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BARRAGEM PICO DA URZE. SUPLEMENTO COMERCIAL. Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016

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SUPLEMENTO COMERCIAL. Quinta-feira, 29 de Setembro de 2016 ESTE SUPLEMENTO FAZ PARTE INTEGRANTE DO DIÁRIO DE NOTÍCIAS E NÃO PODE SER VENDIDO SEPARADAMENTE

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Por uma Região

sustentável

São muitos os desafios que se colo-cam, diariamente, a uma região insu-lar e ultraperiférica como a nossa. Neste cenário, a produção de energia elétrica não é uma exceção à regra, sobretudo atendendo aos compro-missos assumidos no âmbito do Pla-no de Ação para a Energia Sustentá-vel da Ilha da Madeira, o qual deter-mina o cumprimento de objetivos muito concretos, até 2020.

O Governo Regional pretende, simul-taneamente, aumentar, para 20%, a participação dos recursos energéticos renováveis e reduzir as emissões de Dióxido de Carbono. Pretende, acima

de tudo, que metade da energia elé-trica na RAM venha a ser produzida através de fontes renováveis. Tudo isto, em poucos anos, numa estraté-gia que, sendo ambiciosa, é aquela que mais se coaduna com os princí-pios orientadores assumidos para este mandato.

Existindo na Madeira importantes fontes de energia hídrica, eólica e so-lar, o desafio que se impõe passa pela capacidade de armazenamento das mesmas, no sentido de que a energia elétrica não consumida, de forma imediata, possa vir a ser aproveitada à posteriori. Torna-se, pois, necessária a criação de infraestruturas capazes de subsumir as lacunas existentes a esse nível, que influenciam, natural-mente, a concretização das metas do referido Plano de Ação.

O projeto de Ampliação do

Aproveita-mento Hidroelétrico da Calheta, que ascende a um investimento aproxi-mado aos 70 milhões de euros (valor financiado em 70% pelo Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos e, em 26%, por fundos próprios da EEM) reveste-se, assim, de extrema impor-tância para uma Região que deseja, cada vez mais, potenciar a produção de energia elétrica, através de ener-gias renováveis.

Assim que concluído, este projeto irá permitir um aumento aproximado aos 10% do encaixe de fontes renováveis na produção de energia elétrica. Acréscimo que terá um impacto dire-to na redução das emissões de Dióxi-do de Carbono para a atmosfera. O Governo Regional, através da Se-cretaria Regional da Economia, Tu-rismo e Cultura, reconhece a

impor-tância desta aposta, encarando-a enquanto solução tendente a trans-formar o sistema elétrico da Madeira num sistema cada vez menos de-pendente dos combustíveis fósseis. Mediante a implementação deste tipo de medidas, estaremos a garan-tir o futuro sustentável da nossa Re-gião. Estaremos a investir numa me-lhor qualidade de vida para as atuais e futuras gerações, preservando o património natural que tão bem nos caracteriza.

É esta a estratégia que defendemos. É este o objetivo que nos move. Sempre.

Eduardo Jesus, Secretário Regional da Economia, Turismo e Cultural

Um projeto estruturante

Os vários fatores positivos do Projeto de Ampliação do Aproveitamento Hi-drelétrico da Calheta (AAHC) para a economia Regional extravasam os efeitos dos “investimentos normais”, tornando-o verdadeiramente estru-turante.

Na verdade, a AAHC constitui uma re-serva estratégica de água para fins múltiplos (consumo público, rega, combate a incêndios e produção e ar-mazenamento de energia) com uma capacidade inexistente na ilha da Ma-deira (mais de 1 milhão m3), funda-mental para a garantia da segurança do abastecimento de água no sistema iso-lado, bastante vulnerável ao desfasa-mento temporal e espacial entre as ne-cessidades e as disponibilidades de

água, que tende a agravar-se com os efeitos das alterações climáticas nos ecossistemas insulares, como é caso o da Madeira.

Cingindo-me apenas à vertente ener-gética, a AAHC permite não só um me-lhor aproveitamento e rentabilização das águas existentes na produção de energia hídrica, como viabiliza mais produção de energia renovável intermi-tente - eólica e fotovoltaica. É a carac-terística reversível deste empreendi-mento - bombagem e armazenaempreendi-mento de água já turbinada - que proporciona uma maior utilização de fontes renová-veis, essencialmente eólica, as quais não seriam otimizadas sem a constru-ção deste empreendimento.

Esta particularidade de “infraestrutura

de armazenamento” da AAHC, além das vantagens já referidas, permite que as exigências de estabilidade da rede e a garantia da continuidade do fornecimento de energia possam ser realizadas maioritariamente através de energia limpa. O acréscimo, direto e in-direto, de produção de energia elétrica através de fontes renováveis propor-ciona uma diminuição da utilização de combustíveis fósseis – poluentes e não renováveis - com vantagens evi-dentes para o Ambiente e Sustentabi-lidade da ilha.

Rui Rebelo, Presidente do Conselho de Administração da EEM

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SISTEMA ELÉTRICO DE PEQUENA DIMENSÃO,

ULTRAPERIFÉRICO E ISOLADO, BASEADO EM

PRODUÇÃO TÉRMICA E COM OBJETIVO DE

ALCANÇAR 50% DE PENETRAÇÃO DE FONTES DE

ENERGIA RENOVÁVEIS NA PRODUÇÃO DE ENERGIA

ELÉTRICA

O sistema elétrico da Ilha da Madeira tem características específicas pró-prias, devido à reduzida dimensão, à localização ultraperiférica da Região e ao seu isolamento de outras redes elé-tricas, importando relevar o papel da EEM-Empresa de Eletricidade da Madeira, S.A. (EEM) na garantia da segurança, estabilidade e qualidade do abastecimento de eletricidade. A produção de eletricidade na Ilha da Madeira é maioritariamente de origem térmica (cerca de 70%), recorrendo a combustíveis fósseis importados. Não obstante, é importante destacar o esforço nos últimos anos para o

apro-veitamento de fontes renováveis de energia, em particular eólica e fotovol-taica.

Os objetivos para 2020 a nível de política energética para a Ilha da Madeira estão definidos no Plano de Ação para a Energia Sustentável da Ilha da Madeira (“PAESI da Ilha da Madeira”), sendo de salientar o contri-buto do projeto de Ampliação do Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta (AAHC) para a meta de 50% de renováveis na produção de energia elétrica e para as metas globais (i) aumentar para 20% a participação dos recursos energéticos renováveis; e

(ii) reduzir em 20% as emissões de CO2 em relação a 2005.

Sendo um sistema elétrico não interli-gado, para garantir a segurança e a qualidade do abastecimento, o aumento da produção de energia elé-trica através de energias renováveis na Ilha da Madeira está condicionado pela falta de capacidade de armaze-namento no sistema, não sendo possí-vel a integração de fontes de produção de energia elétrica intermitentes adi-cionais, devido à incapacidade de receção da rede elétrica por razões técnicas e de procura e a uma capaci-dade de armazenamento insuficiente.

PROJETO AAHC COMO INFRAESTRUTURA ELÉTRICA

DE ARMAZENAMENTO DE ENERGIA FUNDAMENTAL

PARA A GESTÃO DO SISTEMA ELÉTRICO PÚBLICO E

PARA ATINGIR OS OBJETIVOS DE POLÍTICA DE

ENER-GIA E CLIMA.

Face aos objetivos definidos para a Ilha da Madeira e as condicionantes atuais do sistema elétrico, a infraes-trutura energética da AAHC aumenta significativamente a capacidade de armazenamento de energia elétrica através da acumulação de água e da capacidade reversível. Assim, contri-bui com serviços de sistema para garantir a segurança e a qualidade do fornecimento de energia com cresci-mento da produção a partir de fontes de energia renováveis intermitentes e redução correspondente nas emissões de gases de estufa e de outros poluentes do ar. O Projeto contribui ainda para (i) o reforço da resiliência da Ilha da Madeira à variabilidade dos recursos hídricos e para (ii) a promo-ção de capacidade de adaptapromo-ção às alterações climáticas na região e ao efeito destas na redução da produção de energia de origem hídrica a médio e longo prazo.

A opção por uma fonte hídrica, através da implementação de um aproveita-mento hidroelétrico reversível, surge como natural, em resultado do caráter

intermitente de outras fontes renová-veis possírenová-veis (eólica e solar) e da reduzida competitividade e do desen-volvimento tecnológico ainda inci-piente das opções de armazenamento de energia alternativas, designada-mente em sistemas de baterias. De entre as opções de fontes hídricas, a AAHC revelou-se mais interessante do que outras alternativas identifica-das.

A configuração final da AAHC resul-tou da avaliação, com base em crité-rios técnicos, económicos e ambien-tais, de diferentes alternativas de soluções técnicas, designadamente ao nível do layout geral do aproveita-mento, das infraestruturas de arma-zenamento, da conduta forçada/ele-vatória, da central hidroelétrica e da estação elevatória.

O Projeto consiste assim na imple-mentação de um aproveitamento hidroelétrico reversível, através da construção da (i) Barragem de acu-mulação do Pico da Urze, com uma capacidade de 1.021.000 m3; (ii) Central Hidroelétrica da Calheta III,

com uma potência de 30 MW e da Estação Elevatória da Calheta, com uma potência de 17,7 MW; e (iii) as restantes intervenções necessárias para o funcionamento desta infraes-trutura energética de armazenamento de energia. Estima-se que o montan-te de investimento total ascenda a 70,7 milhões de euros (incluindo “evi-sões de preços” e “Imprevistos”, excluindo IVA), sendo o valor exigível de 65,7 milhões de euros

A AAHC irá contribuir para (i) o aumento do encaixe de fontes reno-váveis na produção de energia elétrica de 76,0 GWh por ano (aumento de 9,2 pontos percentuais face os atuais 29,7% de emissão proveniente de fontes renováveis em 2014), e para (ii) a redução de emissões em 51,8 mil toneladas de CO2e (contributo de 12% para a meta do PAESI da Ilha da Madeira de reduzir 415,6 mil tonela-das de CO2 em 2020).

A AAHC tem, portanto, um papel fun-damental para a consecução dos objetivos a que a Ilha da Madeira se propôs.

Sistema elétrico da Madeira

Projeto de

ampliação do

aproveitamento

hidroelétrico da

Calheta

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Política Energética Nacional e Regional

Em Portugal, a estratégia nacional para a Energia 2020 ( “ENE 2020”) assenta em cinco eixos principais:

Eixos da Estratégia Nacional para a Energia 2020 Fonte: ENE 2020

Esta estratégia encontra-se plas-mada no Plano Nacional de Ação para a Eficiência Energética ( “PNAEE”) e no Plano Nacional de Ação para as Energias Renováveis (“PNAER”):

• O PNAEE e o PNAER são os ins-trumentos de planeamento energé-tico que estabelecem o modo de alcançar as metas e os compromis-sos internacionais assumidos por Portugal em matéria de eficiência energética e de utilização de energia proveniente de fontes renováveis; • Estes planos identificam as barrei-ras existentes, bem como o poten-cial de melhoria em matéria de efi-ciência energética e de incorporação de energia elétrica proveniente de fontes renováveis nos vários setores de atividade, com vista ao estabele-cimento dos programas e medidas mais adequadas à observância dos referidos compromissos, e tendo em

OBJETIVOS DO PAESI DA ILHA DA MADEIRA

A estratégia para o setor energético na Região Autónoma da Madeira é o contri-buto para as metas e compromissos nacionais e comunitários em matérias de energia e clima, consubstanciado no PAESI da Ilha da Madeira, o qual define o seguinte conjunto de objetivos.

conta a realidade nacional.

A AAHC é um projeto alinhado com os objetivos da política energética nacional, tendo sido incluído como uma das medidas previstas no PNAER 2010. Complementarmente na RAM, o “PAESI da Ilha da Madeira”, estabelece a política ener-gética até 2020, em alinhamento com as políticas nacionais e comu-nitárias, e orientada para a seguran-ça do aprovisionamento, a melhoria da eficiência, o desenvolvimento dos recursos renováveis e a redução das emissões de CO2.Este plano foi desenvolvido no âmbito da adesão da RAM ao Pacto das Ilhas, que é uma iniciativa Europeia a que aderi-ram cerca de uma centena de ilhas para a prossecução dos objetivos da União Europeia em matéria de ener-gia e clima.

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A NÍVEL DE ENERGIA RENOVÁVEL, O PAESI DA ILHA DA MADEIRA PREVÊ UM

CRESCIMENTO GERAL NAS DIVERSAS FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL,

SUPORTADO NUM AUMENTO DA CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO PARA

AUMENTAR O CONTRIBUTO DAS FONTES INTERMITENTES

No PAESI da Ilha da Madeira está também previsto um conjunto de ações para as várias áreas de intervenção, relevando para o âmbito do projeto em análise, as referentes à produção de energia secundária:

Fonte: PAESI da Ilha da Madeira

AÇÕES PREVISTAS NO PAESI DA ILHA DA MADEIRA

PARA A PRODUÇÃO DE ENERGIA SECUNDÁRIA

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Produção de energia elétrica (Unidade: % do total)

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Sistema Elétrico da Ilha da Madeira

A Região Autónoma da Madeira enquanto região ultraperiférica

De acordo com o artigo 349.º do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia, a União Europeia reconhece que a RAM tem o estatuto de região ultraperiférica.

REDE ISOLADA DE PEQUENA

DIMENSÃO

A ultraperiferia, a fragmentação do terri-tório, a reduzida dimensão e as caracte-rísticas do relevo oceânico determinam as especificidades dos sistemas elétri-cos isolados e de pequena dimensão das ilhas da Madeira e do Porto Santo. A especificidade das redes isoladas não interligadas e de pequena dimensão da RAM foram reconhecidas pela Comissão Europeia através da Decisão 2006/375/CE da Comissão, de 23 de maio de 2006, com a derrogação de certas disposições da Diretiva 2003/54/CE em relação ao arquipélago da Madeira, destacando que, nestes sis-temas, as questões mais pertinentes se prendem com a segurança e a qualidade do abastecimento.

Com efeito, as redes isoladas de peque-na dimensão estão sujeitas a constran-gimentos específicos, como sejam: • O objetivo de um mercado de eletrici-dade concorrencial é impossível de atin-gir ou impraticável, dado o nível muito reduzido de produção e o facto de as ilhas muitas vezes se encontrarem tam-bém isoladas;

• Numa rede de dimensão reduzida não

CARACTERIZAÇÃO DOS

RECURSOS ENERGÉTICOS

DISPONÍVEIS NA ILHA DA

MADEIRA

Grande parte da produção de energia elétrica na Ilha da Madeira (cerca de 70%) provém de centrais térmicas e, portanto, de origem não renovável (designadamente combustíveis fós-seis). Tendo em conta a inexistência da exploração de recursos fósseis na RAM, esta apresenta uma elevada dependência exterior de recursos ener-géticos.

O restante mix de produção de energia elétrica é composto por energias reno-váveis (cerca de 30%) entre as quais se destacam a hidroelétrica (11,6%) e eólica (10,5%). A restante produção é, essencialmente, feita através de ener-gia fotovoltaica e incineração de resí-duos.

Não obstante, a RAM apresenta um potencial relevante para uma maior uti-lização de fontes de energia renovável e consequente redução da dependência externa:

• Exploração hídrica – a Ilha da Madeira tem áreas com uma pluviosi-dade elevada e diversos cursos de água. A exploração atual é feita através de mini-hídricas que aproveitam cap-tações de água, existindo potencial para aumentar a sua capacidade em áreas específicas. De destacar o pre-sente projeto AAHC, e ainda outros projetos em fase de estudo pela EEM; • Energia eólica – a RAM apresenta potencial para a instalação de parques eólicos adicionais, embora a intermi-tência que caracteriza esta fonte de energia implique a necessidade de armazenamento de energia elétrica no sistema. A dotação do sistema elétrico

Fonte: APREN e EEM

é possível, na maior parte dos casos, dis-por de mais do que uma instalação de produção por ilha, o que torna pratica-mente inviável a presença de produtores concorrentes;

• Adicionalmente, a garantia da segu-rança e qualidade do fornecimento com a introdução de fontes de produção de energia elétrica renovável intermitente é mais complexa em redes isoladas de pequena dimensão, devido à impossibili-dade de exportação de excedentes e à maior exposição que estes sistemas têm às flutuações de fontes de energia inter-mitentes por não poderem recorrer a ser-viços de sistema fornecidos por outras redes, tornando necessária a existência de capacidade de armazenamento de energia elétrica no sistema.

Neste contexto, cabe à EEM, empresa verticalmente integrada, a gestão técni-ca global dos sistemas elétricos de técni-cada uma das ilhas do arquipélago da Madeira, o transporte e a distribuição de energia elétrica nos referidos sistemas, bem como a construção e a exploração das respetivas infraestruturas.

DEPENDÊNCIA

EXTERNA

A Ilha da Madeira, com cerca de 70% da produção de energia elé-trica a ocorrer em centrais ter-moelétricas, o nível de importa-ções de combustíveis fósseis é relevante.

com capacidade de armazenamento adicional vai permitir uma maior explo-ração deste recurso energético; • Energia fotovoltaica – a RAM apre-senta boas condições em termos de localização e exposição solar para este tipo de exploração, com níveis de inso-lação no Funchal entre 140 horas em dezembro e 240 horas em agosto. Esta fonte de energia é principalmente limi-tada pelos elevados investimentos nas tecnologias e pelos efeitos das grandes centrais fotovoltaicas na estabilidade de redes elétricas isoladas de pequena dimensão, como a da Ilha da Madeira; • Outras fontes de energia ainda em fase de desenvolvimento preliminar, como energia oceânica, poderão vir a ter um impacte no mix de produção de energia futuro da RAM.

Uma maior penetração de fontes de energia renováveis intermitentes na produção de energia elétrica, nomea-damente a eólica, encontra-se, portan-to, condicionada à capacidade de armazenamento existente na Madeira, hoje em dia limitada ao Aproveitamento de Fins Múltiplos dos Socorridos.

Esta dependência dos combustí-veis fósseis na produção de ele-tricidade é consequência da dimensão do mercado regional e da insularidade. Enquanto região ultraperiférica com sistema elé-trico isolado de pequena dimen-são, existem constrangimentos ao desenvolvimento dos recursos energéticos endógenos, que resultam numa maior dependên-cia das energias fósseis.

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NECESSIDADE DE ARMAZENAMENTO

DE ENERGIA

A Ilha da Madeira, devido às suas condi-ções estruturais, necessita de ter capa-cidade excedentária no sistema elétrico para garantir a segurança e qualidade do abastecimento. Essa capacidade excendentária está hoje em dia concen-trada na Central Térmica da Vitória, que tem de ter capacidade de resposta rápi-da para absorver eventuais querápi-das de produção das fontes de energia renová-veis intermitentes.

Durante os últimos anos, como já refe-rido, o crescimento da produção de energia elétrica tem sido

principalmen-A EEM, na qualidade de Operador da Sistema Elétrico Público vê-se, portanto, obriga-do a criar capacidade de armazenamento no sistema elétrico da RAM, para conseguir aumentar a penetração de energias renováveis intermitentes e assegurar a qualidade e segurança do abastecimento no sistema elétrico isolado e de pequena dimensão da Ilha da Madeira.

Diagramas de carga

Na figura abaixo apresentam-se diferentes diagramas de carga de cada estação do ano onde é possível observar o grande desafio na gestão da rede elétrica pela discrepância entre as horas de ponta e horas de vazio, num contexto de rede isolada e de integração de fontes de energia intermitentes.

Diagramas de carga tipo por estação do ano e por fonte de energia primária

Os diagramas de carga evidenciam um desequilíbrio relevante, apresentando dife-renciais significativos nos picos de procura em horas de ponta e procura reduzida em horas de vazio, fruto das características socioeconómicas da região, sendo difícil o encaixe de energia elétrica com origem em fontes renováveis nas horas de menor procura.

te em eólica, e em menor escala, em fotovoltaica. Estas duas fontes adicio-naram 54,7 MW no sistema de produ-ção de energia elétrica renovável inter-mitente.

Dada a reduzida capacidade de arma-zenamento existente, a energia elétrica não consumida é imediatamente des-perdiçada. Este fator é importante especialmente no caso da energia eóli-ca, cuja produção ocorre geralmente em horas de vazio. No que concerne a energia fotovoltaica, a produção ocorre tipicamente durante horas de maior consumo, estando por isso menos sujeita a desperdício.

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Qualidade do serviço

e fiabilidade

A qualidade do serviço prestado e a fiabilidade do mesmo são analisados anual-mente pelos operadores e pela Entidade Reguladora, mediante o acompanha-mento de um conjunto de indicadores, entre os quais se destacam:

Os principais indicadores de aferição da qualidade do sistema elétrico da Ilha da Madeira apresentados acima demons-tram uma evolução positiva desde 2010. Esta evolução confirma o esforço do operador na melhoria do serviço presta-do, através da implementação de medi-das com o objetivo de:

• Minimização do número e duração de interrupções, mediante a introdução de melhorias técnicas e remodelação de troços tipicamente mais afetados; • Diagnóstico mais rápido das causas de interrupção e respetiva localização. Não obstante a evolução positiva verifi-cada na qualidade do serviço prestado, a garantia de segurança e qualidade do fornecimento de energia tem impedido uma maior penetração de produção renovável intermitente, facto que evi-dencia a necessidade de investimento em infraestruturas energéticas de arma-zenamento de energia para atingir os objetivos de política de energia e clima de aumentar o contributo das fontes renováveis e reduzir as emissões de GEE. O Projeto AAHC tem por finalidade criar uma infraestrutura energética de arma-zenamento de eletricidade, através da ampliação e transformação do aprovei-tamento hidroelétrico da Calheta num sistema reversível, que inclui a produção de energia elétrica e a captação, armaze-namento e bombagem de água, para reforçar a capacidade de receção da energia proveniente de fontes renováveis intermitentes no sistema elétrico isolado da Ilha da Madeira.

Deste modo, é evitada a rejeição de ener-gia renovável em excesso através do seu armazenamento no período noturno e garantida a estabilidade do sistema elé-trico e a segurança do fornecimento, com os seguintes objetivos:

• Aumentar a capacidade de produção

de energia elétrica a partir de fontes de energia renováveis;

• Aumentar a contribuição das fontes de energia renováveis na produção de ener-gia elétrica na RAM;

• Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa;

• Fomentar a diversificação e o aprovei-tamento das fontes de energia renová-veis e endógenas alternativas aos com-bustíveis fósseis;

• Garantir a ligação à rede elétrica das instalações produtoras de energia de ori-gem renovável intermitentes, designa-damente hídrica, eólica e oceânica, entre outras;

• Reduzir a dependência energética do exterior e a consequente vulnerabilidade da economia regional à variação dos pre-ços dos combustíveis nos mercados internacionais;

• Reduzir as importações de combustí-veis fósseis e criar valor acrescentado regional através da valorização de recur-sos endógenos;

• Reforçar a resiliência da Ilha da Madeira à sazonalidade dos recursos hídricos e promover a adaptação às alte-rações climáticas, através do armazena-mento de água.

Estes objetivos estão alinhados com as políticas regionais, nacionais e comuni-tárias em matéria de energia e alterações climáticas.

De forma mais concreta, e fazendo uma ligação com os objetivos quantitativos definidos no PAESI da Ilha da Madeira, tem-se que a AAHC vai ter uma contri-buição significativa para (i) reduzir a dependência do exterior através do aumento da participação dos recursos renováveis endógenos e (ii) reduzir as emissões de dióxido de carbono.

Indicadores de continuidade de serviço 2010-2014 (Unidade: MWh; minutos)

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Emissões de CO2 na RAM (setor elétrico) e evolução face a 2005 (Unidade: ‘000 t; %)

Fonte: EEM

O projeto AAHC contribui também para o objetivo de redução de 20% das emissões de CO2 na Ilha da Madeira até 2020, face aos valores verificados em 2005. A RAM como um todo (incluindo Porto Santo) apresentou uma redução, entre 2005 e 2014, da emissão de CO2 de 22,5% no setor elétrico. A implementação da AAHC vai permitir uma redução adicio-nal estimada em 51,8 mil toneladas de emissões de CO2e.

Considerando os níveis de produção do ano de 2014 (ano de referência), com a entrada em funcionamento da AAHC, a redução estimada de 51,8 mil toneladas de emissões de CO2e representaria uma redução de 9,8 pontos percentuais adicio-nais face ao ano de 2005.

Face às limitações atuais de integração de fontes de energia renovável intermitente adicionais no sistema elétrico da Ilha da Madeira por falta de capacidade de

arma-zenamento, o Projeto AAHC desempe-nhará um papel fundamental para a con-secução dos objetivos definidos da políti-ca energétipolíti-ca.

Redução da

dependência do exterior

– aumento da participação dos recursos renováveis

endógenos

Os objetivos definidos para a Ilha da Madeira são, até 2020, aumentar para 20% a participação dos recur-sos energéticos renováveis na pro-cura de energia primária, e para 50% no caso da produção de eletricidade. O projeto AAHC vai permitir acres-centar um total de 76,0 GWh por ano de produção renovável no siste-ma: 15,0 GWh de hídrica direta, e 61,0 GWh adicionais de energia

Emissão de energia elétrica por recurso utilizado (Unidade: GWh, %)

Redução das emissões de

dióxido de carbono

– emissões de CO2 (setor elétrico)

eólica.

Assumindo os níveis de produção do ano de 2014 (ano de referência), com a entrada em funcionamento do AAHC, a produção renovável passaria dos 30% atuais para 38,9%, contri-buindo assim com o aumento de cerca de 9 pontos percentuais para a consecução do objetivo 50% de pro-dução de energia elétrica com recur-sos renováveis, a atingir até 2020.

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A Ilha da Madeira apresenta um con-junto de características físicas, desi-gnadamente uma dimensão reduzida, relevo acidentado e reduzida capaci-dade natural de retenção de água nos solos, o que dificulta a formação de reservas de água naturais superfi-ciais e limita os locais de construção de reservas artificiais.

O Projeto AAHC integra um conjunto de intervenções que visa potenciar a otimização do atual Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta e a transfor-mação do sistema existente num sis-tema reversível, com criação de

capacidade de armazenamento, que contribuirá para a integração de energias renováveis intermitentes e equilíbrio do diagrama de cargas, que são aspetos críticos num sistema elétrico isolado e de pequena dimen-são.

Este projeto foi desenvolvido pela EEM, na sequência da experiência bem-sucedida da exploração do Aproveitamento Hidroelétrico dos Socorridos, no qual foi também implementado um conceito seme-lhante de armazenamento e de fun-cionamento reversível.

SITUAÇÃO ATUAL DO

APROVEITAMENTO

HIDROELÉTRICO DA

CALHETA

O atual Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta, com uma potência insta-lada de 12,0 MW, está situado na encosta Sul da ilha a Madeira, nos concelhos da Calheta e Ponta do Sol, e é constituído pela Central Hidroelétrica Calheta I, com 4,7 MW e pela Central Hidroelétrica da Calheta II, com 7,3 MW, também designada por Central Hidroelétrica de inverno. As levadas de captação e adução de água associadas a este sistema hidroelétrico têm uma extensão total de cerca de 40 km, em canais, e 5 km, em túnel. A Central Hidroelétrica da Calheta I, construída em 1953, está situada na margem esquerda da ribeira da Calheta, a cerca de quatro quilóme-tros a Nordeste da Vila da Calheta a uma cota de 658 m. A esta central estão associados os escalões do Paul da Serra (3,7 MW), Rabaçal (0,5 MW) e Rocha Vermelha (0,5 MW).

Projeto AAHC

– elementos físicos e atividades

A água turbinada nesta central é posteriormente distribuída através da levada do Arco da Calheta (a Leste), para regadio, e através da levada da Ponta do Pargo (a Oeste), para regadio e abastecimento públi-co, sendo o caudal excedentário tur-binado na Central Hidroelétrica da Calheta II.

A Central Hidroelétrica da Calheta II foi construída em 1992 com o objetivo de aproveitar os caudais já turbinados na Central Hidroelétrica da Calheta I e excedentários ao abastecimento público e regadio. Esta central fica situada na vila da Calheta, na margem direita da ribeira, junto à foz, a uma cota de cerca de 13 m.

A Central Hidroelétrica da Calheta II funciona, sobretudo, durante o inverno. No verão, o caudal escoa-do na Levada escoa-do Lombo escoa-do Salão (que constitui o troço inicial da

levada da Ponta do Pargo) é, essencialmente, destinado ao abastecimento público e regadio, usos prioritários em relação à pro-dução de energia. A água turbinada na central da Calheta II é restituída ao mar, uma vez que a cota de jusante já não permite outra utili-zação.

Com uma potência instalada de 12 MW, a produção média anual do Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta foi, entre 2005 e 2014, de 34,3 GWh (14,8 GWh na Central Hidroelétrica da Calheta I e 19,5 GWh na Central Hidroelétrica da Calheta II), o que representa em igual período: 34,8% da produção média anual de 98,6 GWh de ener-gia hidroelétrica na Ilha da Madeira; e 17,9% da produção anual de 191,8 GWh de energia a partir de fontes renováveis na Ilha da Madeira.

ESTE PROJETO FOI

DESENVOLVIDO PELA

EEM, NA SEQUÊNCIA DA

EXPERIÊNCIA

BEM-SUCEDIDA DA

EXPLORAÇÃO DO

APROVEITAMENTO

HIDROELÉTRICO DOS

SOCORRIDOS

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11

O Projeto AAHC inclui a realização das

seguintes intervenções principais:

O Projeto AAHC inclui a realização das seguintes intervenções princi-pais:

• Construção da Barragem do Pico da Urze;

• Construção da Conduta forçada/eleva-tória desde a Barragem do Pico da Urze até à nova Central Hidroelétrica da Ca-lheta III e Estação Elevatória da CaCa-lheta;

• Construção da Central Hidroelétrica da Calheta III;

• Construção do Reservatório de Resti-tuição da Calheta;

• Construção das Estações Elevatórias da Calheta e do Paul;

• Ampliação da capacidade de transpor-te da Levada Velha do Paul e da Levada do Paul II;

• Remodelação da Levada do Lombo do Salão;

• Remodelação/ampliação da Subesta-ção do Lombo do Doutor 60/30 kV. Tendo em consideração os objetivos e as características do Projeto AAHC, a sua implementação permitirá:

• O aumento da potência hidroelétrica instalada, no sistema hidroelétrico da

Calheta, dos atuais 12 MW para 38,3 MW, com a construção de uma central hidroelétrica com uma potência instala-da de 30 MW (2 x 15 MW) e a desativa-ção de turbinas em fim de vida na Cen-tral da Calheta I, escalão do Paul, com potência instalada de 3,7 MW; • Dotar o sistema de capacidade de ar-mazenamento adicional de 1.091.540 m³ de água, na Barragem do Pico da Urze e no reservatório de restituição da Calheta, garantindo uma reserva estra-tégica de água na Ilha da Madeira que é fundamental para a produção e armaze-namento de energia;

• Acrescentar reversibilidade ao sistema de aproveitamento hídrico, com 17,7 MW de potência instalada para bomba-gem;

• Uma maior penetração de fontes de energia renováveis intermitentes no sis-tema – (estimativa de instalação de 25 MW adicionais de potência eólica ou in-termitente equivalente), em resultado do aumento da estabilidade do sistema; • Aumento da produção elétrica em 26,0 GWh, 15,0 GWh de afluências di-retas e 11,0 GWh com água bombada, bem como um aumento da produção eó-lica de 61,0 GWh.

Complementarmente ao Projeto AAHC, serão também implementados o Projeto de Recuperação Biofísica do Paul da Serra e o Projeto de Alteração da Linha Calheta – Bica da Cana a 30 kV.

Principais intervenções

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Após a implementação do projeto, o Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta, passará a funcionar de acordo com o esquema apresentado na figura.

Situação futura (após ampliação)

do aproveitamento hidroelétrico da Calheta

Funcionamento do sistema após a concretização do Projeto AAHC

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13

A Central Hidroelétrica da Calheta I continuará associada aos escalões do Rabaçal e da Rocha Vermelha, que ali-mentam duas turbinas de 0,5 MW cada. A água turbinada na Central Hidroelétrica da Calheta I abastece prioritariamente a Levada do Arco da Calheta, sendo o restante caudal con-duzido à levada do Lombo do Salão. O Escalão do Paul, dissociado da Central Hidroelétrica da Calheta I, com a desativação das turbinas de 3,7 MW em fim de vida e a desmontagem das respetivas condutas, fica reforçado com novas captações de água e com a capacidade de armazenamento de 1.021.000 m³ da barragem do Pico da Urze, alimentado agora a nova Central Hidroelétrica da Calheta III, com dois grupos turbina-alternador de 15 MW cada, para uma queda geométrica de

cerca de 700 m.

De um modo geral, após a construção do Projeto AAHC, o funcionamento do Aproveitamento Hidroelétrico da Calheta pode ser resumido da seguinte forma:

• A albufeira do Pico da Urze (1.021.000 m³) receberá as águas provenientes da ribeira do Alecrim e da levada velha do Paul, que é alimentada pela Ribeira do Lajeado. A água das levadas do Paul I e do Paul II, recolhida a jusante da futura Albufeira, continua-rá a ser armazenada na existente câmara de carga do Paul, (10.000 m³) mas deixará de alimentar os grupos do escalão do Paul da atual Calheta I, que serão desativados, e passará, durante a noite, a ser elevada através da Estação Elevatória do Paul e utilizando energia renovável, para a Albufeira do Pico da Urze. A água armazenada na albufeira

do Pico da Urze alimentará a nova con-duta forçada/elevatória que a transpor-tará à Central Hidroelétrica da Calheta III, onde será turbinada gerando energia “limpa” que permite substituir energia produzida por combustíveis fósseis. De salientar que o caudal ecológico da Ribeira do Alecrim será sempre garanti-do.

• Depois de turbinada na Central Hidroelétrica da Calheta III esta água é utlizada prioritariamente para consumo humano e rega através das levadas do Lombo do Salão e do Arco da Calheta, sendo o restante caudal encaminhado, para o reservatório de restituição da Calheta (70.540 m³).

• A água armazenada neste reservató-rio, utilizando energia renovável inter-mitente disponível, é devolvida à albu-feira, por bombagem efetuada pela Estação Elevatória da Calheta, para ser de novo turbinada.

• A Central Hidroelétrica da Calheta II – antiga Central de Inverno – será ali-mentada, através da câmara de acu-mulação da Calheta (20.000 m³), que recebe os excedentes da levada do Lombo do Salão que não forem necessários ao consumo humano e ao regadio, permitindo o projeto AAHC que esta Central deixe de turbinar quase exclusivamente no Inverno, mas fazendo-o quase todo o ano. A energia produzida nas centrais da AAHC alimenta a rede elétrica da Ilha da Madeira, sendo que a energia pro-duzida nas Centrais Hidroelétricas da Calheta III e da Calheta I passa a ser integrada na rede através da Subestação do Lombo do Doutor 60/30 kV, a ampliar e remodelar no âmbito do projeto, e das novas linhas: • Linha 60 kV: Calheta – Central

Térmica da Vitória no Funchal; • Linha 60 kV: Calheta – Lombo do Meio;

• Linha 30 kV: Calheta 30 kV – Calheta 60 kV;

• Linha 30 kV: Calheta – Bica da Cana.

O conjunto de intervenções previsto no Projeto AAHC cria um sistema interligado com um aproveitamento energético superior dos recursos hídri-cos na Calheta, ao permitir um aumento na capacidade de geração e a criação de capacidade de armazena-mento. As várias componentes do projeto propostas são indispensáveis à concretização da AAHC, o qual tem objetivos concretos e mensuráveis estabelecidos, sendo, nessa qualida-de, uma ação indivisível de natureza técnica precisa com objetivos clara-mente identificados.

ESQUEMA DO PROJETO

A ENERGIA PRODUZIDA

NAS CENTRAIS DA AAHC

ALIMENTA A REDE

ELÉTRICA DA ILHA DA

MADEIRA, SENDO QUE A

ENERGIA PRODUZIDA NAS

CENTRAIS

HIDROELÉTRICAS DA

CALHETA III E DA CALHETA

I PASSA A SER INTEGRADA

NA REDE ATRAVÉS DA

SUBESTAÇÃO DO LOMBO

DO DOUTOR

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Área de influência

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Fontes de financiamento

O projeto AAHC, com conclusão prevista para o final de 2018, será financiado através de financiamento bancário, de cofi-nanciamento comunitário – tendo sido entregue, no mês de junho passado, a Candidatura ao POSEUR – Programa Operacional de Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos - e de fundos próprios da EEM (contribuição nacional). As fontes de financiamento da AAHC serão como abaixo:

Fontes de financiamento do Projeto (Unidade: ‘000 €; %)

Cálculo do montante máximo de cofinanciamento (Unidade: ‘000 €)

Para a determinação dos montantes das restantes fontes de financia-mento, foi considerada a atribuição do montante máximo de cofinancia-mento permitido:

• Capital próprio (contribuição nacional), no montante de €17,1 milhões;

• Financiamento bancário de €2,5 milhões, definido com base no perfil de geração de fluxos de caixa do Projeto, tendo sido considerado um período de carência de capital e juros (até 2020). A amortização do empréstimo é feita através de pres-tações constantes até 2030.

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Referências

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