A GRATUITIDADE E A RECIPROCIDADE DO AGIR AGÁPICO, O
SEU RELACIONAMENTO COM O A DÁDIVA
Desafios que vão para além do indivíduo?
Um comentário à “generosa” proposta, teórico-prática, do Prof. Paulo Henrique
Martins
1.
Bernhard Callebaut2*
Resumo: O ensaio, que se destaca como o posfácio desta edição especial, sugere o amor em
dois papéis fundamentais como crítica e como imaginação. O amor como crítica é devido à ciência precisar sempre ter uma visão utópica dirigida ao futuro e à emancipação humana. O amor como imaginação, porque ele deve ser o motor da Universidade, o núcleo da educação na comunidade acadêmica e o objetivo de professores que deveriam amar, a fim de se tornarem verdadeiros mestres da vida.
Palavras-chave: Amor. Universidade, Funcionários acadêmicos. Comunidade acadêmica.
Emancipação humana.
Abstract: Agapic acting is a new concept that was conceived by an international research
group called Social-One. Agape acting, love-in-act is a rather unusual term in sociological research. And when authors come to deal with it, the real question is: can agapic acting be something else than a short moment of truly altruism? Can agapic acting become something characterizing the way a collective ‘system’ functions? Which relationship is there between agapic acting as an isolated altruistic act and reciprocity? And which relationship to the approach of the concept of gift as practised by the Muauss-group in sociology? The author, a Belgian sociologist living and teaching at Sophia University Institute (Loppiano, Florence) discusses Martin’s contribution confronting them with these questions.
Keywords: Social action. Agapic acting. Altruim. Reciprocity. Gift.
1 Professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco
(PPGS-UFPE). Palestrante convidado do Simpósio “Amor em tempos de contabilidade” em 7 de Outubro de 2015.
2 Prof. Dr. Bernhard Callebaut tiene la cattedra de Fundamentos das Ciências Sociais no Istituto Universitario
Sophia (Loppiano, Florença, Itália). E-mail: [email protected]. * Autor convidado.
Há mais de dez anos que a interrogação feita pelo professor Paulo Henrique Martins, partindo mesmo do próprio título do texto, me estimula permanecendo sempre viva e presente nas discussões do nosso grupo de investigação Social-One (Araújo, 2015). Se por um lado, estou de acordo com Weber no que diz respeito à utilidade de comunicar as nossas pré-compreensões antes de iniciar o trabalho científico, por outro, tenho que acrescentar que um dia, há dezenas de anos, decidi que valia a pena não desesperar e tentar conseguir um dia dar dignidade acadêmica e científica ao agir. Naquele tempo, dizia, ao agir “generosamente”, decisão obviamente não baseada em fatos cientificamente verificados, mas que têm claramente a sua importância numa história pessoal e depois, também científica. Portanto, foi com grande interesse que tomei conhecimento do texto do professor Martins, e do seu falar em agir com amor no mundo da vida, colocando-o em paralelo com a nossa pesquisa sobre o conceito do agir agápico como ideal-tipo possível, útil para a investigação sociológica.
1. O agir agápico3 pode “criar” um sistema?
O professor Martins insiste no que diz respeito à análise das dificuldades “em libertar o dom no debate científico sobre a dificuldade em compreender como ele possa estar presente nos sistemas internacionais nos quais as regras administrativas e as leis são mais importantes do que as uniões interpessoais e os sentimentos de solidariedade”. Quando começamos a trabalhar, a dificuldade que surgiu á volta do conceito do agir agápico era precisamente esta. Tenho um episódio que me parece valer a pena submeter á atenção dos leitores para focalizar bem o nosso debate. Também nos grandes sistemas pode entrar qualquer coisa de outro, de diferente, para além da racionalidade instrumental, do sistema de trocas baseado no dar-pagar como foi formulado por Martins, ou ainda para além do espírito utilitarista como declara noutras passagens.
Estamos na capital Luxemburguesa, na segunda metade de 1952. Há poucos meses que se foi criada a Alta Autoridade da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (C.E.C.A.). Na sua autobiografia, Jean Monnet (Callebaut, 2008), talvez a personagem mais decisiva entre as dezenas de pessoas que contribuíram para a construção europeia, conta um episódio sobre
3 A palavra agápico deriva do lema ágape se bem que não exista no dicionário, permitimo-nos de a usar e
os seus primeiros meses de trabalho neste âmbito. Tratava-se de construir um acesso igual ao carvão e ao aço para os seis países que tinham assinado o acordo. Monnet decide instalar no mesmo escritório dois funcionários recentemente contratados, um francês e um alemão, dois especialistas de transporte ferroviário nos próprios países de origem, que deviam construir o programa técnico. Os senhores Hutter e Klaer. Escreve Monnet:
“...reconheceram-se e confessavam todas as artimanhas tarifárias que tinham inventado até aqueles dias, um contra o outro, cada um na sua própria sociedade ferroviária nacional, para falsificar a concorrência... Agora, na mais estreita colaboração, passam meses a desfazer os nós gordianos das descriminações nacionais”. (Monnet, 1976, p. 453).
Aqueles funcionários tinham-se esforçado, durante anos e anos, de trabalhar um contra o outro, tinham organizado o sistema de transporte nacional de forma a prejudicar a concorrência e favorecer só o próprio país, manipulando as tarifas de transporte. Agora, no espírito da construção europeia, não só confessam reciprocamente os seus truques (esta é a palavra aqui mais adequada) mas dão, partilham, põem em comum com transparência as suas respectivas experiências e constroem uma outra a favor de uma única grande ideia: garantir a seis países muito diferentes entre eles no que diz respeito ao fornecimento de riquezas, a igualdade de acesso às matérias-primas. Para concretizar um princípio de tratamento équo que garantisse o espírito que naqueles meses soprava na Europa a favor desta nascente realidade internacional, a qual procurava estabelecer relações de amizade entre as nações, antigas e novas, com a velha lei das relações internacionais, a lei vulgarmente designada como da selva, isto é, a do mais forte, aquele que se consegue impor. Então, perguntemo-nos se estamos aqui perante um agir com amor a nível de sistema, com a implantação de uma prática social regulamentada e sancionável que exprime um agir com amor, do dar, do partilhar? Penso que estamos lá perto ou direi mais, estamos certamente, neste episódio, perante um alto grau do agir com amor (Callebaut, 2011). Assistimos a uma inversão do agir deslealmente num agir leal, pelo menos do ponto de vista de quem considera que as barreiras nacionais são, devido a tantos aspetos, obstáculos para conseguir realizar um conceito universal: cada homem é igual ao outro. O agir desleal que se torna leal, transparente, de colaboração tendo em vista um bem comum para vários países. Talvez não seja supérfluo acrescentar que o carvão e o aço eram e são por excelência os elementos com os quais se constrói uma indústria bélica! E em 80 anos, estes elementos tinham alimentado, por três vezes, conflitos sangrentos e destrutivos entre a
França e a Alemanha. O episódio dá testemunho sobre o fato de que podem ser duráveis no tempo gestos de benevolência, do sentido da igualdade e tornarem-se regras de convivência pacífica, transformando gestos de lançamento em medidas repetitivas, estandardizadas, de rotina, mas que exatamente por isso são expressões de um agir “generoso”.
2. Boltanski ou “a porta (muito?) estreita”
No nosso diálogo com os sociólogos que falam de ágape, encontramos Luc Boltanski (1990) que formula um conceito de ágape muito reduzido. Diria que uma primeira consequência da minha análise de um caso concreto é a necessidade de entender melhor se Luc Boltanski tem razão em formular assim tão estreitamente o seu conceito de ágape: cito Boltanski assim como foi referido por Martins “a ágape é definida pelo dom e não espera nada em troca, nem um objeto nem um amor material recíproco, não se dirige às ideias puras, como o amor da humanidade em geral, é dirigido ao próximo, renunciando a qualquer tipo de equivalência”. Poderíamos entrar em cada um dos sete elementos chamados em causa. Mas, faltar-me-ia o espaço necessário neste artigo.
Quero prosseguir rapidamente e em duas etapas. Na primeira, quero sublinhar que o conceito de Boltanski talvez se deva considerar mais como um ideal-tipo de acordo com o sentido weberiano: um construto que não se pode reencontrar tal na realidade, mas pode-se procurar utilizá-lo tentando dizer em que momentos e em que medida uma situação histórica concreta se aproxima ou se afasta daquele conceito ideal típico que no nosso caso é o agir agápico (Aron 1989, 472ss.). Não se trata portanto de pretender que esta ou aquela situação ou aquele agir seja “agápico” ou não, mas tentar colher em que aspetos e em que momento se aproxima a tal agir. Como sociólogos, sabemos que a realidade é sempre muito mista, mas determinados elementos dominam mais em certas circunstâncias do que outras.
No grande sistema econômico da época, Monet e os pais da Europa esperavam poder dar bases sólidas á paz neste continente eliminando definitivamente a rivalidade franco-alemã da cena das relações internacionais. O amor pelo homem pode passar pela ideia de que favorecer relações pacíficas entre as nações favorece cada homem que vive naquele contexto, e não só na Europa. Monnet, além disso, estava convencido que tinha favorecido a abolição das fronteiras econômicas com o reflorescimento da economia, uma certa retribuição
econômica surge portanto, mesmo se, ninguém podia garantir o sucesso certo da operação. Existia uma margem de incerteza. Mas, certamente que como base havia a ideia generosa sobre as capacidades do homem a colaborar para um fim comum e isto, não o esqueçamos, cinco anos apos a guerra mais feroz da história.
3. Agir arriscando sempre
No nosso caso pode ser também um assunto a favor do uso do conceito de ‘agir agápico’ o facto que, os ressentimentos ainda vivos entre as duas nações, façam com que três anos mais tarde o projeto de um exército europeu não passe no Parlamento Francês, devido há presença ainda viva das feridas ainda muito frescas na sua maioria contrária a este interessante projeto europeu. Pensar que um soldado francês tinha sido comandado por um oficial alemão fazia com que os políticos franceses reagissem, principalmente um deles, que tinha perdido os filhos na guerra. Esta e outras reações acabaram por fazer com que o projeto do parlamento francês falhasse por falta de uma maioria democrática que votasse a favor, visto que, quatro anos antes o outro projeto europeu tinha sido aprovado pelo parlamento francês. O agir de modo agápico é sempre um agir sem ter a certeza de uma resposta. A generosidade pode ser recusada em qualquer momento, se não se transforma em normas protegidas pela autoridade de um voto democrático.
Parece-me que as últimas palavras do professor Martins sobre o seu trabalho com o conceito do agir agápico no intervir do dom são pistas de reflexão com as quais estou plenamente de acordo. O dar, e os exemplos estudados sobre o agir agápico, constituem, escreve o professor Martins, “o fundamento necessário para definir a sociedade como uma totalidade social, para explicar a existência da confiança, da amizade e do amor nas relações formais e anônimas” (20). Porque a história de Klaer e Hutter demonstra que a confiança, a amizade, o amor podem gerar iniciativas estruturadas que duram no tempo.
Segunda etapa: da lição weberiana sobre o valor de um ideal-tipo deduzo uma outra indicação sobre o valor heurístico do nosso conceito. Numa determinada situação, se seguirmos com Boltanski a análise de Anders Nygren (1971) não se pode excluir que se misturem eros, filia e ágape. Aqui a ágape considera-se distinta do eros e da filia. Esta é definida, por Martins, como amizade e reciprocidade. E a ágape naquela ótica estaria acima dos três como um valor último, no topo da pirâmide, que teria na base eros e vai-se purificando até á ágape que age generosamente sem esperar uma recompensa. Mas temos a certeza que esta é uma concepção que se pode aceitar como universalmente válida? Imagino que poucos entre nós pensem de modo diferente. O amor altruísta, a ágape que não espera uma restituição tem a nossa admiração espontânea e penso que muitos a colocam no topo da pirâmide. Os nossos heróis são provavelmente pessoas assim.
Mas é exatamente assim? Temos a certeza? Ou não foi legado ao grande processo da modernidade que chamamos em sociologia o processo da individualização (Dobbelaere, 2002)? A minha pergunta certamente é provocatória: temos a certeza que a ágape que doa sem esperar ser retribuída seja a primeira mola, ou a mais alta, que revela ao homem quem é e quando está no seu melhor? Tenho algumas dúvidas que me permitem pôr outras questões à história do homem, partindo de Aristóteles que tinha esta expressão, na minha opinião muito interessante, “não somos felizes sozinhos”. Mas quem conhece este grande filósofo sabe que aludia á filia.
De fato, o conceito de ágape é principalmente um conceito da tradição cristã4. Mas a minha observação partiria da reflexão dos autores hebreus. No livro sagrado deles, a Gênesis, não tem como origem o amor agápico, altruísta, mas colocam como origem a reciprocidade amorosa entre o homem e a mulher e fazem uma ligação direta entre o conceito de Absoluto divino e a imagem e semelhança de Javé, é esta a relação de reciprocidade. E os autores da Gênesis completam a reflexão deles sobre o mal no mundo com o assassínio de Abel por parte de Caim e a sua interjeição “...sou por acaso o protetor do meu irmão?”. Trata-se de reciprocidade nos dois casos, aquela positiva e aquela negativa. Então, onde estamos na origem das coisas, o que é que é precioso para Boltanski: é mais original a reciprocidade ou mais original a ágape que doa sem retribuição! Nas discussões do nosso grupo de pesquisa, vimos claramente no âmbito da reflexão articulada no mundo cristão uma certa primazia dada
4 Neste aspeto é interessante o desenvolvimento que efetua L. Bruni sobre o cruzamento destas três noções, e a
crítica que defendo sobre o facto de pensar que a ágape è a matéria base mais rara das três, aspeto com o qual concordo, e que tem que ser usada com parcimónia. (Bruni 2007, 90ss.).
ao amor gratuito, que doa a própria vida. A tudo isto não é estranho o percurso de Jesus de Nazaré, que morre inocente e segundo a reflexão cristã dá a vida pela redenção de muitos. Mas, talvez isto não seja para interpretar somente como ato supremo de liberdade sem nenhuma expetativa de resposta5. A questão de fundo é: parece um verdadeiro ato de caráter agápico, realizado com uma liberdade interior que a modernidade pensa ser essencial para apreciar a sua importância. Mas é possível considerá-lo também como um ato supremo de reciprocidade.
Compreendem que diante desta questão de fundo, que durante dez e mais anos tivemos presente, não fomos capazes de examiná-la até ao fim: primeiro vem a reciprocidade ou primeiro está a ágape de dom sem restituição! Foi quase um choque para mim, lendo já há alguns anos textos de Mauss e dos maussianos da nova geração, dar-me conta do paralelismo no desenvolvimento da discussão deles. Tendo que se confrontar com a explicação sobre a liberdade-obrigação do contracâmbio do dom, apercebi-me da existência da mesma dificuldade que nós temos com o agir agápico (Paglione, 2013). O agir agápico que não espera retribuição, supõe uma escolha livre de agir neste sentido e instituí a ligação social. Mas parece que na vida concreta não há agir agápico sem que anteriormente já tenha havido reciprocidade, uma reciprocidade criativa do agir agápico. Pelo menos a antropologia hebraica e cristã parecem pensar assim. Ora, este fato não é indiferente, se queremos fundar a vida social e dar valor á reciprocidade, principalmente a reciprocidade que não se reduz ao agir utilitário, mas uma vida social que dá lugar á confiança, ao amor, aos dons que circulam e constroem experiências sociais que libertam outros dons.
Consagrar só o agir agápico que não espera uma retribuição, não é ainda pôr ainda muita atenção no indivíduo, visto que temos necessidade de fundar a nossa socialidade sobre bases mais amplas do que aquelas valorizadas pelo método do mainstream? No campo do estudo das relações psicológica, (só para referir qualquer coisa a este propósito), sabe-se que quem teve pouco amor, afeto, manifestações visíveis de união durante a primeira infância, parece que, mais tarde, tem dificuldade em unir-se com outros6. Não é a reciprocidade que funda o agir agápico sem retribuição? Na sequência do dar-receber-restituir parece exprimir-se melhor a primeira tradição hebraico-cristã do que na relação ágape-dom exprimir-sem retribuição.
5 Acho que é necessário avaliar melhor o facto de que quando Jesus de Nazaré fala do seu mandamento, fala do
chamado “amor recíproco”. “É este è o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei” (Jo 15, 12).
Mas, e talvez seja este um aspeto positivo para a modernidade, a reflexão contemporânea não concebe uma reciprocidade mecânica, obrigatória. A dimensão da liberdade tão bem representada pelo amor que não espera nada em troca, de uma certa forma interroga o pensamento de Mauss. E vê-se que a relação paradoxal de Mauss e dos seus seguidores - liberdade-obrigação – como lei deste paradigma entrevê qualquer coisa que deve ser mais estudada. O professor Martins, sobre a relação liberdade-obrigação desenvolve a obrigação livre (como o próprio o refere), raciocínios que devem ser mais aprofundados. A atividade mais importante está à nossa frente.
Por fim, é impressionante para mim verificar os paralelismos existentes entre o método do dom e o agir agápico. Mas durante o nosso percurso interrogamo-nos ainda se não será isto uma repetição inútil. O nosso conceito do agir agápico tem uma fecundidade cognitiva outra em relação ao método do dom? Descobrem-se outros aspetos?
Gostaria de concluir, abrindo uma pista de reflexão: o dom como afirma Martins em sintonia com outros autores pode gerar ligações sociais cognitivas mais do que negativas. Escreve: “o dar é uma regra universal que pode contribuir quer para a formação dos sistemas sociais edificáveis sobre o antagonismo, mas também sobre o sacrifício, sobre as recomendações, (...) e sobre a democracia”. E mais á frente Mauss sintetiza e recorda que “ o dar” constitui portanto o fundamento necessário para definir a sociedade como uma totalidade social, para explicar a existência da confiança, da amizade e do amor nas relações formais anônimas (...92) o agir agápico que privilegia o amor que vai e não espera nada em troca neste quadro põe o acento antes de mais sobre as ações que geram, que fazem nascer e constitui o primeiro momento, aquele inicial da formação de uma prática que depois se tornará social. Mas também a escola do próprio dom está muito perto desta intuição, quando Martins, citando Lefort, escreve: “Não se doa para receber mas para que o outro dê”. A coisa é muito subtil, mas deixa aberta a porta a um diálogo entre o dom e o agir agápico que na minha opinião não deve terminar com nestas linhas.
Referências
ARAÚJO V.; CATALDI S.; IORIO G. (2015), L’amore al tempo della globalizzazione, Città Nuova, Roma.
BRUNI L. (2007), La ferita dell’altro, Il Margine, Trento.
CALLEBAUT B. (2008), Une prospective sociologique sur la naissance de l’Europe unie.
Essai sur le cas du leadership personnel ou le charisme politique de Jean Monnet, in
«Oikonomia. Rivista di Etica e Scienze Sociali», 2008, 2, giugno, pp.25-44.
CALLEBAUT B. (2011) Presenza di tratti di agire agapico nella fondazione dell’Europa
Unita? Un’indagine sociologica sulla figura di Jean Monnet e sul suo agire nel periodo maggio-giugno 1950, in «Sociologia», XLV, 1, pp. 57-66.
DOBBELAERE K. (2002), Secularization: an analysis at three levels, P.I.E.¬Peter Lang, Bruxelles.
HONNETH A. (2002), Lotta per il riconsocimento, Il saggiatore, Milano. MONNET J. (1976), Mémoires, Fayard, Paris.
NYGREN A. (1971), Eros e agape: la nozione cristiana dell’amore e le sue trasformazioni, Il Mulino, Bologna.
PAGLIONE M. L. (2013), per un dialogo tra dono e amore, in «Sophia» V (2013/1), pp.63-72.