1
A ONDA DE PROTESTOS NO BRASIL (2011-2015)
Cauê Vieira Campos1
Introdução
As teorias dos movimentos sociais têm sofrido ao longo do último século grandes transformações, com o apogeu e ocaso de teorias hegemônicas em determinados períodos que, em certa medida, acompanha as dinâmicas dos movimentos sociais na realidade. Em um primeiro momento, principalmente na época das grandes revoluções, como a Russa, Chinesa e Cubana, as explicações dos movimentos sociais passavam bastante pelo marxismo – tendo como foco principal a ação sindical e dos partidos políticos (GALVÃO, 2011). Contudo a partir da década de 60, toda as ciências humanas foram permeadas por uma produção que afirmava que após o Estado de bem-estar social se viveria uma nova era de mobilizações sociais, em uma sociedade pós-industrial. Esta se caracterizaria pelo fim da centralidade das classes enquanto atores políticos, de modo que os agentes transformadores não seriam mais as classes e suas organizações, mas organizações provenientes de grupos de “identidade”. (ALONSO, 2009).
Esta última perspectiva que se afastava e negava o marxismo como fonte de explicação da ação coletiva, hegemonizou as teorias dos movimentos sociais até bem perto do fim do século XX. Quando começam a ser questionadas por não explicarem movimentos anti-austeridade ou antineoliberalismo, como foi o Zapatismo e toda a variação do chamado “altermundialismo”, os diversos conflitos na periferia global, como na Argentina, Venezuela e Bolívia e etc.
Como aponta-nos della Porta (2015, p.115-116), os confrontos decorrentes da crise de 2008 são fruto das crises da legitimidade dos (des)mandos do neoliberalismo e seus governos, ou seja, o choque das populações de todo o mundo com a reestruturação social e produtiva e austeridade promovida por FMI, Banco Mundial, Troika, etc. Isto escancara a necessidade de se refletir sobre os arcabouços e instrumentos teóricos concebidos para interpretar as greves, as lutas por educação, por mais direitos, manifestações multitudinárias e até as revoluções que acontecem no Oriente Médio, África, Américas, etc; provocando de uma certa maneira a volta ao marxismo.
1 Professor da rede pública de educação do Estado de São Paulo, doutorando do Departamento de
Ciência Política dos IFCH-UNICAMP. Este trabalho faz parte do desenvolvimento de nossa pesquisa de doutorado, apresentamos à crítica do Colóquio para engrandecer nossas elaborações com os
2
Diversos autores, como della Porta (2015) e Barker et al (2013), percebem que existe um ciclo de protestos a partir da crise de 2008. Principalmente, a partir da resistência das populações a aplicação das políticas de austeridade, todos os continentes são sacodidos por conflitos políticos, primeiro em países da periferia europeia, passando pela “Primavera Árabe”, até atingir as Américas, com o Occupy’s nos EUA, “Jornadas de Junho no Brasil” e etc.
Estanque et al (2013) sintetizam o cenário que abre espaço para esse ciclo como: “a combinação de degradação das condições materiais de vida de uma parte significativa da população, juntamente com a crise de legitimidade das instituições políticas responsáveis pela gestão da vida coletiva” (2013, p. 3. Nossa tradução).
Mas também fazem parte desses ciclos protestos contra governos chamados progressistas na América Latina, como analisam Bringel e Falero (2016) e os impactos desses protestos nos governos e Estados interlocutores. Inclusive, Bringel conjuntamente com Pleyers percebem uma nova “geopolítica da indignação global”, a partir de uma abertura societal promovida pela crise de 2008 (2015).
Na esteira dessa análise sobre a crise, della Porta aponta que a “cara” desses protestos seria o “precariado”, enquanto a classe surgida de décadas de neoliberalismo. Outros autores também colocarão o precariado como classe central para compreensão dos conflitos no século XXI com leituras distintas sobre as potencialidades dessa classe, como Standing (2013) e Braga (2015).
Dentro das teorias da ação coletiva mainstream conformou-se consenso sobre o termo “ciclo de protestos”, mas Barker (2014) propõe a utilização de “onda de protestos” para evitar a ideia de que os períodos dos protestos fossem cíclicos. Nós tendemos a concordar com o autor, e ainda mais, a ideia de “onda” permite realizarmos uma metáfora com os “iniciadores” e a emergência dos movimentos, como traremos mais a frente. Portanto, a partir de agora trataremos somente como “onda de protestos” – a seguir definiremos mais precisamente o nosso entendimento sobre esse conceito.
Sem qualquer dúvida, os acontecimentos recentes no Brasil inserem-se neste cenário de conflitos sociais por todo o globo, contudo há polêmicas sobre a delimitação temporal da onda de protestos no país. As “Jornadas de Junho” expressam-se como o ápice desse momento, quando milhares de jovens e trabalhadores saem as ruas, primeiro, contra o aumento das passagens e depois por uma ampla gama de reivindicações. Os protestos no Brasil se inserem nessa onda global de protestos exatamente por expressar o período em que se inicia o aprofundamento da crise econômica e aplicação do “ajuste
3
fiscal”. Como afirmamos anteriormente, existem diferenças acerca da delimitação desses protestos, e é exatamente sobre esse debate que pretendemos incidir neste trabalho.
A Onda
Então, passamos a necessidade de compreendermos isso que chamamos de “onda de protestos”. Ao desenvolver o conceito de onda de protestos Barker (2014) parte da formulação da Teoria do Confronto Político acerca dos ciclos de protestos, mas prefere utilizar o termo “onda”. Tarrow (2009) compreende como “ciclo de protestos” uma fase de intensificação dos conflitos entre os agentes políticos de determinado território, através da participação em manifestações públicas coletivas diversas, com ampla variedade de reivindicações e performances. Este tende a expandir-se dos setores tradicionalmente mais mobilizados para os menos – daqui extrai-se a ideia de “madrugadores” (TATAGIBA, 2014). Quando os agentes entram em cena se mobilizando, confrontam-se com as autoridades que devem responder, com mais ou menos repressão, mais ou menos incorporação das demandas.
A definição proposta por Tarrow nos leva a destacar quatro características importantes para compreender a onda de protestos aberta no Brasil em 2011, as quais abordaremos mais detalhadamente ao longo do artigo: a presença de madrugadores; atores e demandas distintos; irregularidades e descontinuidades dentro de uma mesma onda; e, por fim, diversidade de repertórios e performances.
A onda de protestos no Brasil (2011-2015)
Autores, como Tatagiba(2014), percebem como se no Brasil tenha ocorrido uma onda de protestos apenas nas “Jornadas de Junho” e nos eventos decorrentes destas. Na nossa visão, na verdade, a onda se inicia ainda com as greves no setor da construção civil que tomaram o país em 2011 e 20122. Atinge seu ápice nas “Jornadas de Junho”, quando o país e todo seu establishment são abalados, notadamente por não darem respostas suficientes as demandas dos agentes em mobilização. Este cenário de efervescência social dura ao menos até 2015, quando das manifestações pró e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff3.
2 http://fsindical.org.br/midias/arquivo/b7ad40c7ceaa81105d870c9c6793e0f7%201.pdf . Acessado em
17/3/2016
3 Poderíamos cogitar – como fizemos – a possibilidade de que a onda siga no mínimo até a Greve Geral
parece-4
Gostaríamos de trabalhar com quatro características das ondas de protestos que para nós parece ajudar a compreendermos elementos próprios da onda brasileira, a primeira delas é o que Tatagiba(2014) definiu como “madrugadores” ou “iniciadores” por McAdam (1995) e nos utilizaremos uma metáfora com as ondas dos mares para aprofundarmos o entendimento.
Madrugadores – A fase submersa da onda
Se pensamos na dinâmica de uma onda (aqui falamos daquelas do mar), antes do seu pico, no momento em que ela quebra, existe uma fase submersa, que não se vê com clareza na superfície, mas embaixo já há uma ebulição formando a onda. Em determinado momento, a força dessa água se acumula suficientemente para emergir a superfície, criando os primeiros movimentos que conseguimos ver a “olho nu”. A partir disso, a onda pode fortalecer, enfraquecer, acelerar ou retardar seu movimento; até que atinge um momento de pico e quebra no litoral. Parece-nos que as greves dos operários da construção das Usinas Hidrelétricas de (UHE) Jirau, Santo Antonio e Belo Monte4 são exatamente essa fase submersa da onda de protesto. Desta forma, já fazia parte da onda que iria eclodir mais para frente, mas não nos era possível percebe-las como pertencentes a essa dinâmica.
Barker retomando Draper (1965) acrescenta a essa análise a percepção de que em alguns casos a “juvenilidade” e “falta de experiência” dos “iniciadores” podem ser um incentivo para que eles se lancem a luta. Ou seja, sem a completa capacidade de perceber se e como poderiam vencer, os “iniciadores” providenciam os requisitos necessários para iniciar uma revolta repentina. Também podemos fazer um paralelo com os operários da de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte, visto que, como esperamos ter demonstrado em CAMPOS (2016), estes trabalhadores possuíam pouquíssima experiência anterior de mobilização e apoio de organizações e sujeitos mais experientes nas lutas sociais.
As “Jornadas de Junho”
Prosseguindo com a metáfora da onda: se as greves das UHE citadas acima são a fase submersa da onda brasileira de protestos, os confrontos ocorridos em junho e julho de 2013 com certeza são o momento ápice da onda e encaminha-se para quebrar no litoral.
nos que as manifestações que cominam na greve geral fazem parte de uma onda menor e mais restrita, não havendo vínculo com a onda de protestos de 2011 a 2015.
5
Assim, uma tensão social que já estava presente na sociedade brasileira rompe as aparências de normalidade e coloca novamente os movimentos sociais em geral no centro do cenário político. Assim, no dia 13 de junho de 2013, quando a Polícia Militar do estado de São Paulo reprime desproporcionalmente alguns milhares de jovens, há um momento de virada na conjuntura política e na manifestação seguinte, 17 de junho, convocada pelo Movimento Passe-Livre (MPL) centenas de milhares de jovens e trabalhadores atendem o chamado não só em São Paulo, mas em todo o país. Pegando todos de surpresa as “Jornadas de Junho” desestabilizam o jogo político, seja institucional ou não. Apenas a título de exemplo, a aprovação da ex-presidente Dilma Rousseff caiu 27 pontos percentuais em três semanas segundo pesquisa do Datafolha5. Claramente, ainda há muitas hipóteses e interpretações sobre os desdobramentos e significados das “Jornadas de Junho”, mas esta não é nossa preocupação aqui – ainda que seja fundamental, trazemos o exemplo das “Jornadas”, primeiro, para concluirmos a metáfora sobre as fases de uma onda, e em seguida compreendermos as diversidades presentes dentro de uma mesma onda de protestos.
Assim, para todos que vivenciaram as manifestações de Junho de 2013 é perceptível a pluralidade de atores políticos e demandas. A partir das manifestações por melhores mobilidade e transporte públicos, e pela redução das passagens de ônibus, se desencadeou toda uma gama de reivindicações mais ou menos conectadas a pauta inicial. Assim, o “não é só pelos 20 centavos” desenvolve-se para lutas por melhorias na saúde e educação pública. Também desenvolvem-se manifestações com a hastag #nãovaitercopa em alusão a Copa do Mundo de Futebol. Ainda que seja uma pauta continua no Brasil, o combate a corrupção começa a ganhar maior projeção ainda em 2013.
Inclusive, ao perceberem que perdiam o controle sobre as pautas levantadas nas manifestações, o MPL retira-se do segundo ato multitudinário no dia 20 de junho conjuntamente com outros movimentos e partidos da esquerda tradicional.6 Ao mesmo tempo, as centrais sindicais buscam chamar greves gerais para os dia 11 de julho e 30 de agosto, mas os atos são minoritários e não ganham a projeção esperada, e são caracterizados como “Dias nacionais de lutas/paralisações”.
Enfim, tentamos retomar algumas reivindicações levadas nas “Jornadas de Junhos”, se é possível esta pluralidade de demandas e atores em manifestações conexas em poucas semanas, também é possível em uma onda de protestos mais longa. Desta
5 Fonte: Acessado em 2/4/2018 - https://goo.gl/fMMjKg 6 Fonte: https://goo.gl/QAwyw1 Acessado 2/4/18
6
forma, percebemos um fio condutor desde as greves por rebelião operária das UHE de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte até as manifestações pró e contra impeachment, visto que há uma pluralidade de atores políticos(trabalhadores, jovens, precariado, classes médias, elites, etc) e, também, de demandas aos interlocutores, inclusive opostas entre si (mais investimentos em serviços públicos, menos intervenção estatal, mais participação democrática, intervenção militar, melhores condições de trabalho e salário, etc).
Mas há algo que unifica estas manifestações: a crise econômica se aprofunda no início do governo Dilma, chegando aos pontos mais críticos nos anos de 2016/17, e abre-se um período de disputa – o que Bringel chamou de “abertura societal” – pelos rumos do país para sair dessa crise, as “Jornadas de Junho” escancaram essa disputa e os diversos atores políticos saem as ruas para confrontar-se a partir dela.
As manifestações pró e contra impeachment
A diversidade de pautas e demandas seria perfeitamente retratadas ao analisarmos as manifestações entorno do impeachment da presidente Dilma, tanto por terem polos opostos em confronto, como dentro de um mesmo polo, existirem perspectivas e demandas diferentes. Mas aqui abordaremos estas manifestações para tratarmos das irregularidades e descontinuidades dentro de uma mesma onda de protestos. Devemos afastar a ideia que uma onda de protestos significa manifestações públicas ininterruptas, com as mesmas demandas e atores políticos. Na nossa visão, não é como entendem Barker e Tarrow, assim é possível passar meses – como se passou no Brasil – sem grandes manifestações públicas, mas pelas continuidades entre elas, percebermos que se trata de um mesmo ciclo.
Dentro dos debates políticos e análises da bibliografia sobre o tema, existem pensadores que aproximam mais ou menos e por perspectivas diferentes as “Jornadas de Junho” com as manifestações acerca do impeachment. Há aqueles que veem como ato continuo, inclusive percebem Junho sendo o germe do golpe. Outros acreditam que as chamadas manifestações dos “verde-amerelo” são a própria antítese e derrotada das manifestações de Junho. Ora, enquanto analistas, basta-nos perceber que há continuidade, na descontinuidade. Como afirmamos acima,as “Jornadas de Junho” abrem espaços para disputas dos rumos que o Brasil deve tomar para sair da crise econômica, política e social que se insere no último período. Assim, as manifestações pró impeachment tem um perfil social e ideológico completamente distinto do que foi Junho, mas ambas inserem na mesma onda de protestos.
7
Analisar as manifestações pró e contra o impeachment é interessante também para debatermos as relações dos agentes políticos com seus interlocutores, ou seja, para quem suas reivindicações são demandadas e quais são as respostas. Neste caso, as manifestações se dirigiam ao Congresso e STF para que o processo de afastamento da presidente Dilma se concretizasse ou não. A confirmação do impeachment não só confirma a maior força das manifestações da direita, mas, principalmente, a maior permeabilidade do Estado a essa demanda neste momento.
Repertório e performances
Para Tarrow (2009) repertório é o que as pessoas sabem sobre como fazer para se atingir determinado objetivo e que os outros esperam que elas façam, permeado pela influência da estrutura a que se está inserido os agentes sociais e quais reivindicações colocam. Tilly definirá como “um conjunto limitado de rotinas que são aprendidas, compartilhadas e postas em ação por meio de um processo relativamente deliberado de escolha” (Tilly, 1995, p. 26). Já as performances são aquelas ações (táticas) utilizadas pelos atores coletivos quando agem conflituosamente, são a forma de exposição dos movimentos. Assim, são aquelas ações públicas, como petições, protestos, ocupações, marcha, etc, que os movimentos utilizam para marcar suas demandas às autoridades como para criar identidade e manter seus adeptos.
Como percebe McAdam (1995) podemos perceber que repertórios desenvolvidos pelos iniciadores – os trabalhadores grevistas das UHE de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte recorrem a greves selvagens, recurso a violência, por fora das organizações tradicional dos movimentos, etc) de certa maneira se reproduziram nos “continuadores” – os black blocks das “Jornadas de Junho” são exemplo disso. Além da refutação das estruturas tradicionais de representação, como sindicatos e partidos, presentes em Junho e nas greves por rebelião operária.
Mas não só isso, como observam Tatagiba et al(2015), as manifestações nas ruas era um espaço prioritário dos movimentos a esquerda, mas parece que nas “Jornadas de Junho” a direita foi chamada às ruas e apropriou-se deste como um locus para expressar suas demandas. Assim, durante as votações sobre o impeachment foi possível ver concomitantemente manifestações nas ruas pró e contra o impeachment.
8
Este trabalho parte da percepção que a crise econômica iniciada em 2008, abre uma onda de protestos por todo o mundo, iniciando-se no Oriente Médio e norte da África e posteriormente se espalhando por Europa e Américas; o que (re)confirma a necessidade de analisarmos os movimentos sociais através de uma perspectiva marxista, dando atenção necessária para as implicações decorrentes das estruturas sociais e econômicas do capitalismo avançado. Propomos fazer isso através da aproximação entre conceitos e abordagens produzidas pela Teoria do Confronto Político com uma abordagem marxista, não estamos sozinho ao fazer isso Barker et al(2013) percebem que existe nesta teoria retomada de algo fundamental para o marxismo: a relação das partes com o todo, entre a política e a economia. Assim, Tilly, McAdam e Tarrow reintegram as greves, as revoluções e outras formas de conflitos, e, com isso, percebem que a resistência do “dia-a-dia” está conectada com os processos de transformação profunda.
Para isso, buscamos realizar um estudo sobre a onda de protestos no Brasil, compreendida do período de 2011 e 2015, e através do desenvolvimento de acontecimentos específicos dessa onda, compreender características inerentes ao conceito de ondas, como trabalho por Barker (2014). Assim, esperamos ter cumprido dois objetivos: avançar na compreensão das ondas de protestos e seus funcionamentos, e entender a onda de protestos do período recente do Brasil, delimitando entre 2011 e 2015.
Referências Bibliográficas
ALONSO, Angela. As teorias dos movimentos sociais: um balanço do debate. Lua Nova, 2009, n.76, pp. 49-86.
BARKER, Colin et al. Marxism and Social Movements: An Introduction in BARKER Colin, COX Laurence, KRINSKY John, Gunvald NILSEN Alf, ed, Marxism and Social Movements, Leiden/Boston, Brill, 2013, pp. 1-37.
BARKER, Colin. “O movimento como um todo”: ondas e crises. Revista Outubro. n.22, 2014: pp.5-34.
BRINGEL, Breno; FALERO, Alfredo. Movimientos sociales, gobiernos progresistas y estado en América Latina: transiciones, conflictos y mediaciones. Caderno CRH, Salvador, v. 29, n. SPE 03, p. 27-45, 2016
BRINGEL, Breno; PLEYERS, Geoffrey. Junho de 2013… dois anos depois: Polarização, impactos e reconfiguração do ativismo no Brasil. Nueva Sociedad, v. 259, p. 4-17, 2015. CAMPOS, Cauê. Conflitos trabalhistas nas obras do PAC: o caso das Usinas Hidrelétricas de Jirau, Santo Antônio e Belo Monte. Campinas, SP: Dissertação, 2016 ESTANQUE, Elísio; COSTA, Hermes A. Labouer relations and social movements in the 21st century. In: ERASGA, Denis(ed.). Sociological Landscapes: Theories, Realities and Trends. Rijeka: Intech, 2012.
9
GALVÃO, Andréia. Marxismo e movimentos sociais. Crítica Marxista, n.32, pp.107 - 126, 2011.
GALVÃO, Andréia. O sindicalismo enquanto movimento social: enfrentando rupturas e dicotomias. In: 38º Encontro Nacional da ANPOCS, 2014, Caxambu. GT 14 entre as ruas e os gabinetes: institucionalização e constestação nos movimentos sociais latino-americanos, 2014.
MCADAM, Doug; TARROW, Sidney e TILLY, Charles. Para mapear o confronto político. Lua Nova [online]. 2009, n.76, pp.11-48
PORTA, Donatella della. Social movements in times of austerity: bringing capitalism back into protest analysis. Cambridge: Polity Press, 2015.
STANDING, Guy. O precariado: a nova classe perigosa. São Paulo: Autêntica, 2013. TARROW, Sidney. O poder em movimento: Movimentos sociais e confronto político. Petrópolis: Editora Vozes, 2009.
TATAGIBA, Luciana. 1984, 1992 e 2013. Sobre ciclos de protestos e democracia no Brasil, Política e Sociedade, vol. 13, n. 28, setembro/dezembro, 2014, p. 35-62.
TATAGIBA, LUCIANA; TEIXEIRA, A. C. C. ; TRINDADE, THIAGO APARECIDO . Protestos à direita no Brasil (2007-2015). In: Sebastião Velasco e Cruz; Andre Kaysel; Gustavo Codas. (Org.). Direta volver! O retorno da direita e o ciclo político brasileiro. 1ed.São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2015, v. 1, p. 197-213.
TILLY, Charles. Contentious repertoires in Great Britain, 1758–1834’, Social Science History 17, 2: 253–80, 1993
TILLY, Charles. Movimentos sociais como política. Revista Brasileira de Ciência Política, nº 3. Brasília, janeiro-julho de 2010, pp. 133-160.
TILLY, Charles. "Repertoires of contentions". In:___.Regimes and repertoires. Chicago: University of Chicago Press, 2006, pp. 01-89.