Crônicas de um jornalista cristão: das eleições de 2018 ao confinamento em 2020

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Texto

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA CENTRO DE COMUNICAÇÃO E EXPRESSÃO - CCE

DEPARTAMENTO DE JORNALISMO

Allan Rodrigues Bento

Crônicas de um jornalista cristão: das eleições de 2018 ao confinamento em 2020

Florianópolis Novembro de 2020

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Allan Rodrigues Bento

Crônicas de um jornalista cristão: das eleições de 2018 ao confinamento em 2020

Relatório técnico do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à disciplina de Projetos Experimentais, ministrada pelo Prof. Dr. Fernando Antônio Crocomo, no segundo semestre de 2020. Orientadora: Profª. Dra. Melina de la Barrera Ayres

Florianópolis Novembro de 2020

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Allan Rodrigues Bento

Crônicas de um jornalista cristão: das eleições de 2018 ao confinamento em 2020

Este Trabalho Conclusão de Curso foi julgado adequado para obtenção do Título de bacharel em Jornalismo e aprovado em sua forma final pelo Curso de Jornalismo da Universidade

Federal de Santa Catarina. Florianópolis, 8 de dezembro de 2020.

________________________ Prof. xxx, Dr.

Coordenador do Curso Banca Examinadora:

Profª Melina de la Barrera Ayres Orientador(a)

Universidade Federal de Santa Catarina

Profª Drª Daisi Irmgard Vogel Avaliadora

Universidade Federal de Santa Catarina

________________________ Profª Drª Valentina da Silva Nunes

Avaliadora

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AGRADECIMENTOS

Sou grato a Deus, que me sustentou e guiou ao longo de todo o curso, através de Sua Palavra e das pessoas a meu redor. À toda a minha família que dedicou-se em me ajudar em todas as áreas em que precisei. Aos amigos da Aliança Bíblica Universitária, sem os quais a caminhada seria mais trabalhosa e menos feliz. Aos amigos e colegas do Jornalismo que me ajudaram e foram bons companheiros nessa caminhada. A todos os meus amigos, físicos e virtuais, que me sustentaram em amor e oração. Aos meus irmãos em Cristo nas Igrejas Batistas em Capivari de Baixo, Tubarão e Laguna. À minha orientadora, Profª Melina de la Barrera Ayres, pela condução, orientação, compreensão e puxões de orelha - sem eles eu não estaria aqui.

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SUMÁRIO RESUMO 6 1. INTRODUÇÃO 7 2. JUSTIFICATIVA 8 2.1 ESCOLHA DO TEMA 8 2.2 ESCOLHA DO FORMATO 10

3. PROCESSO DE APURAÇÃO E FONTES 11

3. ESTRUTURA DA LINHA DO TEMPO 15

3.1 2018 15 3.2 2019 15 4. CRONOGRAMA 16 5. ORÇAMENTO 17 6. FINALIDADES 18 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 19

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RESUMO

Este Trabalho de Conclusão de Curso consiste numa série de crônicas desenvolvidas ao longo de dois anos, o projeto se iniciou nas eleições de 2018 e transcorreu até novembro de 2020. Os textos mostram algumas das relações entre o mundo da política e a vida na igreja evangélica tradicional. Baseadas nas vivências pessoais do estudante e suas fontes, as crônicas perpassam momentos do cotidiano, buscando refletir acerca de situações vivenciadas no contexto atual do Brasil, tais como a morte, a tensão política e as relações humanas diante do cenário da pandemia.

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1. INTRODUÇÃO

Não há leitura da realidade que seja neutra e objetiva. As pessoas enxergam a realidade através de suas crenças, pressupostos e experiências. Em A Estrutura das Revoluções Científicas, o filósofo Thomas Khun (1997) defende, em linhas gerais, que o cientista não é uma máquina que registra e verifica dados e sim uma pessoa que tem emoções e intuições; ao contrário do que afirmavam os ideais iluministas e o positivismo científico.

Da mesma forma, os jornalistas não escrevem de forma robótica e passiva: lançam mão de suas crenças, experiências, pré-conceitos e saberes. Pierre Bourdieu, sociólogo francês, afirma que “os jornalistas têm ‘óculos’ especiais a partir dos quais veem certas coisas e não outras; e veem de certa maneira as coisas que veem. Eles operam uma seleção e uma construção do que é selecionado” (BOURDIEU, 1997, p. 25).

O registro e a reflexão são marcas importantes e essenciais ao Jornalismo. Ele tem o poder de mostrar os valores e costumes de uma sociedade através de sua produção. Com o aumento do número de evangélicos nas últimas décadas, atuando em espaços midiáticos, políticos e culturais, refletir e ponderar sobre essas relações é crucial para compreender como elas se dão.

Em 2010, mais de 42 milhões de pessoas se declararam evangélicas, de acordo com o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número correspondia a mais de um quinto dos brasileiros. Diante desse cenário, quando alguém se declara evangélico, costuma-se torcer o nariz.

E não é diferente quando eu me declaro um cristão evangélico que cursa Jornalismo. Nunca sofri nenhum tipo de censura nem fui destratado por algum professor ou colega por causa de minha religião. Porém, era interessante notar que muitos deles pouco conheciam sobre a realidade de um cristão evangélico tradicional brasileiro.

O senso comum do que é ser evangélico no Brasil está ligado a uma série de estereótipos ligados às décadas de 1980 e 1990, período em que começou a ascensão do número de fiéis no país. Nos mais diversos enfoques sobre o tema, é possível perceber diversos equívocos que acabam reforçando uma caricatura da pessoa evangélica, permeada por uma visão um tanto simplista da realidade.

Embora os pré-conceitos nos ajudem a elaborar a visão que temos acerca de tudo, é necessário confrontá-los com a realidade - e para isso, é preciso buscar conhecê-la.

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Nesse contexto é importante ressaltar a ideia de uma visão de mundo ou “cosmovisão”. Traduzido da palavra alemã weltanschauung, uma cosmovisão é uma maneira de ver o mundo de acordo com aquilo que se crê. O professor cristão de literatura inglesa e filosofia James W. Sire define cosmovisão como:

[…] um comprometimento, uma orientação fundamental do coração, que pode ser expressa como uma história ou um conjunto de pressuposições (hipóteses que podem ser total ou parcialmente verdadeiras ou totalmente falsas), que detemos (consciente ou subconscientemente, consistente ou inconsistentemente) sobre a constituição básica da realidade e que fornece o alicerce sobre o qual vivemos, nos movemos e existimos (SIRE, 2017, p. 179 ).

O cristianismo é uma das formas de enxergar o mundo; para este que vos escreve, a verdadeira. Cada pessoa tem uma cosmovisão, ligada diretamente às suas crenças - e não necessariamente crenças religiosas. Todos agem baseados em pressupostos do coração. Nossa cosmovisão está diretamente relacionada àquilo que é mais importante para nós.

Assim, neste trabalho as crônicas vão tentar mostrar um pouco desta perspectiva: como se vive a partir dessa cosmovisão nos diferentes âmbitos da vida que, por diversas vezes, acabam se conectando. O intuito desse projeto não é doutrinar ou evangelizar. O objetivo desta série de crônicas é relatar histórias ocorridas entre 2018 e 2020, a partir da perspectiva de quem vive no mundo eclesiástico (sou um cristão evangélico batista), político (durante as eleições mais polarizadas na história do Brasil, onde a religão cumpriu um papel protagônico e fui estagiário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina) e jornalístico (tanto no estágio como na graduação).

Embora para muitas pessoas a ideia de fé não faça sentido, para mim ela oferece algo de valor. O fato de um jornalista ter uma religião não é um empecilho para que ele desenvolva o seu trabalho com ética e profissionalismo. Seja o Cristianismo ou outra religião. A

Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma em seu décimo oitavo artigo que “toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião” (1948). Diante disso, seria um atentado grave aos Direitos Humanos afirmar que alguém não pode professar determinada religião pelo fato de ser jornalista ou ter uma outra profissão.

Um jornalista cristão como eu acaba sendo atuante em várias esferas ao mesmo tempo: igreja, trabalho, o ambiente universitário, entre outros Mas cabe a ele desenvolver uma espécie de traquejo dialogal para saber transitar entre elas respeitando as regras e as linguagens de cada uma.

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2. JUSTIFICATIVA

2.1 ESCOLHA DO TEMA

A escolha da temática se deu em virtude da minha fé e da escassez de produções com esta área no campo da comunicação, em especial no Jornalismo. Além disso, muitas vezes fui indagado por amigos, colegas e professores sobre ser um cristão evangélico no século XXI. Como eu concilio crenças, ideias, a convivência na igreja, como lido com questões políticas, sociais... são questionamentos constantes. Dessas repetitivas perguntas que me foram feitas diversas vezes ao longo da graduação, surgiu meu interesse em produzir um conteúdo que apresentasse um pouco da realidade evangélica tradicional.

A constante indagação revela não somente um certo desconhecimento em relação aos evangélicos, mas também o interesse em compreender esse modo de viver a vida.

Neste ponto o Jornalismo pode cumprir um papel central: primeiro, porque é sua função informar o mais corretamente possível a sociedade. Se não faz isso, perdeu seu objetivo. Para isso, é necessário ir além do senso comum e das caricaturas montadas tanto pelos próprios jornalistas, como por meio de análises equivocadas sobre o próprio movimento evangélico.

Em segundo lugar, porque é papel do Jornalismo tentar, através da informação, esclarecer relações complexas entre os mais diversos segmentos da sociedade. E vivemos num momento no país onde há uma relação peculiar e complexa entre os evangélicos e a política, e o Jornalismo pode ajudar a elucidá-la. O filósofo brasileiro Pedro Dulci, em seu livro Fé cristã e ação política, demonstra preocupação em relação a esses fenômenos quando afirma que

por um lado existe uma grande ala da cristandade que sustenta a total separação entre igreja e vida pública, a ponto mesmo de achar que esse tipo de assunto não deve ser discutido dentro das quatro paredes da igreja[...]. Por outro lado, existe um crescente grupo de cristãos cada vez mais engajado com as dinâmicas da vida política pela própria insatisfação com a inércia de sua igreja local em relação às demandas públicas - o que acabou por transformar esse tipo de cristão em um militante de tudo quanto é tipo de causa social, menos da relevância pública da igreja (DULCI, 2018, p.124).

É inegável o papel que minha fé exerce neste projeto. Ela é, sem dúvida, a maior influência neste trabalho. A tentativa de mostrar como é conviver com tantas questões -religiosas, políticas, sociais - é complicada. Porém é válida justamente por ser um trabalho

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dentre poucos que vai se propor a demonstrar muitos desses aspectos singulares, partindo de um ponto de vista tanto de quem está dentro da igreja quanto da esfera jornalística.

2.2 ESCOLHA DO FORMATO

Para mim a crônica ocupou um espaço interessante durante a graduação. Durante as aulas de redação, era sempre o estilo de texto que mais gostava de trabalhar. E quando não podia-se trabalhar com ele, de alguma forma o estilo único da crônica tendia a aparecer em meus textos.

A crônica permite tratar de acontecimentos do cotidiano com leveza e ao mesmo tempo com um toque informativo e opinativo. Embora utilize uma linguagem simples, quase coloquial, ela exige que o autor desenvolva uma série de técnicas - tanto jornalísticas quanto literárias. A definição de um espaço e tempo onde a história se desenvolve, bem como domínio sobre os assuntos do cotidiano, afinal é ele a fonte principal que abastece a escrita do cronista.

A ideia da crônica como um gênero narrativo predominou até que ela fosse capturada e mesclada ao Jornalismo, o que acabou acontecendo de diversas formas e em diferentes lugares e circunstâncias ao redor do mundo. Mas como afirma Melo, “no jornalismo brasileiro a crônica é um gênero plenamente definido [...] não encontrando equivalente na produção jornalística de outros países” (2003, p.148).

Uma das questões relacionadas ao gênero que foi escolhida para dar destaque é a temporalidade. Massaud Moisés (1988, p. 245) escreve que no início da era cristã, a palavra “crônica” designava uma lista de acontecimentos ordenados cronologicamente - não à toa sua etimologia (chronikós) ela está relacionada ao tempo (chrónos).

A série de crônicas está organizada cronologicamente para que elas tanto possam ser lidas como um compilado de histórias relacionadas, sendo uma espécie de continuações uma das outras, ao mesmo tempo em que cada uma tem um fio condutor próprio.

A presença do cronista no texto é outro dos traços do gênero que influenciaram a escolha do mesmo. A marca autoral do cronista.O esforço de quem escreve deve ser o de ter sensibilidade aos acontecimentos, escrevendo sobre eles de maneira dinâmica e reflexiva -seja ironizando e criticando, ou trazendo frescor ao texto através do humor ou de uma reflexão.

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No livro Gêneros jornalísticos no Brasil, a crônica é definida como “um gênero jornalístico opinativo, situado na fronteira entre a informação de atualidades e a narração literária, configurando-se como um relato poético do real” (MARQUES DE MELO, 2002). O autor reitera que a característica opinativa da crônica não a afasta dos assuntos do cotidiano, pelo contrário: alimenta-se dele para dar-lhe um sentido poético.

A crônica desafia o autor a se utilizar de elementos do cotidiano, sejam eles notícias que saíram nos jornais ou situações da própria vida. Melo afirma que a crônica tem como uma de suas características justamente essa espécie de fidelidade ao cotidiano “pela vinculação temática e analítica que mantém em relação ao que está ocorrendo, aqui e agora[...]”(2003, p. 156).

Não se trata de um texto descomprometido e sem maturidade, pelo contrário. O cronista deve ser hábil em captar a atenção de seus leitores e mantê-los interessados em seu texto que é menos acadêmico, desprendido de moldes mais jornalísticos, mas nem por isso menos informativo. A crítica social é realizada pelo cronista meio que de modo dissimulado e com certa despreocupação, como se estivesse jogando conversa fora ao mesmo tempo em que de certa forma trata de sentimentos e relações humanas.

Com este intuito, o texto precisa ser coerente em sua lógica argumentativa, apesar de não se aprofundar exaustivamente em argumentos mais filosóficos, e sim através da própria narrativa em si. Nesse sentido, a crônica se transforma num gênero que possibilita ao autor um trânsito entre o Jornalismo e o literário, aproveitando-se do melhor de cada um.

A autora Cristiane Costa aborda essas transformações do gênero e afirma que a crônica acaba se tornando “um tipo de literatura que tem como característica a ambiguidade entre o conto, a reportagem, o ensaio, o humorismo e até o poema em prosa” (2005, p.246).

É essa ambigüidade que faz com que a atividade do cronista se distancie da do jornalista e também da do escritor. Massaud Moisés (1988, p. 247) diz que “o cronista pretende-se não o repórter, mas o poeta ou o ficcionista do cotidiano, desentranhar do acontecimento sua porção imanente de fantasia”.

Falar sobre fé, seja ela qual for, talvez possa nos constranger pela ideia comum de que devemos mantê-la somente em nossas mentes e corações. A crônica acaba conferindo à experiência individual tanta substância quanto se utilizássemos os modos mais metódicos para colocarmos nossas ideias.

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3. PROCESSO DE APURAÇÃO E FONTES

Tudo começou em setembro de 2018, com um conto reportagem escrito na aula de Redação VII. O tema escolhido foi a relação das igrejas evangélicas tradicionais com a política durante a campanha para as eleições presidenciais daquele ano. Entusiasmado com o tema e com o resultado da reportagem, pensei que talvez ele pudesse ser ampliado e transformado no tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso.

O processo de apuração se deu através de três vias principais. Em primeiro lugar, fiz entrevistas informais com as fontes que, geralmente, eram pessoas próximas a mim, seja na faculdade, no estágio ou na igreja. Posso dizer que muitos desses momentos na verdade foram conversas onde eu tinha alguns insights para as crônicas que estava escrevendo no momento.

Em segundo lugar, acompanhar o noticiário e estar atento a tudo que pudesse ser pauta para uma crônica, principalmente se envolvesse o mundo evangélico ou o político - ou os dois. Fazer um filtro foi extremamente necessário. Atualmente no Brasil ocorrem diversas situações que poderiam facilmente ser transformadas numa crônica.

Uma das dificuldades também foi saber o que renderia um texto e o que era um acontecimento que poderia ser deixado de lado. A questão é que até esses que poderiam ser deixados de lado rendiam boas histórias. Foi necessário desenvolver uma certa perspicácia em relação às notícias, aos fatos, ao próprio cotidiano em si. Se para outras pessoas o desafio é encontrar algo sobre o que escrever uma crônica, para mim o desafio era descartar assuntos da pilha de acontecimentos.

Em terceiro lugar, as minhas próprias vivências serviram de base para as crônicas. Esse recorte em primeira pessoa ajudou a dar certa linearidade ao texto como um todo e criar um fio que conduzisse as crônicas, mesmo que em algumas não haja referência ao escritor.

A maior dificuldade do trabalho certamente foi distanciar-me do mundo evangélico no sentido de ter um olhar externo sobre tudo aquilo que estava escrevendo. Em diversos momentos, era quase impossível dissociar algumas coisas que, para mim, são intrinsecamente ligadas; mas que para um resultado final positivo do produto, era necessário que eu fizesse essa distinção.

Era fácil cair em armadilhas extremistas ao realizar esse movimento de distanciar-se do trabalho e “tornar exótico aquilo que me era familiar” (DAMATTA, 1978): poderia cair numa caricatura simplista ou numa defesa cega daquilo que creio. O que ajudou foi manter em mente que o meu objetivo era contar histórias para gerar reflexões, além das constantes chamadas de atenção que eu recebia de minha orientadora.

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Como cristão, era complicado afastar-se totalmente da vida da igreja e das pessoas de lá, por exemplo. Era impossível um distanciamento total que me isolasse mentalmente desse meio. Fisicamente isso aconteceu em virtude da pandemia da covid-19, mas o contato com a igreja não se perdeu, pelo menos não totalmente.

Deste modo, algumas das crônicas apresentadas partem de minha experiências pessoal, outras de experiências de minhas fontes ou de fatos vividos no país e publicados na mídia. Abaixo detalham-se as fontes utilizadas para este segundo grupo crônicas:

Crônica Fontes

Costela, batata e voto

Daniel Savedra:

mestre em História pela Universidade do Estado de Santa Catarina, 45 anos, casado, membro da Primeira Igreja

Batista de Laguna.

Declaração doutrinária da Convenção Batista Brasileira. Disponível em:

<http://www.convencaobatista.com.br/siteNovo/pagina.php ?MEN_ID=22> Acesso em: 30. out. 2020

Votou em quem pra presidente?

Mais de 500 candidatos usam títulos religiosos no nome de urna em 2018 Disponível em:

<https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-nu meros/noticia/2018/08/20/mais-de-500-candidatos-usam-tit ulos-religiosos-no-nome-de-urna.ghtml> Acesso em: 30.

out. 2020

Bíblia de Estudo Almeida. Salmo 146. Tradução de João Ferreira Almeida. Barueri - SP:Sociedade Bíblica do Brasil,

1999. 1110 p. Velho Testamento e Novo Testamento.

O Parlamento

Renovação na Assembleia é de 55%; 12 partidos terão cadeiras em 2019. Disponível em:

<http://agenciaal.alesc.sc.gov.br/index.php/noticia_single/re

novacaeo-na-alesc-e-de-55-12-partidos-teraeo-cadeiras-em-2019> Acesso em: 30. out. 2020

Alesc terá a maior bancada feminina da história do parlamento catarinense. Disponível em:

<https://www.nsctotal.com.br/noticias/alesc-tera-a-maior-ba ncada-feminina-da-historia-do-parlamento-catarinense>

Acesso em: 30. out. 2020

17.17

Tânia Valério da Silva Bento: mãe do autor, dona de casa, 53 anos, divorciada, atualmente mora em Portugal.

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Sebastião Manoel da Silva: avô materno do autor, pedreiro, faleceu aos 77 anos em decorrência de um câncer

no fígado.

Mensagens divulgadas no grupo de WhatsApp da Primeira Igreja Batista em Capivari de Baixo

A moeda

Sebastião Manoel da Silva: avô materno do autor, pedreiro, faleceu aos 77 anos em decorrência de um câncer

no fígado.

História do filósofo Peter Kreeft:

KELLER, Timothy. Deus na era secular: como céticos podem encontrar sentido no cristianismo; tradução de Jurandy Bravo. - São Paulo: Editora Vida Nova, 2018. p.

205 A despedida

Bíblia de Estudo Almeida. A confissão de Jó. Tradução de João Ferreira Almeida. Barueri - SP:Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 1110 p. Velho Testamento e Novo Testamento. Hoje não tem culto...

Ideia de Flusser sobre a comunicação:

FLUSSER, Vilém. O mundo codificado São Paulo: Cosac Naify, 2007, 224p.

Domingo de Páscoa

Roda Viva | Atila Iamarino | 30/03/2020 Disponível em:

<https://www.youtube.com/watch?v=s00BzYazxvU> Acesso em: 30. set. 2020

Culto e consumo, parte I Plenário reconhece atividades física e religiosa comoessenciais em SC. Disponível em: <http://agenciaal.alesc.sc.gov.br/index.php/noticia_single/pl enario-reconhece-atividades-fisica-e-religiosa-como-essenci

ais-em-sc> Acesso em: 17. abr. 2020

Valdomiro e o pé de feijão

Valdemiro Santiago promete “cura do coronavírus” com feijão de R$ 1 mil. Disponível em:

<https://jornaldebrasilia.com.br/nahorah/valdemiro-santiago -promete-cura-do-coronavirus-com-feijao-de-r-1-mil/>

Acesso em: 20.ago.2020

Procuradoria pode investigar pastor Valdemiro Santiago por estelionato. Disponível em:

<https://istoe.com.br/procuradoria-pode-investigar-pastor-va ldemiro-santiago-por-estelionato/>

Acesso em 20. ago. 2020

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Pastor R.R. Soares afirma que “água consagrada” por ele cura Covid-19. Disponível em:

<https://istoe.com.br/pastor-r-r-soares-afirma-que-agua-cons agrada-por-ele-cura-covid-19/> Acesso em: 20. ago. 2020 Promessa de bênção com óleo que imunizaria contra o

coronavírus deixa autoridades em alerta no RS. Disponível em:

<https://gauchazh.clicrbs.com.br/saude/noticia/2020/03/pro messa-de-bencao-com-oleo-que-imunizaria-contra-o-corona virus-deixa-autoridades-em-alerta-no-rs-ck79vcodx00eb01p

qa2fqa3bv.html> Acesso em: 20. ago. 2020

A famigerada reunião

Leia a íntegra das falas de Bolsonaro e ministros em reunião ministerial gravada. Disponível em:

<https://www1.folha.uol.com.br/poder/2020/05/leia-a-integr a-das-falas-de-bolsonaro-e-ministros-em-reuniao-ministerial

-gravada.shtml> Acesso em: 20. ago. 2020

Recebidos no zap

Laura Rezende Kesseler: caloura de Ciências Sociais na Universidade Federal de Santa Catarina, 22 anos, membra

da Primeira Igreja Batista de Tubarão

Sete das dez imagens mais compartilhadas em grupos de WhatsApp durante a pandemia são falsas. Disponível

em:

<https://apublica.org/2020/07/sete-das-dez-imagens-mais-co mpartilhadas-em-grupos-de-whatsapp-durante-a-pandemia-s

ao-falsas/> Acesso em: 21. set. 2020

Grupos evangélicos e olavistas ajudaram a espalhar fake news de Bolsonaro sobre esquerda e pedofilia.

Disponível em:

<https://apublica.org/2020/07/grupos-evangelicos-e-olavista s-ajudaram-a-espalhar-fake-news-de-bolsonaro-sobre-esque

rda-e-pedofilia/> Acesso em: 21. set. 2020

Gravata e Grinalda

Pedro Fernandes: designer, 25 anos, casado, membro da Primeira Igreja Batista de Florianópolis até 2020. Consumo de internet no Brasil cresce 30% com

coronavírus. Disponível em:

<https://www.sunoresearch.com.br/noticias/aumento-consu mo-internet-brasil/> Acesso em: 30. out. 2020

As crônicas não listadas na tabela acima foram desenvolvidas a partir de experiências do autor e baseada em fatos comuns do cotidiano que não necessariamente foram noticiados.

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4. ESTRUTURA DA LINHA DO TEMPO

A série de crônicas se organiza em ordem cronológica, explorando situações

vivenciadas no universo pessoal, assim como no contexto social próximo e a nível nacional. 4.1 2018

A série de crônicas se inicia em setembro de 2018, fazendo referência principalmente ao período eleitoral e como a polarização política afetou a igreja, a família e as relações entre as pessoas. As quatro crônicas escritas nesta época buscam lidar de maneira transparente com o que acontecia nesses ambientes buscando refletir sobre uma época onde as pessoas estavam agitadas e inquietas sobre o futuro político do país - não que nos anos seguintes esse sentimento tenha deixado de existir.

4.2 2019

No segundo ano, apresenta crônicas mais voltadas às vivências pessoais, no intuito de trazer uma reflexão sobre a morte. As crônicas seguem uma sequência de três dias, indo da notícia da morte de meu avô Sebastião Manoel da Silva até a chegada em casa após o seu velório. A forma como disponho essas crônicas serve tanto para aproximar-me das pessoas que não tem a mesma fé - afinal, todos sofremos com perdas de entes queridos - e ao mesmo tempo em que tento ressaltar a diferença no modo em que um cristão lida com as perdas iminentes.

4.3 2020

O terceiro ano foca nas relações humanas e acontecimentos políticos e religiosos em plena pandemia da covid-19. As crônicas são permeadas pelas mudanças que ocorreram nesses meios principalmente por causa do excesso de online, do próprio confinamento e das incertezas acerca da doença e do futuro.

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5. CRONOGRAMA

Etapa Descrição Período de execução

Pré-apuração Leituras, organização de conteúdos, entrevistas

Setembro de 2018/ Setembro de 2020 Produção Entrevistas, produção das crônicas,

reuniões de orientação.

Setembro de 2018/ Novembro de 2020 Pós-produção Revisão das crônicas. Novembro de 2020

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6. ORÇAMENTO

O orçamento foi praticamente nulo pois foram todas as ferramentas utilizadas já haviam sido adquiridas anteriormente pelo autor, como listado abaixo:

RECURSO VALOR TOTAL

Notebook IdeaPad 3300 R$2.299,90 R$2.299,90

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

O Trabalho de Conclusão de Curso é o momento do estudante se dedicar a um projeto jornalístico. Para tal, ele tem liberdade na temática, na abordagem, no formato escolhido e embora existam certas limitações, como o tempo estabelecido para entrega, o aluno pode imbuir no projeto tudo aquilo que aprendeu ao longo dos quatro anos de curso. Este trabalho me permitiu escrever sobre um tema sobre o qual sempre estudei e me interessei, embora tivesse escrito pouco sobre ele.

Sempre escrevi sobre Cristianismo, mas de forma mais pessoal e menos bibliográfica. Com o TCC, pude relacionar a minha área de atuação profissional com a minha fé de maneira acadêmica, buscando servir de norte para outros jornalistas e ou pessoas interessadas na relação entre religião, política e jornalismo.

Este trabalho se propõe a ser uma humilde contribuição para o campo da comunicação ressaltando o Cristianismo como uma visão de mundo viável e possível ao se atuar como jornalista. Com ele talvez consiga desestigmatizar um pouco da ideia que os próprios profissionais do campo da comunicação têm acerca da fé Cristã, de seus valores e preceitos, tido muitas vezes como ultrapassados para a época em que vivemos.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1997.

COSTA, Cristiane. Pena de aluguel: escritores jornalistas no Brasil, 1904-2004. São Paulo, SP. Companhia das Letras, 2005.

DAMATTA, Roberto. O ofício do etnólogo, ou como ter “Antropological Blues”. In: NUNES, Edson de Oliveira. A Aventura Sociológica: objetividade, paixão, improviso e método na pesquisa social. Rio de Janeiro: Zahar, 1978, p. 23-35.

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS. Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris. 10 dez. 1948. Disponível em:

<http://www.dudh.org.br/wpcontent/uploads/2014/12/dudh.pdf>. Acesso em: 30 nov. 2020. DULCI, Pedro. Fé Cristã e Ação Política: a relevância pública da espiritualidade cristã. Viçosa, MG: Editora Ultimato, 2018. 208 p.

IBGE - INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo

demográfico: características gerais da população, religião e pessoas com deficiência. Rio de Janeiro, 2010. Disponível em:

<https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/94/cd_2010_religiao_deficiencia.pdf> Acesso em: 30 set. 2020.

KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas. 5. ed. São Paulo: Editora Perspectiva S.A, 1997.

MOISÉS, Massaud. A Criação Literária – prosa, São Paulo, Cultrix, 1988.

MELO, José Marques de; ASSIS, Francisco de (orgs.). Gêneros jornalísticos no Brasil. São Bernardo do Campo: Universidade Metodista de São Paulo, 2010. p.147

MELO, José Marques de. Jornalismo Opinativo: gêneros opinativos no jornalismo brasileiro, 3ª edição, revista e ampliada, Campos do Jordão, Mantiqueira, 2003.

SIRE, James W. Dando nome ao elefante: cosmovisão como um conceito. Brasília: Editora Monergismo, 2017.

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ANEXO I

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ANEXO II

FICHA DO TCC – TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO - JORNALISMO UFSC

ANO 2020

ALUNO Allan Rodrigues Bento

TÍTULO Crônicas de um jornalista cristão: das eleições de 2018 ao confinamento em 2020 ORIENTADOR Melina de la Barrera Ayres

MÍDIA X Impresso Rádio TV/Vídeo Foto Website Multimídia CATEGORIA Pesquisa Científica Produto Comunicacional

Produto Institucional (assessoria de imprensa)

X Produto Jornalístico (inteiro) Local da apuração: Reportagem

livro-reportagem ( )

( x ) Florianópolis ( X) Brasil ( ) Santa Catarina ( ) Internacional ( ) Região Sul País:______ ÁREAS Jornalismo. Cosmovisão cristã. Igreja. Política. Pandemia.

RESUMO

Este Trabalho de Conclusão de Curso consiste numa série de crônicas desenvolvidas ao longo de dois anos, o projeto se iniciou nas eleições de 2018 e transcorreu até novembro de 2020. Os textos mostram algumas das relações entre o mundo da política e a vida na igreja evangélica tradicional. Baseadas nas vivências pessoais do estudante e suas fontes, as crônicas perpassam momentos do cotidiano, buscando refletir acerca de situações vivenciadas no contexto atual do Brasil, tais como a morte, a tensão política e as relações humanas diante do cenário da pandemia.

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