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LEI N. 8.112/1990, LEI N. 8.429/1992, LEI N. 9.784/1999,
LEI N. 8.666/1993
LEANDRO PEREIRA
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, julgue os próximos itens.
1. Função pública é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
2. São formas de provimento a reintegração, a recondução, o aproveitamento, a reversão, a transferência e a ascensão, nos termos da Lei n. 8.112/1990.
3. A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.
4. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obri-gado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
5. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
Segundo a Lei n. 8.429/1992, que institui normas sobre improbidade administrativa, julgue os próximos itens.
6. Para configurar improbidade administrativa, faz-se necessária a ocorrência de conduta dolosa, qualquer que seja sua modalidade.
7. O agente público que tem suas contas aprovadas pelos órgãos competentes não res-ponde por improbidade administrativa.
8. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 podem ser propostas em até 5 anos contados da data em que o fato se tornou conhecido quando se tratar de agente em exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança.
9. A referida lei é aplicável ao particular que, sozinho ou em conluio com agente, concorrer para a prática de ato ímprobo ou que dele se beneficie.
10. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada a investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade e a representação, que será escrita ou reduzida a termo, assinada e conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento.
Segundo a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, na esfera federal, julgue os próximos itens.
11. Nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de divulga-ção oficial de todos os atos administrativos praticados no processo.
12. A referida lei é aplicável ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo de quaisquer dos poderes da União, estados, DF e municípios quando no exercício de sua função atípica, ou seja, função administrativa.
13. Embora intransferível, a competência para prática de atos administrativos sempre poderá ser objeto de delegação e avocação nos termos dessa lei.
14. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.
15. O interessado somente poderá desistir parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.
Segundo a Lei n. 8.666/1993, que institui normas sobre licitações e contratos, julgue os pró-ximos itens.
16. A contratação direta de organizações sociais pode ser feita mediante inexigibilidade de licitação.
17. As modalidades de licitação existentes da lei são procedimentos que a Administração Pública adota para selecionar a proposta mais vantajosa, porém todas dependem de um tipo de licitação já que os tipos são os que determinam como será definido a proposta mais vantajosa.
18. A Administração Pública está legitimada a revogar um procedimento licitatório quando se aduzirem fatos supervenientes, mesmo que o adjudicatário já tenha sido declarado.
19. Os contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 poderão ser alterados por acordo das partes quando conveniente a substituição da garantia de execução.
20. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado, permitida a contratação de terceiros para substituí-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
RESPONSABILIDADE, ATOS, SERVIDORES PÚBLICOS NA
CONSTITUIÇÃO
RAPHAEL SPYERE
Desde quando se organizou o Estado e se definiram suas respectivas funções, já existia, de algum modo, uma Administração Pública, dado a necessidade que teve aquela organização política de exercer atividade de cunho nitidamente administrativa para atender concretamente as necessidades básicas da coletividade. Todavia, o Direito Administrativo, como disciplina jurídica dessa atividade, é relativamente recente, tendo origem no final do século XVIII e início do século XIX. (…) O Direito Administrativo, portanto, nasceu com o Estado de Direito. Isso porque é o Direito, ao qual o Estado passou a se submeter, que regula as relações entre a Administração Pública e os administrados, assegurando a correta e legítima gestão do inte-resse público e garantindo os direitos dos administrados.
(DA CUNHA JÚNIOR, Dirley. Curso de Direito Administrativo. 14. Ed. Salvador: Juspodivm, 2015. p.19) Tomando de partida o texto apresentado e adotando as regras jurídicas do Direito Administra-tivo Brasileiro acerca da responsabilidade administrativa, civil e penal do Poder Público e seus respectivos agentes, julgue as assertivas a seguir.
21. Segundo a concepção absolutista, a responsabilidade civil do Estado tinha base em rela-ção paritária entre as pessoas e o Estado, o que permitia a responsabilizarela-ção do Estado pela doutrina do risco integral.
22. As condutas omissivas do Poder Público rendem responsabilidade civil subjetiva pelos danos que delas se originam. Para a condenação da Fazenda Pública, deverão ser com-provados, concomitantemente à negligência na atuação estatal, o dano e o nexo de cau-salidade entre o evento danoso e o comportamento ilícito do Poder Público.
23. Situação hipotética: Em determinado município, uma empresa estatal federal refina-dora de petróleo permitiu que vazassem litros de óleo cru. O referido material se alas-trou por diversas cidades do respectivo estado, deixando inúmeras famílias ribeirinhas desprovidas de suas atividades laborais e do seu sustento. Assertiva: Nessa situação, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, houve responsabilidade objetiva da referida entidade, por aplicação da Teoria do Risco Integral.
24. A responsabilidade civil do agente público perante o Poder Público pelos danos que causou a terceiro, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, é imprescritível.
25. Por aplicação da teoria da concausa, na hipótese de atropelamento de pedestre em via férrea, impõe-se a redução da indenização por dano moral pela metade, quando a con-cessionária descumpre o dever de cercar e fiscalizar os limites da linha férrea e a vítima é imprudente ao realizar travessia em local inapropriado.
26. A sentença criminal que negar a autoria ou a existência do fato afasta a responsabilidade administrativa e civil do agente pelo mesmo ilícito.
27. O Estado responde civil e objetivamente por danos decorrentes de atos praticados por seus agentes, mesmo que eles se achem acobertados por causa de excludente de ilici-tude penal.
(BANDEIRA DE MELLO, Celso Antônio. Curso de Direito Administrativo. 26. Ed. São Paulo: Malheiros, 2008. p. 380) Acerca dos atos administrativos e suas regras jurídicas, julgue as próximas afirmativas como certas ou erradas.
28. Situação hipotética: Mônica, Analista do MPU, requereu do setor competente a conces-são de afastamento para pós stricto sensu. Decorrido o prazo legal para manifestação sem a devida resposta da Administração, Mônica decidiu buscar a opinião de um advo-gado sobre quais medidas poderiam ser tomadas para remediar a omissão do Poder Público. Por ser a concessão do afastamento em tela de um ato discricionário, o advo-gado sugeriu a Mônica demandar judicialmente, visando à obtenção de decisão que obri-gue a Administração a se manifestar sobre o pleito, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. Assertiva: A orientação oferecida pelo advogado é plausível, tendo em vista que, por se tratar de ato discricionário, a demanda judicial sobre ele não pode invadir o mérito para se obter a concessão do benefício em si.
29. Se, por um lado, no ato composto, as manifestações de dois ou mais órgãos se fundem para formar um único ato, no ato complexo, pratica-se um ato administrativo principal que depende de outro ato para a produção plena dos seus efeitos.
30. A Administração pode anular os próprios atos, por motivo de conveniência ou oportuni-dade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada a apreciação judicial, bem como pode revogá-los quando eles estiverem eivados de vícios que os tornem ilegais.
31. Os atos da Administração que apresentarem vício de legalidade deverão ser anulados pela própria Administração. No entanto, se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis a seus destinatários, o direito da Administração de anular esses atos administrativos decairá em cinco anos, contados da data em que forem praticados, salvo se houver com-provada má-fé.
32. Os atos administrativos negociais são também considerados atos de consentimento, porque viabilizam ao interessado particular o exercício regular de determinada atividade ou direito.
33. A presunção de legitimidade e veracidade dos atos administrativos é absoluta.
34. Tanto os atos administrativos constitutivos quanto os negociais e os enunciativos têm o atributo da imperatividade.
35. Situação hipotética: O servidor público Juarez, responsável pela segurança de um órgão da Administração Federal, se desentendeu com seu superior, Francisco. Visando a se vingar de Juarez, que, a partir do evento narrado, se tornou persona non grata, Francisco determinou uma série de medidas administrativas que trouxeram sérios preju-ízos ao seu desafeto. Assertiva: As determinações exaradas por Francisco são nulas, porque eivadas de vício no elemento finalidade.
Sobre as regras constitucionais aplicadas aos agentes públicos e o entendimento jurispruden-cial acerca desse tema, julgue.
36. Segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal, os Procuradores Estaduais e Municipais estão submetidos ao teto de 90,25% do subsídio mensal dos Ministros dessa Corte Judicial.
37. Os atos de improbidade administrativa importarão, entre outras consequências jurídicas, na perda dos direitos políticos e da função pública.
38. O servidor público de uma autarquia federal investido no mandato de Prefeito poderá optar pela percepção da remuneração de seu cargo ao longo do exercício do mandato. A estabilidade é a garantia constitucional que assegura ao servidor público a liberdade neces-sária para, sem receio, exercer as atribuições e responsabilidades de seu cargo efetivo em devoção aos interesses públicos, ainda que isso venha a entrar em conflito com os interesses de seus superiores ou governantes.
(NASCIMENTO, Raphael Spyere. Direito Administrativo – Legislação Fundamental. 1.Ed. Bra-sília: Alumnus, 2019. p. 246) Acerca da estabilidade assegurada constitucionalmente aos servidores públicos civis, marque certo ou errado nas assertivas subsecutivas.
39. A estabilidade do servidor habilitado em concurso público é garantida imediatamente após sua posse, tendo em vista a aprovação em concurso público.
40. Os servidores públicos efetivos não terão acesso ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS, já que, em seu lugar, a Constituição Federal assegura a estabilidade.
CONTRATO ADMINISTRATIVO
RAPHAEL SPYEREA expressão contratos da Administração é utilizada, em sentido amplo, para abranger todos os contratos celebrados pela Administração Pública, seja sob regime de direito público, seja sob regime de direito privado.
(ZANELLA DI PIETRO, Maria Sylvia. Direito Administrativo. 27. Ed. São Paulo: Atlas, 2014. p.263) A partir do texto apresentado, julgue as assertivas a seguir sobre os contratos administrativos.
41. Nos contratos administrativos, a natureza do negócio jurídico celebrado entre a Adminis-tração e o particular é vertical, enquanto, nos contratos celebrados com a AdminisAdminis-tração regidos pelo direito privado, a relação jurídica que se estabelece tem traços horizontais.
42. Devido às características que apresenta nos contratos da Administração regidos pelo direito privado, o Poder Contratante não poderá se valer de prerrogativas públicas, salvo se expressamente previstas no termo e em lei.
Para os contratos celebrados pela Administração, a lei enumera uma série de normas relati-vas à forma que devem ser observadas, sob pena, do contrário, de incorrer-se em ilegalidade. Sobre as regras jurídicas de forma aplicadas sobre os contratos administrativos, julgue como certas ou erradas as afirmações subsecutivas.
43. O contrato administrativo deve ser publicado no Diário Oficial, resumidamente, como condição indispensável de validade.
44. Ressalvados os contratos relativos a direitos reais sobre imóveis e aqueles que tenham por objeto pequenas compras de pronto pagamento, os contratos e seus aditamentos serão formalizados por escrito nas repartições interessadas, as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato.
Acerca das regras de garantia e de prazos contratuais aplicadas aos contratos administrativos celebrados com o Poder Público, julgue os itens subsecutivos.
45. A critério da autoridade competente, poderá ser exigida caução contratual em obras, ser-viços e compras, desde que tal prerrogativa tenha previsão no edital da licitação que deu origem ao respectivo contrato.
46. Como regra, a duração dos contratos regidos pela Lei n. 8.666/1993 ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários, exceto em casos especiais, taxativa-mente previstos em lei, como, por exemplo, os projetos que se achem comtemplados nas metas do Plano Plurianual.
47. Em casos especiais identificados pela Administração Pública, conforme oportunidade e conveniência, a Lei Geral de Contratos Administrativos autoriza a celebração de contrato administrativo com prazo de vigência indeterminado, exclusivamente para atendimento de relevante necessidade de interesse público.
Conforme a ótica adotada para a respectiva abordagem, a autotutela pode ser tratada como princípio geral da Administração Pública, pacificamente aceito pelo Supremo Tribunal Federal, ou como prerrogativa de que se reveste o Poder Público por meio de lei. Independentemente da maneira como é estudada, a autotutela viabiliza à Administração anular e revogar seus atos, respectivamente, quando eivados de vícios que os tornem ilegais ou ilegítimos e quando deixam supervenientemente de ser oportunos e convenientes.
Diante desse importante tema aplicado aos contratos administrativos celebrados entre Admi-nistração Pública e particulares, para consecução de obras, serviços ou compras, julgue as próximas assertivas.
48. A anulação de contrato administrativo produz efeitos ex tunc, como regra geral, oblite-rando os efeitos já produzidos e impedindo os que haveriam de se produzir acaso não ocorresse o referido desfazimento.
49. A nulidade contratual exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que já houver sido executado até a data de sua declaração.
50. A declaração de nulidade do contrato administrativo somente poderá ocorrer adminis-trativamente.
51. Contratos administrativos são irrevogáveis.
52. A declaração de nulidade do contrato administrativo, como decorre de ilegalidade ou ile-gitimidade do ato, não depende de contraditório e ampla defesa.
A alteração unilateral do contrato administrativo deve sempre ter por escopo a sua melhor adequação às finalidades de interesse público. Devem, ademais, ser respeitados os direitos do administrado, especialmente o direito à observância dos limites legais de alteração por parte da administração e o direito ao restabelecimento do equilíbrio econômico-financeiro ori-ginalmente estabelecido.
(ALEXANDRIO, PAULO, Marcelo, Vicente. DIREITO ADMINISTRATIVO DESCOMPLICADO. 25. Ed. São Paulo: Método, 2017. p. 608) Sobre as alterações unilaterais de que são alvo os contratos administrativos, julgue.
53. Os contratos administrativos podem ser modificados unilateralmente para melhor aten-der ao interesse público, respeitados os direitos do contratado.
54. O contratado fica obrigado a aceitar alterações unilaterais para acréscimos quantitativos promovidos pela Administração, em sede de contratos que tenham por objeto serviços, de até 70% do valor original.
55. Se a reforma do edifício sede do governo do Distrito Federal foi orçada inicialmente em R$ 10.000.000,00, o contrato poderá ser aditado, para supressão de seu objeto, até 50% desse valor devidamente atualizado, observado o equilíbrio econômico-financeiro.
56. Situação Hipotética: Durante a realização de uma obra de construção de túnel para ligar mais facilmente determinado trecho de estrada ao centro de determinada cidade, a Administração Pública precisou promover alteração unilateral que suprimiu, nos limi-tes da lei, encargos do consórcio de empresas contratado. Assertiva: Nesse caso, se o referido consórcio já houver adquirido materiais e equipamentos para consecução do objeto contratual e colocado à disposição de uso no local da obra, não caberá à Adminis-tração o respectivo pagamento.
57. A variação do valor contratual para fazer frente ao reajuste de preços estatuído no próprio contrato não corresponde a alteração contratual e, por isso, prescinde de termo aditivo. A respeito das normas da Lei n. 8.666/1993 sobre rescisão do contrato administrativo, julgue.
58. Por se tratar de medida desproporcional, a rescisão de contrato administrativo em virtude de inexecução parcial é legalmente proibida, somente sendo legítima por descumpri-mento total da avença.
59. O não cumprimento de cláusulas contratuais, especificações, projetos ou prazos pelo contratado é causa de rescisão unilateral da avença celebrada que, entre outras con-sequências, permite a execução da garantia contratual com o propósito de ressarcir o Poder Público contratante de prejuízos gerados.
60. Pela inexecução total ou parcial do contrato administrativo por culpa do contratado, a lei permite a aplicação de multa cumulativamente com a suspensão temporária de partici-par de licitação e com a Administração contratar por até 5 anos, assegurado o direito a defesa prévia.
INTRODUÇÃO, PRINCÍPIO, PODERES, ORGANIZAÇÃO
ADMINISTRATIVA
RICARDO BRANCO
Julgue os itens em relação à organização administrativa.
61. A descentralização por delegação transfere a titularidade do serviço para outra pessoa jurídica.
62. Segundo o STF, a OAB é uma autarquia da Administração indireta.
63. Segundo a lei de falência, a empresa pública e a sociedade de economia mista podem falir.
64. Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, a exploração direta de ativi-dade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
65. De acordo com o STF, a extinção da empresa pública e a extinção da sociedade de eco-nomia mista dependem de autorização legislativa, porém a extinção das subsidiárias independe de autorização legislativa.
66. Está sujeita ao duplo grau de jurisdição, não produzindo efeito senão depois de confir-mada pelo tribunal, a sentença proferida contra a União, os estados, o Distrito Federal, os municípios e suas respectivas autarquias e fundações de direito público.
67. Segundo o STF, fundação pública de direito privado se submete ao regime de precatório.
68. Empresa pública é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei e com patrimônio próprio, cujo capital social é integralmente detido pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal ou pelos municípios.
69. Desde que a maioria do capital votante permaneça em propriedade da União, do estado, do Distrito Federal ou do município, será admitida, no capital da empresa pública, a par-ticipação de outras pessoas jurídicas de direito público interno, bem como de entidades da Administração indireta da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
70. Sociedade de economia mista é a entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com criação autorizada por lei, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito a voto pertençam, em sua maioria, à União, aos estados, ao Distrito Federal, aos municípios ou a entidade da Administração indireta.
Julgue os itens em relação aos princípios da Administração Pública.
71. O princípio da supramacia do interesse público sobre o privado autoriza o Estado a restringir direitos individuais em prol do interesse da coletividade, como por exemplo, a desapropriação.
72. A atuação segundo padrões éticos de probidade, decoro e boa-fé define o princípio da moralidade.
73. O princípio da impessoalidade determina quea publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que carac-terizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.
74. O princípio da razoabilidade é um direito fundamental expresso na Constituição Federal.
75. Adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e san-ções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público define o princípio da proporcionalidade.
Julgue os itens em relação aos poderes da Administração.
76. A aplicação da pena é uma decisão discricionária da Administração dentro do poder disciplinar.
77. O poder de polícia autoriza o Estado a aplicar uma penalidade a um concessionário de serviço público.
78. A edição de decreto legislativo faz parte do poder regulamentar da Administração Pública.
GABARITO 1 E 21 E 41 C 61 E 2 E 22 C 42 C 62 E 3 C 23 C 43 E 63 E 4 C 24 E 44 C 64 C 5 C 25 C 45 E 65 C 6 E 26 C 46 C 66 C 7 E 27 C 47 E 67 E 8 E 28 C 48 C 68 C 9 E 29 E 49 E 69 C 10 C 30 E 50 E 70 C 11 E 31 C 51 C 71 C 12 E 32 C 52 E 72 C 13 E 33 E 53 C 73 C 14 C 34 E 54 E 74 C 15 E 35 C 55 E 75 C 16 E 36 C 56 E 76 C 17 E 37 E 57 C 77 E 18 C 38 C 58 C 78 E 19 C 39 E 59 C 79 E 20 E 40 C 60 E 80 E
LEI N. 8.112/1990, LEI N. 8.429/1992, LEI N. 9.784/1999,
LEI N. 8.666/1993
LEANDRO PEREIRA
Nos termos da Lei n. 8.112/1990, julgue os próximos itens.
1. Função pública é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
Errado.
Lei n. 8.112/1990, art. 3. Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor.
2. São formas de provimento a reintegração, a recondução, o aproveitamento, a reversão, a transferência e a ascensão, nos termos da Lei n. 8.112/1990.
Errado.
Ascenção e transferência foram declaradas inconstitucionais.
3. A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da publicação do ato de provimento.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 13, § 1o A posse ocorrerá no prazo de trinta dias contados da
publi-cação do ato de provimento.
4. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qualquer motivo, fica obri-gado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 59. O servidor que receber diárias e não se afastar da sede, por qual-quer motivo, fica obrigado a restituí-las integralmente, no prazo de 5 (cinco) dias.
5. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família por até 60 (sessenta) dias, consecutivos ou não, mantida a remuneração do servidor.
Certo.
Lei n. 8.112/1990, art. 83. Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, dos pais, dos filhos, do padrasto ou madrasta e enteado, ou dependente que viva a suas expensas e conste do seu assentamento funcional, mediante
Segundo a Lei n. 8.429/1992, que institui normas sobre improbidade administrativa, julgue os próximos itens.
6. Para configurar improbidade administrativa, faz-se necessária a ocorrência de conduta dolosa, qualquer que seja sua modalidade.
Errado.
No caso de lesão ao erário, também se admite conduta culposa.
7. O agente público que tem suas contas aprovadas pelos órgãos competentes não res-ponde por improbidade administrativa.
Errado.
Lei n. 8.429/1992, art. 21. A aplicação das sanções previstas nesta lei independe:
II – da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno ou pelo Tribunal ou Conselho de Contas.
8. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas na Lei n. 8.429/1992 podem ser propostas em até 5 anos contados da data em que o fato se tornou conhecido quando se tratar de agente em exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança.
Errado.
Lei n. 8.429/1992, art. 23. As ações destinadas a levar a efeitos as sanções previstas nesta lei podem ser propostas:
I – até cinco anos após o término do exercício de mandato, de cargo em comissão ou de função de confiança;
II – dentro do prazo prescricional previsto em lei específica para faltas disciplinares pu-níveis com demissão a bem do serviço público, nos casos de exercício de cargo efetivo ou emprego.
9. A referida lei é aplicável ao particular que, sozinho ou em conluio com agente, concorrer para a prática de ato ímprobo ou que dele se beneficie.
Errado.
Lei n. 8.429/1992, art. 3° As disposições desta lei são aplicáveis, no que couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato de impro-bidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. Sozinho o particular não
10. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada a investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade e a representação, que será escrita ou reduzida a termo, assinada e conterá a qualificação do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicação das provas de que tenha conhecimento.
Certo.
Lei n. 8.429/1992, art. 14. Qualquer pessoa poderá representar à autoridade administrativa competente para que seja instaurada investigação destinada a apurar a prática de ato de improbidade.
§ 1º A representação, que será escrita ou reduzida a termo e assinada, conterá a qualifica-ção do representante, as informações sobre o fato e sua autoria e a indicaqualifica-ção das provas de que tenha conhecimento.
Segundo a Lei n. 9.784/1999, que regula o processo administrativo, na esfera federal, julgue os próximos itens.
11. Nos processos administrativos, serão observados, entre outros, os critérios de divulga-ção oficial de todos os atos administrativos praticados no processo.
Errado.
Lei n. 9.784/1999, art. 2o, parágrafo único. Nos processos administrativos serão
observa-dos, entre outros, os critérios de:
V – divulgação oficial dos atos administrativos, ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na Constituição;
12. A referida lei é aplicável ao Poder Judiciário e ao Poder Legislativo de quaisquer dos poderes da União, estados, DF e municípios quando no exercício de sua função atípica, ou seja, função administrativa.
Errado.
Lei n. 9.784/1999, art. 1o, § 1o Os preceitos desta Lei também se aplicam aos órgãos dos
Poderes Legislativo e Judiciário da União, quando no desempenho de função administrati-va. Somente na esfera federal.
13. Embora intransferível, a competência para prática de atos administrativos sempre poderá ser objeto de delegação e avocação nos termos dessa lei.
Errado.
Lei n. 9.784/1999, art. 13. Não podem ser objeto de delegação: I – a edição de atos de caráter normativo;
II – a decisão de recursos administrativos;
III – as matérias de competência exclusiva do órgão ou autoridade.
14. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.
Certo.
Lei n. 9.784/1999, art. 27. O desatendimento da intimação não importa o reconhecimento da verdade dos fatos, nem a renúncia a direito pelo administrado.
15. O interessado somente poderá desistir parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.
Errado.
Lei n. 9.784/1999, art. 51. O interessado poderá, mediante manifestação escrita, desistir total ou parcialmente do pedido formulado ou, ainda, renunciar a direitos disponíveis.