DOENÇAS RESPIRATÓRIAS
OCUPACIONAIS
Principais Poluentes
• A poluição atmosférica pode ser definida
como a presença de substâncias estranhas na atmosfera, resultantes da atividade humana ou de processos naturais, em concentrações suficientes para interferir direta ou
indiretamente na saúde, segurança e bem estar dos seres vivos.
Principais Poluentes
• As fontes naturais de poluição do ar são a queima acidental de biomassa (qualquer material derivado de plantas ou animais) e erupções vulcânicas, as quais podem ser consideradas as mais antigas fontes de contaminação do ar.
Principais Poluentes
Ozônio (O3)
• O ozônio presente na atmosfera é formado por uma série de reações catalisadas pela luz do sol (raios ultravioleta) envolvendo, como precursores, óxidos de nitrogênio (NOx) e
hidrocarbonetos, derivados das emissões de veículos, indústrias e usinas termoelétricas. Outras fontes de produção de ozônio são os purificadores de ar e máquinas de fotocópias.
Principais Poluentes
Dióxido de enxofre (SO2) e aerossóis ácidos
• Resultantes da combustão de elementos fósseis, como carvão e petróleo, têm como fontes principais os automóveis e
Principais Poluentes
Monóxido de carbono (CO)
• As principais fontes emissoras de monóxido de carbono são os veículos automotivos,
aquecedores a óleo, queima de tabaco, churrasqueiras e fogões a gás.
• O monóxido de carbono apresenta afinidade pela hemoglobina 240 vezes maior que a do oxigênio, o que faz com que uma pequena quantidade de monóxido de carbono possa saturar uma grande quantidade de moléculas de hemoglobina.
Principais Poluentes
Óxidos de nitrogênio (NOX)
• As principais fontes de óxido nítrico (NO) e dióxido de nitrogênio (NO2) são os motores dos automóveis e, em menor escala, as usinas termoelétricas, indústrias, fogões a gás,
aquecedores que utilizam querosene (mais frequentes em regiões frias) e o cigarro.
EFEITOS RESPIRATÓRIOS DA
POLUIÇÃO DO AR
• A poluição do ar causa uma resposta
inflamatória no aparelho respiratório induzida pela ação de substâncias oxidantes, as quais acarretam aumento da produção, da acidez, da viscosidade e da consistência do muco produzido pelas vias aéreas, levando,
conseqüentemente, à diminuição da resposta e/ou eficácia do sistema mucociliar.
Efeitos respiratórios agudos da poluição
do ar pela queima de combustíveis fósseis
• Os efeitos agudos da poluição do ar sobre a saúde é dada a dois desfechos: mortalidade e admissões hospitalares.
Efeitos respiratórios crônicos da poluição
do ar pela queima de combustíveis fósseis
• Efeitos crônicos da poluição do ar, produzida pela queima de combustíveis fósseis, na
EFEITOS CARDIOVASCULARES DA
POLUIÇÃO DO AR
• Aumento da viscosidade sanguínea;
• Aumento de marcadores inflamatórios (proteína C reativa, fibrinogênio);
• Progressão da arteriosclerose; • Alterações da coagulação;
• Redução da variabilidade da frequência cardíaca (indicador de risco para arritmia e morte súbita);
• Vasoconstricção;
• Aumento da pressão arterial.
EFEITOS CARDIOVASCULARES DA
POLUIÇÃO DO AR
• Indivíduos idosos e portadores de doenças cardiovasculares prévias constituem
populações mais susceptíveis. • Além disso:
– tabagismo, – Sedentarismo – dieta.
História ocupacional
• A relação entre as exposições ocupacionais e o aparecimento de doenças já é conhecida
História ocupacional
• Latência:
período de tempo decorrente entre o início da exposição e o diagnóstico.
• doenças com longo período de latência:
resultante do tempo de exposição e da concentração do agente na fração respirável pneumoconioses e o câncer de pulmão,
• doenças com curto período de latência:
causadas por agentes irritantes ou sensibilizantes, sendo as mais freqüentes a disfunção reativa das vias aéreas, a asma ocupacional e a pneumonite por
Doenças das vias aéreas
superiores
Doenças das vias aéreas superiores
• RINITE ALÉRGICA OCUPACIONAL
RINITE ALÉRGICA OCUPACIONAL
• A rinite é qualquer processo inflamatório da mucosa nasal.
• Se ela for produzida por alérgenos do
ambiente de trabalho ou seus sintomas forem desencadeados por agentes do ambiente do trabalho, ainda que não alergênicos, é
caracterizada como rinite alérgica ocupacional.
RINITE ALÉRGICA OCUPACIONAL
PATOGENIA:
• A rinite alérgica tem por característica uma
inflamação crônica das mucosas nasal e sinusal, por uma reação alérgica Tipo I, mediada pela IgE. • Ao contato com os alérgenos os mastócitos da
mucosa liberam substâncias (principalmente histamina) que vão provocar hiper-secreção
glandular (rinorréia), quimiotaxia (inflamação) e vasodilatação (congestão).
RINITE ALÉRGICA OCUPACIONAL
Quadro clínico: • Espirros, • Rinorréia cristalina, • Prurido • Congestão nasal.RINITE ALÉRGICA OCUPACIONAL
• Tratamento curativo
– Corticóides ou os anti-histamínicos, por via sistêmica, sem ou com vasoconstritores.
• Tratamento preventivo
– Identificar os agentes causais e afastá-los do ambiente, eliminando a exposição
SINUSITES DE ORIGEM OCUPACIONAL
As inflamações da mucosa sinusal de origem ocupacional associada ao exercício da
SINUSITES DE ORIGEM OCUPACIONAL
FISIOPATOGENIA:
• a mucosa atingida reage aumentando a produção de muco, com a finalidade de eliminar prontamente o agente agressor.
• a atividade mucociliar fica reduzida, a mucosa fica edemaciada.
SINUSITES DE ORIGEM OCUPACIONAL
Tratamento e prevenção
• Para o tratamento eficaz recomenda-se o
Doenças das vias aéreas
Inferiores
Doenças das vias aéreas inferiores
• ASMA OCUPACIONAL
• DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA OCUPACIONAL
Asma ocupacional
DEFINIÇÃO:
• obstrução reversível ao fluxo aéreo e/ou
hiperreatividade brônquica devida a causas e condições atribuíveis a um determinado
ambiente de trabalho e não a estímulos externos
Asma ocupacional
EPDÊMIOLOGIA:
• 3 a 18 casos por milhão de indivíduos por ano nos EUA,
• 50 por milhão de indivíduos por ano no Canadá
• 187 por milhão de indivíduos por ano na Finlândia.
Asma ocupacional
ETIOPATOGENIA:
• A principal característica comum é a
inflamação, que pode ser demonstrada na
contração da musculatura lisa das vias aéreas, edema e acúmulo de fluido nas vias aéreas, e perda do suporte elástico do parênquima
Asma ocupacional
DIAGNÓSTICO
• (A) diagnóstico de asma - PFE;
• (B) início da asma após a entrada no local de trabalho;
• (C) associação entre sintomas de asma e trabalho
Asma ocupacional
TRATAMENTO:
• A retirada do ambiente de trabalho onde ocorreu a possível exposição é o
procedimento ideal
• A utilização de equipamentos de proteção respiratória individuais
Doença pulmonar obstrutiva crônica
ocupacional
DEFINIÇÃO:
• A DPOC é uma enfermidade respiratória com manifestações sistêmicas, que se caracteriza por obstrução crônica ao fluxo aéreo que não é total mente reversível, estando associada a uma resposta inflamatória anormal à inalação de fumaça de cigarro e outras partículas e
Doença pulmonar obstrutiva crônica
ocupacional
EPIDEMIOLOGIA:
• No Brasil, 12% da população acima de 40 anos, ou seja, 5.500.000 indivíduos.
• A incidência é maior em homens do que em mulheres e aumenta com a idade.
• A DPOC foi a quinta maior causa de internação no sistema público de saúde do Brasil
Doença pulmonar obstrutiva crônica
ocupacional
DIAGNÓSTICO
• O diagnóstico da DPOC baseia-se
prioritariamente em elementos obtidos da história clínica e de exposição a fatores de risco, principalmente o tabagismo, sendo confirmado pela espirometria
Silicose
CONCEITO:
• É o nome dado à fibrose pulmonar causada pela inalação de poeira contendo sílica
cristalina, sendo a mais freqüente das pneumoconioses.
Silicose
EPIDEMIOLOGIA:
• A silicose é a principal causa de invalidez entre as doenças respiratórias ocupacionais.
• Nos EUA foi responsável por 14.824 óbitos entre 1968 e 1994
Silicose
FISIOPATOLOGIA:
• as partículas de sílica depositam-se
principalmente nos bronquíolos respiratórios e alvéolos.
• elas acabam por induzir um processo
inflamatório, caracterizado inicialmente como uma alveolite, podendo evoluir para a fase de fibrose.
Silicose
Diagnóstico
• O diagnóstico da silicose baseia-se na história de exposição à sílica e nas alterações
Silicose
Tratamento
• Quanto mais precoce for o diagnóstico e a interrupção da exposição, melhor é o
prognóstico do paciente. • Corticoesteróides
• A lavagem broncoalveolar • transplante pulmonar