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Relatório e Contas 2015 Annual Report Rapport Annuel

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Academic year: 2021

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Relatório

e Contas

2015

Annual Report

Rapport Annuel

(2)

Pioneers

simplifying life

Pionniers

en facilitant la vie

Pioneiros

a simplificar

a vida

A SIBS existe para tornar simples o que já foi complicado.

Por isso, hoje, quando pensa numa transação financeira

pensa sempre em algo que se faz com o mero pressionar de

um botão ou o passar de um cartão. E é para que continue

a pensar assim que, ano após ano, o Grupo SIBS inova,

estudando e desenvolvendo novas soluções que fazem com

que a vida de todos nós, pessoas e empresas, seja ainda

mais simples.

SIBS makes our life simple. Today, when you think of a financial transaction you always

think of a simple touch of a button or using a card. To keep it that way, year after year,

SIBS Group innovates and develops new solutions that make our lives, individuals and

companies, even simpler.

SIBS simplifie notre vie. Aujourd'hui, quand on pense à une transaction financière, on

pense naturellement en presser un bouton ou en utilisant une carte bancaire. Pour que cela continue, année après année, SIBS Groupe innove et développe de nouvelles solutions qui rendent notre vie, individus et entreprises, encore plus simple.

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Contas

Consolidadas

Consolidated Accounts

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Contents

Index

(5)

Índice

I – RELATÓRIO DE ATIVIDADE 3

Introdução 5

Grupo SIBS num relance 5

Principais acontecimentos 2015 8

Enquadramento de mercado 11

Atividade da rede empresarial SIBS em 2015 14

Processamento de transações e gestão de rede 14

Soluções de pagamento 27

Principais desenvolvimentos na oferta para o mercado internacional 29 Soluções de outsourcing de processos de negócio 30

Produção de cartões 30

Recursos humanos do grupo SIBS 32

Análise Financeira 33

Ganhos operacionais consolidados 33

Gastos operacionais consolidados 34

Resultados consolidados 35

Investimentos consolidados 35

Ativo consolidado 36

Capital Próprio e Passivo consolidados 37

Considerações finais 38

II – DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 39

Balanço Consolidado 41

Demonstração dos Resultados Consolidados 42

Demonstração do Rendimento Integral Consolidado 43

Demonstração de Alterações nos Capitais Próprios Consolidados 44

Demonstração de Fluxos de Caixa Consolidados 45

Anexo às Demonstrações Financeiras Consolidadas em 31 de Dezembro

de 2015 e 2014 46

III – RELATÓRIO E PARECER DO CONSELHO FISCAL 103

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Activity Report

Rapport d’Activité

01.

Relatório

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Introdução

Grupo SIBS num relance

Com mais de três décadas de existência, o Grupo SIBS disponibiliza, a mais de 300 milhões de utilizadores, em várias geografias os mais modernos, fiáveis e seguros serviços financeiros, designadamente na área dos pagamentos. É uma referência internacional e um dos maiores processadores de pagamentos da Europa e África, transacionando cerca de três mil milhões de operações financeiras com um valor superior a 4.5 mil milhões de euros por ano. Entre as marcas mais conhecidas pelos utilizadores estão o MULTIBANCO, o MB NET e, mais recentemente, o MB WAY. Com uma história de sucesso pautada pela inovação e competitividade, as empresas que compõem o Grupo SIBS – SIBS Forward Payment Solutions, SIBS Pagamentos, SIBS Cartões, SIBS Processos, SIBS International e SIBS Gest – mantêm-se focadas no seu crescimento e na prestação de serviços inovadores que facilitem o dia-a-dia dos seus clientes particulares e empresariais.

A SIBS SGPS – Partner in Payments é a holding do Grupo responsável pela gestão de várias participadas, empresas especializadas em áreas de serviço críticas que atuam essencialmente no sector dos pagamentos eletrónicos.

A SIBS e em particular a sua marca bandeira – MULTIBANCO— tornaram-se parceiros dos Portugueses em apenas 3 décadas. A qualquer hora e em qualquer lugar, é sempre possível ter acesso a um Caixa Automático MULTIBANCO, para levantar dinheiro, fazer transferências, pagar contas, consultar saldos bancários ou executar pagamentos ao Estado, entre outras operações. São inúmeros serviços que a SIBS põe à disposição dos cidadãos e no qual se incluem também ações de solidariedade através do ‘Ser Solidário’.

A SIBS Forward Payment Solutions (SIBS FPS) é a empresa que tem a seu cargo o core do negócio do Grupo, originalmente desempenhado pela SIBS, sendo a empresa responsável pelo processamento e soluções de pagamento. É à SIBS FPS que compete a gestão da Rede MULTIBANCO nos seus múltiplos canais - desde os CA e TPA, aos meios online ou telemóveis, assegurando o processamento completo das transações entre emissores e acquirers em múltiplas redes (Visa, Mastercard, Amex, entre outros), em múltiplos equipamentos e com múltiplos protocolos. A empresa funciona também como câmara de compensação.

O MULTIBANCO, criado a 2 de Setembro de 1985 com a instalação da rede de Caixas Automáticos, foi inovando ao longo dos anos com a introdução de uma série de operações únicas, assumindo-se 30 anos depois como o serviço de referência do Grupo SIBS e caso de sucesso internacional, replicado inclusive nalguns mercados internacionais. É a marca que representa a Rede de Terminais, Caixas Automáticos (CA) e Terminais de Pagamento Automático (TPA), geridos pela SIBS FPS.

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Esta empresa é igualmente responsável pela prestação de serviços de prevenção, deteção e investigação de fraude, ao nível das melhores práticas mundiais, fazendo do sistema de pagamentos nacional um dos mais seguros do Mundo.

A SIBS Gest – Optimized Shared Solutions gere os serviços partilhados e o património do Grupo. Com um papel transversal a todas as empresas, a SIBS Gest desempenha diversas atividades essenciais para o funcionamento e apoio de todas as empresas, nomeadamente contabilidade, gestão financeira e faturação, manutenção dos edifícios, gestão dos sistemas corporativos e de suporte ao negócio, gestão de Recursos Humanos e manutenção do sistema de contabilidade analítica e controlo financeiro.

Criada em Março de 2011 como instituição de pagamento representada no Banco de Portugal, a SIBS Pagamentos – Empowering Payment Systems tem a seu cargo a gestão dos schemes MB e MB SPOT, reconhecidos internacionalmente como casos de sucesso e inovação, e a gestão dos serviços de acquiring prestados nos Caixas Automáticos da Rede MULTIBANCO. É a empresa do Grupo que assume a função de think-tank para o sistema de pagamentos em Portugal.

O scheme MB SPOT representa as 60 operações únicas e de valor acrescentado que estão disponíveis nos vários canais: Caixa Automático, TPA, internet e telemóveis. São o caso do pagamento de serviços, pagamentos ao Estado, o carregamento de telemóveis, o carregamento de passes, etc.

O scheme MB, que representa os serviços SEPA Compliant, disponibiliza o levantamento de dinheiro nos Caixas Automáticos e o pagamento de compras nos TPA dos estabelecimentos comerciais.

Com mais de uma década de existência, a SIBS Cartões – Advanced Card Solutions é a empresa do Grupo SIBS que disponibiliza um serviço especializado na área de personalização de cartões e atividades complementares. É reconhecida como uma referência pela inovação e capacidade de resposta às iniciativas de clientes e parceiros. Destacou-se como sendo das primeiras empresas nacionais a personalizar combo-cards não normalizados, cartões com tecnologia contactless e cartões com assinatura digital com recurso a certificados digitais. A SIBS Cartões cumpre as melhores práticas do mercado na produção e processos, na absoluta confidencialidade dos dados tratados, nas instalações e armazenamento em cofres seguros e está certificada por todos os organismos internacionais que regulam o setor onde atua. A sua atual carteira de clientes é composta por entidades dos mais variados setores, do financeiro aos transportes, passando pela grande distribuição e Estado.

A SIBS Processos – Transforming Business Processes tem como objetivo a conceção, implementação e gestão de soluções de Business Process Outsourcing (BPO) através do desenvolvimento de tecnologias inovadoras e soluções de otimização para fazer face aos desafios do processamento intensivo, proporcionando mais eficiência aos clientes. Criada em Março de 2002, a SIBS Processos foi responsável pelo lançamento de soluções inovadoras no âmbito do backoffice bancário, como o sistema de troca de imagens eletrónicas de cheques, eliminando toda a consequente circulação de papel nos seus clientes. Anualmente, a empresa processa mais de 200 milhões de operações de negócios.

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Em 2014, a SIBS Processos criou uma filial em Castelo Branco, denominada PROCESSOS CB, S.A., na qual desenvolve uma componente importante da sua atividade de backoffice. Por tudo isto, a SIBS Processos posiciona-se hoje, como um importante parceiro de negócio.

A SIBS International – Worldwide Payment Solutions é a empresa do Grupo SIBS que exporta o know how adquirido ao longo dos anos, através da oferta de soluções de pagamento inovadoras, seguras e flexíveis. Da segurança dos sistemas financeiros à personalização de cartões, tem um portfolio alargado que lhe permite uma forte presença internacional. É um negócio de valor acrescentado para Portugal, pois tudo o que exporta é 100% nacional. Em 6 anos está presente em mais de 10 países, com destaque para Angola, Moçambique, Argélia, Nigéria, Polónia e Malta. O produto core da empresa é o EPMS, sistema desenvolvido in-house exclusivamente com know how português e que cumpre os requisitos de soluções com cobertura total das necessidades dos sistemas de pagamento. Como características distintivas face a outros grandes players internacionais, a empresa apresenta soluções customizadas às necessidades específicas de cada país. Após 32 anos de existência a SIBS não se esgota no que foi feito e está consciente do muito que tem para fazer, dentro e fora das fronteiras portuguesas, e assume o compromisso de continuar a inovar, a lançar novos produtos e a trabalhar para continuar a prestar um serviço de excelência às populações, independentemente do local onde estejam.

Neste sentido, a estratégia do Grupo SIBS para o período 2016-2020 está assente em quatro vetores estratégicos:

 Promover a utilização de instrumentos de pagamento eletrónico;

 Desenvolver modelos de negócio potenciadores de diferenciação;

 Potenciar as formas de pagamento e as operações com a sua evolução digital;

 Reforçar a segurança e a eficiência das soluções de pagamento disponibilizadas no mercado.

Tivemos sucesso no passado, temos sucesso no presente e vamos continuar a trabalhar para termos sucesso no futuro.

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Principais acontecimentos 2015

O ano de 2015 foi repleto de atividades e novidades, desde a nomeação dos novos órgãos sociais para o Grupo SIBS, à comemoração dos 30 anos do serviço que esteve na génese da empresa, o MULTIBANCO.

Quando no dia 2 de Setembro de 1985, a SIBS instalou um conjunto de nove Caixas Automáticos MULTIBANCO em Lisboa e no Porto iniciava-se uma nova era na vida dos portugueses. Trinta anos depois o MULTIBANCO é um serviço incontornável em Portugal porque facilita o dia-a-dia de particulares e empresas, disponibilizando dezenas de operações que podem ser acedidas e usadas de uma forma cómoda, fácil e segura, que apesar de um ambiente económico ainda instável, o ano de 2015 voltou a ser um ano de recordes para a SIBS no que concerne ao número total de operações processadas na rede MULTIBANCO com 2,3 mil milhões de operações de cartão processadas, o que representa um crescimento global na ordem dos 5,7%.

Em 2015 foram efetuadas mais de 884 milhões de operações num valor superior a 58,3 mil milhões de euros nos cerca de 13 mil Caixas Automáticos existentes de norte a sul do país, incluindo as regiões autónomas dos Açores e da Madeira, disponíveis 24 horas por dia durante os sete dias da semana.

No que diz respeito ao número de Terminais de Pagamento Automático (TPA), no ano de 2015 manteve-se a tendência de crescimento já verificada em 2014, com um aumento de 6% face ao ano anterior, o que corresponde a cerca de 16 500 novos equipamentos.

Assinala-se, também, o estabelecimento de um novo recorde mensal de operações na Rede MULTIBANCO em Dezembro, com mais de 211 milhões de operações realizadas, ultrapassando a marca de 200 milhões alcançada em Dezembro de 2014.

Este foi também o ano de concretização de vários projetos estratégicos como o lançamento público do MB WAY, a solução de pagamentos móveis e de transferências P2P desenvolvida pelo Grupo SIBS, que visa dotar o sistema de pagamentos português de um instrumento adequado à tendência de desmaterialização e mobilidade que continuará a caracterizar a evolução dos sistemas de pagamentos. No final de 2015 o MB WAY contava com cerca de 97 mil cartões enrolled e com mais de 40 comerciantes com atividade (online e ponto de venda).

Trata-se da primeira solução interbancária que permite fazer compras de forma simples, cómoda e rápida através de uma aplicação para dispositivos móveis em que o número de telemóvel se “transforma” num cartão bancário. O MB WAY permite também fazer transferências interbancárias de dinheiro, de forma imediata, sem NIB ou IBAN, bastando colocar o número de telefone do destinatário. Tão fácil como enviar um sms. Mais que um produto, o MB WAY é uma plataforma de pagamentos que alargará continuamente as soluções mobile disponibilizadas aos stakeholders do sistema de pagamentos português.

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online 100% segura. O MB WAY continuará a evoluir, consubstanciando assim a mais recente e visível manifestação do ADN de inovação que tem caracterizado o Grupo SIBS ao longo da sua história.

É o MULTIBANCO mobile e a prova da inovação constante e da adaptabilidade da SIBS ao mundo atual.

Para além desta solução o ano de 2015 ficou ainda marcado pela disponibilização da funcionalidade Dynamic Currency Conversion (DCC) em TPA, permitindo aos utilizadores de cartões estrangeiros conhecer o valor que estão a transacionar na sua moeda nativa, assegurando o câmbio respetivo.

Em Maio de 2015, foi também assinado o acordo com a UnionPay International, o maior sistema de pagamentos do mundo, viabilizando a aceitação de pagamentos com cartões da marca UnionPay nos terminais automáticos da Rede MULTIBANCO, nomeadamente em comerciantes de setores tão diversificados como a restauração, hotelaria e retalho.

O Programa ARCTIC, que visa a renovação da infraestrutura de processamento da SIBS FPS, continuou o seu processo de desenvolvimento de forma a poder estar concluído e implementado a partir de 2016 e assim responder às exigências do mercado e dos clientes do Grupo SIBS.

No final de 2015, entrou em vigor o regulamento europeu relativo às taxas de intercâmbio aplicáveis a operações de pagamento associadas a cartões (“Multilateral Interchange Fees”), uma medida que poderá impulsionar a adoção de pagamentos eletrónicos, o meio mais cómodo, eficiente e seguro para a realização de compras. Esta regulação, é portanto, vista como muito positiva, sobretudo para a SIBS Pagamentos, uma entidade SEPA Compliant e gestora dos sistemas de pagamento MB e MB SPOT que incorporou as novas regras no scheme MB, preparando-o para os desafios concorrenciais que se avizinham.

No seu 5º aniversário, a SIBS International marca presença no Luxemburgo, ao ter sido selecionada por uma entidade bancária para prestar serviços de gestão de rede privada de ATM, acquirer e issuer, compensação e liquidez, gestão de fraude e gestão de personalização de cartões. Chegou ainda ao continente asiático com o arranque de um projeto para implementação de uma solução SIBS para um banco privado em Timor-Leste.

Na Polónia, após o serviço de cash loan, que permite a obtenção de um crédito imediato através de um Caixa Automático, a SIBS International apresentou em 2015, o BLIK, solução de pagamentos móveis que permite efetuar pagamentos e levantamentos de numerário à distância e sem cartão.

No segundo semestre de 2015, a SIBS Processos lançou um novo serviço de tratamento de penhoras bancárias assente numa plataforma que assegura a otimização do processo de tratamento das mesmas, automatizando várias atividades de recolha e validação de regras de negócio.

O serviço de Contact Center da empresa também apresentou uma grande evolução com o tratamento de cerca dois milhões de chamadas.

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Com o objetivo de reorganizar a presença das empresas e das suas marcas online, deu-se ainda início ao Projeto de Reestruturação dos Sites do Grupo SIBS. Para além de afirmar a sua aposta na inovação, a SIBS pretende com esta iniciativa reforçar a notoriedade das empresas e marcas do Grupo e as ofertas que tem disponíveis.

Estas são as linhas gerais do ano que terminou, mas os sucessos alcançados pelo Grupo SIBS não fazem a empresa abrandar o ritmo. Vamos continuar a trabalhar no futuro. A construir e a imaginar a melhor forma de satisfazer os nossos clientes, afirmando o posicionamento da SIBS como empresa eficiente e inovadora, mesmo em ambientes cada vez mais concorrenciais e exigentes.

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Enquadramento de mercado

O ano de 2015 caracterizou-se pela confirmação e aprofundamento da tendência de recuperação económica que se iniciou em 2014 após vários anos de contração da atividade económica. No entanto, os níveis de crescimento económico verificados foram ainda insuficientes para suportar uma dinâmica consistente de investimento e de redução dos níveis de desemprego.

Uma das mudanças ocorridas no ambiente económico face a 2014 relacionou-se com uma descida dos custos de financiamento suportados pelo tecido empresarial português. Esta descida, explicada pela estabilização da situação financeira do Estado Português e pela política monetária expansionista promovida pelo Banco Central Europeu, implicou uma redução importante do diferencial dos custos de financiamento das empresas portuguesas face às suas congéneres europeias. Não obstante esta normalização das condições de financiamento, os níveis de investimento encontram-se ainda longe dos níveis registados na primeira década deste século, em parte devido ao esforço de desalavancagem em curso na banca portuguesa e ao consequente aumento de exigência nos critérios de avaliação de risco e de rentabilidade nos projetos de investimento.

No que concerne à evolução do sistema de pagamentos e à atividade do Grupo SIBS em particular, o processo de ajustamento do sector bancário à nova realidade económica e regulatória tem resultado, conforme já acontecera em 2014, numa redução importante do número de agências bancárias, com consequente impacto no número de Caixas Automáticos (CA) na rede MULTIBANCO (i.e. redução de aproximadamente 2%), o que implicou uma descida, ainda que ligeira (i.e. 1%), no total de operações realizadas nos CA MULTIBANCO.

Por outro lado, a aceleração da atividade económica, e em particular do consumo privado (+2,6%), implicou uma subida expressiva do número de Terminais de Pagamento Automático (TPA) ativos face a 2014 (i.e. 6%) e das transações nestes processadas. Este crescimento expressivo explica-se igualmente pela crescente eletronização dos pagamentos na economia portuguesa, pelo continuado combate à fraude e evasão fiscal e, no caso do ano 2015, também pela generalização da aceitação de cartões por parte de um dos maiores retalhistas nacionais, que havia restringido parcialmente essa aceitação em 2012.

Tendências de mercado

No âmbito regulatório, e conforme se previra no Relatório e Contas de 2014, o ano fica marcado pela aprovação da atualização da Payments Service Directive (PSD II) e, com impactos mais imediatos, pela entrada em vigor do Regulamento 2015/ 751 de 29 de Abril, relativo às taxas de intercâmbio (Multilateral Interchange Fees ou MIF) aplicáveis a operações de pagamento baseadas em cartões.

A PSD II é, no essencial uma atualização da PSD I, aprovada em 2007, que traz como principal mudança a criação de uma nova categoria de prestadores de

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serviços de pagamentos, os Payment Initiation Service Provider (PISP) que passam por ser entidades externas ao ecossistema tradicional dos prestadores de serviços de pagamentos (e.g. bancos) - designados por Account Servicing Payment Services Providers (ASPSP) - e cujos serviços se baseiam no acesso às contas dos clientes para iniciar serviços relacionados com os serviços de pagamentos (e.g. verificação da disponibilidade de fundos). A intenção declarada da União Europeia parece ser a de fomentar o desenvolvimento de players vocacionados para a oferta de serviços inovadores, em especial nos pagamentos mobile e online.

A aplicabilidade da PSD II coloca ainda diversos dúvidas e desafios, nomeadamente sobre as condições de segurança inerentes ao acesso de terceiras entidades à infraestrutura tecnológica dos ASPSP ou sobre a responsabilidade financeira por operações indevidamente autorizadas. Estas e outras questões deverão ser ainda alvo de guidelines da EBA (European Banking Authority) para que a sua aplicação seja clara, equitativa e inequívoca. A PSD II estabelece também novos critérios de segurança para os pagamentos online – que deverão igualmente ser detalhados pela EBA – e, entre outras alterações de menor impacto, estabelece a redução do limite da responsabilidade do “pagador”, de 150 para 50 euros, bem como condições de imputabilidade do mesmo “pagador” (nomeadamente a de que a perda, roubo ou apropriação abusiva seja ‘not detectable to the payer prior to a payment’) que a tornam praticamente inexistente fora dos casos de fraude ou incumprimento intencional ou com negligência grave das suas obrigações. Em todo o caso, a aplicabilidade da PSD II está dependente, como mencionado anteriormente, da emanação de guidelines por parte da EBA e da transposição da Diretiva para os diversos ordenamentos jurídicos nacionais, pelo que a sua aplicabilidade plena não acontecerá antes de 2018/2019.

Contrariamente à PSD II, o Regulamento 2015/751, relativo às taxas de intercâmbio (MIF) aplicáveis a operações de pagamento baseadas em cartões, encontra-se em vigor desde meados de 2015 embora as disposições dele constantes tenham prazos de aplicação diferenciados, sendo parte destas obrigatórias desde Dezembro de 2015 e as restantes apenas a partir de junho de 2016.

O tempo decorrido desde a aprovação e a entrada em vigor deste Regulamento não é ainda suficiente para que se observem na plenitude todos os seus efeitos, sendo no entanto de esperar que as alterações por ele promovidas venham a modificar significativamente os equilíbrios estabelecidos pelo mercado e a colocar em causa a sustentabilidade dos modelos de negócio vigentes. Sendo certo que os objetivos deste Regulamento são meritórios, nomeadamente a redução dos custos da aceitação de pagamentos com cartão e a criação de condições de concorrência a nível europeu nos mercados adjacentes (e.g. processamento), ao adotar uma perspetiva de integração europeia num mercado de âmbito fundamentalmente nacional (em Portugal cerca de 95% das operações são de âmbito nacional) ignoram-se as especificidades no funcionamento dos mercados nacionais e limita-se o incentivo à inovação e diferenciação locais, independentemente dos méritos e dos resultados dessas soluções nacionais.

Para já, o efeito mais imediato da aplicação do regulamento é a redução das taxas de intercâmbio recebidas pelos emissores de cartões e, assume-se, uma redução dos custos de aceitação suportados pelos comerciantes. Sendo certo que se verificou um aumento do número de operações nos TPA da rede MULTIBANCO não

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aceitação tenha sido passada para os consumidores sob a forma de preços mais baixos, conforme era intenção expressa no Regulamento. Certo é que esta redução das receitas dos emissores de cartões é significativa e, no caso português, dificilmente poderá ser compensada com o comissionamento de outras operações, ao contrário do que acontece em outros países da UE.

O risco para o sistema de pagamentos português prende-se com os constrangimentos que esta redução na capacidade de retenção de valor terá na disponibilidade futura para continuar a investir no desenvolvimento de produtos inovadores. Pese embora o facto do cartão de pagamento se revelar ainda como uma ferramenta primordial e indispensável do sistema de pagamentos, as novas tecnologias e os outros instrumentos de pagamento (e.g. transferências) têm vindo a assumir uma preponderância crescente, o que, a curto prazo, tenderá a alterar o paradigma de utilização de meios de pagamento. O aumento dos volumes de transações provenientes de dispositivos mobile e de lojas online (a que o MB WAY pretende dar resposta), resultam de uma progressiva integração dos ambientes físico e online, reflexo da disseminação de dispositivos que permitem um acesso omnipresente à internet.

Paralelamente, as instituições europeias, com destaque para o Banco Central Europeu (BCE), têm vindo a dar especial enfase à necessidade de criar uma solução de Instant Payments, com base na infraestrutura do scheme SEPA Credit Transfers, com interoperabilidade europeia, tendo em vista a promoção e o desenvolvimento de soluções pan-europeias de pagamentos móveis. Esta iniciativa, ainda em fase inicial de desenvolvimento, é mais um indicador do tipo de pressão regulatória e tecnológica a que o sistema de pagamentos português terá de dar resposta.

É por todos estes motivos que a capacidade do sistema de pagamentos português se regenerar é vital para que a SIBS continue a ser uma empresa eficiente e capaz de responder aos desafios que se anteveem. É por isso em áreas como os serviços de valor acrescentado aos comerciantes e o desenvolvimento de serviços de segurança (e.g. tokenização, fidelização, etc.) que a SIBS, e o sistema de pagamentos nacional, deverão concentrar os seus esforços de investimento, sob pena de perderem relevância e verem erodida a perceção de valor dos serviços prestados à sociedade.

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Atividade da rede empresarial SIBS em

2015

O ano de 2015 fica marcado pela capacidade da SIBS em atuar em consonância com os seus dois eixos estratégicos históricos: a satisfação das necessidades cooperativas e o crescimento, através do alargamento e flexibilização da oferta.

Processamento de transações e gestão de rede

Processamento de transações

Em 2015 a SIBS processou mais de 2,7 mil milhões de operações, com 84,8% realizadas na Rede MULTIBANCO, 14,2% realizadas no SICOI, Sistema de Compensação Interbancária, e as restantes 1,0% registadas na SIBS International.

Figura 1

Número de operações processadas Milhões 2.067 2.052 2.089 2.170 2.293 321 319 327 372 384 2015 +2,9% 2.676 2014 2.542 2013 2.415 2012 2.371 2011 2.388 Rede MULTIBANCO Compensação e SPGT/TARGET2

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No que respeita ao valor das operações, que ascendeu aos 3.744 mil milhões de euros, 96,9% registou-se no SICOI, 3,1% na Rede MULTIBANCO e 0,1% na SIBS International, confirmando a tendência registada no ano transato.

No que respeita especificamente à Rede MULTIBANCO, assistimos a um crescimento do número de transações na ordem dos 6%, maioritariamente assente no aumento das operações em TPA MULTIBANCO (i.e. cerca de 12%), bem como a um crescimento do valor transacionado de cerca de 5%, face a 2014.

As operações realizadas no canal Baixo Valor, que incluem o pagamento de portagens e de parques de estacionamento, consolidaram o seu crescimento em 2015 (i.e. 8% em número e 7% em valor, face a 2014) ocupando, novamente, o 3º lugar em volume de transações da Rede.

No que respeita ao valor, o Homebanking posiciona-se como o terceiro canal com maior relevância em valor transacionado, com mais de 14 mil milhões de euros transacionados. Este canal manteve o número de transações estável, com cerca de 70 milhões de operações.

Tabela 1 – Transações realizadas na Rede MULTIBANCO de 2014 a 2015 Milhares

* Inclui Internet, banca telefónica e CA de Redes privadas.

** Inclui faturas manuais da Amex, terminal bancário, TPA virtual e operações no estrangeiro.

Valor Valor Valor

CA MULTIBANCO 883.861 58.396.176 894.443 57.999.534 -1% 1% TPA MULTIBANCO 874.111 34.409.383 780.859 31.693.613 12% 9% Baixo Valor 360.860 943.603 334.711 880.003 8% 7% Homebanking* 69.968 14.113.102 69.524 12.824.993 1% 10% MB NET 12.015 367.478 10.647 322.746 13% 14% MB PHONE 2.665 20.918 4.010 26.488 -34% -21% Outros** 86.831 6.266.369 75.224 5.680.265 15% 10% Total 2.290.310 114.517.029 2.169.418 109.427.643 6% 5% 2015 2014 Variação Figura 2

Evolução da atividade SIBS

1986 1990 2000 2010 2015 CA MULTIBANCO TPA MULTIBANCO Cheques Pagamento serviços Efeitos Via Verde Portagens Transferências Publifone Publicidade em CA PMB MB PHONE Pagamentos ao Estado TARGET Carregamento de telemóveis Bilhetes de comboio Débitos diretos MB NET Via Verde gasolineiras Pagamento segurança social Via Verde parques SWIFT Carregamento de passes Contactless MB SPOT em TPA Licenças de pesca SEPA CT TARGET2 Licenças de caça SEPA DD Cash management MB DOX TPA Virtual SEPA 4 Corporates Transferências não SEPA 3D Secure Autenticação Forte (CAP) Autenticação forte (SMS token) MB WAY Transferências imediatas DCC TPA cross border 1 4 17 33 42 2,7 mil milhões de operações processadas

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Em Dezembro de 2015, o número de TPA da Rede MULTIBANCO situou-se perto dos 283 mil, o número de cartões superou os 20 milhões e o número de CA da Rede MULTIBANCO aproximou-se dos 12,5 mil. Quer o número de cartões quer o número de TPA voltaram a demonstrar uma evolução positiva quando comparados com os anos anteriores, contrariando a tendência da rede de CA, que desde 2010 apresenta taxas de crescimento negativas, refletindo o encerramento do número de agências bancárias.

Tabela 2 – Cartões e terminais

Complementarmente, a SIBS processa as transações realizadas no âmbito do SICOI, que em 2015 atingiu um volume de 383 milhões de transações e um valor de 3.436 mil milhões de euros.

Nos subsistemas do SICOI, desde 2000 que a utilização de Cheques e Efeitos (letras) tem vindo a decrescer, tendo estes alcançado em 2015 novos mínimos históricos, tanto em número como em valor.

Em sentido inverso, os volumes dos Schemes SEPA DD e SEPA CT têm continuado a aumentar, com crescimentos na ordem dos 27% e 8%, respetivamente.

Tabela 3 – Operações realizadas nos subsistemas do SICOI de 2014 a 2015 Milhares

Cartões/terminais 2015 2014 2013 Cartões 20.216.056 19.937.525 19.539.505

CA 12.437 12.701 12.963

TPA 282.758 266.601 256.491

Valor Valor Valor

SEPA DD 191.208 26.216.842 150.171 20.208.043 27% 30%

SEPA CT 146.158 271.991.954 135.557 227.696.216 8% 19%

Cheques 43.866 63.576.608 49.388 69.194.821 -11% -8%

TARGET 2 1.931 3.262.744.975 2.016 4.107.496.170 -4% -21%

Efeitos 225 1.946.348 273 2.248.703 -18% -13%

Transferências não SEPA 192 950.776 95 486.425 103% 95%

Débitos Directos 0 0 31.393 4.562.895 -100% -100%

Transferências 0 0 3.495 5.290.845 -100% -100%

Total 383.580 3.627.427.504 372.388 4.437.184.117 3% -18%

(19)

Evolução e perfil global das transações na rede MULTIBANCO

A Rede MULTIBANCO consolidou o crescimento apresentado desde 2013, com um aumento do número de operações de 5,7% face a 2014. Em detalhe, as operações em CA MULTIBANCO apresentaram uma ligeira diminuição (-1%), sendo compensadas quer pelo aumento das operações em TPA MULTIBANCO (+12%) quer pelo aumento das operações no canal Baixo Valor (+8%). As restantes operações também apresentaram uma tendência de crescimento, na ordem dos 9%.

Figura 3

Número de operações da rede MULTIBANCO Milhões

No que respeita ao mix de operações da Rede de CA MULTIBANCO, observou-se em 2015 o mesmo padrão histórico, sendo que os Levantamentos continuam a representar a principal operação, seguindo-se as Consulta de Saldos e Movimentos, com 33%, os Serviços Especiais, 5%, e os Pagamento de Serviços e Compras, 7%.

Figura 4

Número de operações na rede CA MULTIBANCO Milhões 896 889 893 894 884 760 738 781 874 288 294 318 335 361 123 132 147 159 174 731 2014 2.170 2015 2.293 2013 2.089 2012 2.052 2011 2.067 +2,6%

Outras operações Baixo Valor TPA MULTIBANCO CA MULTIBANCO

50 52 58 58 58 59 62 75 70 65 54 290 289 288 292 289 423 419 426 429 426 67 60 56 884 2015 40 2014 894 2013 893 2012 889 2011 896 Outras operações Levantamentos Serviços especiais

Pagamento de serviços / compras Consultas

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No que respeita às operações realizadas na rede TPA MULTIBANCO, verificou-se um crescimento bastante positivo face a 2014, com um aumento de 93 milhões de operações. Este crescimento reflete, maioritariamente, o aumento do número de compras realizadas com cartão na Rede MULTIBANCO.

Figura 5

Número de operações na Rede TPA MULTIBANCO Milhões

Figura 6

Perfil de utilização da rede TPA MULTIBANCO

O perfil de utilização da rede TPA MULTIBANCO manteve-se de acordo com o seu padrão histórico, destacando-se os terminais das gasolineiras e supermercados como os que apresentam uma maior média de utilização, registando 10.291 e 16.176 operações, respetivamente, por TPA MULTIBANCO. Na rubrica “Outros”,

851 759 711 2015 874 23 2014 781 22 739 2013 731 20 717 2012 738 20 2011 760 21

Outras Operações Compras

1.337 16.176 3.278 10.291 1.928 2.577 Nº médio de compras por TPA

18.767 Restaurantes 39.863

Gasolineiras 8.494 Comércio por grosso

Outros 57.160 Supermercados 14.449 Comércio a retalho 87.391 Nº de TPA com operações 28 82 28 29 70 46 Valor médio

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como os de instituições financeiras e seguradoras, turismo e atividades recreativas e administração pública, que pelas suas características representam um valor médio de compras elevado.

No seguimento das tendências recentes, temos vindo a assistir ao crescimento do número de operações efetuadas nos canais desmaterializados. Fazem parte desta área de negócio as operações denominadas de Baixo Valor (como o pagamento de portagens e parques de estacionamento), – host-to-host (operações bancárias realizadas através dos websites das entidades bancárias) e MB NET, entre outras. No ano de 2015, as operações através do canal Baixo Valor apresentaram um crescimento de 8% face ao ano anterior.

Figura 7

Número de operações Baixo Valor Milhões 41 32 29 30 31 237 252 277 292 316 14 12 2013 288 2012 10 2011 10 293 317 11 335 361 2015 2014

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No que respeita aos serviços prestados através do canal Host-to-Host, assistimos a uma estabilização do número de operações, com cerca de 70 milhões de operações processadas. No entanto, observou-se um aumento da preponderância dos Pagamentos de Serviços/Compras (67% do total de operações) face aos restantes serviços.

Figura 8

Número de operações Host-to-Host Milhões

O ano de 2015 voltou a revelar-se positivo para o serviço MB NET, dando continuidade ao crescimento evidenciado em anos transatos. O número de aderentes cresceu 5%, tendo sido realizadas 2,6 milhões de compras, no valor de 130 milhões de euros.

Figura 9

Perfil do Serviço MB NET Milhares 6 7 9 11 12 21 20 20 16 11 33 37 40 43 47 2014 2013 2012 2011 69 70 70 60 64 2015 Outras operações Carregamento de telemóveis

Pagamento de serviços / compras

1.560 1.355 1.163 985 824 2.640 1.953 1.625 1.450 2.239 2015 2014 2013 2012 2011 Número de compras Número de aderentes

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No dia 23 de Dezembro, novamente o dia com maior número de transações na Rede MULTIBANCO, o pico máximo do dia para a Rede CA MULTIBANCO ocorreu entre as 11 e as 12 horas (303 mil operações) e na Rede TPA MULTIBANCO entre as 17 e as 18 horas (400 mil operações).

Figura 10

Distribuição das operações realizadas Milhares. 23 de Dezembro de 2015 400 0 50 100 150 200 250 300 350 400 450 <24 <22 <17 <13 <15<16 <18<19<20<21 <12 303 <11 <10 <09 <07<08 <06 <05 <04 <03 <02 <01 <14 <23 CA MULTIBANCO TPA MULTIBANCO Hora do dia

No que respeita à relação entre compras e levantamentos observou-se uma evolução positiva em número (+13%) e em valor (+7%) face a 2014

Figura 11 Rácio compras/levantamentos 2011-2015 2,01 1,78 1,68 1,72 1,76 1,21 1,13 1,07 1,07 1,10 Valor Número 2015 2011 2012 2013 2014

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Parque de cartões

Atualmente, existem mais de 20 milhões de cartões registados na SIBS (cerca de 92% dos quais são co-branded MB com sistemas de pagamento internacionais). O número de cartões no final de 2015 aumentou em cerca de 300 mil face a 2014, mantendo-se a evolução positiva registada desde 2012.

Figura 12

Número de Cartões registados na SIBS Milhares 2015 20.216 2014 19.938 2013 19.540 2012 18.843 2011 18.626

Rede Caixas Automáticos MULTIBANCO

Em 2015, o número de CA MULTIBANCO seguiu a tendência de redução que se observa desde 2010. De registar que neste período o parque de CA MULTIBANCO sofreu uma diminuição de quase 1.700 terminais, tendo apresentado uma redução média anual superior a 2%.

O parque CA MULTIBANCO atingiu cerca de 12.400 terminais no final de 2015.

Figura 13

Número de Caixas Automáticos MULTIBANCO

12.437 12.701 12.963 13.400 13.911 2014 2013 2015 2012 -2,8% 2011

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O parque de CA MULTIBANCO assegura uma cobertura abrangente de todo o território, com as maiores concentrações a registarem-se no litoral, particularmente nas zonas urbanas de Lisboa e Porto.

Figura 14

Distribuição do parque CA-MULTIBANCO por distrito Dezembro de 2015 67 112 134 161 190 201 202 204 225 232 233 332 388 519 553 557 681 742 775 850 1.911 3.168 B RA G A SETU B AL P OR TO LI SB O A FAR O A VEI R O LEIRI A C OI M B RA SAN TAREM VI SEU FU NC H AL C AS TEL O B RANC O VI ANA D O C AS TE LO EV ORA P ONT A D EL GAD A VI LA RE AL B EJ A G U ARD A P OR TALE G RE B RA G AN C A AN G RA D O HER OI SM O HOR TA

Como esperado, os distritos de Lisboa e Porto são os que contam com um maior número de terminais (3.168 e 1.911, respetivamente), seguidos de Setúbal (850), Braga (775) e Aveiro (742). No que respeita à localização dos terminais, 47% encontram-se localizados junto de instituições financeiras (on-premises) – tipicamente em agências bancárias – e 53% fora destas, com maior concentração em Supermercados, Instituições Públicas e Estabelecimentos de Ensino, Estabelecimentos Comerciais e Estações de Serviço.

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Rede Terminais Pagamento Automático MULTIBANCO

A Rede de TPA MULTIBANCO deu continuidade ao crescimento apresentado no ano anterior, com um aumento do número de terminais de 6% face a 2014, o que representa cerca de 283 mil terminais que abrangem a generalidade dos sectores de atividade.

Figura 15

Número de TPA MULTIBANCO

282.758 266.601 256.491 259.831 274.080 2013 2014 2015 2012 2011 +0,8%

Conforme sucede com a rede de CA MULTIBANCO em Portugal, os TPA encontram-se maioritariamente instalados no litoral, com especial presença nos distritos de Lisboa e Porto.

Figura 16

Distribuição da rede TPA-MULTIBANCO em Portugal Dezembro de 2015 1.133 2.101 2.215 2.905 3.233 3.315 4.008 4.145 4.474 4.500 5.511 6.510 7.873 11.298 11.691 14.063 16.786 17.394 18.283 45.134 75.583 G U A R D A BE JA V IL A R EA L EV OR A PO N TA DE LG A D A CA ST EL O B R A N C O V IA N A DO CA ST EL O FUN CH A L V IS EU C O IMBR A SA N TA R EM LE IR IA A V EIR O BR A G A FA R O SE TUB A L 20.603 PO R TO LIS BO A A N G R A DO H ER O IS MO H O R TA PO R TA LE G R E BR A G A N CA

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Principais desenvolvimentos na oferta para o mercado nacional

O principal marco do ano findo foi o lançamento do novo produto MB WAY, traduzindo o reforço da aposta da SIBS na oferta de soluções de pagamento digitais. O ano foi ainda marcado por várias evoluções regulatórias, que permitiram nalguns casos o reforço da oferta. Em paralelo com o esforço de responder e antecipar em tempo útil as necessidades do mercado, prosseguiu a preparação da nova infraestrutura de processamento, que à semelhança de anos anteriores absorveu a maior parcela dos investimentos do exercício.

Culminando o investimento dos últimos anos, e depois de um período de piloto, foi lançado em Outubro o novo produto MB WAY. Através deste, os detentores de cartões MULTIBANCO dos bancos aderentes podem associar os mesmos ao respetivo número de telemóvel e assim fazer compras ou transferências imediatas através do smartphone ou tablet. Os principais bancos a atuar no mercado nacional já aderiram ao serviço, bem como um número considerável de comerciantes e entidades de abrangência nacional, nomeadamente (mas não só) nas respetivas plataformas online.

No decorrer de 2015 foi ainda iniciada a integração do serviço MB NET com o MB WAY, que se encontra já disponível, e que permite a geração, utilização e gestão dos cartões temporários diretamente através do MB WAY. Reforça-se deste modo a proposta de valor de segurança do MB NET com a conveniência do serviço MB WAY.

A SIBS reforçou desta forma o posicionamento no mercado de pagamentos digitais, proporcionando mais uma nova forma de pagamentos que aproveita as possibilidades criadas pela forte evolução nos dispositivos móveis nos últimos anos. Numa lógica de constante melhoria do serviço e sua adequação às necessidades do mercado, especialmente dinâmicas neste canal, encontram-se em preparação para o exercício de 2016 mais novidades no serviço MB WAY.

Aproveitando a oportunidade gerada pelo reforço das regras de segurança para pagamentos na Internet determinadas pela Autoridade Bancária Europeia, visando diminuir as fraudes relacionadas naquele contexto, a SIBS investiu numa nova plataforma segura de autenticação, aumentando a proposta de valor do produto MB CODE. Implementou-se assim uma nova plataforma com mecanismos de autenticação forte baseados em telemóvel, utilizando a tecnologia OTP (One Time Password) gerada em contexto seguro, e os standards Chip Authentication Program (CAP) da MasterCard. A solução tanto pode ser usada na oferta própria de serviços SIBS (junto dos respetivos clientes), como para os bancos incorporarem nos seus canais, suportando a autenticação segura para os seus clientes em pagamentos e online banking.

Deste modo, para além do upgrade obrigatório que o produto necessitava, na sequência do contexto regulatório referido, enriqueceu-se a oferta, permitindo aos bancos aderentes minimizar os respetivos custos de adaptação à regulamentação, utilizando a infraestrutura disponibilizada pela SIBS.

Introdução de novas evoluções nos serviços SEPA Direct Debit (DD) e SEPA Credit Transfers (CT), indo ao encontro de necessidades da comunidade bancária, destacando-se a introdução no SEPA DD de automatismos que permitem aos bancos uma gestão mais eficiente de autorizações de débito.

Também no contexto destes dois serviços, criou-se ainda um novo serviço para permitir aos bancos o cumprimento de regulamentação europeia, que determinou, a partir de 1 Fevereiro de 2016, a utilização apenas do IBAN (International Bank Account Number) para iniciar um pagamento SEPA CT ou DD, abandonando a exigência de BIC (Bank Identifier Code). O novo serviço oferece uma solução para o cumprimento desta legislação, proporcionando minimização de custos de adaptação aos bancos que a ele recorram.

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Na solução SEPA 4 Corporates, que confere aos aderentes que participam nos sistemas SEPA a utilização de ferramenta para a criação e gestão offline de ficheiros Customer-to-Bank SEPA (C2B), foram introduzidas novas funcionalidades, tendo em vista potenciar a sua utilização.

No serviço de deteção de fraude foram inseridos mecanismos que permitem endereçar de forma mais eficaz a prevenção de novos tipos de fraude com cartões, melhorando assim a qualidade deste serviço.

Na rede CA MULTIBANCO introduziram-se evoluções a diversos serviços especiais, correspondendo a solicitações de clientes, e foram criadas condições para a introdução de novos modelos de ATM.

A SIBS concluiu a sua participação no projeto Stork 2.0, co-financiado pela Comissão Europeia, onde integrou o consórcio português (liderado pela AMA - Agência para a Modernização Administrativa). A SIBS prestou a sua colaboração no fornecimento de know-how e na criação de condições para o piloto de interoperabilidade cross-border do cartão de cidadão para a autenticação em algumas operações bancárias (nomeadamente abertura de conta e homebanking). O piloto foi concluído com sucesso, tendo o papel da SIBS sido reconhecido como fundamental para o envolvimento da comunidade bancária portuguesa nos diferentes grupos de trabalho do projeto.

De referir ainda, no contexto do processamento de POS, o alargamento da proposta de valor do serviço Acquiring Cross-Border, com a inclusão de aceitação de cartões Amex na Rede TPA MULTIBANCO em Espanha.

Contexto normativo/regulatório

Com vista ao cumprimento de normativos legais e regulatórios, foram alcançados os seguintes resultados:

Implementação de alterações nos serviços SEPA CT e DD, com origem no Banco de Portugal e no European Payments Council.

 Incremento de níveis de segurança de aplicações e sistemas relevantes no contexto da norma PCI DSS (Payment Card Industry – data Security Standard)

Evolução da plataforma TPA virtual e da solução ACS para suportar o protocolo 3D Secure para operações com cartões American Express na Internet, conforme solicitação deste sistema de pagamento, tendo em vista o cumprimento das novas regras para este tipo de transações (a que já se fez referência anteriormente).

 Implementação de nova estrutura e conteúdos para reporte estatístico para o Banco de Portugal (IPSYS).

 Introdução de alterações no processamento de emissão, tendo em vista novos standards chip na emissão de cartões, nomeadamente para as marcas Visa (Integrated Circuit Card Specification v1.5) e Mastercard (protocolo Combined Dynamic Data Authentication).

Adaptação às releases semestrais de sistemas de pagamentos internacionais (tais como Visa, Mastercard, Amex, Trionis) que incidem sobre a vertente de processamento de acquiring.

(29)

Soluções de pagamento

Schemes MB e MB SPOT

No ano de 2015 o Scheme MB registou 717 milhões de operações com um valor transacionado acumulado superior a 37 mil milhões de euros. O Scheme MB SPOT, com mais de nove dezenas de serviços, apresenta mais transações e valor transacionado que o Scheme MB.

Figura 17

Operações Schemes MB e MB SPOT Milhões 2015 868 717 2014 850 709 2013 833 702 2012 804 699 Scheme MB SPOT Scheme MB 2013 35.585 2012 38.047 39.543 35.803 2015 46.263 37.152 2014 44.789 36.442

O mix de utilização do Scheme MB não se alterou no último ano, mantendo-se os Levantamentos como a operação mais utilizada (57%), seguida das compras (39%). Este ano, o Scheme MB passa a contabilizar também as operações MB WAY que, por se tratar do ano de lançamento, ainda tem expressão reduzida.

O número de cartões do scheme MB atingiu no final de 2015 18,6 milhões, um crescimento de 2% face ao ano anterior.

O número de terminais com aceitação do Scheme MB deu continuidade à tendência de crescimento, atingindo os 295 mil terminais, aumentando em cerca de 6% face a 2014.

O Scheme MB SPOT disponibiliza um vasto leque de operações de valor acrescentado nos pagamentos com cartão, contando-se entre as mais utilizadas as consultas, o pagamento de portagens com Via Verde, o pagamento de serviços e o carregamento de telemóveis. De entre as dezenas de operações destacam-se ainda os Pagamentos de impostos e Segurança Social, as Transferências MULTIBANCO e os diversos serviços de Adesão (e.g. Débitos Directos).

Note-se que a maioria destas operações MB SPOT está disponível nos mais diversos canais, desde as redes de CA e TPA MULTIBANCO, ao Homebanking e

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agora no telemóvel, através do MB WAY, com a comodidade e segurança de sempre.

Figura 18

Distribuição das operações MB SPOT Milhões 310,1 Pag. Serviços Portagens Carreg. Telemóveis 43,3 115,6 Cons. Saldos/Mov. 290,1 Transf. Multibanco 28,6 Outras 79,9

Do top 5 das transações realizadas destaca-se o crescimento das Portagens, com 8% de aumento face a 2014. Em sentido inverso, o carregamento de telemóveis continua a apresentar uma diminuição do número de operações, com uma variação negativa de 30% face ao período homólogo.

Serviços de acquiring

Os serviços de Acquiring da SIBS Pagamentos gerem a atividade de aceitação de alguns serviços MB SPOT na Rede MULTIBANCO bem como os schemes de cartões de sistemas de pagamentos internacionais nas redes de Caixas Automáticos.

Em 2015 a atividade de acquiring incidiu, maioritariamente, sobre o setor do pagamento de portagens, quer na solução disponibilizada à Via Verde, quer na solução de pagamento de portagens com cartão disponibilizada às concessionárias. No que respeita ao serviço de Acquiring na rede CA-MULTIBANCO, em 2015, os levantamentos com cartões not on-us em Portugal registaram um crescimento de 7% face a 2013, totalizando cerca de 17 milhões de operações, das cerca de 1,5 milhões de operações são DCC (Dynamic Currency Conversion), que cresceram cerca de 3% face a 2014.

Durante este ano houve duas novas adesões à segunda solução, por via da entrada de 2 novos emissores de redes privadas – Trafineo e PRIO.

Ainda em 2015, foram tomadas iniciativas com vista a disponibilizar novas soluções no mercado que deverão estender-se por 2016.

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Principais desenvolvimentos na oferta para o mercado

internacional

Em 2015 a SIBS International priorizou a consolidação da sua presença nos mercados internacionais onde já estava presente, tendo atingido um valor record de receitas próximo dos 11 milhões de euros.

Angola foi o mercado em maior destaque ao longo do ano 2015, tendo sido executados com sucesso diversos projetos com o processador interbancário com quem a SIBS tem vindo a colaborar continuamente. Os projetos mais relevantes incluem a disponibilização da funcionalidade para emissão dos cartões Visa, a conclusão da formação prolongada em diversas áreas da indústria de pagamentos, o arranque da monitorização e prevenção de fraude da rede interbancária e dos seus cartões. Foram igualmente executados com sucesso o suporte da atividade de processamento de emissão de cartões, e o suporte do software SIBS e manutenção da rede interbancária. Foram também concretizadas diversas formações com bancos comerciais locais.

Em Moçambique, o ano ficou marcado pelo término do projeto de implementação da solução de pagamentos eletrónicos para uma entidade interbancária. Ao longo do ano, foram efetuadas várias melhorias à solução inicialmente fechada com o cliente. Com o fim do projeto, terminou também o suporte à infraestrutura tecnológica da solução por parte da SIBS, migrando esta tarefa para a entidade interbancária.

Na Nigéria, a implementação de uma solução interbancária decorreu com dinamismo, estando praticamente finalizada. A mudança do governo no país, após as eleições presidenciais, e a queda do preço do petróleo impediu que a SIBS concretizasse com maior rapidez outras oportunidades que tem em aberto neste mercado.

Na Argélia, o suporte à rede dos terminais ATM de um banco público decorreu com grande dinamismo. O suporte providenciado pelas equipas SIBS tem ajudado este banco a aumentar continuamente a taxa de utilização da sua rede de terminais. Por outro lado, terminou com sucesso a instalação de uma solução mobile banking/payments pioneira no mercado Argelino.

Nos mercados europeus, o panorama não se tem revelado tão favorável como nos mercados africanos, também devido ao fraco crescimento económico desta área geográfica. Para contrabalançar esta tendência, na Polónia foram efetuadas várias evoluções da rede ATM local processada pela SIBS, incluindo a funcionalidade de depósitos e a certificação de novos terminais para serem ligados à rede. Foram igualmente acordados com este cliente grandes evoluções da sua rede para o próximo ano, incluindo dinamic currency conversion e cash positioning. No Luxemburgo a empresa foi selecionada por uma entidade bancária para prestar serviços de gestão de rede privada de ATM, acquirer e issuer, compensação e liquidez, gestão de fraude e gestão de personalização de cartões

Noutros continentes, o ano ficou marcado pelo arranque de um projeto para implementação de uma solução SIBS para um banco privado em Timor-Leste, marcando a entrada do Grupo SIBS no continente Asiático.

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Em paralelo, durante o ano de 2015, a SIBS International apostou em iniciar a prospeção comercial em novos mercados como por exemplo Cazaquistão, Chade, Chile, Gana ou São Tomé e Príncipe.

Soluções de outsourcing de processos de negócio

2015 foi um ano de concretização de duas grandes iniciativas no sector Bancário, a implementação da camara de penhoras e a concretização da oferta do serviço de abertura e manutenção de contas. A camara de penhoras entrou em produção em Novembro com um grande cliente, e o serviço de abertura e manutenção de contas tem contratada a adesão de um grande Banco Português.

Ainda no setor financeiro foi efetuada a adesão de mais dois Bancos ao serviço de cheques e foi efetuada a adesão de um novo banco para prestação dos serviços de Abertura de Contas e Penhoras em modelo as-is.

Fora do setor Financeiro verificou-se a expansão do negócio dos maiores clientes. De um ponto de vista interno, foi efetuada a renovação de diversos componentes tecnológicos da nossa plataforma (Ex. IQV, Biztalk, SQL Server), foi iniciado o desenvolvimento do projeto BI/BAM e a otimização da solução de arquivo digital entre outos.

Produção de cartões

A SIBS Cartões é desde a sua criação líder do mercado de personalização de cartões. No ano de 2015, a empresa continuou a merecer a confiança dos seus clientes, com liderança do mercado de personalização de cartões bancários em Portugal. A empresa personalizou 10,3 milhões de cartões, dos quais cerca de 6 milhões para clientes bancários. Estes resultados acentuam o enfoque no mercado bancário mas também realçam a importância do segmento não bancário, como complemento à sustentabilidade da empresa e diversificação da atividade.

O ano de 2015 caracteriza-se ainda pela desaceleração do esforço de emissão de cartões contactless para alguns emissores, pressionados pela redução de custos e inexistência de um parque de aceitação universal. O aumento do número de anos de validade do cartão e a racionalização da sua emissão, por parte das entidades bancárias, tem colocado pressão na redução do volume de produção.

Estes fatores levaram a uma redução superior a 30% na personalização de cartões bancários, face a 2014.

Para fazer face à diminuição da emissão bancária, a empresa manteve a estratégia de crescimento no sector não bancário, que representou um crescimento relativamente ao período homólogo de 80%., tendo ainda procurado dinamizar outros serviços que complementem a sua atividade, e que garantam a sua

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a comunidade bancária com a introdução em Portugal de um novo conceito que permite disponibilizar um cartão, de imediato, ao cliente com um baixo custo de operação, e atividades de apoio à emissão de cartões e gestão do serviço adaptados às necessidades dos clientes.

A empresa é certificada pela Visa, Mastercard e Amex, e renovou com êxito a certificação ISO 9001:2008, que atesta a sua focalização em prestar serviços de qualidade aos seus clientes, dentro das mais estritas regras de segurança.

Figura 19 Personalização de cartões Milhões de cartões 64% 67% 82% 79% 58% 36% 33% 18% 21% 42% 12 10 11 11 10 2011 2012 2013 2014 2015 Não Bancários Bancários Crescimento anual -12% 11% -6% -3% -2,77% CAGR

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Recursos humanos do grupo SIBS

O Grupo SIBS tem procurado que a gestão global dos seus colaboradores esteja alinhada com a estratégia, o ciclo do negócio e a concretização das suas expectativas num compromisso constante com os objetivos da empresa, tendo neste sentido vindo a promover o desenvolvimento transversal dos Recursos Humanos, independentemente da área de negócio e geografia em que desenvolvem a sua atividade.

Figura 20

Número de empregados

O quadro de pessoal do Grupo SIBS tem vindo a crescer em resposta ao crescimento de atividade das suas diversas empresas. Apesar do rejuvenescimento do grupo, tem continuado a existir uma aposta clara na solidez da experiência profissional dos seus recursos, o que se traduz numa reduzida rotatividade de pessoal, bem como num nível de antiguidade superior à média do mercado para empresas similares, mesmo incorporando novas áreas de negócio, como se demonstra na tabela seguinte:

Tabela 4 – Valores médios de pessoal de 2013 a 2015

55% 52% 52% 45% 48% 48% 707 780 817 2013 2014 2015 Mulheres Homens Crescimento anual 10% 5% Valores médios 2015 2014 2013 Idade 40 38 38 Antiguidade 10 9 9 Rotação 10% 11% 6%

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Análise Financeira

Ganhos operacionais consolidados

Os ganhos operacionais consolidados ascenderam a 164,9 milhões de euros, verificando-se um acréscimo de 5% face a 2014.

Tabela 5 – Evolução dos ganhos operacionais consolidados

O aumento nos ganhos operacionais da empresa resulta da combinação dos seguintes fatores:

 Decréscimo das Vendas no montante de 2,8 milhões de euros, devendo essencialmente à redução de vendas de cartões e diminuição do preço médio de venda de CA-MB;

 Aumento de 10,4 milhões de euros na Prestação de serviços, em resultado do seguinte:

o Aumento de atividade do serviço de Acquiring em cerca de 4,9 milhões de euros;

o Aumento do negócio internacional em 2,1 milhões de euros, com realce para os mercados de Angola (1,2 milhões de euros) e de Moçambique (0,5 milhões de euros).

 Aumento de 1,3 milhões de euros nos Outros ganhos operacionais, operacionais resulta essencialmente no registo de uma diferença de estimativa de imposto resultante do Sifide.

2015 2014 Var.

Abs. Var. %

Total 164.861 156.573 8.288 5%

Vendas 8.856 11.681 -2.826 -24%

Prestação de serviços 147.848 137.413 10.434 8%

Outros ganhos operacionais 8.158 7.478 680 9%

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Gastos operacionais consolidados

Os gastos operacionais consolidados atingiram cerca de 140,1 milhões de euros, representando um decréscimo marginal de 0,3 milhões de euros face ao ano anterior, como segue:

Tabela 6 – Evolução dos gastos operacionais consolidados

Contribuíram para a evolução dos Gastos operacionais os seguintes fatores:

 Custo das vendas diminuiu 2,4 milhões de euros, resultante da redução da venda de cartões e de CA-MB;

 Serviços externos diminuíram 0,3 milhões de euros, por via da conjugação dos seguintes fatores:

o Redução dos custos associados à estrutura de hardware e software do sistema central de processamento de transações e comunicações de circuitos CA-MB;

o Aumento da rubrica de Comissões Interbancárias no montante de 1,9 milhões, resultado do incremento do negócio de acquiring; o Aumento da rubrica de trabalhos especializados em 1,5 milhões de

euros em resultado do suporte a novos projetos, evoluções aos sistemas e manutenção aplicacional, aumento do volume de

2015 2014 Var.

Abs. Var. %

Total 140.459 140.769 -310 0%

Custo das vendas 7.710 10.120 -2.410 -24%

Serviços externos 84.851 85.133 -282 0% Infraestrutura tecnológica e comunicações 33.056 37.554 -4.497 -12% Comissões Interbancárias 27.714 25.851 1.863 7% Trabalhos especializados 13.926 12.381 1.545 12% Alugueres de instalações e outros alugueres 1.942 1.742 200 11% Comunicações 1.018 1.271 -253 -20% Publicidade 1.085 408 677 166% Outros 6.110 5.926 183 3%

Custos com o pessoal 35.405 35.100 305 1%

Depreciações e amortizações 12.199 7.620 4.580 60%

Imparidades 235 -13 248 na

Provisões -276 1.568 -1.844 na

Outros Gastos Operacionais 334 1.241 -907 -73%

(37)

 O aumento acentuado das amortizações é consequência essencialmente, do Programa ARCTIC, cuja primeira fase iniciou a sua depreciação em Outubro de 2014 (1,9 milhões de euros) e de hardware adquirido no final daquele ano.

Resultados consolidados

Fruto do aumento dos custos operacionais inferiores ao crescimento dos proveitos operacionais, resultado do esforço de melhoria de eficiência que permanentemente caracteriza a atividade do Grupo, o Resultado operacional consolidado cresceu 54% entre 2014 e 2015, traduzindo-se numa margem operacional de 14,7% (10,1% em 2014).

O resultado líquido do exercício para o mesmo período atingiu os 20,4 milhões de euros, mais 68% que em 2014.

Tabela 7 – Evolução dos resultados consolidados

Investimentos consolidados

Os investimentos da rede empresarial SIBS ascenderam, em 2015, a 16,3 milhões de euros.

Tabela 8 – Investimento bruto consolidado

2015 2014 Var.

Abs. Var. %

Resultado operacional 24.402 15.804 8.598 54%

Resultados financeiros 612 400 211 53%

Ganhos/perdas em associadas 1.324 893 431 48%

Outros ganhos e perdas 1 2 -1 -39%

Resultado antes de impostos 26.339 17.099 9.240 54%

Imposto sobre o rendimento -5.913 -4.971 -942 na

Resultado líquido consolidado

do exercício 20.426 12.128 8.298 68% Em milhares de euros 2015 2014 Var. Abs. Var. % Total 16.336 16.666 -330 -2% Investimentos tangíveis 3.217 6.804 -3.587 -53% Investimentos intagíveis 13.119 9.862 3.257 33% Em milhares de euros

(38)

Os investimentos efetuados decompõem-se, fundamentalmente, no seguinte:

 13,1 milhões de euros, nos investimentos incorpóreos, dizem respeito, essencialmente, à continuação da implementação da nova arquitetura de processamento (ARCTIC), à gestão de sistemas de mainframe, e à implementação do novo serviço MB WAY;

 Nos investimentos tangíveis, inclui-se fundamentalmente a aquisição de sistemas de processamento de transações, hardware (servidores e processadores), software e equipamentos de redes de comunicação (switchs).

Ativo consolidado

O total de ativos atingiu 159,0 milhões de euros, representando um aumento de 14,5 milhões de euros face a 2014.

Tabela 9 – Evolução do ativo consolidado

Ativos não correntes aumentaram 3,1 milhões de euros, fundamentalmente pelo investimento em ativos intangíveis;

Outros ativos correntes diminuíram 6,1 milhões de euros, destacando-se (i) 3,2 milhões de euros nos saldos de compensação associados ao negócio de acquiring, (ii) 0,7 milhões de euros em saldos com o Estado e Outros Entes Públicos, e (iii) 1,9 milhões de euros de custos diferidos com aluguer de equipamento informático;

2015 2014 Var.

Abs. Var. %

Total 159.003 144.507 14.496 10%

Ativos não correntes 82.359 79.209 3.149 4%

Inventários 2.608 1.752 856 49%

Clientes 20.265 15.848 4.417 28%

Outros ativos correntes 21.634 27.773 -6.139 -22%

Disponibilidades 32.138 19.925 12.213 61%

(39)

Capital Próprio e Passivo consolidados

O total do Capital Próprio ascendeu a 99,6 milhões de euros, representando um aumento de 15% face ao período homólogo.

O total do Passivo ascendeu os 59,4 milhões de euros, representando um incremento de 3% face a 2014.

Tabela 10 – Evolução do Capital Próprio e Passivo Consolidados

O aumento de 4,5 milhões de euros na rubrica de Capital social e reservas decorre, essencialmente, de resultados não distribuídos.

O aumento de 1,3 milhões de euros em Outros passivos correntes está relacionado, essencialmente, com saldos com o Estado e Outros Entes Públicos.

2015 2014 Var.

Abs. Var. %

Total 159.003 144.507 14.496 10%

Capital Próprio 99.601 86.803 12.799 15%

Capital social e reservas 79.175 74.674 4.501 6%

Resultado líquido 20.426 12.128 8.298 68%

Passivo 59.402 57.705 1.697 3%

Provisões 16.837 16.713 124 1%

Outros passivos não correntes 1.268 1.685 -416 -25%

Fornecedores 18.709 17.991 718 4%

Outros passivos correntes 22.588 21.316 1.272 6%

Referências

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