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MODELO PARA SINDICATOS

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Academic year: 2021

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- PLANO DE CONTAS –

MODELO

PARA SINDICATOS

Em conformidade à Orientação Normativa Nº 1, do Ministério do Trabalho e Emprego, de 25 de agosto de 2011

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Sumário

ORIENTAÇÃO NORMATIVA No- 1 ... 03

DEFINIÇÃO DE PLANO DE CONTAS ... 04

MODELO DE ESTRUTURA DE PLANO DE CONTAS ... 06

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3 GABINETE DO MINISTRO

ORIENTAÇÃO NORMATIVA No- 1, DE 25 DE AGOSTO DE 2011

Baixa orientação às entidades sindicais no sentido de que promovam ajustes em seus planos de contas de modo a segregar contabilmente as receitas e as despesas decorrentes da contribuição sindical.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições que lhe conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, e em atendimento ao determinado no item 9.2 do Acórdão TCU nº 1663/2010 - Plenário, abaixo transcrito:

"9.2. determinar ao Ministério do Trabalho e Emprego que, no prazo de sessenta dias, a contar da ciência, expeça orientação formal dirigida às entidades sindicais no sentido de que promovam ajustes em seus planos de contas de modo a segregar contabilmente as receitas e as despesas decorrentes da contribuição sindical instituída nos arts. 578 a 610 da CLT, com as alterações da Lei 11.648/2008, a fim de assegurar a transparência e viabilizar o controle da aplicação de recursos públicos."

Orienta:

Art. 1º - As entidades sindicais deverão promover ajustes em seus planos de contas, de modo a segregar contabilmente as receitas e as despesas decorrentes da contribuição sindical, a fim de assegurar a transparência.

Art. 2º - Os ajustes nos procedimentos de escrituração contábeis estabelecidos nesta Orientação Normativa devem ser adotados de forma facultativa, a partir de sua publicação e, de forma obrigatória, a partir de 01 de janeiro de 2012.

Art. 3º - Esta Orientação Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

CARLOS ROBERTO LUPI

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4 DEFINIÇÃO DE PLANO DE CONTAS

É chamado Plano de Contas o conjunto de rubricas/contas estudado e criado pelo contador, para atender às necessidades de registro dos fatos administrativos, de forma a possibilitar a construção dos principais relatórios contábeis e atender a todos os usuários da informação contábil.

As contas contábeis constituem-se representações escrituradas de bens, direitos, obrigações, capital, reservas, etc. de uma entidade. A finalidade de tais contas é registrar as movimentações contábeis, expressando-se monetariamente. Cada fato contábil é transportado para as respectivas contas, com sua data, histórico e valor.

As contas poderão ser ativas, passivas, de resultado, ou de compensação. As contas ativas registram bens e direitos, como numerário (caixa), valores bancários (contas de movimento), clientes (duplicatas a receber), imóveis (terrenos e edificações), etc.

As contas passivas registram as obrigações e os recursos de capital, como contas a pagar (fornecedores), empréstimos tomados (instituições financeiras), capital social, reservas de lucros, etc.

As contas de resultado registram as contrapartidas das mutações patrimoniais, e podem ser subdivididas em contas de receita (como venda de mercadorias) e custos e despesas (como despesas de vendas). As contas de compensação servem exclusivamente para controle, sem

fazer parte do patrimônio. Como exemplos: Títulos

Endossados/Endossos Para Desconto, Títulos Caucionados/Endossos para Caução, etc. São de utilização facultativa.

Cada conta têm um título que represente, de forma adequada, o conjunto de movimentações que aglutinará.

As contas do nível 5 (estão em letra minúscula) são contas utilizadas como exemplo, devendo as mesmas serem adequadas de acordo com a necessidade da Entidade.

Em cumprimento as determinações criadas pelo MTE através da IN 1, sugerimos que seja criado um relatório financeiro a fim de segregar as despesas cobertas pela arrecadação sindical, as quais podem ser: todas

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5 assessorias/terceirizações e informática); e as despesas de participação e organização de eventos.

*Trabalho elaborado pela Fecomércio com o auxílio da Aprove Contabilidade Ltda.

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6 MODELO DE ESTRUTURA DE PLANO DE CONTAS

ATIVO

CIRCULANTE

DISPONIBILIDADES CAIXA

Caixa

BANCOS CONTA MOVIMENTO Banco 1 conta

Banco 2 conta

BANCOS CONTA APLICAÇÃO Aplicação1 Aplicação 2 CRÉDITOS A RECEBER ADIANTAMENTO A TERCEIROS Fornecedor 1 Fornecedor 2 ADIANTAMENTO A FUNCIONÁRIOS Adiantamento de Salários Adiantamento 13º salários CRÉDITOS A RECEBER Mensalidades a receber Convênios a receber NÃO CIRCULANTE

REALIZÁVEL A LONGO PRAZO DEPÓSITOS JUDICIAIS Depósitos judiciais CRÉDITOS A RECEBER Faturas a receber Cliente XX INVESTIMENTOS INVESTIMENTOS Ações Investimento em cooperativas IMOBILIZADO IMÓVEIS Terrenos Casa OUTROS IMOBILIZADOS Máquinas e equipamentos Computadores e periféricos (-) DEPRECIAÇÃO/AMORTIZAÇÃO ACUMULADAS (-) Depreciação computadores e periféricos

(-) Depreciação imóveis INTANGÍVEL

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7 INTANGÍVEL

Marcas, direitos e patentes Software (-) AMORTIZAÇÃO INTANGÍVEL (-) Amortização software PASSIVO CIRCULANTE OBRIGAÇÕES DIVERSAS

OBRIGAÇÕES FISCAIS E TRIBUTÁRIAS IRRF a recolher

ISSQN a recolher

OBRIGAÇÕES SOCIAIS E TRABALHISTAS Salários a pagar

FGTS a recolher PROVISÕES

Provisão para 13º salário e encargos Provisão para férias e encargos

EMPRÉSTIMOS E FINANCIAMENTOS Banco A Banco B NÃO CIRCULANTE EMPRESTIMOS E FINANCIAMENTOS Banco C Banco D FORNECEDORES Fornecedor A Fornecedor B PATRIMÔNIO SOCIAL PATRIMÔNIO SOCIAL PATRIMÔNIO SOCIAL Patrimônio Social RESULTADOS DO PERÍODO RECEITAS RECEITAS MENSALIDADES E CONTRIBUIÇÕES Contribuição sindical Contribuição associativa RECEITAS FINANCEIRAS Juros recebidos

Rendimentos de aplicações financeiras RECEITAS PATRIMONIAIS

Aluguel de prédios OUTRAS RECEITAS Anuidades

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8 DESPESAS

DESPESAS ADMINISTRATIVAS

DESPESAS COM PESSOAL E ENCARGOS Salários

FGTS

SERVIÇOS DE TERCEIROS Honorários de assessoria jurídica Honorários contábeis DEPRECIAÇÕES/AMORTIZAÇÕES Amortizações Depreciações EVENTOS Seminário Fórum DESPESAS ADMINISTRATIVAS Aluguéis de prédios Condomínios

Material de escritório e informática Despesas com guias

Viagens/estadias e refeições Manutenção de veículos Despesas com cópias DESPESAS TRIBUTÁRIAS IMPOSTOS E TAXAS

Imposto de renda s/ aplicações financeiras Imposto s/ operações financeiras – IOF DESPESAS FINANCEIRAS

Juros pagos Tarifas bancárias

APURAÇÃO DO SUPERÁVI/DÉFICIT Resultado do exercício

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9 PARECER CONSULTORIA SINDICAL

Espécie: Parecer (FEV/12)

Assunto: Segregação da contribuição sindical.

Consulente: Federação do Comércio de Bens e de Serviços do Estado do Rio Grande do Sul – FECOMÉRCIO/RS

C O N S U L T A

A FECOMÉRCIO/RS solicita orientação sobre quais rubricas de despesas poderão ser consideradas como vinculadas a contribuição sindical, tendo como objetivo o cumprimento da Orientação Normativa nº 1, de 25 de agosto de 2011, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata da segregação contábil da contribuição sindical.

R E S P O S T A

01. A contribuição sindical é uma das diversas fontes de custeio da atividade sindical. Está prevista na Consolidação das Leis do Trabalho em capítulo próprio a partir do art. 578 e é devida por todos aqueles que integrem determinada categoria, independentemente da

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10 condição de filiado. A Constituição Federal de 1988 expressamente recepcionou a contribuição sindical, fazendo alusão a mesma na parte final do inciso IV do seu art. 8º.

A discussão sobre a natureza pública ou não da contribuição sindical não é nova. Parte da doutrina sustenta que como é instituída pela União e sendo de natureza tributária revestir-se-ia de características públicas. Não concordamos.

Ora, conforme o disposto no art. 149 da “Lex Legum” de 1988, estas contribuições são instituídas como instrumento para a atuação das categorias econômicas e profissionais organizadas em entidades sindicais. Desta forma, mesmo instituída pela União, a contribuição sindical tem a destinação específica de custeio das atividades dos sindicatos, escancarando as suas características privadas. Neste aspecto as contribuições sindicais se diferenciam daquelas que revertem ao “Sistema S” e que são inquestionavelmente públicas.

02. A posição do Tribunal de Contas da União sobre a discussão é diametralmente oposta a nossa. Entende o TCU que se trata de verba pública e desta forma compete ao órgão fiscalizar a aplicação destes recursos por parte dos sindicatos. Cumpre destacar que o entendimento do TCU é de que não compete ao Tribunal desenvolver em relação às entidades sindicais ação sistemática de fiscalização, estando as mesmas desobrigadas de prestarem contas anuais. A intervenção do TCU somente ocorrerá na hipótese de irregularidade detectada ou em decorrência de denúncia.

Outra parcela significativa da doutrina sustenta que a ação fiscal do TCU implicaria em interferência e intervenção do Poder Público na organização sindical o que é vedado na Constituição Federal, em face do princípio da autonomia sindical. O TCU, em reiteradas manifestações, tem afastado a alegação de inconstitucionalidade e afirmado que os sindicatos não estão obrigados a prestar contas – o que constituiria intervenção – estando apenas sujeitos à fiscalização e à

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11 tomada de contas especial diante de atos que resultem em prejuízo ao erário.

Quando da tramitação no Congresso Nacional do projeto de lei que se transformou na Lei nº11.648/08, que dispôs sobre o reconhecimento formal das centrais sindicais para o fim de partilha da contribuição sindical, foi aprovado artigo (6º) estabelecendo a obrigatoriedade da prestação de contas por entes sindicais, dispositivo este que foi vetado pelo Presidente Lula, sob a alegação de inconstitucionalidade. O veto pode ter duas leituras: a) que qualquer intervenção do TCU resulta em afronta ao art. 8º, I, da Constituição Federal, e b) que a obrigação de prestação de contas é inconstitucional, mas que a fiscalização e tomada de contas feitas pelo TCU não. Prevalecendo a segunda leitura o veto em nada alteraria a posição do TCU.

03. Recentemente o TCU, ao examinar denúncia específica de irregularidades em determinada entidade sindical, decidiu que a não segregação contábil das receitas e despesas correspondentes a contribuição sindical, inviabilizava o exercício do controle externo por parte da Corte e, na oportunidade, determinou ao Ministério do Trabalho e Emprego que expedisse as orientações necessárias para solucionar o problema (acórdão 1663/2010), disciplinando formalmente a contabilização dos recursos da contribuição sindical, com promoção pelas entidades de ajustes em seus planos de contas, de modo a segregar contabilmente as receitas e despesas decorrentes da contribuição, assegurando, assim, transparência e viabilizando o controle da aplicação desses recursos públicos.

Na justificativa, sustenta o órgão que a natureza pública dos recursos provenientes das contribuições sindicais requerem transparência em sua utilização, a fim de evitar desvios e malversação.

04. O Ministério do Trabalho e Emprego, acatando a determinação do TCU, publicou em 26 de agosto a Orientação Normativa nº 1 no sentido de que as entidades sindicais promovam

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12 ajustes em seus planos de contas, de modo a segregar contabilmente as receitas e despesas decorrentes da contribuição sindical. Os procedimentos seriam facultativos com a publicação da orientação e obrigatórios a partir de 1º de janeiro de 2012.

As confederações patronais, entendendo que a orientação ministerial e a decisão do TCU afrontam a autonomia e a liberdade das entidades sindicais, encaminharam carta ao Ministro do Trabalho solicitando a revogação da indigitada Orientação Normativa.

Paralelamente a Confederação Nacional do Comércio orientou as entidades filiadas para que adotem “demonstrações contábeis na forma da norma de contabilidade vigente no Conselho Federal de Contabilidade, com a discriminação da receita e da despesa da Contribuição Sindical, de modo que possam ser facilmente identificadas a contribuição sindical e as despesas nas quais esta arrecadação é aplicada”.

05. A matéria, como vimos acima, é controversa. A desobediência a orientação do Ministério do Trabalho, a princípio, não é passível de nenhuma punição. Somente a partir da intervenção do TCU é que algum tipo de penalidade poderá ser imposta às entidades sindicais e seus gestores.

Neste cenário, sugerimos que as entidades, até porque em sua grande maioria adotam procedimentos de transparência e de controle interno de contas, busquem seguir a orientação segregando contabilmente as receitas e despesas da contribuição sindical. Agindo desta forma estarão demonstrando o bom uso das verbas que custeiam a atividade sindical sem que isto importe em arranhão ao princípio da autonomia e da liberdade sindical.

06. Normalmente, a receita com a contribuição sindical é destacada em separado nos balancetes e balanços das entidades sindicais, a novidade, na prática, é contemplar nos planos de contas as

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13 despesas cobertas pela arrecadação da contribuição sindical. No caso da federação consulente a contribuição sindical, direta e indireta, consta de forma apartada em suas peças contábeis.

O art. 592 da CLT estabelece que além das despesas vinculadas à sua arrecadação, recolhimento e controle, nos sindicatos, a contribuição sindical será aplicada na conformidade dos respectivos estatutos, perseguindo objetivos que enumera. Com relação às entidades de grau superior – caso da FÉCOMÉRCIO/RS -, com a nova redação dada ao art. 593 da CLT pela Lei n. 1.648/2008, as percentagens atribuídas às entidades sindicais de grau superior (federações e confederações) serão aplicadas de conformidade com o que dispuserem os respectivos conselhos de representantes ou estatutos.

Assim, a FECOMÉRCIO/RS poderá utilizar os recursos da contribuição sindical em qualquer tipo de procedimento que tenha sido aprovado pelo Conselho de Representantes na previsão orçamentária e que refletirá as ações planejadas pela entidade, desde que não ocorra descumprimento estatutário e afronta a normas legais.

Neste cenário, em tese, quase todas as despesas da Fecomércio/rs poderão ser suportada com recursos da contribuição sindical. Se nos afiguram mais apropriadas para fins de segregação todas as despesas operacionais (pessoal, operacionais típicas, assessorias/terceirizações e informática); as despesas com reuniões do Conselho de Representantes (com exceção das despesas com confraternizações); as despesas de participação e organização de eventos; e investimentos em sindicatos filiados. Sugiro, de outra banda, que não sejam apropriadas na conta segregada as verbas de representação de diretores.

É o nosso parecer, SMJ.

Porto Alegre, 1º de fevereiro de 2012.

FLÁVIO OBINO Fº ADVOGADOS ASSOCIADOS S/C Flávio Obino Filho - OAB/RS 24.379

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