CARTA DE PROCEDIMENTOS DO ENSINO SECUNDÁRIO ANEXO VI AO PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA

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Texto

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CARTA DE PROCEDIMENTOS DO ENSINO SECUNDÁRIO

ANEXO VI AO PROJETO EDUCATIVO DE ESCOLA

CONSIDERACÕES INICIAIS

A avaliação deve ser entendida como uma prática e uma construção social que só faz real sentido se estiver intrinsecamente associada ao ensino e à aprendizagem; tem como principal e mais fundamental propósito apoiar os alunos a aprender e os professores a ensinar; não é uma ciência exata, nem uma mera medida e, em geral, não nos permite inferir conclusões definitivas; é, por natureza, subjetiva e este facto incontornável não impede que ela produza resultados úteis, justos, com real significado e rigorosos.

Não são os instrumentos que determinam a natureza das avaliações! Na verdade, o mesmo instrumento pode ser utilizado com propósitos formativos ou com propósitos sumativos. Na avaliação da aprendizagem são utilizadas diferentes modalidades de avaliação: a avaliação diagnóstica, a avaliação formativa e a avaliação sumativa.

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2 A avaliação diagnóstica realiza-se, obrigatoriamente, no início de cada ano de escolaridade ou sempre que seja considerado oportuno, devendo fundamentar estratégias de diferenciação pedagógica, de superação de eventuais dificuldades dos alunos, de facilitação da sua integração escolar e de apoio à orientação escolar e vocacional.

A avaliação formativa assume carácter contínuo e sistemático, recorre a uma variedade de instrumentos de recolha de informação adequados à diversidade da aprendizagem e às circunstâncias em que ocorrem, permitindo ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e a outras pessoas ou entidades legalmente autorizadas obter informação sobre o desenvolvimento da aprendizagem, com vista ao ajustamento de processos e estratégias.

 A avaliação formativa pode contribuir para melhorar muito a qualidade das aprendizagens de todos os alunos.

 São os alunos com mais dificuldades quem mais beneficia da utilização sistemática da avaliação formativa.

 São os alunos com mais dificuldades quem mais beneficia da utilização sistemática da avaliação formativa.

A avaliação sumativa que se realiza durante e/ou no final das unidades ou domínios do currículo para além de fornecer informação sobre a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de competências tem, ainda, como objetivo a classificação do aluno, contribuindo, juntamente, com a avaliação formativa para apoiar as aprendizagens dos alunos.

Avaliação Formativa E Avaliação Sumativa

AS

Unidade ou Domínio do Currículo

Avaliação Formativa e Avaliação Sumativa Para Apoiar As Aprendizagens.

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3

Os docentes que promovem práticas avaliativas organizadas para apoiar o ensino e as aprendizagens dos alunos, onde existe uma estreita articulação entre a avaliação, o ensino e as aprendizagens concebem ambientes favoráveis à motivação dos alunos para a aprendizagem, à reflexão sobre os seus trabalhos (auto e heteroavaliação) e ao desenvolvimento da autonomia. É possível organizar e desenvolver o ensino e a avaliação de forma a melhorar a predisposição dos estudantes para participar no processo de avaliação e para os motivar e ajudar a aprender.

PROCESSO DE AVALIAÇÃO Intervenientes e competências

1. Intervêm no processo de avaliação: a) O professor;

b) O aluno;

c) Os conselhos de turma no ensino secundário

d) Os órgãos de gestão da escola ou do agrupamento de escolas; e) O encarregado de educação;

f) O docente de educação especial e outros profissionais que acompanham o desenvolvimento do processo educativo do aluno;

g) A administração educativa.

2. A avaliação é da responsabilidade dos professores, do conselho de turma, dos órgãos de direção da escola ou agrupamento assim como dos serviços ou entidades designadas para o efeito.

3. A avaliação tem uma vertente contínua e sistemática e fornece ao professor, ao aluno, ao encarregado de educação e aos restantes intervenientes informação sobre a aquisição de conhecimentos e o desenvolvimento de capacidades, de modo a permitir rever e melhorar o processo de trabalho.

4. Compete ao órgão de direcção da escola, sob proposta do director de turma com base nos dados da avaliação, mobilizar e coordenar os recursos educativos existentes, com vista a desencadear respostas às necessidades dos alunos.

5. A escola ou agrupamento deve assegurar as condições de participação dos alunos e dos encarregados de educação, dos serviços com competência em matéria de apoio educativo e dos demais intervenientes, nos termos definidos no regulamento interno.

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Critérios gerais de avaliação

1. Tendo em consideração as condições em que se desenvolve o processo de ensino-aprendizagem dos alunos que frequentam o Agrupamento de Escolas de Pinheiro e com vista a assegurar uma uniformidade de procedimentos na ponderação da situação destes alunos e na atribuição de classificações, o Conselho Pedagógico definiu os seguintes critérios gerais de avaliação a ter em consideração nas reuniões de avaliação. 2. Nas turmas em que o processo de ensino-aprendizagem decorreu normalmente os

professores que integram o Conselho de Turma, no ensino secundário, deverão cumprir o que se encontra estipulado nos normativos legais e com a ponderação dos quadros que se seguem.

3. Os critérios de avaliação constituem referenciais comuns na escola, sendo operacionalizados, pelo conselho de turma no ensino secundário.

DOMÍNIOS PARÂMETROS

PONDERAÇÃO ENSINO SECUNDÁRIO

SABER

Conhecimento específico das disciplinas

95%

Técnicas e procedimentos específicos das disciplinas

Apresentação oral e escrita de trabalhos (Com./Exp.)

Utilização das TIC

SABER FAZER

Participação espontânea/solicitada Autonomia na realização das tarefas Apresentação do material necessário Estudo sistemático e preparação prévia das matérias

Cuidado na apresentação e organização do trabalho

Registo do conteúdo das aulas

SABER SER/ESTAR

Cumprimento das tarefas propostas

5%

Autodomínio

Iniciativa e persistência Tolerância para com o outro

Respeito pelos parceiros educativos Vivência do ideário da Escola Atenção / Concentração

Postura correta e adequada ao ambiente de trabalho

Civismo e delicadeza nas atitudes Espírito de entreajuda e solidariedade Assiduidade e pontualidade

O ajustamento destes critérios apenas será possível em situações devidamente fundamentadas e com a aprovação do conselho pedagógico

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PONDERAÇÃO POR PERÍODO

Classificação de 1º período: C1= A1

C1 – classificação de 1º período (nota de pauta, arredondada à unidade)

A1 - Avaliação obtida no 1º período após a aplicação dos critérios gerais e específicos de avaliação.

C2 – classificação de 2º período (nota de pauta, arredondada à unidade)

A2 - Avaliação obtida no 2º período após a aplicação dos critérios gerais e específicos de avaliação.

C3 – classificação de 3º período (nota de pauta, arredondada à unidade)

A3 - Avaliação obtida no 3º período após a aplicação dos critérios gerais e específicos de avaliação. Classificação de 2º período: C2= 30% A1 + 70 %A2 Classificação de 3º período: C3 = 60% (30%A1+70% A2) + 40 A3= = 18%A1+42%A2+40%A3

4. Quando não existem elementos de avaliação em consequência da falta de assiduidade do aluno motivada por doença prolongada, ou por impedimento legal, devidamente comprovado, observar-se-á a seguinte disposição: O aluno não foi avaliado por falta de assiduidade justificada.

5. Quando não existem quaisquer elementos de avaliação, por falta de assiduidade injustificada, observar-se-á a seguinte disposição: “o aluno não foi avaliado, por falta de assiduidade injustificada”.

Produção, tratamento e análise de informação sobre as aprendizagens dos alunos

1. A produção de informação é da responsabilidade:

a) Do professor ou equipa de professores responsáveis pela organização do processo de ensino – aprendizagem;

b) Do conselho pedagógico, quando se trate de informação a obter através da realização de provas de equivalência à frequência;

c) Dos competentes serviços centrais do Ministério da Educação, quando se trate de informação a obter através da realização de exames finais nacionais.

2. A informação a que se refere a alínea a) do número anterior é obtida através de diferentes instrumentos, de acordo com a natureza das aprendizagens e dos contextos em que ocorrem.

3. A informação a que se referem as alíneas b) e c) é obtida através de provas, que, de acordo com as características de cada disciplina ou área não disciplinar, e em função dos parâmetros previamente definidos, podem ser de um dos seguintes tipos:

(i) Prova escrita (E); (ii) Prova oral (O), (iii) Prova prática (P);

(iv) Prova escrita com componente prática (EP);

4. Quando se trate de exames finais nacionais, apenas há lugar, consoante a natureza das disciplinas, à realização da prova escrita e da prova prática.

5. São obrigatórios momentos formais de avaliação da oralidade ou da dimensão prática ou experimental, integrados no processo de ensino -aprendizagem, de acordo com as alíneas seguintes:

a) Na disciplina de Português a componente de oralidade tem um peso de 25 % no cálculo da classificação a atribuir em cada momento formal de avaliação, na avaliação interna; b) Na disciplina de Língua Estrangeira a componente de oralidade tem um peso de 30 %

no cálculo da classificação a atribuir em cada momento formal de avaliação, na avaliação interna;

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6 c) Nas disciplinas bienais de Física e Química A e de Biologia e Geologia, nas disciplinas

anuais de Biologia, de Física, de Geologia e de Química, a componente prática e ou experimental tem um peso mínimo de 30 % no cálculo da classificação a atribuir em cada momento formal de avaliação, na avaliação interna.

Avaliação sumativa

A avaliação sumativa, em cada disciplina é expressa na escala de 0 a 20 valores. A avaliação sumativa inclui:

a. A avaliação sumativa interna; b. A avaliação sumativa externa.

Avaliação sumativa interna

1. A avaliação sumativa interna é formalizada em reuniões do conselho de turma, no final dos 1.º, 2.º e 3.º períodos letivos as seguintes finalidades:

a) Apreciação global do trabalho desenvolvido pelo aluno e do seu aproveitamento ao longo do ano;

b) Atribuição, no respetivo ano de escolaridade, de classificação de frequência ou de classificação final nas disciplinas;

c) Decisão, conforme os casos, sobre a progressão nas disciplinas ou transição de ano, bem como sobre a aprovação em disciplinas terminais, dos 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade, não sujeitas a exame final nacional no plano de estudos do aluno.

2. A avaliação sumativa interna é da responsabilidade conjunta e exclusiva dos professores que compõem o conselho de turma, sob critérios aprovados pelo conselho pedagógico. 3. A classificação a atribuir a cada aluno é proposta ao conselho de turma pelo professor de

cada disciplina.

4. A decisão quanto à classificação final a atribuir a cada aluno é da competência do conselho de turma que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações que a suportam e a situação global do aluno.

5. Compete ao diretor de turma coordenar o processo de tomada de decisões relativas a esta forma de avaliação sumativa e garantir tanto a sua natureza globalizante como o respeito pelos critérios de avaliação

6. Provas de Equivalência à Frequência (Aguarda despacho do membro do governo responsável).

7. O incumprimento reiterado do dever de assiduidade por parte do aluno em qualquer disciplina, de acordo com o previsto no estatuto do aluno e ética escolar, determina a sua exclusão na (s) disciplina (s) em causa.

Avaliação sumativa externa

1. A avaliação sumativa externa destina-se a aferir o grau de desenvolvimento da aprendizagem dos alunos, mediante o recurso a instrumentos de avaliação definidos a nível nacional.

2. A avaliação sumativa externa realiza-se através de exames finais nacionais, organizados pelo serviço ou entidade do Ministério da Educação e Ciência designado para o efeito.

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EFEITOS DA AVALIAÇÃO Efeitos da avaliação formativa

A avaliação formativa determina a adoção de medidas pedagógicas adequadas às características dos alunos e à aprendizagem a desenvolver.

Efeitos da avaliação sumativa

A avaliação sumativa permite tomar decisões relativamente à: a. Classificação em cada uma das disciplinas;

b. Progressão e aprovação em cada uma das disciplinas; c. Transição de ano;

d. Admissão de matrícula;

e. Conclusão do ensino secundário.

Classificação final das disciplinas. Aprovação, transição e progressão

1. A aprovação do aluno em cada disciplina depende da obtenção de uma classificação final igual ou superior a 10 valores.

2. Para efeitos do disposto no número anterior, a classificação de frequência no ano terminal das disciplinas plurianuais não pode ser inferior a 8 valores.

3. A transição do aluno para o ano de escolaridade seguinte verifica-se sempre que a classificação anual de frequência ou final de disciplina, consoante os casos, não seja inferior a 10 valores a mais que duas disciplinas, sem prejuízo do seguinte:

a. São consideradas as disciplinas constantes do plano de estudo a que o aluno tenha obtido classificação inferior a 10 valores, sido excluído por faltas ou anulado a matrícula.

b. Os alunos que transitam para o ano seguinte com classificações inferiores a 10 valores em uma ou duas disciplinas, progridem nesta(s) disciplina(s) desde que a(s) classificação(ões) obtida(s) não seja(m) inferior(es) a 8 valores.

c. Na transição do 11º para o 12º ano, são consideradas igualmente as disciplinas em que o aluno não progrediu na transição de 10º para o 11º ano.

d. Os alunos que não transitam para o ano de escolaridade seguinte, não progridem nas disciplinas que obtiverem classificações inferiores a 10 valores.

e. Não é considerada a disciplina de Educação Moral e Religiosa, desde que frequentada com assiduidade.

f. Os alunos excluídos por faltas na disciplina de Educação Moral e Religiosa realizam, consoante o ano em que se verificou a exclusão, uma prova especial de avaliação, elaborada a nível de escola, de acordo com a natureza da disciplina.

g. A aprovação na disciplina de Educação Moral e Religiosa, verifica -se quando o aluno obtém naquela prova uma classificação igual ou superior a 10 valores.

Alunos abrangidos pela modalidade de Educação Especial

1. Os alunos com um Programa Educativo Individual, nos termos do Decreto-Lei nº 3/2008, de 7 de janeiro, são avaliados de acordo com o referido programa.

2. Os alunos abrangidos pelo n.º 1 do artigo 20º do Decreto-lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, realizam os exames nacionais de escolaridade com as adequações no tipo de prova, instrumentos ou condições de avaliação previstas no seu Programa Educativo Individual. 3. Os alunos que frequentam um currículo específico individual, ao abrigo da alínea e) do

nº2 do artigo 16º do Decreto-Lei nº3/2008, de 7 de janeiro, ficam dispensados dos Exames Nacionais.

4. Os alunos abrangidos pelo artigo 21º do Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, a informação resultante da avaliação sumativa expressa-se:

a. Numa classificação de 0 a 20, em todas as disciplinas, acompanhada de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno;

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9 b. Numa menção qualitativa de Não Satisfaz, Satisfaz e Satisfaz Bem, nas áreas

curriculares que não façam parte da estrutura curricular comum, acompanhada de uma apreciação descritiva sobre a evolução do aluno.

PROCESSO INDIVIDUAL DO ALUNO

1. O percurso escolar do aluno deve ser documentado, de forma sistemática, num processo individual que acompanha o aluno ao longo escolaridade obrigatória e proporciona uma visão global do processo de desenvolvimento integral do aluno, facilitando o acompanhamento e intervenção adequados dos professores, encarregados de educação e, eventualmente, outros técnicos, no processo de aprendizagem.

2. O processo previsto no número anterior é da responsabilidade do Diretor de turma. 3. O processo individual do aluno acompanha-o, obrigatoriamente, sempre que este mude

de escola ou agrupamento.

4. No processo individual do aluno devem constar:

a. Os elementos fundamentais de identificação do aluno; b. Os registos de avaliação;

c. Relatórios médicos e ou de avaliação psicológica, quando existam; d. Planos e relatórios de apoio pedagógico, quando existam;

e. Os programas educativos individuais e os relatórios circunstanciados, no caso de o aluno ser abrangido pelo Decreto-lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro;

f. Uma autoavaliação do aluno, no final de cada ano, com exceção dos 1.º e 2.º anos, de acordo com critérios definidos pelo estabelecimento de ensino;

g. Informações relevantes do seu percurso educativo, designadamente as relativas a comportamentos meritórios e medidas disciplinares aplicadas e seus efeitos.

h. Outros elementos considerados relevantes para a evolução e formação do aluno. 5. Têm acesso ao processo individual do aluno, além do próprio, os pais ou encarregados de

educação, quando aquele for menor, o professor titular da turma ou o diretor de turma, os titulares dos órgãos de gestão e administração da escola e os funcionários afetos aos serviços de gestão de alunos e da ação social escolar.

REUNIÕES DO CONSELHO DE TURMA

1 – Constituição e funcionamento do conselho de turma

1. Para efeitos de avaliação dos alunos, o conselho de turma é constituído por todos os professores da turma, sendo seu presidente o Diretor de turma, e o secretário nomeado pelo órgão de gestão do estabelecimento de ensino.

2. Nos conselhos de turma, podem ainda intervir, sem direito a voto, os serviços com competência em matéria de apoio socioeducativo e serviços ou entidades cuja contribuição o conselho pedagógico considere conveniente.

3. A deliberação final quanto à classificação quantitativa é da competência do conselho de turma que, para o efeito, aprecia a proposta apresentada por cada professor, as informações que a suportam e a situação global do aluno.

4. As deliberações do conselho de turma devem resultar do consenso dos professores que o integram, admitindo-se o recurso ao sistema de votação quando se verificar a impossibilidade de obtenção desse consenso.

5. No caso de recurso à votação, todos os membros do conselho de turma devem votar mediante voto nominal, não sendo permitida a abstenção, sendo o voto de cada membro registado em ata. A deliberação só pode ser tomada por maioria absoluta, tendo o presidente do conselho de turma voto de qualidade, em caso de empate.

6. Na ata da reunião de conselho de turma devem ficar registadas todas as deliberações e a respetiva fundamentação.

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Convocatórias

1. Os professores que integram o Conselho de Turma serão convocados para as respetivas reuniões, através de convocatória expressa do Órgão de Gestão, que indicará o calendário de cada reunião.

2. A convocatória, para além das datas de realização das reuniões, indicará também a hora e o local da respetiva reunião, o professor que a ela presidirá - Diretor de Turma - e o respetivo secretário.

3. Qualquer alteração ao dia, hora ou local, fixado para as reuniões deve ser comunicado a todos os membros do Conselho de Turma, de forma a garantir o conhecimento seguro e oportuno da respetiva alteração.

Faltas

1. A presença de todos os professores que constituem o Conselho de Turma é obrigatória. 2. Cabe ao Diretor de Turma presidir à reunião, dirigir os trabalhos e assegurar o

cumprimento das leis e a regularidade das deliberações: a) A ausência a uma reunião é considerada falta a um dia

b) As faltas às reuniões de avaliação apenas podem ser justificadas por casamento, maternidade, falecimento de familiar, doença, doença prolongada, acidente em serviço, isolamento profilático e por cumprimento de obrigações legais.

c) Sempre que a ausência do membro do Conselho de Turma for ocasional a reunião será adiada, no máximo por 48 horas de forma a assegurar a presença de todos os elementos.

d) No caso da ausência ser presumivelmente longa, o Conselho reunirá com os restantes membros, devendo o Diretor de Turma ter na sua posse todos os elementos referentes à avaliação de cada aluno das turmas atribuídas ao professor ausente.

3. Se a ausência for do Diretor de Turma, cabe ao órgão de gestão indicar qual o professor que assumirá as funções de Presidente do Conselho de Turma.

Documentos

Registos de avaliação

1. O Registo de Avaliação informatizado será preenchido e imprimido em duas vias: uma para o Encarregado de Educação e outra para o professor titular da turma e/ou Diretor de Turma colocar no processo individual do aluno.

2. Nos registos de avaliação far-se-á referência ao número de faltas justificadas e injustificadas.

3. Os registos de avaliação não podem ser rasurados.

4. A existência de qualquer incorreção implica a substituição do registo de avaliação.

5. Nos parâmetros não avaliados às diferentes disciplinas deve colocar-se a alínea correspondente e trancar-se os espaços em branco.

6. O Encarregado de Educação e o aluno deverão assinar os registos de avaliação.

Pautas

1. Os professores deverão introduzir as suas propostas de avaliação, no programa dos alunos, até 48 horas antes da reunião de avaliação.

2. A pauta deve ser conferida na reunião do Conselho de Turma, se necessário corrigi-la e, novamente, conferi-la.

3. Quando não for possível realizar a avaliação sumativa, deve registar-se na pauta a respetiva justificação optando, conforme as circunstâncias, pelas seguintes alíneas: a) O aluno não está inscrito;

b) O aluno não foi avaliado ao abrigo do Decreto-Lei nº 3/2008;

c) O aluno foi avaliado ao abrigo do Decreto-Lei nº 3/2008, de acordo com o programa educativo individual;

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11 d) O aluno não foi avaliado por falta de assiduidade justificada;

e) O aluno não foi avaliado por falta de assiduidade injustificada; f) O aluno não foi avaliado por falta de elementos.

4. A pauta deve ser assinada pelo Diretor de Turma.

Atas

1. As atas, informatizadas, descreverão pormenorizadamente o desenrolar das reuniões e registarão todas as conclusões do conselho de turma no que respeita ao trabalho desenvolvido pela turma e ao seu aproveitamento.

2. Nas atas deverão constar:

a) Informações sobre os alunos fornecidas pelo professor titular de turma; b) Apreciação global da turma efetuada pelos professores;

c) Fundamentação de todas as decisões tomadas; d) Apresentação de casos particulares:

(i) Alunos que transitaram para outra escola ou frequentem outra modalidade de ensino;

(ii) Regime especial de frequência ou matrícula; (iii) Alunos com assiduidade irregular;

(iv) Ritmos de aprendizagem;

(v) Interesses ou inadaptações escolares; (vi) Outras circunstâncias.

e) Circunstâncias especiais que envolveram o processo de ensino aprendizagem da responsabilidade da escola;

3. Em todas as atas serão trancados os espaços em branco.

4. A ata deve ser lida e aprovada na presença de todos os professores que integram o Conselho de Turma.

5. A ata não pode ser rasurada.

6. A existência de irregularidades em qualquer documento de avaliação implica a realização de uma nova reunião.

7. Após a conclusão dos trabalhos, o presidente do Conselho de Turma entregará no gabinete da direção os seguintes documentos de avaliação:

a) Pauta;

b) Registos de Avaliação;

c) Documentos de acompanhamento e avaliação das ações TEIP; d) Ata da reunião do Conselho de turma;

e) Proposta dos alunos para o Quadro de Honra ( no final do 3º Período)

8. A conferência dos documentos de avaliação será realizada na presença do Diretor de Turma e secretário e de acordo com o calendário definido.

9. As decisões do Conselho de Turma são ratificadas pelo Diretor.

10. A falta de qualquer documento de avaliação inviabiliza a sua verificação e consequente ratificação.

Revisão das deliberações do Conselho de Turma

1. Após a afixação das pautas referentes ao 3.º período, o encarregado de educação, ou o aluno, quando maior de idade, poderá requerer a revisão das deliberações do conselho de turma.

2. Nos casos em que o conselho de turma mantenha a sua deliberação, o processo aberto pelo pedido de revisão é enviado pelo presidente do órgão de gestão ao conselho pedagógico para decisão final.

3. Da deliberação que recaiu sobre o pedido de revisão pode ser interposto, no prazo de cinco dias úteis após a data da receção da resposta, recurso hierárquico para os diretores dos serviços territorialmente competentes do Ministério da Educação e Ciência, quando o mesmo for baseado em vício de forma existente no processo.

4. Da decisão do recurso hierárquico não cabe qualquer outra forma de impugnação administrativa.

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Referências

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