Solicitação de Propostas
RF040/SPEED/2014
O CUSTO DO FINANCIAMENTO EM MOÇAMBIQUE E O SEU IMPACTO NO DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL
Data de Emissão: 06 de Agosto de 2014
AVISO: Os Potenciais fornecedores que receberam este documento a partir de uma fonte diferente do
PROJECT SPEED DA USAID, Rua Beijo da Mulata nr.98, 2º andar, devem imediatamente entrar em contacto pelo [email protected] e fornecerem os seus nomes e endereço para correspondência, a fim de que as alterações ao RFP ou outras comunicações possam ser enviadas directamente para eles. Qualquer potencial Fornecedor que não registar o seu interesse assume total responsabilidade no caso em que não receber comunicações antes da data de encerramento. Quaisquer alterações a esta solicitação serão emitidas e publicadas no site www.speed-program.com
Sinopse da RFP
RFP Nº. 040/SPEED/2013
Data de Emissão 6 de Agosto de 2014
Título Contratação de 1 (um) consultor para a produção de um documento de discussão (estudo) e facilitação de um business breakfast sobre
O Custo do Financiamento em Moçambique e o Seu Impacto no Desenvolvimento Empresarial
Escritório de emissão & email/endereço físico para a submissão das propostas
SPEED Project,
Bairro da Sommerschield II, Rua Beijo da Mulata nr.98, 2º andar, Edificio Sun Square, Maputo-Moçambique
Escritório de Emissão /Endereço Físico para a Submissão das Propostas
SPEED Project,
Bairro da Sommerschield II
Rua Beijo da Mulata nr.98, 2º andar, Maputo Prazo para a Recepção das
Perguntas
08 de Agosto de 2014 para o e-mail
Prazo para Responder as Perguntas
12 de Agosto de 2014
Prazo para Recepção das Propostas
20 de Agosto de 2014 - Proposta técnica e financeira em carta fechada
Pessoa de Contacto Director Adjunto do Projecto
Tipo de adjudicação prevista Menor Preço Tecnicamente Aceitável (LTPA)
O consultor ou empresa será seleccionada de acordo com os procedimentos da USAID. São critérios mínimos de avaliação: Experiencia profissional no ramo; perfil do consultor; competência técnica. Todas as propostas deverão apresentar os documentos legais para o efeito. O contracto será celebrado através de uma PO (Ordem de Compra) pelo método de LTPA e pode ser alterado em função do tipo de negociação na celebração do contracto. A submissão da proposta em nada obriga a uma subcontratação ou PO. Todas as despesas referentes à submissão das propostas são da responsabilidade total do proponente e não são reembolsáveis pela USAID|SPEED. Somente os consultores seleccionados serão contactados.
Os proponentes interessados podem obter o RFP detalhado a partir do endereço http://www.speed-program.com/opportunities
1. Introdução e Objectivo
1.1 Objectivo
Elaboração de um documento de discussão (estudo) e facilitação de um business breakfast sobre O Custo do Financiamento em Moçambique e o Seu Impacto no Desenvolvimento Empresarial. Esta acção procura contribuir para uma avaliação dos motivos da prevalênciados custos de capital elevados e insustentáveis no sistema bancário de Moçambique, particularmente para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O estudo concentrar-se-á em entender a racionalidade para o elevado e persistente diferencial entre as taxas de juros dos depósitos e dos empréstimos, e para as elevadas taxas bancárias no sistema financeiro moçambicano.
O estudo também contribuirá para o diebate sobre a promoção de um sector financeiro saudável e competitivo, com taxas de juros atraentes, serviços financeiros diversificados e, menores custos de transacção no país.
1.2 Antecedentes
Moçambique alcançou um crescimento económico notável ao longo dos últimos 20 anos. A sua economia cresceu a uma taxa média de 7% na última década, tornando-se uma das economias mais dinâmicas em África. Isto foi em grande parte impulsionado pelos influxos massivos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), concentrados no sector extractivo em plena expansão, e no aumento da despesa pública. Verifica-se também um crescimento considerável na construção, nos serviços e no sector dos ransportes e das comunicações; geralmente ligado aos projectos de grande dimensão, localmente conhecidos como mega-projectos e a programas de infra-estruturas. Apesar deste progresso, o sector agrícola do país, que fornece o sustento a mais de 70% da população, ainda continua em atraso, com um crescimento relativamente lento de cerca de 4%. As transformações estruturais e as ligações entre os mega-projectos baseados nos recursos naturais, e as pequenas e médias empresas (PME), ainda não são visíveis.
Moçambique ocupa o 130º lugar de 189 países, em termos de robustez jurídica e institucional para a obtenção de crédito, de acordo com o Relatório Doing Business de 2014 do Banco Mundial. As taxas de juro dos empréstimos são muito elevadas no sistema bancário do país (entre os 16 e 20%). Estes custos avultados dos empréstimos desaceleram o empreendedorismo e a expansão das empresas. O acesso ao crédito é considerado como um grande obstáculo para o ambiente empresarial. Menos de 15% dos Moçambicanos possuem contas junto das instituições financeiras formais e, destes, menos de 5% registam poupanças positivas. Não obstante, as deficiências em termos de infra-estrutura de informação de crédito e de métodos de execução de contratos, tornam os empréstimos de longo-prazo demasiado arriscados para muitos bancos. Outros fornecedores típicos de financiamento de longo prazo, tais como as companhias de seguros e os fundos de pensões, são limitados por mercados de capitais subdesenvolvidos, dificultando os investimentos fiáveis a longo prazo.
A taxa de juro média dos empréstimos a um ano oferecida pelos bancos comerciais aumentou, desde de Fevereiro de 2013, para cerca de 20% no final do ano. Ao mesmo tempo, a baixa inflação e a estabilidade da moeda permitiu ao Banco de Moçambique (BdM) seguir uma política de redução das taxas de juros desde meados de 2011. Por exemplo, em 2013, o Comité de Política Monetária efectuou três reduções na taxa de juro oficial, conhecida como a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência - a taxa de juro paga pelos bancos comerciais ao banco central, pelos empréstimos contraídos junto do Mercado
Monetário Interbancário, e a taxa encontra-se actualmente nos 8,25%. Ao mesmo tempo, o diferencial entre a taxa de juro média dos depósitos a um ano (9,25%) e a taxa de juro média de empréstimos, aumentou para 10,75%. A reacção dos bancos comerciais a esta atitude do BdM parece ter sido insignificante, suscitando questões sobre o modo como funcionam, na prática, os mecanismos que permitem que sejam transmitidas as mudanças de taxas de juros.
A resiliência das taxas médias dos empréstimos demonstra também consideráveis distorções no mercado de crédito, e limitações na transmissão da política monetária. As taxas de juros e taxas bancárias elevadas também restringem o acesso das PME ao crédito, deixando grande parte da expansão do crédito atribuível ao consumo privado. No geral, o sistema financeiro de Moçambique é caracterizado por grandes diferenciais nas taxas de juro e por elevadas taxas de juros reais, apresentando um sector bancário subdesenvolvido, com pouca ou nenhuma concorrência. Isto foi também observado por Bruce Bolnik (2005) num artigo sobre ‘Constrangimentos do Sector Financeiro no Desenvolvimento do sector privado em Moçambique”, onde observou que o grau de concentração no sector bancário em Moçambique ajuda a explicar as elevadas margens de lucro, o grande diferencial entre taxas de depósitos e taxas de empréstimos, e as elevadas taxas bancárias no sistema.
Este estudo será ser realizado em parceria com a Confederação das Associações Económicas (CTA) e deverá investigar os motivos da prevalência de taxas de juros elevadas e insustentáveis e do diferencial das taxas de juro, e a forma como isto, por sua vez, afecta o custo do capital em Moçambique. O estudo avaliará os motivos do grande diferencial persistente entre as taxas de juro dos depósitos e as taxas de juro dos empréstimos, e das taxas bancárias elevadas no sistema financeiro de Moçambique, tendo em conta o objectivo estratégico do BdM de “promover um sector financeiro saudável e competitivo, com taxas de juros atraentes, serviços financeiros diversificados e menores custos de transacção”.
1.3 Tarefas
Tarefas:
Fase 1: Tarefas preliminares
1. Realizar uma análise teórica dos documentos relevantes sobre o sistema financeiro e o ambiente empresarial de Moçambique;
2. Em coordenação com SPEED, e CTA, preparar uma agenda de pesquisa, incluindo a. Requisitos de informação
b. Quadros analíticos
c. Exemplos do diferencial das taxas de juros e das taxas e comissões bancárias d. Identificar possíveis impedimentos no sistema financeiro de Moçambique. e. Lista das partes interessadas a contactar
3. Inventário da actual situação das instituições financeiras, das leis e regulamentos do país.
4. Elaborar um conjunto estruturado de questões a colocar em entrevistas para a recolha de dados, e um calendário.
Fase 2: Entrevistas de campo
5. Entrevistar os principais actores e informantes, por exemplo, instituições financeiras, órgãos governamentais em instituições-chave, o banco central e organizações universitárias/de pesquisa;
doadores ligados ao desenvolvimento que trabalham no terreno em Moçambique; outros, a serem determinados com SPEED, USAID e CTA.
Fase 3: Elaboração do relatório
6. Uma descrição com quantificação apropriada e exemplos do custo dos empréstimos em Moçambique (para sectores seleccionados e, sempre que possível, desagregados por províncias e género);
7. Uma comparação entre os elevados custos dos empréstimos em Moçambique e noutros países (comparáveis);
8. Uma descrição dos cenários de resposta prováveis do sistema financeiro e das taxas de juro, em função da rápida expansão baseada nos recursos, e os prováveis impactos destas respostas sobre as PME;
9. Identificar, na medida do possível, os principais motores das elevadas taxas de juros e encargos bancários em Moçambique;
10. Delinear opções políticas para garantir que o sector financeiro de Moçambique é favorável para as actividades e desenvolvimento das PME.
Fase 4: Visita de retorno para apresentar as conclusões & recomendações
11. Preparar apresentações em slides no formato power point, e apresentar as conclusões e as recomendações da pesquisa em fóruns de debate em Maputo.
Fase 5: Finalização do relatório
12. Finalizar o relatório com base nas observações recebidas das partes interessadas; apresentar ao SPEED, e à CTA.
1.4 Resultados:
O consultor irá apresentar ao SPEED:
1. Um relatório inicial, incluindo as hipóteses, os dados necessários para entrevistas e uma lista preliminar das questões a colocar.
2. Um relatório analítico, incluindo:
a. Uma análise dos custos do capital em Moçambique.
b. Uma análise em profundidade dos determinantes das elevadas taxas de juros dos empréstimos.
c. Análise comparativa do sector financeiro moçambicano contra exemplos internacionais seleccionados e debate apoiado por resultados quantitativos.
d. Opções políticas e estratégicas recomendadas para as PME e o sector privado. e. Listas das partes interessadas / contactadas e dos documentos consultados.
O relatório deve ser apresentado em Inglês ou português, num primeiro projecto. Visto que o relatório foi concebido para servir de base a um debate com uma grande variedade de partes interessadas, o mesmo deve fazer uso limitado de jargão e terminologia económica técnica e, sempre que possível, reduzir os conceitos a formatos acessíveis, gráficos.
3. Uma apresentação em Power Point, com as principais conclusões e recomendações da pesquisa. Após o debate sobre o projecto do relatório com as partes interessadas e o período de comentários, o relatório final será elaborado em Inglês e/ou Português.
4. Cópias electrónicas da literatura usada na análise documental serão apresentadas para permitir a partilha com as partes interessadas.
1.5 Pagamento
O pagamento pela realiazaçao do trabalho será feito mediante a apresentação de resultados descritos no ponto 1.4, parcelada em 2 (duas) prestações 30% (pontos 1 e 2, ), 70% (pontos 3, 4), podendo as mesmas serem negociadas.
1.6 Tipo de Adjudicações Previstas
A DAI/SPEED Project prevê adjudicar uma Ordem de Compra a Preço Fixo. A adjudicação será feita com base num processo de selecção aberto e completo.
Adjudicação será feita ao proponente cuja oferta final representa o melhor valor usando uma combinação de custo/preço e factores técnicos ou não de custo/preço.
Os requisitos previstos para a empresa de consultoria:
Experiência Profissional Comprovada 1. Perfil da empresa;
2. Demonstração de capacidade: Listagem e descrição de projectos de natureza similar realizados
nos últimos 5 (cinco) anos;
3. Pelos menos 3 (três) cartas de referência ou reconhecimento pelos serviços prestados.
Competência Técnica Instalada:
1. Quadro técnico qualificado na áreas visadas para esta consultoria em partícula em economia. 2. CV’s dos membros da equipe que pretendem utilizar para realizar a consultoria, incluindo uma
indicação da sua experiência específica nas áreas relevantes e quaisquer qualificações profissionais que possam ter.
Documentação comprovativa que habilita oficialmente a empresa ao exercício da sua actividade técnica, jurídica e fiscal:
1. Certificado actulizado de Quitação das Finanças; 2. Certificado actualizados de Quitação do INSS; 3. Cerificado actualizado de Quitação do Tribunal
Os requisitos previstos para consultores individuais:
Experiência Profissional Comprovada 1. Perfil do consultor,
2. Demonstração da capacidade do consultor: Listagem e descrição de projectos de natureza
similar realizados nos últimos 5 (cinco) anos;
3. Pelos menos 3 (três) cartas de referência ou reconhecimento pelos serviços prestados.
Competência Técnica Instalada:
Quadro técnico qualificado nas áreas visadas para esta consultoria em particula nas áreas de economia, agricultura e competividade
técnica, jurídica e fiscal:
Cópia de seu bilhete de identidade ou permissão de trabalho e DIRE (se não for nacional), juntamente com uma cópia do seu registo junto ao Ministério das Finanças (NUIT).
Para ser considerado tecnicamente aceitável, os proponentes devem satisfazer ou exceder todos os requisitos. Se a proposta não atender a um ou mais dos requisitos, será considerada tecnicamente inaceitável. As propostas consideradas tecnicamente inaceitáveis são as que contêm fraquezas
significativas ou deficiências que não podem ser corrigidas sem uma grande reformulação ou revisão da proposta.
2. Instruções Gerais aos Proponentes
2.1 Instruções Geral
Os proponentes desejem responder a este RFP deve apresentar propostas, em Portugues de acordo com as instruções a seguir.
As propostas devem ser submetidas o mais tardar até 20 de agosto de 2014 nos escritórios do USAID/SPEED Project.
As propostas atrasadas serão rejeitadas excepto sob circunstâncias extraordinárias, ao critério da DAI. A DAI e USAID/SPEED reserva-se o direito de não avaliar uma proposta não compreensiva ou incompleto.
A DAI reserva-se o direito de adjudicar um subcontrato sem discussão e/ou negociação, no entanto, a DAI também reserva-se o direito de realizar discussões e/ou negociações, que dentre outras coisas pode exigir que um proponente reveja a sua proposta.
A emissão desta RFP, de forma nenhuma obriga a DAI à atribuição de uma ordem de compra. Os proponentes não serão reembolsados por quaisquer custos associados com a elaboração ou submissão da sua proposta. A DAI não será em circunstância alguma, responsável por esses custos.
Os proponentes são obrigados a rever completamente todas as instruções e especificações contidas nesta RFP. Caso não o façam fica sob risco do proponente.
Os proponentes devem submeter propostas em papel, envelope selado com um original incluindo o título da actividade e 2 (duas) copias.
Os proponentes devem confirmar por escrito que compreenderam perfeitamente que a sua proposta/oferta deve ser válido por um período de 60 dias de calendário. O tempo é indicado em dias de calendário, salvo indicação em contrário.
Se a solicitação for alterada, então todos os termos e condições não modificados na alteração permanecerão inalterados. Os proponentes devem acusar a recepção das emendas na carta. Os proponentes devem:
1. Fornecer todas as informações exigidas pela RFP
2. Fazer todas as perguntas para esclarecer os requisitos, se necessário 3. Assinar e enviar a carta de apresentação
“Proponente “, e/ou “Licitante” refere-se a uma empresa que propõe o trabalho no âmbito desta RFP. “Oferta” e/ou “Proposta” refere-se ao conjunto de documentos que a empresa submete para propor o trabalho.
2.2 Carta de Apresentação da Proposta
A carta de apresentação deve ser incluída com a proposta em papel timbrado da empresa Proponente com assinatura e carimbo/selo da empresa devidamente autorizados usando o Anexo B como um modelo para o formato. A carta de apresentação deve conter os seguintes itens:
O Proponente irá garantir um período de 60 dias de validade para os preços fornecidos. Acusar a recepção das alterações da solicitação, se for o caso
2.3 Perguntas sobre a RFP
Cada Proponente é responsável por ler cuidadosamente e compreender integralmente os termos e condições desta RFP. Todas as comunicações relativas a presente solicitação devem ser feitas
exclusivamente através do Escritório de SPEED ou designado. A linha de assunto do e-mail ou o título da carta deve incluir o número da RFP e o Título. Os pedidos de esclarecimentos ou informações adicionais devem ser enviados via e-mail ou por escrito para o Escritório de Emissão o mais tardar na data e hora especificadas na sinopse acima. Apenas as comunicações escritas relativas à aquisição serão consideradas. Nenhuma pergunta será respondida por telefone. Qualquer informação verbal recebida de um funcionário da DAI ou do SPEED ou outra entidade não será considerada como uma resposta oficial a qualquer pergunta relativa a esta RFP.
As perguntas e pedidos de esclarecimento - e as respectivas respostas - que a DAI acredita que podem ser de interesse para outros proponentes serão comunicadas por escrito a todos os destinatários da RFP que indicaram interesse em responder a esta RFP. Tanto as perguntas como as respostas serão distribuídas sem identificação do inquiridor, a todos os potenciais Proponentes que estão no registo como tendo recebido esta RFP.
3. Instruções para a Elaboração das Propostas Técnicas
As propostas técnicas devem ser seladas num envelope separado das propostas de custo/preço, e devem estar claramente identificadas como “VOLUME I: PROPOSTA TÉCNICA”.
As propostas técnicas devem incluir o seguinte conteúdo:
1. Abordagem Técnica - Descrição dos serviços propostos, que atendem ou excedem as
especificações técnicas ou âmbito do trabalho referidos. A proposta deve mostrar a forma como o Proponente pretende realizar o trabalho e descrever uma abordagem que demonstra a realização do desempenho oportuno e aceitável do trabalho. Esta secção deve incluir:
a. Abordagem técnica e metodologia de desenvolvimento
b. Tecnologia proposta, a plataforma, ferramentas de desenvolvimento e metodologia de licenciamento (se aplicável)
c. Resposta aos requisitos no Âmbito do Trabalho – de que forma é que os requisitos serão abordados
2. Abordagem de Gestão - Descrição do pessoal do Proponente designado para o projecto. A proposta deve descrever a forma como os membros da equipe propostos têm a experiência e capacidades necessárias para realizar o Âmbito do Trabalho. Esta secção deve incluir:
a. Currículos detalhados do pessoal-chave do Proponente (analista de negócios, desenvolvedores, gestores de projecto, instrutor) definir claramente os papéis e
responsabilidades relacionadas com a abordagem e a metodologia. Os currículos devem estabelecer a competência e demonstrar qualificações em áreas relevantes desta RFP. b. Plano de gestão do projecto, incluindo actividades, cronograma de implementação e os
3. Experiência da empresa e o Desempenho Passado - esta secção deve fornecer detalhes sobre a estrutura da organização, a capacidade/recursos organizacionais, a experiência do proponente e a lista de projectos/contratos (tanto concluídos como em curso, tanto nacional como internacional), que são relacionadas ou de natureza semelhante aos requisitos desta RFP. Esta secção deve conter:
a. Perfil técnico e experiência do proponente;
b. O desempenho passado e experiência – os projectos passados e em curso semelhantes em âmbito a esta RFP. Fornecer uma lista de pelo menos três (3) adjudicações recentes de âmbito e duração similar. A informação deve ser apresentada numa tabela, e deve incluir o nome e o endereço da organização para a qual foram realizados os serviços, uma descrição do trabalho realizado, a duração do trabalho e o valor do contrato, descrição de quaisquer problemas encontrados e a forma como foram resolvidos, e um número actual de telefone e e-mail de um representante responsável e conhecedor da organização. Vide Anexo F.
3.1 Serviços Especificados
Por esta RFP, a DAI necessita dos serviços descritos no Anexo A. 3.2 Critérios Técnicos de Avaliação
O objectivo do processo de avaliação da proposta é fornecer um mecanismo para determinar quais
propostas submetidas em resposta a uma solicitação melhor atendem às necessidades da DAI. A avaliação das propostas resulta numa avaliação da capacidade do proponente de realizar com sucesso as exigências. Cada proposta será avaliada e classificada em função dos critérios de avaliação, que estão demonstrados na tabela abaixo. As propostas de custos não são atribuídas pontos, mas para fins globais de avaliação desta RFP, os factores de avaliação técnica que não sejam de custos, quando combinados, são
considerados aproximadamente iguais aos factores de custo. Se as classificações técnicas forem determinadas como iguais ou quase iguais, o custo será um factor determinante.
Criterio Aceitavel/ Não
Aceitavel Experiencia Profissional Comprovada
1.
Perfil da empresa;2.
Demonstração de capacidade: Listagem e descrição de projectos de natureza similar realizados nos últimos 5 (cinco) anos;3.
Pelas menos 3 (três) cartas de referência ou reconhecimento pelos serviços prestadosCompetência Técnica Comprovada
1. Quadro técnico qualificado na áreas visadas para esta consultoria em particula nas áreas de economia.
2. CV’s dos membros da equipe que pretendem utilizar para realizar a consultoria, incluindo uma indicação da sua experiência específica nas áreas relevantes e quaisquer qualificações profissionais que possam ter.
Decisão Documentação Comprovativa
1. Certificado actulizado de Quitação das Finanças; 2. Certificado actualizados de Quitação do INSS; 3. Cerificado actualizado de Quitação do Tribunal
Ou Consultor:
Cópia de seu bilhete de identidade ou permissão de trabalho e DIRE (se não for nacional), juntamente com uma cópia do seu registo junto ao Ministério das Finanças (NUIT).
Decisão
4. Instruções para a Elaboração de Propostas de Custo/Preço
4.1 Tabela de Preços
As propostas de custo/preço devem ser seladas num envelope separado da proposta técnica, devendo estar claramente identificados como “VOLUME II: PROPOSTA DE CUSTO/PREÇO”.
Importa referir que o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) deve estar incluído numa linha separada. 4.2 Critérios de Avaliação do Custo/Preço
Não serão dados pontos de avaliação aos custos. O custo será primeiramente avaliado pelo realismo e razoabilidade. Se as classificações técnicas forem determinados como quase iguais, o custo será o factor determinante.
A DAI adjudicará uma Ordem de Compra ao proponente cuja proposta represente o melhor valor. A DAI pode adjudicar a um proponente de preço maior, caso se determine que a avaliação técnica superior desse proponente tem mérito para o custo/preço adicional.
4.3 Responsabilidade Geral
O SPEED/Project não entrará em qualquer tipo de acordo com o proponente antes de garantir a
responsabilidade do Proponente. Será um critério de APROVAÇÃO/REPROVAÇÃO avaliado antes da avaliação técnica ou financeira. Na avaliação duma responsabilidade do Proponente, leva-se em
consideração os seguintes factores:
1. Fornecer evidências (Registo Comercial Válido junto ao Ministério do Comércio, a conformidade legal e fiscal) das licenças de negócios necessárias para operar no país de acolhimento.
2. A fonte, origem e nacionalidade dos produtos ou serviços não sejam de um País Proibido (explicado abaixo).
3. Ter recursos financeiros adequados para financiar e executar a obra ou entregar bens ou a capacidade de obter recursos financeiros sem receber fundos adiantados da DAI e/ou USAID/SPEED Project
4. Capacidade de cumprir prazos de entrega ou desempenho propostos. 5. Ter um registo de desempenho passado satisfatório.
6. Ter um registo satisfatório de integridade e ética nos negócios.
7. Ter a organização, experiência, contabilidade e controlo operacional e as habilidades técnicas necessárias.
8. Estar qualificado e elegível para executar o trabalho conforme as leis e regulamentos aplicáveis.
5. Base de Adjudicação e Processo de Selecção
5.1 Base de Adjudicação
A adjudicação será feita a um proponente responsável, cuja proposta oferece o melhor valor para a DAI e USAID/SPEED Project, usando os regulamentos Federais dos Estados Unidos (FAR 15,101-1 - Processo de compensações) como guia. A DAI irá analisar todas as propostas, utilizando os critérios de avaliação técnica acima referidos. A DAI vai analisar as compensações entre o custo ou preço e os factores de avaliação técnica. A DAI pode aceitar uma proposta que não seja a proposta de menor preço e que não seja a proposta técnica melhor classificada. A DAI pretende adjudicar um contrato resultante desta solicitação ao proponente responsável cuja proposta representa o melhor valor após a avaliação de acordo com os factores expressos na solicitação.
A DAI também pode determinar que um proponente “não é responsável”, ou seja, que não tem a gestão e os recursos financeiros em todos os aspectos para realizar o trabalho necessário.
A DAI pode adjudicar a um proponente sem discussão com o proponente. Portanto, a oferta inicial deve conter o melhor preço e condições técnicas do Proponente.
5.2 Processo de Selecção
Todas as propostas devem ser recebidas e permanecerem fechadas até a data de vencimento. Todas as propostas devem ser armazenadas num local seguro e trancado. Na data de vencimento, todas as propostas serão abertas pelo Oficial de Procurement e serão testemunhadas por pelo menos um outro funcionário do projecto. Será analisada a plenitude inicial de todas as propostas.
Uma Comissão de Avaliação composta por um mínimo de três (3) pessoas será estabelecida, e cada membro da comissão receberá uma cópia dos requisitos da solicitação e deverá assinar um formulário da Declaração de Não-Revelação/Conflito de Interesse.
As propostas técnicas serão avaliadas primeiro por membros individuais da comissão antes da reunião da comissão. A comissão técnica deve incluir pessoal técnico.
A Comissão de Avaliação deve primeiro individualmente, em seguida, através de consenso, analisar e classificar as propostas técnicas, com base nos critérios de avaliação estabelecidos e os seus respectivos pesos. O comité irá depois classificar as propostas por consenso tecnicamente a partir da maior
classificação total para a menor. O Oficial de Procurement da DAI e um presidente sem direito a voto podem estabelecer o intervalo técnico competitivo das propostas mais bem classificadas.
A DAI pode entrar em contacto com os proponentes que sejam considerados competitivos (ou seja, na faixa de competitivos) para pedir esclarecimentos das propostas submetidas que sejam insuficientes ou pouco claras. Os Proponentes da faixa competitiva podem ser contactados para responder às perguntas, negociar e discutir propostas e, potencialmente solicitados a submeterem uma “Melhor Oferta Final”. Ao receber todas as Melhores Ofertas e Finais (caso se solicite uma Oferta Melhor e Final), a Comissão de Avaliação irá reunir-se para classificar as propostas tecnicamente com as correspondentes classificações técnicas.
O Oficial de Procurement deve, então, realizar uma compensação de custo e técnica. Antes de considerar os custos desta análise, o oficial de procurement deve analisar os custos para garantir que sejam
realísticos, dada a abordagem técnica proposta. O oficial de procurement poderá discutir as propostas de custos com os membros da comissão de avaliação técnica para verificar a razoabilidade dos custos associados com a abordagem técnica.
A análise de compensações leva em consideração a classificação técnica e os custos propostos. A classificação técnica alta também pode implicar custos mais elevados. O oficial de Procurement deve determinar se o prémio técnico proposto vale os custos adicionais.
5.3 Fonte, Origem, e Nacionalidade
Sob o código geográfico autorizado para o seu contrato a DAI só pode adquirir bens e serviços dos seguintes países.
Código Geográfico 935: Os bens e serviços a partir de qualquer área ou país, incluindo o país de
cooperação, mas excluindo Países Proibidos.
A DAI deve verificar a fonte e nacionalidade e origem de bens e serviços e garantir (na medida do possível) que a DAI não adquira quaisquer bens ou serviços de países proibidos listados pelo Escritório de Controlo de Activos Estrangeiros (OFAC), tais como países sancionados, que podem ser procurados no Sistema de Gestão de Adjudicações (SAM) em www.SAM.gov. A actual lista de países sob sanções abrangentes inclui: Cuba, Irã, Coreia do Norte, Sudão e Síria. Os bens não podem transitar e ser montados em países de origem ou nacionalidade sob sanções abrangentes nem pode o fornecedor ser de propriedade ou controlado por um país proibido. A DAI está proibida de facilitar qualquer transacção por terceiros, se tal transacção seria proibida se fosse realizada pela DAI.
Ao submeter uma proposta em resposta a esta RFP, os Proponentes confirmam que não estão a violar os requisitos de fonte, de origem e de nacionalidade dos bens ou serviços que estão a oferecer e que os bens e serviços estão em conformidade com o Código Geográfico e as exclusões para os países proibidos descritas acima.
6. Resultados Previstos Pós-Adjudicação
Após a adjudicação será celebrado um PO (Ordem de Compra), de acordo com os prazos estabelecidos pela CTA, DAI e o proponente seleccionado. Os resultados servem como prova ou confirmação de que as actividades foram concluídas com êxito. O proponente deve detalhar os custos propostos por resultado na Tabela de Preços.
Todos os resultados devem ser submetidos e aprovados pelo tecnico antes do pagamento ser processado.
7. Inspecção e Aceitação
CTA e USAID/SPEED inspeccionará de vez em quando os serviços que estão a ser realizados para determinar se as actividades estão a ser realizadas de forma satisfatória, e que todos os resultados são de qualidade e padrões aceitáveis. O consultor será responsável por quaisquer contra medidas ou acções correctivas, no âmbito desta RFP, que possam ser exigidas pela CTA ou USAID/SPEED.
8. Ética de Procurement
Nem o pagamento nem a preferência devem ser feitas quer pelo Proponente como por qualquer funcionário da DAI, numa tentativa de influenciar os resultados da adjudicação. A DAI trata todas as denúncias de possível fraude/abuso de forma muito séria. Os actos de fraude ou corrupção não serão tolerados, e os funcionários da DAI e/ou subempreiteiros/concessionários/fornecedores que se dedicam a essas actividades vão enfrentar sérias consequências. Tal prática constitui uma prática antiética, ilegal e corrupta e quer o proponente como o funcionário da DAI podem reportar violações à Linha Grátis Anónima de Ética e Cumprimento pelo +1 855-603-6987, através do site da DAI, ou via e-mail para [email protected]. A DAI garante o anonimato e uma séria revisão imparcial e tratamento das informações fornecidas. Tal prática pode resultar no cancelamento da licitação e desqualificação da participação do proponente neste e futuros contratos. Os infractores serão relatados ao IPEME,
Os Proponentes devem fornecer informações completas e precisas em resposta a esta solicitação. A penalidade para respostas materialmente falsas está prescrita na Secção 1001 do Título 18 do Código dos Estados Unidos.
Além disso, a DAI leva muito a sério o pagamento de fundos da USAID para pagar Terroristas ou grupos que apoiam terroristas, ou outras partes em troca de protecção. Se os terroristas, grupos ou outras partes tentarem extorquir/exigir pagamento a sua organização você está convidado a informar imediatamente o incidente à Equipa de Prevenção e Investigação de Fraude da DAI pelos contactos acima.
Ao submeter uma oferta, os proponentes garantem que não tentaram/não irão tentar subornar ou fazer quaisquer pagamentos aos funcionários da DAI em troca de preferências, nem tentaram qualquer pagamento com terroristas ou grupos que apoiam terroristas.
ANEXO A: SCOPE OF WORK
O Custo do Capital em Moçambique Impacto no Desenvolvimento Empresarial
Nome do Cargo: Macroeconomista / Especialista Empresarial Nome do Cargo: Consultor internacional / nacional
Perfil do/s consultore/s: Economista ou especialista empresarial com experiência em África,
conhecimento profundo do sistema financeiro moçambicano
Período de Execução: Meados de Agosto-Setembro Total de Dias 35 Dias
Objectivos
Esta acção procura contribuir para uma avaliação dos motivos da prevalênciados custos de capital elevados e insustentáveis no sistema bancário de Moçambique, particularmente para as micro, pequenas e médias empresas (MPMEs). O estudo concentrar-se-á em entender a racionalidade para o elevado e persistente diferencial entre as taxas de juros dos depósitos e dos empréstimos, e para as elevadas taxas bancárias no sistema financeiro moçambicano.
O estudo também contribuirá para o diebate sobre a promoção de um sector financeiro saudável e competitivo, com taxas de juros atraentes, serviços financeiros diversificados e, menores custos de transacção no país.
Antecedentes
Moçambique alcançou um crescimento económico notável ao longo dos últimos 20 anos. A sua economia cresceu a uma taxa média de 7% na última década, tornando-se uma das economias mais dinâmicas em África. Isto foi em grande parte impulsionado pelos influxos massivos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), concentrados no sector extractivo em plena expansão, e no aumento da despesa pública. Verifica-se também um crescimento considerável na construção, nos serviços e no sector dos ransportes e das comunicações; geralmente ligado aos projectos de grande dimensão, localmente conhecidos como mega-projectos e a programas de infra-estruturas. Apesar deste progresso, o sector agrícola do país, que fornece o sustento a mais de 70% da população, ainda continua em atraso, com um crescimento relativamente lento de cerca de 4%. As transformações estruturais e as ligações entre os mega-projectos baseados nos recursos naturais, e as pequenas e médias empresas (PME), ainda não são visíveis.
Moçambique ocupa o 130º lugar de 189 países, em termos de robustez jurídica e institucional para a obtenção de crédito, de acordo com o Relatório Doing Business de 2014 do Banco Mundial. As taxas de juro dos empréstimos são muito elevadas no sistema bancário do país (entre os 16 e 20%). Estes custos avultados dos empréstimos desaceleram o empreendedorismo e a expansão das empresas. O acesso ao crédito é considerado como um grande obstáculo para o ambiente empresarial. Menos de 15% dos Moçambicanos possuem contas junto das instituições financeiras formais e, destes, menos de 5% registam poupanças positivas. Não obstante, as deficiências em termos de infra-estrutura de informação de crédito e de métodos de execução de contratos, tornam os empréstimos de longo-prazo demasiado arriscados para muitos bancos. Outros fornecedores típicos de financiamento de longo prazo, tais como as companhias de
seguros e os fundos de pensões, são limitados por mercados de capitais subdesenvolvidos, dificultando os investimentos fiáveis a longo prazo.
A taxa de juro média dos empréstimos a um ano oferecida pelos bancos comerciais aumentou, desde de Fevereiro de 2013, para cerca de 20% no final do ano. Ao mesmo tempo, a baixa inflação e a estabilidade da moeda permitiu ao Banco de Moçambique (BdM) seguir uma política de redução das taxas de juros desde meados de 2011. Por exemplo, em 2013, o Comité de Política Monetária efectuou três reduções na taxa de juro oficial, conhecida como a Taxa de Juro da Facilidade Permanente de Cedência - a taxa de juro paga pelos bancos comerciais ao banco central, pelos empréstimos contraídos junto do Mercado Monetário Interbancário, e a taxa encontra-se actualmente nos 8,25%. Ao mesmo tempo, o diferencial entre a taxa de juro média dos depósitos a um ano (9,25%) e a taxa de juro média de empréstimos, aumentou para 10,75%. A reacção dos bancos comerciais a esta atitude do BdM parece ter sido insignificante, suscitando questões sobre o modo como funcionam, na prática, os mecanismos que permitem que sejam transmitidas as mudanças de taxas de juros.
A resiliência das taxas médias dos empréstimos demonstra também consideráveis distorções no mercado de crédito, e limitações na transmissão da política monetária. As taxas de juros e taxas bancárias elevadas também restringem o acesso das PME ao crédito, deixando grande parte da expansão do crédito atribuível ao consumo privado. No geral, o sistema financeiro de Moçambique é caracterizado por grandes diferenciais nas taxas de juro e por elevadas taxas de juros reais, apresentando um sector bancário subdesenvolvido, com pouca ou nenhuma concorrência. Isto foi também observado por Bruce Bolnik (2005) num artigo sobre ‘Constrangimentos do Sector Financeiro no Desenvolvimento do sector privado em Moçambique”, onde observou que o grau de concentração no sector bancário em Moçambique ajuda a explicar as elevadas margens de lucro, o grande diferencial entre taxas de depósitos e taxas de empréstimos, e as elevadas taxas bancárias no sistema.
Este estudo será ser realizado em parceria com a Confederação das Associações Económicas (CTA) e deverá investigar os motivos da prevalência de taxas de juros elevadas e insustentáveis e do diferencial das taxas de juro, e a forma como isto, por sua vez, afecta o custo do capital em Moçambique. O estudo avaliará os motivos do grande diferencial persistente entre as taxas de juro dos depósitos e as taxas de juro dos empréstimos, e das taxas bancárias elevadas no sistema financeiro de Moçambique, tendo em conta o objectivo estratégico do BdM de “promover um sector financeiro saudável e competitivo, com taxas de juros atraentes, serviços financeiros diversificados e menores custos de transacção”.
Tarefas:
Fase 1: Tarefas preliminares
13. Realizar uma análise teórica dos documentos relevantes sobre o sistema financeiro de Moçambique, e o ambiente empresarial global.
14. Em coordenação com SPEED, e CTA, preparar uma agenda de pesquisa, incluindo a. Requisitos de informação
b. Quadros analíticos
c. Exemplos do diferencial da taxa de juros e das taxas de comissões bancárias d. Identificar possíveis impedimentos no sistema financeiro de Moçambique. e. Lista das partes interessadas a contactar
16. Elaborar um conjunto estruturado de questões a colocar em entrevistas para a recolha de dados, e um calendário.
Fase 2: Entrevistas de campo
17. Entrevistar as principais partes interessadas, por exemplo, as instituições financeiras, órgãos governamentais em instituições-chave, o banco central e organizações universitárias/de pesquisa; doadores ligados ao desenvolvimento que trabalham no terreno em Moçambique; outros, a serem determinados com SPEED, USAID e CTA.
Fase 3: Elaboração do relatório
18. Uma descrição com quantificação apropriada e exemplos do custo dos empréstimos em Moçambique (para sectores seleccionados e, sempre que possível, desagregados por províncias e género);
19. Uma comparação entre os elevados custos dos empréstimos em Moçambique e noutros países (comparáveis);
20. Uma descrição dos cenários de resposta prováveis do sistema financeiro e das taxas de juro, em função da rápida expansão baseada nos recursos, e os prováveis impactos destas respostas sobre as PME;
21. Identificar, na medida do possível, os principais motores das elevadas taxas de juros e encargos bancários em Moçambique;
22. Delinear opções políticas para garantir que o sector financeiro de Moçambique é favorável para as actividades e desenvolvimento das PME.
Fase 4: Visita de retorno para apresentar as conclusões & recomendações
23. Preparar apresentações em slides e apresentar as conclusões e as recomendações da pesquisa em fóruns de debate em Maputo.
Fase 5: Finalização do relatório
24. Finalizar o relatório com base nas observações recebidas das partes interessadas; apresentar ao SPEED, e à CTA.
Resultados concretos
Os consultores irão apresentar ao SPEED:
5. Um relatório inicial, incluindo as hipóteses, os dados necessários para entrevistar as partes interessadas e uma lista preliminar das questões a colocar.
6. Um relatório analítico, incluindo:
f. A análise dos custos do capital em Moçambique.
g. Uma análise em profundidade dos determinantes das elevadas taxas de juros dos empréstimos.
h. Análise comparativa do sector financeiro moçambicano contra exemplos internacionais seleccionados e debate apoiado por resultados quantitativos.
i. Opções políticas e estratégicas recomendadas para as PME e o sector privado. j. Listas das partes interessadas contactadas e dos documentos consultados.
O relatório deve ser apresentado em Inglês, num primeiro projecto. Visto que o relatório foi concebido para servir de base a um debate com uma grande variedade de partes interessadas, o mesmo deve fazer uso limitado de jargão e terminologia económica técnica e, sempre que possível, reduzir os conceitos a formatos acessíveis, gráficos.
7. Uma apresentação em Power Point, com as principais conclusões e recomendações da pesquisa. Após o debate sobre o projecto do relatório com as partes interessadas e o período de comentários, o relatório final será elaborado em Inglês e Português.
8. Cópias electrónicas da literatura usada na análise documental serão apresentadas para permitir a partilha com as partes interessadas.
Orçamento Estimado:
Anexo 1 – Lista Preliminar de Instituições/Indivíduos a serem contactados durante o Trabalho de Campo
(A ser aperfeiçoada com a finalização da agenda de pesquisa) Gabinetes governamentais
Banco de Moçambique
Banco Nacional de Investimento
Ministério da Indústria e Comércio - Departamento de Promoção Empresarial Ministério das Finanças
Direcção Nacional de Estudos e Análise de Políticas (DNEAP) CPI
IPEME
Grupos de reflexão locais & centros de pesquisa
Grupos de trabalho organizados pelos doadores (sector financeiro) Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE)
Centro de Integridade Pública (CPI)
Sector privado & associações 10 bancos comerciais
Instituições financeiras e fornecedores de crédito CTA
ACIS
Associações Comerciais (particularmente do sector informal)
Instituições de ensino & formação
Universidade Eduardo Mondlane (UEM) Outros académicos relevantes
Organizações bilaterais & Internacionais IFC
Fundo Monetário Internacional Technoserve
Banco Mundial
Outros
Anexo B: Carta de Apresentação da Proposta
[No papel timbrado da Empresa] <Inserir data>
PARA: USAID/SPEED Project
Nós, abaixo assinados, fornecemos a proposta em anexo, de acordo com a No. 033/SPEED/2014 datados de 6 de Agosto de 2014. A nossa proposta em anexo é para o valor total da Valor por Extenso ($0.00
Valor em algarismos).
Garanto um período de 60 dias de validade para os preços previstos na Tabela de Preços/Mapa de Quantidades em anexo. A nossa proposta será vinculativa para nós estando sujeita às modificações resultantes de quaisquer discussões.
O propnente irá verificar aqui os itens especificados no presente documento da RFP.
Compreendemos que a DAI não se obriga a aceitar a uma subcontratação ou PO (Ordem de Compra). Atenciosamente,
Assinatura Autorizada: Nome e Cargo do Signatário: Nome da empresa:
Endereço: Telefone: E-mail:
Anexo C: Tabela de Preços
Actividade Resultado Custo em Meticais
Tempo necessário
Notas (Por favor fornecer o
número e qualificações do recurso necessário para cada resultado) o o o o o o o o o o TOTAL