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Academic year: 2021

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SIMPÓSIO 57: RELATOS DE EXPERIÊNCIAS E PESQUISAS EM ENSINO-APRENDIZAGEM DE LÍNGUAS MATERNA E ESTRANGEIRAS

Coordenadora: Ms. Rosangela Alves Basso (UEM) Contato: [email protected]

Resumo: Pretende-se apresentar e discutir experiências e pesquisas realizadas no âmbito do processo ensino/aprendizagem no ensino de línguas materna e estrangeiras, considerando, entre outros, os processos cognitivos, estratégias de aprendizagem, estilos de aprendizes, inteligências múltiplas e memória.

Comunicações inscritas:

1. As Influências das Múltiplas Inteligências e dos estilos de aprendizagem no uso das estratégias durante as atividades de Listening - Priscilla M. C. BERGONSO (UEM)

2. Estratégias de Aprendizagem, Inteligências Múltiplas e o Processo da Escrita na aprendizagem da Lingua Estrangeira-Inglês - Nádia Novais LIMA (UEM)

3. A consolidação da aprendizagem de Lingua Inglesa na Memória no exercício Question Pattern - Mary Therezinha DEMENECK (UEM)

4. Leitura em Língua Inglesa e a formação do sujeito crítico: um estudo sobre Abordagem, Métodos e Estratégias de ensino - Eusilange Milani MIRANDA (UEM)

5. Ensino de Latim: implicações metodológicas de uma aprendizagem pautada na aquisição da competência receptiva escrita – Giovanna LONGO (Unesp – Araraquara/SP)

6. A capacidade de memória operacional em diferentes tipos de testes de percepção de sons de língua estrangeira - Denise Cristina Kluge (UFSC) - Mara Silvia Reis (UFSC)

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Comunicações:

A INFLUÊNCIA DAS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS E DOS ESTILOS DE APRENDIZAGEM NO USO DE ESTRATÉGIAS DURANTE AS ATIVIDADES

DE LISTENING

Priscilla Maria Chornobay BERGONSO (UEM) Resumo: O listening é uma das quatro habilidades trabalhadas em sala de aula durante a aprendizagem de línguas. Sendo assim, a partir de pesquisas na área e de observações feitas em uma escola particular de línguas de Campo Mourão, foi possível detectar que o listening é a habilidade da língua considerada mais difícil para se adquirir e a que os alunos menos gostam de praticar, visto que a maioria deles apresenta dificuldades no cumprimento das atividades e na compreensão das mesmas. Devido a isso, surgiu a necessidade de se observar uma turma de nível pré-intermediário dessa escola, a fim de que se pudesse detectar que tipos de estratégias os alunos utilizavam durante as atividades. Dessa maneira, buscou-se descobrir que tipos de estratégias seriam as mais importantes para serem utilizadas durante o listening, e se o desempenho dos alunos dependeria do uso correto ou incorreto das mesmas. Além disso, procurou-se observar e analisar os estilos de aprendizagem e as inteligências múltiplas predominantes em cada aprendiz, com o intuito de se comprovar se os estilos e as inteligências influenciariam no desenvolvimento e na escolha de determinadas estratégias para a resolução das atividades e para o aprendizado da língua. Por essa razão, sabendo que o processo de ensino e aprendizagem de uma língua envolve diferentes fatores, e que os estilos de aprender são particulares a cada indivíduo, este trabalho apresenta uma revisão bibliográfica a respeito das teorias de aquisição, das estratégias e estilos de aprendizagem e das inteligências múltiplas, expondo os dados obtidos durante o período de observações e pesquisas feitas em sala de aula, bem como as atividades trabalhadas e os resultados obtidos, concluindo-se que o deconcluindo-sempenho independerá da utilização de apenas um tipo de estratégias em comum entre todos os aprendizes, mas sim, do uso consciente das estratégias certas para cada tipo de aprendiz.

ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM, INTELIGÊNCIAS MÚLTIPLAS E O PROCESSO DA ESCRITA NA APRENDIZAGEM DA LINGUA

ESTRANGEIRA-INGLÊS

Nádia Novais LIMA (UEM) Resumo: Este trabalho foi desenvolvido em uma sala de aula de 14 alunos de LI, de uma escola de idiomas, na cidade de Maringá, com o objetivo de investigar quais são as estratégias utilizadas pelos alunos para aprender a língua inglesa, considerando os estilos e as inteligências múltiplas, e como eles desenvolvem a escrita. Tal estudo é de natureza qualitativa com traços etnográficos com base nas teorias de aquisição de LE (Skinner, Chomsky,

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Krashen), “writing” (Britto, Hedge, Carter, Gebhard), estratégias de aprendizagem (Oxford), estilos de aprendizagem (Allport, Riding e Stephen,) e inteligências múltiplas (Gardner). Para tanto, foram aplicados questionários para identificar as estratégias utilizadas pelos aprendizes durante o aprendizado, os estilos de aprendizagem e as inteligências múltiplas predominantes de cada aprendiz da turma; e atividades de escrita para verificar como os alunos desenvolvem tal habilidade. Dentre as habilidades envolvidas no processo de ensino-aprendizagem de uma língua estrangeira, a escrita foi o objeto dessa pesquisa, já que a metodologia da escola não privilegia tal habilidade. Com base nas teorias e nos dados coletados podemos perceber que a maioria dos alunos dessa turma possui estilo visual e auditivo corroborando com a metodologia aplicada na escola. Tal abordagem e estilos levam os aprendizes a fazer uso das estratégias de memória, cognitivas e sociais, que por sua vez, caracterizam as inteligências musical e naturalista dos aprendizes. Quanto ao desenvolvimento da escrita pode-se observar que a metodologia audio-visual da escola teve influência direta na produção escrita dos aprendizes, já que os mesmos apresentaram dificuldade nas atividades propostas. Observamos, ainda, que os aprendizes desenvolvem a escrita por meios cognitivos, e ligações mentais. Entretanto, os alunos apresentaram maior sucesso na produção escrita direcionada, na qual a professora auxilia com as etapas da escrita. A pesquisa demonstrou que os alunos têm um desnível de aprendizagem nesta habilidade embora sejam compatíveis com a abordagem da escola.

A CONSOLIDAÇÃO DA APRENDIZAGEM NA MEMÓRIA NO EXERCÍCIO QUESTION PATTERN

Mary Terezinha DEMENECK (Especialização - UEM) Resumo: Memória é um processo mental com habilidade de armazenar e reativar informações adquiridas. O processo de passagem dos conteúdos da memória curta para memória longa é hoje, um dos grandes desafios para professores e estudiosos da área, Miller (1956), CARDOSO...online, (2007), Ohata (2006), uma vez que, a retenção dos conhecimentos na memória significa o sucesso e realização da aprendizagem. Esta monografia tem a intenção de investigar a real eficácia e aplicabilidade no processo de memorização das estruturas das sentenças interrogativas realizado pelo exercício Question Pattern, do primeiro livro do curso de inglês com duração de seis meses, de uma escola particular de idiomas de Maringá. Assim, se faz a seguinte pergunta de pesquisa: O exercício Question Pattern é eficaz no processo de passagem dos conhecimentos da memória curta para memória longa? Assim, levou-se a um interesse em desenvolver esta pesquisa para comprovar a eficácia da atividade, ou seja, se os processos cognitivos ativados no cérebro na realização deste exercício levam realmente a efetivação da aprendizagem e/ou memorização. Este estudo também, apresentará as principais características desta atividade, bem como o seu funcionamento e aplicação em sala de aula. Consequentemente, essa trabalho tem a função também, de colaborar no desenvolvimento da própria metodologia empregada

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pelo material, no sentido de trazer esclarecimentos sobre tais procedimentos que envolvem o exercício em questão.

LEITURA EM LÍNGUA INGLESA E A FORMAÇÃO DO SUJEITO CRÍTICO: UM ESTUDO SOBRE ABORDAGEM, MÉTODOS E ESTRATÉGIAS DE

ENSINO

Eusilange Milani MIRANDA (UEM) Resumo: A presente monografia procurou investigar, através do estudo da abordagem metodologia e estratégias de ensino, de uma professora, como se dá o ensino da leitura nas aulas de língua estrangeira no segundo ano do curso de Letras da Universidade Estadual de Maringá. O objetivo da pesquisa foi descobrir nessas aulas, aspectos que contribuem para a formação do sujeito crítico, considerando que os alunos ainda não têm proficiência na língua. Para tanto, foi feita uma análise da visão da professora e a das suas alunas em relação à leitura, das estratégias de ensino da professora e do material didático. A pesquisa foi de natureza qualitativa com traços da etnografia escolar, os dados foram coletados através de observação de aulas acompanhadas de notas de campo, de questionários aplicados aos alunos e posteriormente à professora. Com este estudo esperamos contribuir para com os profissionais de Língua Estrangeira que acreditam que as suas aulas de leitura podem e devem alcançar outros objetivos além da pronúncia e da decodificação de palavras. Para uma consolidação com estudos na área, buscamos contribuição no referencial teórico, a partir de Krashen (1982), Bamberger (2004), KATO, (1987), Zilberman (1993), Orlandini (1993), Galvão (2004), Kleiman (2004) Bohn, (1988), Paiva (1988) e Mckay, (2003) dentre outros.

ENSINO DE LATIM: IMPLICAÇÕES METODOLÓGICAS DE UMA APRENDIZAGEM PAUTADA NA AQUISIÇÃO DA COMPETÊNCIA

RECEPTIVA ESCRITA

Giovanna LONGO (Unesp – Araraquara) Resumo: A língua latina, idioma dos antigos habitantes de Roma, há muitos séculos deixou de possuir falantes naturais. O que significa que já não se fala mais o latim dos romanos. Isso, porém, não impede que se possa assimilar o sistema formal dessa língua. As manifestações legítimas do latim chegaram até nós por meio de registros escritos. Essa é uma importante questão que se impõe ao ensino e que deve ser atentamente considerada. A falta do discurso oral implica a impossibilidade de se reconhecer, dentre os testemunhos da fala latina que restaram, o latim coloquial, aquele que o falante, qualquer que fosse seu nível de instrução, usava na conversação do dia-a-dia. Essa manifestação, desprovida dos artifícios estilísticos próprios dos textos literários, não está à disposição do aprendizado dessa língua antiga, como ocorre com os idiomas

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modernos. Desse modo, os registros textuais constituem não somente o alvo daqueles que se dedicam ao estudo desse idioma, mas também a única fonte a partir da qual é possível determinar o sistema formal dessa língua antiga. Assim, o latim como língua materna só pode ser estabelecido a partir da fala de autores romanos, imortalizada em suas obras literárias. Se não há como reconhecer nessas fontes escritas um repertório mínimo de registros coloquiais, e se não há como produzir discursos que possam expressar em latim as experiências cotidianas de falantes modernos, como, então, adequar às exigências do ensino dessa língua antiga a fala estilisticamente elaborada de seus textos? Rever os métodos e os processos consagrados pela tradição, à luz dos ensinamentos lingüísticos e semióticos, numa tentativa de aproximar o aprendizado do latim de um processo mais natural, é a maneira mais adequada de encaminhar essa questão.

A CAPACIDADE DE MEMÓRIA OPERACIONAL EM DIFERENTES TIPOS DE TESTES DE PERCEPÇÃO DE SONS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

Denise Cristina KLUGE (UFSC / CAPES) Mara Silvia REIS (UFSC / CAPES) Resumo: Argumenta-se que a aprendizagem de língua estrangeira (L2) pode ser afetada por diferentes tipos de tarefas ou diferentes características das tarefas de ensino. Embora algumas dessas características tenham sido isoladas, tais como a relação entre a precisão no uso da estrutura ensinada e os benefícios da repetição desta estrutura (D’Ely, 2006; Tavares, 2008), não é claro o que exatamente dirige a atenção do aprendiz para certos aspectos do insumo. A principal proposição do presente estudo é de que diferentes tipos de tarefas também podem influenciar a capacidade de memória operacional em testes de percepção de sons da L2. Dois tipos de testes foram empregados para aferir a percepção dos fonemas fricativos interdentais ingleses (/Τ, e ∆/)— (1) um teste de identificação, no qual os participantes devem indicar, dentre as alternativas oferecidas, o som ouvido, e (2) um teste de discriminação (adaptação do teste de Flege, Munro e Fox, 1994), no qual cada seqüência em teste contém três itens, sendo que um dos itens pode diferir ou não dos dois demais. Como o item diferente pode ocorrer em qualquer das três posições, espera-se que este teste imponha uma carga na capacidade de memória operacional maior que o teste de identificação, como já encontrado em pesquisas anteriores (Bettoni-Techio, Kluge, Reis, Nobre-Oliveira, 2008). O experimento foi aplicado no Curso Extracurricular de Línguas da Universidade Federal de Santa Catarina com 24 brasileiros aprendizes de inglês como L2 e com cinco falantes nativos de inglês e como hipótese, previu-se que cada teste apresentaria diferentes resultados de acordo com a diferença imposta à capacidade de memória operacional. Os resultados corroboraram tal hipótese, sugerindo que tanto os aprendizes quanto os falantes nativos seguiam o mesmo padrão: (1) um moderado nível de acertos na tarefa de discriminação, e (2) um alto nível de acertos na tarefa de identificação.

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Referências

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