14447 CPAO 1983
FL-PP-14447
UEPAE de Dourados
Rcdovi. Dourados C.arapõ - Km. 05 Caixa Postal, 661 . DOURADOS . MS.
IS SN
PESQUISA
EM
ANDAMENTO
N9 16 janeiro 1983 p.1/11
Clesc, Antonio Patto Pacheco1 Arnaldo Comes de Moraes2
Apesar de a regi&o da Grande Dourados apresentar boas condiçSes edafo-clim ticas para o cultivo do milho, os produtores vem alcançando mdias de produti vidade pouco condizentes com essa afirmaço.
Essa defasagem entre a produtividade esperada pela pesquisa e a produtivida de obtida pelos agricultores, pode ser explicada por defici&wias em vrios componentes do sistema de produço.
Um desses fatores o uso de material gentico nao adaptado. Com o objetivo de solucionar esse problema a EMBRAPA, atravs da Unidade de Execução de Pes quisa de Ãmbito Estadual de Dourados (UEPAE Dourados), desenvolveu um projeto de melhoramento, que visa a introduço e avaliação de cultivares, para melhor adaptação da cultura no sul do Estado.
Esse projeto á dividido em duas fases. A primeira, de caráter introdut6rio, vem sendo executada atravs dos Ensaios Nacionais de Cultivares de Milho Nor mal e Precoce, instalados somente em Dourados. A - segunda, alimentada com os me co lhores materiais introduzidos, á a fase final do projeto, constituida pelos En saios Regionais de Cultivares de Milho Normal e Precoce, conduzidos em trs
locais distintos, a saber: Dourados, num latossolo roxo distr6fico, fase cam
pestre, textura argilosa; Indípolis, distrito de Dourados, num latossolo roxo eutrSfico, fase mata, textura argilosa e, Ponta Porã, num latossolo vermelho-
EngQ AgrQ da EMBRAPA-IJEPAE Dourados, Caixa Postal 661, 79.800 - Dourados, lIS. Comportamento de milho -
1983 FIj-PP-14447 t EMBRAPA-UEPAE Dourados.
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Os Ensaios Nacionais foram conduzidos em cooperaço com o Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo (CNPMS), como um dos pontos da rede Nacional. As par celas constaram de uma iinica linha de oito metros de comprimento com 40 plan tas; 'advindas da semeadura de trs sementes em covas espaçadas de 0,40m e des bastadas aos doze dias para duas plantas/cova. O espaçamento entre fileiras foi de um metro, dando uma populaçio de 50.000 plantas por hectare. Foi utilizado o lattice 6x7 para o Ensaio de Milho Normal e para o Ensaio Precoce o lattice 5x5, ambos com quatro repetiçes, implantados nos dias 13 e 14 de outubro de 1981, respectivainente. O solo foi preparado com uma araçio e duas gradagens. Po ram utilizados 300kg/ha da f6rmula 4-30-10 a lanço incorporados com grade, mais 45kg/ha de nitroginio em cobertura entre 30 e 35 dias ap6s a emergncia.
A metodologia dos Ensaios Regionais semelhante citada acima, com diferen ças apenas nas parcelas. Estas foram constitutdas de quatro linhas de cinco me tros de comprimento onde foram colocadas duas sementes por cova, espaçadas de 0,20m, de modo que ap&s o desbaste para uma planta por cova, obteve-se tambm uma popu1aço de 50.000 plantas por hectare.
Para o Ensaio de Milho Normal foi utilizado o lattice 5x5, e para o Precoce blocos ao acaso, ambos com quatro repetiçes.
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preparo do solo e a adubaçio foram iguais, aos adotados nos Ensaios Nacionais; as datas ae semeadura foram: dias 21, 22 e 26 de outubro de 1981 para Dou rados, Ponta Pori e Indpolis, respectivamente.
Os partmetros avaliados nos Ensaios Nacionais foram: rendimento de grios (kg/ ha), transformados para 13% de umidade; floraço (dias) da emergncia at 50% de espigamento; altura de planta (cm), da regiio do colo at a inserção do pen dio com a folha bandeira; altura de espiga (cm), da regiio do colo at o n de origem da primeira espiga; acamamento+quebramento, soma algbrica da porcenta'
gem de plantas com mais de 200 de inclinaçio com a verticâl com a porcentagem
de plantas quebradas abaixo da primeira espiga; espigas doentesj7.) de espigas atacadas de mo1stias.
Os Ensaios Regionais tiveram estas mesmas ava1iaçes e mais: maturaçio (di
as), da emergncia at a formaço da camada de abcisio (camada negra) nos gros da base do i1timo terço da espiga (ponta) e espigas mal empalhadas (%), de espi gas com a ponta para fora da palha.
A principal diferença entre as duas fases que os Ensaios Nacionais sio a
bertos, isto , as firmas produtoras de milho colocam nele os materiais que qui serem, tirando-os da mesma forma, enquanto que os Ensaios Regionais sio repeti
N9 16 janeiro 1983 p.3/11 dos por dois anos concecutivos com materiais selecionados dos Ensaios Nacionais e pedidos i respectiva firma produtora.
Quanto as condiçes climticas, exceço dos Regionais de Ponta Por, houve
coincincia entre o período de polinizaço e um veranico de aproximaaamentevin te dias, do final de dezembro a meados de janeiro, o que afetou negativamente a produtividade das cultivares.
Apesar dos altos rendimentos obtidos em Indipolis, cabe ressaltar que aquela região sofreu as mesmas adversidades climticas, contudo, com sintomas mais ame nos, devido as excelentes características físico-químicas daquele solo.
Em anexo, pode-se observar as Tabelas de cultivares com suas respectivas ava liaçes, colocadas em ordem decrescente de produtividade e nas quais foi aplica do o teste de Tukey 3 5% de probabilidade.
Nota-se que os coeficientes de .variaço pscilaram entre 7 e 13% podendo ser considerados baixos; no entanto, em nenhum dos experimentos o teste de signif cncia foi capaz de determinar diferenças ao menos para justificar o seu uso. Isso sugere que:
- a seleç3o de cultivares nao pode ser feita baseada somente no teste se sig nificncia;
- todos os parimetros observados devem ser levados em consideraço na esco lha ou recornendaçao de uma cultivar; para tanto, sugere-se que seja utili zada a mdia •de cada parametro, com especial atenço para os caracteres a gronBmicos, como produtividade, precocidade, altura de espiga e resistn cia ao acamamento e quebramento, alm da capacidade homeosttica e estabi lidade de produço ao longo dos anos.
Estes resultados so ainda incipientes, com o agravante do período de estia gem que coincidiu com a floraço, nivelando por baixo os rendimentos; mas para essa regiao, totalmente carente de subsídios da pesquisa para auxiliar na esco lha de uma tecnologia, em muito podem contribuir para a melhoria da agricultura sul matogrossense, pela semeadura de cultivares adaptadas juntamente com o esca lonamento de pocas.
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EMBRAPA' UEPAE de Dourados
Rod. Dourados-Caarapó, 1cm. 05 Cx. Postal, 661 - DOURADOS - MS.