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MFS - Exame da Crítica da Razão Prática.doc

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Exame da Crítica da Razão Prática Exame da Crítica da Razão Prática

Mário Ferreira dos Santos Mário Ferreira dos Santos

O tema fundamental desta obra famosa de Kant é a da liberdade, dedicando-se ao O tema fundamental desta obra famosa de Kant é a da liberdade, dedicando-se ao esforço de evitar a antinomia que oferece esse conceito, quando examinado pela razão pura. esforço de evitar a antinomia que oferece esse conceito, quando examinado pela razão pura. Resolvido esse problema, facilmente serão todos os outros que examinou em suas obras Resolvido esse problema, facilmente serão todos os outros que examinou em suas obras anteriores. Escreve Kant que o conceito de liberdade nos é asse!urado por uma lei anteriores. Escreve Kant que o conceito de liberdade nos é asse!urado por uma lei apod"tica #necess$ria% da razão pr$tica, forma a clé de voute& de todo edif"cio do sistema apod"tica #necess$ria% da razão pr$tica, forma a clé de voute& de todo edif"cio do sistema da 'Razão (ura, e

da 'Razão (ura, e todos os outros conceitos #os de todos os outros conceitos #os de )eus e )eus e da imortalida imortalidade%, que, enquantodade%, que, enquanto  puras

 puras idéias, idéias, são são seu seu apoio apoio na na razão razão especulativa, especulativa, li!am-se li!am-se a esa esse se conceito conceito e re recebem ecebem comcom ele e por ele a consist*ncia e a realidade ob+etiva que le faltam&#(ref$cio%.

ele e por ele a consist*ncia e a realidade ob+etiva que le faltam&#(ref$cio%.

omo é sempre o conecimento da Razão (ura que serve de princ"pio ao uso omo é sempre o conecimento da Razão (ura que serve de princ"pio ao uso  pr$tico, a

 pr$tico, a divisão !eral divisão !eral da r"tica dda r"tica da Razão a Razão (r$tica dever$ (r$tica dever$ estar de estar de acordo com acordo com a da a da r"ticar"tica da Razão Especulativa&. /ão as se!uintes'

da Razão Especulativa&. /ão as se!uintes' 0%

0% 1 1 anal"anal"tica, qutica, que estuda e estuda os princos princ"pios da "pios da Razão ou a Razão ou a idéia didéia do 2em3o 2em3 4%

4% 1 1 )ial)ialética quética que trata de trata do conceio conceito do 2eto do 2em elevam elevado ao absoldo ao absoluto3uto3 5%

5% 1 1 6e6ettododololo!o!iia, a, cucu++o o obob++eteto o é é pepesqsquiuisasar r o o cocon+n+ununto to dodos s mmeieios os a a sesereremm empre!ados para abrir 7s leis da Razão pura pr$tica um acesso 7 alma umana&. empre!ados para abrir 7s leis da Razão pura pr$tica um acesso 7 alma umana&. 8 na 1nal"tica que Kant concluir$ da ob+etividade do 2em 7 realidade ob+etiva do 8 na 1nal"tica que Kant concluir$ da ob+etividade do 2em 7 realidade ob+etiva do livre-a

livre-arb"trirb"trio. o. 9a )ialética conclui9a )ialética concluir$, r$, partinpartindo do do do conceiconceito to ob+etob+etivo do ivo do /oberano 2em a/oberano 2em a exist*ncia de )eus e a imortalidade da alma.

exist*ncia de )eus e a imortalidade da alma.

Analítica da Razão Prática Analítica da Razão Prática11

:r*s são os pontos de estudo desta parte da obras' :r*s são os pontos de estudo desta parte da obras' 0%

0% Os Os prprininc"c"pipiosos33 44%% O oO obb++eettoo33 5%

5% Os mOs m;v;veieis da Ras da Razãzão pr$o pr$titica.ca.

<uando uma re!ra é v$lida apenas para mim é uma simples m$xima3 quando é v$lida <uando uma re!ra é v$lida apenas para mim é uma simples m$xima3 quando é v$lida  para todo ser raciocinante e livre é um pr

 para todo ser raciocinante e livre é um princ"pio.inc"pio.

Exemplifica Kant' a re!ra pela qual estabeleço que não suportarei impunemente Exemplifica Kant' a re!ra pela qual estabeleço que não suportarei impunemente nenuma ofensa não tem valor universal. E=, portanto, uma m$xima, porque seu valor é nenuma ofensa não tem valor universal. E=, portanto, uma m$xima, porque seu valor é apenas sub+etivo. >ndica essa re!ra que é ela necess$ria para atin!ir um fim, cu+o fim posso apenas sub+etivo. >ndica essa re!ra que é ela necess$ria para atin!ir um fim, cu+o fim posso

00 O 1utor não corri!iu esta parte. O 1utor não corri!iu esta parte.

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não

não ququer*er*-l-lo. o. EsEst$t$, , poportrtanantoto, , esessa sa rere!ra !ra susubobordirdinadnada a a a umuma a cocondindiçãção. o. 8, 8, poipois, s, umum imperativo condicional ou ipotético.

imperativo condicional ou ipotético.

ontudo, a re!ra de nunca mentir é uma condição necess$ria para atin!ir um fim. Ela ontudo, a re!ra de nunca mentir é uma condição necess$ria para atin!ir um fim. Ela me

me é é imimpopoststa a em em ququalalququer er cacaso, so, é é umuma a ordordem em inincocondndicicioionalnal, , um um priprincnc"p"pio, io, poporqurquee universal, é um imperativo cate!;rico.

universal, é um imperativo cate!;rico.

1 lei moral não pode ser determinada a priori senão pela sua forma #a obri!ação e a 1 lei moral não pode ser determinada a priori senão pela sua forma #a obri!ação e a universalidade% e não por sua matéria #o 2em%.

universalidade% e não por sua matéria #o 2em%.

Esta doutrina de Kant merecer$ nossa cr"tica oportunamente. Esta doutrina de Kant merecer$ nossa cr"tica oportunamente.

O que d$ a exist*ncia 7 lei moral é o seu car$ter racional. E essa exist*ncia é O que d$ a exist*ncia 7 lei moral é o seu car$ter racional. E essa exist*ncia é independente de todo ob+eto exterior. 1 ob+etividade da lei moral não se funda nos ob+etos independente de todo ob+eto exterior. 1 ob+etividade da lei moral não se funda nos ob+etos da experi*ncia e não precisa ser deduzida como os conceitos da razão especulativa que da experi*ncia e não precisa ser deduzida como os conceitos da razão especulativa que nece

necessissitam tam fundfundarar-se -se nos nos ob+ob+etoetos s da da expeexperi*ri*ncincia. 1s a. 1s minminas as aç?aç?es es raciracionaionais s em em seuseu  princ"pio t*m

 princ"pio t*m por por matéria os matéria os fen@menos, fen@menos, por isso por isso a a lei moral lei moral pode rpode referir-se ao eferir-se ao mundo dmundo dosos fen@menos.

fen@menos. (ode

(odemosmos, , por isso, por isso, aplaplicaicar r aos nossos atos aos nossos atos as as catcate!ore!orias, com ias, com auxaux"li"lio o das quaisdas quais conecemos os ob+etos sens"veis.

conecemos os ob+etos sens"veis.

:emos assim a diferenciação que se d$ entre nossos atos se!undo a quantidade, e :emos assim a diferenciação que se d$ entre nossos atos se!undo a quantidade, e serão m$ximas particulares ou princ"pios universais. /ob a relação da qualidade diferem no serão m$ximas particulares ou princ"pios universais. /ob a relação da qualidade diferem no ordenar a ação ou a emissão ou a exceção.

ordenar a ação ou a emissão ou a exceção. (odem ser relativa

(odem ser relativas a s a uma pessoa ou uma pessoa ou a uma a uma relaçãrelação rec"proca entre diversas pessoas.o rec"proca entre diversas pessoas. E

E se!use!undo ndo a a modmodalialidade podem dade podem nos nos impimpulsulsionionar ar a a coicoisas sas l"cl"cititas as ou ou il"il"citcitas, as, a a cumcumpriprir r  deveres perfeitos ou imperfeitos.

deveres perfeitos ou imperfeitos.

8 um !rave problema a aplicação da lei moral, que é um fato de razão, um nAmeno, 8 um !rave problema a aplicação da lei moral, que é um fato de razão, um nAmeno, aos atos que são fen@menos. 1 ação de uma causa que atua num mundo inteli!"vel, num aos atos que são fen@menos. 1 ação de uma causa que atua num mundo inteli!"vel, num mundo transcendental, exercer ação sobre o mundo das coisas re!uladas se!undo o tempo e mundo transcendental, exercer ação sobre o mundo das coisas re!uladas se!undo o tempo e o espaço é um problema que se afi!ura porque nos levaria a per!untar se $ um tipo moral o espaço é um problema que se afi!ura porque nos levaria a per!untar se $ um tipo moral dos fen@menos. Kant responde pela afirmativa' a compreensão de um mundo que um dos fen@menos. Kant responde pela afirmativa' a compreensão de um mundo que um omem raciocinante possa querer fazer parte dele, pois não !ostaria B responde B de fazer  omem raciocinante possa querer fazer parte dele, pois não !ostaria B responde B de fazer   parte

 parte de de um um mundo mundo em em que que reinasse reinasse a a mentira mentira e e em em que que os os omens omens s; s; procurassemprocurassem satisfa

satisfazer seus zer seus interinteresses pessoais. :esses pessoais. :al mundo al mundo é contr$rio ao é contr$rio ao tipo moral da tipo moral da naturenatureza. )a" za. )a" aa forma Cantiana que pode servir de critério para +ul!ar cada um de nossos atos' 1tua de tal forma Cantiana que pode servir de critério para +ul!ar cada um de nossos atos' 1tua de tal

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modo que possas querer fazer parte de um mundo em que cada um a!ir$ como tu& e esta modo que possas querer fazer parte de um mundo em que cada um a!ir$ como tu& e esta re!ra funda-se na anterior 1 re!ra de nossos deve poder ser eri!ida em lei universal&.

re!ra funda-se na anterior 1 re!ra de nossos deve poder ser eri!ida em lei universal&. 1quela re!ra porém é superior de

1quela re!ra porém é superior de certo modo a certo modo a esta por considerar apenas os efeitosesta por considerar apenas os efeitos  produzidos por nossas vontades

 produzidos por nossas vontades, pondo de lado o mundo., pondo de lado o mundo.

Entre os excessos do empirismo que ola apenas os efeitos de nossos atos e não as Entre os excessos do empirismo que ola apenas os efeitos de nossos atos e não as suas leis e o do misticismo, que apenas visualiza o 2em, sem considerar o mundo e os suas leis e o do misticismo, que apenas visualiza o 2em, sem considerar o mundo e os omens, essa re!ra constitui o verdadeiro meio termo entre tais extremos. 6as o valor de omens, essa re!ra constitui o verdadeiro meio termo entre tais extremos. 6as o valor de nossos atos depende dos m;veis que me fizeram a!ir.

nossos atos depende dos m;veis que me fizeram a!ir.

O car$ter essencial de toda determinação moral é que a vontade se+a determinada O car$ter essencial de toda determinação moral é que a vontade se+a determinada unicamente pela lei moral... sem o concurso de atrativos sens"veis&.

unicamente pela lei moral... sem o concurso de atrativos sens"veis&.

/ão o amor ao pr;prio bem estar e a presunção os Anicos m;veis sens"veis que /ão o amor ao pr;prio bem estar e a presunção os Anicos m;veis sens"veis que destroem o valor moral de um ato. 1 lei moral é dura em relação ao amor do bem estar e destroem o valor moral de um ato. 1 lei moral é dura em relação ao amor do bem estar e sobretudo o é contra a presunção que ela umila, sobretudo ao nos mostrar que a estima de sobretudo o é contra a presunção que ela umila, sobretudo ao nos mostrar que a estima de n;s mesmos não tem nenuma razão de ser, salvo quando fundada na obedi*ncia ou na n;s mesmos não tem nenuma razão de ser, salvo quando fundada na obedi*ncia ou na submissão aos mandamentos absolutos da razão pr$tica.

submissão aos mandamentos absolutos da razão pr$tica.

)evemos cumprir a lei moral não apenas pelo prazer que nos causa o 2em, mas )evemos cumprir a lei moral não apenas pelo prazer que nos causa o 2em, mas so

sobrebretutudo do pelpela a conconscsci*i*ncncia ia de de depdepenend*d*ncincia a 7 7 auautotoriridaddade e momoraral. l. EssEsse e rerespespeitito o é é oo reconecimento de al!uma coisa superior a n;s. 8 por não querermos pa!ar o tributo de reconecimento de al!uma coisa superior a n;s. 8 por não querermos pa!ar o tributo de nosso respeito aos outros omens que nos leva a critic$-los, sobretudo quando nos sentimos nosso respeito aos outros omens que nos leva a critic$-los, sobretudo quando nos sentimos  pequenos e

 pequenos e imperfeitos ante imperfeitos ante a imponente a imponente ma+estade dos ma+estade dos que nos que nos superam. /e superam. /e !ostamos de!ostamos de rebaix$-la até ao ponto de uma inclinação familiar, se nos esforçamos em transformar num rebaix$-la até ao ponto de uma inclinação familiar, se nos esforçamos em transformar num  preceito

 preceito de de interesse interesse bem bem entendido, entendido, não não é é por por nos nos livrar livrar desse desse terr"vel terr"vel preceito preceito que que nosnos lembra tão severamente nossa pr;pria indi!nidade.

lembra tão severamente nossa pr;pria indi!nidade.

ontudo +unto ao respeito e a pena que nos causa a pr$tica de tais atos, $ um !ozo ontudo +unto ao respeito e a pena que nos causa a pr$tica de tais atos, $ um !ozo verdadeiro que é o da admiração, que nos eleva acima de n;s mesmos, perdendo de vista verdadeiro que é o da admiração, que nos eleva acima de n;s mesmos, perdendo de vista nossa fr$!il natureza.

nossa fr$!il natureza.  9ão

 9ão devemos devemos substituir substituir o o dever dever moral moral pelo pelo simples simples amor amor do do 2em. 2em. ::al al não não éé verdadeira m$xima moral, a que nos convém a n;s omens. 9ão procedamos como verdadeira m$xima moral, a que nos convém a n;s omens. 9ão procedamos como soldad

soldados que os que querem por or!ulo p@r-squerem por or!ulo p@r-se acima da e acima da idéia do dever e idéia do dever e pretenpretendam a!ir por dam a!ir por seuseu  pr;prio impulso

 pr;prio impulso sem necessidade sem necessidade de nenuma ode nenuma ordem. /; a rdem. /; a )eus cabe )eus cabe atuar, realizar o 2ematuar, realizar o 2em  por

 por amor, amor, porque porque s; s; ele ele possui possui a a santidade. 1o santidade. 1o omem omem s; s; pode pode caber caber a a virtude. virtude. /e /e nos nos éé

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ordenado o amor a )eus

ordenado o amor a )eus e ao e ao pr;ximpr;ximo, não se o, não se trata de um amor sens"vel, mas de um trata de um amor sens"vel, mas de um amor amor   pr$tico. 1mar a )eus é obedec*-lo3 amar ao pr;ximo é cumprir seus deveres

 pr$tico. 1mar a )eus é obedec*-lo3 amar ao pr;ximo é cumprir seus deveres para com ele.para com ele. (or se submeter 7 lei e por sua liberdade que o omem é uma pessoa, t"tulo sa!rado e (or se submeter 7 lei e por sua liberdade que o omem é uma pessoa, t"tulo sa!rado e inviol$vel como o é a lei moral da qual faz parte. )eve o omem ser considerado pelo inviol$vel como o é a lei moral da qual faz parte. )eve o omem ser considerado pelo om

omem como um em como um fim e fim e não como um meio. )eve respenão como um meio. )eve respeititar a ar a mim mesmmim mesmo o comcomo o devdevoo respeitar os outros. 9ada é mais de temer ao omem moral do que a pr$tica de um ato baixo respeitar os outros. 9ada é mais de temer ao omem moral do que a pr$tica de um ato baixo que o umile ante si mesmo, porque não pode suportar ante seus pr;prios olos a que o umile ante si mesmo, porque não pode suportar ante seus pr;prios olos a indi!nidade de sua vida&.

indi!nidade de sua vida&.

Dma m$xima não pode ser conecida a priori, porque s; a experi*ncia me pode Dma m$xima não pode ser conecida a priori, porque s; a experi*ncia me pode mostrar sua conveni*ncia ou não. 1 Razão pura s; pode estabelecer re!ras a priori, v$lidas mostrar sua conveni*ncia ou não. 1 Razão pura s; pode estabelecer re!ras a priori, v$lidas  para todo ser raciocinante e livre.

 para todo ser raciocinante e livre.

1 vontade é uma faculdade de dese+ar, mas de um dese+ar superior, pois s; a idéia do 1 vontade é uma faculdade de dese+ar, mas de um dese+ar superior, pois s; a idéia do 2em universal pode determin$-la, enquanto a faculdade de dese+ar inferior é determinada 2em universal pode determin$-la, enquanto a faculdade de dese+ar inferior é determinada apenas pelos m;veis emp"ricos, pela idéia de felicidade.

apenas pelos m;veis emp"ricos, pela idéia de felicidade.

/alienta Kant seu espanto em verificar que não fizeram os fil;sofos a distinção entre /alienta Kant seu espanto em verificar que não fizeram os fil;sofos a distinção entre esses dois modos de dese+ar, o superior e o inferior. Dm busca os prazeres intelectuais, o esses dois modos de dese+ar, o superior e o inferior. Dm busca os prazeres intelectuais, o outro o prazer dos sentidos. 6as o prazer intelectual, por puro que se+a, é apenas um outro o prazer dos sentidos. 6as o prazer intelectual, por puro que se+a, é apenas um motivo emp"rico. )ar os prazeres do esp"rito por m;veis diferentes dos m;veis que v*m motivo emp"rico. )ar os prazeres do esp"rito por m;veis diferentes dos m;veis que v*m dos sentidos... é fazer como esses i!norantes que, tentando fazer metaf"sica, subtilizam a dos sentidos... é fazer como esses i!norantes que, tentando fazer metaf"sica, subtilizam a matéria a ponto de se empol!arem numa verti!em, e cr*em que assim constr;em a idéia de matéria a ponto de se empol!arem numa verti!em, e cr*em que assim constr;em a idéia de um ser espiritual e contudo extenso. /e se admite com Epicuro que a virtude s; determina a um ser espiritual e contudo extenso. /e se admite com Epicuro que a virtude s; determina a vontade pelo prazer que ela promete, não sentem o direito de acusar aqueles que tomam vontade pelo prazer que ela promete, não sentem o direito de acusar aqueles que tomam esse prazer como semelante aos dos sentidos&. O princ"pio da felicidade pessoal, se+a esse prazer como semelante aos dos sentidos&. O princ"pio da felicidade pessoal, se+a qual o for o uso que dele faça o entendimento e a razão, não poderia conter outros qual o for o uso que dele faça o entendimento e a razão, não poderia conter outros  princ"pios

 princ"pios de de determinação determinação para para a a vontade vontade que que os os que que são são pr;prios pr;prios 7 7 faculdade faculdade de de dese+ar dese+ar  inferior3 por conse!uinte, ou não $ faculdade de dese+ar superior, ou a razão pura deve inferior3 por conse!uinte, ou não $ faculdade de dese+ar superior, ou a razão pura deve  poder

 poder ser ser pr$tica pr$tica por por si si s;, s;, quer quer dizer, dizer, sem sem supor supor qualquer qualquer sentimento,... sentimento,... nenumanenuma representação do a!rad$vel ou do desa!rad$vel, ela deve determinar a vontade pela Anica representação do a!rad$vel ou do desa!rad$vel, ela deve determinar a vontade pela Anica forma da re!ra pr$tica&.

forma da re!ra pr$tica&.

)evem os princ"pios absolutos da razão, por pertencerem 7 razão pura e não 7 )evem os princ"pios absolutos da razão, por pertencerem 7 razão pura e não 7 experi*ncia quatro caracteres principais, que são os se!uintes'

experi*ncia quatro caracteres principais, que são os se!uintes'

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0% 1 universalidade, ou se+a uma validez para todos, para todas as vontades, sem oposição. Dma re!ra como busca teu interesse& seria uma m$xima não v$lida  porque poderia por em risco os interesses dos outros. 9ão, porém, esta re!ras' 1tua de tal modo que a m$xima de tua vontade possa sempre ser considerada como um princ"pio de le!islação universal&.

4% 1 autonomia. 1utonomia é a capacidade de ordenar independentemente de outro, ou se+a por si mesmo. 1s leis da razão devem ser aut@nomas, independentes da natureza dos ob+etos dese+ados e da natureza dos meus dese+os. )o contr$rio, como poderia ser universalF Dma vontade que se re!ula desse modo é uma vontade livre. E como se poderia ce!ar 7 liberdade, conceb*-la, se apenas ouvesse uma lei da natureza a re!ular os nossos atosF

1 mina liberdade é provada pela razão, corroborada pela experi*ncia que teno. /e eu disser a um omem' Renuncia ao teu dese+o, ou ser$s enforcado imediatamente&, é natural que se abstena de um ato por temor da morte, pois o motivo mais forte impedir$ a ação do mais fraco. 6as se se le disser' (resta um falso testemuno ou ser$s morto imediatamente&, revela a nossa consci*ncia que qualquer omem é livre para resistir a uma tal ameaça. Essa independ*ncia dos m;veis sens"veis que se revela na nossa vontade testemuna e atesta a sua liberdade. 8 ela que constitui a sua autonomia. /e a nossa vontade se!ue a lei da natureza, se!ue uma lei que não é a sua, uma lei eteronoma. 6as se!uir a lei feita para n;s é se!uir uma lei aut@noma.

Essa lei se nos liberta também nos domina, porque nos leva a dominar nossos impulsos e nossas tend*ncias. Estamos, portanto, ante ela numa relação de depend*ncia. )e nossa submissão ou de nossa revolta é que decorre o mérito ou o demérito de nossa atitude. onfundir a lei moral com o sentido moral ou se+a o prazer ou o des!osto que nos causam nossas aç?es seria esquecer essa relação de depend*ncia.

O prazer da boa consci*ncia e o remorso sup?em a idéia da obri!ação moral e, consequentemente, não poderiam ser o fundamento dessa obri!ação.

(ode-se concluir, dizendo que o que em definitiva distin!ue os princ"pios da razão das m$ximas do interesse e da prud*ncia é saber sempre o que se deve fazer. 6uitas coisas, s; ap;s lon!as experi*ncias, sabemos se nos são vanta+osas ou não. ontudo, pode-se sempre cumprir com o nosso dever porque basta o nosso querer para tanto. 1o contr$rio,

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nem sempre podemos fazer o que a experi*ncia nos revela como a!rad$vel ou desa!rad$vel.

1lém daqueles dois caracteres' a universalidade e a autonomia pertencem ainda 7 lei moral'

5% a possibilidade de ser sempre conecida3 % a possibilidade de ser sempre praticada.

:ais caracteres não são notados nas leis emp"ricas, como se verificam nas m$ximas' se!ue teus instintos f"sicos& #Epicuro%, ou se!ue teus instintos morais& #Hutceson%.

ita ainda Kant outros dois princ"pios que for+am propostos, como o de Iolf  Realiza em ti a perfeição&, que é uma m$xima dos est;icos e conforma-te 7 vontade de )eus& de rusius.

Repele essas re!ras como princ"pios, porque a primeira tem de admitir a exist*ncia de )eus, pois, sem ele, como admitir a exist*ncia da perfeição e a se!unda por que sem saber a exist*ncia de )eus nada podemos saber quanto 7 sua vontade. Esses princ"pios são materiais e não formais, diz Kant, porque p?em a re!ra de nossas aç?es num ob+eto exterior  e não na forma de nosso conceito moral, ou se+a numa idéia de uma le!islação universal e aplicada a toda vontade universal.

1 liberdade é um nAmeno que tem realidade ob+etiva. Errava Hume quando afirmava que não conec"amos nenuma causa. 1 mina liberdade é causa de meus atos. 8 da ob+etividade e da realidade, portanto, da liberdade, que decorrem outros conceitos transcendentais e a idéias da razão. 6as é mister que a+a entre esses conceitos e essas idéias uma relação necess$ria com a liberdade.

(rovada a liberdade, resta determinar seu ob+eto e seus m;veis.

O ob+eto do dese+o inferior é o a!rad$vel que nem sempre pode ser atin!ido3 o ob+eto do dese+o superior é o 2em que pode ser atin!ido porque reside apenas na intenção.

O 2em é bom por si mesmo, é, portanto, um fim absoluto3 o a!rad$vel é bom para n;s, em relação a n;s, tem, pois, um fim relativo.

6ostra-nos Kant que em v$rias l"n!uas $ apenas uma mesma palavra para indicar  essas idéias que se distin!uem, como o termo bonum, em latim. ontudo, no alemão essa dificuldade não existe, porque Juta trata-se do bem moral e Iol do bem f"sico, como 2ose do mal moral e Ie do mal f"sico.

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(oder-se-ia perfeitamente rir do est;ico que exclamava no meio dos mais vivos sofrimentos' )or, podes me tormentar, eu não afirmarei nunca que se+as um mal. Ele tina contudo razão. O que sentia era um mal f"sico #Dbel%, e seus !ritos o atestavam3 mas por  que avia ele concedido que fosse um mal absoluto 2oseF om efeito, a dor não diminu"a de modo al!um o valor de sua pessoa3 ela não diminu"a nada mais que seu bem estar. Dma s; mentira que tivesse a acusar-se teria sido suficiente para abater seu or!ulo3 mas a dor  não era para ele mais que uma ocasião de a fazer a parecer&. #1nal"tica, cap. >>%.

/e não ouvesse no omem a distinção entre o bem f"sico e o bem moral o omem não se distin!uiria dos animais cu+o Anico fim é o a!rad$vel. O ob+eto pr;prio do omem é o 2em absoluto, o 2em moral.

Kant não se satisfaz apenas em distin!uir o bem moral do bem f"sico3 procura ainda o que constitui a ess*ncia de ambos. (ara ele o 2em nada mais é que a submissão 7 obri!ação da lei moral. 9ão é por ser boa que uma coisa é obri!at;ria, mas por ser obri!at;ria é que é  boa. E por que é o omem ante seus olos o fim da vida moralF (orque é ele o su+eito da

lei moral e por conseqL*ncia do que é santo em si e do que apenas pode dar a al!uma coisa o car$ter de santo&.

1 moral de Kant é uma moral de liberdade, mas também de submissão e de depend*ncia. 9ão $ contudo a" contradição. (orque é a liberdade que se submete voluntariamente ao cumprimento do dever.

:omada essa posição a idéia de )eus se imp?e. E é da" que Kant empreende a demonstração da exist*ncia de )eus.

1o contr$rio da r"tica da Razão (ura, os princ"pios da razão pr$tica não decorrem dos conceitos, são os conceitos que decorrem dos princ"pios, conecidos de antemão. 1ssim o conceito de bem e de mal se deduzem dos princ"pios da ação moral. Os princ"pios  precedem aos conceitos. 1 estética moral s; pode sobrevir do estudo do conceito moral, por 

isso na 1nal"tica estuda Kant em primeiro lu!ar os princ"pios, depois o ob+eto da lei moral e, finalmente, os m;veis da vontade, subdivididos em motivos e!o"stas, sens"veis e os verdadeiramente morais.

(or isso a razão pr$tica se!ue o método racional, meramente dedutivo e se!ue do mais !eral para o mais particular.

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O silo!ismo da razão pr$tica parte da lei !eral, do qual o ato conforme ou não a lei é a menor. 1quele que se pode convencer da verdade das proposiç?es contidas na 1nal"tica deve amar essas comparaç?es3 pois elas fazem +ustamente esperar poder um dia aperceber a unidade da razão pura inte!ralmente #da razão te;rica e da razão pr$tica% e tudo derivar de um s; princ"pio, o que é a inevit$vel necessidade da razão umana, a qual não encontra uma inte!ral satisfação senão numa unidade perfeitamente sistem$tica de seus conecimentos&.

:odo edif"cio da moral Cantiana funda-se assim na liberdade. 6as como admitir a sua  possibilidadeF 9ossos atos psicol;!icos dão-se no tempo e tudo quanto se d$ no tempo é determinado por uma causa anterior, o que exclui a liberdade. 6as liberdade não é pura espontaneidade, como o +ul!ara Neibnitz.

Kant procura resolver o problema de outro modo. 1 fatalidade reina no mundo dos fen@menos e re!e nossos atos como fen@menos, pois eles se realizam no tempo. 6as a mina liberdade e a mina razão atuam fora do tempo, por isso não podem ser determinada  por um fen@meno. )esse modo, supondo que coneçamos todos os m;veis que podem

determinar um ato, poder"amos calcular a conduta futura de um omem com certeza i!ual ao de um eclipse da lua ou do sol continuando a cam$-lo livre&. Esta doutrina é, para Kant, a Anica que pode salvar a liberdade. (ois, se a mina liberdade estivesse no tempo e se os fen@menos acontecem no tempo fossem al!uma coisa de real, todos esses fen@menos e entre eles a mina liberdade seriam determinadas pela vontade de )eus. 9este caso )eus e a liberdade seriam incompat"veis, quando, ao contr$rio, a liberdade e a lei moral sup?em )eus. 1 demonstração de tais afirmativas ele a far$ na )ialética da Razão (r$tica.

Dialética da Razão Prática

:em a razão pr$tica um ideal, o soberano bem, cu+a ob+etividade pode ser  demonstrada ou não. ontudo, antes de empreender a demonstração, cabe saber que se entende por soberano bem. 1 resposta de Kant é que é o acordo perfeito da virtude e da felicidade. 9ão se deve praticar o bem moral em vista da felicidade, porque então o motivo destruiria todo mérito da vontade. O que é +usto e portanto bom é que a felicidade decorre do estado moral da vontade.

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/e a virtude e a felicidade fossem id*nticas a afirmação de sua união decorreria de um  +u"zo anal"tico. 1ssim, erradamente, faziam-no os est;icos e os epicAreos, que punam a

virtude apenas na busca da felicidade.

1o contr$rio eles se limitam mutamente e se combatem no mesmo su+eito&. omo uma não é efeito da outra, s; podemos afirm$-la por um +u"zo sintético.

1 dificuldade de alcançar esse +u"zo decorre da antinomia em que nos encontramos3 ou a felicidade #o dese+o da felicidade% é causa da mina virtude, e então não é ela virtude,  porque é interessada, ou é a virtude que é causa da felicidade. E tal não pode ser porque

mina felicidade depende das leis da natureza e não das minas intenç?es. )e qualquer  forma, em ambos casos, a união da virtude e da felicidade é imposs"vel de ser demonstrada.

6as essa antinomia é apenas aparente. O dese+o de felicidade não é de modo al!um causa da virtude. <uanto 7 /e!unda ela s; é falsa no mundo dos fen@menos. 9a verdade,  pelo efeito das leis f"sicas do universo, nem sempre a felicidade decorre da virtude, mas, por meio de um autor inteli!"vel do mundo& é que pode ser estabelecida e mantida essa união.

1 pr$tica da virtude causa o sentimento de satisfação., 6as essa satisfação é  puramente intelectual e não sens"vel. 9a verdade não realiza a felicidade perfeita, porque o omem virtuoso é um campo de luta de contr$rios que o impelem a praticar atos opostos aos da virtude que ele precisa combater. 9este caso, a virtude por si s;, não podendo realizar a felicidade, não realiza o soberano 2em. (ara que tal suceda, é mister um poder  superior. E este poder é )eus. )eus, por isso, existe. (rovou-se acaso que existe o soberano 2emF /e não existe, se forma apenas um ideal, neste caso )eus pode ser posto em dAvida  +$ que se torna apenas necess$rio para realizar esse soberano 2e,

6as Kant retruca que esse ar!umento não procede, porque não se pode por em dAvida o /oberano 2em, e consequentemente aquele que é causa dele, sem que se duvide simultaneamente da lei moral. (ois o /oberano 2em faz parte da lei moral, pois somos obri!ados a realiz$-lo, não certamente ao buscar a felicidade, mas aos nos esforçarmos em nos tornarmos di!nos ao dominar nossos "mpetos que se op?em 7 lei moral. olocar meus "mpetos dentro da lina de contuda moral e da mina razão é o fim ao qual tendo. E como  poderia tender a tal sem a esperança de conse!ui-loF E como :er essa esperança, sem admitir uma outra vida. 1 lei moral não pode orientar-se para uma quimera. (ortanto, a lei

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moral implica a imortalidade da alma, implica )eus, sem o qual não poderia realizar por  mim mesmo o /oberano 2em que me ordenado querer realizar.

Essa prova da exist*ncia de )eus, realiza simultaneamente a prova da sua perfeição. /e apenas me fundasse nas obras da natureza, ce!aria apenas a concluir que )eus é bom e  poderoso, não porém que ele é a infinita perfeição. 6as considerando que ele realiza o soberano 2em, encontro na an$lise desse conceito a perfeição absoluta. E concluo mais ainda' concluo a sua (ersonalidade, porque a pessoa consiste na vontade e o soberano 2em é a lei e a vontade. )eduzo a onisci*ncia porque reparte em proporção exata a virtude nos coraç?es umanos3 deduzo a eternidade, porque Qustiça deve existir sempre. onclui Kant que por tais racioc"nios conclui não apenas que )eus existe, mas também que é capaz de realizar um conceito perfeitamente determinado desse ser perfeito&.

O que fora problem$tico na r"tica da Razão (ura passa a ser demonstrado a!ora na r"tica da Razão (r$tica' a exist*ncia de )eus e a imortalidade da alma. /; os atributos morais de )eus podemos demonstrar. Os outros atributos metaf"sicos se nos escapam. 9ão é a ci*ncia, mas a fé que nos demonstra Ba em suam a exist*ncia de )eus.

Metodologia da Razão Prática

2asta apenas a visão da virtude pura para impulsionar o coração umano, conclui Kant.

(eda!o!icamente, aconsela que o melor meio de ensinar essas liç?es 7s crianças consiste em faze-las apreciar os fatos da ist;ria e aconsel$-las a +ul!ar os atos umanos se!undo o valor dos motivos que tinam, se interesseiros ou de fins elevados.

8 mister despertar na criança o respeito pela lei e o amor 7 lei, bem como a admiração  pela lei moral, despertando nos +ovens um intenso amor. )uas coisas encem a alma de uma admiração e de um respeito sempre renascentes e que crescem 7 medida que o  pensamento a eles retorne constantemente e a eles se aplica com cuidado' O céu estrelado

acima de n;s e a lei moral dentro de n;s&.

/e na r"tica da Razão (ura conclui Kant que é imposs"vel ao omem provar um  +u"zo sintético a priori, na r"tica da Razão (r$tica conclui como le!"tima a proposição' o

omem é obri!ado a obedecer a lei da razão.

Estamos aqui em face de um +u"zo sintético a priori.

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1 idéia do 2em leva 7 idéia do 2elo e consequentemente 7 idéia de destinação e de finalidade, que estão compreendidas naquelas. E este é o ob+eto da sua famosa r"tica do Qu"zo, que passaremos a expor.

Crítica Final

)epois da cr"tica que fez da razão pura e da impossibilidade de demonstrar ela os  +u"zos sintéticos a priori que anuncia, as conclus?es a que ce!a Kant em sua r"tica da

Razão (r$tica deixam perplexos o seu leitor e sobretudo aquele que estuda a sua obra.

1firma a exist*ncia do 2em e a de uma lei moral. omo conseqL*ncia conclui a exist*ncia de um le!islador aplicando, assim, simplesmente o princ"pio de causalidade, que antes ne!ara seu valor. 1 afirmação da exist*ncia da vontade de um ser perfeito é a afirmação, além da causalidade, da substSncia. 1firma a exist*ncia de seres fora do mundo sens"vel, mas de seres absolutos, cu+a absolutuidade antes ne!ara. /e o princ"pio de causalidade não é fundado por que não existir uma lei sem le!islador, uma perfeição absoluta sem o ser perfeitoF 1dmitir a necessidade da causa pela postulação do efeito é admitir o princ"pio de causalidade. Em suma, Kant termina por afirmar o valor da metaf"sica que ele avia anulado.

)o cepticismo da 'r"tica da Razão (ura cai no do!matismo da r"tica da Razão (r$tica.

onclui Kant que o 2em reside na conformidade de uma vontade a uma lei que ordena. 6as esse 2em é o do omem, não o que se poderia atribuir a )eus, que não pode ser obri!ado por uma lei.

Análise da Crítica do Jízo

)o mundo da natureza nada conecemos senão as representaç?es eu constru"mos e que é re!ida por leis imprescrit"veis e fatais. 9ada sabemos sobre a sua ess*ncia, sobre a sua ori!em e, pelo pensamento, desconecemos seu autor, pois não sa"mos da cadeia dos fen@menos.

6as diferente é o que se d$ com o mundo da liberdade, que nos é revelado pela lei moral. E como esta nos é dado pela nossa mente, não sa"mos também dela, +$ que suas leis são as pr;prias leis da nossa razão. E por elas alcançamos a )eus, sem o qual a moral não teria sentido e seria uma impossibilidade.

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O mundo dos fen@menos é o ob+eto da razão especulativa. E esta perde seu valor ao querer afirmar a realidade do mesmo. Q$ o mundo da liberdade é o mundo da razão pr$tica cu+a realidade é revelada pelo mandamento indubit$vel da lei moral. Este é o resultado que ce!a em sua r"tica da Razão (r$tica.

6as que prop?e realizar Kant em sua r"tica do Qu"zoF

H$ em n;s um +u"zo reflexivo sobre o 2elo e sobre o conceito de finalidade.

Essa faculdade é intermedi$ria entre a razão especulativa e a razão pr$tica. 8 nas coisas que comp?em o ob+eto da razão especulativa, as coisas do mundo, que encontramos o 2elo que tem uma analo!ia com o 2em, participando, assim, do mundo inteli!"vel. 1  pr;pria idéia de finalidade é uma forma da noção de Ordem. O mundo sens"vel nos revela

uma conveni*ncia e uma armonia #2em%.

Essas tr*s faculdades são faculdades de conecer a priori, pois as outras não  pertencem ao estudo das r"ticas.

1 razão pura tem a faculdade de conecer os princ"pios puros, os princ"pios a priori que entram como formas do conecimento sens"vel. O conecimento dos ob+etos sens"veis  pertence 7 psicolo!ia. :ambém a faculdade de querer não é a razão pr$tica. Esta é  propriamente a faculdade que concebe princ"pios a priori imprescind"veis para servirem de

re!ra 7 faculdade de querer.

:ambém o +u"zo não é a faculdade de perceber o belo, porque a percepção pertence 7 faculdade de sentir, mas a faculdade de conceber princ"pios a priori que constituem  princ"pios racionais na percepção do 2elo, no exerc"cio dessa faculdade de sentir. 9ão se deve confundir este com a mera sensibilidade, o prazer que essa nos possa dar, mas o prazer  intelectual, racional, que decorre da armonia que capta o nosso esp"rito nos ob+etos supra-sens"veis, que é o sentimento do 2elo. :em por si mesmo o +u"zo princ"pios a prioriF /ão tais princ"pios constitutivos ou simplesmente re!uladoresF )$ ele a priori uma re!ra ao sentimento do prazer ou do desprazer, como um meio termo entre a faculdade de conecer  e a faculdade de querer #da mesma forma que o entendimento prescreve a priori leis 7  primeira, e a razão 7 se!unda%F Eis do que se ocupa a r"tica do Qu"zo&, escreve Kant no  pref$cio desta obra.

)istin!ue Kant o +u"zo determinante de o +u"zo de reflexão. 1o entendimento  pertencem os +u"zos determinantes, que consistem na aplicação das cate!orias aos ob+etos,

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 porque s; por meio dessas determinaç?es pode o nosso esp"rito formar uma idéia de um ob+eto. Exemplifica com o +u"zo um fen@meno tem uma causa que é um determinante, pois sem a cate!oria de causa a um fen@meno não posso formar dele nenuma idéia. onecido um ob+eto por meio de um +u"zo determinante, a reflexão nos faz descobrir entre a natureza de um ob+eto e a do nosso esp"rito uma misteriosa armonia, cu+a afirmação é um +u"zo que nada acrescenta nem retira da natureza do ob+eto. :al +u"zo de reflexão não é um +u"zo determinante, pois a idéia que form$vamos das propriedades e da ess*ncia do ob+eto  permanece a mesma que antes da reflexão. Essa reflexão afirma apenas o prazer que nos

causa a armonia percebida ou pressentida entre as leis do nosso pensamento e as leis da natureza.

:anto o +u"zo determinante como o +u"zo de reflexão nos fazem conceber o particular  como contido no !eral, com a diferença, porém, que através de o determinante o !eral, a lei, o princ"pio, a re!ra, nos é dado antes que o esp"rito capta o particular que pertence a essa re!ra. )este modo, o princ"pio de causalidade nos é dado antes do fen@meno ao captar a intuição do fen@meno a esse princ"pio que ce!amos a formular o +u"zo determinante' :odo fen@meno tem uma causa&. Q$ o mesmo não se verifica com o +u"zo de reflexão, pois este me d$ o particular de antemão e, depois, pela reflexão, relacionamos esse fato  particular a uma lei !eral. (ercebemos primeiramente o fen@meno e depois procuramos qual a sua colocação na ordem do mundo. Enquanto os +u"zos determinantes precedem aos fen@menos, os de reflexão #embora também a priori% sucedem 7 experi*ncia e a completam conexionando pelo pensamento as intuiç?es a uma idéia diretriz, a uma razão de ser. 1ssim formula Kant essa idéia diretriz do +u"zo de reflexão' onsiderar a natureza se!undo uma unidade tal como a estabeleceria um entendimento, se a natureza fosse realmente o efeito de uma causa inteli!ente&. 8 a idéia de finalidade um princ"pio re!ulador de +u"zo e isso se d$ em virtude de nosso esp"rito que procura a unidade na variedade. Esse conceito transcendental de uma finalidade da natureza não é nem um conceito da natureza nem um conceito de liberdade3 pois não atribui nada ao ob+eto #7 natureza%3 nada mais faz que representar a Anica maneira que devemos proceder em nossa reflexão sobre os ob+etos da natureza, para ce!ar a uma experi*ncia perfeitamente li!ada em todas as suas partes&. 1 reflexão tem como finalidade resolver esse !rande problema que est$ a priori em nosso

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entendimento' com as percepç?es dadas por uma natureza que contém uma variedade infinita de lei emp"ricas fazer um sistema coerente&.

/em esta unidade que supomos na natureza, o racioc"nio por analo!ia seria imposs"vel&. Ora, a analo!ia é o fundamento de todas as classificaç?es que estabelecemos  para conexionar entre si as leis da natureza ou se suas diferentes partes, que se tornaria a

ci*ncia, se o +u"zo de reflexão não desse uma re!ra e uma direção 7s pesquisas do f"sico e do naturalistaF&

1tribui assim Kant ao +u"zo de finalidade a mesma função que atribu"a 7s idéias transcendentais na r"tica da Razão (ura.

/ão de duas espécie os +u"zos de finalidade, que são os +u"zos de finalidade  propriamente ditos ou teleol;!icos e os +u"zos estéticos.

<uando um ob+eto nos a!rada sem preocupação de sua destinação, a armonia que nos arrebata, que nos a!rada, não é a armonia das partes desse ob+eto entre elas, mas a armonia que existe entre a forma e a natureza de nossas faculdades, $, então, um sentimento do 2elo, um +u"zo estético. /e se der o contr$rio, o +u"zo ser$ teleol;!ico.

om esses dois +u"zos intelectualizamos a natureza, pois tanto o 2elo como a Ordem são noç?es a priori, noç?es racionais. (or meditarmos sobre a Ordem na natureza, acostumamo-nos a amar a Ordem absoluta, que se torna uma lei de todas as forças de nossa alma quando nos aparece como re!ra não s; de nossos +u"zos mas de nossas vontades.

Estuda Kant esses dois +u"zos na r"tica do Qu"zo em duas partes que ele subdivide, cada, em tr*s' a 1nal"tica, a )ialética e a 6etodolo!ia.

Analítica do !elo

(ara decidir se uma coisa é bela ou não, não relacionamos sua representação ao seu ob+eto e em vista de um conecimento, mas ao su+eito e ao sentimento de prazer ou de desa!rado, por meio da ima!inação... O +u"zo de !osto não é pois um +u"zo de conecimento3 nem é tampouco por conseqL*ncia l;!ico, mas estético. 8, pois, um +u"zo sens"vel, por pertencer 7 sensibilidade ou dele depender. 8 pois um +u"zo estético um +u"zo  puramente sub+etivo, não fundando-se nas representaç?es dos ob+etos, mas em sua relação

ao sentimento de prazer ou de desa!rado, relação que desi!na nada do ob+eto, mas simplesmente o estado no qual se encontra o su+eito afetado pela representação&.

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(elo entendimento representamos um ob+eto, mas o +u"zo de !osto diz apenas a maneira como as minas faculdades são afetadas por ele e nada sobre a sua natureza.

 9ão estuda Kant na 1nal"tica quais as caracter"sticas do 2elo no ob+eto, mas quais os caracteres do prazer que o 2elo produz. /empre interessa a Kant em suas r"ticas o exame das condiç?es sub+etivas do nosso conecimento. 9a r"tica do Qu"zo prosse!ue na mesma orientação, interessando-se pelas relaç?es do 2elo e do 2em, a armonia dos princ"pios do  +u"zo com os princ"pios da lei moral. 1 ob+etividade que dar$ a eles vir$ a seu tempo.

/ubdivide-se a 1nal"tica em 1nal"tica do 2elo e 1nal"tica do /ublime.

H$ uma analo!ia entre ambos, mas o 2elo relaciona-se mais 7 sensibilidade, enquanto o /ublime mais 7 razão.

O prazer, que produz o 2elo, além de racional, é sens"vel, e distin!ue-se todos os outros !ozos por quatro caracteres principais que le emprestam um papel superiormente elevado em relação a todos os outros fen@menos da sensibilidade. 8 um sentimento de natureza superior e que s; pode existir num ser racional e moral.

0%O primeiro car$ter do 2elo é produzir uma satisfação pura #isenta% de todo interesse.

(odemos acar belo um edif"cio sem o menor dese+o de possui-lo. 9em o interesse dos sentidos, nem o interesse moral entram como elementos do +u"zo de !osto, porque não  +ul!arei do belo de uma coisa por ter sido ela constru"da por um omem indi!no ou nobre. TDm +u"zo sobre a beleza no qual se mistura o mais leve interesse é parcial e não é um  puro +u"zo de !osto&.

O belo não é o a!rad$vel. Dm ob+eto a!rad$vel dese+a possui-lo, dele !ozar, enquanto um ob+eto belo dese+a apenas contempl$-lo. O a!rad$vel é ob+eto de dese+o, enquanto o 2elo é apenas ob+eto de uma aprovação e o Anico dese+o que nos anima é aprov$-lo. 9ão é também o Atil, o 2elo. O Atil é dese+ado em função de um fim, enquanto o belo o ama em si mesmo, sem preocupação em saber para o que serve.

 9em tampouco o 2elo é id*ntico ao 2em, porque nos interessa, e muito, tudo o que é moralmente bom. /eria reduzir o 2em identific$-lo com o 2elo, seria como identificar a ele!Sncia dos costumes com a virtude, a polidez com a benevol*ncia.

4%O car$ter do desinteresse e de impessoalidade d$ aos +u"zos de !osto o direito ao assentimento universal.

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/ão os nossos prazeres e os nossos interesses que são vari$veis. O 2elo sentimento do 2elo, embora universal, não est$ li!ado a nenum dos conceitos do entendimento. 1o +ul!ar   belo um ob+eto nada afirmo em relação 7 quantidade, 7 realidade, 7 ne!ação, 7 causalidade,

7 necessidade ou 7 contin!*ncia.

(er!unta Kant como um +u"zo sem conceito poderia ser universal. /implesmente  porque as leis sub+etivas do pensamento são as mesmas em todos os omens. O que difere são os fen@menos sub+etivos da sensibilidade. )ependendo o +u"zo do 2elo das leis do nosso pensamento, Kant explica do se!uinte modo' ao percepção de um ob+eto belo p?e em funcionamento ao mesmo tempo a nossa ima!inação e o nosso entendimento. 1 primeira reAne os elementos da intuição, enquanto a /e!unda d$ a unidade a essa intuição composta de partes diversas. E como o entendimento, para conceber essa unidade, não est$ su+eito a nenum conceito determinado, sente-se livre, +o!a livremente com a ima!inação, que é a mais livre das nossas faculdades, parecendo-le se!uir sem constran!imentos a sua direção a!rad$vel e f$cil ao mesmo tempo que razo$vel. 1 consci*ncia desse +o!o produz um sentimento de prazer que é o +u"zo do 2elo. 8 esse estado de esp"rito um fen@meno sub+etivo sem dAvida, mas pode-se afirmar que deve poder ser universalmente partilado&, !raças 7s leis universais do esp"rito entre as quais estão as que re!ulam a ima!inação e o entendimento. )a" sur!e a se!unda definição do 2elo' O 2elo é o que a!rada universalmente sem conceito&.

5%9ão tem o +u"zo de !osto um fim determinado que se refira a um su+eito pensante, nenuma finalidade sub+etiva.

1demais não implica o conecimento da destinação do ob+eto belo, ou se+a a finalidade ob+etiva.

6as o 2elo implica uma finalidade, mas indeterminado, distinta da finalidade ob+etiva e da finalidade sub+etiva determinada. O 2elo, em suma, encerra a forma da finalidade mas sem a matéria.

(ara Kant a forma é a disposição !eral do esp"rito a perceber as coisas e a matéria é o ob+eto particular percebido.

1o perceber o 2elo não percebemos uma relação particular, determinado, que possa :er o ob+eto com a nossa utilidade. 9essa relação consiste a finalidade sub+etiva determinada. 9em percebemos tampouco a aptidão das partes do ob+eto a uma certa

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destinação, que constituiria a finalidade ob+etiva. ontudo, percebemos uma certa armonia. 6as de que é essa armonia não sabemos, ou como diz Kant o artista i!nora. 6as o fil;sofo responde' é uma armonia entre as tend*ncias !erais da ima!inação e as tend*ncias do entendimento, ou se+a uma armonia entre as formas de nossas diversas faculdades intelectuais. H$ um não sei que que capta o nosso entendimento que est$ em relação com sua pr;pria natureza na representação captada pela ima!inação. Essa adequação é uma finalidade, mas formal e não material. (orque ela é invari$vel se!undo a natureza particular dos ob+etos belos. 1 terceira definição é a se!uinte' o belo é a forma da finalidade de um ob+eto enquanto ela é nele percebida sem representação de fim.

O ob+eto belo é aquele que parece :er sido feito não com o fim de ser Atil a tal ou qual fim nem corresponder a um certo tipo ori!inal de perfeição intr"nseca, mas com o intuito de nos a!radar sem que nos se+a f$cil compreender a razão desse prazer. 1o ver um edif"cio um poder$ dizer que viu o edif"cio, mas o arquiteto poder$ admirar a solidez da construção, o primeiro ouviu do ponto de vista da finalidade sub+etiva, o se!undo da finalidade ob+etiva. Outros poderão v*-lo sobre o aspecto da sua beleza, e em todos pode aver um +u"zo do belo, mas o artista captar$ a si!nificação das suas linas, da sua simb;lica e s; ele experimentar$ o sentimento do belo.

%1 universalidade dos +u"zos de !osto sup?e a sua necessidade. Essa necessidade s;  pode decorrer do sentido do belo que é comum a todos os omens inerente a forma do nosso esp"rito, da" construir ele a quarta definição' o belo é o que reconecido sem conceito, como o ob+eto de uma satisfação necess$ria.

1s quatro definiç?es que Kant nos deu corresponde as quatro cate!orias pois a aus*ncia de interesse é uma qualidade, a universalidade se relaciona a quantidade, a finalidade a relação e a necessidade a modalidade.

Reconece Kant que $ diversidade de !ostos, mas esta decorre de procurarem uns nos ob+etos a beleza aderente e outros a beleza livre.

Dma casa mal constru"da pode a!radar aos olos e ser por isso elo!iada embora possa ser despreciada por não convir a abitação.

1s quatro definiç?es do belo podem ser resumidas numa' o belo é o que oferece necessariamente em todos os omens uma satisfação fundada unicamente sobre o livre +o!o da ima!inação e do entendimento. Kant nos explica em que consiste este livre +o!o entre a

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ima!inação e o entendimento. 1 ima!inação de que ele fala não é a reprodutora, que é uma faculdade li!ada as leis !erais da mem;ria e da associação das idéias cu+as operaç?es não tem nenuma liberdade. 1 ima!inação de que ele fala é a produtora, criadora que é causa livre das formas arbitr$rias de intuiç?es poss"veis. 1 armonia livre dessas duas faculdades sup?e o caprico sem desordem e a ordem sem simetria matem$tica. 1 simetria de uma  planta tem uma razão de utilidade, não uma razão de !osto e a beleza que dela resulta é apenas uma beleza aderente e não uma beleza livre, a natureza realiza a beleza livre sem admitir a desordem nem a simetria, o canto dos p$ssaros que não podemos relacionar a nenuma re!ra musical nos a!rada por sua liberdade. /em a liberdade que a nossa ima!inação encontra, na mobilidade e diversidade das coisas, desapareceriam o sentimento do belo, mas sem a armonia, a liberdade de ima!inação produziria apenas monstros. (ortanto a produção do problema do belo est$ no acordo do entendimento com a ima!inação. /; nessa acordSncia, $ armonia com liberdade.

Analítica do s"lime

1ssim como o belo, é o sublime ob+eto de um +u"zo de reflexão. :ambém é este +u"zo a priori e não sup?e conceito, contudo não se deve confundir com o sentimento do belo com o do sublime apesar das analo!ias que apresentam.

Enquanto o espet$culo do belo nos faz perceber uma lina de armonia entre o entendimento e a ima!inação, do sublime nasce do desacordo dessas faculdades e da viol*ncia sofrida pela nossa ima!inação pelo va!o tan!er do infinito. O oceano, a tempestade, fazem nascer em n;s o sentimento do sublime porque nos faz em pensar no infinito. 1s coisas que nos apontam o infinito são sublimes. Enquanto o belo reside numa forma, o sublime é procurado nos ob+etos cu+a forma nos escapa e cu+os limites não podem ser atin!idos pela nossa ima!inação. 1 satisfação do belo contém o sentimento duma excitação direta das forças vitais, e por essa razão não é incompat"vel com os encantos que atraem a sensibilidade. Enquanto que a satisfação produzida no sentimento do sublime é um  prazer que não se produz senão indiretamente, quer dizer que é excitado apenas pelo

sentimento de uma suspensão momentSnea das forças vitais e da efusão que dela decorrem... também o sentimento do sublime é incompat"vel com toda espécie de encanto e como o esp"rito dele não se sente apenas atra"do pelo ob+eto, mas também repelido, esta satisfação é menos um prazer positivo do que um sentimento de admiração e de respeito&.

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 9o sublime $ uma viol*ncia feita a ima!inação e ao entendimento. Este é a faculdade do finito, e $ nele uma armonia entre a razão, que é a faculdade do infinito, e os ob+etos que incitam a ima!inação a ultrapassar os limites do seu pr;prio império ou se+a o mundo dos fen@menos. )a" aver no sentimento do sublime simultaneamente um prazer e uma m$!oa. 1 m$!oa nasce da desproporção sentida pela ima!inação entre a !randeza estética e a !randeza racional. O prazer sur!e da acordSncia entre dois +u"zos e do mesmo esp"rito em que um afirma a mina impot*ncia de pela ima!inação sair do mundo sens"vel e o outro me afirma a exist*ncia de um mundo supra sens"vel que embora inima!in$vel é contudo concebido.

1 consci*ncia de mina impot*ncia em ima!inar é a consci*ncia de conceber al!uma realidade além do que eu ima!ino. (orque sofro ao ver as coisas do mundo sens"vel senão  por ter consci*ncia de que não posso delas me libertar.

)este modo o sublime me revela a realidade do infinito ao mesmo tempo o sofrimento que experimento por não poder penetrar nele por meio das minas faculdades. (ode o sublime ser produzido pelo espet$culo de uma !randeza inima!in$vel e temos o sublime matem$tico ou pelo poder que parece querer esmi!alar-me e eis o sublime dinSmico. amamos sublime as coisas que ultrapassam a nossa intuição e nos faz pensar  no mundo supra-sens"vel o sublime é o que não pode ser concebido sem revelar uma qualidade de esp"rito que ultrapassa toda a medida dos sentidos&.

1 natureza s; é +ul!ada sublime não quando ela é terr"vel, mas quando ela leva a força que somos a considerar esta pot*ncia da natureza como não tendo nenum império sobre nossa personalidade desde que se trata de nossos princ"pios supremos&.

(ode-se aplicar ao /ublime a terceira definição do 2elo. 1s outras conv*m também ao /ublime, mas em sentido diferente. omo o sentimento do 2elo, o do /ublime é desinteressado, é universal, embora sem conceito, é necess$rio. 6as enquanto o 2elo é ao mesmo tempo independente de todo interesse sens"vel e todo interesse moral, o /ublime não é estrano ao interesse moral, enquanto é totalmente estrano ao interesse sens"vel,  pois le é contr$rio e o violenta.

Enquanto o 2elo é ao mesmo tempo independente de todo conceito do entendimento e de toda idéia da razão, o /ublime é apenas independente dos conceitos, não, porém, das idéias, pois ele faz nascer a idéia do supra-sens"vel.

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/e o sentimento do 2elo é comum a todos os indiv"duos, o do /ublime apenas é capaz de se tornar tal, pois é mais pr;prio dos que tem um sentimento moral mais desenvolvido. O omem vul!ar v* nos espet$culos sublimes apenas o peri!o, sente a viol*ncia e não a superioridade da natureza sobre a razão. ontudo, a educação não nos far$ capazes de sentir  o sublime se não tivermos aptidão para ele. H$, portanto, um sentido comum do /ublime e,  portanto, os +u"zos do sublime podem pretender o assentimento de todos os omens, como

os +u"zos do 2elo.

(retende a escola sensualista que tais sentimento são apenas fen@menos fisiol;!icos, em que o sentimento do 2elo produz um relaxamento das fibras do corpo enquanto o /ublime uma tensão dos nervos. /e fossem tais sentimentos emp"ricos, afirma Kant, como  poderiam os omens se entenderem quando falam do 2elo e do /ublime, quando a variança seria imensa. 1 acordSncia entre a ima!inação e entendimento é submetida 7s mesmas leis em todos os omens.

#eoria das !elas$Artes

1 arte, se!undo Kant, tem a finalidade de realizar o 2elo e não propriamente o /ublime. ontudo é na 1nal"tica do /ublime onde Kant vai estudar as 2elas-1rtes.

>nicia por fazer uma distinção entre as artes liberais e as artes mecSnicas. Estas tem um fim Atil ou a!rad$vel, enquanto aquelas tendem para a produção do 2elo. 1 arte tem seu fim em si mesmo

1 escola sensualista do séc. UV>>> reduzia a arte a uma imitação da natureza. Kant não se!ue essa orientação. (ara ele a arte é uma criação do !*nio e não uma imitação. 8 mister& que a obra de arte não traia a forma da escola e não a lembre, de qualquer maneira que a re!ra este+a sob os olos do artista e que ela encante as faculdades do seu esp"rito.

Os ob+etos sublimes são aqueles nos quais não podemos alcançar a forma, porque nos ultrapassam. 6as é a forma a ess*ncia da obra de arte.

<ue é o !*nio para KantF 9ão basta :er !osto e ima!inação para :er !*nio3 é mister  :er alma, sentir um impulso do esp"rito para o infinito. Essa tend*ncia do esp"rito é, para ele, nada mais que a faculdade de exibição de idéias estéticas&. Entende por idéias estéticas as representaç?es da ima!inação que fazem pensar muito, sem que nenuma  palavra possa perfeitamente expressar o sobre o qual se pensa&. (ode-se empre!ar o termo

idéia para tais representaç?es porque elas tendem a nos fazer ultrapassar o mundo sens"vel e

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cama-se estéticos porque o artista não é capaz de express$-las senão empre!ando uma forma acess"vel aos sentidos. 1ssim o artista representa os seres que não pertencem ao mundo sens"vel, com elementos destes, dando-le atributos e perfeiç?es que não possui o mundo real, modo a nos fazer pensar pela visão do sens"vel as coisas supra-sens"veis. Os raios que os poetas p?em nas mãos da )ivindade, nos faz pensar na pot*ncia infinita que não poderia nenuma ima!em representar. (or meio de uma forma nos faz sentir o que não tem forma. E a !randeza !enial do artista est$ precisamente em saber usar meios capazes de nos provocar a intuição do que ultrapassa os nossos sentidos.

ontudo as artes, embora tenam em comum o que devem expressar pela forma, diferem pela diversidade das formas que empre!am para expressão da idéia. Dns expressam  pela palavra, outros pelas atitudes, outros sons. :emos, assim, tr*s espécies de arte' a arte

falante, a arte fi!urativa e a arte do +o!o das sensaç?es.

1 arte falante é a mais nobre, na qual se realiza o melor acordo entre o entendimento e a ima!inação, cu+o acordo consiste na eloqu*ncia que d$ 7 severa razão uma forma que encanta a ima!inação, e na poesia que d$ aos +o!os da ima!inação uma forma re!ular capaz de satisfazer a razão. 1 arte do +o!o das sensaç?es como a mAsica, é ao contr$rio, a Altima,  porque se nos comove mais que a arte fi!urativa e mais que a arte falante diri!e-se contudo

mais 7 sensibilidade e a inteli!*ncia. Entre elas est$ a arte fi!urativa #as artes fi!urativas%. H$ ainda as artes a!rad$veis, meros +o!os do esp"rito, que Kant coloca em Altima lu!ar, embora sem desprez$-las, pois a arte de fazer rir pode revelar um verdadeiro talento c@mico. E prefere esta 7 dos sonadores que quebram a cabeça&, a dos !*nios que quebram o pescoço& e dos romancistas sentimentais que partem o coração&.

Dialética do Jízo Estético

(ara Kant, )ialética é a discussão de uma idéia considerada como absoluta. O 2elo é absoluto r revela-o a sua universalidade. 9este caso, $ lu!ar para uma dialética do Qu"zo Estético.

/endo o absoluto um ser transcendental $ raz?es i!uais tanto para afirmar como para ne!ar a sua exist*ncia, ou se+a cabe-le uma antinomia.

E esta é que apresenta o Qu"zo estético'

:ese' O +u"zo de !osto não se funda sobre conceitos.

1nt"tese' > +u"zo de !osto é universal, não precisando, pois, fundar-se em conceitos.

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ontudo é poss"vel a solução dessa antinomia. O +u"zo de !osto não se funda em conceitos, ou se+a em cate!orias, mas se funda sobre um conceito indeterminado e esse conceitos é o se!uinte' o do substratum supra sens"vel dos fen@menos.

O ob+eto que nos é capaz de fazer sentir, ou dar sur!imento ao va!o sentimento do supra-sens"vel é camado belo. :ermina a dialética pelo nome das relaç?es entre o belo e o  bem.

O sentimento do belo nos faz conceber va!amente o supra-sens"vel através das representaç?es materiais adivinamos, reconecemos o que permanece além da nossa sensibilidade. 1s formas que nos fazem pensar os ob+etos invis"veis são belas. 1lcançar o supra-sens"vel por intermédio do sens"vel é a função do belo que nos permite !ozar das coisas do mundo inteli!"vel.

O belo para Kant é portanto o s"mbolo do bem. <ue entende Kant por s"mboloF 9;s não possu"mos intuição do supra-sens"vel, dos nAmeros. 6as $ um meio de nosso entendimento e nossa ima!inação entrar embora va!amente em comunicação com o mundo superior. Esse camino é o s"mbolo que é uma representação sens"vel que embora não abituada a uma idéia da razão nos faz pensar nessa idéia !raças a analo!ia que existe entre as reflex?es provocadas por esta representação e aquelas que podemos fazer sobre a idéia. (odemos desconecer as leis do esp"rito que nos leva a buscar em toda parte a analo!ia entre o mundo sens"vel e o supra-sens"vel. 9o entanto os Altimos raios do sol poente nos faz pensar na calma que experimenta o omem virtuoso no momento da morte. Kant cita esta passa!em de um poeta' a luz do sol +orrava como +orra a calma no seio da virtude&, !raças a essas analo!ias podemos captar as idéias da razão por meio do s"mbolo. O s"mbolo corresponde a razão, mais ou menos como o esquema corresponde ao entendimento. H$ uma espécie de conecimento intuitivo do mundo inteli!"vel. onecemos )eus não em si mesmo, mas por meio do s"mbolo, por analo!ia, que nosso pensamento capta entre seu ser  inteli!"vel e ob+etos da nossa intuição sens"vel.

)este modo se v* que o belo é o s"mbolo do bem, pois a visão do belo nos pensar no  bem. 1s analo!ias que $ entre ambos são as se!uintes' como o bem o belo a!rada por si mesmo, e a!rada imediatamente, independentemente de todo interesse. E por ser o belo s"mbolo do bem que pode ele pretender o assentimento universal. E a" est$ o se!redo do seu car$ter absoluto, ao sentido comum do !osto que existe em todos os omens, pois em todos

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os seres dotados de razão esta se compra nas analo!ias que a elevam acima dos sentidos é o inteli!"vel que o !osto tem em vista... é para ele que conspiram nossas faculdades superiores de conecer&. )este modo o belo é um s"mbolo da razão e est$ submetido as leis desta. O !osto é aut@nomo seria eter@nimo se a sua re!ra fosse extra"da da experi*ncia eis porque a verdadeira proped*utica do !osto é o desenvolvimento das idéias morais e a cultura do sentimento moral3 pois é somente sob a condição que a sensibilidade este+a adequada ao sentimento que o verdadeiro !osto pode receber uma forma determinada e imut$vel&.

Analítica do %ízo teleol&gico

 9a cr"tica do +u"zo estético Kant analisou o belo que reside na forma da finalidade.  9a cr"tica do +u"zo eleol;!ico prop?e-se a estudar a finalidade quanto a sua matéria, ou se+a, a armonia existente entre as partes componentes de uma coisa. 1ssim como o entendimento concebe a natureza como produto de uma causalidade mecSnica, a razão  pr$tica concebe-a como de uma causalidade livre de uma vontade. O +u"zo que empreste a causalidade mecSnica do universo enfim livremente escolido, participa tanto do entendimento como da razão. )este modo a finalidade é um conceito leve entre o de natureza e o de liberdade. H$ finalidade quando $ apropriação intencional e que esta se+a a contin!ente, não explicada portanto nem pela necessidade matem$tica, nem pela necessidade mecSnica. Dma m$quina nos revela a intencionalidade na disposição de suas  peças. 8 f$cil reconecer a finalidade nas obras de arte, não porém nos produtos da

natureza. >mp?e-se um critério que nos permita distin!uir a causalidade intencional da causalidade mecSnica, e este critério é a reciprocidade da causa e do efeito. 9uma $rvore esta reciprocidade é evidente porque ela é causa e efeito de si mesma, pois cada uma das  partes conserva e é conservada pelas outras.

Essa finalidade é pr;pria dos seres or!anizados. ontudo observa Kant que na matéria inor!Snica $ certas disposiç?es que indicam um fim proposto pela natureza, mas este fim é um meio em vista de um fim superior, a vida doa seres or!anizados. 8 o que se cama finalidade exterior. H$ ainda nos or!anismos uma finalidade interna que consiste na que tem cada uma das suas partes diri!idas para as outras partes. WDm ser or!anizado é pois muito mais do que uma simples m$quina3 ele é dotado, além da força motriz de uma virtude formatriz&. onclui Kant que a crença na finalidade da natureza viva é necess$ria universal

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consequentemente sub+etiva. /e a finalidade estivesse na natureza, o esp"rito não a descobriria a priori e ele s; a capta a posteriori nos ob+etos. Este ar!umento de Kant realmente é surpreendente, inconceb"vel, porque não explica a razão pela qual a ordem não  pode ser realizada fora do nosso esp"rito.

/e a ordem é uma exi!*ncia do nosso esp"rito, como compreender que somos capazes de perceber a desordem nas coisas, neste caso ter"amos a ordem em tudo. 8 verdade que Kant recusa a ob+etividade, a idéia das causas finais apenas provisoriamente, pois considera esta idéia de utilidade moral, sem a qual não poder"amos suportar as coisas desa!rad$veis e é ela que nos a+uda a visualizar o lado bom das coisas, é o que vamos examinar na metodolo!ia.

Dialética do %ízo teteol&gico

H$ aqui também uma antinomia.

:ese B :oda a produção de coisas materiais e de suas formas deve ser +ul!ada poss"vel  pelas leis mecSnicas. Este princ"pio é o que fundamenta a f"sica em todas as ci*ncias da

natureza.

1nt"tese B 1l!umas produç?es da natureza #seres or!anizados% não podem ser   +ul!ados poss"veis apenas pelas leis de mecSnica. Xoi o que se verificou na anal"tica.

Kant resolve a antinomia da se!uinte maneira' nem a tese nem a ant"tese são  princ"pios sub+etivos, mas simples m$ximas sub+etivas, princ"pios re!uladores.

1 tese é uma lei do entendimento, uma lei do +u"zo determinante, ant"tese é uma lei do +u"zo de reflexão. <uanto a realidade das coisas amas podem ser falsas, tomadas em sua forma absoluta, exclusiva. 8 poss"vel que mecanismo e finalidade se reconciliem e que se+a um s; e mesmo princ"pio real, tenam uma mesma causa, embora pareçam distintos aos nossos olos. 8 poss"vel que a necessidade f"sica e a causalidade inteli!ente se+am em si mesmas id*nticas. (or acaso não se nos escapa a realidade das coisasF 1demais supor assim nos evitaria as !raves dificuldades a que nos leva a ip;tese contr$ria os sistemas filos;ficos tem tido dificuldade na explicação da natureza, porque tem considerado o mecanismo e a finalidade ob+etivamente distinto, Epicuro por considerar apenas a causalidade mecSnica e excluir a aus*ncia de finalidade caiu na concepção do acaso, que não é um princ"pio mecSnico. /pinoza impressionado com a unidade e a armonia reinante na natureza sup@s a unidade da substSncia em todos os seres, explicação absolutamente

Referências

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