Operação (Fresa) - CNC Proteo

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Índice

1- INTRODUÇÃO ...14

1.1 Breve histórico da MCS ...14

1.2 Arquitetura Proteo...15

1.3 Principais Características do CNC Proteo ...16

1.3.1 Breve descrição ...16

1.3.2 Componentes do sistema...19

1.4 Tipos fundamentais de Máquina Ferramenta CNC ...21

1.4.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...21

1.4.2 Tornos e Centros de Torneamento...21

2. PRINCIPAIS MODOS DE TRABALHO ...22

2.1 Inicialização: Sistema de detecção de falhas...22

2.2 Busca de Referência ...22

2.3 Modo Manual ...22

2.4 Modo MDI...22

2.5 Modo Programação...22

2.6 Modo de Execução Contínua ...23

2.7 Modo de Execução Passo-a-Passo ...23

2.8 Modo de Execução On-Line...23

2.9 Simulação Gráfica...23

3. SISTEMA DE COORDENADAS...24

3.1 Números Reais e unidades de trabalho...24

3.2 Sistema de coordenadas retangulares...24

3.3 Sistema de coordenadas polares...24

3.4 Pontos de origem...24 4. ESTRUTURA DE PROGRAMAÇÃO...25 4.1 Termos fundamentais...25 4.2 Caracteres ...26 4.3 Blocos ...26 4.4 Programa...27

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4.5 Sub-Programa ...27

4.6 Macros ( ciclos fixos) ...27

5. PROGRAMAÇÃO ASSISTIDA – PADRÃO MCS ...28

5.1 Comandos de Movimento...28

5.1.1 Movimento Simples (um eixo por vez)...28

5.1.2 Interpolações Lineares (movimento simultâneo de eixos) ...28

5.1.3 Interpolações Circulares (movimento simultâneo de eixos) ...29

5.2 Ciclos fixos ...34

5.2.1 Ciclo Fixo de RESET ...34

5.2.2 Ciclo Fixo de TEMPO ...34

5.2.3 Ciclo Fixo de FUNÇÃO AUXILIAR ...35

5.2.4 Ciclo Fixo de ROSCA ...35

5.2.5 Ciclo Fixo de PRESET ...36

5.2.6 Ciclo Fixo de VERIFICAÇÃO E/S...36

5.2.7 Ciclo Fixo de DESVIOS...37

5.3 Controle de fluxo ...38

5.3.1 Labels ...38

5.3.2 Sub-rotinas...38

5.3.3 Repetições de partes do programa ...38

5.4 Sub-programas ...39

5.5 Ciclos de usuário...39

5.6 Funções Matemáticas e Especiais ...40

6 PROGRAMAÇÃO ASSISTIDA – PADRÃO ISO...56

6.1 Comandos Preparatórios...56 6.1.1 Descrição e propósito ...56 6.1.2 Aplicações típicas...56 6.1.3 Códigos G ...56 6.1.4 Características e propriedades ...56 6.1.5 Tipos de comandos ...56 6.1.6 Comandos conflitantes...56 6.2 Grupos de comandos ...56 6.3 Códigos G em um bloco ...56 6.4 Ordem de execução...56

6.5 Descrição dos comandos ...57

6.5.1 Coordenadas Absolutas / Incrementais (G90 / G91)...57

6.5.2 Origens: absoluta (G53), peça (G54 a G57) e incremental (G58, G59) ...57

6.5.3 Preset da origem corrente (G52) ...57

6.5.4 Plano: XY (G17), ZX (G18), YZ (G19) ...58 6.5.5 Movimento Rápido (G0)...58 6.5.6 Interpolação Linear (G1)...58 6.5.7 Interpolação Circular (G2 / G3)...59 6.5.8 Interpolação Helicoidal (G2 / G3) ...59 6.5.9 Programação Polar...60 6.5.10 Tempo de Espera (G4) ...60 6.5.11 Desvio (G4) ...60

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6.5.12 Fator de Escala (G5) ...61

6.5.13 Rotação de coordenadas (G5) ...61

6.5.14 Reset expressão (G6)...61

6.5.15 Sistema de Coordenadas: Cartesianas (G15) / Polares (G16) ...61

6.5.16 Unidade de Coordenadas: Milímetros (G21) / Polegadas (G20)...62

6.5.17 Round / Chanfro (G7) ...62

6.5.18 Ferramenta: Compensação de Comprimento (G43 / G49) ...62

6.5.19 Ferramenta: Compensação de Raio à esquerda ou direita (G40 / G41 / G42) ...63

6.5.20 Aproximação e Saída Tangenciais (G41 / G42 / G7 / G40)...63

6.5.21 Movimento Preciso (G61) ...64

6.5.22 Movimento Contínuo - Transição Macia de Cantos (G64)...64

6.5.23 Parada Precisa no bloco (G9)...64

6.5.24 Avanço em mm/min ou rotação/min (G94) ...64

6.5.25 Avanço em mm/rotação (G95)...65

6.5.26 Spindle: Giro do eixo árvore (M3 / M4 / M5 / S) ...65

6.5.27 Spindle: Velocidade de corte constante (G92 / G96 / G97)...65

6.5.28 Spindle: Parada Indexada (M19)...66

6.5.29 Spindle: Posicionamento com eixo árvore (M119) ...67

6.5.30 Spindle: Eixo Árvore Auxiliar (M45) ...67

6.5.31 Movimento de Rosca (passada única) (G32) ...69

6.5.32 Movimento com Transição de Avanço (M102) ...70

6.5.33 Acoplamento entre Eixos / Eixo Virtual...70

6.6 Extensões MCS ...71

6.6.1 Expressões ...71

6.6.2 Execução Condicional: IF … THEN … ...72

6.6.3 Execução Condicional: IF … GOTO … ...72

6.6.4 Execução Condicional: WHILE ... END...72

6.7 Tabela de códigos G...74

7 FUNÇÕES AUXILIARES (MISCELÂNEA: CÓDIGOS M )...77

7.1 Descrição e propósito...77

7.2 Aplicações típicas...77

7.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem...77

7.2.2 Tornos e Centros de Torneamento...77

7.3 Grupos de comandos ...77

7.4 Códigos M em um bloco ...77

7.5 Ordem de execução...77

7.6 Tabela de códigos M ...77

8 PROGRAMA CNC: SEQÜÊNCIA DE BLOCOS ...79

8.1 Bloco de identificação de um programa ...79

8.2 Estrutura de um bloco ...79

8.3 Entrada de dados...79

8.3.1 Sistema métrico x imperial...79

8.3.2 Coordenadas absolutas x incrementais...79

8.3.3 Tornos: dados longitudinais em raio x diâmetro...79

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V1.00 6

8.5 Comentários...79

8.6 Numeração de blocos: labels...79

8.7 Repetição de parte de programa ...79

8.8 Sub-rotinas...79

8.9 Desvios incondicionais ...79

8.10 Expressões ...79

8.11 Desvios condicionais: IF [ exp] then GOTO nnnnn...79

8.12 Repetições condicionais: WHILE [ exp] ... END...79

8.13 Parametrização de comandos ...79

9 INTERPOLAÇÕES...80

9.1 Descrição e propósito...80

9.2 Aplicações típicas...80

9.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem...80

9.2.2 Tornos e Centros de Torneamento...80

9.3 Interpolação Linear ...80 9.4 Interpolação Circular ...80 9.5 Interpolação Helicoidal...80 9.6 Interpolação Spline...80 9.7 Interpolação polinomial...80 9.8 Rosca Cônica...80 10 CONTROLE DE AVANÇO...81 10.1 Movimentos Rápidos...81 10.2 Avanço Modal ...81

10.3 Controle de avanço em mm/minuto ...81

10.4 Controle de avanço em mm/rotação ...81

10.5 Potenciômetro de avanço ...81

10.6 Aceleração / Desaceleração ...81

10.6.1 Modo de parada precisa ( cantos )...81

10.6.2 Modo de contorno aproximado ( desbaste )...81

10.6.3 Modo de contorno preciso ( acabamento )...81

10.7 Considerações sobre limites de avanço em contornos ...81

10.8 Avanço em interpolações lineares ...81

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7 V1.00

10.10 FEED HOLD: bloqueio de avanço...81

10.11 Bloqueio / Liberação de mudança de avanço...81

11 EIXO ÁRVORE ...82

11.1 Descrição e propósito ...82

11.2 Aplicações típicas ...82

11.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...82

11.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...82

11.3 Rotação Programada ...82

11.4 Rotação Real ...82

11.5 Códigos M ...82

11.6 Velocidade de corte constante ...82

11.7 Ordem de execução ...82

11.8 Potenciômetro de comando de Rotação ...82

11.9 Parada Indexada ...82

11.10 Gamas de Rotação...82

12 FUNÇÕES ASSOCIADAS ÀS FERRAMENTAS ...83

12.1 Descrição e propósito ...83

12.2 Aplicações típicas ...83

12.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...83

12.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...83

12.3 Troca de ferramenta manual ...83

12.4 Troca de ferramenta automática ...83

12.5 Códigos T ...83

12.6 Códigos D ...83

12.7 Geometria da Ferramenta...83

12.7.1 Ferramentas de Torno ...83

12.7.2 Ferramentas de Fresa...83

12.8 Função de confirmação de troca de ferramenta: M06 ...83

12.9 Compensação de Ferramenta ...83

12.9.1 Compensação das dimensões das Ferramentas de Torno ...83

12.9.2 Compensação das dimensões das Ferramentas de Fresa ...83

13 DESLOCAMENTOS DE ORIGEM ...84

13.1 Descrição e propósito ...88

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V1.00 8

13.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...88

13.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...88

13.3 G53: Coordenadas Absolutas...88

13.4 G54: Deslocamento de origem principal ( “Zero Peça” ) ...88

13.5 G55, G56, G57: Deslocamentos de origem alternativos...88

13.6 G58: Deslocamento de origem INCREMENTAL principal ...88

13.7 G59: Deslocamento de origem INCREMENTAL alternativo ...88

13.8 MCS: cyc call 4 , ciclo de preset...88

13.9 Regras para trabalhar com deslocamento de origem ...88

14 TEMPO DE ESPERA...89

14.1 Descrição e propósito ...89

14.2 Aplicações típicas ...89

14.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...89

14.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...89

14.3 G04: Tempo de espera ...89

14.4 MCS: cyc call 1 Tempo de espera ...89

14.5 Regras para trabalhar com ciclo de tempo...89

15 SELEÇÃO DE PLANOS DE TRABALHO ...89

15.1 Descrição e propósito ...89

15.2 Aplicações típicas ...89

15.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...89

15.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...89

15.3 G17 , G18 e G19 ...89

15.4 Seleção de plano para Interpolações circulares ...89

15.5 Seleção de plano para compensação de raio ...89

15.6 Seleção de plano para ciclos fixos ...89

15.7 Seleção de plano para rotação de coordenadas...89

16 COMPENSAÇÃO DE COMPRIMENTO DE FERRAMENTA ...90

16.1 Descrição e propósito ...90

16.2 Aplicações típicas ...90

16.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...90

16.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...90

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9 V1.00

16.4 G44: Compensação negativa de comprimento...90

16.5 G49: desliga compensação de comprimento ...90

16.6 MCS: tool call...90

16.7 Regras para trabalhar com compensação de comprimento de ferramenta. ...90

17 COMPENSAÇÃO DE RAIO DE FERRAMENTA...91

17.1 Descrição e propósito ...91

17.2 Aplicações típicas ...91

17.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...91

17.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...91

17.3 G40: Compensação de raio desligada ...91

17.4 G41: Compensação de raio à esquerda do contorno ...91

17.5 G42: Compensação de raio à direita do contorno ...91

17.6 Torno: Lado de corte ...91

17.7 Fresa: Compensação de avanço de corte ...91

17.8 Planos de compensação ...91

17.9 Arredondamento automático de cantos ...91

17.10 Entrada tangencial ...91

17.11 Saída tangencial ...91

17.12 Movimentos alternados de compensação. ...91

17.13 Regras para trabalhar com compensação de raio de ferramenta. ...91

18 TRANSFORMAÇÃO DE COORDENADAS ...92

18.1 Descrição e propósito ...92

18.2 Aplicações típicas ...92

18.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...92

18.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...92

18.3 Deslocamento coordenadas ...92

18.4 Fator de escala...92

18.5 Rotação coordenadas ...92

18.6 Espelhamento ...92

19 COMENTÁRIOS, MENSAGENS E ALARMES ...92

19.1 Descrição e propósito ...92

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V1.00 10

19.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...92

19.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...92

19.3 Comentários ...92

19.4 Mensagens ...92

19.5 Alarmes ...92

19.6 Regras para trabalhar com comentários, mensagens e alarmes...92

20 REGISTRADORES DE PONTO-FLUTUANTE...93

20.1 Descrição e propósito ...93

20.2 Aplicações típicas ...93

20.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...93

20.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...93

20.3 Registradores e Expressões ...93

20.4 Utilizando Registradores em palavras de comando...93

20.5 Registradores especiais: Variáveis RESERVADAS ...93

20.5.1 Tabela de Variáveis RESERVADAS...93

20.6 Utilizando Registradores e Expressões para fazer desvios condicionais IF [ exp] THEN GOTO nnnnn...93

20.7 Utilizando Registradores e Expressões para executar trechos de forma condicional: WHILE [ exp] ...END 93 21 MATEMÁTICA NA PROGRAMAÇÃO CNC ...93

21.1 Descrição e propósito ...93

21.2 Aplicações típicas ...93

21.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...93

21.2.2 Tornos e Centros de Torneamento ...93

21.3 Registradores em ponto-flutuante...93

21.4 Registradores especiais: Variáveis reservadas ...93

21.5 Expressões ...93

21.6 Desvios condicionais...93

21.7 Repetições condicionais estruturadas ...93

21.8 Parametrização de comandos ...93

22 CICLOS FIXOS...94

22.1 Descrição e propósito ...94

22.2 Aplicações típicas ...94

22.2.1 Fresadoras e Centros de Usinagem ...94

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11 V1.00

22.3 Principais diferenças entre sub-programas, ciclos fixos e macros...94

22.4 Diretório de ciclos-fixos...94

22.5 Macros...94

22.6 Parametrização de macros...94

22.7 Parametrização de comandos ...94

22.8 Expressões ...94

22.9 Comentários, Mensagens e Alarmes. ...94

22.10 Níveis de encadeamento ...94

22.11 Retorno de ciclo...94

22.12 Regras para trabalhar com ciclos fixos, sub-programas e macros...94

23 CICLOS FIXOS DE TORNO ...94

23.1 Descrição e propósito ...94

23.1.1- CICLO FIXO DE FACEAMENTO...96

23.1.1.1- Faceamento simples...97

23.1.1.2- Faceamento de perfil...99

6...103

23.1.2 - CICLO FIXO DE DESBASTE ...103

23.1.2.1- Desbaste simples ...105

7...106

8...106

23.1.2.2 - Desbaste de perfil ...106

23.1.3 - CICLO FIXO DE ROSCA...111

23.1.4 - CICLO FIXO DE FORJADOS...118

23.1.5 - CICLO FIXO DE CANAL...124

23.1.6 - CICLO FIXO DE CANAL NA FACE...130

23.1.7 - CICLO FIXO DE FURAÇÂO ...135

24 CICLOS FIXOS DE FRESA...138

24.1 Descrição e propósito ...138

24.1.2.1 - Furação simples - G81 ...138

24.1.2.2 - Furação com tempo - G89...138

24.1.2.3 - Furação profunda - G83 ...138

24.1.2.4 - Furação em linha - G303...139

24.1.2.5 - Furação em linha com ângulo - G305 ...139

24.1.2.6 - Furação em malha - G304 ...140

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24.1.2.8 - Furação em arco - G302...141

24.1.3 - Ciclo Fixo de Rosca ...141

24.1.3.1 - Rosca Rígida - G84...143

24.1.3.2 - Rosca em linha - G323...143

24.1.3.3 - Rosca em linha com ângulo - G325 ...143

24.1.3.4 - Rosca em malha - G324 ...143 24.1.3.5 - Rosca em círculo - G321...144 24.1.3.6 - Rosca em arco - G322...144 24.1.4 - Exemplos de Programação...145 24.1.4.1 - Exemplo 1 ...145 8.1.2 1.4.2 - Exemplo 2 ...146 24.1.4.3 - Exemplo 3 ...147 25 COMUNICAÇÃO ON-LINE...149 25.1 Descrição e propósito ...149 25.2 Aplicações típicas ...149

25.3 Seleção de Programas Externos ...149

25.3.4 Comunicação com PC ...149

25.3.5 Expansão de Memória...149

25.4 Execução de Programas Externos...149

25.4.4 Modo Execução Contínua ...149

25.4.5 Modo Passo-a-Passo ...149

25.5 Interrupção de Execução ...149

25.6 Retomada de Ciclo ...149

25.7 Regras para trabalhar com programas externos...149

26 MODO APRENDIZADO – TEACH - IN...149

26.1 Descrição e propósito ...149 26.2 Aplicações típicas ...149 26.3 Dispositivos de captura ...149 26.3.4 Operações Manuais...149 26.3.5 Operações Automáticas...149 26.4 Dados capturados...149

26.4.4 Coordenadas dos eixos ...149

26.4.5 Dimensões de ferramenta ...149 26.4.6 Ciclos de medição...149 27 CALCULADORA ...150 27.1 Descrição e propósito ...150 27.2 Aplicações típicas ...150 27.3 Formas de Acesso ...150 27.4 Operações...150

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13 V1.00

27.4.4 Aritméticas ...150

27.4.5 Trigonométricas...150

27.4.6 Captura de dados...150

27.4.7 Memórias...150

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V1.00 14

1- Introdução

1.1 Breve histórico da MCS

“A MCS tem cerca de 15.000 mil CNCs operando no Brasil e exterior”.

No início da década de oitenta, na vigência da reserva de mercado para produtos de informática, três especialistas em CNC - de sobrenomes Montineri, Casagrande e Sobral - deixaram a Diadur e criaram a MCS Engenharia, para prestar serviços de manutenção. Em pouco tempo seus clientes solicitaram comandos CNC para equipar máquinas simples com 1 ou 2 eixos onde os equipamentos disponíveis eram muito caros e com muitos recursos desnecessários. Foram desenvolvidos os comandos CNC100 e CNC200 para atender estas solicitações. O passo seguinte foi o desenvolvimento do CNC210 e o CNC300 com funções para tornos e fresas respectivamente.

Hoje, a MCS é a única fabricante nacional de comandos numéricos. Já são mais de quinze mil CNCs operando no Brasil e no exterior.

A MCS sempre ouviu seus clientes buscando entender o que ele deseja para a sua máquina, independente da quantidade de comandos envolvida.

Além de uma grande proximidade com os clientes, esta característica permite maior flexibilidade e versatilidade à MCS, fundamentais para a execução de produtos sob encomenda. Nossos CNCs permitem que o nosso cliente desenvolva programas próprios para melhorar o desempenho da máquina, oferecemos recursos para que o cliente integre CLP ao CNC e faça a customização que quiser. Hoje em dia, diversos fabricantes de máquinas no Brasil exportam máquinas com comandos MCS.

O desenvolvimento próprio de software e hardware funciona como um gerador de

conhecimentos, possibilitando que a MCS ofereça suporte técnico de altíssimo nível, e na área de Comandos Numéricos com certeza o mais abrangente disponível no Brasil.

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15 V1.00

1.2 Arquitetura Proteo

O Projeto do CNC Proteo foi iniciado em 2001. Desde o início a MCS procurou

desenvolver um novo conceito em CNC, uma verdadeira revolução em termos relativos, especialmente quando comparado aos CNCs disponíveis no Brasil. Aplicamos nossa experiência no desenvolvimento de aplicações especiais para criar uma arquitetura capaz de comandar máquinas de forma flexível e inteligente, com a melhor relação custo

beneficio possível.

Projetamos um comando com arquitetura modular, adotamos a interface digital CANopen por razões técnicas e econômicas.

Investimos no processamento paralelo distribuído, módulos dedicados para tratamento de sinais de entrada / saída e centralizamos o controle numa CPU com grande poder de processamento.

A integração com o PC via rede ethernet padrão TCP/IP é parte integrante do CNC Proteo. Soluções complexas exigem normalmente componentes caros. Atacamos o problema prevendo uma conexão rápida, segura e de baixo custo, prevendo soluções integradas com softwares de gerenciamento de produção e geração automática de programas. Dedicamos uma CPU 32 bits para fazer esta conexão com o PC e os resultados foram excelentes: baixo custo, alta confiabilidade, compatibilidade com Windows e ferramentas de desenvolvimento mais acessíveis.

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V1.00 16

1.3 Principais Características do CNC Proteo

1.3.1 Breve descrição

CNC Proteo comanda máquinas de 1 a 8 eixos com até 256 pontos de entradas e saídas. Sua CPU Dual conta com 2 processadores de 32 bits trabalhando em paralelo para garantir melhor desempenho, eficiência e robustez de comando. Existem várias opções de terminais compactos (Série SLIM), versões com displays tipo LCD ou TFT coloridos escolhidas de acordo com as necessidades de cada aplicação. Sua arquitetura modular reduz significativamente o espaço de armário simplificando a fiação da máquina, facilitando a montagem e reduzindo custos. No software de desenvolvimento, ATIVO, estão integradas ferramentas para configurar e fazer a interface com a máquina. Com o ATIVO, o CNC Proteo pode ser configurado de acordo com as necessidades, auxiliar no desenvolvimento e testes do PLC, customizando telas, funções e ciclos de trabalho para cada tipo de aplicação.

Informações Técnicas

CPU Proteo DUAL ARM+DSP, Memória FLASH 8Mb , Memória RAM 16Mb, Ethernet, CANopen, RS232

CNC trajetória contínua, até 8 eixos por CPU

Comando Digital protocolos CANopen, MODbus, MCSbus

PLC integrado para interface lógica com a máquina: Módulos CANopen até 256 pontos E/S.

Terminal Inteligente, TFT colorido 10.4” e softkeys verticais e horizontais, 16E:4S+2PT+2MV.

Painel Auxiliar CANopen com teclado, botões de apoio, start,stop, emergência , potenciômetros de avanço e rotação e manivela eletrônica.

Programação: ISO Padrão, MCS conversacional e modo MACH.

Interpolações lineares(até 6 eixos simultãneos), circulares (2D), helicoidal (3D), spline (3D).

Inserção de Arredondamentos (ROUND) e Chanfros.

Banco de dados de ferramentas para programação das dimensões e características geométricas e também de corte.

Configuração Torno x Fresa independentes, selecionadas via parâmetros de maquina.

Compensação de raio e comprimento de ferramenta (2D) com inserção automática de círculos para corrigir problemas de contorno.

Aproximação de contorno Tangencial ( gota ) ou perpendicular.

Módulos CANopen para comando de E/S remotos 1 Mb/s : 16E:16S , 32E:32S, MIX 16E:16S + 4 eixos ANA ( 4xencoders + 4xANA + 4xLIB), MIX Temperatura ( 3, 5 e 10 canais tipo J), Teclado remoto CANopen com botões Start/Stop, Emergência, Pots. F e S e Manivela Eletrônica, Terminal remoto com Manivela e botões de seleção de escala,eixo e sentido de movimento.

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17 V1.00

Processamento de blocos antecipado de até 1000 blocos (ARM) e até 250 segmentos de trajetória ( DSP ).

Processamento de até 500 blocos/segundo ( Linear 3D sem compensação de raio: 2 ms / bloco).

Editor de programas amigável, supervisiona edição de blocos e ciclos, orientando o programador, conferindo limites e com apoio gráfico interativo.

Edição em segundo plano ( background ).

Organização de programas em subdiretórios: raiz e subdiretórios criados pelo programador (programas principais), diretório específico para sub-programas (sub.dir), diretório específico para ciclos fixos (cyc.dir).

Cálculo de expressões : = , + , - , * , / , sin , cos , tan, atan, aços, asin, √ , dist Comparações lógicas: EQ, NE, GT, GE, LT, LE , == , !=, > , >= , < , <=

Comandos lógicos estruturados : IF [ exp ] then [exp] Desvios condicionais: IF [ exp ] goto n

Desvios condicionais: IF [ exp ] goto n Loops condicionais: WHILE [ exp] ....END

Simulação Gráfica com esvaziamento de superfície em vistas planas e perspectiva em modo traço para representação do caminho da ferramenta em usinagens 3D. Ampla biblioteca de ciclos fixos e recursos para que o usuário modifique ou crie os

seus próprios ciclos:

o Furação simples, profunda, em linha, em círculos, em grade.

o Ciclos de pentear roscas internas e externas, roscas paralelas ou inclinadas e roscas encadeadas.

o Ciclo de torneamento de canais com arredondamentos ou chanfro de cantos. Encadeamento de canais para confecção de polias.

o Ciclos de desbaste para Torno, com ou sem mergulho, aplicação de sobre-metal independente para cada eixo.

o Fresamento e acabamento de cavidades circulares e retangulares com aproximação vertical, helicoidal ou em zig-zag.

Transformação de coordenadas: deslocamento paralelo, fator de escala, rotação e espelhamento.

Eixos lineares, rotativos, eixos virtuais e eixos vinculados: grande flexibilidade para aplicações especiais.

Captura de posição: Entradas rápidas de captura para posição dos eixos utilizadas nos ciclos de medição, centragem , alinhamento e correção de desgaste de

ferramentas.

Execução on-line para programas longos gerados por CAD/CAM. O programa é automaticamente paginado e transmitido ao CNC. Durante a execução o CNC trabalha com 4 páginas armazenando até 1Mb de informação. A comunicação se dá via rede ethernet, de forma totalmente transparente para o usuário. O programa pode vir de um PC ou da unidade de expansão de memória MCSlink.

Retomada de ciclo, permite re-iniciar o programa no meio de uma execução retomando o ponto calculado a partir do estado escolhido pelo operador. Na

interrupção de um programa o operador pode optar por memorizar a condição atual ou selecionar uma outra condição e retomar a execução do ponto desejado.

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V1.00 18

Principais Aplicações

Tornos, fresas, retíficas, centros de usinagem e máquinas-ferramenta em geral. Automação de processos e máquinas e dispositivos especiais com até 8 eixos:

comando de servo-acionamentos, inversores de freqüência, motores de 2 velocidades e motores de passo. Medição e modelagem.

Eletro-erosão a fio de 2 até 5 eixos.

Máquinas para usinar Moldes com execução on-line de programas longos. Prensas de repuxo, dobradeiras e guilhotinas CNC.

Injetoras de plástico. Puncionadeiras. Guilhotinas de papel. Têmperas por indução

Tornos automáticos multi-canais

Máquinas de corte de chapas: oxicorte, plasma e jato de água. Máquinas de dobrar tubos.

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19 V1.00 1.3.2 Componentes do sistema

 Terminais de Operação

O CNC Proteo possui dois tipos de terminais de operação:

Terminal Inteligente Integrado, TFT colorido 10.4” e softkeys verticais e horizontais, 16E:4S+2PT+2MV.

Painel Auxiliar CANopen com teclado, botões de apoio, start,stop, emergência , potenciômetros de avanço e rotação e manivela eletrônica.

Terminal Integrado incorpora CPU Dual ( ARM + DSP ) 32 bits e se comunica com Módulos Proteo, Drivers Inteligentes, Inversores de Freqüência . Possui também

comunicação Serial RS232 / MODbus. A CPU do comando está embutida no terminal e se comunica com os módulos Proteo via interface digital CANopen ou via rede Ethernet utilizando os protocolos TCP/IP, FTP e UDP. O CNC possui Memória NOR-FLASH (8Mbytes ) , Memória DRAM ( 16Mbytes ) , Memória SRAM ( 512kbytes ) - mantida por bateria e Memória EXTENDIDA via SD Card até 2Gbytes.

O Terminal Inteligente nas versões Integrado ou Remoto possui softkeys horizontais(8) e verticais(9), 45 teclas dedicadas a programação alfanumérica, navegação entre campos e páginas e edição inteligente de comandos com sistema sensível ao contexto que minimiza o uso de teclas de dupla função.

Entradas e saídas auxiliares integradas ao terminal facilitam a ligação ao painel da máquina .

O CNC Proteo possui dois conjuntos de softkeys , 8 horizontais e 9 verticais, que podem operar em conjunto ou de forma independente. As árvores de softkeys são definidas de acordo com o tipo de máquina (principal ou alterantiva) e ainda todos os textos associados

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V1.00 20

consideram também o idioma parametrizado. As softkeys podem conter desenhos e textos e são apresentadas na tela em forma de botões alinhados com as teclas correspondentes. Os botões podem ser com ou sem travamento e ainda os textos e desenhos podem mudar conforme o estado do botão ( com ou sem retenção). As propriedades das softkeys bem como a navegação pretendida estão definidas em arquivo tipo script ( proteo.sfk ) e desenhos associados.

A navegação via softkeys fica portanto definida fora do corpo do PLC. Os textos e desenhos bem como a navegação são interpretados e compilados sempre que o arquivo de configuração for carregado. Via software ATIVO, o arquivo script pode ser depurado no ambiente do PC e uma vez definido pode então ser transferido ao CNC na sua versão final.

 Módulos auxiliares de comando CANopen

Módulo misto para 16 entradas 24V opticamente isoladas Módulo I/O 16E:16S

+ 16 saídas 24V / PNP / 05A opticamente Isoladas. Módulo MIX I/O Módulo misto para 32 entradas 24V opticamente isoladas

32E:32S + 32 saídas 24V / PNP / 05A opticamente Isoladas + 5 Temp + 5 Canais de Temperatura

Módulo MIX I/O Módulo misto para 32 entradas 24V opticamente isoladas 32E:32S + 32 saídas 24V / PNP / 05A opticamente Isoladas. Módulo MIX 16E:16S Módulo Misto: 16 Entradas Dig. / 16 Saídas Dig. + 4 EIXOS ANALÓG. 4 Canais de Contagem de Eixos + 4 Analógicas 0~10V. Módulo MIX 16E:16S Módulo Misto: 16 Entradas Dig. / 16 Saídas Dig.

+ TEMP 3 CN 8 Entradas Analógicas / 8 Saídas Analógicas Módulo MIX 16E:16S Módulo Misto: 8 Entradas Dig. / 8 Saídas Dig.

+ TEMP 5 CN 8 Entradas Analógicas / 8 Saídas Analógicas Módulo TEMP 3 CN Módulo de Temperatura 3 Canais

Módulo TEMP 5 CN Módulo de Temperatura 5 Canais Módulo TEMP 10 CN Módulo de Temperatura 10 Canais

D U L O S PR O T EO

Terminal Inteligente com CPU integrada, utiliza conexão CAN com drivers inteligentes e módulos E/S via cabos blindados finos e com grande imunidade a ruídos. Os módulos ocupam muito pouco espaço no quadro elétrico da máquina.

O protocolo CANopen para funcionar adequadamente também exige cuidados com a qualidade dos cabos e nas suas ligações, os módulos e também a CPU do CNC são todos isolados entre si o que facilita muito o combate aos ruídos presentes em todas as máquinas.

A CPU Integrada ao terminal elimina cabo externo de vídeo.

Seus Módulos compactos ocupam menos espaço no quadro elétrico e facilitam a ligação distribuída de sinais, reduzindo cabeamento, eliminando conectores, bornes e réguas de passagem.

Comunicação digital com acionamentos elimina cabos de sinais analógicos, liberação, sensores de falhas e cabos de encoder.

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21 V1.00

 Dispositivos auxiliares

(1) Manivelas eletrônicas

O CNC Proteo pode trabalhar com até 3 manivelas eletrônicas para comandar os

movimentos manuais da máquina. Sempre sob supervisão do PLC integrado, o operador consegue selecionar o eixo comandado e também a escala de movimento, associando cada pulso de contagem da manivela eletrônica com um deslocamento correspondente no eixo associado.

(2) Unidade de comando remoto

O Módulo remoto de comando manual possui uma manivela eletrônica, botões de seleção de eixos e seleção de escala e fica conectado ao comando via cabo flexível. O Comando remoto permite que o operador movimente os eixos via manivela eletrônica, executando movimentos mais rápidos ou movimentos muito lentos de acordo com a escala desejada. Desta forma o operador consegue prestar atenção ao deslocamento da ponta da

ferramenta comandando de forma prática o movimento dos eixos da máquina, um de cada vez. Um botão de segurança precisa estar sempre acionado para permitir o movimento da máquina. Isto obriga o operador a utilizar as duas mãos enquanto utiliza o módulo remoto, para a sua própria segurança.

(3) Painel auxiliar

O Terminal inteligente pode ser integrado, isto é, ter o teclado integrado ao módulo com o vídeo LCD, ou pode ter o teclado destacado do terminal de vídeo. Em ambas as opções existem ainda entradas auxiliares para receber botões auxiliares e potenciômetros de “Override” de avanço e rotação. A utilização inteligente de “softkeys” e botões auxiliares reduz muito número de fios e por tanto o tempo e o custo de montagem.

1.4 Tipos fundamentais de Máquina Ferramenta CNC

Os tornos e centros de usinagem CNC dominam o número de instalação na Indústria, e praticamente possuem faixas de participação de mercado muito semelhantes.

1.4.1 Fresadoras e Centros de Usinagem

Fresadoras e Centros de Usinagem CNC caracterizam-se por ter 3 eixos principais (XYZ) e a ferramenta gira ( Eixo árvore S ) enquanto a peça fica fixa na mesa. A troca de

ferramenta pode ser manual ou automática, a peça pode ainda estar montada sobre um quarto eixos. Centros de usinagem mais complexos podem ter mais eixos auxiliares para permitir usinagens mais complexas, mas a grande maioria das máquinas deste tipo respeita esta configuração fundamental.

1.4.2 Tornos e Centros de Torneamento

Tornos CNC caracterizam-se por ter 2 eixos principais (XZ) , a peça gira ( Eixo árvore S ) enquanto a ferramenta normalmente fica fixa. A peça é fixada ao eixo árvore através de um cabeçote de fixação, com castanhas que se movem em uma placa que pode ser mecânica ( fixação manual ) ou hidráulica ( fixação mais rápida ). A peça ainda pode ser sustentada na outra ponta por um contra-ponto, muito útil no caso de peças longas.

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V1.00 22

2. Principais Modos de Trabalho

2.1 Inicialização: Sistema de detecção de falhas

Ao ligar, o CNC Proteo executa uma série de testes enquanto apresenta na tela a seqüência que está seguindo. Nesta fase a CPU e seus periféricos são testados e os resultados armazenados em forma de arquivo LOG. Se os resultados forem todos positivos, o CNC passa a próxima etapa e examina os diversos arquivos de configuração, preparando as telas e carregando na memória dinâmica todos os objetos gráficos que constituem as telas de operação do CNC Proteo.

2.2 Busca de Referência

Quando este modo é acionado, o CNC age conforme os parâmetros de configuração correspondentes determinam. O CNC pode estar configurado para trabalhar com “encoders” incrementais ou absolutos. No caso de acionamentos e servos inteligentes com interface digital CANopen, os “encoders” dos servos são absolutos e o CNC utiliza os mesmos para determinar a posição dos eixos ao ligar, eliminando a busca de referência tradicional. No caso de “encoders” incrementais, o CNC executa a chamada “busca de referência” , movimentando os carros buscando sensores e posteriormente buscando a marca de referência e esperando o pulso de referência no eixo correspondente.

2.3 Modo Manual

Neste modo o operador tem a sua disposição comandos via botões, softkeys e unidade de comando remota para comandar o movimento dos eixos manualmente. Além dos eixos, o operador consegue acionar o giro do eixo árvore para um sentido ou para o outro e também parar o movimento do mesmo. Operações de troca de peça ou ferramenta podem exigir que o operador atue manualmente sobre os diversos elementos da máquina. O CNC apresenta com destaque as coordenadas dos eixos, bem como todas as informações referentes ao estado da máquina.

2.4 Modo MDI

O Modo MDI permite ao operador comandar a máquina programando blocos em um pequeno programa que pode ser executado imediatamente. Este programa normalmente pode ser bem simples e conter um único bloco ou ter vários blocos e até mesmo a chamada de um ciclo fixo.

2.5 Modo Programação

O preparador da máquina tem a sua disposição um poderoso editor de programas CNC com apoio gráfico e orientações contínuas sobre as opções disponíveis em cada fase da preparação do programa. Desde a seleção do programa onde o preparador pode listar programas existentes e criar programas novos onde irá inserir comandos e comentários descrevendo as operações na peça e especificando a seqüência das operações da máquina durante a confecção da peça. Este comandos incluem o movimento dos eixos em avanço rápido ou de usinagem, execução de trocas de ferramenta automáticas ou manuais , comandos de rotação do eixo árvore e sistemas auxiliares como o comando de refrigeração por exemplo. A edição de um programa novo ou já existente, pode ser feita

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23 V1.00

durante a execução de outra peça, respeitando-se a limitação de não alterar o programa que está sendo executado ao mesmo tempo.

2.6 Modo de Execução Contínua

O programa CNC possui as informações necessárias para a execução da peça. Estas instruções são processadas na ordem estabelecida pelo programa. No modo de execução contínua, uma vez a instrução ( ou bloco ) executada com sucesso, o CNC passa adiante e executa instrução seguinte do programa. Este processo continua até a conclusão do programa. A execução contínua de um programa pode ser interrompida por um comando (tecla) STOP externo ou uma instrução que interrompe temporariamente ou até mesmo encerra o programa definitivamente. O programa também pode ser interrompido por um erro de execução. Durante a execução do programa o CNC apresenta informações de status pertinentes a execução, como o bloco e programa corrente, as coordenadas dos eixos e outras informações referentes aos estado modais da execução, como o tipo de movimento executado, o giro do eixo árvore, potenciômetros de override de avanço e rotação, dentre outros.

2.7 Modo de Execução Passo-a-Passo

O Modo de execução passo-a-passo diferencia-se do modo de execução contínua principalmente porque a execução do programa é interrompida a cada bloco que o CNC executa com sucesso. Todos os outros aspectos discutidos no modo de execução contínua são válidos neste modo também.

2.8 Modo de Execução On-Line

A execução ON-LINE de um programa CNC é muito semelhante aos modos de execução anteriores ( Contínua ou Passo-a-Passo ), no entanto o programa CNC fica armazenado em cartão de memória auxiliar ( SD card até 2 Gbytes ) ou em um computador tipo PC que se comunica via rede Ethernet com o CNC Proteo. Neste modo a edição do programa fica bloqueada.

2.9 Simulação Gráfica

Os recursos de simulação gráfica de execução do CNC Proteo são muito úteis para testar a execução dos programas durante a fase de preparação da máquina. Neste modo, o CNC mostra na sela uma simulação dos movimentos e operações das ferramentas sobre a peça. O preparador pode visualizar de forma muito prática a execução dos movimentos da máquina e verificar eventuais equívocos que tenha cometido no programa. Durante a execução real do programa da peça, o operador utiliza os recursos de simulação gráficos do CNC para monitorar o andamento da execução do programa. Isto pode ser muito útil em condições de forte refrigeração onde fica muito difícil acompanhar visualmente o que está ocorrendo com a peça durante a execução.

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3. Sistema de Coordenadas

3.1 Números Reais e unidades de trabalho

Os campos programáveis utilizam valores introduzidos pelo usuário em formatos variados. Destacaremos aqui os tipos mais utilizados.

Para coordenadas: +/- nnnnnn.nnnnn valores em mm ou polegadas Exemplos: 0 ; 0.123 ; 1234.567 ; .1 ; 1000; 1000. ; -0.1234; +123.34 Para Avanços: F nnnnn.nnnn valores em mm/min ou mm/rot

Exemplos: 0 ; 0.123 ; 10000; 5000; 2. ; 0.234

Para Rotações: S nnnnn.nnnn valores em r.p.m. ou m/min ( Corte Constante) Exemplos: 1000 ; 10.25 ; 20000; 1200

Memórias de ponto flutuante: #nnnn = +/-ffffffff.fffffff[e+/-fff] ; Hnnnn = +/-ffffffff.fffffff[e+/-fff] Exemplos: #100 = 1.234567 ; H200 = 0.1234e-4 ; #0 = .22222

3.2 Sistema de coordenadas retangulares

O sistema cartesiano é muito utilizado para descrever elementos geométricos como pontos, linhas e círculos que dão origem a um perfil 2D ou 3D que são básicos para a grande maioria dos programas CNC. Os eixos X,Y e Z são chamados eixos principais e podem ser agrupados 2 a 2 para formar os planos de programação. Em centros de usinagem verticais nos referimos freqüentemente ao plano XY principal uma vez que a ferramenta opera na direção Z, ortogonal ao plano XY. Já em um torno, trabalhamos no plano XZ devido a convenção aceita na maioria das máquinas onde a ferramenta é perpendicular ao plano XY e o eixo Y normalmente não existe em um torno.

3.3 Sistema de coordenadas polares

Em determinados casos é mais fácil definir os elementos de uma trajetória utilizando o sistema de coordenadas polares. Neste sistema, um elemento (ponto, linha ou circulo) pode ser definido a partir de um ponto de referência ( origem das coordenadas polares), um raio e um ângulo.

3.4 Pontos de origem

Normalmente o programa CNC baseia-se em pontos de referência da própria peça. Estes pontos de referências são definidos durante a preparação do programa e podem variar de peça para peça. Já o Fabricante da máquina utiliza pontos de referência da própria

máquina que permanecem fixos e servem como base para definir os fins de curso dos eixos, posições de troca de ferramenta e outras zonas de segurança da máquina.

O CNC Proteo possui uma tabela de pontos de origem e operações de preset que facilitam a definição do sistema de coordenadas tanto para o usuário quanto para o fabricante da máquina.

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25 V1.00

4. Estrutura de Programação

A preparação de um programa CNC requer planejamento lógico, organização e método. Primeiramente o preparador deve conhecer os dados do material bruto, em seguida estabelecer as tarefas que a máquina deve executar. Em seguida o preparador precisa ordenar estas operações e definir o ferramental necessário. Um bom conhecimento tecnológico sobre a capacidade de remoção de material da máquina com as ferramentas selecionadas também é fundamental. O desenho técnico da peça fornecerá as informações geométricas mais importantes, porem o programa CNC descreve o caminho de cada ferramenta que acaba resultando na peça propriamente dita. Se o preparador dispõe de um software tipo CAD/CAM ele entra com todas as informações pertinentes a peça, ao ferramental disponível e a capacidade de usinagem da máquina e o próprio software irá calcular a trajetória das ferramentas gerando o programa CNC. Mas se um software CAD/CAM não está disponível então o preparador terá de descrever as trajetórias das ferramentas bem como informar todos os dados de avanço e rotação sempre respeitando os limites da própria máquina e ferramental.

4.1 Termos fundamentais

Programa CNC = Descrição da seqüência de operações que a máquina deve fazer para produzir uma determinada peça a partir de um material bruto com dimensões apropriadas. Estas operações são constituídas por blocos de informações que podem ocupar um ou mais linhas do programa.

Bloco = Uma sentença de um programa que pode conter uma ou mais informações relevantes as operações que deve ser realizadas pela máquina.

Palavra = uma unidade de informação contida em um bloco. Pode descrever por exemplo a coordenada de um determinado eixo, o avanço ou a rotação do eixo árvore.

Endereço = identifica o tipo de dado contido em uma palavra de um determinado bloco. Dado = conteúdo editável de uma palavra. Pode ser um dado numérico ou alfanumérico. Registrador = variável da memória do CNC que pode ser utilizada para armazenar valores temporários, receber resultados de cálculos e servir como dado em palavras de um bloco.

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4.2 Caracteres

O programa CNC pode conter a maioria dos caracteres ASCII :

Letras : ABCDEFGHIJKLMNOPQRSTUVWXYZabcdefghijklmnopqrstuvwxyz Números : 0123456789 Sinais : + - * / Símbolos : ( ) [ ] : ; # ! ? @ $ & = ^ < > Quebra de linha: \n \r Tabulação : \t

4.3 Blocos

Um bloco é qualquer sentença de um programa CNC. O CNC Proteo basicamente pode processar programas com dois tipos de blocos:

1 – blocos que utilizem delimitadores ( “:” ) Ex.:

:pos x a 10 f 1000

:cyc call 88 ( furação profunda )

Xinic 10.000 Yinic 20.000 Dist.Seg 0.5 Tempo 1 :M3 S1200 :G90 G1 X 10 F2000 :M30 :

2 – blocos sem delimitadores pos x a 10 f 1000

cyc call 88 ( furação profunda ) \

Xinic 10.000 Yinic 20.000 \ Dist.Seg 0.5 Tempo 1 M3 S1200

G90 G1 X 10 F2000 M30

Cada bloco pode conter várias informações e ocupar uma ou mais linhas. No caso do uso de delimitadores, o CNC entende um bloco com uma ou mais informações contidas entre dois delimitadores consecutivos. No caso sem delimitadores, um bloco que ocupe mais de uma linha tem que utilizar o caracter “\” no final de cada linha do bloco, exceto a sua última linha.

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4.4 Programa

Um programa CNC contém uma seqüência de blocos que descrevem as operações da máquina para produzir a pela. Estes blocos são executados normalmente em seqüência, um após o outro. Alguns comandos são capazes de quebrar a ordem normal de execução dos blocos, estes comandos podem produzir desvios que podem ser condicionais ou incondicionais. O CNC Proteo entende comandos estruturados, normalmente encontrados em linguagens de programação de mais alto nível. Os comandos mais comuns são os de movimento, por exemplo, movimentos dos eixos um a um ou em conjunto no caso das interpolações lineares, circulares, helicoidais ou polinomial ( spline ). Também são muito comuns os comandos de rotação, troca de ferramenta e refrigeração. Os comandos contidos nos blocos do programa são supervisionados pelo CNC e podem gerar mensagens, alarmes e falhas que interrompam o programa.

4.5 Sub-Programa

Funções e sub-rotinas muito usadas podem ser gravadas em um subprograma que fica armazenado no diretório de subprogramas do Proteo. Na verdade a diferença entre um subprograma e um programa CNC nem sempre é destaque devido ao fato de um subprograma CNC poder executar praticamente todos os comandos que um programa normal também pode.

4.6 Macros ( ciclos fixos)

Historicamente, os CNCs fornecem a seus usuários subprogramas prontos que executam operações muito utilizadas e que facilitam a elaboração dos programas. Estes subprogramas utilizam recursos que permitem aos usuários passar dados e parâmetros da usinagem, informando ao ciclo que tipo de operações realizar.

Por tanto, MACROS são subprogramas paramétricos ( ciclos fixos ) utilizados pelo usuário para executar operações padronizadas e especificadas pelos dados na chamada do ciclo fixo ( MACRO). Estes ciclos ficam armazenados no diretório CYC.

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V1.00 28

5. Programação Assistida – Padrão MCS

5.1 Comandos de Movimento

5.1.1 Movimento Simples (um eixo por vez)

Com esta sentença programa-se o movimento de um eixo para a cota desejada, em modo absoluto ou incremental, a velocidade de avanço em mm/min ou mm/rotação e uma função auxiliar.

Para inicializar esta função, pressionar a tecla referente ao eixo que se deseja movimentar, em seguida digitar a posição desejada seguida do avanço.

Pressione a tecla referente a qualquer um dos eixos. A seguinte janela será aberta.

Pressionar ENT e a seguinte janela será aberta.

Digite o valor para o campo desejado e a cada campo tecle ENT, para finalizar o comando tecle END.

Para selecionar o modo incremental pressione a tecla MOD, com isso a letra A após o eixo X (ou o eixo que está sendo utilizado) será mudada para I.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POS X A 100.000 ; movimento simples eixo X move para cota absoluta 100.000

POS Y I 1.000 ; movimento simples eixo Y movimento incremental de 1.000 POS Z A – 20.000 F 2000 ; move eixo Z para -20.000 com avanço 2000 mm/minuto. POS X – 20.000 ; move eixo X para -20.000, ABS x INC depende do estado modal (G90/G91)

5.1.2 Interpolações Lineares (movimento simultâneo de eixos) Com esta sentença programa-se o movimento simultâneo de dois ou mais eixos em interpolação linear para um ponto desejado, em modo absoluto ou incremental, a velocidade de avanço e uma função auxiliar.

Pressione as teclas referentes aos eixos desejados (X e Y, por exemplo), a seguinte janela será aberta.

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29 V1.00 Pressione ENT, a seguinte janela será aberta.

Digite o valor para cada campo, tecle ENT ou com o cursor, selecione outros campos como F ou M se necessário. Para finalizar o comando tecle END.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POS L X A 10.000 Y A 20.000 ; movimenta eixos X e Y em interpolação linear

POS L X A 10.000 Z A 20.000 F1000 ; move eixos X e Z com avanço 1000 mm/min. POS L X A 10.000 Z A 20.000 F 0.75 ; move eixos X e Z com avanço 0.75

mm/rotação.

POS T X I 10.000 Y I 20.000 Z I 30.000 F1000 ; move 3 eixos X , Y e Z cotas incrementais

POS L X A 1.000 Y A 2.000 Z A 3.000 /

U A 4.000 V A 4.000 W A 6.000 F1000 ; linear com 4 ou mais eixos X,Y,Z,U,V,W

5.1.3 Interpolações Circulares (movimento simultâneo de eixos)

5.1.3.1 Interpolações Circulares (centro definido via POLO)

Na linguagem MCS, para executar este tipo de função, devemos primeiramente definir o pólo.

Pressione a tecla PONTO. A seguinte janela será aberta.

Digite as teclas dos eixos que compõem o plano onde será realizada a interpolação circular, seguido de ENT. A seguinte janela será aberta.

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V1.00 30 Digite os valores para cada campo e em seguida pressione END.

Em seguida pressione 9 (CIR) e a seguinte janela será aberta.

Pressione as teclas dos eixos do plano no qual será executada a interpolação e tecle ENT, a seguinte janela será aberta.

Digite os valores do ponto final e se necessário outras funções. Deixar o campo R(raio) vazio.

Para finalizar pressione END.

Nesta sentença programa-se além dos pontos do plano de interpolação, o sentido "H" horário ou "AH" anti-horário de interpolação, o avanço e uma função auxiliar M. A escolha do sentido de interpolação é feita teclando-se 1 para sentido horário ou 0 para sentido anti-horário.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POL X A 0.000 Y A 0.000 ; centro para circulo X,Y em (0,0)

POS C H X A 10.000 Y A 20.000 ; move eixos X e Y em circulo sentido horário POS C AH X A 10.000 Y A 20.000 ; move eixos X e Y em circulo sentido anti-horário POS C H X A 10.000 Z A 20.000 F1000 ; circular horário X e Z com avanço 1000 mm/min.

POS C AH X I 10.000 Y I 20.000 F0.50 ; circular anti-horário X , Y cotas incrementais ; com avanço 0.5 mm/rotação.

5.1.3.2 Interpolações Circulares (centro calculado dado o raio)

Neste caso, o arco de circunferência fica definido pelo ponto atingido antes da execução da sentença de interpolação circular e pelo ponto final e raio da circunferência programados nesta sentença.

(31)

31 V1.00 Na linguagem MCS, pressione 9(CIR) e a seguinte janela será aberta.

Pressione as teclas dos eixos do plano no qual será executada a interpolação e tecle ENT, a seguinte janela será aberta.

Digite os valores do ponto final, o raio e se necessário outras funções.

Para finalizar pressione END. Nesta sentença programa-se além dos pontos do plano de interpolação, o sentido "H" horário ou "AH" anti-horário de interpolação, o avanço e uma função auxiliar M. A escolha do sentido de interpolação é feita pressionando a tecla 1 para sentido horário ou a tecla 0 para sentido anti-horário.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POS C H X A 10.000 Y A 20.000 R 1000 ; move eixos X e Y em círculo horário, raio 10.000

POS C AH X I 10.000 Y I 20.000 R 1000 ; move eixos X e Y, cotas incrementais em círculo

; anti-horário, raio 10.000

POS C H X A 10.000 Y A 20.000 R 1000 F1000 ; move eixos X e Y em círculo horário,

; raio 10.000, avanço 1000 mm/minuto

POS C H X A 10.000 Y A 20.000 R 1000 F0.500 ; move eixos X e Y em círculo horário,

; raio 10.000, avanço 0.5 mm/rotação

POS C AH X I 10.000 Y I 20.000 R 1000 ; move eixos X e Y, cotas incrementais em círculo

; anti-horário, raio 10.000

5.1.3.3 Interpolações Helicoidais (centro definido via POLO)

Para executar este tipo de função, devemos primeiramente, definir o pólo como visto anteriormente no item Interpolações Circulares 5.1.3.1.

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V1.00 32 Pressione ENT e a seguinte janela será aberta.

Digite os valores para cada campo e em seguida pressione END. Deixar o campo R(raio) vazio.

Nesta sentença programa-se além dos pontos do plano de interpolação, o sentido "H" horário ou "AH" anti-horário de interpolação, o avanço e uma função auxiliar M. A escolha do sentido de interpolação é feita pressionando a tecla 1 para sentido horário ou a tecla 0 para sentido anti-horário.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POL X A 0.000 Y A 0.000 ; centro para hélice plano X,Y em (0,0)

POS H H X A 10.000 Y A 20.000 Z A 30.000; move eixos X e Y em circulo sentido horário

; move simultaneamente o eixo Z da hélice.

POS H AH X A 10.000 Y A 20.000 Z A 30.000; move eixos X e Y em circulo sentido anti-

; horário enquanto move o eixo Z da hélice.

5.1.3.4 Interpolações Helicoidais (centro calculado dado o RAIO)

Pressione a tecla 9 e a tecla H e a seguinte janela será aberta.

(33)

33 V1.00 Digite os valores para cada campo e em seguida pressione END.

Nesta sentença programa-se além dos pontos do plano de interpolação, o sentido "H" horário ou "AH" anti-horário de interpolação, o avanço e uma função auxiliar M. A escolha do sentido de interpolação é feita pressionando a tecla 1 para sentido horário ou a tecla 0 para sentido anti-horário.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: POS H H X A 10.000 Y A 20.000 Z A 30.000 R 100.000; move eixos X e Y em circulo sentido

; horário enquanto move simultaneamente o eixo Z da hélice.

POS H AH X A 10.000 Y A 20.000 Z A 30.000 R 100.000 ; move eixos X e Y em circulo

; sentido anti-horário enquanto move o eixo Z da hélice.

(34)

V1.00 34

5.2

Ciclos fixos

Ciclo fixo é um programa auxiliar que temos disponível para executar uma determinada função dentro de algum programa que estamos criando ou editando, que usa para isso, variáveis que determinam o dados necessários para que essa tarefa seja cumprida. Para utilizar um ciclo fixo, devemos efetuar sua chamada no programa que estamos criando ou editando.

Toda vez que fazemos alguma chamada de ciclo fixo, pressionaremos a tecla 4, e a seguinte janela será aberta.

Digitar o número do ciclo desejado em seguida clicar ENT. Uma outra janela será aberta, para inserir os parâmetros referentes ao ciclo escolhido.

A seguir verificaremos alguns ciclos.

5.2.1 Ciclo Fixo de RESET

Ao escolher o ciclo 0, a seguinte janela será aberta.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: CYC 0 ; reset todas as variáveis modais

5.2.2 Ciclo Fixo de TEMPO

Ao escolher o ciclo 1, a seguinte janela será aberta.

Preencher o valor desejado para o tempo (sabendo que este valor será multiplicado por 0,1s) e pressionar END para finalizar o comando.

(35)

35 V1.00

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: CYC 1 T 15 ; aguarda tempo 15 x 0.1 segundos = 1.5 segundos.

5.2.3 Ciclo Fixo de FUNÇÃO AUXILIAR

Ao escolher o ciclo 2, a seguinte janela será aberta.

Preencher os parâmetros necessários e pressionar END para finalizar o comando.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: CYC 2 M3 ; Função auxiliar (M)

CYC 2 M3 M8 M21 ; até 3 funções M por bloco

CYC 2 S1200 ; Rotação do eixo árvore em r.p.m.

CYC 2 T3 D5 ; Código T para ferramenta, código D para corretores de ferramenta

CYC 2 B5 ; Arredondamento de cantos CYC 2 B-5 ; Chanfro de cantos

5.2.4 Ciclo Fixo de ROSCA

Ao escolher o ciclo 3, a seguinte janela será aberta.

Preencher os parâmetros necessários e pressionar END para finalizar o comando.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: CYC 3 X A 10 Z A 20 P1.5 A45 U3

; ciclo de rosca de uma única passada

(36)

V1.00 36 ; P = passo da rosca

; A = ângulo de saída de rosca ; U = distância de saída de rosca

5.2.5 Ciclo Fixo de PRESET

Ao escolher o ciclo 4, a seguinte janela será aberta.

Preencher os parâmetros necessários e pressionar END para finalizar o comando.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :CYC 4 X A 12.3 ; Preset coordenada do eixo X

:CYC 4 Y I 3 ; Preset Y , incremental 5.2.6 Ciclo Fixo de VERIFICAÇÃO E/S

Ao escolher o ciclo 5, a seguinte janela será aberta.

Preencher os parâmetros necessários e pressionar END para finalizar o comando.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :CYC 5 E ON 12 ; Caso a entrada indicada estiver ativa (ON) => condição = 1

; Caso contrário => condição = 0

:CYC 5 E OFF 12 ; Caso a entrada indicada estiver desligada(OFF) => condição = 1 ; Caso contrário => condição = 0

:CYC 5 S ON 10 ; Caso a saída indicada estiver ativa (ON) => condição = 1 ; Caso contrário => condição = 0

:CYC 5 S OFF 12 ; Caso a saída indicada estiver desligada(OFF) => condição = 1 ; Caso contrário => condição = 0

(37)

37 V1.00 5.2.7 Ciclo Fixo de DESVIOS

Ao escolher o ciclo 6, a seguinte janela será aberta.

Preencher os parâmetros necessários e pressionar END para finalizar o comando.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :CYC 6 J 15 ; Desvio incondicional ( JUMP ) para label indicado

:CYC 6 J ON 15 ; Desvio condicional ( condição = 1) para label indicado :CYC 6 J OFF 15 ; Desvio condicional ( condição = 0) para label indicado

(38)

V1.00 38

5.3

Controle de fluxo

5.3.1 Labels

Pressione a tecla 7. A seguinte janela será aberta.

Digite o numero da marca que deseja criar e tecle END.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :LBS 12 ; identifica marca de programa "12"

:LBS 0 ; retorno de sub-rotina

5.3.2 Sub-rotinas

Pressione a tecla 8. A seguinte janela será aberta.

Digite o numero da marca onde está a sub-rotina e tecle END.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :LBC 10 ; chama sub-rotina 10

; chama sub-rotina que inicia na marca de programa "10" ; A sub-rotina deve ser encerrada com um LBS 0

5.3.3 Repetições de partes do programa

Repita o procedimento realizado no item 5.3.2 e preencha o valor da variável REP, com o numero de repetições desejado e pressione ENT. A seguinte janela será aberta.

(39)

39 V1.00 Para finalizar o comando tecle END.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :LBR 10 REP 5 ; repete N vezes o desvio para a marca de programa indicada.

; Os comandos entre a marca de programa e a instrução LBR são executados ; N+1 vezes

5.4

Sub-programas

Pressione a tecla 8 em seguida a tecla PGM. A seguinte janela será aberta.

Digite o número do programa que deseja chamar e para finalizar END. Se desejar que o programa para um número de repetições deste sub-programa preencha este valor em REP.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :LBP PGM 100

; Instruções chamam o programa 100 que retorna quando termina. ; Os sub-programas retornam com execução M99.

; Funções como o M30 que resetam as pilhas devem ser evitadas. ; As palavras "PGM" e "CALL" são opcionais.

:LBP PGM 100 REP 5

; Instruções chamam o programa 100 N vezes. ; Os sub-programas retornam com execução M99.

; Funções como o M30 que ressetam as pilhas devem ser evitadas.

5.5

Ciclos de usuário

Os ciclos fixos do CNC Proteo são configurados através de arquivos de configuração tipo script ( texto ) e assumem a forma geral:

:CYC CALL nnn NOME_DO_CICLO

PARAMETRO_1 VALOR_1 PARAMETRO_2 VALOR_2 ... ; por exemplo

:CYC CALL 33 ROSCA SIMPLES X 10 Y 20 P 1.5 PROF 3 N 5 ACAB 0.1

; esta macro ou ciclo de usuário deve estar definida nos arquivos de configuração de ; macros. O ciclo chama o programa 33, o nome do ciclo é ROSCA SIMPLES, e os valores programados são passados como parâmetros do ciclo na área de parâmetros H

(40)

V1.00 40 ; H0 = 10 ; X ; H1 = 20 ; Y ; H2 = 1.5 ; P ; H3 = 3 ; PROF ; H4 = 5 ; N ; H5 = 0.1 ; ACAB ;

5.6

Funções Matemáticas e Especiais

Com o comando na linguagem MCS, ao pressionar H a seguinte tela será exibida.

5.6.1 - Função 0 - Atribuição - ATR

Ao escolher a função 0, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 0 atribui a uma variável H um valor numérico ou o valor de uma outra variável. Para um valor numérico, com o cursor em P1 digite este referido valor. Para que ele assuma o valor de uma outra variável, com o cursor em p1 pressione H duas vezes e digite o numero da variável H.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 0 ATR P0 #1

P1 10.00000 Esta instrução faz H1=10

(41)

41 V1.00 5.6.2 - Função 1 - Soma – ADD

Ao escolher a função 1, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 1 realiza a soma entre variáveis H, entre valores numéricos, ou entre variáveis H e valores numéricos.

Atribui-se à variável escolhida em P0 o resultado da soma entre o conteúdo da variável em P1 e o conteúdo da variável em P2. Os operandos P1 e P2 podem ser variáveis H ou valores numéricos.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa:

FUNC 1 ADD P0 #2

P1 #7 P2 10.15000 Esta instrução faz H2 = H7 + 10.15

5.6.3 - Função 2 - Subtração - SUB

Ao escolher a função 2, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 2 realiza a subtração entre variáveis H, entre valores numéricos, ou entre variáveis H e valores numéricos.

Atribui-se à variável escolhida em P0 o resultado da subtração entre o conteúdo da variável em P1 e o conteúdo da variável em P2. Os operandos P1 e P2 podem ser variáveis H ou valores numéricos.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 2 SUB P0 #2

(42)

V1.00 42 Esta instrução faz H2 = H3 - 27

5.6.4 - Função 3 - Multiplicação - MULT

Ao escolher a função 3, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 3 realiza a multiplicação entre variáveis H, entr0.0e valores numéricos, ou entre variáveis H e valores numéricos.

Atribui-se à variável escolhida em P0 o resultado da multiplicação entre o conteúdo da variável em P1 e o conteúdo da variável em P2. Os operandos P1 e P2 podem ser variáveis H ou valores numéricos.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 3 MULT P0 #2

P1 #7 P2 3.14150 Esta instrução faz H2 = H7 * 3.1415

5.6.5 - Função 4 - Divisão - DIV

Ao escolher a função 4, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 4 realiza a divisão entre variáveis H, entr0.0e valores numéricos, ou entre variáveis H e valores numéricos.

Atribui-se à variável escolhida em P0 o resultado da divisão entre o conteúdo da variável em P1 e o conteúdo da variável em P2. Os operandos P1 e P2 podem ser variáveis H ou valores numéricos. O operando P1 representa do dividendo e o operando P2 representa o divisor.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 4 DIV P0 #2

(43)

43 V1.00 P1 #7 P2 3.14150

Esta instrução faz H2 = H7 / 3.1415 5.6.6 - Função 5 – Valor absoluto - ABS

Ao escolher a função 5, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 5 atribui a uma variável H o valor absoluto de uma outra variável H (função matemática módulo) .

Atribui-se à variável P0 o valor absoluto do conteúdo do operando P1.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 5 ABS P0 #2

P1 #7

Esta instrução faz H2 = ABS (H7 )

5.6.7 - Função 6 – Resto de divisão – REST

Ao escolher a função 6, pressione H (com o cursor em P0), a seguinte tela será exibida.

A função paramétrica 6 atribui a uma variável H o resto da divisão entre variáveis H, entre valores numéricos, ou entre variáveis H e valores numéricos.

Atribui-se à variável P0 o resto da divisão entre o conteúdo do operando P1 e o conteúdo do operando P2. O operando P1 representa o dividendo e o operando P2 representa o divisor.

Depois de efetuado esta seqüência, a sentença aparecerá da seguinte forma no programa: :FUNC 6 REST P0 #2

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Referências

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