grau de dificuldade para estu-dos. Em razão disso, as bibliotecas consideram as Es-colas de Biblioteconomia demasiadamente teóricas e as Escolas, por sua vez, reclamam que as bibliotecas
estão obsoletas e não possuem capacidade de absor-verem modernas tecnologias e novas propostas de tl-a-balhos.
g) Para que se recupere este círculo é necessário uma
maior consciência, tanto da parte dos docentes como
dos bibliotecários, quanto ao nível de interesse das
b~bliotecas e sei-viços de informação. Não é
possi-vel desperdiçar esforços meramente por diferenças
de orientação entre bibliotecas, serviços de
informa-ção e Escolas de Biblioteconomia. ~ necessário que
todos sejam orientados para objetivos mais práticos produzindo resultados que possam beneficiar direta-mente aos usuários.
h) Dentro desse espírito de renovação curricular em que
as Escolas estão envolvidas compete a formulação de perguntas básicas: Quem é o bibliotecário e o que se espera dele? Como prepará-los? Há três maneiras de
formar profissionais, a saber:
- .. Show-how' - mostrar como se faz as coisas;
- "Khow-how" - saber como so faz alguma coisa;
- .. khow-why" - saber porque se faz as coisas.
Este último estágio é a forma como se avança em uma profissão e isto raramente se obtém fora do trabalho de pesquisa.
i) Finalmente, foi considerado que as Escolas de
Biblio-teconomia possuem as suas próprias bibliotecas com absoluta carência de informações atualizadas sobre a
biblioteconomia e Ciência da Informação. Este fato
prejudica não apenas o processo acadêmico como so-bretudo, a pesquisa. Há deficiências de material ins-trucional, recursos didáticos em português e
divulga-ção de experiências de pesquisas a nível nacional e
local.
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97
~~
I
BIBLIOTECABiblioteca de Ciências
I
Humanas e Educaçio da UFPr.-
.
Cad.
Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989a) Que as Escolas de Biblioteconomia façam gestões
jun-to as aujun-toridades universitárias pma que lhes sejam concedidos professores de tempo integral;
b) Que sejam estabelecidos programas de formação e
aperfeiçoamento de docentes, tanto a nível nacional como regional, dentro das seguintes alternativas;
que cada Escola estabeleça programas conjuntos
com os Cursos de PedJgogl3 d8S suas respectivas
Universidades;
- que a ABEBD com o apoio da CAPES, IBICT, CNPq e
outros agentes financeiros, estude e recomende às Escolas, que reunam melhores condições, para que seja organizado um Programa Permanente de For-mação de Professores de Biblioteconomia no Bra-sil;
que, transitoriamente, e como solução imediata, a ABEBD deverá estabelecer um Curso de Técnicas Pedagógicas aplicáveis ao ensino de hibliotecono-mia, que poderá ser oferecido às Escolas, de forma itinerante;
- que a ABEBD, como entidade coordenadora, estude
a possibilidade de estabelecer um Programa de in-tercâmbio de Professores, através do CNPq.
c) Que a ABEBD organize um cadastro dos professores
de Biblioteconomia no Brasil, no qual seja incluída
toda a informação necessária para o desenvolvimento de programas conjuntos entre as Escolas;
d) Que os professores se atualizem em sua área especí-fica sem perder de vista o desenvolvimento integral da Biblioteconomia. Para isto sugere-se que as
Esco-las devem propiciar aos docentes oportunidades de
comparecer às Reuniões, Congressos e Cursosespe-ciais;
2.2.1 Corpo Docente 2.2 Recomendações Finais
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
e) Que as Escola de Biblioteconomia estabeleçam, a ní-vel institucional, Seminários onde cada professor co-munique os avanços ocorridos em sua área de espe-cialização;
f) Que as Escolas de Biblioteconomia realizem a
avalia-ção dos professores de forma periódica, contribuindo para a melhoria da qualidade do ensino. Para isto as Escolas devem estudar os mecanismos de avaliação adequados que sirvam de complementos aos já
exis-tentes na Universidade. Nestes mecanismos deve
considerar-se a autoavaliação e a l1articipação dos
alunos.
2.2.2 Ensino de Graduação
a) Que seja fixado, como princípio, que as novas
disci-plinas só devem ser implantadas quando os
profes-sores estiverem realmente capacitados a
ministrá-las;
b) Que seja atribuída real importância ao primeiro
se-mestre do Curso de Biblioteconomia para evitar o for-te sentimento de frustração dos alunos ao ingressar no curso· Para isto recomenda-se que algumas disci-plinas profissionais sejam lecionadas no inicio do
cur-so com vinculação à especificidade da profissão de
Bibliotecário;
c) Que as Escolas de Biblioteconomia estudem a
viabili-dade de ser instituído um treinamento após o ensino formal, tipo "residência médica", devidamente remu-nerado, com a duração de doze meses, que seria rea-lizado em bibliotecas e serviços de informação com altos padrões de desempenho;
d) Que as Escolas de Biblioteconomia determinem seus
objetivos com base no perfil do profissional que
dese-jam formar e nas próprias atribuições do
bibliotecá-rio delimitadas pele legislação profissional;
98 Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
e) Que a ABEBD desenvolva estudos para que seja
reco-mendado às Escolas de Biblioteconomia alguns pon-tos básicos para determinação dos seus objetivos;
f) Que a ABEBD elabore um Manual de Procedimentos
contendo a metodologia para determinação de objeti-vos para as disciplinas do novo currículo;
g) Que a ABEBD obtenha apoio financeiro para realização
de um estudo comparativo da situação atual dos
no-vos currículos das Escolas de Biblioteconomia, com
vistas à normalização de terminologias, distribuição
de carga horária por disciplinas etc. e que esse estu-do seja divulgad,) entre as Escolas;
h) Que o ensino de Informática na Biblioteconomia seja
ministrado de forme teórico-prática através de micro-computadores que deverão ser adquiridos pelas Esco-las de Biblioteconomia;
i) Que o processo de informatização da sociedade seja
devidamente considerado para ampliação das funções pedagógicas do professor e do aumento da importân-cia da inclusão de modernas tecnologias no currícu-lo do Curso de Biblioteconomia;
j) Que sejam estimuladas a formação de equipes
inter-universitárias para desenvolverem o "h3rdware" e o "software" adequados aos serviços de bibliotecas e
a geração de programas próprios, brasileiros e de
intercâlllb:o entre as IES para normalização e compa-tibilização dos arquivos.
I) Que o ensino da automação dos serviços da bibliote-ca seja balizado por valores culturais, sociais e polí-ticos da nossa realidade e que o mesmo seja
consi-derado como um meio de ampliação das funções do
bibliotecário e de conseguir formar um novo tipo de profissional;
n) Que as Escolas de Biblioteconomia desenvolvam um
processo reflexivo quanto ao Estágio curricular, no
sentido de que seus fins adquiram vinculação com
as finalidades sociais mais amplas da profissão no que se refere:
- elaboração de diretrizes gerais de orientação dos
estágios incluindo aspectos de ordem
eduG8cio-nal e pedagógica;
_ elaboração de subsídios que favoreçam o
aprofun-damento da questão do compromisso social do bi-bliotecário com a sociedade e que deverá em.basar a definição da filosofia do estágio tanto para o alu-no, como para a Escola e a Biblioteca;
- fixação metodológica para o Estágio Curricular
que privilegie a vinculação teoria/prática no
de-correr de todo o seu desenvolvimento.
o) Que as Escolas de Biblioteconomia mantenham suas
bibliotecas com o mínimo indispensável para atender
às necessidades de ensino/aprendizagem das novas
disciplinas do novo currículo;
p) Que a ABEBD elabore e divulgue normas mínimas que
orientem a fo;-mação de uma coleção básica das biblio-tecas dos Cursos de Biblioteconomia;
q) Que seja apo:ado um Programa de traduções de
tex-tos considerados básicos para o ensino de
discipli-nas do novo currículo;
r) Que as Escolas de Biblioteconomia incluam no novo
currículo uma d:sciplina específica sobre legislação
orofissional que inc!uD informações sobre ética pro-fissional e o exercício da profissão de bibliotecário;
s) Que sejam melhoradas e expandidas as coleções dos
Laboratórios dos Cursos de Biblioteconomia, através de programas cooperativos com as Editoras e biblio·
tecas universitári8s, através da doação de
exempla-res defeituosos ~ outros materiais descartados pelas
bibliotecas.
t) Que seja estimulada a participação dos alunos nas
atividades da Escola, a fim de que não sejam apenas
'tOO Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
receptores de informações, mas que sejam participan-tes do trabalho desenvolvido pela Escola.
2.2.3 Ensino de Pós-Graduação
a) Que as Escolas de Biblioteconomia programem
Cur-sos de Pós-Graduação" latu-sensu" dirigidos à
prepa-ração de docentes para o ensino das novas disciplinas curriculares;
b) Que seja solicitado ao CNPq e CAPES o aumento de
bolsas para estudo de pós-graduação, dando priorida-de na concessão das mesmas, aos candidatos que se-jam docentes;
c) Que sejam promovidos em cada IES, Cursos de
Aper-feiçoamento em Metodologia do Ensino e Metodolo-gia da Pesquisa, especialmente destinados aos docen-tes de cada Escola;
d) Que seja criado pelas Escolas de Biblioteconomia, um Programa intensivo de atualização para os professo-res de graduaçãl1, a ser implementado com a colabo-ração de professores de outras Escolas que sejam es-pecialistas nos assuntos.
e) Que a CAPES reveja os atuais critérios de avaliação
do ensino de Pós-Graduação, para fins de distribuição de recursos, para que sejam considerados com equi-dade, os programas emergentes ou de âmbito regio-nal.
f) Que sejam dados os devidos destaques aos aspectos
profissionais nos cursos de pós-graduação, ao lado dos
aspectos cientificos desses cursos, enfatizando-se a
formação em disciplinas voltadas para as atividades do exercício profissional do bibliotecário.
g) Que as mudanças metodológicas recomendadas para
o ensino de graduação, sejam também introduzidas
na pós-graduação, visando, entre outos benefícios,
estimular a participação dos alunos em seu processo de aprendizagem e no desenvolvimento de seu plano de pesquisa.
2.204 Pesquisa
a) Que as Escolas de Biblioteconomia estudem a
possi-bilidade de liberar pDrte da carga horária do docente
de graduação, q1
le
estiver interessado emdesenvol-ver pesquisa, para que o mesmo possa se engajar nas equipes de pesquisadores da Escola;
b) Que as Escolas ele Biblioteconomia realizem
seminá-rios periódicos parei avaliação e análise do desenvol-vimento de programas de pesquisa, debater os traba-lhos de pesquisa em realização e incentivar à produ-ção científica;
c) Que as Escolas ele Biblíoteconomia estabeleçam
li-nhas de pesquisa de acordo com os recursos
disponi-veis, vocação dos seus professores e necessidades
locais.
d) Que as Escolas de Bibl!oteconomia estudem a
possi-bilidade de estabelecer linhas de pesquisa voltadas
para os problemas de interesse das bibliotecas
e
ser-viços de informaçbes locais, contribuindo para o apri-moramento dos serviços oferecidos aos usuários;
e) Que seja incentivado entre as Escolas de
Biblioteco-nomia, o intercâmbio de docentes-pesquisadores para que estes possam assessorar os docentes com menor experiência, na elaboração de projetos de pesquisas;
f) Que as Escolas de Biblioteconomia assumam o
com-promisso de enc8minhar à ABEBD, anualmente, as
pesquisas encerradas e, andamento, para que
se-jam divulgadas entre todas as IES;
g) Que os relatór10s finais das pesquisas concluídas
se-jam divulgados entre todas as Escolas de Biblioteco-nomia, através de comunicações internas, no mínimo;
h) Que a ABEBD promova o intercâmbio de material
bi-bliográfico entre :3S Escolas de Biblioteconomia,
vi-sando a atuaHzação de informações e a divulg8ção
de experiências de pesquisas.
in
Que sejam criados mecanismos que possibilitem umainterligação entre os resultados de pesquisa e sua
,..
103
Biblioteca de Ciências Humanas e Educação
da UFPr. BIBLIOTECA
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
3.1.2 Desenvolvimento dos trabalhos (Ata das reuniões)
O Grupo de. Trabalho sobre Estágio Curricular
reu-niu-se nos dias 25, 26 e 27 de fevereiro, no horário das 14:00 às 17:00 hs. para estudo e discussão dos problemas
relacionados ao tema em questão. Dos 12 componentes
do Grupo de Trabalho; dois eram alunos de graduação.
3. 1 .1 Componentes
Coordenadora: Profa. Marina Zeni Guedes (UFPR)
Relatore: Prefa. Maria Herbene Bar'bosa Lima
Maia (UFC) Participantes:
Profa. Adda Drugg de Freitas (UFRGS) Profa. Gilse Thereza de O. Prestes (UFF) Profa. Norma Lins Leite (UFPB)
Aluna. Selma Maria Maia (UFC)
Aluna. Marta Maria Fernandes Queiroz (UFC)
Profa. Nair Kobôshi (USP)
Profa. Maria Terezinha Freitas (UFSC) Prafa. Maria das Neves Cavalcante (UFF) Bibliotecária Mercedes Della Fuente (CRB-8) Bibliotecária Gilka Mendonça Brazileiro (CRB-4)
3.1 Grupo de Trabalho: Estágio Curricular
3 GRUPOS DE TRABALHO
utilização pelas bibliotecas e serviços de
informa-ção.
j) Que seja assegurada a participação dos docentes nas
decisões quanto às políticas e prioridades afetas ao
trabalho de pesquisa, em cada Escola.
I) Que as Escolas de Biblioteconomia possam
redimen-sionar e reorientar a organização da pesquisa, no
sentido de via.bilizar uma Escola que possa cumprir
um papel dt relevância no cenário das carências bi-bliotecárias do país.
dois eram bibl:otecários representantes de Conselhos Re· gionais de BibliotecClnomia e oito eram docentes
respon-sáveis pelo Estágio Supervisionado em suas instituições
de origem.
o
Grupo de Trabalho aceitou as sugestões da ABEBDpara desenvolvimento dos trabalhos. Assim,
inicialmen-te foram levantados os problemas exisinicialmen-teninicialmen-tes nos Cursos de Biblioteconomia com referência ao Estágio Curricular. Identificados os p'rob:emas, foram discutidas as soluções. com ampla discussão e intercâmbio de experiências entre os participantes. Finalmente, passou-se a estabelecer
re-comendações aos CUISOS de Bibliot6concmia de forma
abrangente e generaliz8da, visando permitir que cada
Es-cola implemente da maneira mais adequada a sua
reali-dade, as atividades rel8cionadas ao estágio curricular.
o
Grupo de Trabalho recomendou o seguinte:Considerando que;
- o currículo mínimo de Biblioteconemia exige
es-tágio obrigatório como requisito para graduação
do bibliotecário;
o estágio cu,-ricular é a oportunidade terminí:ll que
o aluno tem de colocar em prática os conhecimen-tos adquiridos durante o curso;
Recomenda-se:
a) Que o Estágio Curricular do Curso de Biblioteconomia
seja desenvolvido em serviços de informações pre-viamente selecioné'ldos pela Coordenação do Estágio.
dentre os que ap:-esentem cond;ções de aplicação cip.
conhesimentos teóricos à rcalldade profissional;
b) Que o Estágio Supervisionado como atividade
curricu-lar seja planejado. Controlado e avali2do juntamente por docentes do Curso de Biblioteconomia e profissio-nais bibliotecários;
104 Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
c) Que se divulgue entre os docentes do Curso de
Biblio-teconomia e bibllotecários orientadores de estágio, a legislação pertinente ao estágio curricular, inclusive a Resolução do Conselho Federal de Bi.blioteconornia. d) Que sejam divulgadas em períodicos de
bibliotecono-mia, experiência3 de estág;o curricular desenvolvidas em diferentes Cursos;
e) Que a ABEBD sugim aos editores das revistas
brasi-leiras de biblioteconomia que publiquem um número temático sobre o Está{lio curricular e supervisionado.
f) Que seJa criado um G;upo de Estudos sobre Estágio
Curricular a nível nacional. Vinculado à ABEBD, a fim
de facilitar o intercâmbio de experiências de estágio
entre os Cursos ~e Biblioteconomic.
g) Que os Cursos de Biblioteconomia, a ABEBD e os edi-tores das revistas .brasileiras da área, agilizem me-didas que via.bilizem a implementação das recomen-dações a curto prazo.
3.2 Grupo de Trabalho: Pesquisa e Pós-Graduação
3.2.1 Componentes:
Coordenadora; Profa. Neusa Dias de Macedo
(USP)
Relatora: Profa. Maria Neusa Moraes Costa
(UFPB) Participantes:
Profa. Ana Maria Polke
Profa. Maria Helena Bier Maia (PUCCAMP) Profa. Olga Guedes (UFC)
Profa. Neide C. Brighenti (UFCS) Profa. Regina Célia P. da Rosa (UFPE)
Prafa. Maria de Jesus Nascimento rUDESC/SC)
Profa. Joana Rita Vilas Boas Mualem (UFMA) Profa. Maria Odaisa Espinheiro de Oliveira (UFPA) Profa. Wanda Maria Paranhos (UFPR)
Prifa. Gilda Maria Br8ga (IBICT/UFRJ)
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989 105
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I
I
iii
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A.2 Causas
~
107
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
d) Dificuldades institucionais e/ou pessoais têm
impe-dido os professores de se valerem de tecnologi8 ins-trucional e métodos de ensino mais
adequados/efici-entes para cumprimento de SU2,S tarefas didáticas de
modo conciliável com o tempo necessário para o de-senvolvimento de pesquisas;
e) Os professores trabalham isoladamente,
consequente-mente, não há formação de equipes que levem à
':on-solidação de programas de pesquisa a nível institu-cional;
f) Em algumas IES 8S coordenadorias
didático-pedagó-gicas dos cursos e chefias departamentais não tem
incentivado o professorado a realizar p'8squisa a nível de graduação;
g) Falta de in"cercâmbio d8S atividades ou interesses de
pesquisa entre os cursas de graduação e destes com os cursos de pós-graduação;
h) Falta de recursos financGiros, orçamentários e
extra-orçamentários para a pesquisa.
A.3 Propostas
a) Que haja incentivo piara os profesEores de cursos de
graduação em Biblioteconomia serem capacitados a
pós-graduação em sentido amplo ou restrito, de modo
a viabilizar aperfeiçoamento em suas atividades de
ensino, pesquisa e extensão;
b) Que a ABEBD façel um levantamento dos professores
com capacitação em pesquisa, bem como de suas res-pectivas áreas dr; interesse, visando prestar
asses-soramento às Escolas interessadas em preparar
do-centes para essa 8tividade;
c) Que as Escolas eiejam linhas de pesquisa de acordo
com as suas necessidades e as suas condições de
trabalho de forma a que nelas se engajem professores e alunos;
d) Que sejam levantadas formas alternativas de
capta-ção de recursos destinados à pesquisa;
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
106
A COM RELAÇÃO À PESQUISA
Falta de tradição de pesquisa pelo corpo docente
das IES que oferecem graduação em Biblioteconomia; "O Grupo de Trabalho "Pesquisa e Pós-Graduação", do 1.° Encontro Nacional da Ensino de Biblioteconomia e Ciência da Informação promovido pela ABEBD, em
Reci-fe-PE, esteve reunido no período de 25 a 27 de fevereiro
dc.)
ano em curso, quando discutiu e analisou questões
perti-nentes à pesquisa e pós-graduação na área de
biblioteco-nomia e ciência da informação, enfocando o que segue; 3.2.2 Desenvolvimento dos trabalhos (Ata das reuniões)
A.1 Problema:
Profa. Francisca Ramalho (UFPB) Pwf. Sebastião de Souza (UFPB)
Prora. Cecília dos Santos Nahuz (UFMA) Prof. Paulo da Terra Caldeira (UFMG) Profa. Aurora da Graça Almeida (UFMA)
Prof. Antônio Miranda (UNB)
Profa. Jeruza Lyra Lucena (UFPB)
a) Não conscientização, em gemi, dos docentes acerca
da importânc;a da pesquisa bem como falta de condi-ções instituc!on8is propícias, o que leva a priorizar o ensino em detrimento das 8tividades de pesquisa;
b) Insuflciência de docentes capacitados a nível de
pós-graduação no sentido de introduzir inovações na me· todologia de trabalho (ensino, pesquisa e extensão) seja com os alun'Js, seja com os demais docentes;
c) A maioria dos docentes não está habilitada a elaborar
e executar projetas de resquisa, o que leva à" quase
B COM RELAÇÃO À PÓS··GR.t..DUAÇAO "LATU-SENSU"
e) Que cada. lES se empenhe em identificar formas
alternativas de capacitação docente à pesquisa além
dos mecanismos em uso· Um desses mecanismos
en-dossado pelo Grupo C~8 Trabalho é a prcposta
apresen-tada pela profa. Gilda Braga em sua conferência, na
sessão plenária sobre o subtema II deste 1.° ENEBCI
"4
I
109 Humanas e Educação
da UFPr.
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
Coordenadora: Prafa
~·~-Améli.tSTlveira
(UFSC)Relatora: Prafa. Gilda Verri (UFPE) Participantes:
Profa. Corita Aguiar da Silva (Ur-PE) Profa. Ruth Moura Arruda (FUA) Manaus Profa. Lourdes Gregol da Silva (UFRGS) Profa. Alba Costa Maciel (UFF)
Profa. Fernandina Fernandes Lino (UFC) Prafa. Maria de Fátima Ol!veira Costa (UFe)
Profa. Rachel Abbath (UFPB)
Bibliotecária Josefa Pereira Barbosa (B. Pública PE) Bibliotecária Jane Falcão Farias (CRB·4)
Bibliotecária Maria Zuleide Lopes Leandro
(SU-DEC-CE)
Bibliotecária Lúcia Maria de Freitas (UFPEl Bibliotecária Ana Cristina A. Oliveira (UFPE) Bibliotecária Maria Lúcia Mendonça Melo (UFRPE) Bibliotecária Edna S. Pimentel (Fundacão de Cul-tura-PE)
O Grupo de Trnbalho esteve reunido nos dias 25, 26 e 27 de fcvcre;ro pan discutir e apresentar propostas so-bre o ensino de Organização e Administração de
Bibliote-cas. Os trabalhos tiveram o seguinte desenvolvimento:
Apresentação e integração dos participantes do Gru-po de Traba!ho;
Apresentação sucinta do" Regimento do Grupo de
Trabalho"
Distribuição das "Sugestões da ABEBD" para funcio-namento do Grupo de Trabalho.
3.3.2 Desenvolvimento dos trabalhos (Ata das reuniões)
3.3. 1 Componentes
3.3 Grupo de Trabalho; Orga!Ji~~"ijQ ~ ecJqlioistração de
Bibl iotecas
I
B I 8 L I O T E C ABiblioteca de Ciências
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
108
SUGERE-SE
o empenho das escol3s e/ou das instituições
pro-motoras no sentido de que esses cursos ~ejam mantido,,>
e apoiados pelas IES e pelos órgãos financiadores.
C COM RELAÇÃO À PÓS-GRADUAÇÃO
.. STRICTO-SENSU"
Considerando que os cursos de especialização são realizados com custos relativamente baixos, que apresen-tam flexibilidade ma:or que os cursos de Mestrado e Dou-torado, que são curS8S de curta duração, que são preferi-dos por muitos profi,,;sionais que não têm interesse e/ou disponibilidade de tempo para realizar cursos de pós-gra-duação .. stricto-sensu",
Considerando que há reuniões regulares dos
coor-denadores desses cursos onde os assuntos podem ser
discutidos com maior profundidade, o Grupo de Trabalho
entendeu que devido 3 premência de tempo, deveria
prio-rizar 0'3 assuntos mencionados anteriormente. Entretanto,
uma contribuição concreta que o Grupo de Trabalho
apre-senta é a seguinte:
Que se estude a conveniência de abrir cursos de
Dou-toramento dentro de programas específicos da área
de Biblioteconomia/Ciência da Informação. Esse es-tudo deve incluir uma consulta ampla à comunidade da Area e pode ser incluído, no âmbito do projeto de .. Avaliação do Estado da Arte da Formação em
, ;ti
111
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
PROPOSTAS
Considerando que:
a) A ótica da biblioteconomia está se deslocando de uma visão centrada nas técnicas (formar recursos
huma-o) Falta de conhecimento dos sistemas de controle,
acompanhamento e avaliação.
Com base nesse levantamento de problemas, o Gru-po de Trabalho colocou algumas questões;
a) Visando a mudança de currículo, o Curso de Bibliote-conomia deveria analisar seus objetivos fins, forçando a um deslocamento nos objetivos do próprio curso;
b) Os profissionais formados .. à antiga", como ficam?
Pois não foram g~aduados para serem
administrado-res de sistemas voltados para a sociedade e sim,
processadores de meios nas ,bibliotecas, sem atenta-rem para as contradições da realidade social;
c) Algumas saídas para a reciclagem de pessoal teriam
que estar voltadas para:
reciclagem dos bibliotecários nas áreas de educação ou sociologia?
trabalhos em áreas de psicologia social?
reciclagem periódica de docentes que ensinam Orga-nização e Administração de Bibliotecas, nas áreas es-pecíficas da matéria e em outras;
d) Definições mais claras dos objetivos da biblioteca e
do bibliotecário cemo agente social;
e) Alguns blocos de disciplinas necessários para o en· sino da matéria:
Introdutório de disciplinas para fundamentação de es-tudos em administração;
Administração de bibliotecas; planejamento, organiza-cão, controle e avaliação;
Aplicacão da administração na realidade biblioteconô-mica (planos, programas e projetos);
f) Mudanças na forma de "ver" a biblioteca.
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
110
Em seguida, o Grupo de Trabalho foi subdividido em pequenos grupos para leitura, levantamento de problemas e proposições de soluções, para o ensino de Organização
e Administração de Bibliotecas, tomando como base, o
texto elaborado por Myriam Gusmão de Martins .. Do en-sino de Organização o Administração em Cursos de Biblio-teconomia e suas consequências", distribuído pela ABEBD. Foram levantados os seguintes problemas:
a) Ausência da visão sistêmica da biblioteca. Inclui
au-sênc~a de estudos de funções e comp1onentes da bi-blioteca e sua interação no ambiente;
b) Desconhecimento dos princípios e técnicas de
Orga-nização: racionalização do trabalho; estudos de fluxo de trabalho; lay-out"', etc;
c) Ausência de estudos sobre estruturas organizacionais
em geral e, em particular, a biblioteca (como estru-tura organizacional);
d) Desconhecimento do que seja PRODUTO e SERViÇO;
e) Mudança de ótica da profissão de forma não muito
conscientizada;
f) Os Cursos de Biblioteconomia não atendem com
efi-ciência e eficácia as questões para a administração de bibliotecas e serviço de informação;
g) Ausência de enfoques sobre aspectos econômicos dos serviços hibliotecérios;
h) Falta de estágio para a disciplina Administração;
i) Ausência de planejamento nas bibliotecas
dificultan-do a visão prática e aplicada da disciplina;
j) Sub-utilização de técnicos em biblioteconomia e de
outras áreas em bi,bliotecas;
I) Insuficiência de material bibliográfico e livros textos
para as disciplinas;
m) Falta de enfoque para 83 áreas de administração do
pessoal, administração de material, administração fi-nanceira, aplicado à biblioteconomia;
n) Desconhecimento das técnicas de redação de atos
normativos, manuais de serviços, planos de· ação,
'\1
í11:
'i~:1
113
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
3.4 Grupo de TrJbalho: Documentação
3.4.1 Componentes:
Coordenador: Prof. Ru,bem Rodrigues Ferro (UFMA) Relatora: Probo Maria Amélia Almeida Silva (UFC)
a) Estágios de docentes em instituições nacionais e
in-ternacionais, considerados como modelo em termos
admin~strativos e organizacionais para ampliar e se-dimentar conhecimentos. dentro de realidades
profis-sionais;
b) Reciclagem periódica de professores nas óreas
bási-cas da administr8ção e com enfoques específicos.
Exemplo: Recursos Humanos (Treinamento, Chefia e Liderança, Conflitos organizacionais, etc);
c) Reuniões periódic?s dos professores de administração
das diversas Escolas de Biblioteconomia, para levan-tamento e solução de problemas comuns na área e troca de experiências;
d) Subsidiar professores para preparação de textos em
Administração de Bibliotecas em seus vários aspec-tos;
e) Alocação de verba para renovação e atualização de
material bibliográfico nas bibliotecas das Escolas de Biblioteconomia.
zação, controle e aval iação, enfocando as áreas
há-sicas de Recursos Humanos, Finanças, Produção,
Patrimônio, Marketing;
10. Organização e Métodos - fluxos operacionais,
pa-drões, etc;
11. Estudo de usuário;
12. Automação de bibliotecas;
13. Aplicação de planos, programas e projetas e enfoques
específicos dentro de administração de bibliotecas.
d) Que o Estágio Curricular tenha um desenvolvimento
paralelo às disciplinas teórica~ de administração.
Quanto à melhoda da qualidade do ensino
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989 112
Quanto ao Currículo
nos para as ativ;dades meio) para uma colocação mais voltada para o atendimento das necessidades da ciedade (formar recursos humanos como agentes so-ciais) força a um deslocamento nos objetivos do pró-prio curso e consequentemente, no seu currículo; b) A área de Administração reflete nitidamente estas
ten-dências em todos os níveis das organizações de biblio-tecas;
c) Os professores que continuam atuando nesta nova
fase têm formaç50 profissional desenvolvida dentro
do antigo enfoque da biblioteconomía,
RECOMENDAMOS:
a) Que a carga horária seja aumentada em re'lação ao an-tigo currículo;
b) Que as disciplinas introdutórias da matéria, como
in-trodução à Administração e Teoria Geral de Adminis-tração, sejam ministradas a partir do primeiro semes-tre profissional;
c) Que o conteúdo programático da área de
administra-ção seja estruturado dentro de uma sistematização
como segue:
Temas ou tópicos essenciais a serem abordados para formar o bibliotecário atuante e com função de agente social;
01. Introdução à Biblioteconomia;
02. Princípios de sociologia aplicada à biblioteconomia;
03. Princípios de psicologia aplicada à biblioteconomia;
04. Métodos e Técnicas de pesquisa aplicada à bibliote"
conomia;
OS. Estatística básica;
06. Introdução à Administração
07. Teoria geral da Administração
08. Estudo de comunidade
organi-113
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
3.4 Grupo de Tnbalho: Documentação
3.4.1 Componentes:
Coordenador: Prof. Ru.bem Rodrigues Ferro (UFMA) Relatora: Probo Maria Amélia Almeida Silva (UFC) zação, controle e avaliação, enfocando as áreas
há-sicas de Recursos Humanos, Finanças, Produção,
Patrimônio, Marketing;
10. Organização e Métodos - fluxos operacionais,
pa-drões, etc;
11. Estudo de usuário;
12. Automação de bibliotecas;
13. Aplicação de planos, programas e projetas e enfoques
específicos dentro de administração de bibliotecas.
d) Que o Estágio Curricular tenha um desenvolvimento
paralelo às disciplinas teóricas de administração.
Quanto à melhotia da qualidade do ensino
a) Estágios de docentes em instituições nacionais e
in-ternacionais, considerados como modelo em termos
admin~strativos
e
organizacionais para ampliar ese-dimentar conhecimentos, dentro de realidades profis-sionais;
b) Reciclagem periódica de professores nas áreas
bási-cas da administr8ção e com enfoques específicos.
Exemplo: Recursos Humanos (Treinamento. Chefia e Liderança, Conflitos organizacionais, etc);
c) Reuniões periódic2s dos professores de administração
das diversas Escolas de Biblioteconomia. para levan-tamento e solução de problemas comuns na área e troca de experiências;
d) Subsidiar professores para preparação de textos em Administração de Bibliotecas em seus vários aspec-tos;
e) Alocação de verba para renovação e atualização de
material bibliográfico nas bibliotecas das Escolas de Biblioteconomia.
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
112
Quanto ao Currículo
nos para
es
ativ;dades meio) para uma colocação maisvoltada para o atendimento das necessidades da ciedade (formar recursos humanos como agentes so-ciais) força a um deslocamento nos objetivos do pró-prio curso e consequentemente, no seu currículo; b) A área de Administração reflete nitidamente estas
ten-dências em todos os níveis das organizações de biblio-tecas;
c) Os professores que continuam atuando nesta nova
fase têm formação profissional desenvolvida dentro
do antigo enfoque da biblioteconomia,
RECOMENDAMOS:
a) Que a carga horária seja aumentada em re'lação ao an-tigo currículo;
b) Que as disciplinas introdutórias da matéria, como
in-trodução à Administração e Teoria Geral de
Adminis-tração, sejam ministradas a partir do primeiro semes-tre profissional;
c) Que o conteúdo programático da área de
administra-ção seja estruturado dentro de uma sistematização
como segue:
Temas ou tópicos essenciais a serem abordados para formar o bibliotecário atuante e com função de agente social;
01. Introdução à Biblioteconomia;
02. Princípios de sociologia aplicada à biblioteconomia;
03. Princípios de psicologia apl!cada à biblioteconomia;
04. Métodos e Técnicas de pesquisa aplicada à bibliote"
conomia;
05. Estatística básica;
06. Introdução à Administração
07. Teoria geral da Administração
08. Estudo de comunidade
organi-3.4.2 Desenvolvimento dos trabalhos. (Ata das reuniões)
I'
c~ _~
_ _~
_ _.-J
115
Cad. ~ibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
Como tentativa de solução para os problemas id~n
tificadcs, o Grupo de Trabalho recomenda que:
a) As Escolas de Biblioteconomia estabeleçam um
pra-grama de intercâmbio mais intenso;
b) Seja criado um veículo de informação corrente e de
espec;almente por profissionais denominados
"documen-talistas", Docurnentaristas", "arquivistas", etc.
PROPOSTA
Vale ressaltar os seguintes problemas:
a) No que se refere a criação de novas unidades de
en-sino que representassem o conteúdo visto anterior-mente em disciplinas denominadas "Documentação", foi constatado que alguns professores ainda não es-tão bem integrados ou não assimilaram a mudança;
b) Tendo em vista D premência de tempo com que teve
de ser implantado o novo cLnículo, constatou-se que: os docentes não foram, em sua totalidade, qualifica-dos adequadamente;
houve diversidade de adaptação à mudança e de com-preensão da autonomia das Universidades, para toma-da de decisões, de acordo com as peculiaritoma-dades de cada Escola;
Foi identificado também que não existe infraestrutu-ra painfraestrutu-ra o desemrenho adequado de atividades docen-tes, tais como: hibliografia, fontes de informações e equipamentos;
Ainda foi discutido o problema das Escolas
direciona-rem
a
formação profissional para documentosdeno-minados "convencionais" deixando de abordar aspec-tos da informação "não convencional".
Há dificuldarles para o ensino e aplicação de
tecnolo-gias (computadores, teleinformática, reprografia etc)
devido a ausência de laboratórios nas Escolas de Bi-blio-:-economia.
Cad. Bibliotecon., Reoife (11); 83-123 Dez. 1989 114
Participantes:
Prafa. Esther Luck de Araújo (UFF) Profa. Gilda Lefebvre (UFF)
Profa. Susana Schmidt (UFPE) Prafa. Ana Maria Ferracin (UFPE)
Profa. Claudia Gonçalves de Sousa (UFSC) ?rof. Cavan Michael McCarthy (UFPE)
Profa. Maria Amélia Almeida da Silva (UFC) Profa. Olga Maria Soares (UFC)
Prafa. Carmélia de Mattos (UFBA)
Bibliotecária Julita Valentin de Souza (DIPER/CRB-4) Bibliotecária Maria do Carmo Lyra (UFPE)
Constatou-se que o título do Grupo de Trabalho ge-rou surpresa, tanto que, candidatos inicialmente inscritos se transferiram para outros grupos e que, tendo em vista
as matérias do novo currículo, a área teria sido melhor
identificada por .. Controle Bibliográfico".
Vários aspectos foram discutidos, desde o que se refere à questão do que se entende por DOCUMENTAÇÃO,
até problemas relacionados com a atuação profissional.
Inicialmente foi constatado que nas Escolas repre-sentadas no Grupo de Trabalho, .. Documentação" não
exis-te mais como discip!ina. No novo currículo, o conteúdo
foi distribuído em diversas unidades de ensino, tais como: Indexação (em seus diversos aspectos), Normalização da
Documentação, Controle Bibliográfico, etc. e em alguns
casos, até em Introdução à Biblioteconomia.
Reuniu-se no dia 25 e 27 de fevereiro de 1986 o
Grupo de Trabalho sobre DOCUMENTAÇÃO, do 1.o
En-contro Nacional do Ensino de Biblioteconomia e Ciência
da Informação, para discutir a posição do ensino de
3.5 Grupo de Trabalho; Registro bibliográfico de mono· grafias
III
I
i:~
117
Cad.
Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989BIBLIOTECA
Profa. Vânia Farias de Limón (UFC)
I
Blbllof9ca de CiênciasProfa. Carmé!!a Regina de Mattos (UFBA) Humanas e Educaçio
Profa. Claudia Gonçalves de Souza (UFSC).... da UFPr.
Profa. Dinorá Quaresma (UFBA)
'0.0
0--'.-Profa. Esmeralda Maria de Aragão (UFBA)
Os debates, entretanto, foram enriquecedores e os
problemas e diretrizes piara o assunto da Catalogação
foram amplamente discutidos, sendo identificados os se-guintes problemas;
._. --...J
a) Ausência de material bibliográfico nas bibliotecas das
Escolas;
b) Falta de códigos nos Cursos de Biblioteconomia,
di-ficultando o ensino de catalogação;
Os referidos trabalhos foram amplamente aprecia-dos e debatiaprecia-dos pelos participantes do GT chegando-se à conclus50 de que as propostas apresentadas pela Profa. Nilcea (UNB) não deveriam ser aprovadas na ocasião por
falta de representatividade, a nível nacional, do Grupo de
Trabalho e também porque o assunto requer exaustivos de-bates e troca de experiência e que o tempo disponível pelo GT não era suficiente.
O Grupo de Trabalho esteve reunido nos dias 25, 26
e
27 de fevereiro de 1986 p3ra debater sobre o ensino doRegistro Bibliográfico de Monografias.
No início dos trabalhos foram distribuídos com os participantes os trabalhos das professoras Dinah Aguiar Población (USP) .. Considerações sobre os capítulos 22 e 23 do AACR2" e Nilcea Amabília Rossi Gonçalves, sobre
"Títulos uniformes: AACR2 & AACR1: algumas
considera-ções
3.5.2 Desenvolvimento dos trabalhos. (Ata das reuniões)
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez· 1989
116
3.5. 1 Componentes
Coordenadora: Profa. Cleide Ancilon de Alencar
Pereira (UFC)
Relatara: Profa. Carmélia Regina de Mattos (UFBA) Participantes:
Profa. Lilian Saraiva Câmara (UFPE)
Profa. Maria da Conceição Castelar Lopes (UFPE)
Profa. Jeane Freire Florentino (UFPE) Profa. Dijane Oliveira Borba (UFPB)
fácil divulgação, isto é, que através de um Boletim In-formativo da ABEBD circulasse informações de todas as Escolas.
c) As Escolas de Biblioteconomia divulguem textos tradu-zidos e elaborados para fins didáticos;
d) As Escolas elaborem e divulguem amplamente os seus planos de capacitação de docentes;
e) As Escolas de Biblioteconomia incentivem e apóiem a
qualificação de docentas através de cursos de mes-trado e doutorado;
f) Os professores convidem profissionais da comunidade
para relatar expe:-iências relacionadas com a
Docu-mentação;
g) Os professores visitem instituições que estejam de-senvolvendo trabalhos relevantes para fins de obser-vação e troca de experiência;
h) As Escolas de Biblioteconomia adquiram
equipamtos para montagem de laboratórios que permita o en-sino da reprografia, uso de computadores e acesso às
bases de dados;
i) A ABEBD sugira aof', organizadores do ENBI a realiza-ção de reunião de professores de automarealiza-ção de biblio-tecas;
j) A realização de Encontros de Ensino a nível regional
PROPOSTAS
~
119 Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989
O Grupo de Tra.balho sobre Classificação
Bibliográ-fica estpve reunido nos dias 25
e
26 de fevereiro para fazeruma reflexão sobre o ensino de Classificação no currículo do Curso de Biblioteconomia, intercambiar experiências na
prática ,jo ensino dessa disciplina e troca de idéias sobre o
desenvolvimento dos novos programas.
O Grupo de Trabalho seguiu a metodologia sugerida
pela ABEBD para desenvolvimento das reuniões. Assim,
os trabalhos foram conduzidos a partir do relato de expe-riências de cada um dos membros do GT no que diz res-peito a espectos referentes à carga horária, nomenclatura, pré-requisitos e ementas das disciplinas relacionadas com a Classificação. O GT considerou também as dificuldades
enfrentadas pelos docentes para o ensino da disciplina
devido a falta de Tabelas de Classificação e material bi-bliográfico para ser usado pelos alunos nas aulas práticas.
Escolas de Biblioteconomia, Biblioteca Nacional, IBICT, Fundação Getúlio Vargas e Especialistas no assunto,
para definirem 03 princípios e diretrizes do registro
bi-bliográfico único, no Brasil.
3.6 Grupo de Trabalho: Classificação bibliográfica 3.6. 1 Componentes:
Coordenadora: Profa. Lusimar Silva Ferreira
(UFMA)
Relatora: Profa. Rosa Maria Godoy e Vasconcelos (UFPE)
Participantes:
Profa. Heioisa Rios Gusmão (UFF) Profa. Dinorá Luna Quaresma (UFBA) Prafa. Vera Isabel Caberlon (FURG) Profa. Maria Lizete Lélys (UFPB)
Profa. Rosa M.a Araújo de Godoy e Vasconcelos (UFPE)
3.6.2 Desenvolvimento dos trabalhos. (Ata das reuniões)
Cad. Bibliotecon., Recife (11); 83-123 Dez. 1989 118
o
Grupo de Trabalho decidiu também que não seriaprudente definir critélios para aplicação das regras de ca-talogação uma vez que o grupo era pequeno e as decisões não teriam representatividade para se tornarem diretrizes a serem seguidas por todos os professores.
c) Falta de padronização dos registros bibliográficos;
d) Minimização dos serviços meios em decorrência da
maxivalorização dos ser'/iços fins;
e) Ausência de intercâmbio de informações entre as
Escolas de Biblioteconomia;
f) Dificuldades de interpretação das regras do AACR2
em relação aos Princípios de Paris;
g) Desconhecimento das decisões adotadas pelas
biblio-tecas para aplicação das regras do AACR2.
a) Determinação de um padrão único para todo o registro
bibliográfico, a nível nacional;
b) Solicitar à Comissão Brasileira de Processos Técnicos,
que seja agilizado, junto à ABNT, a determinação de um
padrão único para Catalogação e Referência Bibliográ-fica, conforme proposta já existente;
c) Solicitar a FEBAB que seja reeditado o AACR2, com a maior urgência, um8 vez que a maior parte das Esco-las de Biblioteconomia não adquiriram exemplares em número suficiente para o ensino prático;
d) Necessidade de divulgação dos Encontros Nacionais de
Catalogação realizados por qualquer, instituição 3 fim
de viabilizar a participação dos professores de catalo-gação;
e) Registrar junto à ABEBD, para as necessárias
providên-cias, o empenho dos Professores de Catalogação em particip3rem dos Encontros Nacionais, a exemplo dos já realizados pela Biblioteca Nacional.
f) Sugerir que