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NÚMEROS DA COVID-19

| DIA 14/07/2021

BRASIL PARANÁ CURITIBA

MORTOS: RECUPERADOS: NOVOS CASOS:

ALEXANDRE SCHLEGEL

O policentrismo e a equidade na RMC

JURACI BARBOSA SOBRINHO

Produção de fl ores cresce no Paraná

O movimento de passageiros na Rodoviária de

Curitiba teve redução de 55% por conta da pandemia. Em 2020, 2,7 milhões de pessoas passaram pelo terminal, bem menos que as 6,1 milhões de 2019 COTIDIANO 05

NA9?=FK

Movimento tem aumento

gradual e Rodoviária de

Curitiba reforça cuidados

Ministério confi rma

que PR vai receber

mais 235,5 mil vacinas

Lote é formado apenas pelo imunizante da Fiocruz/AstraZeneca/

Oxford, que vai vacinar a população geral | COTIDIANO 05

Jair Bolsonaro é

internado com

obstrução intestinal

Ministério confi rma

que PR vai receber

Diário Político PR

O presidente Jair Bolsonaro, que foi interna-do no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na manhã desta quarta-feira (14), será transferido para São Paulo, onde fará exames complementares para verifi car a necessidade de uma cirurgia de emergência. A decisão foi tomada pelo médico Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente.

NACIONAL 08

;Jz<ALGK

BRDE repassa R$ 525 mi

na atual safra e projeta

R$ 600 mi para 2021/22

;GNA<%)1

Anvisa libera testes

clínicos para duas

novas vacinas

▌BRASIL 04 ▌GERAL 12

Há 25 anos no ramo da fl oricultura em Curitiba, a Esalfl ores inaugurou uma loja com 8.000 m², no bairro Xaxim. | PÁGINA 05

O objetivo deste recorte sobre a Região Metropolitana de Curi-tiba (RMC) é apresentar uma visão na qual o território não seja

apenas um tecido urbano/rural | RMC EM FOCO 04

HJ=yGK

Infl ação

desacelera

para todas

as faixas

de renda

ECONOMIA 03

L×IMAG

Comitê

Olímpico

Brasileiro

confi rma

301 atletas

inscritos

ESPORTE 06

DIÁRIO INDÚSTRIA

&

COMÉRCIO

VACINA

SIM

R$ 2,00

VACINA

SIM

DESCONTO

PANDEMIA

,,9FGK<=BGJF9DAKEG;GF>AÐN=Dt;MJALA:9$IMAFL9%>=AJ9$)-<=BMD@G<=*(*)t9FGPDANt=<Ay¶GFª)(0+(tJ+$(( GERAL 12

COMÉRCIO

SESA Luiz Costa/SMCS Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

NÚMEROS DA COVID-19 | DIA 14/07/2021

BRASIL PARANÁ CURITIBA

MORTOS: 1.556 196 19

RECUPERADOS: 17.858.633 950.696 237.477

(2)

Diário inDústria&ComérCio

Quinta-feira, 15 de julho de 2021

opinião

02

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EDITORIAL

PREVISÃO DO TEMPO

De olho nos cofres públicos

A

população brasileira deve-ria exercer um papel muito mais crítico em relação ao trabalho dos agentes públicos. Estar atenta a todas as medidas adotadas, cobrar o que ainda não foi feito, manifestar pacificamente as críticas e acompanhar os gastos públicos são obrigações básicas do povo. Aliás, se essa última tarefa fosse desempenhada assi-duamente pelos eleitores, muitos desvios de verba seriam evitados com o passar do tempo. Mas, infelizmente, não há uma busca de informações por parte da maioria da população no sentido de desco-brir o que está sendo feito com o

dinheiro arrecadado por meio dos impostos. Com isso, a prática do “Caixa Dois” é comum neste país.

A realização de grandes empre-endimentos, como usinas e plata-formas de petróleo, deixa os cida-dãos mais conscientes preocupados com a administração do dinheiro público gasto. O fiscal mais interes-sado em acompanhar essas despe-sas deve ser o povo. Os Tribunais de Conta – tanto o federal como os estaduais – precisam trabalhar em conjunto com a sociedade, divulgando todos os números dos gastos. A transparência deveria ser o principal elemento no relaciona-mento entre o governo e as pessoas.

Uma nova frente fria avança pelo sul do país e che-ga ao Paraná, ocasionando instabilidades no Estado.

*Guilherme Marques Moura

E

m 1534, Portugal dividiu o territó-rio brasileiro em extensas faixas de terra e repassou a adminis-tração aos capitães-donatários - apenas 15 ficaram responsáveis pela ocupação no país. Após quase 500 anos, o cenário é similar: a riqueza do Brasil ainda está concentrada nas mãos de poucos, tor-nando a desigualdade na distribuição de ren-da um fator marcante na história brasileira. Apesar da concordância quanto à necessidade da redução dessa dis-paridade, não existe consenso sobre como resolver o problema. Dentre as soluções mais debatidas, vale destacar a taxação de grandes fortunas.

À primeira vista, esse imposto “Robin Hood” aparenta ser po-sitivo somente para os mais pobres, e causar apenas um pequeno efeito negativo na vida dos mais ricos, afinal, eles continuarão ricos. Entretanto, a conse-quência prática dessa mudança sobre a socie-dade brasileira é incerta e duvidosa. O que se sabe é que ter mais é sempre melhor que ter menos, pois, em todo o tempo, buscamos alcançar mais prospe-ridade. Nesse sentido, com a instituição de um imposto sobre grandes fortunas, os mais ricos podem se deparar com três situações: não ter riqueza contábil, não aumentar sua fortuna ou manter seu dinhei-ro em países que não tributam a riqueza. No primeiro caso, os

indiví-duos mais ricos podem utilizar estratégias con-tábeis para diminuir o pagamento do imposto, manipulando a conta-bilização de seus ren-dimentos, de tal modo que o montante pago de imposto possa ser menor com a cobrança desse encargo. Dadas às peculiaridades do siste-ma tributário brasileiro, esse é um resultado esperado. No caso anterior, pressupomos que os mais abastados, ape-sar de terem que pagar mais impostos, con-tinuem tentando au-mentar seu patrimônio. Mas isso nos leva a um paradoxo: se passarmos a ser penalizados por termos mais dinheiro, por que então ficarmos mais ricos? Qual a van-tagem de realizarmos esse esforço se o prêmio é baixo? Dessa forma, a tributação da riqueza pode diminuir os in-vestimentos produtivos no país, e comprometer também, o emprego, a renda e a arrecadação de impostos (mas o ob-jetivo não era aumentar a arrecadação de im-postos?). A redução do investimento no país é ainda pior quando ana-lisada em um mundo globalizado, no qual os investidores buscam nações onde o seu lucro possa ser maior.

Nesse contexto, se o governo brasileiro aplicar o imposto sobre as grandes fortunas, vamos constatar a mi-gração dessas riquezas para países onde não existe essa tributação. Consequentemente, a geração de emprego e renda ocorrerá nesses lugares, assim como, o pagamento de

tribu-tos. Adicionalmente, diversas empresas já abandonaram a produ-ção no Brasil alegando que as tarifas são muito elevadas no país. Dessa forma, o efeito direto de um imposto sobre riquezas é justamente a diminuição da riqueza do país, seja contábil ou real, o que já foi regis-trado em várias partes do mundo. Mas afinal, estamos discutindo transferência de rique-za ou de pobrerique-za?

Apesar de nobre, a história de Robin Hood dificilmente ocorre na prática, tanto que, apesar de previsto na Constituição federal, esse encargo jamais foi regulamentado. Em linhas gerais, o resul-tado direto do imposto sobre grandes fortunas é a transferência da riqueza e da produ-ção para outros paí-ses, comprometendo a geração de empregos e a arrecadação dos go-vernos e, logo, a renda dos mais pobres. De fato, a diminuição da desigualdade não ocor-re ocor-retirando dos ricos para dar aos pobres, mas sim, com a melhor aplicação dos recursos existentes, com a pro-moção de igualdade de oportunidades e com aumento da produti-vidade do trabalho. E ainda existe outra questão importante a ser respondida: a receita desse imposto realmente seria envia-da aos mais pobres?

*Guilherme Mar-ques Moura, doutor

em Desenvolvimento Econômico, é professor da Escola de Negócios da Universidade Posi-tivo (UP).

Arte: Roque Sponholz

Robin Hood na prática: herói ou vilão?

Mín.:

16º

Máx.:

25º

www.simepar.br

A atividade econômica brasileira registrou queda em maio deste ano, de acordo com dados divul-gados ontem pelo Banco Central (BC). Até feverei-ro, o Índice de Ativida-de Econômica do Banco Central (IBC-Br) vinha apresentando crescimento após os choques sofridos em março e abril do ano

passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pande-mia de covid-19. Nos últi-mos três meses, já houve variações, com recuos em março e maio.

O IBC-Br, dessazona-lizado (ajustado para o período), apresentou re-cuo de 0,43% em maio de

2021 em relação a abril. Já na comparação com maio de 2020, houve aumento de 14,21% (sem ajuste para o período, já que a comparação é entre meses iguais). No acumulado em 12 meses, o indicador também ficou positivo, em 1,07%. Com os resultados, o IBC-Br atingiu 139,11 pontos.

segundo Banco central

Atividade econômica tem

queda de 0,43% em maio

(3)

Quinta-feira, 15 de julho de 2021

Diário inDústria&ComérCio

economia

03

comércio exterior

AEB prevê aumento

das exportações e

importações

A Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) divulgou ontem suas previsões para a balança comer-cial deste ano. Segundo a AEB, as exportações deverão ficar em torno de US$ 2 70,052 bi-lhões, com aumento de 28,7% em relação aos US$ 209,817 bilhões efetivados em 2020, e as importações, em US$ 202,051 bilhões, com expansão de 27,1% sobre os US$158,930 bilhões alcançados em 2020. Para a entida-de, haverá superávit de US$ 68,001 bilhões, mais 33,6% em relação aos US$ 50,887 bilhões apurados no ano pas-sado.

De acordo com a AEB, os aumentos projetados para as ex-portações e importa-ções refletirão de forma positiva no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos produ-tos e serviços produzi-dos no país) de 2021.

Segundo o presiden-te executivo da AEB, José Augusto de Cas-tro, a forte elevação dos preços das commodities (produtos agrícolas e minerais comerciali-zados no mercado ex-terno), especialmente petróleo e minério de ferro, explica o cresci-mento projetado para as exportações. O peso do petróleo em bruto, do minério de ferro e da soja em grão na pauta de exportação brasi-leira passou de 35%, no ano passado, para 41%, este ano. Do lado das importações, o fato de vários produtos não estarem sendo fabrica-da atualmente no país para suprir o mercado interno, como peças e componentes, res-ponde pelo incremento das vendas externas ao Brasil, disse Castro à Agência Brasil.

Quanto ao superá-vit, Castro disse que, se for confirmado, cons-tituirá novo recorde,

superando o recorde de 2017, de US$ 67 bilhões. A corrente de comér-cio, projetada em US$ 472,103 bilhões para 2021, ficará próxima do recorde atual de US$ 482,292 bilhões, apura-do em 2011.

Custo Brasil

O presidente da AEB afirmou que o câmbio não está afetando de forma alguma a balança comercial brasileira: “nem positivo, nem ne-gativo. Não está nem es-timulando a exportação de manufaturados, nem as importações. Está neutro”. Para Castro, o câmbio não é suficiente para deixar a balança competitiva.

Na opinião de Cas-tro, o principal proble-ma do país é o elevado custo Brasil. “Estamos exportando basica-mente commodities, e o custo Brasil afe-ta os manufaturados. Sem o custo Brasil, exportaríamos mais manufaturados, e isso geraria mais empregos no país”. O presiden-te executivo da AEB disse esperar que o custo Brasil se reduza para que aumentem as exportações de produ-tos manufaturados, de maior valor agregado. Ele acrescentou que a reforma tributária ajudará a diminuir o custo Brasil.

Ele acrescentou que, além disso, a ausência de reformas estrutu-rais e o custo Brasil são responsáveis pelo fato de as exportações de produtos manufatura-dos terem hoje valor nominal inferior ao ex-portado em 2007.

A previsão anterior da AEB para o ano de 2021 foi divulgada em 16 de dezembro do ano passado e mostrou os seguintes dados: expor-tação de US$ 237,334 bilhões, importação de US$ 168,316 bilhões e superávit de US$ 69,018 bilhões. A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Mi-nistério da Economia au-mentou a projeção para o crescimento da economia este ano e também para a inflação. As estimativas estão no Boletim Macrofis-cal divulgado ontem.

A projeção para o cres-cimento do Produto Inter-no Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) pas-sou de 3,5% para 5,3% em 2021, em relação ao último boletim, divulgado em maio.

O aumento se deve à incorporação do resulta-do positivo resulta-do primeiro trimestre do ano, que “foi melhor que o esperado”, com alta de 1,2% na com-paração com o trimestre imediatamente anterior, com ajuste sazonal, e su-perou as estimativas de

mercado. “Esse avanço se soma à retomada do cres-cimento observada nos dois trimestres anteriores, mesmo com o recrudes-cimento da pandemia de covid-19 no início deste ano”, diz o boletim.

De acordo com o docu-mento, os indicadores de confiança refletem melho-ras nas expectativas dos empresários, com cresci-mento em todos as áreas, em especial no setor de serviços, e boas perspec-tivas para o segundo se-mestre, dado o avanço da vacinação da população e redução do distanciamento social. “Conforme o avanço da vacinação em massa, projeta-se crescimento do setor de serviços no segun-do trimestre de 2021, que é de importância crucial para a retomada da atividade, do emprego e da renda da

população brasileira”, diz o documento. A retomada do investimento em 2021 também é destaque, com alta de 43,6% na produ-ção de bens de capital no acumulado do ano até

maio deste ano, frente ao mesmo período do ano an-terior. Segundo o boletim, essa recuperação contri-buirá para a ampliação da capacidade produtiva nes-te e nos próximos anos.

O

Indicador de In-flação por Faixa de Renda apontou desaceleração da taxa de inflação para todas as faixas de renda no mês de junho.

O estudo mostrou que, apesar da redução gene-ralizada na comparação com maio deste ano, a in-flação das famílias de ren-da muito baixa continua maior que a registrada na faixa de renda alta pelo terceiro mês consecutivo, com taxas de 0,62% para as famílias que recebem menos de R$ 1.650,50 e de 0,39% para os domi-cílios com renda maior de R$ 16.509,66.

O levantamento foi di-vulgado ontem pelo Insti-tuto de Pesquisa Econô-mica Aplicada (Ipea).

O grupo habitação, assim como no mês an-terior, continuou sendo o segmento que mais contribuiu para a pressão inflacionária em junho, impactado pelo reajuste das tarifas de energia

elétrica e, em menor es-cala, pelos aumentos do gás de botijão e do gás encanado.

Segundo o Ipea, no caso da energia, a varia-ção de 1,95%, em junho, reflete o acionamento da bandeira vermelha pata-mar 2, além da recompo-sição tarifária registrada em Curitiba.

As variações do gás de botijão e do gás encana-do, por sua vez, continu-am influenciadas pela alta dos preços internacionais e já acumulam variações de 16% e 14,2% no ano, respectivamente.

De acordo com o le-vantamento, o segundo grupo que mais contri-buiu para a alta da in-flação das famílias de renda muito baixa foi o de alimentação e bebi-das. Mesmo diante da deflação apresentada em itens importantes, como cereais (-0,73%), tubér-culos (-11,2%) e frutas (-2,7%), o segmento foi impactado pelas altas das

carnes (1,3%), das aves e ovos (1,6%) e dos leites e derivados (2,2%).

Já as famílias de alta renda foram impactadas pelo segmento de trans-portes, sendo que as que-das nas passagens aéreas (-5,6%) e nos transportes por aplicativo (-0,95%) não conseguiram anular os efeitos dos aumentos da gasolina (0,7%) e do etanol (2,1%).

Na comparação com junho de 2020, a pesqui-sa mostrou que a inflação no mesmo mês de 2021 foi mais elevada para todos os segmentos de renda, sendo que a alta foi mais significativa foi para as famílias de menor renda.

Segundo o Ipea, ape-sar da alta maior dos ali-mentos no domicílio em 2020, a inflação das famí-lias de renda mais baixa havia sido beneficiada pelas quedas dos pre-ços da energia (-0,34%), do vestuário (-0,46%) e dos artigos de limpeza

(-0,19%), ocorridas no ano passado.

Já para as famílias com maior renda, a me-nor alta inflacionária em 2020 foi causada, prin-cipalmente, pelas defla-ções das passagens aéreas (-26%), dos transportes por aplicativo (-14%) e das despesas com recre-ação (-0,43%)

“Os dados acumulados em doze meses mostram que, apesar da aceleração inflacionária generalizada para todas as faixas de ren-da, a taxa de inflação das famílias de renda muito baixa (9,2%) segue em patamar acima da obser-vada na faixa de renda alta (6,5%), ainda pressionada pelas altas de 15,3% dos alimentos no domicílio, de 16,2% da energia elé-trica e de 24,2% do gás de botijão no período. Já para as famílias de renda mais alta, boa parte dessa inflação acumulada vem do reajuste de 43,9% dos combustíveis no período”, informou o Ipea.

projeção

Ministério eleva previsão de

crescimento do PIB para 5,3% em 2021

em junho

Inflação desacelera para

todas as faixas de renda

Apesar da redução generalizada, a inflação das famílias de renda

muito baixa continua maior que a registrada na faixa de renda alta

(4)

Quinta-feira, 15 de julho de 2021

DIÁRIO INDÚSTRIA&COMÉRCIO

BRASIL

04

RMC EM FOCO

ALEXANDRE SCHLEGEL [email protected]

O policentrismo e a

equidade na RMC

O objetivo deste re-corte sobre a Região Me-tropolitana de Curitiba (RMC) é apresentar uma visão na qual o terri-tório não seja apenas um tecido urbano/rural, mas também um suporte físico às atividades so-cioeconômicas, a gerar o fruto das relações sociais e da economia.

De acordo com o IBGE, no último dia 26 de junho de 2020 di-vulgou as Regiões de Influência das Cidades (REGIC) que defi nem a hierarquia dos centros urbanos brasileiros e delimitam as regiões de infl uência a eles associa-dos. A rede de infl uência da Metrópole de Curitiba é a quarta colocada na-cional conforme o IBGE em tamanho de sua eco-nomia, com um PIB de R$ 410 bilhões anuais. Tem penetração no es-tado de Mato Grosso do Sul, onde subordina três centros urbanos e o norte de Santa Cata-rina, incorpora em sua maioria centros locais ao longo de sua divisa com o Paraná.

É importante salien-tar que a RMC tem um sistema que não apre-senta uma forma homo-gênea. O primeiro estudo feito, Ações Estruturan-tes e Informações da Região Metropolitana de Curitiba – Atlas 2018, teve como objetivo es-truturar a organização, a análise e a divulgação de informações metro-politanas e pode ser lido na íntegra no sítio do Pró-Metrópole (www. prometropole.com.br). Um ponto de infle-xão interessante a ser considerado aqui seria de se colocar em prática o desenvolvimento poli-cêntrico juntamente com a equidade territorial para o acesso e criação de fundos locais estruturais. Esses fundos podem ser construídos ou podem estar concentrados na recuperação das regiões com atrasos de desen-volvimento e na mu-dança socioeconômica, somados aos processos formativos que buscam o desenvolvimento dos indivíduos em suas múl-tiplas dimensões – física, intelectual, social. Desta

forma, estaríamos con-tribuindo com a imple-mentação de políticas públicas que fomentem o desenvolvimento econô-mico e social, com gera-ção de emprego e renda, bem como a atração e fortalecimento de orga-nizações empresariais e agregação de valor ao longo de toda a cadeia produtiva que as consti-tuem.

A essência do desen-volvimento policêntrico é se preocupar em prover imparcialidade, justiça, dignidade, honradez, reti-dão, virtude, inclusão so-cial, iguais oportunidades e não somente a paridade de resultados. As políticas de integração territorial devem focar em evitar disparidades, facilitando o desenvolvimento endó-geno em regiões e cidades relativamente periféri-cas. A equidade regional constitui-se em um tema fundamental para o de-senvolvimento, ao lado da vinculação de receitas - sejam estas tributárias, ou de fundos de investi-mentos -para estimular o desenvolvimento local através de estratégias de atração de investimentos e assim a multiplicação da renda regional. Des-ta forma, constituindo um dos fundamentos do fi nanciamento que se as-senta na premissa da ne-cessidade de diminuição das desigualdades locais e consequentemente re-gionais.

Tomemos para aná-lise dois municípios da RMC: Adrianópolis e Rio Negro. Os municípios de Adrianópolis, assim como Rio Negro, não são limítrofes a Curitiba. Rio Negro atingiu um alto grau de concentração industrial. Já em Adria-nópolis a baixa forma-lização é explicada pelo envelhecimento da po-pulação e o esvaziamento populacional de jovens, fato que é preocupante. A falta de equidade ter-ritorial e a descentrali-zação podem reduzir as disparidades, existentes a anos.

O território, assim, deixa de ser um elemento externo à atividade so-cioeconômica, devendo ser analisado de forma integrada.

Anvisa libera testes clínicos

para duas novas vacinas

SAÚDE

Uma é produzida na China e a outra no Reino Unido

A

Agência Nacio-nal de Vigilância Sanitária (Anvi-sa) autorizou ontem, em Brasília, a realização de pesquisas clínicas de duas novas vacinas contra o novo coronavírus (covid-19).

Uma é desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chi-nesa de Ciências Médicas (Imbcams, na sigla em in-glês), da China, e a outra é produzida pela empresa AstraZeneca.

A primeira pesquisa realizará ensaio clínico de fase 3, controlado por placebo, para avaliar a eficácia, segurança e a imunogenicidade da va-cina do Imbcams, que usa a tecnologia de vírus

inativado.

O estudo, a ser rea-lizado no Brasil, integra parte de uma pesquisa maior que também está sendo realizada na China e em outros países. Farão parte dos testes adultos de 18 anos de idade ou mais que receberão duas doses, com intervalo de 14 dias entre a primeira e segunda dose.

“O delineamento de um estudo controlado por placebo ainda é conside-rado metodologicamente adequado para avaliar a segurança e eficácia da vacina, considerando também que ainda há uma grande parcela da população não vacinada, desde que se leve em conta a possibilidade de

acesso dos voluntários às vacinas disponíveis em um curto período”, informou a Anvisa.

Aproximadamente 34.020 participantes se-rão recrutados no Bra-sil, Malásia, Bangladesh, China e México. Desse total, 7.992 participarão dos testes no Brasil, que serão realizados no Rio de Janeiro, Goiás, Santa Catarina e São Paulo.

AstraZeneca

Já a segunda pesquisa clínica aprovada testa-rá a vacina (AZD2816), desenvolvida pela Astra-Zeneca com a tecnologia de vetor de adenovírus recombinante, a mesma utilizada no imunizante anterior e que é aplicado

no Brasil.

A vacina será fabricada pela empresa Symbiosis Pharmaceutical Services, sediada no Reino Unido, e é uma nova versão do imunizante aplicado no país (AZD1222). Ele foi modifi cado para também fornecer imunidade con-tra a recém-emergente cepa da variante B.1.351 da covid-19, identifi cada primeiro na África do Sul, em abril.

O estudo, de fase II/ III parcialmente duplo-cego, randomizado, será aplicado em adultos de 18 anos de idade ou mais, previamente vacinados e não vacinados para de-terminar a segurança e a imunogenicidade da vacina candidata.

Uma é desenvolvida pelo Instituto de Biologia Médica da Academia Chinesa de Ciências Médicas (Imbcams, na

sigla em inglês), da China, e a outra é produzida pela empresa AstraZeneca

Comissão aprova projeto que reduz idade

mínima para trabalhar como motoboy

CÂMARA

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou proposta que reduz de 21 para 18 anos a idade permitida para alguém atuar profi ssionalmente como mototaxista, mo-toboy ou motofretista. O texto também dispensa esses profissionais de possuir habilitação por pelo menos dois anos na categoria.

O Projeto de Lei 4979/20 é do deputado Neri Geller (PP-MT). Inicialmente, ele reduzia a idade mínima apenas para os motoboys, mas o relator, deputado Ro-drigo Coelho (PSB-SC), apresentou um subs-titutivo para também permitir maiores de 18 nas demais atividades tratadas na Lei do Mo-totáxi e Motoboy.

Coelho concordou com a afi rmação do au-tor do projeto de que não faz sentido negar a jovens com idade entre 18 e 21 anos a oportunidade de um trabalho em um momento de aumento de desemprego.

“Apesar de jovens de 18 anos serem considera-dos menos responsáveis no trânsito, temos de ser realistas com relação à

dura situação que mi-lhões de famílias atraves-sam em busca de trabalho digno e honesto”, disse Coelho.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado agora pelas co-missões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(5)

Quinta-feira, 15 de julho de 2021

DIÁRIO INDÚSTRIA&COMÉRCIO

COTIDIANO

05

JURACI BARBOSA SOBRINHO

Produção de fl ores cresce no Paraná

Alternativa de investimento para pequenos e médios produtores rurais já performa em diversas regiões do

estado e conta com apoio de universidades e entidades associativas voltadas à produtividade

Há 25 anos no ramo da fl ori-cultura em Curitiba, a Esalfl ores inaugurou uma loja com 8.000 m², no bairro Xaxim. Anuncia-da como a maior do país, a loja de produtos de floricultura e jardinagem tem espaço Pet, ca-feteria, adega, bosque e promete experiência ao cliente.

A novidade remete à pro-dução de flores no estado, que cresce desde os anos 90 e tornou-se uma alternativa viá-vel de investimento. Não exige áreas grandes e o ciclo de pro-dução é pequeno, na maioria

das espécies, permitindo giro rápido de capital.

A floricultura abrange o cultivo de plantas ornamen-tais – fl ores de corte e plantas envasadas, fl oríferas ou não, produção de sementes, mudas de árvores e bulbos.

O Instituto de Desenvolvi-mento Rural do Paraná (IDR-Paraná, antiga Emater) e o SENAR – FAEP, tem atuado na orientação e formação dos pro-dutores para melhores práticas de cultivo. A produção cresce principalmente entre pequenos

produtores.

No Noroeste muitos par-reirais têm sido substituídos por cultivo de fl ores – rosas, crisântemos e orquídeas. Em Marialva, produtores consor-ciam o cultivo de rosas com soja ou substituição à uva e já são 85% da produção no estado.

Em Uniflor, o cultivo de crisântemos representa mais de 60% da produção do estado. Londrina lidera a produção de grama para jardinagem.

Maripá, no oeste, detém o título de Capital das Orquídeas.

Começou em 1993, com uma professora, que teve a ideia e estimulou estudantes a enfeitar árvores da cidade com orquí-deas, em preparação ao desfi le de 7 de setembro. A prática se popularizou e hoje com dezenas de produtores o município é o maior produtor de orquídeas no estado.

As universidades UNICE-SUMAR, UEM, UNINGÁ e a Associação Comercial e Indus-trial de Maringá (ACIM), atra-vés de estudos e diagnósticos, também têm contribuído para

que produtores e agricultores possam cada vez mais ocupar esse nicho de produção, com bons resultados econômicos. Há produtores em quase todas as regiões do Paraná, como as cidades polo de Maringá, Londrina, Cascavel, Paranavaí, Campo Mourão e na RMC.

Apesar do Agronegócio ter se mantido fi rme diante da cri-se econômica advinda dos refl e-xos da pandemia, a produção de fl ores foi atingida. Porém, felizmente, o setor já dá bons sinais de recuperação.

Ministério da Saúde confi rma que Paraná

vai receber mais 235,5 mil vacinas

IMUNIZAÇÃO

Lote é formado exclusivamente pelo imunizante da AstraZeneca/Oxford

O

Ministério da Saú-de confi rmou on-tem que o Paraná vai receber nos próximos dias mais 235.500 vaci-nas contra a Covid-19. O lote é formado exclusiva-mente pelo imunizante Covishield, produzido pela Fiocruz/AstraZene-ca/Oxford e dará conti-nuidade à vacinação da população geral com a primeira dose (D1). O governo federal ainda não confi rmou a data da distribuição.

O conjunto é compos-to por 166.951 doses para adultos com mais de 18 anos e 45 mil doses exclu-sivas para moradores de quatro cidades da região de fronteira com Para-guai e Argentina – Foz do Iguaçu, Guaíra, Santo

Antônio do Sudoeste e Barracão. O restante é separado para a reserva técnica.

A expectativa da Se-cretaria de Estado de Saúde é que o lote da fronteira seja comple-mentado com mais 45 mil vacinas nos próximos dias, totalizando as 90 mil anunciadas.

Assim que chegarem ao Estado, os imunizan-tes serão recebidos e se-parados pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba, para serem distribuídos rapidamente entre as 22 Regionais de Saúde.

Até o momento, o Mi-nistério da Saúde já en-tregou ao Estado cerca de 8,3 milhões de imunizan-tes, sendo que 6.643.645

doses já foram aplicadas nos paranaenses – outra parte está reservada para a segunda dose dos gru-pos já iniciados.

De acordo com o Vaci-nômetro do Sistema Úni-co de Saúde (SUS), foram aplicadas 4.972.289 pri-meiras doses e 1.671.356 pessoas já estão comple-tamente imunizadas com a segunda ou com a dose única.

Esta última remes-sa do Ministério conta com um montante de 4.006.500 doses para os estados, todas da Astra-Zeneca/Focruz. A pas-ta entregou, em todo o País, 147.335.318 doses, sendo que 110 milhões de pessoas já receberam pelo menos uma primeira dose de imunizante.

Segundo levantamen-to da Secretaria da Saúde, três em cada quatro cida-des paranaenses já estão vacinando a população da faixa dos 40 anos contra a Covid-19. O calendário de vacinação estima que as pessoas com essa ida-de ida-devem receber pelo menos a primeira dose ou a dose única até 18 de julho. O restante da população adulta será imunizada até o fi nal de setembro.

INSUMOS

Além das novas va-cinas, o Ministério da Saúde vai encaminhar mais 38.700 seringas de 1 ml, 38.700 agulhas 22 g e 245.200 seringas de 3 ml já com agulha própria ao Paraná.

Conjunto é composto por 166.951 doses para adultos com mais de 18 anos e 45 mil doses exclusivas para

moradores de quatro cidades da região de fronteira com Paraguai e Argentina

Movimento tem aumento

gradual e Rodoviária

reforça cuidados

TRANSPORTE RODOVIÁRIO

O movimento de passageiros na Rodo-viária de Curitiba teve redução de 55% por conta da pandemia. Em 2020, 2,7 milhões de pessoas passaram pelo terminal, bem menos que as 6,1 milhões de 2019, antes da chegada da covid-19. De lá para cá, o terminal refor-çou medidas sanitárias para evitar o contágio, investiu em melhorias e agora, com o avanço da vacinação, espera-se a retomada gradativa no ritmo de embarques e desembarques. No primeiro semes-tre, o movimento de passageiros teve

cres-cimento de 33% em relação ao mesmo pe-ríodo do ano passado, totalizando 2 milhões de passageiros.

A expectativa é que viagens, principalmente regionais, sejam reto-madas.

“Com a vacinação, a tendência é que no segundo semestre, com os feriados e as come-morações de fim de ano, as pessoas voltem a viajar, principalmen-te viagens mais curtas. Vamos manter todos os cuidados para garantir a segurança do passagei-ro”, diz o administrador da Rodoviária, Elcio dos Anjos.

Com aporte de R$ 34 mi de

multas do Procon, PR reforça

saúde e assistência social

AÇÕES

Mais de R$ 34 mi-lhões arrecadados por infrações ao Código de Defesa do Consumidor serão revertidos em in-vestimentos nas áreas da saúde e assistência social. A transferência foi autorizada ontem pelo governador Car-los Massa Ratinho Ju-nior, e é fruto da Lei 20.532/2021, que au-toriza a transferência de 95% dos recursos do Fundo Estadual de

Defesa do Consumidor (Fecon) para as duas áreas até o fi m da pan-demia no Paraná.

A lei prevê que 70% do montante do Fecon vá para o Fundo Estadu-al de Saúde (Funsaúde), e 25% para o Fundo Estadual da Assistência Social (FEAS). No total, foram R$ 25.114.353,08 repassados ao Funsaúde e R$ 8.969.411,82 ao FEAS, totalizando R$ 34.083.764,90.

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Diário inDústria&ComérCio

esporte

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SELEÇÃO OLÍMPICA

RECORDE

Meia-atacante do Zenit se junta ao grupo no domingo

Malcom é convocado para

substituir Douglas Augusto

O

meia-atacante Malcom, do Zenit (Rússia), é o mais novo convocado da seleção olímpica masculina brasileira nos Jogos de Tóquio. Ele entrará no lugar de Douglas Augusto, cortado no último dia 11, devido a uma lesão na coxa. Malcom, de 24 anos, se apresenta à equipe no próximo

domingo, em Tóquio

O camisa 10 do Zenit já constava da lista inicial do técnico André Jardine, mas o clube russo na época havia vetado a liberação do atleta. O meia-atacante treinou com a seleção na sétima etapa de preparação realizada na Sérvia, no início de junho.

Na Rússia desde 2019, o Malcom completou 50 jogos pelo Zenit no último domingo (11), em amistoso contra o Karlsruher. Antes de embar-car para o Japão, o brasileiro entrará em campo neste fim de semana, em duelo da Su-pertaça da Rússia, contra o Locomotiv.

O camisa 10 do Zenit já constava da lista inicial do técnico André Jardine, mas o clube russo na

época havia vetado a liberação do atleta

Comitê Olímpico Brasileiro

confirma 301 atletas inscritos

em Tóquio

O Comitê Olímpico Brasi-leiro (COB) bateu o martelo quanto ao total de inscritos para os Jogos de Tóquio (Ja-pão): 301 atletas em 35 das 50 modalidades disputadas nos Jogos. O anúncio foi feito durante coletiva virtual na terça-feira, a dez dias da abertura dos Jogos, direto da capital japonesa. O Time Brasil, com 140 mulheres e 161 homens, já é o maior con-tingente enviado pelo país a uma edição da Olimpíada no exterior. Serão 174 estre-antes na edição japonesa, e 31 medalhistas olímpicos (18 deles campeões em suas modalidades).

O COB manteve na lista de inscritos a atleta gaúcha Fernanda Borges,de 32 anos, do lançamento de disco, que cumpre suspensão provisó-ria por doping. De acordo com Jorge Bichara, sub-chefe da missão em Tóquio, a entidade brasileira aguarda o resultado do julgamento, previsto para a próxima semana.

“Não devemos atuar com algum tipo de preconceito em relação ao caso. Ela está respondendo e tem toda a possibilidade de defesa, nós optamos, como era possível dentro das regras da Federa-ção Internacional, inscrevê-la dentro da competição. Porém, ela só virá para Tó-quio em caso de absolvição

e suspensão da pena”, escla-receu Bichara.

Ao todo, 79 atletas do país - nove modalidades - já desembarcaram no Japão, mas ainda não seguiram para a Vila Olímpica, aberta oficialmente na terça-feira. O local receberá cerca de 11 mil atletas provenientes de 206 países, entre eles o Bra-sil. O paulista João Victor Marcari Oliva, do hipismo de adestramento, será o primeiro atleta do país a se hospedar na Vila Olímpica. Por enquanto, os atletas as equipes estão distribuídas por cinco cidades japonesas: Ota, Hamamatsu, Enoshima, Sagamihara e Nagato.

Além dos 301 inscritos, o Time Brasil contará também com 18 atletas substitutos, também chamados de alter-nativos, para eventualidades como lesões, que atuarão conforme regras específicas de cada modalidade.

Dos 301 atletas, 270 re-ceberam a primeira dose da vacina. De acordo com Jorge Bichara, alguns decidiram por não se imunizar, mas o COB optou por não revelar a identidade deles.

Os protocolos de controle à disseminação da covid-19 em Tóquio 2020 estabe-lecem exames diários de antígeno (saliva) em todos os atletas e integrantes das delegações.

País terá maior delegação da história em edições no exterior

Andressa Alves destaca foco na

parte ofensiva durante preparação

SELEÇÃO FEMININA

Após duas semanas de tra-balho intenso em Portland (EUA), a Seleção Feminina se encaminha para seus últimos dias de preparação visando os Jogos Olímpicos de Tóquio. Sob o comando de Pia Sundhage, a Canarinho chega na reta final dos treinamentos em alta vol-tagem. Às vésperas da estreia, Andressa Alves revelou que o foco das atividades tem sido voltado para o setor ofensivo.

Durante coletiva de

impren-sa, a atacante da Seleção Brasi-leira admitiu que há margem para desenvolvimento ofensivo. De acordo com Andressa, o ob-jetivo é se reconectar, de forma coesa, com as características pe-las as quais o futebol brasileiro é reconhecido mundialmente.

“Pelo fato da Pia ser euro-peia, a gente vem trabalhando muito tecnicamente, taticamen-te principalmentaticamen-te. É algo que ainda podemos evoluir, por isso a Pia trabalha tanto com a gente.

Até por isso nós melhoramos muito defensivamente. Preci-samos melhorar ofensivamente, precisamos criar mais jogadas ofensivas, sermos mais agressi-vas, trazer essa parte do futebol brasileiro, que é bastante ofen-sivo. Mas estamos chegando bem preparadas, claro que têm seleções que são favoritas, mas quando a gente veste essa camisa do Brasil temos sempre que lutar pelo primeiro lugar”, destacou Andressa.

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Diário inDústria&ComérCio

justiça

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ENQUADRAMENTO EM LICITAÇÃO

Revisão legal do valor como ME e EPP

não afasta crime de informação falsa

P

ara a Quinta Tur-ma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), as revisões da Lei Complementar 123/2006 quanto à receita bruta máxima para enquadra-mento como Microem-presa (ME) ou EmMicroem-presa de Pequeno Porte (EPP) não descaracterizam o crime de inserção de in-formação falsa em do-cumento público, para fins de participação em licitações, cometido an-teriormente.

De acordo com a acu-sação, em 2011, duas em-presas teriam apresenta-do declarações falsas para participar de licitação res-trita às MEs e EPPs, mes-mo sem se enquadrarem nessa condição, porque ultrapassavam os limites

máximos de receita bruta anual então previstos na LC 123/2006.

Considerando a en-trada em vigor da LC 139/2011 (que alterou a LC 123/2006 e elevou os limites de receita bruta), o Tribunal Regional Fede-ral da 2ª Região (TRF2) decidiu pela ocorrência de abolitio criminis, sob o argumento de que as empresas se enquadra-vam nos novos patamares previstos na legislação.

O Ministério Público Federal recorreu ao STJ alegando que a intenção do legislador, ao alterar os valores para enquadra-mento como ME ou EPP, não foi abolir eventuais fraudes cometidas antes, mas apenas adequar tais montantes à inflação.

Segundo o relator, mi-nistro Ribeiro Dantas, o tratamento mais benéfico às microempresas e em-presas de pequeno porte tem a finalidade constitu-cional de criar um ambien-te jurídico favorável aos empreendimentos que, por seu tamanho reduzido, não detêm estrutura para competir em condições de igualdade com os “gigantes do mercado”.

Assim, para tornar objetiva essa condição – destacou o ministro –, a legislação fixou um limite de receita bruta, em dinheiro, suscetível às variações inflacionárias.

“A propósito, a atua-lização do teto de receita bruta das EPPs, dos R$ 2,4 milhões fixados em 2006 para os R$ 3,6

mi-lhões da Lei Complemen-tar 139/2011, corresponde a pouco mais do que a inflação acumulada no pe-ríodo (30,78%, conforme o IPCA)”, acrescentou.

Ribeiro Dantas afir-mou que as sucessivas revisões dos quantita-tivos máximos da LC 123/2006, para fazer frente à inflação, não se aplicam a anos anterio-res – ainda que para fins criminais –, sob pena de se instituir uma grave distorção concorrencial e atentar contra os pró-prios objetivos da lei.

Afinal, justificou o re-lator, uma receita bruta de R$ 3,6 milhões em 2012 representa, na prá-tica, um poder aquisitivo menor do que o mesmo montante em 2011.

Plano de saúde não é obrigado

a cobrir medicamento para uso

domiciliar, salvo exceções legais

sTj

A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que o fornecimento de medicamento para uso domiciliar não está entre as obrigações legais mí-nimas das operadoras de plano de saúde, salvo os antineoplásicos orais e correlacionados, a medi-cação aplicada em home care e os produtos listados pela Agência Nacional de Saúde (ANS) como de for-necimento obrigatório.

“A saúde suplementar cumpre propósitos traça-dos em políticas públicas legais e infralegais, não estando o Judiciário le-gitimado e aparelhado para interferir, em vio-lação à tripartição de

poderes, nas políticas públicas traçadas pelos demais poderes”, afirmou o ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso analisado.

A decisão teve origem em ação ajuizada por um aposentado com o objeti-vo de obrigar o plano de saúde a custear tratamen-to domiciliar com o remé-dio Tafamidis – Vyndaqel, registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O autor da ação alegou que o fato de o fármaco não ser ministrado em ambiente ambulatorial, mas em casa, não bastaria para isentar o plano da obrigação de fornecê-lo, e que tal recusa afrontaria o

Código de Defesa do Con-sumidor (CDC). Negado em primeira instância, o pedido foi concedido pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

No recurso ao STJ, a operadora invocou o arti-go 10 da Lei dos Planos de Saúde (Lei 9.656/1998) para afastar sua obriga-ção de fornecer o medi-camento.

De acordo com Luis Felipe Salomão, a judi-cialização da saúde exi-ge redobrada cautela da magistratura, para não proferir decisões limita-das ao exame isolado de casos concretos – com o que acabaria por definir políticas públicas sem planejamento.

Guarda com

câncer de

próstata tem

reconhecida

a dispensa

discriminatória

TsT

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o caráter discriminatório da dispensa efetuada pela Prosegur Brasil S.A. – Transportadora de Valores e Segurança contra um guarda de valores com câncer de próstata.

A despedida ocorreu logo após o retorno dele de afastamento previ-denciário. Conforme o colegiado, a doença já foi considerada grave e estig-matizada pela Subseção I Especializada em Dissí-dios Individuais (SDI-1) do TST.

Guarda de valores da Prosegur desde 1991, o profissional foi dispen-sado em 9/3/2018, logo após o retorno do benefí-cio previdenciário – ces-sado em 8/3/2018. Na reclamação trabalhista, ele pediu nulidade da dispensa, alegando que trabalhou para a empre-sa por mais de 26 anos e que ela o dispensou de forma arbitrária em um momento muito difícil de sua vida.

Empresa que não apresentou

no prazo determinado carta

de preposição afasta revelia

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho afastou a revelia e a pena de confissão ficta da Alsco Toalheiro Brasil Ltda., aplicadas por a empresa não ter juntado carta de preposição no prazo determinado pelo juízo no curso da ação traba-lhista de uma auxiliar de produção. Segundo os ministros, a juntada da carta de preposição decorre da prática fo-rense, uma vez que não há imposição legal para sua apresentação. O Tribunal Regio-nal do Trabalho da 9ª Região (PR) condenou a empresa paranaense, sob o entendimento de que a carta de preposi-ção foi exigida pelo juiz como prova de outorga de poderes da empresa à preposta para atuar em seu nome na ação

trabalhista. Nesse senti-do, considerou corretas a revelia e a pena de confissão ficta aplicadas pelo juízo de primeiro grau.

Para a empresa, a ausência da carta de preposição, por si só, não enseja revelia ou confissão, pois, segundo ela, não há, no ordena-mento jurídico brasilei-ro, norma que imponha o dever de comprovar formalmente a condição de preposto.

No TST, a ministra Maria Helena Mall-mann, relatora do recur-so empresarial, afirmou que prevalece no Tribu-nal o entendimento de que a juntada da carta de preposição decorre da prática forense, uma vez que não há imposi-ção legal para que seja exigida a sua apresen-tação.

Decreto promulgado derruba

limite para emendas de

combate à pandemia

O presidente do Con-gresso Nacional, sena-dor Rodrigo Pacheco (DEM-MG), promulgou o decreto legislativo que suspende os limites im-postos por uma portaria do Ministério da Saúde à liberação de emendas parlamentares para o combate à pandemia de Covid-19 nos estados, municípios e Distrito Federal.

O Decreto Legislati-vo 25/21 foi publicado ontem no Diário Oficial da União.

Ele tem origem em um projeto (PDL 292/21) do deputado Lucas Vergilio

(Solidariedade-GO), que foi aprovado na semana passada na Câmara dos Deputados, com parecer do deputado Igor Timo (Pode-MG). No Sena-do, a votação ocorreu na terça.

O decreto suspende o artigo da portaria que estabeleceu um limite máximo para as emen-das direcionaemen-das a uma ação orçamentária criada pelo Congresso Nacional na Lei Orçamentária de 2021, chamada “Reforço de Recursos para Emer-gência Internacional em Saúde Pública – Coro-navírus”.

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DIÁRIO INDÚSTRIA&COMÉRCIO

NACIONAL

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Diário Político PR

ESPLANADA

LEANDRO MAZZINI [email protected]

ESPLANADA

Freio de arrumação

A despeito das especulações sobre o AGU An-dré Mendonça para a vaga do ex-ministro Marco Aurélio Mello, e das futuras vagas para o Supre-mo Tribunal Federal que serão abertas até 2026, avança no Congresso Nacional um projeto que tenta frear o poderio presidencial na indicação de nomes para a Corte. A PEC do STF, apresentada em dezembro de 2019 pelo deputado federal Paulo Ganime (NOVO-RJ), já tem relatora na CCJ, a deputada Carol de Toni (PSL-SC). A PEC 225/19 propõe mais rigor nos critérios de indicação ao Su-premo. Um deles é o indicado ser juiz de segunda instância ou advogado com pelo menos 10 anos de prática e mestrado na área jurídica.

Mais cerco

Outras mudanças são o fi m do mandato vitalí-cio, passando para 12 anos; e alternância nas in-dicações para evitar a concentração de inin-dicações por um mesmo presidente.

Aliás..

.. com o respeito aos togados, alguns ministros não teriam sido aprovados se essa Lei estivesse em vigor de uns 20 anos para cá.

Acima de todos

A Coluna já publicou em edições anteriores os sistemas utilizados por outros países para a escolha de ministros e sobre mandatos. O sistema brasileiro é uma mãe para a Corte.

Olho nas contas

O governador do DF, Ibaneis Rocha, sofreu uma derrota há dias no Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais, órgão que julga os recursos dos contribuintes. Seu candidato à reeleição na presidência, indicado pelo secretário de Fazenda André Clemente, foi derrotado. Para piorar, a ses-são terminou em bate-boca e não foi proclamado o resultado. A votação foi cancelada.

Nacionalizando

O governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) vai, devagar, tentando nacionalizar seu nome como pré-candidato ao Palácio do Planalto. Foi a estrela ontem na palestra no canal Comunitas no Youtube sobre gestão pública, para plateia de prefeitos e assessores.

Clã em risco

Os Calheiros correm risco de perder o controle de Alagoas na disputa do ano que vem. A principal difi culdade do governador Renan Filho é fazer o sucessor. Ele vai concorrer ao Senado, e o pai, senador, está desgastado no Estado. O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor, é aliado do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, inimigo dos Calheiros. E segue a novela.

Baixas

Vozes que fazem falta no Congresso Nacional nestes tempos, segundo um experiente político: Miro Teixeira, Chico Alencar, Mão Santa, Itamar franco (in memoriam).

Haiti é ali

O mundo está tão sombrio que passa batida como notícia ‘comum’ o assassinato de um pre-sidente e da primeira-dama do Haiti dentro do palácio por grupo miliciano armado.

SAÚDE

Bolsonaro é internado

com obstrução intestinal

Presidente foi ao hospital na madrugada e foi diagnosticado problema

no intestino

O

presidente Jair Bolsonaro, que foi internado no Hos-pital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, na manhã desta quarta-feira (14), será transferido para São Paulo, onde fará exa-mes complementares para verifi car a necessidade de uma cirurgia de emergên-cia. A decisão foi tomada pelo médico Antonio Luiz Macedo, responsável pelas cirurgias no abdômen do presidente.

Em nota ofi cial, a Se-cretaria de Comunicação Social do Ministério das Comunicações informou

que Bolsonaro foi diagnos-ticado com um quadro de obstrução intestinal. Nos

últimos dias, o presidente vinha apresentando solu-ços persistentes, além de

mal-estar, que o levaram a ser internado durante a madrugada no HFA.

O presidente Jair Bolsonaro foi internado com obstrução intestinal e com soluços

persistentes

PARA IDOSOS

Comissão aprova proposta que destina verba

para implantação de condomínios exclusivos

A Comissão de Desen-volvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou proposta que reserva 10% dos recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) para a im-plantação de condomínios residenciais destinados a pessoas idosas de baixa renda.

A proposta aprova-da é um substitutivo do relator, deputado Gus-tavo Fruet (PDT-PR), ao Projeto de Lei 1765/15 e oito apensados. O projeto original, apresentado pelo ex-deputado Veneziano Vital do Rêgo (PB), hoje senador, destinava 20% do fundo para a mesma

fi nalidade.

A versão do relator também determina a re-serva para idosos de 6% dos imóveis ofertados em programas habitacionais federais, bem como a obri-gação de que tenham con-dições de acessibilidade.

O substitutivo aprova-do altera a Lei 11.124/05, que trata do Sistema Na-cional de Habitação de Interesse Social (SNHIS). O Poder Executivo deverá regulamentar a futura lei, se for aprovada, fi xando parâmetros para os poten-ciais benefi ciários.

“Para a pessoa idosa, a casa tem importância além de necessidades ob-jetivas de abrigo”,

afir-O Paraná tem projetos para criar condomínios

exclusivos a idosos

mou o relator. “Incorpora significados, memórias e apegos que, quando cultivados, contribuem para o envelhecimento saudável”, analisou.

“O projeto baseia-se em experiência desen-volvida na Paraíba, onde

o governo estadual, por meio do programa Cida-de Madura, investiu em condomínios residenciais exclusivos para idosos”, explicou em 2015 o en-tão deputado Veneziano Vital do Rêgo. (Agência Câmara)

Deputada Aline Sleutjes destinou

R$ 105 milhões em verbas ao Paraná

Em seu primeiro man-dato, a deputada federal Aline Sleutjes, já conse-guiu destinar mais de R$ 105 milhões ao Paraná.

A fi m de sanar as ne-cessidades das regiões, a parlamentar pleiteou

recursos para cada região. Ao Noroeste foram desti-nados R$ 24.683.222,75; aos Campos Gerais R$ 44.856.318,74; ao Nor-te R$ 19.452.301,71; ao Litoral R$ 4.341.764,34; à Curitiba e Região: R$ 7.217.362,49; e às demais regiões: R$ 5.135.456,77. Alinhada ao presiden-te, foi convidada para assumir a vice-liderança do Governo no Congresso Nacional e leva a voz do povo paranaense ao

ple-nário, atuando em 25 co-missões permanentes, 24 comissões especiais, 14 comissões externas, três Comissões Parlamentares de Inquérito, sete grupos de trabalho e dezenas de frentes.

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DIÁRIO INDÚSTRIA&COMÉRCIO

GERAL

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ÓBITOS EM ALTA

A pandemia da Covid-19 vem causando um profundo impacto nas estatísticas vitais da população paranaense. Além das mais de 31,5 mil vítimas fatais atingidas pela doença, o novo coronavírus vem alterando a demografi a de uma forma nunca vista desde o início da série histórica dos dados estatísticos dos Cartórios de Registro Civil no Paraná, em 2003: nunca se morreu tanto e se nasceu tão pouco em um primeiro semestre como neste ano de 2021, resultando na menor diferença já vista entre nascimentos e óbitos nos primeiros seis meses do ano.

PORTAL DO REGISTRO CIVIL

Os dados constam no Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, ad-ministrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografi a e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

MAIS DE 80% A MAIS

Em números absolutos os Cartórios paranaenses registraram 60.050 óbitos até o fi nal do mês de junho. O número, que já é o maior da história em um primeiro semestre, é 83,5% maior que a média histórica de óbitos no Estado, e 66,5% maior que os ocorridos no ano pas-sado, com a pandemia já instalada há quatro meses no Estado. Já com relação a 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o aumento no número de mortes foi de 70,4%.

QUEDA NOS NASCIMENTOS

Com relação aos nascimentos, o Paraná registrou o menor número de nascidos vivos em um primeiro semes-tre desde o início da série histórica em 2003. Até o fi nal do mês de junho foram registrados 73.930 nascimentos, número 7,9% menor que a média de nascidos no Estado desde 2003, e 4,5% menor que no ano passado. Com relação à 2019, ano anterior à chegada da pandemia, o número de nascimentos caiu 10,6% no Paraná.

MENOR CRESCIMENTO

O resultado da equação entre o maior número de óbitos da série histórica em um primeiro semestre versus o menor número de nascimentos da série no mesmo pe-ríodo é o menor crescimento vegetativo da população em um semestre no Estado, aproximando-se, como nunca antes, o número de nascimentos do número de óbitos. A diferença entre nascimentos e óbitos que sempre esteve

na média de 47.596 mil nascimentos a mais, caiu para apenas 13.880 mil em 2021, uma redução de 70,8% na variação em relação à média histórica. Em relação a 2020, a queda foi de 66,4%, e em relação a 2019 foi de 70,7%.

REFORMA DO IR

O relatório da Reforma do Imposto de Renda, apre-sentado pelo deputado federal Celso Sabino (PSDB-PA) tem sido uma unanimidade negativa: ninguém gostou. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulga que o relatório de Sabino vai reduzir a tributação sobre os mais ricos e produzir um rombo de R$ 30 bilhões nas contas públicas. Desse valor, a CNM destaca que R$ 13,1 bilhões serão subtraídos dos cofres municipais, enfraquecendo os serviços públicos prestados à popula-ção mais vulnerável.

VOTO CONTRA

A CNM se manifestou contra o relatório de Celso Sabino e pede que os deputados federais votem contra o projeto. “A CNM embora concorde com a justa correção da tabela do Imposto de Renda das pessoas físicas, com o retorno da tributação sobre dividendos e até mesmo com a redução moderada da carga tributária das empresas, se manifesta contra o relatório na forma como apresentado. Por isso, a entidade faz um chamado aos parlamentares comprometidos com o municipalismo e a justiça fi scal a reprovarem o texto”, diz o texto da Confederação enviado à imprensa.

ENSINO EM CASA

A Câmara Municipal de Curitiba (CMC) debate, desde o fi nal de março, projeto de lei para regulamentar na capital o ensino domiciliar, chamado de homeschooling. Sob a avaliação da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), que no começo de junho, por 7 votos a 2, solicitou aos autores modifi cações no texto, a proposta é assinada por quatro vereadores. São eles: Amália Tortato e Indiara Barbosa, ambas do Novo, Eder Borges (PSD) e Marcelo Fachinello (PSC).

VÁRIAS MOTIVAÇÕES

Na justifi cativa da matéria, os autores apontam que, conforme estudos, opta-se pelo homeschooling por dife-rentes razões, como dar à criança melhor ensino (49%), motivações religiosas (38%), ambiente escolar defi citá-rio (26%), questões familiares (17%), para desenvolver caráter/moralidade (15%) e objeção ao que a escola ensina (12%), dentre outros pontos. Para os vereadores, a iniciativa não pode ser confundida com o unschooling, que é a negação da instituição escolar, com a criança ou adolescente no controle da educação.

FICHA LIMPA MUNICIPAL

A lei complementar 86/2012, que exige “fi cha limpa” dos servidores contratados para cargos em comissão na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) e na Prefeitura de Curitiba, pode obedecer a mais um critério. A proposta em tramitação no Legislativo, de iniciativa do vereador Alexandre Leprevost (Solidariedade), é incluir a conde-nação por maus-tratos à criança ou ao adolescente entre os impedimentos para a nomeação.

IMPEDITIVO

Para Leprevost, a medida atende ao princípio da moralidade da administração pública, presente na Cons-tituição Federal, e deve ser adotada como impeditivo à vida pública. “Permitir a nomeação de servidor público com condenação transitada em julgado, por maus-tratos contra crianças e adolescentes, se mostra totalmente imoral”, completa o autor. O vereador promoveu, há cerca de dois meses, Tribuna Livre alusiva ao Maio Laranja, campanha nacional contra a exploração sexual infantojuvenil.

MAMOGRAFIA

Não bastassem as mais de 530 mil mortes e os quase 20 milhões de diagnósticos no Brasil, os cuidados com a saúde da mulher também foram afetados pela pandemia de Covid-19. Dados do Ministério da Saúde de outubro do ano passado demonstram que houve queda de 84% no número de mamografi as feitas no país entre 2019 e 2020. Para debater o tema e as consequências destes números e apontar soluções, a presidente da Comis-são de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Paraná, deputada Cantora Mara Lima (PSC), realizou uma audiência pública remota, com o tema “Diagnóstico precoce - a preocupante queda dos números de mamografi as no Brasil durante a pandemia de Coronavírus”.

DIAGNÓSTICOS NÃO FEITOS

“Convidamos especialistas renomados na área para discutir esse tema tão importante que tem apresentado impactos diretos na oncologia e mastologia e o que nós, como parlamentares, podemos fazer para minimizar as consequências disso para nossas mulheres”, afi rmou a deputada. Segundo levantamento da Sociedade Brasi-leira de Patologia (SBP), 70 mil diagnósticos de câncer deixaram de ser realizados no período mais crítico da pandemia em 2020, entre os meses de março e junho.

SERVIÇOS PÚBLICOS

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 2/2021, assinada pelo Poder Executivo, que altera o artigo 146 da Constituição Estadual do Paraná, foi aprovada em segundo turno e em redação fi nal na Assembleia Le-gislativa do Paraná. O texto avançou na forma de um substitutivo geral em duas sessões plenárias realizadas nesta terça-feira (13), sendo uma ordinária e outra ex-traordinária após receber 42 votos a favor, sete contra e uma abstenção na segunda votação e com o voto contrá-rio dos deputados da Oposição e do deputado Soldado Fruet (PROS) na redação fi nal. Agora a matéria será encaminhada à Mesa Executiva da Assembleia para sua promulgação (conforme dispõe o art. 233 do Regimento Interno da Casa).

NOVAS LINHAS DE TRANSPORTE

A alteração trata do regime das empresas concessio-nárias e permissioconcessio-nárias de serviços públicos, o caráter especial de seu contrato, de sua renovação e prorrogação, bem como sobre as condições de caducidade, fi scalização e rescisão da concessão ou permissão. De acordo com o texto, “incumbe ao Poder Público, na forma da lei, direta-mente ou sob regime de concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.” O texto trata ainda das delegações de novas linhas de transporte coletivo de passageiros a serem implantadas no Estado, assim como renovações e prorrogações, ve-dando a cláusula de exclusividade.

Referências

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