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Histórico Institucional

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Academic year: 2021

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Histórico Institucional

Até 1990, as políticas públicas estaduais para a mineração foram desenvolvidas no Estado de São Paulo pelo PRÓ-MINÉRIO – Programa de Desenvolvimento de Recursos Minerais, sob os cuidados da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

As mudanças de governo geraram uma paralização do programa, cuja memória foi preservada pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas - IPT até 1993.

Ao longo dos sucessivos governos estaduais, a mineração passou a fazer parte do campo funcional da Secretaria de Saneamento, Recursos Hídricos e Energia, depois transformada em Secretaria de Energia e Saneamento, e em 2.011, criou-se novamente a Secretaria de Energia do Estado de São Paulo que manteve em seu campo funcional a mineração.

O papel do Poder Legislativo

As atribulações naturais causadas por sucessivas reformulações institucionais limitaram a atuação do Estado na questão minerária. Por outro lado, atendendo a pleito do setor, o Deputado Estadual João Caramez propôs em 2.006 a criação da FPAM – Frente Parlamentar de Apoio à Mineração no âmbito da Assembléia Legislativa de São Paulo, com o objetivo de fomentar as atividades de mineração no Estado de São Paulo de maneira estável e harmônica com as demais formas de ocupação do uso do solo e atendimento à legislação ambiental.

Rapidamente, o conjunto inicial de deputados empresários, associações e sindicatos da mineração paulista, apoiadores da FPAM, constataram a relevância e a urgência da criação de um órgão gestor específico para a formulação de políticas públicas para o setor mineral paulista.

Através da nova Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, agora conduzida pelo Deputado Federal José Aníbal, criou-se em 2.011 a Subsecretaria de Petróleo, Gás e Mineração.

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A importância da mineração paulista destacou-se da agenda do Petróleo e Gás, levando o Secretário de Energia José Aníbal a propor ao Governador Geraldo Alkmin a criação de uma subsecretaria específica para o assunto. Sensibilizado, o Governador criou em 3 de outubro de 2.011 a Subsecretaria de Mineração.

Subsecretaria de Mineração A SSM-SEE detém as seguintes atribuições:

I – coordenar e participar do planejamento e da execução das políticas de mineração no Estado de São Paulo;

II – desenvolver, coordenar e estimular programas de aperfeiçoamento tecnológico no setor de mineração.

Na prática, estas atribuições determinaram os seguintes objetivos:

I – Planejar e executar políticas públicas de fomento à produção

mineral em consonância com políticas ambientais e de uso e ocupação do solo.

Cidades como São Paulo, Santos, Campinas, Sorocaba e São José dos Campos foram palco de intenso crescimento urbano nas últimas décadas, conformando verdadeiras metrópoles que justificaram a definição das Regiões Metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Campinas e do Vale do Paraíba, conhecidas como Macro-metrópole. A expansão vertiginosa destes aglomerados populacionais deveu-se a uma efetiva implantação de infraestrutura habitacional, de transporte, energia e saneamento que só foram possíveis com o aporte de areia e brita para concreto, calcário para cal e cimento, argila para tijolos, para cerâmicas e assim por diante. Decorre que as mesmas jazidas que forneceram os insumos para a construção de nossas cidades, hoje se encontram no caminho de uma expansão urbana nem sempre planejada ou ordenada prevendo a inserção da mineração na nova paisagem. Ao ser impelido para regiões mais distantes dos centros consumidores, a mineração é obrigada a praticar custos mais altos relacionados ao transporte e a novos ônus ambientais devido à

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necessidade de harmonizar a atividade a inúmeras restrições de natureza ambiental.

II - Planejar e coordenar ações do poder público estadual para o

desenvolvimento da indústria mineral, com vistas à garantia de suprimento futuro de recursos minerais para atender as demandas da construção civil, da indústria de transformação e da agricultura.

Nenhuma sociedade moderna, em qualquer parte do mundo prescinde de insumos minerais para a sua sobrevivência e sustentabilidade. Além de insumos para a Construção Civil, a imensa maioria de cadeias produtivas que sustentam os seres humanos têm na sua base os recursos minerais: desde a água mineral até a areia utilizada em saponáceos ou pastas de dente; desde o calcário empregado nas lavouras até a argila empregada na fabricação de louças e cosméticos; desde o quartzo para a fabricação de vidros em geral até o ferro e o alumínio de talheres e panelas, além de uma infinidade de minerais metálicos e não metálicos utilizados na indústria mecânica, eletrônica, química, etc. O Estado de São Paulo é o maior consumidor de bens minerais do país, senão da América Latina. Entretanto, muitos insumos minerais ainda têm que ser importados de outros estados ou de outros países, a exemplo da wolframita importada do México e amplamente utilizada pela indústria de tintas. Há indícios da ocorrência deste mineral no Vale do Ribeira, sugerindo ações que garantam o suprimento deste e de outros recursos minerais em território paulista ainda não estudados.

III – Desenvolver e coordenar programas de Ordenamento

Territorial Geominero - OTGM buscando a inserção das atividades de mineração nos Planos Diretores Municipais e nos Planos de Desenvolvimento Econômico e Social.

OTGM´s são instrumentos de planejamento que permitem aos municípios pautarem o seu desenvolvimento a partir do conhecimento sobre as riquezas minerais das regiões em que se inserem. Em adição, fornecem referências para a inserção da mineração no desenvolvimento urbano e rural, além de fornecer critérios técnicos e

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subsídios para a implantação de minerações em áreas de maior valor ambiental, ou simplesmente vetá-las em áreas de proteção ambiental tombadas por lei. A consolidação destes instrumentos de planejamento tem na sua base o aperfeiçoamento do SIMIN – Sistema de Informações Minerárias do Estado de São Paulo. Trata-se de um projeto em constante aperfeiçoamento que conta atualmente com o apoio dos bancos de dados estaduais institucionais e do DNPM, através do SIGMINE – Sistema de Informações Geográficas da Mineração. O primeiro produto do SIMIN é o MAPA DA PRODUÇÃO MINERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, lançado no Dia Estadual da Mineração, comemorado no dia 9 de setembro.

O Mapa, funciona como instrumento de planejamento e permite nortear os trabalhos de OTGM a serem executados nos próximos anos em função das prioridades de Governo e do acervo já construído.

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IV – Estabelecer arranjos institucionais visando a ação integrada

de órgãos federais, estaduais e municipais, que tenham competências legais direta e indiretamente relacionadas aos recursos minerais e ao desenvolvimento da indústria mineral.

A política de fomento à mineração esteve sob os auspícios do Governo Federal, através do DNPM – Departamento Nacional da Produção Mineral. No entanto, uma vez que suas responsabilidades se restringem à alçada federal, inúmeras situações e demandas municipais e estaduais passaram ao largo das suas atribuições. Devido à ausência de um órgão estadual de mineração legitimado na estrutura de Estado, a política mineral esteve nas três últimas décadas atrelada à agenda ambiental de São Paulo, gerando situações que, no mínimo, contribuíram para o encarecimento dos bens minerais ofertados à população em geral e para a inviabilização de uma série de investimentos em projetos desta natureza em nosso território, não obstante a fortíssima demanda reprimida da indústria paulista por bens e insumos minerais, a necessidade de diminuir custos de infraestruturas públicas, habitação, e outros. A chegada do pré sal possibilita um desenvolvimento mais rápido com a necessidade de matéria prima mineral na Baixada Santista, que deverá ser observada com maior cuidado, visando atender as demandas de construção de aterros, infraestrutura de portos, estradas, viadutos, túneis e tantas outras que advirão. Um Plano para a Macrometrópole de São Paulo num horizonte até 2.040, sem ter na sua base a compreensão da demanda do uso e ocupação do solo, dos aparelhos públicos e das necessidades de recursos minerais, deve ser inserida no Zoneamento Ecológico Econômico.

V – Desenvolver e coordenar programas de regularização de empreendimentos e formalização de mão-de-obra e programas de capacitação profissional em todos os níveis da indústria mineral paulista.

Arranjos produtivos, pólos mineradores e outros arcabouços industriais sustentados pela atividade minerária no Estado de São Paulo remontam em sua maior parte ao estado-da-arte do século passado. Por sua vez, a qualidade da mão de obra do setor e a

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qualidade de vida do trabalhador também têm aspectos associados à saúde do trabalho, segurança operacional, benefícios sociais, e outros, congelados no tempo. Iniciamos gestões junto aos sindicatos dos trabalhadores da mineração no sentido de compactuar ações conjuntas entre governo, sindicatos e classe empresarial de modo a promover benefícios da formação profissional, segurança do trabalho na mineração e para o pequeno minerador, retirando-os da economia informal.

VI – Desenvolver, coordenar e estimular programas de desenvolvimento tecnológico da pesquisa, da lavra e do beneficiamento mineral.

A mineração é uma atividade que prescinde de rígido controle operacional, seja para proteger seus operários, seja para proteger o meio ambiente e a sociedade que dela se vale. Grandes empresas de mineração já estão conscientes deste importante compromisso técnico, social e ambiental. No entanto, a maior parte dos pequenos mineradores não tem acesso a tais tecnologias, nem tão pouco dispõem de orientação para a melhoria de seu desempenho. Nesta direção, é prioritário o desenvolvimento de projetos de cooperativismo ou associativismo junto ao pequeno minerador, geralmente oriundo de pequenas estruturas familiares e semi artesanais, de modo a agregar os benefícios do conhecimento e da tecnologia acessíveis através das estruturas do Estado.

VII – Assumir e desempenhar funções delegadas do Governo Federal, poder concedente, representado pelo Ministério das Minas e Energia - Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM.

São vários os casos históricos em que a ausência de um órgão de mineração implementador de políticas para o setor mineral dentro da estrutura paulista de Estado gerou problemas socioambientais a alguma comunidade ou ao menos tornou inócua a ação do Governo Federal através do DNPM em São Paulo. O DNPM tem estabelecido agendas com a SMA – Secretaria do Meio Ambiente e com a Subsecretaria de Mineração no que se refere aos compromissos ambientais da atividade mineral em território paulista. É antiga a

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necessidade de uma agenda que agilize os processos de implantação de empreendimentos minero-industriais em São Paulo, com a chegada da Subsecretaria passou-se a ter um órgão que traduza os dispositivos de lei federais em ações de fomento e melhoria do desempenho da mineração em São Paulo.

FEM – Fundo Estadual de Mineração - apoio institucional e financeiro a programas, projetos e ações do setor.

Dentro do planejamento das ações, a SSM-SEE está sendo criado o FEM – FUNDO ESTADUAL DA MINERAÇÃO, tendo um colegiado com representação de pastas de estado e com agendas transversais da mineração (meio ambiente, transportes, energia, fazenda, ciência e tecnologia, etc.), também com representantes dos trabalhadores, dos parlamentares e da classe empresarial. Viabilizado com recursos da cota-parte da CFEM para os Estados, o Fundo terá por objetivo prestar apoio financeiro às ações da SSM-SEE em programas e projetos que atendam o interesse público a partir da inserção da mineração nos processos de desenvolvimento econômico e social.

Obrigado! José Aníbal

Secretário de Energia

Adm. José Fernando Bruno Subsecretário de Mineração

Referências

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