PLANTAS NATIVAS DA ÁREA DE TRANSIÇÃO CERRADO-AMAZÔNIA MARANHENSE: características físico-químicas, compostos bioativos e ação biológica

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PLANTAS NATIVAS DA ÁREA DE TRANSIÇÃO CERRADO-AMAZÔNIA MARANHENSE: características físico-químicas, compostos bioativos e ação

biológica

São Luís 2019

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1. Identificação do projeto

1.1Título: PLANTAS NATIVAS DA ÁREA DE TRANSIÇÃO CERRADO-AMAZÔNIA MARANHENSE: características físico-químicas, compostos bioativos e ação biológica

1.2 Coordenador: Georgiana Eurides de Carvalho Marques Tel: (98) 981946965 Endereço eletrônico: geurides@ifma.edu.br Endereço:

Rua do Deputado Raimundo Leal sn Condomínio Del Fiore Bl B Apto 307 Jarim Eldorado, São Luís – MA

Instituição:

Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão/IFMA, Campus São Luís, Monte Castelo

Curriculo Lattes

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1.2 Descrição da Equipe

1.2.1 Professores e administrativos Participantes

ºN ÀREA DE ATUAÇÃO NO

PROJETO Nome Completo Instituição Endereço eletrônico

1 Pesquisadora e Orientadora Roberta Almeida Muniz IFMA/Monte Castelo roberta@ifma.edu.br 2 Pesquisadora e Orientadora Flavia de Aquino Cutrim Farias IFMA/Monte Castelo flavia_cutrim@ifma.edu.br 3 Pesquisadora e Orientadora Clenilma Marques Brandão IFMA/Monte Castelo clenilma.brandao@ifma.edu.br 4 Pesquisadora e Orientadora Kiany Sirley Brandão Cavalcante IFMA/Monte Castelo kiany@ifma.edu.br

5 Pesquisador e Orientador Rogério Mesquita Telles IFMA/Monte Castelo rogerioteles@ifma.edu.br 6 Pesquisadora e Orientadora Yrla Nivea Oliveira Pereira IFMA/Monte Castelo yrlanivea@ifma.edu.br

7 Pesquisadora e Orientadora Daniely Verônica Viana Cardoso IFMA/Monte Castelo daniely.cardoso@ifma.edu.br 8 Pesquisadora e Orientadora Ariadne Enes Rocha UEMA aenesrocha@gmail.com 9 Pesquisador e Orientador Marcos Bispo Pinheiro Camara UFMA quimarcosbispo@hotmail.com

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2. Estrutura do projeto 2.1 Resumo

Pretende-se nesta pesquisa realizar um estudo etnobotânico e uma avaliação do potencial químico, fitoquimico e ação biológica das espécies Harconia speciosa Gomes, Humiria balsamifera (Aubl), Duguetia furfuracea (A.St.-Hil.) Saff.,

Chrysobalanus icaco L., Myrcea sp., Attalea maripa (Aubl) Mart, Dizygostemon sp., Byrsonima verbascifolia Rich ex. A. Juss e Himatanthus sp.. a fim de contribuir na

geração de conhecimentos científicos sobre o uso e formulações de produtos fitoterápicos à base destas plantas. Serão coletadas amostras das plantas em comunidades tradicionais localizadas na região de transição Amazônia – Cerrado Maranhense e as análises seguirão protocolos de pesquisa para cada parâmetro analisado. Ao final, pretende-se contribuir para validação do saber local associado ao uso de plantas nativas por comunidades tradicionais do Maranhão, conservação das áreas de ocorrência natural das espécies, através da divulgação do potencial alimentício, farmacológico, cosméticos e aromáticos destas plantas.

2.2 Palavras chaves: Farmacológico - Plantas nativas - saber local

2.3 INTRODUÇÃO

O Brasil possui o maior potencial de pesquisa de espécies de plantas, devido sua imensa biodiversidade, com destaque a dois biomas brasileiros (Cerrado e Amazônia). Portanto muito pode ser explorado a fim de fornecer compostos com alta capacidade antioxidante, especialmente compostos fenólicos, e efeitos biológicos para controle de doenças e confecção de produtos naturais (Port’s et al, 2013). Para tanto, a aliança com o saber local é imprescindível, visto que, o uso e conhecimento de plantas medicinais está associado a populações tradicionais. Segundo Almeida et al (2010) o conhecimento popular sobre plantas medicinais é certamente muito dinâmico e está sujeito a influências que podem variar de acordo com os atributos de um indivíduo, como sexo, idade, nível de escolaridade, renda, status social e os papéis econômicos dentre outros.

No Maranhão, na área de transição Cerrado – Amazônia em comunidades tradicionais no ano de 2015 foi realizado um breve levantamento dos recursos genéticos que possuem potencial para fins fito terapêuticos, com a citação de cerca de 126 espécies vegetais que mostraram uso pelas comunidades para variadas

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enfermidades (Loch et al, 2017). Com base neste estudo, pretende-se nesta pesquisa avaliar o potencial químico, fitoquimico e ação biológica das espécies

Harconia speciosa Gomes, Humiria balsamifera (Aubl), Duguetia furfuracea

(A.St.-Hil.) Saff., Chrysobalanus icaco L., Myrcea sp., Attalea maripa (Aubl) Mart, Dizygostemon sp., Byrsonima verbascifolia Rich ex. A. Juss e Himatanthus sp. para

contribuir na geração de conhecimentos científicos sobre o uso e formulações de produtos fitoterápicos à base destas plantas.

A Harcornia speciosa Gomes, conhecida como mangaba, pertence à família Apocynaceae, é uma espécie nativa do Brasil, encontrada principalmente em solos arenosos, ácidos e pobres em nutrientes (Costa et al, 2011). No Maranhão existe uma preponderância da espécie na Baixada Oriental, na região de transição da Floresta Amazônica e Cerrado (Silva et al, 2011). Possui importância como alimento e um conhecimento etnomedicinal associado, em que seu látex, casca e folhas são utilizados como fármacos para diversas patologias humanas, como ajuda no tratamento à tuberculose, estimulante das funções hepáticas, tratamento de úlceras dentre outras (Sousa et al, 2005).

A Humiria balsamifera (Aubl), conhecida como mirim, é uma planta nativa da América Topical. No Maranhão ocorre em áreas de transição do Cerrado para as restingas, principalmente na Baixada Oriental. Apresenta um fruto com exocarpo carnoso e rico em óleo, utilizado na economia doméstica e na medicina caseira (Holanda, 2013). Destaca-se seu potencial madeireiro e de uso para o pasto apícola devido possuir uma reputação de serem duráveis e de madeira resistente, e por terem a preferência alimentar de abelhas durante todo seu período de floração, com fornecimento de néctar e polén (Miranda; Rocha, 2009).

A Duguetia furfuracea (A.St.-Hil.) Saff., conhecida como Araticum do mato ou ata brava, pertence à família das Anonaceae, sendo encontrada principalmente nas regiões de cerrado e nas pastagens de norte a sul do Brasil (Pinho et al, 2014). Extratos de várias partes da planta já mostraram propriedades citotóxicas, antitumorais e bactericidas (Pinho et al, 2016).

A Chrysobalanus icaco L., também conhecida como guajiru, é uma planta medicinal que pertence aos Família Chrysobalanaceae, com ocorrência no litoral brasileiro. Diversos estudos relatam o efeito de suas folhas no controle de diabetes, ação antirreumáticas, com sua utilização na forma de chá (Silva e Peixoto,2009; Vargas et al, 2010). Para White et al (2016) este efeito está relacionado a presença

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de flavonoides (polifenóis) como a rutina, mirricitrina, e quercitrina em derivados dos extratos aquosos e hidroalcoólicos de folhas.

A Attalea maripa (Aubl) Mart, conhecida como najá ou inajá, pertencente à família Arecaceae (Palmae), encontrada em toda a extensão do Amazonas e afluentes, no Maranhão, Mato Grosso, Ceará e Guianas (Pontes et al, 2017). De acordo com Bezerra et al (2011) o potencial inajá está no óleo comestível obtido da amêndoa do fruto que pode servir como matéria-prima para indústria de cosméticos, saboarias e alimentícias, por possuir no fruto são fonte de fósforo, magnésio e ácidos graxos.

A espécie Dizygostemon sp. nov (Scatigna & Colletta), conhecida por melosa, é a segunda espécie brasileira do gênero Dizygostemon pertencente a família Plantaginaceae. A espécie é considerada presumivelmente nativa e endêmica do Estado do Maranhão, com seu primeiro registro de ocorrência no município de São Benedito do Rio Preto. Trata-se de uma herbácea de porte médio, aromática que apresenta variação fitoquímica positiva para taninos; flavonoides; esteroides; saponinas e alcaloides em seus ramos e folhas. A espécie também apresenta óleos essenciais com perfil químico terpênico, sendo a presença majoritária de constituintes monoterpênicos. Além de ter sido relatada ação larvicida efetiva contra larvas da espécie Aedes albopictus (BRANDÃO, 2018).

A Myrcia sp, conhecida popularmente como pirunga, pertence à família da Myrtaceae, diversos estudos descreveram efeito antidiabético de várias espécies de

Myrcia sp. (Malheiros et al, 2010). Alexandre (2007) encontrou nos óleos essenciais

da folha e do fruto sesquiterpenos, que estão relacionados ao odor expelido pela planta.

A Byrsonima verbascifolia Rich ex. A. Juss, conhecida murici, é encontrada

nas savanas amazônicas, cerrados, campos e matas costeiras. (Guimarães e Silva, 2008). Estudos divulgados por Saldanha e Soares (2015) relatam que a espécie é utilizada em diversas regiões do Brasil na medicina tradicional para o tratamento das mais variadas condições como: febre, infecção, inflamação e diarreia.

A Himatanthus sp. pertencente à família Apocynaceae possui cerca de treze espécies no Brasil, no Maranhão é conhecida como janaúba e seu látex é bastante utilizada para fins medicinais. Na medicina popular é utilizada para o tratamento do câncer, vermes intestinais, febre, menstruações irregulares, infertilidade feminina, sintomas da menopausa e úlceras gástricas (Soares et al, 2015).

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2.4 JUSTIFICATIVA

Hádécadas as plantas são empregadas para fins medicinais na prevenção e tratamento de doenças, com as práticas desenvolvidas por diferentes culturas e regiões, com base, principalmente, em experiências indígenas, filosóficas e atitudes pessoais (White et al, 2016). Com um crescimento de interesse popular a partir da segunda metade do século XX, dado principalmente devido às populações acreditarem que os fitoterápicos serem isentos ou possuem poucos efeitos colaterais, e que são aparentemente eficazes nos casos onde a medicina tradicional não alcançou resultados, o que nem sempre é confirmado pelas pesquisas científicas que avaliam a eficácia e a segurança assim também como a garantia de qualidade na produção (Carvalho et al., 2008). No entanto, deve-se ter cuidado no termo “natural”, visto que não suficiente para garantir segurança e eficácia na sua utilização, além disso existe poucas informações sobre toxicidade e propriedades terapêuticas confirmadas.

Neste trabalho pretende-se obter informações a respeito das características etnobotânicas, físico-químicas, do valor nutritivo e funcional das espécies mangaba, mirim, najá, araticum do mato, guajiru, pirunga, melosa, murici e janaúba a fim de incentivar o consumo e a formulação de novos produtos, contribuindo para a conservação da espécie e na elucidação científica de seus benefícios para a saúde humana. Para tanto, serão determinados os principais componentes centesimal físico-químicos, os compostos fenólicos totais, flavonoides e antocianinas, carotenoides, Vitamina C e atividade antioxidante em diferentes componentes da planta. Além disso, será realizada testes para verificar ação biológica de extratos das partes das plantas mais utilizadas pelas comunidades tradicionais na forma de chá e infusão, em relação à atividade microbiana e larvicida.

Diante da importância das plantas medicinais para as comunidades tradicionais nos aspectos sociais, econômicos e culturais verifica-se pouca literatura científica. Portanto conhecer as características físico-químicas, valor nutricional e funcional pode incentivar o consumo através do incentivo de sua utilização pela indústria alimentícia se torna fundamental.

Para Rocha et al (2013) o estudo químico de fontes nativas de nutrientes deve ser realizado com urgência a fim de melhorar a dieta da população. Além disso, verifica-se uma perda das áreas de ocorrência da espécie devido à

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devastação provocada pelo plantio de monoculturas e pela expansão da pecuária, trazendo consequências ambientais e ecológicas aos ecossistemas, tornando-se necessárias iniciativas de conservação e uso sustentável da espécie em seus ambientes naturais.

Assim esta pesquisa será desenvolvida com cerca de sete espécies nativas encontradas do Maranhão, para a realização de atividades de analise físico-químicas, fitoquímicas e de ação biológica das partes das plantas identificadas pelas comunidades tradicionais como uso para fins medicinais. Durante a execução do projeto serão realizadas visitas a comunidades locais para realização de diálogos de saberes para troca de conhecimentos entre o saber local e os pesquisadores, para identificação das partes das plantas das espécies a ser pesquisadas, características intrínsecas etnobotânicas e da importância para conservação do patrimônio natural. Com as analises químicas e fitoquímicas poderão ser identificados os principais constituintes químicos que possuem ação fitoterápica que justificam seu uso pelas comunidades locais. A partir desta identificação será realizada testes de ação biológica em bactérias e fungos humanos para verificar a ação antimicrobiana e testes larvicidas para analisar sua utilização para controle de insetos.

Ao final da pesquisa, pretende-se contribuir para validação do saber local associado ao uso de plantas nativas por comunidades tradicionais do Maranhão, conservação das áreas de ocorrência natural das espécies, através da divulgação do potencial alimentício, farmacológico, cosméticos e aromáticos destas plantas.

2.5 OBJETIVOS Geral

 Avaliar o potencial das plantas nativas oriundas de áreas de transição Amazônia – Cerrado Maranhense a partir de seu uso medicinal por comunidades tradicionais.

Específicos:

 Coletar e identificar espécies nativas da área de transição Cerrado-Amazônia maranhense visando à ampliação de conhecimentos sobre a biodiversidade;

 Realizar uma investigação etnobotânica e da importância das espécies para a conservação do patrimônio natural;

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 Determinar parâmetros físico-químicos e antioxidante de diferentes partes das plantas nativas pesquisadas;

 Investigar ação antimicrobiana e larvicida dos extratos;

 Contribuir para a conservação das espécies e do saber local associado ao seu uso.

2.6 METODOLOGIA

2.6.1 Seleção de plantas matrizes e coleta de Material botânico

A seleção de árvores-matrizes será feita com o objetivo de selecionar indivíduos com características superiores. As plantas matrizes vigorosas previamente selecionadas serão marcadas, mapeadas e georeferênciadas. As coordenadas geográficas de cada árvore selecionada serão obtidas por meio de receptor Global Position System (GPS).

Da planta matriz selecionada serão coletadas informações sobre o diâmetro ao nível do solo, altura total, altura do fuste, diâmetro da copa, quantidade de ramos principais e secundários e produção de frutos. Serão selecionadas seis plantas matrizes por município, mantendo a distância mínima de 50 metros entre exemplares.

A coleta do material botânico será realizada nas comunidades tradicionais dos municípios de Morros, Cachoeira Grande, Rosário e São Benedito do Rio Preto, localizados na faixa de transição dos biomas Cerrado e Amazônia. O material será coletado e transportado em caixas térmicas para analise nos Laboratórios do Departamento de Químico do IFMA, Campus Monte Castelo.

2.6.2 Estudo Etnobotânico das plantas medicinais nas comunidades tradicionais e de sua importância para conservação do patrimônio natural

Serão realizadas sensibilizações em algumas comunidades tradicionais dos municípios pesquisados para caracterizar o uso das espécies medicinais, serão solicitadas autorizações através do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), regidos pelas normas éticas legais estabelecidas na Resolução 196/96 do Comitê de Ética em Pesquisa (Ministério da Saúde, 2002). Além disso, serão aplicadas entrevistas semiestruturadas, conversas informais e listagens livres (Albuquerque, Lucena & Alencar, 2010) para obtenção dos dados, que englobaram uso e manejo dos recursos naturais, atividades econômicas e de subsistência.

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Para a coleta e a identificação das espécies citadas, serão realizadas “turnês guiadas” (Spradley & McCurdy 1972), coletas de amostras, identificação pelo nome popular, registros fotográficos e pesquisas na base de dados de Missouri Botanical Garden (MOBOT: <http://www.mobot.org>).

A investigação da importância da conservação das espécies nativas em estudo será baseada no saber local das comunidades tradicionais próximas às regiões de coleta, em que serão aplicados questionários que evidencie os benefícios ambientais e socioeconômicos com interesse aplicáveis, como medicinal, farmacológico, cosmético, alimentício ou aromático.

Os questionários serão aplicados a população mais idosa e aqueles que possuem conhecimento do uso destas plantas pelas comunidades tradicionais. Os questionários serão semiestruturados com perguntas abertas e fechadas. A aplicação do questionário será acompanhada por uma pesquisa de narrativas, com a transcrição de falas e memórias.

2.6.3 Caracterização físico-químicas e nutricional das espécies pesquisadas Serão avaliados: pH da polpa, acidez (Ac), sólidos solúveis totais (SST), ácido ascórbico (AA), açúcares totais (ACT), açúcares redutor (ACR) e não redutor (ACNR), utilizando os métodos-padrão, segundo Instituto Adolfo Lutz (2008).

Além disso, serão avaliados o teor de proteínas, lipídios, fibras, cinzas seguindo a metodologia descrita pela AOAC (2005).

Os macronutrientes (Ca e Mg) e os micronutrientes (Mn, Zn, Fe, Co, Se e Ni) serão determinados quantitativamente por espectrometria de absorção atômica. Para os minerais Mn, Zn, Fe, Ca e Mg, será utilizado um espectrômetro com chama, modelo ATOMICA-GBC 933 PLUS, calibrado em condições específicas de comprimento de onda, fenda e mistura dos gases para cada elemento. Os macronutrientes Na e K serão analisados por fotometria de chama (ANALYSER, 910M), enquanto o P será determinado por espectrofotometria de absorção mo0lecular (Método Azul de Molibdênio), utilizando um espectrofotômetro UV-visível, MICRONAL, modelo B582

2.6.4 Compostos bioativos e capacidade antioxidante 2.6.4.1 Obtenção e preparo dos extratos

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A metodologia a ser empregada está descrita no trabalho de Rocha et al (2013), com a preparação do extrato etéreo, extrato alcoólico e aquoso.

2.6.4.2 Determinação de compostos fenólicos, flavonoides, antocianinas e carotenoides

A metodologia a ser empregada está descrita no trabalho de Rocha et al (2013). Os compostos fenólicos totais serão quantificados empregando-se o método espectrotométrico utilizando o reagente de Folin- Denis. Para determinação do teor de flavonoides, antocianinas e carotenoides serão utilizados um espectrofotômetro em diferentes comprimentos de onda. Para antocianinas a determinação da absorbância em um espectrofotômetro, a 535nm. O cálculo do teor de antocianinas será realizado multiplicando-se a Absorbância x fator de diluição/98,2. Para análise de flavonoides será realizado o mesmo procedimento, aplicando-se a mesma fórmula (absorbância x fator de diluição/98,2) para cálculo sendo que as leituras das absorbâncias serão realizadas a 374 nm.

2.6.4.3 Determinação de Vitamina C

A metodologia a ser empregada está descrita em Lutz (2008) para determinação de ácido ascórbico pelo Metodo de Tillmans que se baseia na redução do 2,6-diclofenol indofenol-sódio (DCFI).

2.6.4.4 Determinação da atividade antioxidante

A metodologia a ser empregada está descrita em Roesler et al (2007) em que será utilizado o método da redução do radical [2,2 – difenil-1-pricril-hidrazil (DPPH)]. As mudanças na absorbância da amostra serão acompanhadas a 517 nm. A capacidade de seqüestrar radical livre será expressa como percentual de inibição de oxidação do radical e calculado conforme fórmula abaixo:

% Inibição = ((ADPPH – AExtr)/ADPPH)*100 ADPPH = a absorbância da solução de DPPH AExtr = a absorbância da amostra em solução

2.6.5 Avaliação da ação biológica 2.6.5.1 Preparação de Extratos

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O material botânico pulverizado será extraído três vezes com solução hidroalcoólico (70%) ou em extrato fracionado com polaridade crescente (hexano, diclorometano, acetato de etila e metanol). O extrato filtrado será submetido cálculo de rendimento e a concentração, sob pressão reduzida á temperatura de 35 a 40 0C em aparelho rotaevaporador para retirada dos solventes orgânicos (Yunes, 2001). Os extratos serão acondicionados em frascos de vidro devidamente identificados e guardados em ambientes refrigerados. Estes extratos serão submetidos a testes de atividades biológicas.

2.6.5.2 Extração de Óleo Essencial

Os óleos essenciais serão extraídos pelo método de hidrodestilação empregando um sistema extrator Clevenger modificado em vidro (Farmacopeia, 2010), acoplado a um balão de 2L e manta de aquecimento a 100 ºC interligado a um banho ultratermostático (modelo LS Logen scientific, marca Alpax) com temperatura em torno de 10 °C. O óleo será seco com sulfato de sódio anidro (Synth, P.A., pureza 99%) e centrifugado por 15 min, sendo armazenado em ampola de vidro âmbar e conservado em refrigerador (2 a 7 ºC) até a realização dos bioensaios.

2.6.5.3 Avaliação de Atividades Biológicas - ANTIMICROBIANA

Os ensaios para avaliação de atividades biológicas serão realizados com alíquotas dos extratos brutos, das frações e das substâncias puros. Esses ensaios serão realizados nos laboratórios de microbiologia Universidade CEUMA em parceria com o IFMA, campus Monte Castelo.

Serão utilizadas cepas padrão (ATCC) de bactérias Gram-positivas (Staphylococcus aureus, Enterococcus faecalis, Streptococcus mutans, Streptococcus pyogenes, Corynebacterium diphtheriae e Corynebacterium ulcerans),

Gram- negativas (Pseudomonas aeruginosa e Escherichia coli), e fungos (Candida

albicans) assim como isolados clínicos sensíveis e multiresistentes de

enterobactérias (Escherichia coli, Salmonella sp e Shigella sp), Não fermentadores (Pseudomonas aeruginosa, Stenotrophomonas maltophilia e Acinetobacter sp), corineformes (Corynebacterium diphtheriae e Corynebacterium ulcerans),Streptococcus mutans., Streptococcus pyogenes, Staphylococcus aureus,

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O potencial antimicrobiano do EB, da solução, do creme e do Gel serão inicialmente avaliados pela técnica da difusão em meio Müeller Hinton (Cleeland; Squires, 1991). A determinação da Concentração Inibitória Mínima (CIM) será feita através da técnica de Macrodiluição (Phillips, 1991; Piddock, 1990).

2.6.5.4 Avaliação de Atividades Biológicas – LARVICIDA

Os bioensaios serão realizados, a partir de formulações emulsionadas de óleos essenciais, conforme metodologia preconizada pela Organização Mundial de Saúde (Who, 2009). Será preparada uma solução estoque de 10.000 mg.L-1, sendo os grupos controles negativos serão testados com formulação contendo 0,5% Tween 80 (Silva et al., 2008).

Os testes serão realizados em quintuplicata com 10 larvas em cada réplica. O percentual de larvas mortas e vivas será contabilizado após o período de 24 horas, sendo consideradas mortas, todas as larvas incapazes de alcançar a superfície e/ou imóveis ao toque de pipeta Pasteur. A identificação das larvas será realizada em microscópio óptico (Alltion, AO2 900461), baseada na visualização de escamas do 8º segmento de larvas e sua comparação com chaves de identificação de larvas para espécies de Aedes comuns no Brasil (Consoli e Oliveira, 1994).

Os dados experimentais serão apresentados através de média e desvio padrão, sendo o limite de confiança estabelecido em 95% (p <0,05). As concentrações letais (CL50 e CL90) e seus respectivos intervalos de confiança (qui-quadrado e valor-p) serão calculados através de análise Probit, utilizando o software R versão 3.5.1 (R core team, 2018).

2.7 DETALHAMENTO DA INFRA – ESTRUTURA DISPONÍVEL 2.7.1 IFMA

ITEM ESPECIFICAÇÃO QUANTIDADE

01 Veículo Caminhonete L200 – Mitsubishi tração em 04 rodas

01

02 Laboratório de pesquisa 02

03 Computadores 03

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2.8 RESULTADOS E IMPACTOS ESPERADOS

 Identificação de plantas nativas de uso pelas comunidades tradicionais a partir do saber local associado que possuem potencial como medicinal, farmacológico, cosmético, alimentício ou aromático.

 Informações químicas e nutricionais das plantas nativas pesquisadas para serem utilizadas em produtos com fins alimentícios e farmacológicos;

 Identificação dos principais compostos bioativos e do potencial antioxidante das plantas nativas pesquisadas que justifiquem seu uso pelas comunidades tradicionais e possam ser utilizadas para formulação de fármacos naturais pela indústria;

 Efeitos biológicos dos extratos das plantas pesquisadas com potencial antimicrobiano e larvicida;

 Valorização das espécies nativas maranhenses, possibilitando a melhoria no seu manejo, processamento e consumo.

2.9 MECANISMOS DE TRANSFERÊNCIAS DE RESULTADOS

 Publicação de 05 artigos científicos que promovam a difusão do conhecimento na temática da pesquisa;

 Participação em eventos científicos;

 Publicação de 01 cartilha a ser distribuída as comunidades locais pesquisadas.

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CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO

O projeto terá a duração de 24 meses e iniciará a partir da liberação dos recursos, com a consecução das seguintes ações:

Atividade Etapa Período de

Execução Observação Identificação e estudo etnobotânico das plantas medicinais 1.1 Coleta 1.2 Identificação das espécies 1.3 Estudo etnobotânico das espécies 1.4 Visitas técnicas: diálogos de saberes

De: abr a set 2020

De: abr a set 2020

De: set a dez 2020

De: abr a dez de 2020 Caracterização físico-químicas e nutricional das espécies 2.1 Caracterização físico-química plantas De: set de 2020 a mar de 2021

Estudo dos compostos bioativos e potencial antioxidante 3.1 Analises dos compostos bioativos 3.2 Determinação do potencial antioxidante

De: mar a out de 2021

De: mar a out de 2021 Avaliação das atividades biológicas 4.1 Potencial antimicrobiano 4.2 Potencial Larvicida De: nov de 2020 a fev de 2021

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2020 a dez de 2021

Difusão dos resultados 5.1 Visitas as comunidades 5.2 Produção de artigos científicos 5.3 Participação em eventos 5.4 Relatório Final

De: jan a abr de 2022 De: Set de 2020 a abr de 2022 De: Set de 2020 a abr de 2022 De: abr de 2022

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ORÇAMENTO

Detalhamento dos Custos

VALOR TOTAL

CÓDIGO DESCRIÇÃO

33.90.30 Material de Consumo 3.080,00

33.90.14 Diárias para servidores públicos 1.920,00 44.90.00 Capital: Equipamentos e Material Permanente 9.000,00

Total Geral 14.000,00

1 - Material de Consumo

JUSTIFICATIVA: Serão adquiridos reagentes químicos e vidrarias para o desenvolvimento das atividades de laboratório descritas no projeto.

1 – Material de consumo PERÍODO Meses 01 a 05 Produtos ou serviços Quantidade Preço unit.(R$) Total Elemento de despesa Reagentes químicos 50 Litros 49,60 2.480,00 Material de Consumo Vidrarias 20 30,00 600,00 Material de Consumo TOTAL GERAL 3.080,00

2 – Diárias para os pesquisadores integrantes no projeto

JUSTIFICATIVA: As diárias serão direcionadas a comissão executora do projeto para o desenvolvimento das atividades, para coleta e visitas as comunidades tradicionais a serem identificadas pelo projeto

2 – Passagens e diárias de palestrantes e instrutores Elemento de

despesa

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Diárias para servidor 06 320,00 1.920,00

Total 1.920,00

3- Despesas de capital: aquisição de material permanente

JUSTIFICATIVA: Serão adquiridos 01 Incubadora BOD e 01 estufa de secagem para realização de testes da ação biológica das plantas pesquisadas.

3 – Despesas de capital: aquisição de material permanente Elemento de despesa Quantidade Valor

unit.(R$)

Valor Total(em R$)

Incubadora BOD 01 7.000,00 7.000,00

Estufa para secagem 01 2.000,00 2.000,00

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ALMEIDA, C. de F.C.B.; RAMOS, G.L.C.A.; ALBUQUERQUE, U.P. de. A comparison of knowledge about medicinal plants for three rural communities in the semi-arid region of northeast of Brazil. Journal of Ethnopharmacology 127, 674– 684.2010.

ALEXANDRE, F.S.O. Analise fitoquímica de plantas do Ceará: potencial farmacológico de Cissus verticillata e composição volátil de Myrcia sp. Dissertação. Universidade Federal do Ceará, Curso de Pós-Graduação em Química Orgânica. 140p. 2007.

Association of Oficial Analytical Chemists (AOAC), Official methods of analysis (16th

edn). AOAC International, Washington, DC.2005.

BEZERRA, V.S. O inajá (Maximiliana maripa (Aubl) Drude) como fonte alimentar e oleaginosa. Macapá: EMBRAPA, 6p. 2011 (comunicado).

BRANDÃO, C. M. Óleo essencial de Dizygostemon sp. (Plantaginaceae): composição química e investigação larvicida contra Aedes. 2018. 116p. Dissertação (Mestrado em Química) - Programa de Pós-Graduação em Química, IFMA, São Luís-MA, 2018.

COSTA, T.S; SILVA, A. V. C da; LEDO, A. da S.; SANTOS, A. R F. dos; SILVA JR. J. F. da. Diversidade genética de acessos do banco de germoplasma de mangaba em Sergipe. Pesq. Agrop. Bras, 5 (5), p. 499-508. 2011.

CONSOLI, R.A.G.B., e OLIVEIRA, R.L. Principais mosquitos de importância sanitária no Brasil. Rio de Janeiro: editora FIOCRUZ, 228 p.1994.

FARMACOPEIA BRASILEIRA IV – parte 1. 5. ed. São Paulo: Editora Atheneu, 1.320p. 2010.

GUIMARÃES, M. M.; SILVA, M. S. Valor nutricional e características da polpa do murici (Byrsonima verbacífolia). Cienc. E Tecnol. Aliment., Campinas, 28(4), p. 817-821, 2008.

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