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SEL Processamento Digital de Imagens Médicas. Aula 5 Propriedades da Transformada de Fourier

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Academic year: 2021

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(1)

SEL 0449 - Processamento Digital

de Imagens Médicas

Prof. Dr. Marcelo Andrade da Costa Vieira

[email protected]

Aula 5 – Propriedades da

Transformada de Fourier

(2)
(3)

3

Uma linha de uma imagem formada por uma sequência de pixels de diferentes intensidades:

Pode ser representada no domínio do espaço como uma forma de onda:

(4)

Representação de uma Imagem como

uma função bidimensional

(5)

5

E no Domínio da Frequência pode ser representada por uma soma de senos e cossenos, através de suas frequências (f) e amplitudes (a):

Que podem ser colocadas no formato de uma imagem como uma linha de amplitudes em escala de cinza.

(6)

Diz-se então, que a imagem gerada através das amplitudes das frequências:

É a Transformada no domínio da frequência da imagem original dada no domínio do espaço:

É possível aplicar sobre a imagem no domínio da frequência, uma Transformada Inversa, obtendo a Imagem original.

(7)

7 1) Periodicidade e Simetria Conjugada

(8)

1) Periodicidade e Simetria Conjugada

A transformada discreta de Fourier (DFT) e sua inversa são periódicas:

) , ( ) , ( ) , ( ) , (u v F u N v F u v N F u N v N F = + = + = + +

Sendo N a dimensão da imagem.

Se f(x,y) for real, a DFT apresenta simetria conjugada:

)

,

(

)

,

(

u

v

F

*

u

v

F

=

ou F(u,v) = F(−u,−v)

(9)

9 1) Periodicidade e Simetria Conjugada

)

(

)

(

u

F

u

N

F

=

+

) ( ) (u F u F = −

Magnitude centrada na origem

A transformada é formulada para valores de u no intervalo [0, N-1] Reflexões

(10)

• Para uma função unidimensional, o espectro de

Fourier fornece informação (frequência, amplitude

e fase) sobre as senóides (1D) que devem ser

somadas para formar a função desejada;

• Para uma função bidimensional, o espectro de

Fourier fornece informação (frequência, amplitude,

fase e direção) sobre as ondas senoidais (2D) que

devem ser somadas para formar a função desejada;

(11)

11

(12)
(13)

13

Multiplicar f(x,y) pelo termo exponencial, conforme abaixo, e fazer a transformada deste produto, resulta em um deslocamento da origem do plano das frequências para o ponto (u0,v0).

(

)

2

/

(

,

)

exp

)

,

(

x

y

j

u

0

x

v

0

y

N

F

u

u

0

v

v

0

f

+

Multiplicar F(u,v) pelo termo exponencial, conforme abaixo, e fazer a Transformada Inversa deste produto, resulta em um deslocamento da origem do plano espacial para o ponto (x0,y0).

j

ux

vy

N

v

u

F

y

y

x

x

f

(

0

,

0

)

(

,

)

exp

2

(

0

+

0

)

/

2) Translação

(14)

Fazendo u0 = v0 = N/2 a origem da transformada de Fourier de f(x,y) pode ser movida para o centro do quadrado de frequências N x N.

j x y x y

jsen

e

N

y

v

x

u

j

2

(

+

)

/

=

+

=

cos

+

=

(

1

)

+

exp

0 0 ( )

Ou seja:

Multiplicar f(x,y) por (-1)x+y e realizar a transformada de Fourier, simplesmente

muda a origem das frequências para o centro do quadrado.

A magnitude da Ttansformada não é afetada:

2

(

)

/

(

,

)

exp

)

,

(

u

v

j

ux

0

vy

0

N

F

u

v

F

+

=

(15)

Para exibir um período inteiro, basta mover a origem da transformada para o ponto u = N/2

(16)

Espectro de Fourier Bidimensional (imagem)

(17)

17

Espectro de Fourier Bidimensional (imagem)

(18)

Espectro de Fourier Bidimensional (imagem)

Frequência Zero deslocada para o centro

Baixas Frequências Baixas Frequências

2

(

)

/

(

,

)

exp

)

,

(

u

v

j

ux

0

vy

0

N

F

u

v

F

+

=

(19)

19

(20)
(21)

21

Exemplos:

Padrão com variação de freqüência em apenas uma

direção (x). Nas outras direções a frequência é zero.

(22)

Espectro de Fourier Bidimensional (imagem)

(23)

23

Espectro de Fourier Bidimensional (imagem)

(24)

Exemplos de Texturas:

Padrão Senoidal

(25)

25

Exemplos de Texturas:

Padrão Não Senoidal com interferências em outras direções

(26)

Espectro de Fourier Bidimensional

(Vídeo)

(27)

27

Visualização do espectro

a1,a2,a3... Amplitudes dos Cossenos b1,b2,b3... Amplitudes dos Senos

Forma Retangular X Forma Polar

Parte Imaginária Parte Real

Fase Módulo (Espectro)

(28)

A escala dinâmica dos espectros de Fourier mostrados como funções de Intensidades, são geralmente muito mais alta do que a capacidade de reprodução dos dispositivos.

Uma técnica útil é comprimir a escala através da exibição de uma função logaritmo.

]

,

(

1

log[

)

,

(

u

v

c

F

u

v

D

=

+

) , ( vu F [0 a 2,5x106] [0 a 6,4]

Visualização do espectro

(29)

29

Visualização do espectro

Deslocamento do espectro Transformação logaritma

(30)
(31)
(32)
(33)

33

Exemplos:

a)

(34)
(35)

35

(36)

Exemplos:

Baixa resolução espacial: perda de componentes de alta frequência Alta resolução espacial: presença de componentes de alta frequência

(37)

37

(38)

3) Separabilidade

)]

(

2

exp[

)

,

(

1

)

,

(

1 0 1 0

N

vy

ux

j

y

x

f

N

v

u

F

N x N y

+

=



− = − =

− = − =

=

1 0 1 0

]

/

2

exp[

)

,

(

]

/

2

exp[

1

)

,

(

N y N x

N

vy

j

y

x

f

N

ux

j

N

v

u

F

)]

(

2

exp[

)

,

(

1

)

,

(

1 0 1 0

N

vy

ux

j

v

u

F

N

y

x

f

N u N v

+

=



− = − =

− = − =

=

1 0 1 0

]

/

2

exp[

)

,

(

]

/

2

exp[

1

)

,

(

N v N u

N

vy

j

v

u

F

N

ux

j

N

y

x

f

(39)

39

A vantagem da Separabilidade é que a F(u,v) e a f(x,y) podem ser obtidas em dois passos por aplicações sucessivas da transformada de Fourier unidimensional:

− = − = 1 0 ] / 2 exp[ ) , ( 1 ) , ( N x N ux j v x F N v u F

      − =

− = 1 0 ] / 2 exp[ ) , ( 1 ) , ( N y N vy j y x f N N v x F

(40)

4) Rotação

Introduzindo as coordenadas polares: 

cos

r

x = y = rsen u = wcos

v =

w

sen

) , ( ) , (x y e F u v f tornam-se : f (r,) e F(w,)

Ou seja, a rotação de f(x,y) de um ângulo implicará em uma rotação de F(u,v) deste mesmo ângulo.

A substituição direta no par de Transformadas resulta:

) , ( ) , (r  +0F w  +0 f 0

(41)

41

(42)

5) Distributividade

A Transformada de Fourier e sua Inversa são Distributivas com relação à Adição.

f

1

(

x

,

y

)

+

f

2

(

x

,

y

)

 

=

f

1

(

x

,

y

)

 

+

f

2

(

x

,

y

)

A Transformada de Fourier e sua Inversa Não são Distributivas com relação à Multiplicação.

f

1

(

x

,

y

).

f

2

(

x

,

y

)

 

f

1

(

x

,

y

)

 

.

f

2

(

x

,

y

)

(43)

6) Mudança de Escala:

Para dois escalares a e b:

af

(

x

,

y

)

aF

(

u

,

v

)

7) Valor Médio:

Substituindo-se u = v = 0 na equação da transformada 2-D:



− = − = = 1 0 1 0 ) , ( ) 0 , 0 ( N x N y y x f

F Logo, o valor médio de f(x,y) é:

) 0 , 0 ( 1 ) , ( F N y x f =

(44)
(45)
(46)
(47)

8) Convolução

)

,

(

)

,

(

)

,

(

)

,

(

x

y

g

x

y

F

u

v

G

u

v

f

)

,

(

*

)

,

(

)

,

(

)

,

(

x

y

g

x

y

F

u

v

G

u

v

f

Teorema da Convolução. Convolução no domínio do tempo/espaço Multiplicação no domínio da frequência Multiplicação no domínio do tempo/espaço Convolução no domínio da frequência

(48)

O que é mais importante? MÓDULO: Amplitude de cada onda 2D FASE: Direção de cada onda 2D

(49)

49

O que é mais importante?

Transformação inversa usando apenas o MÓDULO Transformação inversa usando apenas a FASE

(50)

Transformação inversa usando apenas a parte

REAL

Transformação inversa usando apenas a parte

(51)

51

FIM

Referências

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