PODER JUDICIÁRIO JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 13ª REGIÃO 5ª VARA DO TRABALHO DE CAMPINA GRANDE– PARAÍBA
Processo: 0132600-71.2013.5.13.0024 Demandante: SUENIA ARAUJO DA SILVA
Demandada: TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA - ME (PARA MADEIRAS) e NILZA MAXIMO DE OLIVEIRA
S E N T E N Ç A
I. RELATÓRIO
Trata-se de ação trabalhista movida pela trabalhadora, devidamente qualificada, em face de TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA - ME (PARA MADEIRAS) e NILZA MAXIMO DE OLIVEIRA, na qual aduz labor 08/01/2011 e 28/04/2013, na função de auxiliar de serviços gerais, tendo sido demitida sem justa causa, alega não ter recebido as devidas verbas rescisórias, e que, durante o período trabalhado, não recebera nenhum título de verbas referentes ao salário família, horas extras, bem como feriados. Aduz ter sofrido danos à sua moral e pleiteia indenização neste sentido. Pede os benefícios da gratuidade. Juntou procuração e documentos.
Ao contestar a pretensão da obreira, a demandada apresentou sua defesa escrita, pugnando pelo desenvolvimento do trabalho em condições que não correspondem de auxiliar de serviços gerais, mas de empregada doméstica, que pagou todas as verbas devidas. E quanto aos danos morais, afirma serem descabidos. Acompanhando as peças contestatórias, foram apresentadas procurações e documentos.
Audiências realizadas com oitiva das partes e de testemunhas. Encerrada a instrução, a segunda demandada aduziu razões finais remissivas.
Não houve acordo. Eis o relato.
II. FUNDAMENTAÇÃO PRELIMINARMENTE - Da gratuidade judiciária
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
O fato de o promovente ter trabalhado sob baixas remunerações, como demonstram os elementos constantes nos autos, indica seu grau de insuficiência para arcar com as custas deste processo. Do exposto, defiro o pedido de gratuidade judiciária.
- Da inépcia da petição inicial relativa ao pedido por multa pela retenção de CTPS
No que diz respeito à parte principal do pedido (multa pela retenção de CTPS), a peça vestibular de fato não o justifica, sequer esclarece a origem da pretensão, nem traz à lume fatos que autorizem minimamente sua compreensão, para que se possa deliberar. Nem mesmo documentos foram justados que ao menos autorizassem tal percepção.
Sendo assim, tenho por acolher a preliminar, impondo a extinção do pedido, sem resolução do mérito, conforme art. 295, I, parágrafo único e art. 267, IV, ambos do CPC.
- Da inépcia da petição inicial relativa à indicação do polo passivo
A contestação aduz que houve confusão, na peça de ingresso, no tocante à indicação do polo passivo da demanda, pois há a citação da pessoa jurídica (empresa TATIANE MÁXIMO DE OLIVEIRA ME) e da pessoa física, a Sra. NILZA MÁXIMO DE OLIVEIRA, afirmando a reclamante trabalhava empregada que trabalhava para ambas as partes. Diante da obscuridade das alegações, as reclamadas pedem o indeferimento da inicial. Contudo, não se trata de inépcia da inicial, porquanto a pretensão exordial é no sentido do reconhecimento do trabalho também em favor do estabelecimento comercial, e não apenas no âmbito domiciliar, o que, na ótica do julgador, não importa em falta de compatibilidade.
No mais, estando compreensível a versão e os pedidos iniciais, afasta-se a inépcia.
Rejeita-se.
- Da preliminar de ilegitimidade passiva
Há alegação de ilegitimidade passiva porque a empresa sustenta a tese de que a autora só laborou em favor da pessoa física, colmo empregada doméstica.
Ocorre que a verificação sobre o preenchimento das condições da ação é efetuada in statu assertionis, ou seja, com base nas afirmações do autor e na compatibilidade destas com o ordenamento jurídico. A situação concreta da lide, portanto, não interfere na verificação de tais condições.
Por outro lado, a análise se a autora trabalhou também em favor do estabelecimento demandado vem a ser um dos pontos meritórios, pelo que sem razão da preliminar suscitada, porquanto se confunde com o mérito.
Indefere-se.
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
MÉRITO
- Do tempo de serviço e do período clandestino
Quanto ao tempo efetivamente trabalhado, a petição inicial alega que, embora na CTPS tenha datado o início do contrato como 02/05/2011, a empregada começou seu labor na data de 08/01/2011.
Entretanto, este é um fato constitutivo de direito, ou seja, caberia à autora comprovar que de fato trabalhou durante o período anterior à assinatura da CTPS; assim não fazendo.
Ao prestar depoimento (em 29/07/2013), a reclamante afirmou que começara a trabalhar “há 2 anos e 4 meses atrás”, o que também não corresponde à suposta data.
No tocante à data de dispensa, prepondera aquela indicada na inicial (28/04/2013) até porque, no particular, caberia à demandada provar data distinta, já que não procedeu a baixa na carteira, providência que de logo se determina, sendo corolário lógico da causa aqui posta.
Isto posto, rejeitados os pedidos relativos ao período clandestino, inclusive a retificação da CTPS, impondo-se apenas a obrigação de anotar a data de saída.
- Da natureza do vínculo formado entre as partes
Em suma, a autora, em sua peça de ingresso, tenta fazer crer que a prestação de serviços se dera em favor de sua empregadora direta, sra. Nilza Maximo de Oliveira, mas também em benefício de sua empresa, que funciona no mesmo prédio, na função de serviços gerais, inclusive porque cozinhava para os funcionários do estabelecimento.
Os elementos dos autos não autorizam a percepção de que a autora, ao tempo em que fora admitida como cozinheira doméstica, teve sua função desviada para a prestação de serviços em favor do negócio da patroa.
Em depoimento, disse a reclamante: “que não sabe informar quantos empregados tinha a loja, os carreteiros não almoçavam diariamente, só quando retornavam a cada quinze dias.” Já o preposto da reclamada D. Nilza confirmou “que mora em cima da loja em unidades distintas; que os carreteiros também almoçam às vezes, mas era eventual”.
Com o prosseguir da audiência, a primeira testemunha da reclamante, que trabalhou por um período de 30 dias na casa da reclamada, apesar de ter tido sua contradita acolhida, utilizou de fatos e palavras úteis para a consolidação do entendimento, tais como: “apenas almoçava o pessoal da casa e algum motorista que aparecesse e não tivesse comido; que apenas uma pessoa almoçava constantemente, justamente o motorista da filha de D.Nilza, Sra. Tatiana; que a depoente apenas fazia almoço para o pessoal da casa e não para as vendedoras da loja”.
Por fim, a segunda testemunha da reclamante confirmou em juízo que a empregadora fornecia marmitas a seus funcionários. Fato verídico de acordo com os comprovantes anexados nos Seq. 41 a 46.
É notável, por meio de depoimentos e provas anexadas aos autos, que o ato de cozinhar para qualquer funcionário da ré era meramente eventual, por exemplo, quando o esposo da patroa voltava de viagem, praticamente a cada quinzena, e convidava outro caminhoneiro para
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
almoçar, ou aos sábados, ocasião em que a mesma chamava uma das vendedoras, sem que isso fosse suficiente para transmudar a natureza de trabalho doméstico para comercial, até porque nem haveria habitualidade, muito menos obrigação ou sequer subordinação com as atividades da loja.
A doutrina é clara ao estabelecer que empregado doméstico é aquele que presta serviços de natureza contínua e de finalidade não lucrativa à pessoa ou à família no âmbito residencial destas. Logo, não há dúvidas de que a situação se encaixa perfeitamente na definição do vínculo empregatício que a reclamante tinha com a reclamada: vínculo de empregada doméstica. Nada mais tendo a questionar.
Por conseguinte, são improcedentes todos os pedidos calcados numa suposta relação de trabalho em atividade econômica.
Conforme exposto, a partir do momento que se deixa caracterizada a relação de empregada doméstica, a única responsável para o pagamento das verbas devidas é a Sra. Nilza, mediante declaração da própria reclamante, julgando-se improcedentes os pedidos em face do estabelecimento comercial reclamado.
- Dos pedidos relativos à jornada de trabalho
A Emenda Constitucional nº 72 entrou em vigor no mês de abril de 2013, concedendo inúmeros direitos aos empregadores domésticos, dentre eles, a regulamentação da jornada de trabalho, ampliando, assim, o rol anteriormente estabelecido pelo artigo 7º da Constituição Federal.
Contudo, não há o que se falar em verbas sobre jornada de trabalho para a reclamante, pois no período em que a lei entrou em vigor, ela estava de férias e ao voltar teve seu contrato de trabalho encerrado.
De toda sorte, compete destacar que, no particular, as provas apresentadas mostraram-se fracas e dúbias, não autorizando entendimento de trabalho elastecido.
No tocante ao pedido de feriados trabalhados, também não logrou a autora provar o trabalho em tais dias,ônus que lhe competia, sendo indeferido.
Portanto, rejeitadas as horas extras e os feriados.
- Dos danos morais
A empregada alega que, durante suas férias, resolveu viajar para o Maranhão a fim de encontrar-se com seu companheiro afetivo, e, para tanto, aproveitou que o esposo da referida dona da casa também viajaria e assim concebeu-se a trajetória, a qual, para a reclamada, não caracterizou conduta moralmente aceitável por parte da empregada. Com a repercussão do feito no seu local de trabalho, a patroa resolveu demitir sua empregada. Esta, por sua vez, afirma que tais circunstâncias lhe geraram danos morais.
A empregadora, em suma, nega a prática de ato ilícito capaz de vulnerar a dignidade da trabalhadora, pelo que não subsiste o dever de pagar indenização.
Não se pode descuidar que, no trato das relações interpessoais, a todos é imposto o dever de respeitar o direito de outrem, inclusive os de cunho moral. A nossa ordem constitucional assegura ao homem diversas garantias, como dignidade pessoal, privacidade, intimidade, como ao mesmo
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tempo garante a eficácia de outros direitos, dentre eles o da incolumidade do patrimônio privado e da livre iniciativa. E é dentro desta multiplicidade de interesses e bens jurídicos – o resguardo à dignidade da pessoa do trabalhador e o exercício do poder diretivo e fiscalizatório do empregador na defesa de seu patrimônio, de sua segurança e daqueles que a cercam – que a controvérsia haveria de ser dirimida.
A magistrada Vólia Bomfim Cassar1, na tradução do que é o dano
moral, traz à baila a conceituação de Savatier como sendo “todo sofrimento humano que não resulta de uma perda pecuniária”, acrescentando que se traduz em “lesões causadas por terceiros estranhas ao patrimônio, de difícil mensuração pecuniária. É o sofrimento decorrente da violação de bens imateriais.”
No entender deste juízo, em que pese certo exagero no relato dos fatos, ao menos esta a impressão no desenrolar da audiência, não se pode deixar de pontuar que se mostrou crível a versão da ré, e, diga-se de passagem, a solução adotada pela mesma.
O fato é inequívoco: a empregada viajou em companhia do esposo de sua patroa para o Maranhão, que manifestou desconformidade com a escolha da trabalhadora, notadamente porque o marido teria uma amásia naquele Estado, e advertindo-a que não fosse. No retorno, como afirmado por ambas as partes, a autora fora convocada pela reclamada, que a dispensou. Segundo a reclamada, a dispensa nem se deu pela viagem em si, mas pelo fato de não haver concordado com o comportamento da empregada em frequentar a casa da “outra” companheira do marido, sentindo-se, com isso, constrangida.
Os depoimentos tomados em momento algum são suficientes para provar que a reclamada fosse responsável por maldizer sua antiga empregada. Ao contrário. Os funcionários do estabelecimento que fica no andar térreo da residência da promovida, sabendo do fato, não por intermédio desta, mas de terceiros, devam ter emitido juízo de valor, até por sua atipicidade. Mas não se pode imputar à empregadora qualquer responsabilidade por tais comentários, visto que eles decorreram do próprio fato, que nem fora propagando pela ré. Ao contrário, também foi vítima, na medida em que os filhos e os seus demais trabalhadores passaram a ver com outros olhos a viagem da reclamante, em companhia do patrão, na cabine de um caminhão, em percurso que duraria pelo menos 2 (dois) dias. E mais. Sentiu-se traída com o fato de sua empregada doméstica, que convive com sua família, ter frequentado o local em que vive a outra companheira de seu ex-marido. Inclusive de toda a confusão, resultou que a promovida está em processo de separação litigiosa.
Sem dúvida que vivemos numa sociedade permeada de ideias preconcebidas, onde há imiscuição exagerada na vida privada das pessoas, com certeza integrante seu padrão cultural, porém a promovente, quando resolveu encampar a viagem em referência, sabia que daí poderia advir consequência negativa, tanto que, conforme depoimentos tomados, teria acertado que seu patrão a buscaria em outro local para não despertar comentários maldosos. Também deveria saber que sua escolha em partilhar a vida paralela do esposo da patroa causaria no mínimo desconforto, e que poderia ser visto como um gesto de quebra de confiança. E por mais bem intencionada que estivesse, e sabendo que não cabe aos demais sua vida pessoal, também não poderia descuidar que em relação à sua patroa
1 Direito do Trabalho. 2ª ed. Niterói: Impetus,2008, ps. 931/933
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
deveria cultivar alguns valores que mantivesse íntegra a fidúcia que deva nortear qualquer relação contratual.
Por tais razões, e também diante das provas produzidas, prevalece a versão do polo passivo sobre os acontecimentos relatados. E, consoante as alegações das testemunhas da própria reclamante, constato que não houve ato patronal capaz de gerar constrangimento à trabalhadora, pois a lesão a direitos de personalidade não fica patente, tendo em vista que a própria autora foi quem deu causa à situação, com a exposição a qual se submeteu.
Inexistindo ato ilícito, não há o que se reparar.
- Das verbas rescisórias e demais pleitos
Passa-se a analisar os pedidos alusivos ao contrato de trabalho doméstico havido e que fora rompido por iniciativa patronal, consoante se dessumi do depoimento prestado pela reclamada.
Em que pese formulada a pretensão de verbas rescisórias em sentido genérico, pelo polo passivo não houve rebeldia, de modo que passa-se a analisá-la como passa-sendo aquelas normas em face do desate contratual, especificamente tendo em vista a natureza doméstica do vínculo.
Em conformidade com elementos dos autos, a expressa confissão da demandada, temos que, embora dispensada a autora, não houve o pagamento das verbas rescisórias, sob a alegação de que ela não mais apareceu em sua casa, além da justificativa da defesa, no sentido de que não houvera consignação diante dos problemas pessoais sofridos pela reclamada, com sua recente separação conjugal.
Sobre as férias, a reclamante disse que “tinha 2 férias, tendo recebido e gozado a primeira”, e que não chegou a usufruir a segunda, tese que deve prevalecer, inclusive porque assim admitido pela ré (seq. 15, p.4), de modo que deverão ser pagas, em face ao segundo período, integral, com o abono constitucional.
Dado o período laboral reconhecido, procede 01/12 de férias rescisórias, mais 1/3, já considerando o aviso.
Também é procedente a verba rescisória alusiva ao 13º salário de 2013, na fração de 05/12.
Procedente o aviso prévio, sem tratando de verba rescisória. Quanto ao salário família, apesar de a autora ter constituído corretamente a prova da maternidade dos seus 04 (quatro) filhos, é mister dizer que ainda há pendências na regulamentação de tal direito para a empregada doméstica, não cabendo, neste momento, tratar de nenhum tipo de concessão, ainda que em relação ao curto período açambarcado pela vigência da Emenda Constitucional nº 72, sendo, de pronto, rejeitado.
Por último, quanto às multas relativas aos artigos 145, 467 e 477 da CLT estas serão indeferidas, pois trata-se de Consolidação das Leis Trabalhistas, matéria distinta da regulamentação referente às domésticas. Portanto, neste aspecto, também são pedidos rejeitados.
- Do desvio de função e da base salarial
Consoante já restou delineado em tópicos anteriores, não houve prova de trabalho em favor de estabelecimento comercial, e o vínculo foi eminentemente doméstico. E desempenhasse a autora trabalho na cozinha
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
ou na arrumação da casa, não importa em ter como desvio de função, visto que se trata de atribuições inerente ao cargo e compatíveis com a condição da trabalhadora, o que não autoriza o deferimento de pretenso salário superior ao praticado.
Para todos os fins, considera-se o salário efetivamente recebido pela autora, e não aquele que supostamente ela seria credora.
- Da litigância de má-fé
Pelo polo passivo foi requerida a aplicação da pena de litigância de má-fé da autora, que não é acolhida, visto que não provada.
Na verdade, o que se percebe não é um engodo, mas uma visão distanciada de uma análise mais apropriada dos fatos.
Indeferida.
III. DISPOSITIVO
ISTO POSTO, acolhida a preliminar de inépcia, EXTINGO SEM
APRECIAÇÃO DE MÉRITO o pedido de multa por retenção de CTPS, e
rejeitadas as demais; julgo IMPROCEDENTES os pedidos formulados em face de TATIANE MAXIMO DE OLIVEIRA – ME (PARA MADEIRAS) e, no mais, julgo PROCEDENTE EM PARTE o (s) pedidos formulado (s) por
SUENIA ARAUJO DA SILVA para condenar NILZA MAXIMO DE OLIVEIRA
a lhe pagar, no prazo de 15 dias, sob pena de aplicação da multa de 10% prevista no art. 475-J do Código de Processo Civil, o valor de R$1.958,44, correspondente aos títulos de aviso prévio; 13º salário fracionado; férias de um período integral, além das proporcionalidades, acrescidas de 1/3.
Condena-a a demandada à proceder a baixa na CTPS da autora, sob pena de cominação de multa.
É de responsabilidade do empregador, ou equiparado, o recolhimento das contribuições sobre as verbas sujeitas à sua incidência (inteligência dos arts. 33, §5º, e 43 da Lei n.º 8.212/91), no importe de
R$64,31, através do preenchimento da GFIP ou outra forma vinculando a
arrecadação ao NIT (Número de Inscrição do Trabalhador) do promovente, autorizando-se a dedução da cota-parte do trabalhador.
Incidem juros de mora e correção monetária, na forma da lei. Custas, a cargo do polo passivo, de R$ 39,17 calculadas sobre o valor da condenação.
Retenção de imposto de renda, em conformidade ao disposto no art. 46, da Lei n. 8.541/92.
Ciência dos cálculos previdenciários a quem couber a representação judicial do INSS, se for o caso.
Intimadas devem ser as partes.
Campina Grande (PB), datado e assinado eletronicamente
Ana Paula Azevêdo Sá Campos Porto Juíza do Trabalho
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
2ª VARA DO TRABALHO DE SANTA RITA
01326.2013.028.13.00-7 Número CNJ: 00132600-59.2013.5.13.0028
SUÊNIA ARAÚJO DA SILVA
TATIANE MÁXIMO DE OLIVEIRA – ME (PARA MADEIRAS) E NILZA MÁXIMO DE OLIVEIRA
Dados Referência para os Cálculos
Adm.: 02-Mai-2011 Salário básico R$678,00
Dem.: 28-Abr-2013
09-Jul-2013
02-Mai-2011 CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS pela SELIC
Labor: 717 dias - 23,9 meses FPAS de: 12%, SAT de: 0% e TERCEIROS de: 0 %
RESUMO DOS CÁLCULOS
TÍTULOS DEFERIDOS INSS IR VALOR
01 . Aviso prévio indenizado de 30 dias não não ... R$ 678,00
02 . 13º salário proporcional de 2013 na razão de (05/12) sim sim* ... R$ 282,50
03 . Férias simples + 1/3 do período aquisitivo 2012/2013 não não ... R$ 904,00
04 . Férias proporcionais + 1/3 na razão de (01/12) não não ... R$ 75,33
TOTAL DEVIDO EM: 28-Abr-13 R$ 1.939,83
ATUALIZAÇÃO DOS CÁLCULOS ATÉ (12-Set-2013) PELA LEI 8.177/91 (Tabela Única do TST)
05 . Atualização Monetária até: 12-Set-2013 1,0002391 R$ 1.940,30
SUBTOTAL EM 12-Set-13 R$ 1.940,30
06 . Juros de Mora de 1 % ao mês em: 63 dias 2,10% R$ 40,75
07 . ... -R$ 22,60
TOTAL DEVIDO AO RECLAMANTE EM 12-Set-13 R$ 1.958,44
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS
... R$ 64,31
TOTAL GERAL EM 12-Set-13 R$ 2.022,75
CUSTAS DEVIDAS ... R$ 39,17
TOTAL GERAL + CUSTAS EM 12-Set-13 R$ 2.061,92
CÁLCULOS DE CUSTAS GRU – Unid. Gestora (080005) – Gestão ( 00001) RESUMO CONTRIB. PREVIDENCIÁRIAS
CUSTAS ATUALIZADAS R$ 39,17 INSS: R$56,50
CUSTAS DA EXECUÇÃO CALCULADA NO FIM DA EXECUÇÃ0 TERCEIROS: R$-
SUBTOTAL R$56,50
IMPOSTO DE RENDA JUROS: R$1,03
Sobre as Verbas Não há incidência de Imposto de Renda MULTA R$6,78
Sobre os 13º salários Percentual Tributável de 14,56%
Pedro Alves da Silva Ana Paula Azevedo Sá Campos
TÉCNICO JUDICIÁRIO - 12 - Set - 13 JUIZ(A) DO TRABALHO
Proc. Recte.: Recdo.:
Ajuiz.: Presc.:
Dedução da contribuição previdenciária (cota do empregado) - demonst.
ASSINADO ELETRONICAMENTE PELA JUÍZA ANA PAULA AZEVEDO SA CAMPOS PORTO (Lei 11.419/2006)
01326.2013.028.13.00-7
período período
CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS - INSS
Período VALOR DEVIDO SOMA Multa
0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
SOBRE AS VERBAS RESCISÓRIAS - RESPONSABILIDADE DAS PARTES (contribuição do reclamante em negrito
Período PARTES Segurado SOMA Juros Multa
Abr-13 contribuição do segurado R$282,50 R$ 22,60
Abr-13 contribuição da empresa R$282,50 R$- 33,90 - - 33,90 3,04% R$ 1,03 20,00% 6,78
INSS DEVIDO PELA EMPRESA 22,60 33,90 0,00 0,00 33,90 1,03 6,78
RESUMO INSS: R$56,50 TERCEIROS: R$- SUBTOTAL R$56,50 JUROS: R$1,03 MULTA R$6,78
TOTAL DEVIDO PELA EMPRESA R$64,31 VENCIMENTO Set-13
Pedro Alves da Silva Ana Paula Azevedo Sá Campos
TÉCNICO JUDICIÁRIO - 12 - Set - 13 JUIZ(A) DO TRABALHO
Proc.:
SOBRE AS VERBAS DEFERIDAS EM SENTENÇA CONTRIBUIÇÕES CORRIGIDAS PELA SELIC + MULTA
remuneração base ref. à contribuição recolhida VERBAS CALCULADAS (SENTENÇA) corrigidas pela UFIR
NOVA BASE PARA ENQUAD. DA ALÍQUOTA DO SEGURADO ALÍQUOTA DO SEGURADO VALOR RECOLHIDO VALOR A RECOLHER SEGURADO FPAS 12,00% SAT 0,00% Terceiros 0,00% Juros ( SELIC) Valor Juros Valor Multa
Valor das Verbas rescisórias FPAS 12,00% SAT 0,00% Terceiros 0,00% Valor Juros Valor Multa
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Identificador de autenticação: 0132600.2013.024.49374