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OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA REVERSA DOS PNEUS USADOS NO BRASIL

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OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA REVERSA DOS PNEUS USADOS NO

BRASIL

C. A. F. Lagarinhos (1), J. A. S. Tenório (2), D. C. R. Espinosa (2).

(1)

Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Mello Moraes, 2462, CEP: 05508-900, São Paulo, SP, Brasil (email: [email protected]).

(2)

Departamento de Engenharia Química, Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Av. Prof. Lineu Prestes, 580, Conjunto das Químicas, Bloco 18. CEP:

05424-970 São Paulo SP, Brasil.

Resumo

O dimensionamento da logística reversa é de capital importância para os fabricantes e importadores de pneus, devido o custo da coleta, transporte e destinação dos pneus inservíveis e para o cumprimento das metas estabelecidas com o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Não existe um trabalho em conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus, para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos; aumente a oferta de pneus servíveis para as empresas de reforma, através da triagem nos pontos de coleta; aumente a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento e pirólise. O objetivo deste trabalho é apresentar o cenário atual do processo de logística reversa pelos fabricantes e importadores, desde os pontos de coleta até a destinação final. Além disso, comparar com os modelos de logística reversa, implementados no Japão, países membros da Comunidade Europeia e Estados Unidos. No Brasil, ainda não foi discutido o acordo setorial nacional para a reciclagem de pneus inservíveis, já que existe um sistema de logística reversa implementada pelos fabricantes de pneus. Em alguns estados, já existe o acordo estadual ou termo de compromisso para a coleta e destinação dos pneus inservíveis. As dificuldades encontradas para a realização da logística reversa são: infraestrutura precária de transportes, grandes extensões para o deslocamento dos pneus inservíveis, distribuição não uniforme dos pontos de coleta e das empresas de destinação. O custo da coleta e do transporte de pneus descartados, no Japão, Europa, Estados Unidos e Brasil, independente das alternativas que venham a ser encontradas, apresentam-se como a primeira grande dificuldade para a solução definitiva do descarte de pneus inservíveis.

(2)

Introdução

O conceito de logística reversa surgiu há muito tempo. Em 1970, surgiram definições como canais reversos ou fluxo reverso que aparecem na literatura científica, mas eram relativos à reciclagem.

No Brasil, a logística reversa, um novo conceito na logística empresarial, surgiu na década de 90, quando foi reconhecido pelos profissionais de logística que matérias primas, componentes e suprimentos representavam custos significativos e deveriam ser administrados de forma adequada do seu retorno de pós-venda ou pós-consumo.

A logística reversa está associada ao retorno de produtos pós-venda para a reforma, reparos, remanufatura, substituição de materiais pós-consumo para a reutilização, reciclagem, valorização energética e disposição final dos produtos no fim da vida útil.

Segundo Dekker (2001) (1), existem cinco tipos de retorno de produtos e serviços:

1) retrabalho durante a fabricação de um produto ou serviço;

2) retornos comerciais para novas vendas ou remanufatura, devido ao excesso de estoque, produto vencido ou retorno dos clientes;

3) retorno em garantia, para reparo, remanufatura, avaliação técnica com a posterior troca do produto;

4) retorno final de uso nos contratos de leasing, máquinas e equipamentos alugados; e

5) retorno no final da vida útil para remanufatura, reutilização, reciclagem ou valorização energética.

O pós-venda e o pós-consumo ganham importância nas estratégias de sustentabilidade e no crescimento dos negócios das empresas. A partir da aprovação de legislações restritivas com relação à disposição final dos produtos no final da vida útil nos países do primeiro mundo e emergentes, algumas empresas aceitam previamente o retorno dos seus produtos dos consumidores finais, para uma possível reutilização, reciclagem no seu ciclo produtivo ou em outros ciclos, ou mesmo para a disposição final.

A logística reversa é um dos principais processos dentro da cadeia de reciclagem, que viabiliza economicamente e mantém a constância em toda a cadeia,

(3)

seja ela para o processo de reutilização, reciclagem ou valorização energética. No caso dos pneus, a maior dificuldade é a realização da coleta e do transporte, pois em muitos casos, esses pneus estão localizados em regiões de difícil acesso, o que torna o processo inviável do ponto de vista econômico pelo custo logístico.

Em 2013, a produção mundial de pneus foi de 15,16 milhões de toneladas, com aumento de produção em 4% quando comparado a 2012. As regiões da Ásia e Oceania representam 64% da produção mundial de pneus. A China produziu em

2013, 5.615 milhões de toneladas, representando 37% da produção mundial (2).

No Brasil, em 2013, foram produzidos 68,8 milhões de pneus, exportados 12,3 milhões de pneus e vendidos 72,6 milhões de pneus. Os canais de distribuição de pneus foram: 52% para o mercado de reposição, 31% para equipamento original e 17% para exportação (3).

No Brasil, desde 2002, os fabricantes e importadores são os responsáveis pela coleta e destinação dos pneus inservíveis. A partir da revisão da Resolução

CONAMA no 258/99 (4) e aprovação da Resolução CONAMA no 416/09 (5), houve um

crescimento no número de pontos de coleta, empresas de pré-tratamento e valorização energética de pneus no Brasil.

Com a aprovação da Lei no 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política

Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de

1998, os fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes, são obrigados a estruturar e implementar sistemas de logística reversa, mediante ao retorno dos produtos após o uso pelo consumidor, de forma independente do serviço público de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, para os seguintes resíduos pós-consumo: pilhas e baterias; pneus; óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens; lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e luz mista; produtos eletroeletrônicos e seus componentes (6).

Quanto ao acordo setorial para a reciclagem de pneus inservíveis, o Comitê Orientador da Logística Reversa, definido pela PNRS, deliberou deixar a logística reversa dos pneus inservíveis para um segundo momento, uma vez que já existe uma metodologia implementada pela associação que representa os fabricantes de

(4)

Materiais e Métodos

Foi realizado um levantamento bibliográfico sobre a reciclagem de pneus e a logística reversa, no qual foram levantadas as tecnologias utilizadas para reutilização, reciclagem e valorização energética dos pneus inservíveis; no processo de reforma dos pneus servíveis e sobre o mercado para venda dos pneus meia vida. Para entender o cenário da logística reversa no Brasil, foram realizadas pesquisas de campo em pontos de coleta, borracheiros, empresas de pré tratamento, coprocessamento com a rocha de xisto pirobetuminoso, coprocessamento em fornos de clínquer, associações que representam as empresas de reciclagem e a associação que representa os fabricantes e importadores de pneus.

A Logística Reversa no Brasil

Os fabricantes a partir de 2007 montaram a associação das empresas que representam os fabricantes de pneus no Brasil, e cuida exclusivamente das ações de coleta e destinação de pneus inservíveis. As atividades são sustentadas pelo investimento das empresas fabricantes de pneus no Brasil. No período de 1999 a setembro de 2013, foram destinados 2,56 milhões de toneladas, o que representa 512 milhões de pneus de automóvel inservíveis (3). O custo total do período foi de US$ 221,4 milhões, o que representa US$ 0,43 por pneu inservível coletado e destinado.

O custo da logística reversa representa 60% do investimento realizado para a coleta e destinação. Aproximadamente 33% do custo da associação que representa os fabricantes de pneus são tributos pagos pela entidade e seus fornecedores, em especial empresas que realizam a coleta e o transporte até o local de destino (8-9).

No caso dos importadores de pneus, foi fundada em fevereiro de 2009, a Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Pneus (ABIDIP), que é responsável pela coleta e destinação dos pneus inservíveis no Brasil. Atualmente, a

associação conta com 28 associados (10). A associação não divulga a estatística de

reciclagem de pneus e os seus respectivos custos.

Segundo Maria Cristina Frias (2012) (11), a ABIDIP gastou R$ 8 milhões para a coleta e destinação dos pneus inservíveis, com custo entre R$ 180 e R$ 220 por tonelada de pneus inservíveis coletados e destinados.

(5)

Segundo Alberto Mayer (2013) (8-9), muitos importadores deixam de fazer a coleta, o que colabora para a competição desigual. Além disso, oneram a associação que representa os fabricantes de pneus com o recolhimento dos pneus inservíveis, e ampliam o risco da dengue.

Em 2014, a associação que representa os fabricantes de pneus, possuía 3.978 rotas, percorrendo diariamente 22.000 km, utilizando 70 caminhões para a retirada de 1000 toneladas de pneus inservíveis dos pontos de coleta (7).

Em 2014, 24 empresas cimenteiras que fazem o coprocessamento de pneus inservíveis no Brasil; 19 empresas de trituração de pneus inservíveis com 22 trituradores; 22 empresas de laminação e granulação de pneus inservíveis.

Os pontos de coleta de pneus são montados em parceira com as prefeituras, que cedem o terreno. Este local é usado para recolher e armazenar os pneus inservíveis, que são entregues de forma voluntária pelas borracharias, lojas de revendas, frotistas, coletado pela própria prefeitura no município.

Os pneus inservíveis não podem ser estocados a céu aberto, conforme o artigo 10 da Resolução CONAMA n° 416/09, que dispõe sobre o armazenamento temporário dos pneus. Os pontos de coleta devem ser protegidos para evitar o acúmulo de água nos pneus ou mesmo a entrada de pessoas não autorizadas.

A associação que representa os fabricantes em parceria com as prefeituras montaram até junho de 2014, 834 pontos de coleta. As prefeituras fazem o gerenciamento dos pontos de coleta, quando são acumulados 2000 pneus de automóveis ou 300 pneus de caminhões é solicitada a retirada para a associação.

Em 2013, a associação que representa os fabricantes destinou 404 mil toneladas, o equivalente a 80,8 milhões de pneus inservíveis de automóveis. Foram destinados 61,7% dos pneus para a valorização energética, 38,3% para a reutilização de material (7). Do total destinado, 61,7% dos pneus inservíveis foram coprocessados em fornos de clínquer, 15,2% foram utilizados em pisos e gramados, 3,5% destinados para a fabricação de produtos técnicos de borracha, 0,9% para a utilização em asfalto borracha, 3% na construção civil, 8,8% na indústria siderúrgica

(7),

para a reciclagem dos arames da banda de rodagem e dos talões dos pneus. Os dados de reciclagem dos pneus dos importadores, referentes a 2013 não foram divulgados.

(6)

A Logística Reversa nos Estados Unidos

Nos Estados Unidos, os pneus usados exportados entram na estatística de reciclagem de pneus. Em 2011, foram exportados 18,46 milhões de pneus usados. Os pneus reformados não entram na estatística de reciclagem de pneus.

A taxa de reciclagem de pneus inservíveis foi de 81,6%. Quando comparado com 2009, ocorreu uma redução de 3,7% na quantidade de pneus inservíveis destinados para a reutilização, reciclagem e valorização energética (12).

Em 2011, foram destinados 87 milhões de pneus inservíveis, o que corresponde a 37,7% do total destinado (12).

Foram destinados para aterros 30 milhões de pneus inservíveis. O Estado do Texas possui 15%, o corresponde a 20 milhões do total de pneus inservíveis destinados para aterro. O total de pneus inservíveis em aterros em 2011 é de 76,73 milhões de pneus (12).

A Logística Reversa no Japão

Em 2013, foram destinados para a reciclagem 1.021.000 toneladas, o que corresponde a 97 milhões de pneus. Os pneus usados foram destinados para: 57% para a valorização energética, 16% para a exportação de pneus usados e pneus cortados; 17% para a reutilização; 1 % para recuperação e 10% outros (2).

O diagrama de blocos da figura 1 detalha o processo de logística reversa no Japão.

No Japão são considerados na estatística de reciclagem os pneus usados destinados para o processo de reforma e os pneus usados inteiros e cortados destinados para a exportação. Em 2013, foram destinados para o processo de reforma 59 mil toneladas de pneus e para a exportação 160 mil toneladas de pneus, sendo 153 mil toneladas de pneus inteiros e 7 mil toneladas pneus cortados.

(7)

Figura 1 – Diagrama de blocos do processo de logística reversa no Japão (Adaptado pelo autor) (2).

A Logística Reversa nos Países Membros da Comunidade Europeia

Um pouco mais de 3 milhões de toneladas de pneus usados são geradas anualmente pelos 27 países membros da Comunidade Europeia, com a Noruega,

Resíduos Industriais Consumidores (através dos municípios) Operadores do negócio (Transporte e prestadores de serviço) Operador do negócio (Reciclador) Resíduos Revendedores de Pneus Resíduos Industriais Contratados para a coleta e o transporte Contratados para o tratamento intermediário

Reutilização da forma original (reforma ou utilização dos pneus como meia vida)

Valorização energética Exportação Outros (Reutilização e Disposição) (Geradores de Resíduos) (Coleta, Transporte e Tratamento Intermediário)

(8)

Suíça e Turquia. A taxa de reciclagem de pneus usados em 2013 foi de 95%. Do total coletado e destinado: 37% foram valorizados energeticamente, 38% foram destinados para o reuso / exportados; 9% foram destinados para a reforma de pneus; 38% destinados para a reciclagem dos materiais que são os constituintes dos

pneus e 5% foram destinados para aterros ou destinos não conhecidos (13).

Figura 2 – Diagrama de blocos do processo de logística reversa dos países

membros da Comunidade Europeia (Adaptado pelo autor) (13).

Discussão

No Brasil, existem vários problemas relacionados à logística reversa dos pneus inservíveis, entre eles:

 infraestrutura precária dos transportes;

Geração de Pneus Inservíveis (3.266.000 t)

Pneus Usados Pneus Inservíveis

Reutilização (131.000 t) Exportação (194.000 t) Reforma (296.000 t) Recuperação dos Materiais Reciclagem do Material (1.095.000 t) Valorização Energética Obras de Engenharia Civil e Serviços Públicos (167.000 t) Coprocessamento em fornos de clínquer (1.142.000 t) Outros (89.000 t)

(9)

 grandes extensões para o deslocamento dos pneus inservíveis, nas regiões norte e nordeste;

 distribuição não uniforme dos pontos de coleta e destinos finais;

 disseminação de doenças através do transporte de resíduos de pneus para operações de destinação final;

 pontos de coleta devem ser cobertos e fechados para evitar o acúmulo de água nos pneus estocados temporariamente;

 cadeia de valor negativo, não gera receita. Algumas empresas utilizam os produtos reciclados para a substituição da matéria-prima ou como combustíveis alternativos e cobram pela sua utilização;

 falta de regulamentação para a valorização energética em caldeiras e utilização dos pneus inservíveis na indústria siderúrgica;

 falta de legislação para a utilização de produtos reciclados;

 falta incentivo por parte dos Governos Federal, Estaduais e dos municípios com relação a compra de equipamentos destinados para a reciclagem;

 não existe um controle dos pneus inservíveis que são movimentados de um estado para o outro para a destinação final;

 para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos; aumente a oferta de pneus servíveis para as empresas de reforma, através da triagem nos pontos de coleta; aumente a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento e pirólise, entre outros.

No Estado de São Paulo, não existe um estudo do fluxo da logística direta dos pneus novos e reversa dos pneus pós-consumo, para o dimensionamento da rede de coleta de pneus inservíveis. Isso dificulta a fixação de metas para a coleta por município, reportagem, controle e fiscalização.

Quando comparamos a logística reversa no Brasil, com a dos Estados Unidos, Japão e países membros da Comunidade Europeia, pode-se verificar que existem várias tecnologias que são utilizadas para a valorização energética, tais como a queima de pneus inservíveis em caldeiras e na indústria siderúrgica. No Brasil, ainda não existe uma regulamentação para a destinação dos pneus para este processo.

No Brasil, não existe nenhum incentivo para a atividade de reciclagem de pneus, ou seja, na compra de equipamentos, nos impostos federais, estaduais e municipais

(10)

cobrados dos produtos reciclados. O asfalto borracha é uma destinação para os pneus inservíveis nos Estados Unidos, Japão e países membros da Comunidade Europeia, porém no Brasil está destinação ainda é incipiente. Em 2013, os fabricantes destinaram apenas 0,9% para a utilização no asfalto borracha.

No Estado de São Paulo, foi aprovada a Lei no 14.691 em 06 de janeiro de 2012,

que dispõe sobre o uso de asfalto enriquecido com borracha proveniente da reciclagem de pneus inservíveis na conservação das estradas estaduais.

No caso da reforma de pneus, o Japão e países membros da Comunidade Europeia incentivam esta atividade. Além disso, faz parte dos indicadores de reciclagem de pneus.

Conclusão

O dimensionamento da logística reversa é de capital importância para os fabricantes e importadores de pneus, devido o custo da coleta, transporte e destinação dos pneus inservíveis e para o cumprimento das metas estabelecidas com o IBAMA.

O custo da coleta e do transporte de pneus descartados, na Europa, Estados Unidos e Brasil, independente das alternativas que venham a ser encontradas, apresentam-se como a primeira grande dificuldade para a solução definitiva do descarte de pneus inservíveis.

Não existe um trabalho em conjunto entre os fabricantes e importadores de pneus para o desenvolvimento de um modelo de logística reversa que reduza os custos; aumente a oferta de pneus servíveis para as empresas de reforma, através da seleção e triagem nos pontos de coleta, e aumente a oferta de pneus inservíveis para atender a capacidade das empresas de pré-tratamento, coprocessamento, pirólise, entre outras.

A cadeia de reciclagem deve ter incentivo dos governos federais, estaduais e municipais, na compra de máquinas e para a venda de produtos reciclados.

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Referências:

1. DEKKER, R. Reverse Logistics impact, Trends and Issues: An European

Network on Reverse Logistics – REVLOG. The Netherlands: Erasmus

University Rotterdam, 2001.

2. THE JAPAN AUTOMOTIVE TYRE MANUFACTURERS ASSOCIATION –

JATMA. Tyre Industry of Japan 2014. Tokyo, Japan, Aug. 2014, 32 p.

3. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA DE PNEUMÁTICOS - ANIP.

Produção em 2013. Disponível em: <http://www.anip.com.br> Acesso em:

agosto 2014.

4. BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resoluções do CONAMA:

resoluções vigentes publicadas entre julho de 1984 e novembro de 2008.

2 ed. Brasília: CONAMA, 2008, 928 p.

5. BRASIL. Conselho Nacional do Meio Ambiente. Resolução n° 416, 20 de setembro de 2009. Dispõe sobre a prevenção à degradação ambiental causada por pneus inservíveis e sua destinação ambientalmente adequada, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 01 out. 2009.

6. BRASIL. Decreto n° 7.404, de 23 de dezembro de 2010. Regulamenta a Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cria o Comitê Interministerial da Política Nacional de Resíduos Sólidos e o Comitê Orientador para a Implantação dos Sistemas de Logística Reversa, e dá outras providências. Diário Oficial da União,

Brasília, 23 dez. 2010.

7. FACCIO, C. Coleta e Destinação de Pneus Inservíveis. VIII Seminário Reciclagem e Valorização de Resíduos Sólidos. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 37 p.

8. MAYER, A. A cadeia Produtiva da Borracha no Brasil: da origem à

atualidade. II Congresso Brasileiro de Heveicultura, 24 – 26 julho 2013.

Guarapari ES. 24. Jul. 2013, 73 p.

9. MAYER, A. Pneus, ambiente, saúde e asfalto borracha. O Estado de São Paulo. 20 set. 2013.

10. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE IMPORTADORES E DISTRIBUIDORES DE

PNEUS – ABIDIP. Consulta geral a homepage. Disponível em <http:

(12)

11. FRIAS, M. C. Destino de pneu. Folha de São Paulo. Mercado Aberto. 04 out. 2012.

12. RUBBER MANUFACTURES ASSOCIATION – RMA. 2011 U.S. Scrap Tire

Market Summary. RMA, Washington, DC, Feb. 11th, 2013. 15 p.

13. EUROPEAN TYRE & RUBBER MANUFACTURERS ASSOCIATION –

ETRMA. ETRMA Annual Report 2012 – 2013.Brussels. Nov. 2013. 29p.

THE CHALLENGES OF REVERSE LOGISTICS POST CONSUMER

TIRES IN BRAZIL

Abstract

Reverse Logistics dimensional process is vital to all tyres manufacturers also importers, owing to collecting costs, transport and destination points of worthless tires observing the rules set by IBAMA (Environmental and Renewable Natural Resources Brazilian Institute). However, there has not been done a work not even a study together with both tire industries manufacturers and importers to reduce the operational Reverse Logistics costs. Remanufacturing and refurbishing activities also may increase raw material offer to these processes by goods selection at the collecting points. Moreover, worthless (end-of-life) tires may serve to pre-treatment companies, co-processing and pyrolyse. The aim of this paper is to introduce the current Reverse Logistics scenario described by manufacturers and importers from tires collecting points to their final destination. As a further matter, comparing Reverse Logistics models implemented in Japan, also in EU and in the United States. In Brazil it has not been discussed the worthless (end-of-life) tires recycling agreements, even though there has been implemented Reverse Logistics system by tires manufacturers. Yet, in some Brazilian states, there has already been a state agreement to collect and final worthless tires destination. The difficulties found by Reverse Logistics are as it follows: badly transportation infrastructure, huge distance to collecting points, unsuitable location between collecting points and destination manufacturers. Discarded tires in Japan, the United States of America, Europe and Brazil have high collecting also transportation cost making it much more difficult to solve at once the matter of worthless (end-of-life) tires termination.

Referências

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