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A Constituição Economica

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Academic year: 2021

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concretizadas por limites dos princípios da justiça e de uma existência humana concretizadas por limites dos princípios da justiça e de uma existência humana digna impostos à

digna impostos à liberdade económica particular.liberdade económica particular. De acordo o artigo 151º, nº 1,De acordo o artigo 151º, nº 1, da Constituição de Weimar.

da Constituição de Weimar.

No mundo emergente socialista ou comunista inexistindo, à partida e por  No mundo emergente socialista ou comunista inexistindo, à partida e por  intrínseca inerência estrutural, a separação entre Estado e a coisa económica, intrínseca inerência estrutural, a separação entre Estado e a coisa económica, as suas Constituições contêm proposições jurídicas e princípios sobre matérias as suas Constituições contêm proposições jurídicas e princípios sobre matérias económicas e sociais.

económicas e sociais.

O certo é que a origem e desenvolvimento da formação do conceito da O certo é que a origem e desenvolvimento da formação do conceito da C

Cononsstititutuiçição ão EcEcoonnómómicica a ssururge ge nno o pprorololonngagammenento to dda a evevololuçuçãão o dodo Constitutcionalismo, ou melhor da Constituição Política, seio consolidado das Constitutcionalismo, ou melhor da Constituição Política, seio consolidado das ideias da categoria jurídica dos Direitos, Liberdade e Garantias Fundamentais, ideias da categoria jurídica dos Direitos, Liberdade e Garantias Fundamentais, ou seja, nos valores supremos da comunidade.

ou seja, nos valores supremos da comunidade.AULA-5-6-DAULA-5-6-D

Constituição Económica lato sensu é o ordenamento essencial da organização Constituição Económica lato sensu é o ordenamento essencial da organização e

e didiscscipiplilina na sosocicial al da da acactitivividadade de ececononómómicica, a, ou ou cocomo mo esescocolhlha a popolílíticticaa fundamental entre liberdade e vinculação económica; stricto sensu

fundamental entre liberdade e vinculação económica; stricto sensu é restringidaé restringida à Relação Estado-Empresa (propriedade privada, liberdade económica) versus à Relação Estado-Empresa (propriedade privada, liberdade económica) versus intervenção.

intervenção.AULA-6-NAULA-6-N

Es

Esta ta tetendndênêncicia a hihiststóróricica a dodos s textextotos s coconsnstittitucucioionanais is coconsnsagagrarararamm progressivamente, em grau variável de extensão, normas e princípios quanto à progressivamente, em grau variável de extensão, normas e princípios quanto à organização e direcção das actividades económicas não cessou, antes ganhou organização e direcção das actividades económicas não cessou, antes ganhou novo impulso e intensidade com a Crise económica de 29/30 e após a II novo impulso e intensidade com a Crise económica de 29/30 e após a II GuerraMundial até à actualidade em dois extremos modelares:

GuerraMundial até à actualidade em dois extremos modelares:

De um lado as Constituições dos Estados do mundo da liberdade do De um lado as Constituições dos Estados do mundo da liberdade do comércio e da indústria (quer por pressão dos desequilíbrios com impacto comércio e da indústria (quer por pressão dos desequilíbrios com impacto soci

social al provoprovocadocados s pela Guerra, quer pela Guerra, quer pela constatpela constatação fáctica e ação fáctica e de de CiênCiência decia de que a auto-regulação do mercado não é

que a auto-regulação do mercado não é tão segura como a pureza embrionáriatão segura como a pureza embrionária do principio) foram sucumbindo aos apelos e necessidades de intervenção em do principio) foram sucumbindo aos apelos e necessidades de intervenção em múltiplas formas indirectas e directas. A tendência progride, ainda mais, por via múltiplas formas indirectas e directas. A tendência progride, ainda mais, por via ref

reflexlexa, a, dos dos dandanos os que que o o ecoeconómnómico ico caucausa sa ao ao amambiebientente, , momormermente nte pelpelaa actividade industrial.

actividade industrial. Do

Do outoutro ro ladlado, o, as as ConConstistituituiçõeções s dos dos EstEstadados os do do munmundo do socsocialialismismo- o-comunismo (sob o primado da colectivização dos meios de produção e da comunismo (sob o primado da colectivização dos meios de produção e da planificação central da economia), em que as normas e os princípios políticos planificação central da economia), em que as normas e os princípios políticos se confundem, sob base económica, com aqueles primados jus-económicos: O se confundem, sob base económica, com aqueles primados jus-económicos: O ESTADO POLÍTICO, O ESTADO ECONÓMICO E SOCIAL. O espaço deixado ESTADO POLÍTICO, O ESTADO ECONÓMICO E SOCIAL. O espaço deixado à iniciativa pessoal, privada e

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As Constituições são aí necessariamente Económicas em intensidade e As Constituições são aí necessariamente Económicas em intensidade e extensão estruturante, legitimadora e

extensão estruturante, legitimadora e programático-directiva.programático-directiva.

Entre estes dois extremados MODELOS abstractos a realidade registou Entre estes dois extremados MODELOS abstractos a realidade registou Modelos Mistos, em que confluem normas e princípios jurídicos, de protecção Modelos Mistos, em que confluem normas e princípios jurídicos, de protecção do ambiente contra

do ambiente contra danos causados pelo económico.danos causados pelo económico. AULA-6-DAULA-6-D

Portanto, no percurso histórico das experiências modelares restam-nos Portanto, no percurso histórico das experiências modelares restam-nos os

os vavaloloreres s fufundndamamenentatais is quque e rerecocondnduzuzem em aoaos s prprinincícípipios os da da jujuststiçiça, a, dada igualdade e da dignidade e progresso da pessoa humana. É assim que no igualdade e da dignidade e progresso da pessoa humana. É assim que no âmbito extensivo do conceito de CE se entroncam tipos e conceitos, quer da âmbito extensivo do conceito de CE se entroncam tipos e conceitos, quer da Ciência do Direito quer da Ciência Económica: por um lado o conceito de Ciência do Direito quer da Ciência Económica: por um lado o conceito de Constituição e por outro lado,

Constituição e por outro lado, o conceito de Sistema Económico.o conceito de Sistema Económico.

Na verdade, as normas e princípios jurídicos da CE aderem, a um tipo Na verdade, as normas e princípios jurídicos da CE aderem, a um tipo de Sistema Económico q lhes subjaz.

de Sistema Económico q lhes subjaz. AULA-7-N-jafoienviado

AULA-7-N-jafoienviado

Sistemas Económicos Sistemas Económicos

Antes, faz-se necessário um breve bosquejo das concepções e seus Antes, faz-se necessário um breve bosquejo das concepções e seus critérios definidores de

critérios definidores de Sistema Económico, com destaque para as Sistema Económico, com destaque para as concepçõesconcepções de Marx, Sombart e Eucken.

de Marx, Sombart e Eucken. A

A ccoonncceeppççãão o dde e MMaarrx x tteem m ppoor r ccrriitétéririo o ddeeffiinniiddoor r o o MMOODDO O DDEE PRODUÇÃO o qual exprime a contradição material-histórico-dialética, entre a PRODUÇÃO o qual exprime a contradição material-histórico-dialética, entre a natureza das relações de produção e o carácter das forças produtivas (meios natureza das relações de produção e o carácter das forças produtivas (meios de produção «como compreendendo instrumentos de trabalho e objectos de de produção «como compreendendo instrumentos de trabalho e objectos de trabalho» e força de trabalho). O desenvolvimento dos modos de produção é trabalho» e força de trabalho). O desenvolvimento dos modos de produção é historicamente determinado pelo desenvolvimento das forças produtivas. As historicamente determinado pelo desenvolvimento das forças produtivas. As relações de produção são as relações entre os sujeitos

relações de produção são as relações entre os sujeitos ou agentes económicosou agentes económicos e os meios de produção, expressas na forma de apropriação destes meios, por  e os meios de produção, expressas na forma de apropriação destes meios, por  seu turno, determinantes da classe social em que os sujeitos se integram. Ou a seu turno, determinantes da classe social em que os sujeitos se integram. Ou a re

relalaçãção o é é cocolelectctiva iva e e de de cocoopopereraçação ão ououé é inindivdivididuaual, l, prprivivadada a e e gegera ra umumaa contradição antagónica.

contradição antagónica.

A concepção de Werner Sombart – a cuja elaboração não é estranha a A concepção de Werner Sombart – a cuja elaboração não é estranha a influencia de Marx, pelo próprio reconhecida – assente em três critérios: 1) o influencia de Marx, pelo próprio reconhecida – assente em três critérios: 1) o móbil ou espírito (que no capitalismo é o lucro e no socialismo a solidariedade); móbil ou espírito (que no capitalismo é o lucro e no socialismo a solidariedade); 2) a forma (expressa pelos elementos sociais, jurídicos e institucionais relativos 2) a forma (expressa pelos elementos sociais, jurídicos e institucionais relativos ao trabalho, à propriedade e ao papel do Estado); 3) a substância (condensada ao trabalho, à propriedade e ao papel do Estado); 3) a substância (condensada pela técnica utilizada, seu estádio de

pela técnica utilizada, seu estádio de desenvolvimentodesenvolvimento).).

Com estes três critérios Sombart retira três sistemas típicos: a economia Com estes três critérios Sombart retira três sistemas típicos: a economia fechada, a economia artesanal e a

fechada, a economia artesanal e a economia capitalista.economia capitalista.

A concepção de Eucken assenta no critério do tipo de plano ou tipo de A concepção de Eucken assenta no critério do tipo de plano ou tipo de coordenação: se quem o plano é o próprio sujeito económico, agente de coordenação: se quem o plano é o próprio sujeito económico, agente de mercado, temos a economia de mercado; se quem dita o plano, ordena a mercado, temos a economia de mercado; se quem dita o plano, ordena a economia é uma entidade exterior ao mercado e central, temos a economia de economia é uma entidade exterior ao mercado e central, temos a economia de direcção central. Eucken nega a existência de uma sucessão regular dos direcção central. Eucken nega a existência de uma sucessão regular dos sistemas, na História.

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Sistema Abstractos, que da realidade, da ordem de vida, o que revela é que Sistema Abstractos, que da realidade, da ordem de vida, o que revela é que são os Sistemas concretamente vigentes num

são os Sistemas concretamente vigentes num determinado espaço de tempo.determinado espaço de tempo. Como referências abstractas, na época contemporânea, com efeito no Como referências abstractas, na época contemporânea, com efeito no concreto, temos:

concreto, temos: Po

Por r um um laladodo, , SiSiststemema a CaCapipitataliliststa a ou ou de de EcEcononomomia ia de de MeMercrcadado,o, permeado pelos princípios da livre empresa ou liberdade económica, o móbil permeado pelos princípios da livre empresa ou liberdade económica, o móbil do lucro (competição), concorrência e o principio da propriedade privada de do lucro (competição), concorrência e o principio da propriedade privada de bens de produção.

bens de produção.

Por outro lado, o Sistema Socialista ou de Direcção Central, que, sob Por outro lado, o Sistema Socialista ou de Direcção Central, que, sob diversas nuances modelares, doutrinais e/ou retratadas na ordem concreta é diversas nuances modelares, doutrinais e/ou retratadas na ordem concreta é também qualificado de Sistema Comunista ou Colectivista, que por traves também qualificado de Sistema Comunista ou Colectivista, que por traves mestras o princípio da direcção central, a planificação central sob motivação mestras o princípio da direcção central, a planificação central sob motivação ideal do bem-estar ou da solidariedade.

ideal do bem-estar ou da solidariedade. AULA-8-N

AULA-8-N

Noções de Constituição Económica Noções de Constituição Económica

Con

Constistituituição ção EcEconóonómicmica a é é o o coconj. nj. De De nornormas mas e e priprincíncípiopios s conconstistituctucionionaisais relativos a economia.

relativos a economia. T

Traratata-s-se e de de nonormrmas as quque e coconfnfererem em o o didir r ao ao exexerercícícicio o da da acactivtivididadadee ec

econonómómicica a e e ananununciciam am rereststriçriçõeões s gegerarais is a a esesse se memesmsmo o didir r e e cocololocacam m aa disposição do Estado um conj de instrumentos que lhe permitem regular o disposição do Estado um conj de instrumentos que lhe permitem regular o processo económico e definir os

processo económico e definir os objectivos que essa robjectivos que essa regulação deve obedeceregulação deve obedecer.. Constituição Económica de ordem jurídica económica

Constituição Económica de ordem jurídica económica A Const EçaA Const Eça éé menos ampla do que a ordem jca da economia porque não incluem todas as menos ampla do que a ordem jca da economia porque não incluem todas as normas e princípios, mas apenas os princípios básicos isto deve-se ao facto da normas e princípios, mas apenas os princípios básicos isto deve-se ao facto da Const deixar margem ao legislador ordinário para variar ou evoluir a ordem jca Const deixar margem ao legislador ordinário para variar ou evoluir a ordem jca da economia.

da economia. AULA-9-N

AULA-9-N

Constituição económica Actual Constituição económica Actual

A Const angolana consagra a modalidade de economia de mercado em A Const angolana consagra a modalidade de economia de mercado em qu

que e a a ororgaganinizazaçãção o ececononómómicica a sosocicial al susubobordrdinina-a-se se ao ao popodeder r popolítlíticico o e e aa co

coexexisistêtêncncia ia de de didiveversrsos os titipopos s de de prpropoprieriedadade de tatambmbém ém fafazezem m papartrte e dada constituiçao económica os dir e deveres dos trabalhadores.

constituiçao económica os dir e deveres dos trabalhadores.

A organização económica diferente ao poder político sobre as normas A organização económica diferente ao poder político sobre as normas que permitem auferir a distribuição de competência para definição da política que permitem auferir a distribuição de competência para definição da política económica pelos órgãos de soberania.

económica pelos órgãos de soberania.

CE ESTATUTARIA CE ESTATUTARIA

É o conj das normas q tendem reagir sobre a ordem económica de modo É o conj das normas q tendem reagir sobre a ordem económica de modo a

a proprovocvocar ar cercertos tos efeefeitoitos s ou ou momodifdificaicandondo-a -a e e altalteraerando ndo em em cercerto to sesentintidodo preestabelecido.

preestabelecido.

Significa o núcleo material de normas e princípios que, estruturando o Significa o núcleo material de normas e princípios que, estruturando o

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imediata ou directa ainda que nem sempre, na concretização das normas, tal imediata ou directa ainda que nem sempre, na concretização das normas, tal carácter seja linear, podendo deparar-se com fr

carácter seja linear, podendo deparar-se com fronteiras difusas.onteiras difusas. CE PROGRAMÁTICA

CE PROGRAMÁTICA Vi

Visa sa estestabeabeleclecer er umuma a detdetermerminainada da ordordem em ecoeconómnómica ica altalteraerando ndo aoao mesmo passo a estrutura económica existente através da acção política dos mesmo passo a estrutura económica existente através da acção política dos órgãos do Estado.

órgãos do Estado. É

É a a dimdimensensão ão proprospespectivctiva a das das nonormarmas s e e priprincíncípiopios s coconstnstituituciocional nal--económicos, de aplicação diferida no tempo e mediatizável através de outros económicos, de aplicação diferida no tempo e mediatizável através de outros meios, ou seja normas jurídicas ou decisões administrativas e/ou situações de meios, ou seja normas jurídicas ou decisões administrativas e/ou situações de fac

facto to que que as as torntornem em pleplenamnamentente e efieficazcazes. es. ReRealçalça-sa-se e pleplenamnamentente, e, popois is asas normas programáticas tendo vigência actual, terão uma eficácia vinculativa normas programáticas tendo vigência actual, terão uma eficácia vinculativa face ao legislador, seu destinatário primordial que não o único, como por  face ao legislador, seu destinatário primordial que não o único, como por  exemplo: a Administração Pública e os sujeitos determinados pelas mesmas exemplo: a Administração Pública e os sujeitos determinados pelas mesmas nor

normasmas; ; revrevelaelam m ainainda da as as ocoocorrêrrêncincias as de de facfactostos, , nomnomeadeadamamentente e parpara a aa execução de políticas económicas, conexas com as directrizes execução de políticas económicas, conexas com as directrizes programático-normativas.

normativas.

FUNÇÕES DA C.E. FUNÇÕES DA C.E.

As funções da CE decorrem do seu objecto e natureza ou dimensão das As funções da CE decorrem do seu objecto e natureza ou dimensão das respectivas normas e princípios jurídicos de que revela comum a todos os respectivas normas e princípios jurídicos de que revela comum a todos os objectos específicos. Nesta linha

objectos específicos. Nesta linha enquadra-se as seguintes funções:enquadra-se as seguintes funções: a)

a) FuFunçãnção o sissistemtemátiática ca cecentrantral l ou ou uniunitártária, ia, quque e se se expexprimrime e quequer r nono primado da Constituição quer no principio da unidade da Constituição, quer no primado da Constituição quer no principio da unidade da Constituição, quer no da conformidade com a Constituição e que têm como destinatários tanto o da conformidade com a Constituição e que têm como destinatários tanto o legislador

legislador, , como o como o intérprete-aplicadorintérprete-aplicador.. b)

b) Função estruturante e legitimadora da delimitação dos poderes doFunção estruturante e legitimadora da delimitação dos poderes do Es

Estatado do e e dedemamais is agagenentetes s quque e rerealalizizam am ou ou papartirticicipapam m na na ororgaganinizazaçãção o ee direcção da economia (revelam aqui

direcção da economia (revelam aqui aspectos de Sistema económico).aspectos de Sistema económico). c)

c) Função de garantia (intrinsecamente ligada ao anterior) dos direitosFunção de garantia (intrinsecamente ligada ao anterior) dos direitos liberdades e garantias económicos fundamentais, (outra trave mestra derivada liberdades e garantias económicos fundamentais, (outra trave mestra derivada de elementos do sistema económico). Esta função, tal como a anterior, de elementos do sistema económico). Esta função, tal como a anterior, realiza-se, essencialmente, numa dimensão preceptiva contraposta ao

se, essencialmente, numa dimensão preceptiva contraposta ao Estado.Estado. d)

d) FuFunçnção ão didirerectctivaiva: : aqaqueuela la em em quque e se se rerealaliziza a e e mamaninifefeststa a totoda da àà di

dimemensnsão ão prprosospepectctiviva a ou ou prprogograramámátitica ca da da CECE, , nanas s susuas as didirerectctrizrizes es ouou objectivos económicos e nas incumbências cometidas ao Estado ou a outros objectivos económicos e nas incumbências cometidas ao Estado ou a outros agentes, segundo as mais diversas formas de intervenção ou de concertação agentes, segundo as mais diversas formas de intervenção ou de concertação para a sua concretização. É uma função que não deixa de reflectir certas para a sua concretização. É uma função que não deixa de reflectir certas dimensões preceptivas dirigidas aos destinatários das respectivas normas, ao dimensões preceptivas dirigidas aos destinatários das respectivas normas, ao legislador e à Administração Pública, quer em termos da eficácia vinculante, legislador e à Administração Pública, quer em termos da eficácia vinculante, qquueer r eem m tteerrmmoos s ddoos s lliimmititees s dda a ssuua a aaccççããoo, , sseegguunnddo o ppririnnccííppiioos s ddaa

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A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA A CONSTITUIÇÃO ECONÓMICA ANGOLANA

A visão aberta e histórica da CE angolana tem seu inicio na Fase de A visão aberta e histórica da CE angolana tem seu inicio na Fase de transição da Colónia portuguesa para a

transição da Colónia portuguesa para a Independência de AnIndependência de Angola e conduz-nosgola e conduz-nos necessariamente ao Acordo de Alvor, assinado em 15 de Janeiro de 1975 necessariamente ao Acordo de Alvor, assinado em 15 de Janeiro de 1975 entre, por um lado o Estado de Portugal e, por outro, os três movimentos entre, por um lado o Estado de Portugal e, por outro, os três movimentos armados, o qual no seu artigo 4º marca a data para a proclamação da armados, o qual no seu artigo 4º marca a data para a proclamação da Independência de Angola «11 de Novembro de 1975» e no seu artigo 5º Independência de Angola «11 de Novembro de 1975» e no seu artigo 5º pr

prececeieitutua a quque e «o «o popodeder r papassssa a a a seser r exexerercicido até do até à à prprococlalamamaçãção o dada independência pelo Alto-Comissário e por

independência pelo Alto-Comissário e por uma Governo de uma Governo de TransiçTransição»ão»

Do ponto de vista da CE a Lei Fundamental de 13 de Junho de 1975 Do ponto de vista da CE a Lei Fundamental de 13 de Junho de 1975 cuja produção pressuponha o contributo de três projectos de cada um dos cuja produção pressuponha o contributo de três projectos de cada um dos Movimentos, partes no Acordo de Alvor e no

Movimentos, partes no Acordo de Alvor e no Governo de Transição.Governo de Transição.

Nesta Lei Fundamental as normas e princípios jurídicos relativos as Nesta Lei Fundamental as normas e princípios jurídicos relativos as matérias económicas apontavam para um Modelo de Economia de Mercado matérias económicas apontavam para um Modelo de Economia de Mercado qu

que, e, adadvivindndo o da da orordedem m jujus-s-ececononómómicica a ananteteririoror, , apapreresesentnta a rerefoforçrçadadosos elementos de intervencionismo, sob as mais diferentes formas directas ou elementos de intervencionismo, sob as mais diferentes formas directas ou ind

indireirectactas: s: plaplaneaneamenmento to ececonóonómicmico o quque e no no funfundo, do, é é o o proprolonlongamgamentento o dodo pla

planeaneamenmento to já já prapraticticado ado em em AngAngolaola, , herherançança a da da OrdOrdem em JusJus-Ec-Econóonómicmicaa Co

Cololoninial al da da dédécacadadas s de de 60 60 a a 7070; ; acactutuaçação ão do do EsEstatadodo-e-empmpreresasaririo o ouou in

intetervervençnçõeões s de de fofomementnto o e e reregigimeme-q-quauadrdro o de de inintetervrvenençãção o em em ememprpresesasas privadas, representado pelo Decreto-Lei n.º 128/75, de 07 de Outubro, cuja privadas, representado pelo Decreto-Lei n.º 128/75, de 07 de Outubro, cuja vigência perdurou na 1ª e

vigência perdurou na 1ª e 2ª Fases da Independência até os nossos dias.2ª Fases da Independência até os nossos dias.

Com efeito a CE da referida LF assentava no principio da livre iniciativa Com efeito a CE da referida LF assentava no principio da livre iniciativa privada com incentivos ou limites de princípios opostos, ex: iniciativa pública e privada com incentivos ou limites de princípios opostos, ex: iniciativa pública e intervenção do Estado, o qual não se excluía de agir como Estado-empresario intervenção do Estado, o qual não se excluía de agir como Estado-empresario quer em empre

quer em empresas publisas publicas, quer em sociecas, quer em sociedadedades de s de econeconomia omia mista por elemista por ele pa

partrticicipipadadasas, , ququer er didiririgigindndo o a a EcEcononomomia: ia: O O EsEstatado do ororieientnta a e e plplananifificica a aa economia nacional com o fim de desenvolver sistematicamente todos os meios economia nacional com o fim de desenvolver sistematicamente todos os meios de produção dentro de um critério

de produção dentro de um critério de justiça social.de justiça social.

A CE ECONÓMICA ANGOLANA NA 1ª FASE (1975-1988) A CE ECONÓMICA ANGOLANA NA 1ª FASE (1975-1988)

Durante a 1ª Fase sofreu sete revisões. De entre elas e do ponto de Durante a 1ª Fase sofreu sete revisões. De entre elas e do ponto de vista do sentido e modelo de CE a Revisão de 07 de Janeiro de 1978 na vista do sentido e modelo de CE a Revisão de 07 de Janeiro de 1978 na medida em que representa a recepção na Lei da opção socialista-marxista medida em que representa a recepção na Lei da opção socialista-marxista decidida pelo I Congresso do MPLA. É uma viragem marcante face ao sentido decidida pelo I Congresso do MPLA. É uma viragem marcante face ao sentido da

da CE CE ananteteririor or quque e vivinhnha a coconsnsagagrarado do na na veversrsão ão ororigigininalal, , aiaindnda a quque e cocomm pendores socializantes e mais expressivos em outras sedes legislativas da CE pendores socializantes e mais expressivos em outras sedes legislativas da CE material Lei 3/76, de 03 de Março, a Lei da política

material Lei 3/76, de 03 de Março, a Lei da política económica de resistência oueconómica de resistência ou Lei-Quadro das nacionalizações e confiscos de empresas e outros bens.

Lei-Quadro das nacionalizações e confiscos de empresas e outros bens. Aula-

Aula-11-N

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objectivos económicos quer da independência económica, quer em objectivos económicos quer da independência económica, quer em particular.

particular.

 b)

 b) Princípio da coexistência de sectores de produção e das relaçõesPrincípio da coexistência de sectores de produção e das relações

so

sociciaiais s jujuststas as (a(artrt. . 9ª9ª)) No No sesentntidido o fufundndamamenentatal l a a prpromomoçoção ão dada instauração de relações sociais justas com todos os sectores de instauração de relações sociais justas com todos os sectores de produção

produção

c)

c) Princípios da Justiça e da Igualdade consagrado também no art. 9ºPrincípios da Justiça e da Igualdade consagrado também no art. 9º

Quando proclama as relações sociais justas Quando proclama as relações sociais justas

d)

d) PrPrinincícípipio o do dirido dirigigismsmo o ececononómómicico o (a(art. 2º rt. 2º e e 8º8º) ) o o EsEstatado do ororieientnta a ee planifica a economia nacional(âmbito programático)

planifica a economia nacional(âmbito programático)

e)

e) Princípio da intervenção art. 10º (âmbito programático)Princípio da intervenção art. 10º (âmbito programático) Aqui abrangeAqui abrange

o conj de formas directas e indirectas que para além do plano vêm o conj de formas directas e indirectas que para além do plano vêm previstas e programadas nas Leis

previstas e programadas nas Leis f)

f) PrPrinincícípipio o prprogograramámátictico o dadas s nanaciciononalalizizaçaçõeões s e e coconfnfisiscocos. s. (â(âmbmbititoo programático)

programático)

A CE assenta no espirito duma economia de resistência, adentro do qual A CE assenta no espirito duma economia de resistência, adentro do qual ao próprio sector privado não só é reconhecido o espaço mas protecção e ao próprio sector privado não só é reconhecido o espaço mas protecção e incentivação , verifica-se que estamos em presença elementos e princípios de incentivação , verifica-se que estamos em presença elementos e princípios de or

orgaganinizazaçãção o e e didirerecçcção ão ececononómómicicas as títípipicocos s de de momodedelolos s opoposostotos: s: CE CE dede Economia de Mercado e CE de Direcção Central e

Economia de Mercado e CE de Direcção Central e inspiração socialista que eminspiração socialista que em combinação ou mutua limitação, sob os mais diversos mecanismos nos levam combinação ou mutua limitação, sob os mais diversos mecanismos nos levam a concluir que o Modelo da CE na

a concluir que o Modelo da CE na 1ª Vers1ª Versão vigente entre 1975 e 1978 é misto,ão vigente entre 1975 e 1978 é misto, de sentido compromissoriamente dirigido à justiça social, com componentes, já de sentido compromissoriamente dirigido à justiça social, com componentes, já marcadamente socializantes.

marcadamente socializantes.

A CE Pós-Revisão de 1978 A CE Pós-Revisão de 1978

CE Socialista – Normas e princípios CE Socialista – Normas e princípios

aa)) Os Os ppririnncícíppioios ds do so soocicialalisismmo e o e dda da dirireecçcção ão ccenentrtralal; a ; a pproroppririededadadee socialista do art. 9ª e o centralismo democrático do art. 32º. A socialista do art. 9ª e o centralismo democrático do art. 32º. A revisão feita a LC em 07 de Janeiro de 1978marcou a viragem revisão feita a LC em 07 de Janeiro de 1978marcou a viragem do modelo misto para uma CE socialista.

do modelo misto para uma CE socialista.

 b)

 b) Repercussão em outras normas e princípios. São eles: art.1 aRepercussão em outras normas e princípios. São eles: art.1 a

condenação da exploração do homem pelo homem; art. 8º o condenação da exploração do homem pelo homem; art. 8º o grau de intervencionismo passa a integrar o sentido da direcção grau de intervencionismo passa a integrar o sentido da direcção

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cc)) O alO alccaanncce ree ressttrriinnggiiddo do po do prriinncciippiio da co da cooeexxiissttêênncciia de sa de seeccttoorreess.. Redobrada restrição operáveis pelos princípios do socialismo e Redobrada restrição operáveis pelos princípios do socialismo e da

da direcção direcção central: central: o o sector sector privado privado resta resta coexistente coexistente porém,porém, es

estrtrititamamenente te rresesididuaual l e e cicinngigido do à à ininiciciaiatitivva a ppririvavadda a ddee investimento estrangeiro que carreie transferencia de tecnologia investimento estrangeiro que carreie transferencia de tecnologia ou empresas que ainda permanecem intervencionadas ou de ou empresas que ainda permanecem intervencionadas ou de empresas privadas nacionais com caracter excepcional.

empresas privadas nacionais com caracter excepcional.

dd)) PPrriinnccííppiio o dde e rreesseerrvva a ppuubblliicca a uunniivveerrssaal l dda a aaccttiivviiddaaddees s ee ex

exccepepçõçõeses: : aaqqueuele le aalclcanance ce reresstrtrititivivo o tetem m aaininda da ooututrara ma

maninifefeststaçação ão no no acacesesso so nãnão o lilivrvre e da da ininiciciaiatitiva va prprivivadada a àsàs actividades económicas.

actividades económicas.

A CE ECONOMICA ANGOLANA NA 2ª FASE (1988-1992) A CE ECONOMICA ANGOLANA NA 2ª FASE (1988-1992)

A CE socialista que se formou com a Revisão Constitucional 1978 A CE socialista que se formou com a Revisão Constitucional 1978 desenvolve-se com todo o figurino supra descrito, inalterada com uma vigência q dura uma se com todo o figurino supra descrito, inalterada com uma vigência q dura uma década: de Janeiro de 1978 até meados de 1988. A partir dai a CE registou década: de Janeiro de 1978 até meados de 1988. A partir dai a CE registou uma evolução com alterações profundas ate se chegar à negação do Modelo uma evolução com alterações profundas ate se chegar à negação do Modelo socialista e regressar ao Modelo Misto

socialista e regressar ao Modelo Misto em 1992.em 1992.

Em Junho e Julho de 1992 é publicado 1 conj de Leis contendo normas Em Junho e Julho de 1992 é publicado 1 conj de Leis contendo normas e

e prprinincícípipios os fufundndamamenentatais is rereorordedenanadodoreres s da da ececononomomia ia cocorprpororizizanando do aa im

implplememenentataçãção o do do dedesisigngnadado o PrProgograrama ma de de SaSaneneamamenento to EcEcononómómicico o ee Fi

Finanancnceieiroro. . É É o o q q dedesisigngnouou-s-se e popor r PaPacocote te LeLegigislslatativivo o do do S.S.E.E.FF. . de de q q sese destacam as seguintes leis mais relevantes depois regulamentadas ao longo destacam as seguintes leis mais relevantes depois regulamentadas ao longo dos anos 1989 por diante:

dos anos 1989 por diante:

 – Lei nº 8/88, de 25 de Junho – Lei sobre os Títulos do Tesouro;  – Lei nº 8/88, de 25 de Junho – Lei sobre os Títulos do Tesouro;  – Lei nº 9/88, de 02 de Julho – Lei Cambial;

 – Lei nº 9/88, de 02 de Julho – Lei Cambial;  – Lei nº 10/88, de

 – Lei nº 10/88, de 02 de Julho – 02 de Julho – Lei das actividades Económicas;Lei das actividades Económicas;

 – Lei nº 11/88, de 09 de Julho – Lei de Bases Gerais das Empresas  – Lei nº 11/88, de 09 de Julho – Lei de Bases Gerais das Empresas Estatais;

Estatais;

 – Lei nº 12/88, de 09 de Julho – Lei da Planificação.  – Lei nº 12/88, de 09 de Julho – Lei da Planificação.

(14)

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de 11/11/75 se integra naquele tipo de Constituições que dá pelo nome de de 11/11/75 se integra naquele tipo de Constituições que dá pelo nome de constituições flexíveis. (mas isso até à Revisão de

constituições flexíveis. (mas isso até à Revisão de 1991)1991)

Afirma-se pela abertura, pela mobilidade e flexibilidade até à Revisão de 1992, Afirma-se pela abertura, pela mobilidade e flexibilidade até à Revisão de 1992, tanto quanto até aí a Lei Constitucional de 11/11/75/78 à semelhança das tanto quanto até aí a Lei Constitucional de 11/11/75/78 à semelhança das Constituições de outros estados e ao contrario do que passou a ter com a Constituições de outros estados e ao contrario do que passou a ter com a revisão de 1992 pela Lei nº 23/92 de 16 de Setembro, parcialmente antecipada revisão de 1992 pela Lei nº 23/92 de 16 de Setembro, parcialmente antecipada pela Lei nº 12/91 ou Revisão de 1991.

pela Lei nº 12/91 ou Revisão de 1991.Aula do dia 06/05/08Aula do dia 06/05/08

Normas e princípios Normas e princípios

a)

a) O princíO princípio da propio da propriedapriedade socide socialistaalista: sofre res: sofre restriçõetrições que se lhe ops que se lhe opõemõem em

em didiveversrsos os grgrauaus s anantótóninimomos s ou ou de de tetensnsãoão, , rereprpresesenentatadadas s pepelala consagração do princípio redimensionamento do Sector Empresarial do consagração do princípio redimensionamento do Sector Empresarial do Estado que não mais é do um eufemismo linguistico da consagração Estado que não mais é do um eufemismo linguistico da consagração mat

materierial al do do priprincíncípio pio das das (re(re)pr)privaivatiztizaçõações, es, se se tomtomado ado num num sensentidtidoo amplo. O alargamento programático do artigo 9º é agora invertido em amplo. O alargamento programático do artigo 9º é agora invertido em diminuição programática.

diminuição programática. b)

b) PriPrincíncípio da pio da cocoexisexistêntência de cia de secsectoretores: s: artart. . 4º 4º a a actactiviividaddade e ececonóonómicmicaa pod

poderá erá exeexercercer-sr-se e sob sob a a forforma ma ememprepresasariarial, l, famfamiliiliar ar ou ou indindividividualual,, in

intetegrgranando do as as foformrmas as de de EmEmprpresesas as do do EsEstatadodo, , ememprpresesas as mimiststasas,, cooperativas e empresas privadas as todas sendo reconhecido o direito cooperativas e empresas privadas as todas sendo reconhecido o direito de livre

de livre associação económica.associação económica. c)

c) PrincPrincipio das reipio das reservaservas públics públicas e princípas e princípio do livre aceio do livre acesso; subsso; sub-princ-princípioípio do licenciamento

do licenciamento Do elenc

Do elenco e o e regimregime das reservas púbe das reservas públicas poslicas postuladtulado pela Lei nº o pela Lei nº 10/810/888 pode-se distinguir entre Absolutas e Relativas.

pode-se distinguir entre Absolutas e Relativas. Re

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