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Comissão Científica: Augusto Lemos ESE-P.Porto / InED

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Comissão Científica: Augusto Lemos ESE-P.Porto / InED Cecília Pereira

Comisaria do Xacobeo 2021 / Conselleira Delegada da SA de Xestión do Plan Xacobeo /ES

Carlos Pazos

ILCH-Universidade do Minho / Grupo Galabra-UMinho - Centro de Estudos Humanísticos Fátima Silva

Universidade Portucalense (UPT) - Departamento de Turismo, Património e Cultura / REMIT / CITCEM Juan Manuel Monterroso

Universidad de Santiago de Compostela / Iacobus /ES Manuela Sanches Ferreira

ESE-P.Porto / InED Maria de Fátima Lambert ESE-P.Porto / InED Maria João Moreira ESE-P.Porto / InED

Comissão Organizadora

Augusto Lemos - ESE-P.Porto / InED Catarina Sampaio - ESE-P.Porto / InED Maria de Fátima Lambert – ESE-P.Porto / InED

Maria João Moreira – InED/ ESE/P.Porto

Assessoria

Catarina Sampaio (Coordenação) Alunos 1º ano do Mestrado

Património Artes e Turismo Cultural: Ana Cristina Teixeira

Daniela Rocha Ana Alves

Orlando Guimarães Ana Cristina Almeida Beatriz Silva

Ana Rodrigues Andreia Alves

Alunos do 3º ano de Gestão do Património:

Diogo Couto Simão Ribeiro

Design – Jorge Miguel Araújo Coord. AV – Filipe Lopes Pedro Brochado

Coordenador do Gabinete de Arqueologia da Câmara Municipal de Vila do Conde

Prudência Coimbra Presidência ESE/P. Porto

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Exposição

“O meu Caminho”

Augusto Lemos ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

Augusto Lemos nasceu e reside no Porto. Doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona é Professor Adjunto na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, onde leciona desde 1994. Tem artigos publicados sobre o Caminho de Santiago e sobre História da Fotografia do séc. XIX.

Expõe regularmente há dezenas de anos, com exposições individuais e coletivas, salientando as últimas três exposições individuais: 8 hours before; Bloody Landscapes e I Love My Bicycle.

Coordenação da Exposição: António Fernando Silva ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

António Fernando Silva [Xai] - n. 1962 Valbom - Gondomar

Professor Coordenador da Unidade Técnico Científica de Artes Visuais da Escola Superior de Educação (ESE) do Instituto Politécnico do Porto.

1991 - Curso de Artes Plásticas - Pintura, Escola Superior de Belas Artes do Porto 2002 - Mestrado em História da Arte em Portugal [Escultura Contemporânea] na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

2014 – Título de Especialista em Artes, Instituto Politécnico do Porto Desenvolve actividade artística e expositiva desde 1988.

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“O meu Caminho”

Disse um missionário que o Caminho de Santiago começa simultaneamente em dois lugares, à porta de nossa casa e dentro de nós. Parti de minha casa e fui de comboio directo a Saint-Jean-Pied-de-Port, para lá dos Pirinéus, que, para muitos é um dos inícios do Caminho Francês.

As primeiras imagens mostram o Caminho nos Pirinéus e depois seguindo por caminhos na planície até aos bosques galegos, todo o corredor norte da península. Curiosamente tanto pela integridade física do Caminho, pelos sinais e símbolos que fui encontrando e pelos peregrinos que fui conhecendo, o Caminho é um Universo à parte.

Ninguém se preocupa com o tempo mas com o espaço pois não é chegar ao destino o que conta para muitos peregrinos mas viver o Caminho: “en el Caminho lo que cambia nuestras vidas, no es la meta”.

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Conferência 1 - Peregrinos 2.0 y Turigrinos. Reflexiones

para un debate sobre los valores de identidad y

autenticiad en los Caminos de Santiago en tiempos

COVID.

Moderação: Maria de Fátima Lambert ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

Maria de Fátima Lambert nasceu, vive e trabalha no Porto. Doutorada em Estética (Filosofia) - Faculdade de Filosofia de Braga/ Universidade Católica Portuguesa. Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação / Politécnico do Porto, onde coordena a licenciatura Gestão do Património e o Mestrado Património, Artes e Turismo Cultural.

Bolseira FCT projeto “Writing and Seeing” (2000-2004). Coordena a linha investigação “Cultura, Artes e Educação do InED - Centro de Investigação e Inovação em Educação, de que foi diretora até 2017.

Membro da AICA (Portugal). Curadora Independente, privilegiando o eixo Portugal-Brasil-Espanha. Keynote Speaker, autora de vários livros, monografias e de textos em revistas científicas.

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Juan Manuel Monterroso Montero Universidade de Santiago/Iacobus/ES

Notas biográficas

Juan M. Monterroso Montero es profesor titular de Historia del Arte en la Facultad de Geografía e Historia de la Universidad de Santiago de Compostela. Con anterioridad, hasta el 2002, ocupó el puesto de profesor titular de Conservación del Patrimonio, Historia del Arte y Diseño en la Universidad de A Coruña. Ha sido director del departamento de Historia del Arte entre 2003-2008 y decano entre 2008 y 2016, desde 2003 coordina el grupo de investigación Iacobus (GI-1907). En la actualidad es director del departamento de Historia del Arte.

Su labor docente e investigadora le ha permitido dedicarse a labores y estudios vinculados con la Historia del Arte, en especial en todo aquello relativo al arte gallego durante la Edad Moderna y al Patrimonio Cultural. Tanto en uno como en otro aspecto ha publicado diferentes artículos y monografías que han tenido como objeto de estudio los principios básicos sobre la conservación del patrimonio, la actividad pictórica en conjuntos monásticos y catedralicios, la iconografía mariana, el Camino de Santiago y la catedral compostelana, la literatura emblemática y su repercusión en la cultura moderna, o la teoría, protección y gestión del patrimonio cultural (informes históricos y proyectos expositivos), y la historia de la moda y el diseño industrial.

Asimismo, ha impartido cursos y conferencias en diversas universidades y centros de investigación de España, Portugal, México, Argentina, Brasil, Francia, Chile, Italia y Polonia. Ha participado como profesor invitado en cursos de posgrado y máster. También ha sido el responsable de diversas exposiciones que han tenido como tema central la ciudad de Santiago, el arte gallego, el Camino de Santiago: Gallaecia Fvlget; Galicia Renace; Todos con Santiago. Patrimonio eclesiástico; Compostela: Autorretrato; Europa fue Camino; Santiago desde la Memoria; Alfonso Costa. A Vertixe na Mirada; Accións Estratéxicas da Diputación Provincial de A Coruña; Goya-Dalí; ou Santiago, punto de encuentro; Extrano Cotidiano; Santiago. A Orixe.

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Peregrinos 2.0 y Turigrinos. Reflexiones para un debate sobre los valores de identidad y autenticiad en los Caminos de Santiago en tiempos COVID.

Tanto las expresiones “peregrinos 2.0” o “turigrino” como “peregrinos digitales” han ido asentándose en el lenguaje cotidiano del Camino de Santiago y la peregrinación jacobea. Evidentemente, en estos dos términos, se pone de manifiesto el fuerte impacto que el turismo ha ejercido en las últimas décadas sobre el Camino y, también, sobre la ciudad de Santiago de Compostela, como meta del mismo.

A esta situación consolidada, debemos añadirle el fuerte impacto circunstancial que está teniendo la pandemia derivada de la COVID-19 que, sin lugar a dudas, debería tener como consecuencia un profundo replanteamiento de muchos procesos y prácticas consolidadas en torno a la peregrinación.

Tomando como marco inicial estas circunstancias, se propone una reflexión sobre los procesos de patrimonialización del Camino y la peregrinación partiendo de los conceptos de identidad y autenticidad.

El objetivo final de la conferencia es plantear el debate sobre la oportunidad de repensar los hábitos de consumo patrimonial en función de aquellos elementos que podríamos singulares de la peregrinación jacobea: devoción, hospitalidad y cultura.

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Conferência 2 - Caminhos de Peregrinação a Santiago de

Compostela - Para além da Estrada

Moderação: Augusto Lemos ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

Augusto Lemos nasceu e reside no Porto. Doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona é Professor Adjunto na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, onde leciona desde 1994. Tem artigos publicados sobre o Caminho de Santiago e sobre História da Fotografia do séc. XIX.

Expõe regularmente há dezenas de anos, com exposições individuais e coletivas, salientando as últimas três exposições individuais: 8 hours before; Bloody Landscapes e I Love My Bicycle.

António Manuel Torres da Ponte

Direção Regional da Cultura do Norte/ ESE - ESHT- P.Porto / FLUP-UP / CITCEM

Notas Biográficas

Nasceu em Mindelo, Vila do Conde no ano de 1970

Doutor e Mestre em Museologia frequentou ainda diversos cursos de especialização em Portugal de no estrangeiro no âmbito da gestão de museus e património cultural.

ATIVIDADE PROFISSIONAL NO DOMINIO DA CULTURA E DA MUSEOLOGIA

Dirige desde 2013 a Direção Regional de Cultura do Norte, tendo acumulado o cargo de Presidente da Fundação Côa Parque, entre outubro 2014 e junho 2017, representando o Estado Português na Administração do Coliseu Porto, desde 2014.

No âmbito a sua atividade profissional no âmbito do Património Cultural e Museologia exerceu o cargo de Diretor do Paço de Duques de Bragança, Guimarães, 2009 – 2012, tendo coordenado o Museu de Vila do Conde entre 2012 - 2013 e 1994 - 2009.

Publicou vários artigos sobre museologia e Património em revistas nacionais e estrangeiras. ATIVIDADE DOCENTE

Desenvolve atividade docente no ensino superior como assistente convidado da ESHT – IPP, desde 2017 e da ESE – IPP desde 2015.

Professor Afiliado da Faculdade de Letras da UPorto, desde 2015

Formador e palestrante em diversos cursos, seminários e colóquios, nacionais e internacionais, no domínio da museologia e do património;

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Caminhos de Peregrinação a Santiago de Compostela Para além da Estrada

Desde o primeiro terço do século IX, quando a peregrinação a Compostela começa, vai nascer um caminho que ao longo dos séculos se tornará um verdadeiro fenómeno de caráter histórico e cultural de relevância universal, existindo uma primeira referencia escrita ao caminho no Codex Calixtinus do século XII.

O Caminho de Santiago era um meio de comunicação, local de encontro de culturas e gerador de vida social e económica que resultou na formação de cidades e vilas e, consequentemente, uma transformação da paisagem, criando uma geografia própria merecedora de referencia que foi ganhando cada vez mais importância.

O Caminho de Santiago é visto hoje como um espaço ligado à ideia de Europa. Atualmente procura-se uma Nova Narrativa para a Europa - O corpo e a mente da Europa. Nela se afirma: “A Europa é um estado de espírito construído e fomentado pela sua herança espiritual, filosófica, artística e científica e movido pelos ensinamentos da história. […] A Europa precisa de uma mudança de paradigma para a sua sociedade – na realidade, precisa de nada menos do que um «Novo Renascimento».[…]A Europa dispõe dos meios necessários para se manter na vanguarda desta era. Deve igualmente posicionar-se como expoente mundial de um estilo de vida sustentável e ser uma força impulsionadora e inspiradora tanto na conceção como na aplicação de uma agenda global para o desenvolvimento sustentável. Para se atingir este objetivo, importa cuidar não só da biodiversidade, mas também da diversidade cultural e do pluralismo.”

Proliferam em todos os lugares associações, confrarias, irmandades, centros de pesquisa e institutos cujo objetivo é o estudo e a divulgação do fato jacobino e sua projeção na história e na cultura europeia.

Em paralelo, as peregrinações ganham novo vigor. Razões espirituais, culturais, históricos, artísticos e até mesmo desportivas movem as pessoas de todas as nacionalidades fomentando ideias para viajar pelo Caminho de Santiago de Compostela.

Assim, na Europa, a Assembleia Parlamentar, em 28 de março de 1984, aprovou um projeto de recomendação sobre rotas de peregrinação europeias, apresentado pela Comissão da Cultura e da Educação que resultaria na Recomendação 987, de acordo com o texto aprovado pela Comissão Permanente em 28 de Junho de 1984 colocando o Caminho de Santiago como o primeiro itinerário cultural Europeu.

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Mais tarde, em 23 de Outubro de 1987, o Conselho da Europa irá produzir a declaração de Santiago de Compostela, estando no último parágrafo novamente manifestado o espírito da Europa: "... a fé que incentivou os peregrinos durante história e os reuniu num objetivo comum, acima de diferenças e interesses nacionais, leva-nos, neste momento, a continuar ao longo deste caminho para construir uma sociedade baseada na tolerância, respeito pelos outros, na Liberdade e solidariedade".

Na região Norte, está em análise a dinamização de uma parceria entre 4 entidades - Comissão de Coordenação do Desenvolvimento Regional Norte, Direção Regional de Cultura,

Entidade Regional de Turismo do Porto e Norte, e Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial Galicia-Norte de Portugal, constituindo uma plataforma de coordenação regional, com uma componente de cooperação transfronteiriça, visando garantir a articulação dos projetos a desenvolver na região.

Esta plataforma permitirá concertar um plano integrado de ação relativamente à valorização cultural e turística dos traçados do Caminho, com enquadramento nas linhas de financiamento regionais e em fundos de cooperação transfronteiriça.

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Conferência 3 - Apresentação de Projeto de investigação

Apresentação: Maria João Moreira

ESE-P.Porto / InED / Grupo Galabra-UMinho Notas Biográficas

Maria João Moreira, advogada, assistente convidada na ESE do PP, doutoranda em estudos culturais UMINHO/ICS/ILCH, especialista em Direito do Ordenamento do Território Urbanismo e Ambiente, CEDOUA/FDUC.

Luiz Adriano Daminello Notas Biográficas

Universidade Federal do Pará - Instituto de Ciências das Artes / BR

Professor do Curso de Cinema e Audiovisual da UFPA/BR. Doutorando de Estudos Culturais da UMINHO/PT. Doutorando em Multimeios UNICAMP/BR.

Pesquisa em Culturas em Viagem, Transculturalidade, Cinema Etnográfico, Cinema Participativo, Indigenous Media.

Cineasta, realizador de documentários Mário e a Missão e Floresta Encena, entre outros.

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VIAGEM E BAGAGEM CULTURAL. O caminho como transculturalidade.

Investigar sobre os Caminhos de Compostela significa pensar sobre as mobilidades humanas e as suas bagagens culturais. James Clifford (1997) alega que, na atualidade, precisamos de um método “comparativo" para ver cultura como uma viagem. O termo Traveling Culture será usado por ele para avaliar os deslocamentos tanto do pesquisador quanto os do seu objeto de estudo, problematizando o espaço do trabalho de campo. O viajante não está fechado em sua comunidade, nem tem uma identidade estabelecida. Está no exato momento de transculturação. A peregrinação, o turismo, a migração, o êxodo, a diáspora e outros vários tipos de deslocamento, todos servem para interromper o fluxo contínuo da jornada da vida ou impor-lhe uma transformação. Viagem sempre foi um conceito utilizado como metáfora da própria existência. Talvez por isso se preste tanto às narrativas mitológicas, como percebeu Joseph Campbell (1988), ou para definir a fluidez das relações entre os indivíduos nas sociedades atuais (Bauman, 1998).

BIBLIOGRAFIA

BAUMAN, Z. (1998). O mal-estar da pós-modernidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor. CAMPBELL, J. (2005). O Herói de Mil Faces. São Paulo: Editora Pensamento.

CLIFFORD, J. (1997). Routes: travel and translation in the late twentieth century. Cambridge, Massachusetts, London, England: Harvard University Press.

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Mesa Redonda 1 - O peregrino: identidade no “Caminho”

Moderação: Carlos França ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

Doutorado em Filosofia (Área de Estética) pela Universidade do Minho, Braga. Bolsa de pós-doutoramento (FCT) com um projecto subordinado ao tema A descendência das imagens. D.E.A. na Universidade de Paris VIII (1990), sob a orientação do Professor René Schérer, com um trabalho intitulado “Remarques générales sur l’activité réflechissante et l’imagination d’aprés la Critique de la Faculté de Juger de Kant”. (DEA) na École Pratique des Hautes Études En Sciences Sociales (1994), sob a orientação do Professor Fernando Gil, com um trabalho sobre a filosofia pré-crítica de Kant, intitulado “Rêves d’un visionnaire”. Publicação do livro Modernidade e Desconstrução (Lisboa, Fenda, 2012). Docente na ESE-IPP. Investigador no InEd. Crítico de Arte.

João Nunes

Instituto Politécnico de Viseu/ CHSC– UC; CIDEI- PV Notas Biográficas

Doutorado em História pela Universidade de Coimbra. Docente do Politécnico de Viseu. Investigador do CHSC (U. Coimbra) e colaborador do CI&DEI (I. Politécnico de Viseu). Os seus interesses, investigações e publicações centram-se, maioritariamente, na história cultural, religiosa e eclesiástica da Época Moderna.

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O peregrino de Santiago na Época Moderna

Com esta apresentação pretende-se discutir aspetos da existência e vivência dos peregrinos que cruzavam rotas portuguesas de peregrinação jacobeia na Época Moderna. Em termos historiográficos, as referências aos peregrinos são esparsas. Por outras palavras, pouco se sabe sobre estas pessoas, pelo facto de os peregrinos não terem sido objeto de estudo aprofundado; regra geral aparecem referenciados em trabalhos sobre pobreza e assistência, sendo enquadrados neste contexto e perspetiva. Acabavam, todavia, por ser um grupo específico de viajantes. A peregrinação foi valorizada na Época Moderna, enquanto forma particular de penitência, mormente as grandes rotas, entre as quais se contava naturalmente a compostelana. Nesse sentido, os peregrinos de Santiago merecem ser estudados de forma particular, sobretudo aqueles que percorriam caminhos portugueses. Esta comunicação pretende contribuir para aprofundar o conhecimento sobre a temática. Subjazem à apresentação quatro questões principais, a saber: Quem eram os peregrinos que transcorriam os caminhos portugueses? Por que motivos se propunham enfrentar o Caminho? Que rotas empreendiam? Como viviam e/ou de que viviam no decurso da peregrinação?

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Maria de Fátima Lambert ESE - P. Porto/ InED

Notas Biográficas

Maria de Fátima Lambert nasceu, vive e trabalha no Porto. Doutorada em Estética (Filosofia) - Faculdade de Filosofia de Braga/ Universidade Católica Portuguesa. Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação / Politécnico do Porto, onde coordena a licenciatura Gestão do Património e o Mestrado Património, Artes e Turismo Cultural.

Bolseira FCT projeto “Writing and Seeing” (2000-2004). Coordena a linha investigação “Cultura, Artes e Educação do InED - Centro de Investigação e Inovação em Educação, de que foi diretora até 2017.

Membro da AICA (Portugal). Curadora Independente, privilegiando o eixo Portugal-Brasil-Espanha. Keynote Speaker, autora de vários livros, monografias e de textos em revistas científicas.

"mulheres a caminho - identidade e tempo"

Na história das viagens, Egéria, originária da Galiza, é uma protagonista inaugural. As descrições que nos legou, de suas peregrinações à Terra Santa, foram e são famosas, tendo inaugurado uma sugestiva literatura feminina de viagens. Deslocou-se, usufruindo de condições privilegiadas, planeando antemão as etapas de seu Itinerarum realizado entre 381-384. Procurou nos trajetos, conhecer os lugares evocados nos livros sagrados, talvez como as paisagens de espírito., habitadas por figuras sem mitologia. Antes de Egéria, Paula de Roma, Melania, a Velha, assim como sua neta Melania, a Jovem, peregrinaram e viajaram, almejando suas demandas e crenças. Todavia, o conhecimento de tais aventuras chegou até hoje, registado não pelas próprias, mas pelos historiadores. Como se definiam suas identidades, nos tempos primevos da Cristandade, e com que ímpetos, calcorreavam caminhos tais mulheres? Como entender, na atualidade, tais incursões bem mais frequentes do que se imagine, fixando uma definição de tempo entre além e aquém?

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Mesa Redonda 2 - O Peregrino: o património e a pessoa

Moderação: Sérgio Veludo ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas:

Membro do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação/P.Porto Coordenador do CTeSP de Valorização do Património Cultural da ESE/P.Porto Membro da Comissão Científica da Licenciatura em Gestão do Património da ESE/P.Porto

Investigador Integrado do INED/ESE/P.Porto UTC - Estudos Culturais e Sociais

Sérgio Veludo Coelho, Professor Adjunto dos quadros da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE/P.Porto), é docente no Curso de Gestão do Património desta escola e no Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural; Licenciado em Ciências Históricas na Universidade Portucalense Infante D. Henrique, no Porto com o seminário “As fortificações do Cerco do Porto: 1832-1833 “ premiado com Menção Honrosa do Prémio de História Contemporânea Vítor de Sá 1995, da Universidade do Minho;

Mestre em História Moderna na Faculdade de Letras da Universidade do Porto com o trabalho intitulado “Figurinos Militares da Regeneração, Aparência e Realidade 1848-1892”; pós-graduado em História Militar pela Universidade Lusíada de Lisboa;

Doutorado em História na Universidade Portucalense Infante D. Henrique com a tese “Arsenais Reais de Lisboa e Porto 1800-1814”, galardoado com o prémio Defesa Nacional 2010, pela Comissão Portuguesa de História Militar;

Investigador Integrado do Centro de Investigação e Inovação em Educação da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto; investigador do Núcleo de Estudos de Arte e Património da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto; Investigador colaborador do CITAR/Escola das Artes UCP

Presidente da Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto; Sócio da Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto;

Sócio fundador da Associação Napoleónica Portuguesa;

Membro do Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida.

Autor de vários livros e artigos nas áreas científicas da História Militar, História Industrial e Património Cultural.

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Fátima Matos Silva

Universidade Portucalense (UPT) - Departamento de Turismo, Património e Cultura / REMIT / CITCEM

Notas Biográficas

Fátima Matos Silva obteve o grau de Doutora associado ao de Doutoramento Europeu pela Universidade de Granada, em 2008, tendo sido bolseira do Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Desenvolve, desde 1988, a sua atividade profissional na Universidade Portucalense (UPT) como investigadora, docente e coordenadora de ciclos de estudos, integrando diversos órgãos da instituição.

Atualmente é investigadora do REMIT – Research on Economics, Management and Information Technologies, Universidade Portucalense, Porto, e do CITCEM - Centre for Transdisciplinary Research Culture, Space and Memory, Research Centre, Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Dirigiu e colaborou em projetos de investigação diversificados, nacionais e internacionais, sendo Investigadora Responsável de diversos projetos em curso. Desde 1989 dirigiu diversas campanhas de escavações arqueológicas, estudos de impacte ambiental e patrimonial, edições bibliográficas, eventos, exposições, programas museológicos, entre outros projetos na área da arqueologia e do património cultural, e, mais recentemente, nas áreas do turismo cultural, turismo religioso e turismo acessível.

É autora de seis livros e, a título individual e em parceria, de mais de setenta artigos e capítulos de livros sobre temáticas de índole patrimonial, com especial destaque para o património arqueológico e a sua interpretação e valorização.

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Um longo caminho a percorrer:

a Acessibilidade no Caminho Português a Santiago

Abordamos a problemática dos impactes do turismo religioso e das peregrinações a Santiago entre o Porto e Valença, colocando em destaque os problemas de acessibilidade.

Infelizmente, não tem sido substancial a incremento de soluções de acessibilidade e inclusão, quer no que diz respeito aos acessos ao património arquitetónico religioso, quer aos albergues, quer ao trajeto do próprio caminho. A informação existente, além dos guias e roteiros publicados em papel ou na Internet e da sinalética, é pouco significativa. Muitos destes problemas devem-se à ausência de uma planificação estratégica no sentido da adaptação e transformação do caminho num itinerário acessível.

Há necessidade de uma melhoria das condições e compreensão dos Caminhos de Santiago, criando mais-valias para os usufrutuários de um turismo acessível e inclusivo, que se pretende para todos!

Mas, sucintamente, o que é a acessibilidade? Normalmente é caracterizada pelos aspetos físicos e arquitetónicos – acessibilidade do espaço – mas vai muito para além deles, pois diz respeito também à acessibilidade da informação, tocando componentes determinantes do foro social, intelectual e emocional. A acessibilidade diz respeito a todos nós, dada a diversidade e as limitações humanas que nos caraterizam em diferentes fases da vida, de maneira temporária ou permanente. Pressupõe elementos tão variados como a clareza na informação dos acessos, aspetos físicos e arquitetónicos adaptados, vários níveis de informação, variadas formas de comunicar (diversos tipos de suporte e técnicas como a acessibilidade virtual), tendo como base os diversos aspetos cognitivos e intelectuais.

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Manuel Araujo

Casa do infante - Arquivo Histórico da Câmara Municipal do Porto

Luís Cunha

UMinho/ICS –CRIA-UMinho

Notas Biográficas

Licenciado em Antropologia Social (ISCTE) e doutorado em Antropologia (UMinho), investigador integrado do CRIA, tem orientado a sua investigação para áreas de interesse dispersas, que confluem, todavia, na análise dos processos de construção identitária, no que estes revelam do ponto de vista das dinâmicas sociais. Inserem-se nesta linha de pesquisa os trabalhos que realizou em torno das narrativas identitárias convocadas pelo Estado Novo , mas também os nós de consenso e de dissenso tecidos em torno da ideia de lusofonia . O seu trabalho sobre memória social, incidindo sobre um contexto de fronteira, tem também a problemática das identidades na sua base. Trabalhos recentes têm seguindo uma linha diferente, buscando um registo mais próximo da desconstrução do modelo económico/político dominante.

Caminhar no tempo e viver no espaço: a peregrinação como analisador social Tal como qualquer experiência social densa, a peregrinação permite diferentes níveis de leitura, mais ainda quando se trata de uma peregrinação que atravessou vários séculos, acumulando referências literárias, artísticas e académicas. Pela minha parte, não sendo esta a minha especialização, proponho-me considerá-la como expressão singular de fenómenos mais amplos, discutindo o modo como a experiência do tempo e do espaço se nos oferecem na contemporaneidade, tomando a peregrinação como analisador dessa experiência.

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José Maia Marques

Notas Biográficas

Historiador, Antropólogo e Ensaísta.

Tem como interesses de investigação a História e a Antropologia Local e Regional, a História Cultural, a História da Gastronomia,o Caminho de Santiago e o Turismo.

"O Peregrino, um património DO e NO Caminho".

Sem Caminho não há Peregrino. Será assim? De que Caminho falamos? e de que Peregrino? Como dizia António Machado, "el Camino se hace al andar". É portanto o Peregrino que faz o Caminho. Temos então aqui dois patrimónios que se entrelaçam, se sobrepõem que se fundem - Peregrino e Caminho. E esses dois patrimónios, ao longo do tempo, têm sido observados e estudados numa dimensão religiosa, numa dimensão espiritual, numa dimensão histórica, numa dimensão geográfica, até numa dimensão esotérica. Faltará talvez alguma atenção para a dimensão humana. Saber quem é o Peregrino, quais as suas dificuldades, quais as suas necessidades, conhecer as suas experiências, fazer dele um pouco o centro deste universo maravilhoso que é o Campo das Estrelas...

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Mesa Redonda 3 - O Peregrino em viagem

Moderação: Carla Sofia Ferreira Queirós ESE-P.Porto / CITCEM - FLUP

Notas Biográficas

Professora Adjunta Convidada, Unidade Técnico-Científica de Artes Visuais, Escola Superior de Educação, Politécnico do Porto.

Doutora em História da Arte pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Investigadora integrada do CITCEM (Centro de Investigação Transdisciplinar «Cultura, Espaço e Memória»).

Consultora Científica em projetos desenvolvidos na Diocese de Lamego, Diocese do Porto e Diocese de Viana do Castelo e Santarém. Autora de várias publicações sobre Talha Dourada, Imaginária e Arquitetura Religiosa e Civil (séculos XVII-XVIII)

Augusto Lemos Notas Biográficas

Augusto Lemos nasceu e reside no Porto. Doutorado pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Barcelona é Professor Adjunto na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, onde leciona desde 1994. Tem artigos publicados sobre o Caminho de Santiago e sobre História da Fotografia do séc. XIX.

Expõe regularmente há dezenas de anos, com exposições individuais e coletivas, salientando as últimas três exposições individuais: 8 hours before; Bloody Landscapes e I Love My Bicycle.

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Porque é que se peregrina para Compostela?

Peregrina-se a Santiago desde o século IX. No início e durante muitos anos as razões das peregrinações eram profundamente religiosas, eram promessas que tinham como objectivo a remissão de todos os pecados e o direito a entrar directamente nos céus. Presentemente peregrina-se por muitas razões: religiosas, espirituais, culturais, desportivas e muitas vezes sem nenhuma razão aparente.

Apesar de percorrer Caminhos desde finais do século XX, só a partir de 2015, quando fiz o Caminho de Santiago desde Saint-Jean-Pied-de-Port até Compostela é que comecei a perguntar aos vários peregrinos que ia conhecendo quais a razões que os levavam a percorrer a pé tantos quilómetros. Apercebi-me então que as razões para peregrinar eram muitas mais do que aquelas que eu imaginava e quantos mais peregrinos eu indagava mais difícil ficava a minha velha questão, porque é que eu estava a fazer o Caminho?

Francisco Monteiro Notas Biográficas

Diplomado em piano pelo Conservatório de Música do Porto. Licenciado em piano pela Universidade de Música e Artes Performativas de Viena (Áustria). Mestre em Ciências Musicais pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Doutorado em Música Contemporânea pela Universidade de Sheffield (Reino Unido).

Foi professor de piano nos Conservatórios de Braga e Porto. Foi docente na Fac. de Letras da Universidade de Coimbra e no Instituto Piaget – Viseu. É Professor Coordenador da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico do Porto. Pianista dedicado especialmente à música contemporânea, tocou com diferentes grupos nacionais, em múltiplos duetos e trios, e gravou múltiplos CDs com obras de compositores portugueses do séc. XX. Investigador nas áreas da música portuguesa e da criação musical, especialmente dedicado à obra de Jorge Peixinho, tem textos publicados em diferentes livros e revistas da especialidade. Compositor com obras para diferentes grupos instrumentais e vocais, lançou em 2019 o CD Histórias com um ciclo de obras suas.

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Mário Aguiar

Notas Biográficas

Licenciado em Estudos Europeus pela Universidade Aberta, Pós-graduado e mestrando em Estudos sobre a Europa. Profissionalmente desde 1996 que desempenha a sua atividade na Câmara Municipal da Maia, inicialmente na Divisão de Cultura e Turismo, atualmente como Técnico Superior na Unidade de Turismo na área das visitas, partilha e promoção do território.Tem como principais interesses os Caminhos de Santiago, Europa, viagens, património local, gastronomia e enologia. Membro fundador da AACSNP Associação dos Amigos do Caminho de Santiago do Norte de Portugal

Associado da AACPS - Associação dos Amigos do Caminho Português de Santiago Cofrade da Archicofradía Universal del Apóstol Santiago

“¡Señor! Hoy vuelvo a casa. Regreso feliz y contento; mi corazón está lleno de experiencias maravillosas.”

Fragmento da oração de agradecimento do peregrino

Uma vez perguntei a um amigo, quantas vezes se faz o caminho? Respondeu-me de forma simples. Uma vez. A vida toda. Peregrino uma vez, peregrino sempre. Sai de casa, diz bom dia ao vizinho, caminha, sai da sua terra e das ruas da sua vida. Começa o caminho.

O peregrino já não é um estrangeiro, é um peregrino da aldeia global. Cumprimenta com bom dia, bom caminho. Poucos são os que ainda dizem Ultreia e Suseia, mas ainda os há. O peregrino atual não procura só chegar a Santiago, procura também conhecer-se, conhecer o outro e perceber a ligação que tem ao mundo. O caminho que cada um escolhe e faz, cruza-se com o do outro. Ambos procuram o mesmo objetivo.

Cada jornada é uma aprendizagem, uma partilha, uma transformação permanente. Caminhos seculares, caminhos recentes, a pé seguindo as setas, com recurso a novas tecnologias, com diferentes motivações. Há um sentimento de pertença ao caminho e às suas diferenças.

No fim da jornada, que já não é o fim do caminho, o peregrino só, já não está só. Ele é o caminho!

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Mário Aguiar

Lígia Rocha

Nota Biográfica

Lígia Rocha nasceu no Porto, Portugal (1980).

Investigadora integrada do CIEBA – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Investigadora colaboradora do INED – Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Licenciada em Professores do Ensino Básico – Educação Visual e Tecnológica, pela Escola Superior de Educação de Coimbra (2002).

Mestre em Educação, especialidade em Filosofia do Imaginário Educacional, Instituto de Educação da Universidade do Minho (2007).

Doutora em Educação, especialidade em Filosofia da Educação, Instituto de Educação da Universidade do Minho (2015).

Bolseira de Doutoramento pela FCT (2009-2013).

Docente do Ensino Básico, Educação Visual (MEC) e Ensino Superior (ESE-PP). Artista plástica (1995-2020), com várias exposições individuais e coletivas.

É autora e coautora de vários textos sobre filosofia do imaginário; hermenêutica mítico-simbólica; estética educacional; a arte e o pensamento de Lima de Freitas, nomeadamente na sua obra pública.

Últimas Publicações:

Rocha, Lígia (2019). Lima de Freitas: imaginário lusitano e remitologização - contributos para uma estética educacional. In AA.VV (coord). “Diálogos entre Arte, Cultura e Educação” Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação. ISBN-13 (15) 978-65-5013-002-2. http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/362

AA.VV (2019). Lima de Freitas: dos símbolos à eternidade dos arquétipos. Catálogo de exposição 4 out. - 23 nov. Livraria – Galeria Municipal Verney. Oeiras: Edição da Câmara Municipal de Oeiras, pp.32-35.

Rocha, Lígia (2020). “Lima de Freitas: um caminho artístico e intelectual desenhado e pintado nos anos 40 e 50”. In Rui

Lopo (coord). “Revista ARTEORIA”. Lisboa: Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa (no prelo).

“O peregrino em viagem: o estado de permanência no Caminho”

A apresentação será baseada na experiência pessoal no Caminho. Estará repartida por momentos diferentes, fruto das várias circunstâncias de vida. Pretende-se mostrar uma sensibilidade e trazer um olhar focado no microcosmos (eu, peregrina) em perspetivação no macrocosmos (nós, universo), mostrando algumas aferições da linguagem simbólica que o caminho presenteia ver, sentir e viver.

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Mesa Redonda 4 - O peregrino: perspetiva institucional

Moderação: Pedro Silva ESE-P.Porto

Notas Biográficas:

PEDRO JOSÉ LOPES DA SILVA

Atualmente Coordenador do projeto FineArtWorks@simbiose; Gestor de projeto na

Unveil, para a Exposição “Variações Naturais”, no âmbito da “Lisboa – Capital Verde

Europeia, 2020”; responsável pela Organização da Produção Artística, Executiva e Técnica do projeto M.Ou.Co, no Porto; produtor da Contextile 2020, Bienal de Arte Têxtil de Guimarães; produtor na Simbiose, Gestão Cultural.

Nascido no final dos anos setenta (1978), desenvolve ainda gestão cultural de projetos, produção de eventos e atividades artísticas, culturais e de entretenimento e, paralelamente, é docente na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto, lecionando as Unidades Curriculares de Gestão Cultural, Políticas Culturais e Programação e Produção Cultural.

Dos últimos anos, destacam-se algumas atividades como produção executiva na Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura; a direção de produção na Cooperativa Cultural “A Oficina, Centro de Artes e Mesteres Tradicionais de Guimarães”, entidade responsável pela gestão de vários espaços culturais na cidade de Guimarães, nomeadamente o “Centro Cultural Vila Flor”, “Centro Internacional das Artes José de Guimarães”, “Casa da Memória”, “Teatro Oficina” e “Centro de Criação de Candoso”; a coordenação de produção para a preparação, implementação e abertura do Centro Internacional das Artes José de Guimarães, da Casa da Memória de Guimarães e do núcleo museológico Alberto Sampaio.

No início do mês de Fevereiro concluiu o processo para a atribuição de Título de Especialista em Artes, por parte do Politécnico do Porto, subordinado ao tema

Produção a partir da criação, modos de corporalidade para a obra de arte, produzir – dar corpo a significados, tendo sido aprovado por unanimidade e com distinção.

Atualmente desenvolve investigação para o Doutoramento em Arte Contemporânea, com dissertação subordinada ao tema “Os programas de Arte Contemporânea nas Capitais Europeias da Cultura em Portugal (1994 – 2014) Guimarães 2012 como caso de Estudo”. Em 2010 frequentou o Mestrado em Estudos Artísticos – Estudos Museológicos e Curatoriais, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto depois de, em 2006, ter terminado a Licenciatura em Gestão do Património, no

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Instituto Politécnico do Porto, Escola Superior de Educação.

Carlos Pazos-Justo Notas Biográficas

Carlos Pazos-Justo (Redondela, 1975) é Licenciado em Filologia Galega (1998) e em Filologia Portuguesa (1999) pela Universidade de Santiago de Compostela. Como bolseiro do Instituto Camões é pós-graduado pela Universidade do Porto (2001). É Mestre em Teoria da Literatura e Literatura Portuguesa pela Universidade do Minho (2009) e Máster en Cultura Española Contemporánea (2009) pela Universidad de Alcalá. Foi Leitor do Centro de Estudos Galegos (2003/2008) e na actualidade é Professor da Área de Estudos Espanhóis e Hispano-Americanos do Departamento de Estudos Românicos da Universidade do Minho, onde dirigiu o Mestrado em Espanhol Língua Segunda e Língua Estrangeira. É Doutor em Ciências da Cultura pela Universidade do Minho. Prémio Carvalho Calero de Investigação em 2009 com Trajectória de Alfredo Guisado e a sua relação com a Galiza (1910-1921).

Caminhos de Santiago, turismo e comunidade.

Contributos a partir do caso de Santiago de Compostela

A cidade de Santiago de Compostela, enquanto meta dos Caminhos de Santiago, alcançou, a partir das últimas décadas do século XX, uma intensa visibilidade a nível internacional praticamente inédita na época contemporânea, o qual implicou o surgimento de novos desafios para a cidade de Santiago de Compostela (e outras). Estes desafios relacionam-se, entre outras questões, com as modificações nos consumos culturais e turísticos, nas lógicas identitárias da própria cidade ou nos usos dos espaços urbanos. Com base no projeto de investigação em curso, “Narrativas, usos e consumos de visitantes como aliados ou ameaças para o bem-estar da comunidade local: o caso de Santiago de Compostela” (FFI2017-88196-R), serão apresentados alguns resultados acerca destes desafios, das relações que se estabelecem na cidade de Santiago de Compostela entre os Caminhos, o turismo e a comunidade.

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Pedro Brochado

Notas Biográficas

Pedro Brochado de Almeida é licenciado em Historia – variante de Arqueologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e mestre em Arqueologia pela mesma Faculdade. É técnico da Câmara Municipal de Vila do Conde e desde 2012 coordena o Gabinete de Arqueologia Municipal. É nessa qualidade que faz a gestão dos Caminhos de Santiago no concelho de Vila do Conde, incluindo o Albergue de Santa Clara.

Sinopse

O tema desta comunicação aborda os Caminhos de Santiago no Concelho de Vila do Conde. De igual modo, procura sistematizar alguns dos problemas que diariamente são enfrentados pelo Município no processo de gestão dos itinerários que cruzam o seu território.

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Mesa Redonda 5 - O peregrino: pesquisas académicas

Moderação: Lígia Rocha ESE-P.Porto / InED

Nota Biográfica

Lígia Rocha nasceu no Porto, Portugal (1980).

Investigadora integrada do CIEBA – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e Investigadora colaboradora do INED – Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto. Licenciada em Professores do Ensino Básico – Educação Visual e Tecnológica, pela Escola Superior de Educação de Coimbra (2002).

Mestre em Educação, especialidade em Filosofia do Imaginário Educacional, Instituto de Educação da Universidade do Minho (2007).

Doutora em Educação, especialidade em Filosofia da Educação, Instituto de Educação da Universidade do Minho (2015).

Bolseira de Doutoramento pela FCT (2009-2013).

Docente do Ensino Básico, Educação Visual (MEC) e Ensino Superior (ESE-PP). Artista plástica (1995-2020), com várias exposições individuais e coletivas.

É autora e coautora de vários textos sobre filosofia do imaginário; hermenêutica mítico-simbólica; estética educacional; a arte e o pensamento de Lima de Freitas, nomeadamente na sua obra pública.

Últimas Publicações:

Rocha, Lígia (2019). Lima de Freitas: imaginário lusitano e remitologização - contributos para uma estética educacional. In AA.VV (coord). “Diálogos entre Arte, Cultura e Educação” Universidade de São Paulo. Faculdade de Educação. ISBN-13 (15) 978-65-5013-002-2. http://www.livrosabertos.sibi.usp.br/portaldelivrosUSP/catalog/book/362

AA.VV (2019). Lima de Freitas: dos símbolos à eternidade dos arquétipos. Catálogo de exposição 4 out. - 23 nov. Livraria – Galeria Municipal Verney. Oeiras: Edição da Câmara Municipal de Oeiras, pp.32-35.

Rocha, Lígia (2020). “Lima de Freitas: um caminho artístico e intelectual desenhado e pintado nos anos 40 e 50”. In Rui

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Andreia Filipa Parada Alves

Notas Biográficas

Naturalidade: 1997- Alfândega da Fé. Habilitações

• 2017-2020- Licenciada em Gestão do Património pelo Politécnico do Porto. - Escola Superior de Educação.

Integrou: O Centro de Investigação e Inovação em Educação (inED) no âmbito do projeto “Novos Caminhos a Santiago: trajetos de contemporaneidade” no âmbito do estágio curricular.

• 2020 – Atual- Aluna da Escola Superior de Educação do Porto, no Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural.

SANTIAGO DE COMPOSTELA PELO CAMINHO DA COSTA: Diversidade Patrimonial, o Elemento Distintivo

O estudo desenvolvido, no âmbito da investigação dos “Novos Caminhos de Santiago- Trajetos na Contemporaneidade”, teve como objetivos macro: identificar os Caminhos de Santiago, refletir acerca da sua história, caraterizar os elementos geográficos, históricos e populacionais dos mesmos e identificar instrumentos de planeamento e salvaguarda do caminho. Estas orientações gerais foram depois materializadas em atividades que permitiram afunilar o âmbito da investigação, nomeadamente, no levantamento dos locais religiosos e festividades, em contexto urbano, ao longo do “novo” Caminho de Santigo pela Costa, na reflexão sobre alguns conceitos fundamentais como Património Cultural Religioso e Turismo Religioso, ou ainda, na análise e planeamento de uma estratégia de valorização, afirmação e diferenciação do caminho através dos elementos identificados.

Na base do estudo esteve a realização de um cronograma temporal e a definição das atividades a desenvolver e metodologias (pesquisa bibliográfica e sitográfica e trabalho de campo) a adotar, para alcançar os objetivos anteriormente expostos.

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Tendo em conta que, como podemos ler na ficha do projeto “Novos Caminhos de Santiago- Trajetos na Contemporaneidade”, esta “nova rota” é fruto da confluência psicoafectiva e societária dos peregrinos criarem um caminho mais atrativo – do ponto de vista paisagístico e em maior proximidade à paisagem não excessivamente intervencionada pela sociedade contemporânea, para que a mesma seja classificada e certificada como caminho oficial será necessário que o itinerário de peregrinação seja de uso consistente, comprovado por fontes históricas, vestígios materiais ou tradição documentalmente registada, bem como o património cultural e natural que lhe seja associado e que observe os critérios de certificação previstos no Decreto-lei n.o 51/2019, de 17 de abril.

Não esquecendo também fatores como a crescente importância do Património Cultural no contexto contemporâneo e na preservação da identidade dos povos, o recente fenómeno de globalização do Turismo Cultural e a importância da sua estreita relação ao Turismo Religioso ou a classificação dos Caminhos de Santiago como Itinerário Cultural Europeu que desempenha um papel central no que respeita à valorização e preservação das rotas e do seu património.

Com o término da investigação podemos concluir que o levantamento dos locais religiosos e festividades, nas áreas urbanas, ao longo no “novo” caminho, permite reforçar e consolidar a informação que se conhece sobre esta rota, nomeadamente no que respeita ao Património Religioso e Património Imaterial que dela fazem parte, e promove o aumento e diferenciação da sua proposta de valor enquanto itinerário cultural, contribuindo assim para o objetivo principal de conseguir através deste projeto a classificação oficial do “novo caminho pela Costa”.

Palavras-chave: património cultural, turismo religioso, Caminho de Santiago pela Costa, festividades, locais religiosos.

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Referências Bibliográficas

A BÍBLIA SAGRADA. Edição Pastoral. 86 ed. São Paulo: Paulus. 2012. Novo testamento Mateus 4:21-22, 17:1 e 26:37; Marcos 3: 17; Lucas 5:10, 8:51 e 9:54; e Actos 12:1-2

ADRIÃO, Vitor Manuel, 2011. Santiago de Compostela – Mistérios da Rota Portuguesa. Lisboa. Dinapress. ALMADA, J., 2000. A Caminho de Santiago, Roteiro do Peregrino, Lello Editores, Porto.

Carlos Brochado de Almeida, Ivone Baptista de Magalhães, Aurora Botão Rego, Deolinda Carneiro, Álvaro Campelo, José Augusto Maia Marques. 2017. Caminho Português da Costa – Estudos. Edição das Câmaras Municipais do Porto, de Matosinhos, da Maia, de Vila do Conde, da Póvoa de Varzim, de Esposende, de Viana do Castelo, de Caminha, de Vila Nova de Cerveira e de Valença.

CARVALHO, Ana, Os Museus e o Património Cultural Imaterial. Estratégias para o desenvolvimento de boas práticas, Lisboa, Edições Colibri/ CIDEHUS – Universidade de Évora, 2011.

CARVALHO, Gabriela (coord.), Vade Mecum: preservação do património histórico e artístico das igrejas, Lisboa, Instituto Português de Conservação e Restauro, 2006 disponível em

https://www.bensculturais.com/images/stories/BibliografiaOnline/carvalho_gabriela _vade_mecum_2007.pdf (consultado em 24-05-2020).

DUPRONT, A., 1984. «Pèlerinage», in P. Poupard, Dictionnaire des Religions. Paris: Presses Universitaires de France. FERREIRA, José Ribeiro e FERREIRA, Luísa de Nazaré (orgs.), As Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Fontes, Fantasias e Reconstituições, Lisboa, Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e Edições 70 Lda., 2009.

GARCÍA DE CORTÁZAR, Miguel Angel. El hombre medieval cómo homo viator: peregrinos y viajeros. IV Semana de Estudios Medievales. Nájera, 1993. Instituto de Estudios Riojanos. Logroño, 1993.

GONÇALVES, E. C. (Ed.), 2010, Dinâmicas de Rede no Turismo Cultural e Religioso – Actas das II Jornadas Internacionais de Turismo, Vol. II, Edições ISMAI

LAMBERT, Maria de Fátima, 2018. “The Route: the New Way to Santiago Compostela following the seascape - WALK THE ROUTE: ONESELF, AESTHETICS AND

LANDSCAPE”, in. “Rethinking (local, regional, national, European and world) intangible heritage”, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

LANFANT, M. F. (1999), “Identité, mémoire, patrimoine e “touristification” de nos sociétés”, Sociétés, n. 46.

LIMA, José da Silva. 1994. A Peregrinação: Da Antropologia à Teologia. In: MEMORIA, Revista do Instituto Católico de Viana do Castelo. Viana do Castelo: Editora Instituto Católico de Viana do Castelo. vol. I. ano I.

PERALTA, Elsa e Marta Anico (eds.), Patrimónios e Identidades: Ficções Contemporâneas, Oeiras, Celta, 2006.

RATO, A., RIERA, J. A., TRIGO, R. S.,2006. Caminho Central Português: Lisboa – Santiago. Asociación Galega Amigos do Camiño de Santiago.

Baquero Moreno, H. 1986. «Vias portuguesas de peregrinação a Santiago de Compostela na Idade Média» in História. V.3. SANTOS, J. F. O. (2011), “Os Impactos do Turismo Religioso – o caso da Semana Santa em Braga”, Universidade Fernando Pessoa, Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Porto.

SILVA, Joana Filipa Martins, 2017. Caminho Português de Santiago: Perspetivas sobre a gestão e valorização patrimonial – do Porto a Valença do Minho. ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa., Escola de Sociologia e Ciências Políticas Públicas. SILVA, José Antunes, 2004. Caminhos de Santiago: uma Europa peregrina, Theologica, 2.ª Série, 39, 2

TORRE, Mª Genoveva Millan Vázquéz de la; MORALES, Emilio Fernández; NARANJO, Leonor Mª Pérez (2010) – Turismo religioso: estudio del Camino de Santiago. Gestión Turística [online]. Nº 13.

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Bruna Ressureição

Notas Biográficas

Naturalidade:1997- Vila Nova de Gaia Habilitações

2020- Licenciada em Gestão do Património pelo Politécnico do Porto- Escola Superior de Educação do Porto.

Integrou: o Centro de Investigação e Inovação em Educação (InED), no âmbito do projeto "Novos caminhos a Santiago trajetos na contemporaneidade", no âmbito do estágio curricular.

A SUSTENTABILIDADE DOS CAMINHOS NA CONTEMPORANEIDADE: O CAMINHO DA COSTA

O presente estudo desenvolvido entronca-se na investigação dos “Novos Caminhos de Santiago - Trajetos na Contemporaneidade. Esta comunicação tem o seu enfoque no levantamento dos albergues e suas condições de sustentabilidade face ao acréscimo de peregrinos que procuram os passadiços e o caminho da costa com o percurso para chegar a Santiago de Compostela. Foi definido o trajeto entre o Porto e Valença.

Iniciou-se esta investigação com pesquisas Bibliográficas e Sitográficas e, em simultâneo, estabeleceu-se contacto com os albergues previamente selecionados pela proximidade ao trajeto definido para o nosso estudo. Neste contacto foi enviado um formulário com um conjunto de questões, estas focavam-se essencialmente nas condições que o albergue oferecia aos peregrinos. Nem todos os albergues responderam ao formulário e, por isso foi necessário recorrer a sites online e a algumas opiniões de peregrinos.

As conclusões que podem ser retiradas nesta fase da investigação são essencialmente: a insuficiência de albergues e precárias condições observadas nos existentes, que se acentua em determinadas épocas do ano. Em 2021 será ano Jacobeu, é importante que até lá seja feito um investimento nestes equipamentos com vista a construir e/ou adaptar novos espaços em diferentes pontos do trajeto por onde passa este “novo caminho” permitindo a sua sustentabilidade.

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Referências Bibliográficas:

Oficina de Acogida al Peregrino (2020). Estadísticas antíguas. Consultado em: 3 de fevereiro de 2020. Disponível em:

https://oficinadelperegrino.com/estadisticas/

Brambilla, M., Baptista, M., Vanzella, E., & Silveira, L. (2017). Cultura e turismo: interfaces metodológicas e investigações em

Portugal e no Brasil. Centro de Comunicação, Turismo e Artes (CCTA).

Armada, D., Faria, L., Lambert, M., Martins, C, Medeiros, G., Ramos, C (et allie) (2019) “TheRoute Platform: Costumized Tourist Routes on the North of Portugal”, ICTR 2019 2nd International Conference on Tourism Research. Disponível em:

https://books.google.pt/books?id=E5aRDwAAQBAJ&pg=PA101&lpg=PA101&dq=Theroute+Platform%3A+Customized+Tourist+ Routes+in+the+North+Region+of+Portugal&source=bl&ots=0EsekaEeMz&sig=ACfU3U2XOgNOxypRvGyju83zaBG1AUfYdw&h

l=pt-PT&sa=X&ved=2ahUKEwiT2ru7t_jjAhWRlxQKHQY&fbclid=IwAR0-mQvIUZ6Kkix_oXyEBcqSQv47s7Fhs76u5045B5AdUFNyCZVSWdNSw-c#v=onepage&q&f=false (consultado a 21 de fevereiro de 2020)

Lemos, A., Armada, D., Rocha, L., Veludo, S., Leal, S. & Lambert, M. (2019) “THE ROUTE- Santiago de Compostela: walking the landscape towards oneself identity.” Routes of tourism and heritage in Portugal. Cambridge: Cambridge Scholars Publishing. Pereira, P. “A atividade turística e a sustentabilidade das regiões de destino”. Consultado em: 19 de fevereiro de 2020. Disponível

em: http://www.apgeo.pt/files/docs/CD_X_Coloquio_Iberico_Geografia/pdfs/017.pdf

Pimenta, J. (2015). Abrigo mínimo de apoio aos peregrinos no caminho português de Santiago de Compostela. Instituto Politécnico do Cávado e do Ave. Consultado em: 10 de fevereiro de 2020. Disponível em:

http://ciencipca.ipca.pt/bitstream/11110/1132/1/ABRIGO%20m%C3%ADnimo%20de%20apoio%20aos%20peregrinos%20no% 20Caminho%20Portugu%C3%AAs%20de%20Santiago%20de%20Compostela.pdf

Maria Machado

Notas biográficas

Maria do Carmo Ribeiro Machado, nasceu no dia 15 de abril de 1997 em Massarelos, Porto.

Em 2014, ingressou no Curso de Ciências Socioeconómicas do ensino secundário da Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos, tendo feito três anos do mesmo, no entanto não foi concluído, apesar do interesse pela área disciplinar de economia.

Em 2017, completou o curso de Ciências de Línguas e Humanidades do ensino secundário da Escola Secundária João Goncalves Zarco, na cidade de Matosinhos, distrito do Porto. No mesmo ano, ingressou na Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto no curso de Gestão do Património, que será concluído em novembro com a defesa pública do relatório final sobre objeto de estudo o Caminho de Santiago-Caminho Português da Costa nas áreas rurais.

Entre 2019 e 2020 fez parte do projeto de estágio do Caminho de Santiago, enquanto estagiária-investigadora, no âmbito da unidade de curricular estágio/projeto, no Centro de Investigação e Inovação em Educação, da Escola Superior de Educação, sendo essa a primeira experiência profissional ligada à área de formação.

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Novos Caminhos de Santiago

No âmbito da licenciatura de Gestão do Património da Escola Superior de Educação do Instituto do Politécnico do Porto, no seguimento da unidade curricular Estágio e do projeto de estágio no Centro de Investigação e Inovação em Educação-inED, da Escola Superior de Educação, foi proposto a elaboração e a realização de um trabalho de investigação dos Novos Caminhos de Santiago a norte litoral, com incidência nas áreas rurais, sendo esse objeto de estudo da investigação, bem como do relatório de estágio. Perante esta problemática do projeto de estágio, tornou-se relevante ter como ponto partida do trabalho uma investigação e pesquisa dos Novos Caminhos de Santiago, tendo em conta a sua importância histórica, a sua evolução e contextualização. Dentro desta hermética, torna-se igualmente necessário delimitar dez pontos de passagem dos Novos Caminhos de Santiago, ou seja, fazer um levantamento e delimitação das áreas rurais nos dez pontos de passagem deste, enquanto será igualmente necessário fazer inventariação e catalogação das zonas rurais.

Neste sentido, surge assim como um aspeto importante desta investigação, que se deverá ter em conta o património religioso das áreas rurais, uma vez que os caminhantes ou peregrinos, muitas vezes, na concretização deste percurso acabam por visitar estes locais, ao mesmo tempo, assume-se como algo de extremo interesse para elaboração da mesma. Para além disso, terá assim de se prosseguir à inventariação do património religioso presente nas áreas rurais, com objetivo de aferir as devidas ilações.

Palavras-chave: Investigação; áreas rurais; contextualização; levantamento; delimitação; inventariação; património religioso;

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Maria João Moreira

Notas Biográficas

Maria João Moreira, advogada, assistente convidada na ESE do PP, doutoranda em estudos culturais UMINHO/ICS/ILCH, especialista em Direito do Ordenamento do Território Urbanismo e Ambiente, CEDOUA/FDUC.

Apresentação de pesquisas feitas no âmbito do estágio curricular da licenciatura em gestão do património ano letivo 2019/20 pelo estudante Adelino José Vasques Vila Cova

"O Peregrino da Costa":

"O objetivo primordial deste trabalho é fazer a caracterização do perfil do peregrino que percorre o Caminho Português da Costa.

Pretendemos reconhecer as motivações e os objetivos dos peregrinos, tendo em atenção as razões que os levam a percorrer esta rota.

A metodologia adotada neste trabalho, baseia-se num modelo de investigação-ação, através de um método de análise de dados, que procura fazer um levantamento das causas e dos hábitos dos peregrinos.

Os resultados apurados foram sobremaneira condicionados pelo encerramento temporário do Albergue de Santa Clara, devido à doença do Covid-19 que, a determinada altura do nosso estágio, retirou ao nosso estudo o seu elemento mais importante: o peregrino."

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Sérgio Veludo Coelho Notas Biográficas

Membro do Conselho Pedagógico da Escola Superior de Educação/P.Porto Coordenador do CTeSP de Valorização do Património Cultural da ESE/P.Porto Membro da Comissão Científica da Licenciatura em Gestão do Património da ESE/P.Porto

Investigador Integrado do INED/ESE/P.Porto UTC - Estudos Culturais e Sociais

Sérgio Veludo Coelho, Professor Adjunto dos quadros da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto (ESE/P.Porto), é docente no Curso de Gestão do Património desta escola e no Mestrado em Património, Artes e Turismo Cultural; Licenciado em Ciências Históricas na Universidade Portucalense Infante D. Henrique, no Porto com o seminário “As fortificações do Cerco do Porto: 1832-1833 “ premiado com Menção Honrosa do Prémio de História Contemporânea Vítor de Sá 1995, da Universidade do Minho;

Mestre em História Moderna na Faculdade de Letras da Universidade do Porto com o trabalho intitulado “Figurinos Militares da Regeneração, Aparência e Realidade 1848-1892”; pós-graduado em História Militar pela Universidade Lusíada de Lisboa;

Doutorado em História na Universidade Portucalense Infante D. Henrique com a tese “Arsenais Reais de Lisboa e Porto 1800-1814”, galardoado com o prémio Defesa Nacional 2010, pela Comissão Portuguesa de História Militar;

Investigador Integrado do Centro de Investigação e Inovação em Educação da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto; investigador do Núcleo de Estudos de Arte e Património da Escola Superior de Educação do Politécnico do Porto; Investigador colaborador do CITAR/Escola das Artes UCP

Presidente da Associação de Amigos do Arquivo Distrital do Porto; Sócio da Liga dos Amigos do Museu Militar do Porto;

Sócio fundador da Associação Napoleónica Portuguesa;

Membro do Grupo de Recriação Histórica do Município de Almeida.

Autor de vários livros e artigos nas áreas científicas da História Militar, História Industrial e Património Cultural.

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Sinopse

Esta intervenção pretende apresentar uma das linhas de investigação de um projeto do Instituto Politécnico do Porto com a designação “A Rota”. A presente linha de investigação desenvolve estudos multidisciplinares no contexto do planeamento e organização de percursos temáticos, com características especiais, relacionadas com os destinos de peregrinação modernos, neste caso os conhecidos itinerários de Santiago (Santiago) até Compostela. Neste caso específico a equipa de investigadores e bolseiros, autores deste artigo, analisou os caminhos para Compostela que se está a estabelecer mesmo junto à costa atlântica do Norte, através dos caminhos de madeira à beira-mar. A pesquisa centra-se nas diversas e diferentes perspetivas da equipa de investigação para obter resultados e um produto que integre todos os propósitos do projeto “A Rota” de criar novos dados e ferramentas que permitam o planeamento de viagens, percursos e passeios turísticos de forma forte com base em bens patrimoniais e culturais. Todos esses conteúdos se destinam a ser cruzados com outras equipes de pesquisadores do projeto The Route, visando novas tecnologias preparadas para serem utilizadas pelo público através de aplicativos baixáveis em smartphones, tablets ou notebooks, trabalhando com uma série de algoritmos articulados que permitem o referido planejamento de uma rota por uma ou mais pessoas. É um desafio inovador pesquisar os caminhos de Compostela, local de forte apelo espiritual, compreendendo as razões do nascimento de um novo roteiro que leva a um número cada vez maior de peregrinos / turistas a percorrer os passeios à beira-mar e cujos valores acrescidos podem trazer. às comunidades anfitriãs ao longo da Rota.

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Conferência 4 - Sessão de encerramento

Moderação: Maria de Fátima Lambert ESE-P.Porto / InED

Notas Biográficas

Maria de Fátima Lambert nasceu, vive e trabalha no Porto. Doutorada em Estética (Filosofia) - Faculdade de Filosofia de Braga/ Universidade Católica Portuguesa. Professora Coordenadora na Escola Superior de Educação / Politécnico do Porto, onde coordena a licenciatura Gestão do Património e o Mestrado Património, Artes e Turismo Cultural.

Bolseira FCT projeto “Writing and Seeing” (2000-2004). Coordena a linha investigação “Cultura, Artes e Educação do InED - Centro de Investigação e Inovação em Educação, de que foi diretora até 2017.

Membro da AICA (Portugal). Curadora Independente, privilegiando o eixo Portugal-Brasil-Espanha. Keynote Speaker, autora de vários livros, monografias e de textos em revistas científicas.

Cecília Pereira

Comisaria do Xacobeo 2021/Conselleira Delegada da SA de Xestión do Plan Xacobeo/ES

Notas Biográficas

Cecilia Pereira es Licenciada en Geografía e Historia por la Universidad de Santiago de Compostela (USC) con una doble especialidad en Museología y en Historia del Arte Antiguo y Medieval (1982-88). Doctorado en Estudios Medievales (1988-90)

Realizó el Curso Superior de Gestión de Empresas y Organizaciones Culturales de la Universidad Complutense de Madrid (2004/05).

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Cuenta con 30 años de experiencia en gestión cultural en organismos de la administración pública, (estatal, autonómica y local) y en el sector privado. Ha trabajado en la promoción de la cultura española en el exterior como Directora de Producción en Acción Cultural Española (AC/E) (2011-13) y como Directora de Actividades Culturales en la Sociedad Estatal para Exposiciones Internacionales

(SEEI) (2006-10). Entre sus funciones destacaron diseñar el programa cultural del

Pabellón de España en Expo Zaragoza 2008, ejercer de Directora del Pabellón de España en Expo Shanghái 2010 y de Comisaria General de España en Expo

Yeosu 2012 (Corea del Sur). También trabajó como consultora estratégica en la Exposición Universal Milán 2015.

En Galicia fue Conservadora Jefe del Centro Galego de Arte Contemporánea (1998-2003), y trabajó en el Auditorio de Galicia (1991-98) en Santiago de Compostela

Nombrada Comisaria del Xacobeo 2021 y Consejera Delegada de la S.A. do Plan Xacobeo en febrero de 2018.

La implicación de las instituciones públicas en los Caminos de Santiago y la celebración del Año Santo Compostelano/Xacobeo 2021

El Camino de Santiago es un espacio compartido de valores universales. Un espacio común cargado de memoria, historia y futuro. Un hecho histórico vivo.

Un espacio de diálogo, encuentro, intercambio cultural y de conocimientos entre la población local y los peregrinos, que invita a la reflexión introspectiva y convierte en prescriptor a cada uno que lo realiza.

Piezas fundamentales en el Camino son: la Iglesia por el origen religioso de la peregrinación; las Asociaciones de Amigos del Camino como impulsores del redescubrimiento del Camino; pero también las instituciones públicas.

Debemos revindicar el papel de las instituciones públicas promoviendo acciones para acoger y mejorar la experiencia del peregrino: albergues, mantenimiento, señalización, seguridad. Realizando actividades de divulgación, investigación y promoción del conocimiento del patrimonio material e inmaterial vinculado al Camino y a los peregrinos. Protegiendo su esencia. Coordinando acciones.

Hemos lanzado el programa Camino Seguro en este momento de especial dificultad para todos y para el Camino por la COVID19.

Referências

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