PROGRAMA DE
ENRIQUECIMENTO
INSTRUMENTAL (PEI)
Um momento...
deixe-me pensar!
PROGRAMA DE
ENRIQUECIMENTO
INSTRUMENTAL (PEI)
O que é o PEI
O
PEI
é um programa de intervenção cognitiva que tem
como objetivo desenvolver no indivíduo as habilidades
básicas que são necessárias para a aprendizagem.
Todo o processo é conduzido a partir da
metodologia de
aprendizagem mediada
, na
qual um mediador treinado e capacitado guia
seu aluno em uma jornada de questionamentos
e desafios. Esse procedimento culmina no
desenvolvimento intelectual
e na aquisição
do
pensamento de alta ordem
.
Material
O programa é composto por atividades
distribuídas entre 14 instrumentos. Cada
instrumento enfatiza algumas habilidades
de pensamento específicas.
Instrumentos do PEI:
Nível 1
Organização de Pontos
Orientação Espacial I
Comparações
Percepção Analítica
Nível 2
Classificações
Ilustrações
Progressões Numéricas
Instruções
Nível 3
Relações Temporais
Relações Familiares
Orientação Espacial II
Nível 4
Relações Transitivas
Silogismos
Desenho de Padrões
História
O PEI foi criado pelo psicólogo romeno
Reuven Feuerstein
.
Ao fim da 2ª Guerra Mundial, Feuerstein foi
levado a
Israel
com o objetivo de educar adolescentes que
haviam se tornado órfãos em decorrência do holocausto.
Esses jovens tinham um atraso cognitivo muito grande, o que
tornava a tarefa de Feuerstein bastante difícil. Nesse contexto,
surgiu o
PEI
.
Desde sua primeira aplicação, o programa mostrou-se altamente
eficaz. Atualmente, o PEI tem sido utilizado em
mais de 35 países
,
e já transformou a vida de
milhares de estudantes
.
Funções cognitivas
Segundo Feuerstein, a aprendizagem somente pode ocorrer
adequadamente se o indivíduo tiver desenvolvido uma série de
habilidades elementares, chamadas
funções cognitivas
.
Se uma ou mais funções cognitivas não estiverem bem desenvolvidas,
podem ocorrer
dificuldades no processo de aprendizagem
.
Um dos objetivos do PEI é garantir
que todas as funções estão trabalhando
corretamente.
Veja, na próxima página, quais são
as 28 funções cognitivas deficientes
Funções cognitivas deficientes
Fase de Entrada (Input)
- Percepção imprecisa, sem clareza
- Comportamento exploratório não-planejado, impulsivo e não-sistemático - Falta de vocabulário e conceitos apropriados
- Orientação espacial deficiente - Orientação temporal deficiente
- Ausência da constância e permanência do objeto - Imprecisão e inexatidão na coleta de dados
- Deficiência para considerar duas ou mais fontes de informação simultaneamente
Fase de Elaboração
- Dificuldade para perceber um problema e defini-lo
- Dificuldade para distinguir dados relevantes e irrelevantes - Dificuldade ou ausência de conduta comparativa
- Estreiteza de campo mental - Percepção episódica da realidade
- Ausência da necessidade de uso do raciocínio lógico - Limitação na interiorização do próprio comportamento
- Ausência da necessidade de uso do pensamento hipotético-inferencial - Desconsideração de duas ou mais fontes de informação
- Ausência de comportamento de planejamento
- Dificuldade para elaboração de categorias cognitivas - Ausência de conduta somativa
- Dificuldade para estabelecer relações virtuais
Fase de Saída (Output)
- Comunicação egocêntrica - Deficiência de relações virtuais
- Bloqueios na comunicação das respostas - Resposta com ensaio e erro
- Uso inadequado de instrumentos verbais - Deficiência no transporte visual
Operações formais
No modelo do cientista
Jean Piaget
, o ser humano passa por estágios no
desenvolvimento da capacidade de pensar.
Sensório-motor (0-2 anos) Pré-operatório (2-7 anos) Operações concretas (7-12 anos) Operações formais (12+ anos)
Exploração manual e visual Imitação
Inteligência simbólica Pensamento egocêntrico Confusão realidade/fantasia
Análises lógicas Empatia com sentimentos
Transitividade Raciocínio de conservação Aumento da concentração Atitude colaborativa Raciocínio lógico Sistematização Criação de conceitos e ideias
Abstração Raciocínio hipotético Manipulação de variáveis
Embora as operações formais sejam essenciais para a aprendizagem
escolar, pesquisas indicam que
somente 30%
dos adolescentes conseguem
chegar a esse estágio.
Um dos objetivos do PEI é levar o estudante alcançar o nível
de operações formais.
Benefícios
Alunos que já passaram pelo
PEI
relatam
ganhos significativos
em:
- Resolução de problemas - Aumento do vocabulário - Capacidade de abstração - Controle da impulsividade - Relacionamento interpessoal - Raciocínio lógico - Velocidade de leitura - Compreensão de textos - Capacidade de concentração - Capacidade de argumentação - Percepção de detalhes - Gosto pelos estudos - Facilidade para aprender - Atitude de planejamento - Controle emocionalDepoimentos
Veja o que pessoas que já passaram pelo PEI têm a dizer:
"O PEI é ótimo! Durante as sessões fazemos bons amigos, aprendemos coisas novas, debatemos as nossas opiniões, trabalhamos o raciocínio lógico. Aprendemos que é sempre bom pensar antes de fazer as coisas; compreendemos que devemos dar o máximo de nós mesmo nas coisas que fazemos; montamos estratégias para vencer obstáculos. Nunca desistimos do nosso ideal! Tentamos consertar os nossos erros e sempre temos um objetivo. Procuramos passar isso para nossa vida e sempre que entramos em alguma coisa é para vencer."
Jamahe, aluna do PEI
"O PEI utiliza instrumentos que ajudam a ampliar nossa capacidade mental, além de ajudarem nas notas, que melhoram muito, e também na relação com a vida, que é o que considero mais importante nesse Programa."
Anderson Caetano, aluno do PEI
Maria do Carmo, mãe de aluna
Cecília, mãe de aluno
"Meu filho teve um bom desenvolvimento com a leitura, escrita, comportamento, anda mais calmo e principalmente mais responsável com seus deveres de casa." "Como mãe, tenho acompanhado o desenvolvimento da Maria Alice. Sinto que sua auto-estima melhorou bastante, suas notas, seu interesse pelas atividades, sua capacidade de raciocínio e seu modo de agir diante de alguns desafios."