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Academic year: 2021

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TÍTULO: CORRELACIONAR CONDIÇÃO MOTORA DE LACTENTES DE RISCO ATRAVÉS DAS ESCALAS TEST OF INFANT MOTOR (TIMP) E ALBERTA INFANT SCALE (AIMS).

TÍTULO:

CATEGORIA: CONCLUÍDO CATEGORIA:

ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE ÁREA:

SUBÁREA: FISIOTERAPIA SUBÁREA:

INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE SÃO JUDAS TADEU INSTITUIÇÃO:

AUTOR(ES): NATHÁLIA PEREIRA SANDALO, STEPHANIE PASCHOAL MILANEZ AUTOR(ES):

ORIENTADOR(ES): ALINE BIGONGIARI ORIENTADOR(ES):

COLABORADOR(ES): MARIANA DA SILVA BATTEL COLABORADOR(ES):

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1 1. RESUMO

Este trabalho teve como objetivo descrever a condição motora de lactentes de risco por meio de avaliações registradas em prontuários, verificar as condições motoras e correlacionar os resultados obtidos pelo Test of Infant Motor Performance (TIMP) e Alberta Infant Motor Scale (AIMS) de lactentes de risco. Foram analisados 22 prontuários de lactentes que nasceram entre 24 e 38 semanas gestacionais, com predominância de 34 semanas. Foi observado a variação de resultados dos escores do TIMP e da AIMS entre bebês de idade cronológica semelhante, porém, os resultados foram similares para bebês com pouca diferença de idade corrigida.

2. INTRODUÇÃO

Estudos comprovam que lactentes pré-termo (< 37 semanas), a termo (37 semanas) e até pós-termo (> 42 semanas) podem ter intercorrências no desenvolvimento neuropsicomotor devido a complicações durante a gestação e durante o ambiente hospitalar (WILLRICH et al 2008).

Lactentes pré-termo tem maior risco de atraso no desenvolvimento neuropsicomotor em comparação aos a termo, (MANACERO e NUNES, 2008) isso porque, nos últimos anos tivemos um aumento da sobrevida de recém-nascidos pré-termo nas unidades de terapia intensiva neonatais (UTIN) de forma significativa, porém, não tivemos diminuição da incidência de atrasos de desenvolvimento e morbidades destes recém-nascidos.

Esta situação tem despertado o interesse dos profissionais e pesquisadores, que tiveram a iniciativa de desenvolver escalas para avaliação e estimulação precoce, afim de retardar possíveis alterações no desenvolvimento motor da criança (FORMIGA et al, 2010). A tabela 1 mostra as principais escalas utilizadas na avaliação do desenvolvimento de bebês e crianças.

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Tabela 1: Escalas de avaliação infantil.

3. OBJETIVO

3.1 OBJETIVOS GERAIS

Descrever a condição motora de lactentes de risco por meio de duas escalas de avaliações motoras registradas em prontuários.

NOME AUTOR/ANO IDADE DURAÇÃO OBJETIVO

Atua em lactentes com atraso no desenvolvimento motor. Alberta Infant Motor Scale ( AIMS) Martha Piper e 0 à 18 meses 20 à 30 minutos Esta avaliação é uma medida observacional, feita em diferentes

Johanna Darrah/ posturas e estabelece a mais primitiva e a mais evoluída para

1994 cada lactente. (HERRERO at al, 2011)

Consiste em um exame sistemático que tem como objetivo Avaliação Neurológica de recém Lilly Dubowitz e 0 à 12 meses 10 à 15 minutos detectar precocemente anormalidades neurologicas e os

nascido prematuros e a termo Victor Dubowitz/ RN são classificados em normais, limitrofes ou animais.

1981 (DUBOWITZ LMS e DUBOWITZ V, 1981)

Tem como objetivo detectar atrasos de desenvolvimento e é Bayley Scales of Infant Development III Nancy Bayley/ 1 à 42 meses 30 à 90 minutos composta por cinco domínios: escala cognitiva, motora, de linguagem, sócio emocional e de comportamento adaptativo. É um instrumento de análise do comportamento neuromotor, T. Berry desenvolvido para distinguir diferenças individuais entre RN Brazelton e J. sadios, especialmente as relacionadas ao comportamento Escala de Avaliação do Comportamento Kelvi Nugent/ 3 dias à 1 20 á 30 minutos social interativo. O exame consiste em avaliar, analizar e do Neonato (NBAS) 1973 mês graduar 28 itens comportamentais, 18 itens de reflexos, delineando o estado comportamental da criança. É indicada

para avaliar problemas neurológicos.

Tem como objetivo obter o percentural de crianças que adquirem Zdanska- certos comportamentos; avaliar não só o desenvolvimento de Gráfico do desenvolvimento motor de Brincken e 4 semanas acordo com a idade, mas o grau de aceleração ou atraso e

de Zdanska- BRINCKEN Wolanski/1969 até aquisição da marcha ter um gráfico final representando o total de avaliações nas areas analisadas, identificando a diferença entre desenvolvimento

motor e fisico.

Sthepen M. Permite uma caracterização detalhada do perfil funcional de Inventário de avaliação pediatrica Haley e wendy 6 meses a 7,5 anos 30 á 40 minutos crianças com diferentes disturbios do desenvolvimento,

salien-de inacapacidasalien-de (PEDI) Coster/ tando a verdadeira capacidade funcional da criança. 1992

Avalia a função neuromotora de lactentes até um ano de Lynnette idade, principalmente lactentes de alto risco. O teste avalia Movement Assessmente of Infants (MAI) Chandler, Mary 4 e 8 meses 60 á 90 minutos quatro domínios do desenvolvimento: tônus, reflexos primitivos

Andrews e reações automáticas de retificação e movimentação voluntária. Marcia Sanson/ É indicado para disturbio neuromotor, principalmente paralisia

1980 cerebral. (Lacerda TTB e Magalhães LC, 2006) Avalia a função motora ou o ponto máximo de desenvolvimento Diane Russel motor que a criança é capaz de atingir. É um teste padronizado Medida de Função Motora Ampla (GMFM) 1993 45 á 60 minutos desenvolvido para quantificar a função motora grossa de crianças

portadoras de distúrbios neuromotores, particularmente a paralisia cerebral.

Avalia o desenvolvimento motor ao longo do tempo ou em Peabody Developmental Motor Scale Rhonda Folio e desde o nascimento 45 á 60 minutos resposta a uma intervenção e identificar os objetivos e as

(Escala PDMS) Rebecca Fewell/ até os 5 anos estrategias de intervenção. É padronizada para mensurar 1982 habilidades motoras grossa e finas. (Folio R, Fewel R. The

Peabody Developmental Motor Scales (Manual). Astin: Pro Ed, 1983.)

William Tem como objetivo direcionar o cuidado dos adultos para as Teste Denver Frankenburg e 0 á 6 anos crianças com risco e não de diagnosticar atrasos no

Josiah Dodds/ desenvolvimento.

1967

Arnold Gesell e Avalia o comportamento da criança (organização, adaptação Teste de Gesell colaboradores/ 4 semanas até 36 meses sensorio motora e cognição) durante o desenvolvimento e

1947 assim realiza o exame diagnóstico de seus desvios. Avalia o desenvolvimento motor com base na correlação entre as teste de Triagem sobre o desenvolvimento de Milani desde o nascimento 4 á 8 minutos aquisições funcionais motoras da criança e as estruturas reflexas Milani-Comparetti Comparetti e até 2 anos O teste observa tanto comportamentos espontâneos quanto

Gidoni/1967 respostas evocadas.

prematuros a partir de 32 Tem como objetivo de identificar atraso ou prejuízo motor em Teste of Infant Motor Performance (TIMP) Suzann semanas e a termo até 20 á 40 minutos lactentes pré-termo. ela apresenta itens relacionados a

Campbell/1993 a idade de quatro meses observação da atividade espontânea do bebê e ao comportamento específico a serem notados.

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3 3.2 OBJETIVOS ESPECIFICOS

Correlacionar os escores obtidos na avaliação motora por meio da TIMP com as condições pré, peri e pós-natais.

Correlacionar os escores obtidos na avaliação AIMS com as condições pré, peri e pós-natais.

4. METODOLOGIA

Trata-se de uma análise de prontuários de 22 lactentes, onde foram acompanhados pela equipe do Ambulatório Neonatal de Intervenção e Manipulação Sensório-motora (ANIMS) da clínica de fisioterapia da Universidade São Judas Tadeu. É um estudo descritivo, de coorte restrospectivo, a partir da análise de prontuários.

Os bebês de risco que frequentaram o ANIMS foram encaminhados a partir de um convênio com o hospital e maternidade Leonor Mendes de Barros, localizado no bairro do Belenzinho em São Paulo.

São lactentes com risco de atraso no desenvolvimento que são acompanhados até no mínimo um ano de idade. Caso haja a necessidade de tratamento fisioterapêutico contínuo, eles são atendidos semanalmente no setor de fisioterapia neurológica infantil na mesma universidade.

Os bebês são avaliados por meio do TIMP e da AIMS e seus escores são registrados por meio de vídeos e prontuário em papel. Todos os responsáveis assinaram o termo de imagem deste projeto.

4.1 ANÁLISE DOS RESULTADOS

Os dados foram coletados a partir dos prontuários e relatados por meio de tabelas e gráficos descritivos. Foi utilizado o software excell para confecção das tabelas e gráficos.

4.2 MATERIAIS

4.2.1 ALBERTA INFANT MOTOR SCALE (AIMS)

A AIMS foi desenvolvida por duas fisioterapeutas canadenses, Martha C. Piper e Johanna Darrah em 1994 com o intuito de acompanhar o desenvolvimento de

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4 crianças de 0 a 18 meses, afim de atender as necessidades de profissionais em acompanhar o desenvolvimento motor grosso destas crianças (Darrah et al 1998).

Esta escala é observacional, considerada rápida e de fácil aplicação, contendo 58 itens subdivididos em quatro categorias onde são 9 itens em supino, 21 itens em prono, 12 itens sentado e 16 itens em pé, realizados a partir da observação livre da criança. Tem como objetivo observar o desenvolvimento motor ao longo do tempo e identificar os atrasos no mesmo. Tem um tempo médio de aplicação de aproximadamente 20 a 30 minutos e avalia a distribuição de peso, postura e movimentos antigravitacionais (Santos et al, 2008).

4.2.2 TEST OF INFANT MOTORS PERFORMANCE (TIMP)

O TIMP é um dos testes mais utilizados na avaliação motora de recém-nascidos, podendo ser usado com bebê desde a 32ª semana de idade gestacional até 4 meses. Está sendo útil para detectar atrasos do desenvolvimento motor, formular plano de tratamento e avaliar o progresso obtido com intervenção motora com bebês (Suzann K. Campbell,2012).

Nos pré-termo e pós-termo de alto risco abaixo de 4 ou 5 meses (com correção para prematuros se necessário), o teste é considerado seguro se usado por profissionais capacitados com conhecimento e experiência (Suzann K. Campbell,2012).

Os criadores do teste são os fisioterapeutas Suzann K. Campbell, Gay L. Girolami e Thubi H. A. Kolobe e terapeutas ocupacionais como Elizabeth T. Osten e Maureen C. Lenke (Suzann K. Campbell,2012). Possui 42 itens que compreendem o desenvolvimento motor geral do lactente, promovendo alta precisão da medida do desenvolvimento motor de acordo com a idade. Pode ser usado tanto com pós-termo quanto com prematuros e requer aproximadamente 33 minutos para ministrá-las e pontuá-las. O teste pode ser realizado aos 3 meses, porém, quando testado de 6 a 12 meses perde a eficácia e eficiência (Suzann K. Campbell,2012).

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5 5. DESENVOLVIMENTO

5.1 DESENVOLVIMENTO MOTOR TÍPICO

O desenvolvimento motor é a mudança constante do comportamento motor que ocorre durante o ciclo da vida devido as condições ambientais e/ou biológicas.

Os primeiros estudos sobre o assunto foram baseados na ideia de maturação por Arnold Gessel e Myrtle McGraw. Eles acreditavam que a causa do atraso no desenvolvimento motor da criança era hereditária e que o ambiente tinha pouca influência. A teoria de Gesell (1928) que fala da maturação, incentivou mais cientistas a criar suas próprias teorias, como Piaget (1983), que nomeou a teoria cognitiva, Rarick e Thompson (1956), Halverson (1966), Roberton (1978) com a teoria dos estágios e Gallahue e Ozmun (1997) que afirma que o desenvolvimento motor foca na habilidade motora ao invés da performance motora (GALLAHUE, OZMUN e GOODWAY, 2013).

A teoria maturacional avalia as mudanças comportamentais, que são avaliadas em ordem, sequência e distribuição comportamental de acordo com a idade. (Figura 1)(GALLAHUE,OZMUNeGOODWAY,2013).

Figura 1 – Etapas do desenvolvimento motor da criança de acordo com a idade. Fonte: Martha Piper e Johanna Daha, 1994.

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6 5.2 DESENVOLVIMENTO MOTOR ATÍPICO

Denomina-se atípico quando se observa padrões inadequados e compensatórios em crianças que podem ou não apresentar alterações neurológicas. Isto porque o sistema nervoso central cria como forma de adaptação a uma situação inesperada (Rosenbaum et al, 2007).

Na avaliação neuropsicomotora de uma criança podem ser encontrados anormalidades ou desvios do desenvolvimento. Os desvios dos parâmetros motores com relação a idade cronológica podem ser específico ou disseminado. As funções motoras, sensorial, cognitiva, psíquica, social e da linguagem estão relacionadas entre si. Por tanto, se ocorrer alguma alteração em uma, acomete o desenvolvimento das outras (Schettino, 2013).

5.3 INTERVENÇÃO PRECOCE

Os bebês de risco para atraso no desenvolvimento neuropsicomotor necessitam de intervenção o quanto antes, pois seus sistemas ainda imaturos podem se modificar com grande facilidade, e, portanto, estão suscetíveis a más e boas experiências. Quando um bebê nasce prematuro é necessário se desenvolver fora de um ambiente adequado (intra-útero), provavelmente um ambiente hospitalar, onde o contato com os parentes é restrito e existem situações adversas a todo momento que dificultam o desenvolvimento adequado. Além disso, a imaturidade do sistema nervoso central pode causar condições de morte celular anormais que contribuem fortemente com o atraso do desenvolvimento e o aparecimento de sequelas neuropsicomotoras (PICON et. al, 2010).

A intervenção precoce deve ocorrer o mais cedo possível com os objetivos de prevenir situações de estresse e remediar alterações no desenvolvimento. Nos primeiros dias pós nascimento geralmente a intervenção busca fortalecer o máximo possível a interação entre a mãe e/ou responsável e evitar situações de estresse, principalmente hospitalar. Na alta hospitalar estímulos sensoriais, posturais e de movimentos devem ser administrados de acordo com a idade motora da criança, e assim, aproximar o possível desenvolvimento do bebê de risco à aquele que não teve nenhuma intercorrência (PICON et. al, 2010).

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7 6. RESULTADOS

Após a coleta dos dados de 22 prontuários, os gráficos foram confeccionados no ambiente excell e estão apresentados nesta seção.

A figura 2 mostra a distribuição da idade gestacional dos 22 lactentes coletado durante o primeiro atendimento na ANIMS (figura 2).

FIGURA 2: Distribuição das idades gestacionais entre os 22 lactentes atendidos no ANIMS.

Como observado, a maior quantidade de nascimentos entre os lactentes atendidos ocorreu com 34 semanas de gestação. Como descrito na figura, somente um lactente nasceu à termo com idade gestacional de 38 semanas.

A tabela 2 mostra a idade cronológica e corrigida juntamente aos resultados dos lactentes quando chegaram para o primeiro atendimento e avaliação no ANIMS (tabela 2).

Observa-se que no primeiro atendimento, três dos lactentes apresentam idade corrigida igual a 0 semanas e que a maior idade corrigida apresentada é 37 semanas; o maior número de lactentes estava entre 10 e 20 semanas de idade cronológica; os bebês de 20 e 22 semanas de idade cronológica e com idade corrigida equivalente possuiram os maiores resultados com relação à outros; na AIMS, dois dos bebês avaliados tiveram o mesmo resultado apresentando idade corrigida com diferença de 1 semana e idade cronológica com diferença de 12 semanas.

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8 TABELA 2: Idade corrigida e cronológica em semanas dos lactentes com os resultados dos testes TIMP e AIMS no primeiro atendimento no ANIMS.

IDADE CORRIGIDA (semanas) IDADE CRONOLÓGICA (semanas) RESULTADO TIMP RESULTADO AIMS 0 1 31 - 0 12 84 - 0 9 40 - 1 13 69 - 3 8 58 - 4 13 85 - 5 10 58 - 6 9 59 - 7 12 70 - 8 13 72 - 9 14 62 - 9 14 65 - 14 20 102 - 14 22 108 - 15 20 92 - 20 28 - 19 26 29 - 21 27 41 - 21 28 28 - 35 30 38 - 40 32 36 - 14 37 42 - 27

De acordo com os dados coletados nos resultados do TIMP e AIMS, observamos que dois lactentes obtiveram pontuações baixas em comparação aos outros , como mostra na tabela 3 e 4.

TABELA 3 Resultados obtidos e intercorrências relatas no TIMP no primeiro atendimento na ANIMS. IDADE CORRIGIDA IDADE CRONOLÓGICA RESULTADO TIMP RISCO PRÉ-NATAL INTERCORRÊNCIA PERI-NATAL INTERCORRÊNCIA PÓS-NATAL Lactente 1 0 1 31 Gestação gemelar - 2 dias de Ventilação Mecânica Lactente 2 0 9 40 Infecção Urinária e Deslocamento Ovular - 2 dias de Ventilação Mecânica

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9 Lactente 3 14 20 102 Síndrome de Help, Hipertensão gestacional e Diabetes - 2 dias de Ventilação Mecânica Lactente 4 14 22 108 Pneumonia e Hipertensão gestacional - 3 dias de Ventilação Mecânica

TABELA 4 Resultados obtidos e intercorrências relatas da AIMS no primeiro atendimento no ANIMS. IDADE CORRIGIDA IDADE CRONOLÓGICA RESULTADO AIMS INTERCORRÊNCIA PRÉ-NATAL INTERCORRÊNCIA PERI-NATAL INTERCORRÊNCIA PÓS-NATAL Lactente

1 32 36 14 Mãe fumante Mãe fumante -

Lactente 2 20 28 19 Hipertensão - 1 semana de Ventilação Mecânica Lactente 3 28 28 35 Sangramento - 5 dias de Ventilação Mecânica Lactente 4 30 38 40 Deslocamento Ovular e Infecção Urinária - Hemorragia Cerebral grau I

A tabela 3 nos mostra que três dos quatro pacientes (lactente 01, 02 e 03) ficaram em ventilação mecânica por dois dias, onde dois desses (lactente 01 e 02) se apresentaram com idade corrigida igual a 0 semanas, obtendo a menor pontuação; os lactentes 03 e 04 compareceram com idade corrigida igual a 14 semanas e obtiveram as maiores pontuações.

A tabela 4 revela que o lactente 04 apesar de ter o maior número de intercorrências, pré e pós-natal, alcançou a maior pontuação com relação aos outros; os lactentes 01 e 04 que se apresentaram com idade cronológica e idade corrigida com diferença de duas semanas e maiores com relação aos outros lactentes, tiveram uma diferença de 26 pontos entre eles; os lactentes 02 e 03 se apresentaram com a mesma idade cronológica abrangeram uma discrepância de 16 pontos.

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10 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Foi observado a variação de resultados dos escores do TIMP e da AIMS entre bebês de idade cronológica semelhante, porém, os resultados foram similares para bebês com pouca diferença de idade corrigida.

Os bebês de risco acompanhados no ANIMS apresentaram em quase 100% dos casos nascimento prematuro, com exceção de um lactente. A maior incidência de nascimento foi durante as 34 semanas gestacional (23%). Novas pesquisas serão feitas para o acompanhamento destes bebês e será feita novas coletas de dados.

8. FONTES CONSULTADAS

Biscegli T. S., PolisI L.B., Santos L.M., Vicentin M. Avaliação do estado nutricional e do desenvolvimento neuropsicomotor em crianças frequentadoras de creche.

Revista paulista de pediatria, 2007.

Formiga C. K.M.R., Cezar M.E.N., Linhares M. B.M. Avaliação longitudinal do

desenvolvimento motor e da habilidade de sentar em crianças nascidas prematuras. Fisioterapia e pesquisa 2010.

Formiga C. K.M.R., Linhares M. B.M. Avaliação do desenvolvimento inicial em crianças nascidas pré termo. Revista de enfermagem da USP, 2009.

GALLAHUE, OZMUN, GOODWAY. Compreendendo o desenvolvimento motor. 2013 Manacero S., Nunes M.L. Evaluation of motor performance of preterm newborns during the first months of life using the Alberta Infant Motor Scale (AIMS). Jornal de pediatria, 2008.

Picon, Marostica, Barros, et. al. Pediatria consulta rápida. Porto Alegre. Artmed, 2010.

Silva, N.D.H. Instrumentos de avaliação do desenvolvimento infantil de recém-nascidos prematuros. Revista brasileira de crescimento e desenvolvimento humano, 2011.

Willrich A., Cavalcanti C., Azevedo F., Fernandes J.O. Desenvolvimento motor na infância: influência dos fatores de risco e programas de intervenção. Revista de neurociências 2009.

Referências

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