http://dx.doi.org/10.35265/2236-6717-207-9140
FORTALEZA-CE. EDIÇÃO 207. V.9. ANO 2021.
COMPLIANCE NA CONTABILIDADE
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Bárbara Nunes Nascimento1
RESUMO
O presente trabalho tem como tema o compliance na contabilidade. Para o desenvolvimento do conteúdo, foi adotado uma metodologia que estivesse alinhada ao que foi proposto alcançar pelos objetivos deste estudo. Neste sentido, a construção do material visa alcançar resultados que confirmem as hipóteses levantados por um acontecimento ou fato, sendo este presente no cotidiano ou não. Assim, o objetivo geral desta pesquisa busca apresentar a aplicação do compliance na contabilidade. Os objetivos específicos buscam definir e conceituar o que é compliance, bem como salientar e apresentar o que é a contabilidade e qual o seu papel, e por fim, destacar a relação do papel do compliance na contabilidade. Por fim, o presente trabalho deixa o tema em aberto, propondo que no futuro se realize uma nova pesquisa, com a finalidade de contextualizar os temas aqui abordados. Juntamente com esta nova pesquisa, sugere-se a realização de um estudo de caso, para o qual propõe-se um estudo avaliando a aplicação do compliance na contabilidade de uma empresa.
Palavras-chave: Compliance; Contabilidade; Aplicação; Efeitos.
COMPLIANCE IN ACCOUNTING
ABSTRACT
This paper has as its theme compliance in accounting. For the development of the content, a methodology was adopted that aligned with what was proposed to achieve the objectives of this study. In this sense, the construction of the material aims to achieve results that confirm as hypotheses raised by an event or fact, whether this is present in daily life or not. Thus, the general objective of this research seeks to present an application of compliance in accounting. The specific objectives seek to define and conceptualize what is compliance, as well as highlight and present what is accounting and what is its role, and finally, highlight the relationship of the role of compliance in accounting. Finally, the present work leaves the topic open, proposing that in the future a new research is carried out, with an emphasis on contextualizing the themes here. Together with this new research, the objective is to conduct a case study, for which a study is proposed evaluating the application of compliance in the accounting of a company.
Keywords: Compliance; Accounting; Application; Effects.
1Graduanda de Ciências Contábeis do Centro Universitário Augusto Motta, UNISUAM, Rio de Janeiro, RJ.
Pós-graduanda de Contabilidade, Auditoria e Controladoria do Centro Universitário Internacional, UNINTER, RJ. Pós-graduanda de Gestão Contábil e Tributária do Centro Educacional Dom Alberto, RS.
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INTRODUÇÃO
Se todos os funcionários sempre fizessem o que era melhor para a organização, o controle e possivelmente até a gestão por completo não seria necessário. Mas a realidade é que às vezes o pessoal não consegue ou não quer agir no melhor interesse da organização. Portanto, é preciso implementar um conjunto de controles para ajudar a orientar o pessoal de ações indesejáveis em direção ao desejável (SILVA et al., 2009).
Tomar medidas para cumprir as obrigações legais pode parecer uma tarefa óbvia de gerenciamento, mas cumprir apenas os requisitos mínimos pode resultar em oportunidades perdidas. Compreender as razões para as várias regras, leis e regulamentos que regem ao negócio o ajudará a tirar proveito de todos os benefícios que eles oferecem, garante que esteja sempre em conformidade (CASTRO et al., 2019).
No sentido comercial, “compliance” se refere a uma empresa que cumpre as obrigações legais, geralmente para proteger a saúde, a segurança e o bem-estar de terceiros. A importância da conformidade fica mais evidente à medida que as questões se tornam mais complexas à medida que a empresa cresce (PERERA et al., 2014).
A compliance corporativa abrange políticas e procedimentos internos, bem como leis federais e estaduais. Aplicar a conformidade ajuda a empresa a prevenir e detectar violações de regras, o que protege a organização de multas e processos judiciais (BARROSO e ABREU, 2005).
O processo de compliance deve ser contínuo. Muitas organizações estabelecem um programa para controlar de forma consistente e precisa as políticas de conformidade ao longo do tempo. Aplicar a compliance ajuda a empresa a prevenir e detectar violações de regras, o que protege a organização de multas e processos judiciais. O processo de compliance deve ser contínuo. Muitas organizações estabelecem um programa para controlar de forma consistente e precisa as políticas de compliance ao longo do tempo (YALLAPRAGADA et al., 2012).
A compliance corporativa deve ser uma parte essencial das operações comerciais, independentemente do setor. As violações de compliance corporativa podem resultar em multas, penalidades, ações judiciais, perda de reputação e muito mais (ALVES, 2017).
Dentro do contexto apresentado acima, o presente trabalho buscará responder em que medida a aplicação do compliance é importante na contabilidade?
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Assim, o objetivo geral desta pesquisa buscará apresentar a aplicação do compliance na contabilidade. Os objetivos específicos buscarão definir e conceituar o que é compliance, bem como salientar e apresentar o que é a contabilidade e qual o seu papel, e por fim, destacar a relação do papel do compliance na contabilidade.
Para o desenvolvimento do conteúdo, foi adotado uma metodologia que estivesse alinhada ao que foi proposto alcançar pelos objetivos deste estudo. Neste sentido, a construção do material visa alcançar resultados que confirmem as hipóteses levantados por um acontecimento ou fato, sendo este presente no cotidiano ou não.
Aponta-se que a pesquisa deste tema é fundamental para apoiar a evolução dos conhecimentos em no campo de estudo abordados, ou seja, através dos resultados aqui apresentados, será possível ampliar os horizontes sobre este tema.
A metodologia escolhida para o desenvolvimento da presente pesquisa tem como base a realização de pesquisas bibliográficas, utilizando veículos como artigos publicados em revistas e na internet, livros, periódicos e outras fontes. A revisão bibliográfica possui como foco explicar e levantar uma discussão sobre o tema abordado, sendo sempre embasada por referências teóricas que tenham sido publicadas nos veículos citados. Ela também objetiva apontar o conhecimento e análise sobre os conteúdos científicos pertinentes ao tema.
Também foi adotado o modelo de leitura conhecido como modelo de leitura seletiva. Neste modelo, a leitura é realizada com profundidade, a fim de levantar material consistente para o estudo. Assim, também foi necessário realizar o registro das fontes de acordo com as informações utilizadas, todas elas foram devidamente apontadas, utilizando o nome e ano de publicação.
Por fim, também se mostrou importante e válido a realização de uma leitura analítica de todo o material levantado e formulado, para que fosse possível sua ordenação e sumarização das informações. Neste ponto, considerou-se aquelas informações que se mostraram auxiliadoras ou norteadoras para o alcance da resposta do problema de pesquisa e objetivos da pesquisa.
2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Compliance
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Nos últimos anos, em todo o mundo acompanha se o alto nível de corrupção em diversos setores da economia. Diversas empresas acabam com a reputação fragilizadas devido ao comprovado envolvimento, tanto no âmbito empresarial quanto no político. A necessidade imperiosa de conhecer e praticar o compliance no dia-a-dia surgiu em meio a essa realidade, que atinge empresas de todos os portes e setores. O conceito de compliance em negócios visa gerar valor para uma organização e garantir a sobrevivência. Essa prática decorre dos grandes impactos financeiros causados por fatores como (SILVA et al., 2009):
• Ausência de diretrizes normativas; • Desalinhamentos com as leis aplicáveis;
• Escassez de ferramentas preventivas adequadas; • Falhas de gerenciamento de processos;
• Operações sem sistema de informação estruturado.
O verbo obedecer significa conformar-se a uma regra, o que explica muito do conceito da palavra. O significado da palavra compliance está relacionado à conduta de uma empresa e a Compliance com as normas dos órgãos reguladores. Em suma, compliance em negócios significa cumprir as leis e regulamentos. O conceito cobre todas as políticas, regras, controles internos e externos aos quais uma organização deve estar em Compliance. Se em Compliance, as atividades de uma organização estarão em total Compliance com as regras e leis aplicadas aos processos (CASTRO et al., 2019).
Tanto a empresa quanto todo o pessoal, inclusive fornecedores de interesse, precisam se comportar de acordo com as normas dos órgãos reguladores. Além disso, devem zelar pelo fiel cumprimento dos diversos instrumentos normativos internos. Somente desta forma a empresa cumprirá os regulamentos de meio ambiente, trabalho, finanças, segurança do trabalho, operações, contabilidade, etc (PERERA et al., 2014).
Poder dizer que uma empresa está em compliance estratégico é por si só uma estratégia de negócios fundamental. Isso significa que há transparência e um grau crescente de maturidade da gestão. Estar em compliance mostra que gestores e equipes estão no controle dos processos e procedimentos, implementados e executados com efetivo compliance político, comercial, trabalhista, contratual e comportamental (BARROSO e ABREU, 2005).
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Não estar em Compliance significa ter um risco desnecessariamente elevado, o que pode levar a perdas financeiras, patrimoniais e de mercado, entre outras. A gestão de riscos e a Compliance estão intimamente ligadas. É preciso refletir e mudar os estilos de gestão, adequar a forma como as informações da empresa são tratadas e como as pessoas se comportam no dia a dia, para atingir um nível de excelência em compliance independente do setor de negócios e do porte da empresa. Conheça algumas dicas de como alinhar a gestão ao conceito de compliance (YALLAPRAGADA et al., 2012):
• Utilizar sistemas de informação que apoiem o monitoramento das ati-vidades da empresa e que atendam aos processos de compliance;
• Ter gerenciamento de contratos de serviços e materiais alinhados aos níveis de compliance estabelecidos pela empresa;
• Fortalecer as rotinas de inspeção e fiscalização das atividades, inclusive aquelas que normalmente não possuem certificações;
• Foco na Compliance de processos em níveis municipal, estadual e fe-deral;
• Ter um sistema de padronização sempre ativo e atualizado na empresa; • Ter processos de auditoria interna com foco em requisitos para atingir a Compliance;
• Ter sistemas de controle com graus de profundidade adequados; • Ter comunicação estruturada sobre os instrumentos normativos da em-presa.
Com essas ações, a empresa reduz custos e despesas, eleva a receita operacional e evita perdas. Além disso, com o cumprimento das leis, a transparência dos processos torna-se uma realidade mais consolidada, o que traz maior confiança ao mercado. As equipes envolvidas ficam mais preparadas e aumentam o desempenho, o que se reflete diretamente na produtividade (ALVES, 2017).
A reputação e a boa aparência são reflexos do nível de compliance que uma empresa se propõe ter. Portanto, a utilização desse conceito para orientar as boas práticas da organização reduz significativamente todos os riscos para a empresa, e criar um ambiente mais saudável e confiável (DEL DEBBIO et al., 2013).
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O departamento de compliance garante que uma empresa siga as regras externas e controles internos. No setor de serviços financeiros, os departamentos de Compliance trabalham para atender aos principais objetivos regulatórios para proteger os investidores e garantir que os mercados sejam justos, eficientes e transparentes. Eles também procuram reduzir o risco do sistema e o crime financeiro (BORINI e GRISI, 2009).
Esses objetivos visam apoiar a confiança do consumidor no sistema financeiro. As organizações de serviços financeiros também estão sujeitas às regras de negócios regulamentares que regem a publicidade, comunicações com o cliente, conflitos de interesse, compreensão e adequação do cliente, negociações com o cliente, ativos do cliente e dinheiro, bem como violação de regras e erros. Um departamento de compliance normalmente tem cinco áreas de responsabilidade (DEL DEBBIO et al., 2013):
• Identificação; • Prevenção;
• Monitoramento e detecção resolução e; • Consultoria.
Um departamento de compliance identifica os riscos que uma organização enfrenta e aconselha sobre como evitá-los ou tratá-los. Ele implementa controles para proteger a organização desses riscos. O Compliance monitora e reporta a eficácia dos controles na gestão da exposição ao risco das organizações. O departamento também soluciona problemas de compliance à medida que surgem e orienta a empresa sobre regras e controles (SÁ e HOOG, 2010).
Os responsáveis pela compliance dentro do departamento de compliance têm o dever para com o empregador de trabalhar com a gerência e a equipe para identificar e gerenciar o risco regulatório. O objetivo é garantir que uma organização tenha controles internos que medem e gerenciam adequadamente os riscos que enfrenta (BAIOCO e ALMEIDA, 2017).
Os responsáveis pela compliance fornecem um serviço interno que apoia efetivamente as áreas de negócios nas obrigações de cumprir as leis e regulamentos relevantes e os procedimentos internos. O diretor de compliance geralmente é o conselho geral da empresa, mas nem sempre (GABARDO e CASTELLA, 2015).
Os reguladores da indústria autorizam e supervisionam as regras de compliance por meio de investigação, coleta e compartilhamento de informações e imposição das penalidades
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aplicáveis. Os fatores usados para determinar o risco em uma organização incluem a natureza, diversidade, complexidade, escala, volume e tamanho dos negócios e operações (BAIOCO e ALMEIDA, 2017).
Os departamentos de compliance desempenham um papel ativo no gerenciamento de riscos e na redução de crimes financeiros. Essa cultura de risco mais forte inclui o compartilhamento oportuno de informações, a rápida escalada de riscos emergentes, bem como a disposição para desafiar as práticas existentes. A execução eficaz dessas responsabilidades expandidas requer uma compreensão mais profunda dos negócios e das práticas comerciais (SZAZI, 2001).
Além disso, a estrutura do departamento de compliance mudou para combinar cobertura baseada na unidade de negócios com experiência compartilhada mais ampla em toda a organização. Alguém precisa ser responsável pela função de compliance, por isso é importante nomear um diretor de compliance. Frequentemente, é o conselho geral, mas não precisa ser. Na verdade, há um debate crescente sobre se o departamento jurídico deve administrar o compliance ou não (BAIOCO e ALMEIDA, 2017).
Independentemente de onde esteja, a função de compliance deve ter uma linha direta com o CEO e o Conselho de Administração, normalmente por meio do comitê de auditoria. Não deve haver nada entre o diretor de compliance e relatar os problemas à autoridade máxima da empresa. Além disso, é crucial que o oficial de compliance tenha a equipe e os recursos para fazer o trabalho de maneira adequada. Não precisa ser um império, mas precisa ser apropriado dado o tamanho da empresa e a gama de riscos de compliance apresentados (HOIVIK, 2002).
Os executivos de compliance são responsáveis por garantir que a organização esteja em compliance com os regulamentos governamentais - nacional e globalmente, se aplicável e evita erros que podem resultar em multas pesadas, ramificações legais e danos à reputação. Os responsáveis pela compliance também precisam se certificar de que os funcionários seguem as políticas de compliance internas (ASSI, 2013).
Junto com a avaliação dos riscos financeiros e a criação de um plano de jogo para lidar com esses problemas potenciais, os responsáveis pela compliance fornecem relatórios regulares sobre a eficácia das medidas de compliance de uma empresa. Eles também aconselham a liderança empresarial sobre quaisquer ações ou mudanças que devam ser implementadas. Em muitas organizações, a alta administração espera que o diretor de compliance colabore como
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parceiro e demonstre como a compliance é uma prioridade de negócios e pode ajudar a impulsionar a estratégia (MORGADO, 2008).
2.1.1.1 Requisitos para um Departamento de Compliance
Um departamento de conformidade move a empresa de reativa para proativa na detecção e prevenção de irregularidades. Além de evitar problemas, isso pode levar a multas substancialmente reduzidas com reguladores que, como uma primeira etapa, geralmente se concentram em se a empresa tem um programa de conformidade robusto ou não. Um departamento de conformidade também ajuda a estabelecer o tom ético correto na empresa, torna mais fácil para os funcionários fazerem as escolhas certas (PERILLO e AMORIM, 2011). Se uma empresa tiver escritórios no exterior, ela deve traduzir os materiais relacionados à compliance para esse idioma. Deve também buscar informações de escritórios no exterior sobre a eficácia dos materiais de treinamento da empresa (DOS SANTOS et al., 2012).
Além disso, o departamento de compliance deve realizar treinamento para os funcionários. Também deve haver um sistema para relatar problemas de compliance. Ou seja, o código de conduta da área de compliance deve definir o processo para os funcionários (MORGADO, 2008).
2.2 Contabilidade
Contabilidade é o processo de registro de transações financeiras pertencentes a uma empresa. O processo de contabilidade inclui resumir, analisar e relatar essas transações para agências de supervisão, reguladores e entidades de cobrança de impostos. As demonstrações financeiras usadas na contabilidade são um resumo conciso das transações financeiras ao longo de um período contábil, e resume as operações, a posição financeira e os fluxos de caixa de uma empresa (PERILLO e AMORIM, 2011).
A contabilidade é uma das principais funções para quase todas as empresas. Pode ser administrado por um guarda-livros ou um contador em uma pequena empresa, ou por departamentos financeiros de grande porte com dezenas de funcionários em empresas maiores. Os relatórios gerados por vários fluxos de contabilidade, como contabilidade de custos e
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contabilidade gerencial, são inestimáveis para ajudar a administração a tomar decisões de negócios informadas. Principais vantagens da contabilidade (SILVA et al., 2009):
• Independentemente do tamanho de uma empresa, a contabilidade é uma função necessária para a tomada de decisões, planejamento de custos e medi-ção da medimedi-ção do desempenho econômico;
• Um contador pode lidar com as necessidades básicas de contabilidade, mas um Contador Público Certificado (CPA) deve ser utilizado para tarefas de contabilidade maiores ou mais avançadas;
• Dois tipos importantes de contabilidade para empresas são a contabili-dade gerencial e a contabilicontabili-dade de custos. A contabilicontabili-dade gerencial ajuda as equipes de gerenciamento a tomarem decisões de negócios, enquanto a conta-bilidade de custos ajuda os proprietários de negócios a decidir quanto um pro-duto deve custar;
• Os contadores profissionais seguem um conjunto de padrões conhecido como Princípios Contábeis Geralmente Aceitos (GAAP) ao preparar as de-monstrações financeiras.
A contabilidade tem vários tipos, financeira, gerencial e de custos. A contabilidade financeira refere-se aos processos usados para gerar as demonstrações financeiras intermediárias e anuais. Os resultados de todas as transações financeiras que ocorrem durante um período contábil são resumidos no balanço patrimonial, na demonstração do resultado e no fluxo de caixa. As demonstrações financeiras da maioria das empresas são auditadas anualmente por uma firma CPA externa (CASTRO et al., 2019). Para alguns, como empresas de capital aberto, as auditorias são um requisito legal. No entanto, os credores normalmente também exigem os resultados de uma auditoria externa anual como parte dos compromissos de dívida. Portanto, a maioria das empresas fará auditorias anuais por um motivo ou outro (PERERA et al., 2014).
A contabilidade gerencial usa muitos dos dados que a contabilidade financeira também usa, mas organiza e utiliza as informações de maneiras diferentes. Ou seja, na contabilidade gerencial, um contador gera relatórios mensais ou trimestrais que a equipe de gerenciamento de uma empresa pode usar para tomar decisões sobre como a empresa opera. A contabilidade gerencial também abrange muitas outras facetas da contabilidade, inclui orçamento, previsão e várias ferramentas de análise financeira. Essencialmente, qualquer informação que possa ser útil para a administração cai sob esse guarda-chuva (BARROSO e ABREU, 2005).
Assim como a contabilidade gerencial ajuda as empresas a tomar decisões sobre gerenciamento, a contabilidade de custos ajuda as empresas a tomar decisões sobre custos.
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Essencialmente, a contabilidade de custos considera todos os custos relacionados à produção de um produto (ALVES, 2017).
Analistas, gerentes, proprietários de negócios e contadores usam essas informações para determinar quanto devem custar os produtos. Na contabilidade de custos, o dinheiro é considerado um fator econômico na produção, enquanto na contabilidade financeira, o dinheiro é considerado uma medida do desempenho econômico de uma empresa (YALLAPRAGADA et al., 2012).
A história da contabilidade existe há quase tanto tempo quanto o próprio dinheiro. A história da contabilidade remonta a civilizações antigas na Mesopotâmia, Egito e Babilônia. Como durante o Império Romano, o governo tinha registros detalhados das finanças. No entanto, a contabilidade moderna como profissão só existe desde o início do século XIX (DEL DEBBIO et al., 2013).
Luca Pacioli é considerado "O Pai da Contabilidade e da Escrituração" devido às as contribuições para o desenvolvimento da contabilidade como profissão. Matemático italiano e amigo de Leonardo da Vinci, Pacioli publicou um livro sobre o sistema de partidas dobradas da contabilidade em 1494. Em 1880, a profissão moderna de contabilidade foi totalmente formada e reconhecida pelo Institute of Chartered Accountants na Inglaterra e no País de Gales. Esse instituto criou muitos dos sistemas pelos quais os contadores atuam hoje. A formação do instituto ocorreu em grande parte devido à Revolução Industrial. Os comerciantes não apenas precisavam rastrear os registros, mas também procuravam evitar a falência. (BORINI e GRISI, 2009).
2.2.1 Contabilidade e os negócios
Contabilidade e negócios andam juntos como manteiga de amendoim e geleia. Não se pode ter um sem o outro. A contabilidade mantém a organização. Sem a contabilidade, não é possível saber quanto dinheiro o negócio ganhou. Pode ser facilmente esquecido quanto dinheiro pagou. E não seria possível se lembrar de como é o lucro ou prejuízo atual em comparação com os trimestres anteriores (SÁ e HOOG, 2010).
Em suma, a contabilidade mostra exatamente o que a empresa tem feito e se trata de finanças. Ele mantém o gestor organizado para que possa preencher a declaração de impostos de maneira precisa e legal. A contabilidade é importante para proprietários de pequenas
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empresas, pois ajuda os proprietários, gerentes, investidores e outras partes interessadas no negócio a avaliar o desempenho financeiro do negócio. A contabilidade fornece informações vitais sobre custos e ganhos, lucros e perdas, passivos e ativos para os processos de tomada de decisão, planejamento e controle dentro de uma empresa (GABARDO e CASTELLA, 2015).
O principal objetivo da contabilidade é registrar as transações financeiras em livros de contas para identificar, mensurar e comunicar as informações econômicas. Além disso, os órgãos de divulgação de impostos exigem que se mantem os livros contábeis em um nível mínimo que verifique as receitas e despesas. A contabilidade orienta a tomada de decisões. A contabilidade pode ajudar a orientar as decisões que se toma para evitar erros comuns de negócios, como (BAIOCO e ALMEIDA, 2017): ‘’Gastar demais; Despesa insuficiente’’.
2.2.2 Qual é o objetivo da contabilidade
A contabilidade é frequentemente referida como “Língua dos Negócios”. É um meio de comunicar informações financeiras a diferentes usuários para a tomada de decisões. Os principais objetivos da contabilidade são (DOS SANTOS et al., 2012):
• Gravar transações- O papel principal da contabilidade é manter um re-gistro sistemático, preciso e completo de todas as transações financeiras de uma empresa. Esses registros são a espinha dorsal do sistema de contabilidade. Os proprietários de negócios devem ser capazes de recuperar e revisar as tran-sações sempre que necessário;
• Orçamento e planejamento- Os proprietários de negócios precisam pla-nejar como alocarão os recursos limitados, inclui mão de obra, máquinas, equipamentos e dinheiro para cumprir os objetivos do negócio. Um compo-nente importante da gestão de negócios, orçamento e planejamento permite que as empresas planejem com antecedência, e antecipa as necessidades e re-cursos. Isso ajuda na coordenação de diferentes segmentos de uma organiza-ção;
• Toma uma decisão- A contabilidade auxilia em uma variedade de pro-cessos de tomada de decisão e ajuda os proprietários no desenvolvimento de políticas para elevar a eficiência dos processos de negócios. Alguns tipos de decisões com base em informações contábeis incluem o preço a ser cobrado por produtos e serviços, os recursos necessários para fazer esses produtos e serviços e financiamento e oportunidades de negócios;
• Desempenho dos negócios- Usa os relatórios contábeis, os proprietários de negócios podem determinar o desempenho de um negócio. Os relatórios financeiros são uma fonte confiável de medição dos indicadores-chave de de-sempenho, para que os proprietários de negócios possam comparar-se com o desempenho anterior e com os concorrentes.
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• Posição financeira- As demonstrações financeiras geradas no final do ciclo contábil refletem a condição financeira de uma empresa naquele mo-mento. Mostra quanto capital foi investido, quantos fundos a empresa usou, os lucros e perdas e o número de ativos e passivos de uma empresa.
• Liquidez- Um motivo comum para o fracasso de pequenas empresas é a má gestão do dinheiro. A contabilidade ajuda a determinar a liquidez de uma empresa, que se refere ao dinheiro e outros recursos líquidos à disposição para pagar compromissos financeiros. A informação reduz o risco de falência por meio da detecção de gargalos.
• Financiamento- A contabilidade ajuda os proprietários de negócios a preparar registros financeiros históricos, bem como projeções financeiras que podem ser usadas ao solicitar um empréstimo ou garantir um investimento para o negócio.
• Ao controle- Ao colocar vários cheques em toda a organização, a con-tabilidade ajuda a evitar perdas causadas por roubo, fraude, erros, danos, ob-solescência e má gestão. Os controles internos protegem os ativos do negócio e evitam perdas de longo prazo.
• Requerimentos legais- A lei exige que as empresas contenham um re-gistro financeiro preciso das transações e compartilhem os relatórios com os acionistas, autoridades fiscais e reguladores. As demonstrações financeiras e informações também são exigidas para fins de declaração de impostos indire-tos e direindire-tos.
2.3 Compliance Na Contabilidade
Para os funcionários de uma empresa, compliance pode ser um termo assustador, pois parece implicar em regras firmes e regulamentos rígidos. Ainda assim, a conformidade não precisa impactar negativamente a experiência do funcionário. Com as ferramentas, verificações e balanços certos, pode até ser possível elevar a satisfação dos funcionários, ao mesmo tempo que mitiga os riscos associados para as organizações (SZAZI, 2001).
Na gestão corporativa e organizacional, conformidade é o processo de garantir que a organização e os funcionários sigam as leis, regulamentos, padrões e práticas éticas aplicáveis. Além de seguir as políticas internas, também significa ser consistente com as leis estaduais e federais. Existem dois tipos de conformidade que as organizações devem estar cientes (HOIVIK, 2002):
• Conformidade com a política - uma meta definida internamente por uma organização na tentativa de encorajar e capacitar os funcionários a seguir os próprios padrões e práticas éticas;
• Conformidade regulatória - uma meta definida externamente pelo es-tado ou governo que as organizações devem alcançar para cumprir as leis, políticas e regulamentos relevantes.
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Os programas de conformidade ajudam a proteger a reputação da organização e evita que ela se envolva em multas regulatórias e ações judiciais. Além de garantir a proteção externa, também ajuda a definir as expectativas internas da organização, como o comportamento dos funcionários, para garantir que as operações funcionem sem problemas e que os funcionários estejam focados em alcançar os objetivos e a missão da organização (ASSI, 2013).
As organizações em conformidade estão mais atualizadas sobre as tendências do setor e têm processos mais simplificados, e permite que os funcionários tomem as decisões adequadas. A conformidade dos funcionários também aumenta a satisfação geral, pois eles têm uma direção clara e eficaz para atingir os objetivos. Organizações compatíveis também (MORGADO, 2008): ‘’Evite multas e ações judiciais; Construir uma reputação positiva para a empresa; Alcance
maior produtividade.’’
Atualizar os processos de gerenciamento de viagens e despesas para otimizar políticas pode melhorar a padronização da organização, elevar a transparência e trazer mais simplicidade e velocidade para a organização e se trata de fazer o que se faz melhor. O dinheiro é a principal área em que podem ocorrer irregularidades e má conduta. Por causa disso, existem páginas de regulamentações que as empresas devem seguir ou enfrentarão penalidades (PERILLO e AMORIM, 2011).
A maioria dessas regras se resume ao relato preciso de informações financeiras. Para garantir que os relatórios financeiros sejam precisos, precisa ter processos e procedimentos claros para registrar e verificar receitas, despesas, ativos e passivos. Na contabilidade, o cumprimento dessas regras é denominado compliance. (SILVA et al., 2009).
Em condições de contabilidade, conformidade significa simplesmente garantir que os assuntos financeiros de uma empresa sejam tratados de acordo com as leis e regulamentos federais. A qualquer momento, uma empresa deve ser capaz de fornecer informações precisas sobre as contas aos acionistas ou autoridades reguladoras. Para garantir a conformidade, é necessário ter processos em vigor para registrar, verificar e relatar o valor dos ativos, passivos, dívidas e despesas de uma empresa (CASTRO et al., 2019).
Em condições de contabilidade, conformidade significa simplesmente garantir que os assuntos financeiros de uma empresa sejam tratados de acordo com as leis e regulamentos federais. A qualquer momento, uma empresa deve ser capaz de fornecer informações precisas sobre as contas aos acionistas ou autoridades reguladoras (PERERA et al., 2014).
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Controladoria é uma área das Ciências Contábeis que ajuda para uma gestão de qualidade, sistematiza questões orçamentárias e administrativas. Essa área também pode ser vista como aceitação da evolução da contabilidade que, apesar de ser essencial para a estrutura de qualquer organização, terminava restrita a materiais e processos técnicos (BARROSO e ABREU, 2005).
Um controlador é um indivíduo que tem responsabilidade por todas as atividades relacionadas à contabilidade, inclui contabilidade de alto nível, contabilidade gerencial e atividades financeiras, dentro de uma empresa. Um controlador financeiro geralmente se reporta ao diretor financeiro (CFO) da empresa, embora essas duas posições possam ser combinadas em empresas menores. As funções de um controlador incluem auxiliar na preparação dos orçamentos operacionais, supervisionar os relatórios financeiros e realizar as funções essenciais relacionadas à folha de pagamento (YALLAPRAGADA et al., 2012).
Controladoria comumente conhecido como controlador ou controlador, esse cargo envolve a supervisão de nível gerencial da qualidade dos relatórios contábeis e financeiros de uma organização. Todas as empresas precisam de supervisão financeira, mas muitos proprietários de empresas optam por realizar essa tarefa por conta própria para tentar economizar dinheiro ou manter uma abordagem prática para gerenciar o negócio. No entanto, se deve considerar a contratação de um controlador da empresa se (ALVES, 2017):
• Se cresce rapidamente e não tem certeza do efeito financeiro de certas decisões de negócios (comprar uma nova instalação, explorar um novo fluxo de receita para o negócio, etc.);
• Se deseja informações precisas e oportunas sobre a situação financeira da empresa;
• Se gasta muito tempo com funções de contabilidade se prefere se con-centrar no desenvolvimento de negócios;
• Se deseja garantir que está em total conformidade com os impostos - estadual, local e federal;
• Se tem grandes quantidades de estoque e contas a receber que precisam ser administradas com uma pessoa de contas a pagar e contas a receber, res-pectivamente.
O controlador tem muitas tarefas que podem incluir a preparação de orçamentos e o gerenciamento de cronogramas orçamentários importantes em toda a organização. Isso inclui a
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coleta, análise e consolidação de dados financeiros. Embora o controlador nem sempre mantem o orçamento anual, a posição do controlador monitora as variações, resume as tendências e investiga as deficiências orçamentárias. O controlador relata variações de orçamento de material ou variações de despesas para a gerência (DEL DEBBIO et al., 2013).
As funções do controlador variam entre as empresas devido ao tamanho e à complexidade dos negócios e do setor. Uma variação da posição do controlador é chamada de controlador. Um controlador é normalmente uma posição mais sênior, mais comumente encontrada em organizações governamentais ou sem fins lucrativos. Empresas menores exigem mais versatilidade do controlador, enquanto empresas maiores são capazes de distribuir as seguintes responsabilidades de trabalho entre outros funcionários, inclui o diretor financeiro e o tesoureiro (BORINI e GRISI, 2009).
O controlador de uma organização pode participar no recrutamento, seleção e treinamento de pessoal. O cargo exige avaliação dos resultados do trabalho, liderança de funcionários e execução de ações disciplinares conforme necessário. O controlador financeiro geralmente mantém os níveis de educação ao buscar educação profissional contínua por meio de seminários, webinars ou oportunidades de treinamento. Principais vantagens (SÁ e HOOG, 2010):
• Um controlador atua como um supervisor da saúde financeira de uma empresa;
• Depende da necessidade da empresa, um controlador também pode ser responsável pela contratação e treinamento da equipe que irá atuar na área financeira;
• Os controladores não são apenas responsáveis por calcular os resultados financeiros, mas também por atender aos requisitos de impostos, licenças e licenças.
Ao recrutar para uma posição de controlador, as empresas geralmente exigem que os candidatos tenham pelo menos 10 anos de experiência direta em contabilidade ou finanças. Frequentemente, é necessário ter um diploma de bacharel em contabilidade, finanças ou administração de empresas, enquanto o grau de mestre não é obrigatório, mas preferível. Certificados profissionais, inclui a licença de contador público certificado, podem não ser exigidos, mas são normalmente preferidos (GABARDO e CASTELLA, 2015).
O controlador trabalha com auditores externos para garantir que os padrões de relatórios adequados sejam utilizados. Além disso, o controlador estabelece, monitora e aplica o controle
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interno sobre os relatórios financeiros. Os controladores de empresas de capital aberto geralmente recebem a delegação de documentos financeiros públicos. O controlador de uma empresa monitora a legislação futura que afeta a tributação e as operações. Essa tarefa inclui o monitoramento de riscos futuros e a garantia de que as permissões, licenças ou requisitos operacionais adequados sejam atendidos. Juntamente com a apresentação de relatórios financeiros, o controlador pode receber funções de preparação de impostos, inclui (BAIOCO e ALMEIDA, 2017): ‘’Declarações de impostos estaduais; Declarações de impostos federais ou;
Declarações de impostos setoriais’’.
Os controladores precisam de uma compreensão apurada dos princípios, conceitos e habilidades práticas da contabilidade gerencial. Eles também devem estar familiarizados com os processos do sistema, controle de custos e gerenciamento dos fluxos de receita. A proficiência nessas áreas é crucial para atingir os objetivos de negócios. Os controladores que são bem treinados em ambientes de negócios de uma perspectiva prática e teórica aumentam os esforços de contabilidade gerencial e os resultados financeiros da empresa (SZAZI, 2001).
Um controlador, depende do tamanho da empresa, pode ter uma combinação de funções, que inclui contas a pagar e / ou contas a receber (algo que se tende a aparecer em empresas menores). Outra função que um controlador pode desempenhar é conduzir investigações de solvência e divulgação com referências de crédito para clientes em potencial que buscam condições de crédito com a empresa (HOIVIK, 2002).
Um controlador analisa e desenvolve informações financeiras oportunas e precisas, permite à empresa entregar e melhorar o desempenho geral futuro. As funções contábeis e financeiras tradicionais atuam como espelhos retrovisores, mede o desempenho anterior. Os controles financeiros desempenham um papel importante para garantir a precisão dos relatórios, elimina fraudes e protege os recursos da organização, tanto físicos quanto intangíveis. Esses procedimentos de controle interno reduzem a variação do processo, e leva a resultados mais previsíveis (ASSI, 2013).
Está claro para muitas empresas que as abordagens tradicionais de compliance não são mais suficientes para impulsionar o comportamento compatível. Agora, com interesse em uma abordagem mais proativa e em tempo real, explora se por que dimensionar um programa de compliance com ciência comportamental e análises incorporadas pode armar as organizações com inteligência valiosa. Onde as estruturas e procedimentos financeiros são mais complexos,
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um controlador financeiro pode fornecer uma visão e clareza sobre as operações e o desempenho do negócio (MORGADO, 2008).
As reconciliações mensais não são suficientes para fornecer uma aparência e precisa do negócio e o risco de distorções financeiras pode ser alto. Uma empresa que gera milhões de dólares em receitas pode, na verdade, perder dinheiro em uma ou mais áreas. No momento em que o proprietário de uma empresa percebe o problema, já pode ser tarde demais para mudar de rumo e os efeitos podem ser duradouros (DOS SANTOS et al., 2012).
Ao enfrentar esses desafios, a liderança deseja práticas comuns em toda a organização. E deseja que essas práticas sejam apoiadas por uma estrutura de controles internos integrados, uma biblioteca de riscos abrangente e análises avançadas. A equipe de controlador não pode agregar valor, tomar decisões informadas e voltadas para o futuro ou gerenciar riscos com eficácia se não puder gerar insights por meio do gerenciamento de grandes volumes de dados de risco. Isso desperdiça recursos e prejudica a competitividade (PERILLO e AMORIM, 2011). Os controladores se acostumam a se sentir oprimidos pelos trabalhos. Especialidades de trabalho contraditórias, aumento da complexidade organizacional e competitiva, regulamentação excessiva e, muitas vezes, a existência de responsabilidades de relatórios duais (ou seja, dois chefes) têm contribuído para as demandas conflitantes de controladoria e contabilidade de compliance. (SILVA et al., 2009).
O aumento da complexidade que requer perspectivas diferentes (financeira vs. gerencial) também fez com que os controladores se sentissem oprimidos, e muitas vezes ficam em conflito e / ou confusos quanto ao curso de ação adequado a tomar (ou seja, se deveriam se concentrar em compliance vs. empresa otimização). Isso geralmente resulta do uso do conjunto de habilidades errado para tomar decisões. Analisar as funções do controlador em de compliance e de apoio à decisão proporcionaria várias vantagens. Os principais benefícios incluem (CASTRO et al., 2019):
• Uma carga de trabalho mais gerenciável; • Criação de um verdadeiro parceiro de negócios; • Autoridade de relatórios clara;
• Melhor informação de suporte à decisão.
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Os líderes empresariais entendem que é essencial ter dados financeiros precisos para conduzir as operações e medir o sucesso. No entanto, sem os controles adequados em vigor, podem ocorrer erros, fraudes e outros problemas, e prejudica a eficiência operacional e o crescimento. Enquanto alguns proprietários de pequenas empresas presumem que os sistemas de controle interno são projetados apenas para organizações maiores, essas funções são cruciais para empresas de todos os tamanhos em todos os setores (PERERA et al., 2014).
Os controles podem ser preventivos, e impede fraudes e erros, ou detectivos, e identifica os problemas depois que eles acontecem. Trabalha em uníssono, eles podem solucionar os problemas existentes e ajudar a evitar problemas futuros para fortalecer as atividades comerciais em andamento. Os controles internos tem importância para auditores. A opinião do auditor que acompanha as demonstrações financeiras é baseada em uma auditoria dos procedimentos e registros usados para produzi-los (BARROSO e ABREU, 2005).
Como parte de uma auditoria, os auditores externos testarão os processos contábeis e controles internos de uma empresa e fornecerão uma opinião sobre a eficácia. As auditorias internas avaliam os controles internos de uma empresa, inclui a governança corporativa e processos contábeis (YALLAPRAGADA et al., 2012). Eles garantem a conformidade com as leis e regulamentos e relatórios financeiros precisos e oportunos e coleta de dados, bem como ajudam a manter a eficiência operacional, identifica problemas e corrige lacunas antes que sejam descobertos em uma auditoria externa (PERERA et al., 2014).
As auditorias internas desempenham um papel crítico nas operações e governança corporativa de uma empresa. Não existem dois sistemas de controles internos idênticos, mas muitas filosofias básicas sobre integridade financeira e práticas contábeis se tornaram práticas de gerenciamento padrão. Embora os controles internos possam ser caros, os controles internos devidamente implementados podem ajudar a otimizar as operações e elevar a eficiência operacional, além de prevenir fraudes (ALVES, 2017).
As empresas protegem os ativos e segrega as tarefas dos funcionários, atribui tarefas específicas a cada funcionário, e rota as atribuições de trabalho dos funcionários e se usa dispositivos mecânicos. São atribuições (DEL DEBBIO et al., 2013):
• Segregação de funções do funcionário - A segregação de funções exige que alguém que não seja o funcionário responsável pela proteção de um ativo mantem os registros contábeis desse ativo. Além disso, os funcionários
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partilham a responsabilidade por transações relacionadas de forma que o tra-balho de um funcionário sirva como um controle sobre o tratra-balho de outros funcionários;
• Se uma empresa separa as funções dos funcionários, ela minimiza a probabilidade de um funcionário poder roubar bens e encobrir o roubo. Como, um funcionário não pode roubar dinheiro de uma empresa e fazer com que o roubo não seja detectado, a menos que alguém altere os registros de caixa para cobrir a escassez. Para alterar os registros, o funcionário que rouba o dinheiro também deve manter os registros de dinheiro ou estar em conluio com o fun-cionário que mantém os registros de dinheiro;
• Atribuição de funções específicas a cada funcionário- Se a responsabi-lidade por uma determinada função de trabalho é atribuída a um funcionário, esse funcionário é responsável por tarefas específicas. Caso ocorra um pro-blema, a empresa pode identificar rapidamente o funcionário responsável. Se uma empresa atribui tarefas específicas a cada funcionário ela pode rastrear investigações perdidas ou determinar como uma determinada transação foi re-gistrada. Além disso, o funcionário responsável por uma determinada tarefa pode fornecer informações sobre essa tarefa. Ser responsável por tarefas espe-cíficas dá às pessoas um senso de orgulho e importância que geralmente as faz querer desempenhar o melhor das habilidades;
• Rotação de atribuições de trabalho de funcionários- Algumas empresas alternam as atribuições de trabalho para desencorajar os funcionários de se envolver em esquemas de longo prazo para roubá-los. Os funcionários perce-bem que, se roubam da empresa, os próximos funcionários designados para as posições podem descobrir o roubo. Frequentemente, as empresas têm a polí-tica de que todos os funcionários devem tirar férias anuais. Essa polípolí-tica tam-bém desencoraja o roubo porque muitos esquemas desonestos entram em co-lapso se o funcionário não participa do esquema diariamente;
• Uso de dispositivos mecânicos- As empresas usam vários dispositivos mecânicos para ajudar a proteger os ativos. Protetores de cheque (máquinas que perfuram o valor do cheque), caixas registradoras e relógios de ponto di-ficultam a alteração de determinados documentos e registros da empresa pelos funcionários;
• Manutenção de registros- As empresas devem manter registros contá-beis completos e precisos. Um ou mais documentos comerciais dão suporte à maioria das transações contábeis. Esses documentos de origem são parte inte-grante da estrutura de controle interno. Para um controle ideal, os documentos de origem devem ser numerados em série. O melhor método para garantir es-ses registros contábeis é contratar e treinar pessoas competentes e honestas. Periodicamente, os supervisores avaliam o desempenho de um funcionário para garantir que ele segue as políticas da empresa. Registros contábeis im-precisos ou inadequados servem como um convite ao roubo por funcionários desonestos porque o roubo pode ser escondido mais facilmente;
• Funcionários. As políticas de controle interno são eficazes apenas se os funcionários as seguem. Para garantir o cumprimento das políticas de controle interno, a empresa deve contratar funcionários competentes e confiáveis. As-sim, a execução de um controle interno eficaz começa com o tempo e o esforço que uma empresa despende na contratação de funcionários. Depois de contra-tar os funcionários, a empresa deve treiná-los e comunicar-lhes claramente as
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políticas da empresa, como obter a autorização adequada antes de fazer um desembolso de dinheiro. Frequentemente, as descrições de funções por escrito estabelecem as responsabilidades e deveres dos funcionários. O treinamento inicial dos funcionários deve incluir uma explicação clara das funções e como exercê-las. As empresas devem ter seguro contra acidentes adequado sobre os ativos. O seguro reembolsa a empresa pela perda de um ativo não monetário, como equipamentos especializados. As empresas também devem ter títulos de fidelidade sobre os funcionários que lidam com dinheiro e outros instrumentos negociáveis. Esses títulos garantem que uma empresa seja reembolsada por perdas devido ao roubo de dinheiro e outros ativos monetários. Com seguro contra acidentes sobre ativos e títulos de fidelidade sobre funcionários, uma empresa pode recuperar pelo menos uma parte de qualquer perda que ocorra. Independentemente das políticas e procedimentos estabelecidos por uma organização, apenas uma garantia razoável pode ser fornecida de que os controles internos são eficazes e as informações financeiras estão corretas. A eficácia dos controles internos é limitada pelo julgamento humano. Uma empresa geralmente dará ao pessoal de alto nível a capacidade de ignorar os controles internos por motivos de eficiência operacional, e os controles internos podem ser contornados por conluio (BORINI e GRISI, 2009).
2.3.2.1 Controle interno/ Separação de funções
A atribuição de funções específicas a cada funcionário que divide as responsabilidades contábeis é um sistema de controle básico para garantir que as pessoas responsáveis pelos relatórios financeiros sejam separadas das pessoas encarregadas de fazer depósitos em dinheiro e compras de ativos. Da mesma forma, qualquer pessoa que conduz auditorias deve estar o mais distante possível das obrigações financeiras para garantir a imparcialidade. Quanto mais distantes essas funções estão em uma organização, menor o risco de fraude associado a cada uma (SÁ e HOOG, 2010).
Em pequenas empresas onde não há funcionários suficientes para separar as funções completamente, a revisão por pares pode servir a uma função semelhante de “verificações e equilíbrios” para mitigar o risco. Embora a complacência e o conluio ainda possam resultar em relatórios errôneos, exigir a aprovação dos colegas em relatórios e funções de trabalho pode eliminar o simples roubo oportunista (GABARDO e CASTELLA, 2015).
Como a fraude pode ocorrer em qualquer nível de uma organização, a separação de funções é crucial não apenas no topo, entre a liderança executiva, mas em todas as etapas da hierarquia organizacional. Em grandes organizações, a rotação de atribuições entre funcionários
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com as mesmas funções de trabalho ajuda a isolar discrepâncias e conduzir análises completas das causas raízes (BAIOCO e ALMEIDA, 2017).
2.3.2.2 Controle interno/ Auditorias de ativos A auditoria
É o controle contábil interno mais amplamente utilizado. Auditorias financeiras, como reconciliações de caixa, são realizadas regularmente para verificar se os saldos reais correspondem aos saldos contábeis. As diferenças podem ser analisadas e investigadas, se necessário, para resultar em relatórios financeiros precisos (SZAZI, 2001).
No entanto, as auditorias de ativos não são simplesmente de natureza eletrônica - também incluem auditorias físicas. Sempre que uma gaveta de dinheiro é computada ou as contagens de matéria-prima são verificadas, uma auditoria de ativos está realizada. Essas auditorias no local devem ser realizadas regularmente para garantir a precisão financeira. A contagem de dinheiro deve ser feita de hora em hora ou diariamente, enquanto o rastreamento de ativos físicos normalmente é feito trimestral ou anualmente (HOIVIK, 2002).
A contagem manual de ativos dessa maneira é crucial porque pode ocorrer fraude fora dos livros para contornar as auditorias de relatórios financeiros. Além dessas verificações de rotina, auditorias de ativos de detecção também devem ser realizadas. Utilizar contagens de caixa surpresa ou aleatórias, ajuda a manter os funcionários honestos e focados em realizar o trabalho meticulosamente (BAIOCO e ALMEIDA, 2017).
2.3.2.3 Controle interno/ Balancetes de avaliação
A contabilidade por partidas dobradas garante que os livros estejam sempre equilibrados. No entanto, erros e fraudes ainda podem existir em um sistema de contabilidade de dupla entrada, razão pela qual balancetes devem ser usados em conjunto com o método (DOS SANTOS et al., 2012). (DOS SANTOS et al., 2012). Os balancetes são uma forma de controle contábil que infunde confiabilidade adicional ao sistema, e mantem um registro interno de créditos e débitos para permitir que as empresas identifiquem problemas com antecedência (ASSI, 2013).
REVISTA CIENTÍFICA SEMANA ACADÊMICA. FORTALEZA-CE. EDIÇÃO 207. V.9. ANO 2021. 22 2.3.2.4 Controle interno/ Backups de dados
Os backups de dados são o sistema de controle de contabilidade interno mais esquecido. Como os dados financeiros precisos exigem interação tecnológica entre as plataformas, a perda de informações financeiras pode distorcer os relatórios e confundir as auditorias. Se a tecnologia falha, relatórios anteriores e dados vitais podem desaparecer, e atrasar os relatórios e prejudica as funções essenciais de contabilidade (HOIVIK, 2002).
O backup dos arquivos do computador para a nuvem protege os dados contra perdas se os computadores são corrompidos ou os servidores falham. A implementação de controles contábeis adequados não faz sentido, a menos que os funcionários estejam preparados para agir se perceberem um problema ou detectarem atividades suspeitas (ASSI, 2013). Políticas formais devem ser criadas para educar os funcionários sobre como responder se surgirem problemas. Todos os funcionários devem saber a quem podem identificar se houver suspeita de erro ou intenção maliciosa e que tipo de resposta esperar. Além disso, o anonimato precisa ser protegido depois de fazer isso (DOS SANTOS et al., 2012).
3 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Por meio desta pesquisa, pode-se apreender a importância do sistema Compliance para o mundo globalizado – sobretudo no contexto atípico vivenciado por todos os indivíduos. Dessa forma, estar em conformidade com as normativas legais e com as inseridas dentro da corporação na área contábil, contribui para o crescimento do negócio, atrai clientes e parceiros, assim como evita prejuízos e gera lucros.
Dessa maneira, foi constatado que, com o passar dos anos, o conceito de Compliance foi adquirindo maior relevância no mercado competitivo, dado as transformações recorrentes no corpo social. Muitas empresas, na contemporaneidade, não prezam somente pela entrega rápida do produto distribuído ou do serviço prestado, mas sim pela vigilância dos diplomas legais – afinal, sem tal obediência, a companhia pode enfrentar sérias consequências, como processos jurídicos, perda de acionistas, dentre outras.
Por conseguinte, pode-se concluir que um contador é uma das poucas pessoas em uma organização que tem uma visão completa das finanças de uma empresa ou empreendimento de
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investimento e, como tal, certificar-se de que eles são honestos e francos com seu trabalho é de extrema importância para evitar problemas graves crimes financeiros.
Concluiu-se também que os contadores devem certificar-se de manter todos os papéis de auditoria e revisão de quaisquer auditorias corporativas internas que realizem por cinco anos a partir do momento em que a auditoria foi realizada. O principal objetivo disso é que os investigadores e indivíduos interessados possam examinar esses documentos para verificar se foram preparados de maneira correta e verdadeira.
A exigência aqui coloca o ônus da conformidade sobre o contador, e não sobre a empresa que ordena a auditoria, acrescentando uma medida adicional de segurança. O bom nome e a licença do contador são os que estão em risco se eles falsificarem informações.
Nesse viés, tendo-se ciência da importância da área contábil, sobretudo no contexto empresarial, assim como uma parceria estratégica, observa-se que a cultura organizacional de uma companhia é tida como sua essência, esta que é manifesta no tratamento aos indivíduos (sejam eles líderes, funcionários ou clientes), na gestão dos negócios, implantação do sistema de Compliance e execução das tarefas – devendo sempre estar alinhada com as normas, valores e missão da empresa.
Mediante o exposto, a partir da temática abordada no presente artigo, tem-se uma análise da relevância do sistema de compliance na contabilidade contemporânea, sendo que uma atua-ção ética e transparente do contador se configura como uma ferramenta intimamente ligada ao desenvolvimento de uma organização.
Logo, com uma boa comunicação, parcerias adequadas, capacitação dos empregados, realização de auditorias periódicas, obediência às normativas legais e atenção ao consumidor, será possível obter lucros, atender aos anseios do mercado competitivo hodierno, estar em con-formidade com o ordenamento jurídico, elevar a posição da empresa no mercado e colaborar com o progresso da Contabilidade.
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