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Palavra Viva, Escritura Poderosa

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Academic year: 2021

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(1)

Palavra Viva,

Escritura Poderosa

A Bíblia e as Suas Linguagens

Armindo dos Santos Vaz

Universidade CatóliCa editora

lisboa, 2013

(2)

Aos meus pais, irmãos e amigos

“A alma e a Escritura, graças à referência simbólica de uma

e da outra, esclarecem ‑se mutuamente. Seria uma perda des‑

cuidar o estudo, tanto de uma como da outra. São dois livros

a ler e a comentar um pelo outro. Se preciso da Escritura para

me compreender, também compreendo a Escritura quando

a leio em mim” (O

rígenes

, In Iohannem, 5,7).

(3)

Introdução

A fé dos cristãos não recai propriamente sobre a Bíblia. Com a ajuda dela,

é adesão ao Deus vivo, que se manifestou na pessoa de Jesus Cristo. Mas tam‑

bém não é concebível sem o testemunho e o contínuo desafio da Bíblia. Esta é

sacrário da revelação paradigmática, acontecida em Israel, em Jesus Cristo e

na Tradição da Igreja apostólica. Mesmo que um cristão dos tempos modernos

possa acreditar em Jesus sem ter lido a Bíblia, terá sido evangelizado por uma

Tradição que está ancorada na Bíblia e dela desenvolveu os seus conteúdos.

A questão está em entendê ‑la o melhor possível. Dadas as dificuldades reais

de compreender as suas linguagens, sempre foi necessário um instrumento de

iniciação à sua leitura. Sendo ela um universo de antigos textos orientais com

linguagens em parte diferentes das usadas hoje no Ocidente, uma «Introdução

Geral» ajuda o leitor ocidental a resolver problemas com que depara na abor‑

dagem desta ‘biblioteca clássica’

1

. De facto, Bíblia é o plural da palavra grega

biblíon (livrinho) e significa colecção de livros, que são 73 (a palavra Bíblia

aparece só no séc.

xii

, em ambiente cristão). Mas a qualificação de ‘biblioteca’

não afecta só o número de livros; aponta para vários géneros literários, para

escritos de diferentes épocas e lugares, ao longo de mais de mil anos. Por isso,

para captar a sua mensagem, há que compreender as linguagens em que os

seus autores se exprimiram.

Aliás, a própria expressão “Palavra de Deus”, analógica, declina ‑se de

várias formas. Quando, ao fim da leitura de um texto bíblico na assembleia

litúrgica, a fé da Igreja proclama “Palavra de Deus!”, lança ao leitor/ouvinte o

repto de contemplar «a Palavra nas palavras», Palavra de Deus em linguagens

humanas, referida a várias realidades semelhantes entre si:

+ Identifica ‑se com a Palavra revelada, “comunicação que Deus faz de si

mesmo” na história humana.

+ É Palavra de Deus incarnada, tendo assumido corpo na pessoa de Jesus,

revelação definitiva e Palavra do Pai (Jo 1,1 ‑18), Palavra da Vida (1Jo 1,1).

+ “Palavra de Deus é ainda a pregada pelos apóstolos”.

+ Está “contida de maneira totalmente singular” na palavra escrita, na

Escritura bíblica, embora sem se circunscrever a esta: estende ‑se para além

dela e transcende ‑a; “o Verbo de Deus precede ‑a e excede ‑a”

2

.

1 Uma ampla resenha do estado actual dos tratados de Introdução Geral à Sagrada Escritura e dos

respectivos contributos na última década do séc. xx, em J. M. sánchez carO, “La Biblia, libro

sagrado...”, pp. 81 ‑101.

Os dados bibliográficos completos de cada obra citada em rodapé aparecem na Bibliografia Geral, ao fim do livro.

2 Exortação de BentO XVI, Verbum Domini, 7, fina ‑flor resultante dos trabalhos do Sínodo dos Bispos

de Outubro de 2008 e das 55 «Proposições» finais: texto em H. alves, Documentos da Igreja sobre

(4)

8

PALAVRA VIVA, ESCRITURA PODEROSA

A Sagrada Escritura tornou ‑se mediação na relação da Palavra de Deus

com a história humana. A Palavra assumiu corpo na história e foi entregue ao

tempo na Escritura, activando a memória ao narrar o passado e alimentando

a esperança ao anunciar o futuro de um povo. A Escritura é incarnação e

concentração da Palavra, dando ‑lhe corporeidade, sem a limitar

3

.

• Então, Palavra de Deus é o tópico que articula os temas centrais na com‑

preensão da Bíblia, a que se associam outros por afinidade:

·Enquanto palavra de Deus escrita, é palavra inspirada e, por isso, palavra

verdadeira, palavra santa e palavra santificadora.

·Logo, é palavra normativa ou canónica, considerada “regra de fé” e

de vida para a comunidade crente que a lê, diferente de outras palavras

escritas noutras tradições religiosas.

·Sujeita às vicissitudes da história, foi palavra transmitida num texto

manuscrito e impresso milhões de vezes.

·Porque entrou no tempo e incarnou numa história, é palavra que foi e

exige ser interpretada. Enquanto escrita sob a influência do Espírito Santo,

é palavra viva e eficaz para o homem de hoje: palavra sempre actual, a

precisar de constante reinterpretação ou actualização na vida dos crentes

4

.

• Dito por outras palavras, enquanto palavra escrita, a Bíblia encerra o

mistério da Escritura:

– Por ser «mistério», orienta ‑nos para Deus, abre ‑nos à transcendência em

que nos lançam os seus textos inspirados pelo Espírito Santo e normativos

para os crentes.

– Por ser «Escritura», encerra uma inevitável dimensão imanente, sujeita

a regras literárias, a tradições culturais, a leis da história, a uma secular

transmissão do seu texto (eventualmente acidentada) e, portanto, à

necessidade da interpretação.

Estes grandes temas estão intrinsecamente articulados e podemos ordená‑

‑los nas quatro partes que formam este livro:

Inspiração bíblica

Cânone bíblico

Texto bíblico

Hermenêutica bíblica

Desde logo, a compreensão adequada da inspiração afecta os problemas

fundamentais da leitura da Bíblia: a relação da inspiração com a revelação,

3 Cf. Â. cardita, “«Verbum Domini»: quando a Escritura devém palavra”, pp. 323 ‑324.354 ‑357. 4 Na expressão «Palavra de Deus», em princípio grafamos o P maiúsculo quando se refere explicita‑

mente ou pode ter aspectos de referência à Palavra personalizada e incarnada em Jesus Cristo, ou ainda quando se referir ao mistério da revelação, em Jesus, na Escritura ou noutra manifestação; e recorremos à minúscula quando se referir à Sagrada Escritura como livro e à sua leitura. Nalguns contextos, a expressão é polivalente. Geralmente distingue ‑se bem: a leitura da palavra de Deus, privada ou litúrgica, é ponto de encontro do crente com a Palavra de Deus.

(5)

INTRODUÇÃO

9

a verdade da Bíblia (seu corolário), a harmonia entre o Antigo e o NT, a

questão da linguagem dentro da interpretação da Bíblia (em que medida a

linguagem é inspirada?), os géneros literários da Bíblia (próprios dos autores

inspirados), a crítica literária bíblica (são inspirados os sucessivos estratos que

confluíram no texto final?), a inspiração da tradução grega do AT, a extensão

da inspiração, o sentido imediato dum texto bíblico e as suas actualizações

(as releituras bíblicas são inspiradas)... Ao fixarmos a atenção numa questão,

subentendemos sempre outras. Isso mesmo acontece nas outras três partes. A

formação dum cânone de Escrituras Sagradas supõe a inspiração divina delas.

Quando estudamos o texto bíblico, não manejamos um texto qualquer, mas

o texto inspirado e canónico. E os problemas hermenêuticos que o afectam

não são só problemas gerais que dizem respeito a qualquer texto mas também

problemas específicos do texto inspirado e canónico.

De resto, a forma como se entende a imagem da inspiração da Bíblia

repercute ‑se na sua hermenêutica. Problemas de interpretação no passado

deveram ‑se a concepções imperfeitas de inspiração (por se pensar, por exemplo,

que Deus não poderia inspirar mitos de origem). Estas paralisaram o progresso

dos próprios estudos bíblicos.

Este livro é para ir lendo ao correr da leitura simultânea da Bíblia. Se pode

servir de Manual para estudantes de Teologia, dirige ‑se a todos os que – mesmo

só em forma de consulta a partir do índice pormenorizado ou deixando para

trás temas menos sedutores – desejam descobrir o vigor dos seus conteúdos.

Também visa oferecer ferramentas que ajudem a lê ‑la como cultural e his‑

toricamente condicionada, de modo a não aparecer como revelação infalível

lançada por Deus à história humana, mas como parte integrante da procura

histórica da verdade de Deus e do ser humano.

(6)

Índice

Siglas e abreviaturas. . . 6

Introdução. . . . . . 7

PARTE 1 – A PALAVRA INSPIRADA

CAPÍTULO I – NATUREZA DA INSPIRAÇÃO BÍBLICA . . . 12

1. A inspiração bíblica no limiar do Vaticano II . . . 13

1.1. Deus, autor principal, e hagiógrafo, causa instrumental . . . 13

1.2. A psicologia do hagiógrafo no processo da inspiração. . . 13

1.3. Problemas decorrentes desta explicação da inspiração . . . 14

1.4. Balanço e considerações conclusivas . . . 15

2. A inspiração bíblica e o Vaticano II: contributo da Dei Verbum . . . 15

3. A inspiração bíblica na linha da Dei Verbum e para além dela. . . 19

3.1. Factores que possibilitaram a viragem . . . 19

3.2. Perspectiva actual sobre a natureza da inspiração bíblica . . . 25

Conclusões . . . 51

CAPÍTULO II – PROPRIEDADES INERENTES À PALAVRA INSPIRADA. . . 54

1. A Palavra verdadeira. . . 54

1.1. A verdade da Bíblia como problema . . . 55

1.2. Perspectivação decisiva na Dei Verbum: princípios interpretativos. . . 62

2. A Palavra santa . . . 75

2.1. Narrações de violência física . . . 76

2.2. Aparentes mentiras. . . 85

2.3. Imprecações . . . 86

2.4. A «ira de Deus» . . . 88

3. A força da Palavra . . . 93

Excurso: A palavra inspirada e as “sementes da Palavra”. Inspiração dos livros sagrados de outras religiões. . . 98

PARTE 2 – A PALAVRA NORMATIVA. O CÂNONE BÍBLICO

CAPÍTULO III – HISTÓRIA DA FORMAÇÃO E DA FIXAÇÃO DO CÂNONE . . 110

1. Formação gradual de uma consciência canónica. . . 110

(7)

498

PALAVRA VIVA, ESCRITURA PODEROSA

2.1. Formação de uma colecção de livros santos em Israel . . . 112

2.2. Fixação do cânone do Antigo Testamento no judaísmo . . . 113

2.3. O Pentateuco samaritano . . . 119

3. O cânone das Escrituras cristãs. . . 119

3.1. O cânone do Antigo Testamento para a Igreja . . . 120

3.2. O cânone do Novo Testamento . . . 122

3.3. Cânone do Novo Testamento: unidade na diversidade . . . 134

CAPÍTULO IV – REFLEXÃO TEOLÓGICA SOBRE O CÂNONE BÍBLICO . . . . 140

1. Cânone, Igreja e recepção das Escrituras . . . 140

2. Critérios de canonicidade . . . 142

2.1. Critérios externos . . . 142

2.2. Critérios internos . . . 143

3. Escritos inspirados perdidos?. . . 147

4. Depois do cânone . . . 148

5. O cânone bíblico dos protestantes . . . 150

6. O cânone bíblico nas Igrejas ortodoxas . . . 152

CAPÍTULO V – AS PALAVRAS AO LADO DA PALAVRA: OS LIVROS APÓCRIFOS . . . 153

1. O que são livros apócrifos? . . . 153

2. Os apócrifos do Antigo Testamento. . . 154

3. Os apócrifos do Novo Testamento . . . 156

4. Importância dos livros apócrifos… . . . 158

4.1. … para conhecer o judaísmo intertestamentário . . . 159

4.2. … para compreender as origens do cristianismo e o Novo Testamento . . . 160

4.3. … para a história da fixação do cânone. . . 161

4.4. … para a história da teologia do cristianismo primitivo . . . 162

4.5. … para a história da religiosidade e da cultura ocidentais. . . 163

5. Os apócrifos gnósticos. . . 166

5.1. O gnosticismo em geral . . . 166

5.2. Os apócrifos gnósticos da biblioteca de Nag Hammadi . . . 167

5.3. Proveniência do gnosticismo . . . 169

5.4. Pressupostos básicos da gnose. . . 170

5.5. Conteúdos doutrinais do pensamento gnóstico. . . 171

5.6. A particular sedução do apócrifo Evangelho de Judas . . . 177

Conclusão sobre o cânone bíblico . . . 179

PARTE 3 – A PALAVRA FEITA LIVRO. O TEXTO BÍBLICO

CAPÍTULO VI – HISTÓRIA DA TRANSMISSÃO DO TEXTO DO ANTIGO TESTAMENTO. . . 185

1. Instabilidade do texto hebraico consonântico antes do 70 d.C. . . 185

(8)

ÍNDICE

499

1.2. Os manuscritos bíblicos de Qumrán . . . 185

2. Estabilização do texto consonântico (70‑150 d.C.) . . . 191

3. Fixação do texto com sinais vocálicos. Os massoretas . . . 192

CAPÍTULO VII – HISTÓRIA DA TRANSMISSÃO DO TEXTO DO NOVO TESTAMENTO . . . 195

1. O estado de conservação . . . 195

2. Do texto original aos manuscritos do Novo Testamento . . . 196

2.1. Testemunhos directos: os manuscritos gregos . . . 196

2.2. Testemunhos indirectos . . . 200

3. O texto impresso do Novo Testamento. O «texto recebido» . . . 201

CAPÍTULO VIII – A CRÍTICA TEXTUAL DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO . . . 202

1. Erros na transmissão do texto bíblico. . . 204

1.1. Erros acidentais ou involuntários. . . 204

1.2. Erros intencionais ou voluntários . . . 206

2. Método e regras de crítica textual. . . 207

CAPÍTULO IX – A PALAVRA TRADUZIDA. . . 210

A. Traduções antigas do texto bíblico . . . 210

1. A tradução grega do Antigo Testamento: os Setenta. . . 210

1.1. Um fenómeno sem precedentes. Importância histórica da tradução . . . 210

1.2. Importância teológica da tradução. . . 214

1.3. Valor crítico da tradução dos Setenta . . . 222

1.4. A tradução dos Setenta na tradição judaica . . . 224

1.5. A tradução dos Setenta na tradição cristã. A recensão de Orígenes . . . 226

2. Os Targumîm, traduções aramaicas do Antigo Testamento. . . 226

3. Versões latinas da Bíblia. . . 228

3.1. A Vetus Latina: a tradução latina mais antiga da Bíblia. . . 229

3.2. A Vulgata latina: a gigantesca obra de S. Jerónimo . . . 232

B. Traduções da Bíblia para línguas modernas . . . 235

1. Versões inglesas . . . 236

2. Versões espanholas. . . 239

3. Versões portuguesas. . . 244

Conclusão sobre as traduções modernas da Bíblia . . . 252

(9)

500

PALAVRA VIVA, ESCRITURA PODEROSA

PARTE 4 – A PALAVRA INTERPRETADA.

HERMENÊUTICA BÍBLICA

CAPÍTULO X – A PALAVRA NO DESAFIO DAS INTERPRETAÇÕES:

HISTÓRIA DA INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA . . . 260

1. A Bíblia, primeiro momento hermenêutico de si própria . . . 260

2. Interpretação das Escrituras no judaísmo . . . 261

2.1. Hermenêutica por meio do midráš. . . 262

2.2. O Talmude. . . 273

2.3. A exegese judaica medieval e moderna. . . 281

3. Interpretação da Bíblia pelos Padres da Igreja. . . 282

3.1. Escola alexandrina e escola antioquena . . . 283

3.2. Os Padres latinos . . . 288

4. A exegese medieval. . . 291

4.1. Nos quatro sentidos da Escritura. . . 291

4.2. Na lectio divina. . . 293

5. A exegese na época moderna e contemporânea . . . 295

5.1. Do humanismo a Bossuet. . . 295

5.2. A hermenêutica bíblica cristã no séc. XVIII. . . 299

5.3. Depois do séc. XVIII até aos nossos dias . . . 302

CAPÍTULO XI – A PALAVRA COM SENTIDO PLURAL: A QUESTÃO DOS SENTIDOS DO TEXTO BÍBLICO. . . 313

1. O sentido literal . . . 313

1.1. O sentido literal próprio. . . 315

1.2. O sentido literal translato. . . 316

2. A problemática do «sentido literal» . . . 324

2.1. Dois autores, uma mensagem. . . 324

2.2. Sentido literal único, vários níveis de sentido . . . 326

3. Superação do sentido literal bíblico e flutuação da sua designação. . . 334

4. O sentido Espiritual/cristão do Antigo Testamento . . . 336

4.1. Vários modelos de releitura: relações do Antigo Testamento com o Novo . . . 336

4.2. Valor próprio do Antigo Testamento . . . 350

4.3. A «segunda leitura» do Antigo Testamento feita pela Igreja . . . 353

4.4. O «sentido Espiritual» ou cristão dos textos do Antigo Testamento . . . 355

APÊNDICE: O sentido acomodatício . . . 357

CAPÍTULO XII – A PALAVRA LITERÁRIA: MÉTODOS EXEGÉTICOS PARA DETERMINAR O SENTIDO . . . 358

A. Métodos diacrónicos ou histórico‑críticos . . . 360

1. As línguas bíblicas e a crítica textual . . . 362

2. «Crítica literária» («crítica das fontes»). . . 362

3. Determinação do género literário . . . 368

(10)

ÍNDICE

501

3.2. Como determinar o género literário . . . 370

4. A «história das formas» . . . 375

4.1. O método em si. . . 376

4.2. Reservas ao método . . . 378

4.3. Mérito do Método. . . 379

5. A «história das tradições» . . . 380

5.1. Em que consiste? . . . 380 5.2. Como funciona? . . . 382 6. A «história da redacção» . . . 384 6.1. Definição e finalidade. . . 384 6.2. Prática do método. . . 386 7. A transmissão oral . . . 388

8. Conclusão: críticas e valor dos métodos histórico‑críticos. . . 389

8.1. As críticas . . . 389

8.2. O valor irrenunciável . . . 392

B. Métodos sincrónicos. . . 396

1. Análise retórica . . . 396

1.1. Características da retórica bíblica . . . 397

1.2. Prática do método. . . 399

2. Análise narrativa . . . 401

2.1. Em que consiste e qual a finalidade?. . . 401

2.2. Elementos principais da análise narrativa. . . 402

3. Análise semiótica . . . 412

3.1. Características . . . 412

3.2. A estrutura geral da narrativa . . . 413

3.3. As funções e os Programas Narrativos . . . 414

3.4. A Semiótica e a Bíblia . . . 416

3.5. Resultados e reservas . . . 416

4. Leitura «materialista» e abordagem sociológica. . . 417

5. Abordagem psicológica e psicanalítica . . . 419

6. Abordagem «canónica» . . . 420

6.1. A proposta. . . 421

6.2. Uma crítica . . . 422

7. A Bíblia na «teologia da libertação» . . . 425

8. Leitura feminista . . . 426

8.1. A tendência . . . 426

8.2. Avaliação. . . 427

9. Leitura fundamentalista . . . 428

Conclusão sobre os métodos exegéticos . . . 431

CAPÍTULO XIII – A PALAVRA VIVA QUE DÁ VIDA: HERMENÊUTICA EXISTENCIAL . . . 432

1. Princípios antropológicos . . . 432

1.1. Trajectória histórica da «hermenêutica viva» da Bíblia . . . 433

(11)

1.3. A Bíblia de outrora para a vida de hoje. . . 441

1.4. Hermenêutica existencial e leitura pragmático‑linguística . . . 452

2. Princípios e critérios teológicos . . . 454

2.1. Princípio teológico: “leitura da Escritura no Espírito”. . . 454

2.2. Critérios teológicos. . . 456

3. A Palavra de Deus na vida da Igreja. . . 460

3.1. A Sagrada Escritura na liturgia . . . 460

3.2. A Bíblia na pastoral e na catequese. . . 463

3.3. Bíblia e teologia . . . 464

3.4. Bíblia e moral . . . 465

3.5. A leitura orante da Bíblia: lectio divina . . . 467

CONCLUSÃO FINAL . . . 471

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