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Aulas Particulares on-line

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Academic year: 2021

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PRÉ-VESTIBULAR LIVRO DO PROFESSOR

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© 2006-2008 – IESDE Brasil S.A. É proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem autorização por escrito dos autores e do detentor dos direitos autorais.

Produção Desenvolvimento PedagógicoProjeto e

Disciplinas Autores

Língua Portuguesa Francis Madeira da S. Sales Márcio F. Santiago Calixto Rita de Fátima Bezerra

Literatura Fábio D’Ávila

Danton Pedro dos Santos

Matemática Feres Fares

Haroldo Costa Silva Filho Jayme Andrade Neto Renato Caldas Madeira Rodrigo Piracicaba Costa

Física Cleber Ribeiro

Marco Antonio Noronha Vitor M. Saquette Química Edson Costa P. da Cruz

Fernanda Barbosa

Biologia Fernando Pimentel

Hélio Apostolo Rogério Fernandes

História Jefferson dos Santos da Silva Marcelo Piccinini

Rafael F. de Menezes Rogério de Sousa Gonçalves Vanessa Silva

Geografia Duarte A. R. Vieira Enilson F. Venâncio Felipe Silveira de Souza Fernando Mousquer

I229 IESDE Brasil S.A. / Pré-vestibular / IESDE Brasil S.A. — Curitiba : IESDE Brasil S.A., 2008. [Livro do Professor] 764 p.

ISBN: 978-85-387-0578-9

1. Pré-vestibular. 2. Educação. 3. Estudo e Ensino. I. Título.

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1

EM_V_BIO_015

Genética:

pleiotropia,

heranças sexuais

e interação e

ligação gênica

Pleiotropia

Existem casos em que um par de alelos

deter-mina um ou mais caracteres, mantidas as mesmas

condições ambientais.

Um dos exemplos que podemos citar são as

variações de cebolas, que podem ser avermelhadas

ou brancas.

Observa-se que cebolas avermelhadas são re-sistentes a um determinado fungo parasita, enquanto que as cebolas brancas não resistem a esse fungo.

Descobriu-se então que um determinado gene recessivo, em condição homozigótica, era capaz de determinar a coloração avermelhada e a produção de uma substância que tornava a cebola imune ao ataque do fungo.

A esse fenômeno denominou-se pleiotropia.

Interação de genes

não-alelos (interação gênica)

Existem situações em que dois ou mais genes

localizados em cromossomos, diferentes ou não, interagem para determinar uma característica.

Essa ação conjunta pode ser classificada como: interação epistática ou não-epistática.

Interação não-epistática

Um fenômeno clássico é a interação gênica que determina a forma de cristas de galinhas, sendo determinado por dois pares de genes.

Existem quatro tipos de cristas, classificadas como: rosa, ervilha, noz e simples.

Esses tipos são determinados por dois pares da seguinte maneira:

Crista noz E_R_ Crista ervilha E_rr Crista rosa eeR_ Crista simples eerr

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2

EM_V_BIO_015

Simples Ervilha

Noz Rosa

IESDE Brasil S.A.

Observe que para que a galinha tenha crista noz, existe a obrigatoriedade da presença dos dois genes dominantes, seja em homozigose ou heterozigose.

Para a crista ser do tipo ervilha, o gene “E” tem de estar presente e o outro gene “R” em homozigose recessiva (rr).

Já para a crista rosa, o dominante será o R e o outro gene E em homozigose recessiva.

A crista simples apresenta os dois pares em homozigose recessiva.

Assim, vamos observar o que acontece quando cruzamos dois indivíduos, um do tipo rosa e outro do tipo ervilha, em homozigose. Convém lembrar que

os pares segregam-se de maneira independente um do outro.

Crista rosa Crista ervilha

P eeRR EErr

G eR Er

F1 EeRr Crista noz Agora vamos determinar F2:

Crista noz Crista noz

P EeRr EeRr

G ER Er eR er ER Er eR er

ER Er eR er

ER EERR EERr EeRR EeRr

Er EERr Eerr EeRe Eerr

eR EeRR EeRr eeRR eeRr

er EeRr Eerr eeRr eerr

Crista noz – 9/16 Crista ervilha – 3/16 Crista rosa – 3/16 Crista simples – 1/16

Observe que a proporção 9: 3: 3: 1 manteve-se idêntica àquela determinada pela 2.ª Lei de Mendel, logo, a segregação independente está confirmada.

Interação epistática

Outro caso de interação de genes não-alelos é a epistasia, na qual um gene, denominado de

epistático, inibe a ação de outro gene, chamado

de hipostático.

Existem dois tipos de epistasia: a dominante e a recessiva.

Epistasia dominante

Em galinhas, o gene C determina a coloração da plumagem, enquanto o seu alelo c condiciona a plumagem branca.

Quando existe no genótipo o gene I, este

pro-voca a não-formação de cor pelo gene C, o que faz

com que a plumagem se torne branca, como se a galinha fosse cc. O seu recessivo i não interfere no genótipo. Assim, galinhas que tenham genótipo

igual a C_ii serão coloridas, ao passo que ccIi, ccii e C_I_ serão brancas.

Observe o cruzamento de um galo colorido (CCii) com um galinha branca (ccII).

Cor Branco P CCii ccII G Ci cI F1 CcIi branco F2 CcIi X CcIi CI Ci cI ci

CI CCII CCIi CcII CcIi

Ci CCIi Ccii CcIi Ccii

cI CcII CcIi ccII ccIi

ci CcIi Ccii ccIi ccii

Se observarmos a proporção, notaremos que ela será de 13/16 para branco e 3/16 para colorido .

Logo, o cruzamento de aves brancas duplo- -heterozigotas resulta na proporção de 13: 3.

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3

EM_V_BIO_015

Porém, observe que os genótipos que possuem cc não apresentariam cor, visto que os recessivos não formam pigmentos, independente da presença do gene I.

Se pensarmos na proporção típica do cru-zamento de dois heterozigotos, segundo a Lei de Mendel, notaremos que ela será mantida. Ocorre

apenas que a presença do gene (I) impede a formação de pigmentos. C_I_ – 9/16 branco 13/16 ccI_ – 3/16 C_ii – 3/16 cor 3/16 ccii – 1/16

Epistasia recessiva

Em camundongos, existem três tipos de pela-gem: aguti (castanho-acinzentada), preta ou albina (branca, devido à ausência de pigmentos).

Quando camundongos pretos são cruzados com certas linhagens albinas, ocorre a produção de des-cendentes aguti. Quando cruzamos camundongos aguti da geração F1 (resultante do cruzamento dos pretos com albinos), são produzidos 9/16 de aguti, 3/16 de pretos e 4/16 de albinos.

O camundongo apresenta dois pares: Aa e Pp. O gene A determina que a pelagem seja aguti, e o alelo a pelagem preta. O outro par (Pp) atua con-juntamente, sendo que o P permite a manifestação tanto de A quanto de a, enquanto que o gene p,

quando em homozigose (pp) atua como epistático, determinando a ausência de pigmentos.

Gene 1

Alelo P Gene 2Alelo A

Enzima 1 ativa

Enzima 2 ativa

Enzima 1 ativa Precursor 2

Enzima 1 ativa Enzima 2 ativa Precursor 1 Precursor 2 Precursor 1 Alelo P Alelo a Alelo p Alelo A Enzima 2 inativa Enzima 1 inativa

IESDE Brasil S.A.

P aaPP x Aapp

G aP Ap

F1 AaPp x AaPp F2

AP Ap aP ap

AP AAPP AAPp AaPP AaPp

Ap AAPp Aapp AaPp Aapp

aP AaPP AaPp aaPP aaPp

ap AaPp Aapp aaPp aapp

9/16 – aguti 3/16 – preto 4/16 – branco

Herança quantitativa

Outro fenômeno de interação gênica conhecido é a herança quantitativa, onde o efeito cumulativo dos genes é que determina a característica.

A herança quantitativa também é denominada de poligênica.

Muitas características, como altura, cor dos

olhos e da pele, são determinadas por esse tipo de

herança.

Vamos apresentar como exemplo a situação clássica da cor da pele, isto é, a quantidade do pig-mento melanina na epiderme.

A pele humana é normalmente caracterizada em cinco fenótipos distintos: negro, mulato-escuro, mulato-médio, mulato-claro e branco.

A pigmentação é condicionada por dois pares de alelos (P/p e S/s) que se segregam independen-temente.

Nesse tipo de herança, o que determina a ca-racterística não é o tipo do gene, nem a combinação deles, mas a quantidade de um tipo de gene presente no genótipo.

V

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EM_V_BIO_015 Quantidade

de genes Genótipo Fenótipo

4 genes dom. PPSS Negro

3 genes dom. PpSS ou PPSs Mulato-escuro

2 genes dom. PpSs, PPss ou ppSS Mulato-médio

1 genes dom. Ppss ou ppSs Mulato-claro

0 genes dom. ppss Branco

Observe que independente do tipo de gene (P ou S), o que determina a concentração de melanina é a quantidade de genes dominantes.

Porém, não se deve esquecer que a determi-nação desse tipo de genótipo, a partir do fenótipo, torna-se difícil, pois o meio ambiente interfere na manifestação do pigmento.

Na realidade, existe uma discussão a respeito de quantos genes realmente estão envolvidos na determinação das cores, principalmente no que diz respeito à cor do pelo, cabelo e olhos.

A herança quantitativa numa população forma um padrão de curva em formato de sino que é con-siderada como uma curva normal.

Para que possamos entender melhor essa ex-plicação, observaremos o cruzamento de um homem e uma mulher mulatos-médios, onde ambos sejam di-híbridos (PpSs).

P PpSs x PpSs

Gametas gerados por ambos PS, Ps, pS, ps

Fazendo o cruzamento dos gametas, teremos:

PS Ps pS ps PS PPSS PPSs PsSS PsSs Ps PPSs PPss PpSs Ppss pS PpSS PpSs ppSS ppSs ps PpSs Ppss ppSs ppss Analisando os resultados:

Com 4 genes dominantes teremos: 1 em 16 possíveis.

Com 3 genes dominantes teremos: 4 em 16 possíveis.

Com 2 genes dominantes teremos: 6 em 16 possíveis.

Com 1 gene dominante teremos: 4 em 16 possíveis.

Com 0 genes dominantes teremos: 1 em 16 possíveis.

Com esse resultado, ao montarmos um gráfico que demonstre as proporções obtidas, teremos:

0 1 2 3 4

0 1 4 6

Podemos observar que nos extremos teremos uma pequena ocorrência de indivíduos. O ponto máximo encontra-se no ponto médio.

Hoje sabemos que as situações que ocorrem no desenvolvimento do ser humano, assim como de todos os seres vivos, dependem de informações contidas nos genes que interagem com o meio.

Na realidade, quando falamos de meio, estamos nos referindo de uma forma genérica a toda a situação capaz de interagir com o genótipo para promover um fenótipo.

Assim, durante o desenvolvimento embrionário, o útero materno interage com os genes do embrião, promovendo o desenvolvimento do fenótipo, inclusive para a determinação sexual.

Várias alterações ocorrem no embrião e, por meio dessa interação, há o desenvolvimento sexual. Naturalmente, erros podem ocorrer, não só da má--formação genética, como de falhas durante essa interação.

Estudaremos as heranças ligadas ao sexo, bem como algumas alterações provocadas durante a for-mação embrionária.

Herança sexual

Determinação sexual

A determinação sexual de machos e fêmeas, na maioria das espécies, é feita pelos dos cromossomos

sexuais ou heterossomos. Os principais sistemas

sexuais são:

Sistema XY

Na maioria das espécies, a fêmea possui um par de cromossomos homólogos sexuais, enquanto os machos possuem um cromossomo igual ao da fêmea. O outro cromossomo é exclusivamente do macho.

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EM_V_BIO_015

Nesse sistema, a fêmea é XX e o macho XY. Logo, a fêmea possui dois cromossomos iguais e durante o processo de meiose para a fabricação de gametas irá originar dois gametas iguais (X). Por isso, o sexo feminino é denominado de homogamético. Já o sexo masculino é considerado heterogamético, pois origina um gameta X e outro gameta Y. Esse sistema é comum à maioria dos mamíferos e em muitas espécies de insetos.

Assim, nesse sistema, o macho é que determina o sexo da prole.

Sistema X0

Algumas espécies não possuem o cromossomo Y. As fêmeas são XX e os machos X0 (xis – zero).

Nesse caso, os machos apresentam número ím-par de cromossomos em suas células, visto que não existe um par sexual, pois o zero indica a ausência de um dos cromossomos. Assim, como no sistema ante-rior, o macho é que determina o sexo da prole. Esse sistema existe em algumas espécies de insetos.

Sistema ZW

Nesse sistema, quem possui o sexo

heteroga-mético é a fêmea, pois ela apresenta os cromossomos ZW e o macho, ZZ. Ao contrário dos sistemas

anterio-res, a fêmea é que determina o sexo da prole, pois ela é quem possui a diferença cromossomial. Esse sistema está presente em algumas espécies de aves,

peixes e insetos como as borboletas e mariposas.

Sistema Z0

Semelhante ao X0, em algumas espécies de

aves, como a galinha doméstica, e em répteis, ocorre

a ausência do cromossomo W. Dessa forma os

ma-chos são ZZ e as fêmeas são Z0 (zê – zero). Neste

sistema também é a fêmea que faz a determinação sexual da prole.

Os cromossomos X e Y

Em nossos estudos nos preocuparemos com os cromossomos X e Y, pois é o padrão da espécie huma-na. Como observamos, o cariótipo humano é formado por 44 pares autossômicos e um par sexual.

Observaremos os dois cromossomos sexuais: o X e o Y.

Como o cromossomo X é maior do que o Y, du-rante a formação do par sexual haverá um problema de pareamento.

Esse pareamento se tornará parcial, uma vez que há uma área denominada de homóloga e outra de não-homóloga.

A região não-homóloga é maior do que a homó-loga, provocando fenômenos genéticos exclusivos.

Dessa maneira, os genes situados na região não-homóloga de X produzirão a chamada herança

ligada ao sexo. Na região do cromossomo Y os genes

produzirão a herança restrita ao sexo, pois esse tipo de herança só ocorre em homens.

Cromatina sexual

ou Corpúsculo de Barr

As células femininas possuem uma mancha na face interna da membrana nuclear quando se coram as células. Essa mancha corada é um dos

cromosso-mos X. Durante a interfase, os crocromosso-mossocromosso-mos estão

na fase de cromonema, como se fossem fios longos e finos, exceto em um dos cromossomos X, que per-manece condensado.

A geneticista Mary Lyon elaborou a hipótese de que a maior parte dos genes desse cromossomo não

está em atividade. Essa hipótese foi confirmada por

outros cientistas e explica porque uma mulher homo-zigota não tem o dobro das substâncias produzidas pelo homem.

Alterações nos

cromossomos sexuais

Durante o processo de meiose para formação dos gametas, pode ocorrer uma distribuição incor-reta de cromossomos, originando gametas com um número anormal.

Os gametas com condições numéricas incorre-tas originarão zigotos e indivíduos com cariótipos

anormais.

Dois exemplos importantes são as síndromes

de Turner e de Klinefelter.

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A síndrome de Turner caracteriza-se pelo

ca-riótipo 44 A + X0, ou seja, a mulher apresenta um

cromossomo X a menos. Mulheres com essa anomalia apresentam baixa estatura, desenvolvimento anor-mal dos órgãos sexuais, principalmente os ovários, o que provoca esterilidade. Essas mulheres não apresentam cromatina sexual.

A síndrome de Klinefelter é caracterizada pelo

cariótipo 44 A + XXY. Isto significa que o homem

possui um cromossomo X a mais. Esses homens apresentam atrofia testicular, por isso são estéreis, musculatura pouco desenvolvida, altura acima da média e, geralmente, ginecomastia (desenvolvimento anormal das glândulas mamárias)

Existe, ainda, a chamada superfêmea ou

meta-fêmea, em que o cariótipo apresenta três

cromosso-mos X. Normalmente, essas mulheres não apresen-tam problemas, porém a ocorrência de mais um X pode provocar alterações físicas e mentais.

No homem, a existência de mais um cromosso-mo Y parece não provocar alterações, porém existem alguns estudos que relatam alterações psicológicas (superagressividade).

Alterações em

cromossomos não-sexuais

Existem várias síndromes provocadas pela existência de mais um cromossomo autossômico. A síndrome mais conhecida é a síndrome de Down, caracterizada pela entrada de um cromossomo a mais no 21.º par.

Essa alteração cromossômica também é deno-minada de trissomia do 21.

Domínio público.

Os portadores dessa síndrome apresentam al-terações mentais e físicas, tais como olhos oblíquos, mãos curtas, orelhas baixas e alterações da capaci-dade mental. Essas alterações dependem da intera-ção do cromossomo excedente com o par homólogo.

Assim, existem portadores que mesmo sofrendo da síndrome se comportam quase que normalmente.

Síndrome de Down – “Palma simiesca”..

L

aidongth.

Outras duas alterações importantes são a

sín-drome de Patau e sínsín-drome de Edwards.

A primeira é uma trissomia do 13, que se carac-teriza pela presença de lábio leporino, microcefalia e má-formação cardíaca.

Domínio público.

A segunda é provocada pela trissomia do 18, caracterizando-se por alterações neurológicas e má-formação do sistema urinário, reprodutor e car-diovascular.

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Herança ligada ao sexo

São características relacionadas a genes da

região não-homóloga de X.

Várias doenças como o daltonismo, a hemofilia

A e a distrofia muscular de Duchenne são

provoca-das por genes que existem no cromossomo X. Como a mulher é duplo X, eles podem aparecer em homozigose ou heterozigose. Porém, no homem, como ele só possui um cromossomo X dizemos que o gene é hemizigótico.

Assim, se uma doença for ligada a gene reces-sivo, como é o caso do daltonismo e da hemofilia, no homem ela se manifestará bastando que um gene esteja presente. Porém, na mulher, para que a doença se manifeste, os genes deverão estar em homozigo-se recessiva. Devido a eshomozigo-se fato, essas doenças são encontradas em maior frequência em homens do que em mulheres.

Daltonismo

A visão das cores depende de receptores encon-trados na retina, em que se observa a existência de pigmentos responsáveis pela percepção do azul, do vermelho e do verde. Para o azul, o controle é feito por um par autossômico. Para as outras duas cores, os genes estão ligados ao cromossomo sexual. Devi-do a isso, algumas pessoas apresentam deficiência para o verde ou para o vermelho, pois não formam a pigmentação necessária para detectar essas cores.

O caso mais comum de daltonismo é provocado pelo gene d, o que torna o indivíduo incapaz de

dis-tinguir o verde do vermelho. Já o gene D permite

a visão normal.

Observe os padrões possíveis:

Genótipo Fenótipo

XD XD mulher normal não-portadora

XD Xd mulher normal portadora

Xd Xd mulher daltônica

XD Y homem normal

Xd X homem daltônico

As alterações genéticas podem provocar a deficiência da formação dos cones, que são os receptores da retina para as cores.

Existem três tipos básicos de cones. Cada um absorve uma frequência do espectro luminoso para o vermelho, azul e o verde.

Os tons cromáticos surgem da combinação das cores primárias.

Se uma pessoa tem deficiência no cone para a cor vermelha terá o daltonismo denominado de protanópico. Se for para o verde, deuteranópico. Se for para o azul, tritanópico.

Os dois primeiros (verde e vermelho) são pro-vocados por uma alteração no cromossomo X; para o azul, no cromossomo 7.

Hemofilia

Essa doença se caracteriza pela dificuldade

de coagulação sanguínea, devido à deficiência de fatores de coagulação. A mais comum é a falta do

fator VIII (globulina anti-hemofílica – GAH) denomi-nada de hemofilia clássica ou hemofilia A. Porém, existem a hemofilia B ou doença de Christmas, que determina a falta do fator IX e a hemofilia C (a mais rara). Todas determinam a falta de uma substância precursora da tromboplastina.

A transmissão genética é idêntica ao daltonis-mo, pois a doença também é recessiva. Assim:

Genótipo Fenótipo

XH XH mulher normal não-portadora

XH Xh mulher normal portadora

Xh Xh mulher hemofílica

XH Y homem normal

Xh Y homem hemofílico

Popularmente, chegou-se a afirmar que não existe mulher hemofílica. Esse conceito é incorreto, pois mesmo sendo rara a ocorrência (aproxima-damente 1 / 100 000 000 para cada nascimento) essa possibilidade existe, sendo que essas mu-lheres deverão receber tratamento intensivo e até interromper o ciclo menstrual, por meio de hormônios.

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Herança restrita ao sexo

Dizemos que uma herança é restrita ao sexo quando o gene que acarreta o problema encontra-se na região não-homóloga do cromossomo Y. Logo, só poderá ocorrer no homem.

Como exemplo, pode-se citar a má-formação testicular, a ausência de espermatozoides e a infer-tilidade masculina. Outro exemplo é a hipertricose

auricular (presença de pelos nas orelhas).

Esses genes são denominados de holândricos.

A hipertricose auricular é uma característica genética comum no Paquistão e na Índia, podendo ocorrer em caucasianos, aborígenes australianos e japoneses.

Herança influenciada

pelo sexo

Nesse tipo de herança, as características são

determinadas por genes autossômicos, porém são influenciadas pelo sexo. Na espécie humana, a cal-vície é o melhor exemplo.

Devido à ação da testosterona, o gene C compor-ta-se como dominante. Na ausência desse hormônio, passa a se comportar como recessivo.

Observe: Homem Mulher CC – calvo CC – calva Cc – calvo Cc – normal cc – normal cc – normal

Ligação gênica

Quando estudamos o di-hibridismo na experi-ência de Mendel, notamos que um indivíduo AaBb originava quatro tipos de gametas: AB, Ab, aB e ab. Isso ocorria porque os genes estavam em cromosso-mos não-homólogos. Porém, se os genes estiverem em cromossomos homólogos, só poderemos obter dois tipos de genes. Observe os dois casos a seguir para que possamos compará-los.

A a B b

A a B b

Genes em cromossomos não-homólogos

Obteremos a formação de quatro gametas dis-tintos com 25% de probabilidade para cada um.

A a A a B b b B A a A a B b b B ou gametas

Genes em cromossomos homólogos

Veremos, então, que os genes existentes no mesmo cromossomo vão para o mesmo gameta. Com isso, passamos a ter a probabilidade de 50% para cada gameta.

Porém, durante a meiose para formação dos gametas, pode ocorrer um processo denominado de

crossing-over, que é a permuta entre as cromátides

no par homólogo. Quando isso acontece, observa-se o aparecimento de gametas com a combinação diferente do original.

Quando esse fenômeno não acontece, ou seja, quando os gametas são formados com a combinação genética original, dizemos que a ligação é completa. Quando ocorre o crossing-over, falamos em ligação

parcial ou incompleta.

Esses gametas que aparecem com a combi-nação diferente do parental, são denominados de recombinantes.

Devemos ter em mente que o crossing-over é um fenômeno aleatório e que pode acontecer em qualquer ponto do cromossomo. Logo, a frequência de recombinantes será sempre menor do que a dos não-recombinantes.

Utilizando o exemplo anterior, podemos repre-sentar os genes em cromossomos homólogos da seguinte maneira:

A B

a b a b A B ou simplificadamente: AB / ab.

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EM_V_BIO_015

Quanto maior a distância entre os genes situados no mesmo cromossomo, maior será a possibilidade de ocorrer permutação entre eles e, consequentemente, a frequência de gametas recombinantes.

Esses estudos tiveram início por meio dos tra-balhos de Morgan e colaboradores, na observação da herança de certos caracteres da mosca Drosophila

melanogaster.

Eles observaram que nem sempre os caracteres eram transmitidos independentemente, o que signi-ficava uma variação da 2.ª Lei de Mendel.

Observaremos essa hipótese com a resolução de um exemplo:

Imaginemos um indivíduo di-híbrido AaBb que tenha 25 das suas células germinativas fazendo meiose. No final do processo, como cada célula forma quatro gametas, obteremos 100 gametas. Ao anali-sarmos os 100 gametas, verificaremos que:

45 gametas possuem os genes AB. 45 gametas possuem os genes ab. 5 gametas possuem os genes Ab. 5 gametas possuem os genes aB.

Se observarmos o resultado, notaremos que se fosse um tipo de segregação independente (2.ª lei) as proporções deveriam ser iguais (25% para cada gameta).

Como não obtivemos esse percentual, é lógico afirmarmos que se trata de um caso de permutação, onde observaremos o aparecimento de gametas parentais ou não-recombinantes e gametas recom-binantes.

Como os recombinantes dependem da ocorrên-cia do crossing-over, os percentuais de aparecimento são menores.

45 AB e 45 ab são os parentais (existem inde-pendente de recombinação).

5 aB e 5 Ab são os recombinantes. Então, teremos:

90 gametas parentais e 10 gametas recombi-nantes.

Como tivemos 10 gametas em 100 com binação, podemos dizer que o percentual de recom-binação foi de 10%.

Como são dois gametas diferentes, cada um apresenta um percentual de 5%, assim obteremos:

45% de frequência para os gametas AB e 45% de frequência para os gametas ab.

5% de frequência para os gametas aB e 5% de frequência para os gametas Ab.

Podemos também dizer que a taxa de recombi-nação ou de crossing-over foi de 10%.

Mapa genético

Sabemos que o crossing-over é o cruzamento das cromátides internas do par homólogo. Se dois genes estiverem muito próximos ou se estiverem próximos do centrômero, a permuta será muito difícil. Assim, a possibilidade de aparecer recombinantes tende a zero.

Se, por outro lado, os genes estiverem próximos das extremidades opostas, a probabilidade da recom-binação aumenta, logo a taxa será mais alta.

Assim, a taxa de recombinação ou crossing-over depende da distância entre os genes.

Esse estudo foi realizado por Alfred H. Sturtevant, um dos alunos de Thomas Morgan.

Em homenagem a Thomas Morgan convencio-nou-se que 1% de crossing é igual a 1 morganídio ou 1 unidade de recombinação (UR), que indica a

distância entre os genes.

No nosso exemplo anterior, como a taxa de re-combinação é de 10%, podemos dizer que a distância entre eles é de 10 morganídios ou 10 UR.

Baseando-se nas taxas de permuta, é possível fazer o mapeamento genético.

Configuração

Quando analisamos um indivíduo heterozigoto para dois pares de genes, podemos observar que o posicionamento dos genes pode ocorrer de duas formas: cis e trans.

No posicionamento cis, os genes dominantes estão na mesma cromátide e, no posicionamento trans, os dominantes estarão em cromátides dife-rentes.

A a A a B b b B

CIS TRANS

Em abóboras, a forma do fruto pode ser discoide, esféri-1.

ca e alongada. Uma variedade pura de frutos discoides foi cruzada com uma variedade pura de frutos alongados. A geração F1 foi inteiramente constituída por plantas de frutos discoides.

A autofecundação das plantas de F1 produziu 80 descendentes, dos quais 30 são frutos esféricos, 5 de frutos alongados e 45 de frutos discoides. Como se explica a herança da forma do fruto?

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EM_V_BIO_015

Solução: `

Se a herança fosse do tipo dominância incompleta, a proporção esperada deveria ser 1:2:1.

Se dividirmos os números de descendentes de cada classe fenotípica de F2 pelo número da classe menor, temos: 45/5 = 9 discoides, 30/5 = 6 esféricos e 5/5 = 1 alongado. Se interpretarmos a proporção 9: 6: 1 como uma mo-dificação da proporção 9: 3: 3: 1, concluiremos que basta um gene dominante em cada par para que o fruto seja discoide (9/16 A_B_). Plantas com um dos pares na condição homozigota (3 / 16 aa__ ou 3/16 __bb) manifestam o mesmo fenótipo: fruto esférico. Plantas duplo-heterozigotas recessivas têm frutos alongados.

A cor do pelo dos cães depende da ação de dois pares 2.

de genes: o gene B determina a cor preta, e seu alelo b, cor marrom. O gene epistático I inibe a manifestação da cor e seu alelo i permite a manifestação.

Considerando que dois cães brancos com genótipo BbIi e bbIi foram cruzados, a proporção esperada de cães pretos é de:

1/8 a) 1/2 b) 1/4 c) 3/4 d) 3/8 e) Solução: ` A

Considerando os genótipos: BbIi e bbIi teremos a se-guinte formação de gametas:

BbIi BI, Bi, bI, bi bbIi bI, bi Cruzando os gametas:

BI Bi bI bi

bI BbII BbIi bbII bbIi

bi BbIi Bbii bbIi bbii

Resposta: 1/8.

Em uma variedade de cevada, o tamanho médio dos 4.

caules é de 3,2mm. Em outra variedade, mais baixa, os caules medem, em média 2,1mm.

O cruzamento entre essas duas variedades produziu uma geração F1 constituída por plantas de altura intermediária à das plantas parentais, em média, de 2,65mm. A autofecundação de F1 produziu em F2 plantas com alturas diferentes, das quais 1/16 tinham 3,2mm, como um dos pais; 1/16 tinha 2,1mm como o outro tipo parental.

Determine o número provável de genes envolvidos na herança dessas duas linhagens de cevada a contribuição de cada alelo para o fenótipo final.

Solução: `

A fração 1/16 para os fenótipos extremos indica tratar-se de uma característica condicionada por dois pares de alelos com segregação independente (lembre-se da 2.ª Lei de Mendel onde, ao cruzarmos dois indivíduos duplo hetero, obtínhamos 16 combinações genotípicas). Observe que o maior mede 3,2 e o menor, 2,1. Logo, a diferença entre o maior e o menor é de 1,1.

Como existem quatro genes envolvidos na herança, significa dizer que à medida que cada gene entra na herança, o tamanho irá aumentar de 0,27 .

Isto ocorre porque: 4 genes presentes 3,2 0 genes presentes 2,1

Se a diferença é de 1,1, partindo do zero para 4, significa dizer que dividindo 1,1 por 4, obteremos a ação de cada gene, isto é: 1.1 / 4 = 0.27.

Logo, vamos ter como resposta, partindo do menor:

Genótipo Quantidade

de genes Ação Fenótipo

aabb 0 2.1 Aabb ou aabB 1 2.1 + 0.27 2.3 Aabb, AaBb ou aaBB 2 2.3 + 0.27 2.6 AABb ou AaBB 3 2.6 + 0.27 2.9 AABB 4 2.9 + 0.27 3.2 Solução: `

Rinha. Os galos são treinados para lutar. Normal-mente, quando em combate, provocam a morte do adversário.

A espécie humana, desde a Antiguidade, sempre 3.

utilizou animais para sua diversão, inclusive promo-vendo lutas entre eles. Como se denomina a luta entre galos?

(15)

11

EM_V_BIO_015

(Fuvest) Um criador que desejasse aumentar a média 5.

de pesos de seus porcos deveria usar qual dos métodos abaixo?

Cruzar porcas de peso médio com porcos de peso a)

médio.

Cruzar porcos de peso pequeno com porcos de b)

peso elevado.

Cruzar porcos e porcas ao acaso, até obter aumen-c)

to da média de peso.

Cruzar porcos e porcas de maior peso possível. d)

Cruzar porcos e porcas ao acaso, para aumentar a e)

ocorrência de mutações. Solução:

` D

Pois o peso é determinado por herança quantitativa. Logo, quanto maior for o peso do animal mais genes dominantes ele terá. Assim, ao cruzar animais com maior peso estará promovendo o encontro da maior quantidade possível de genes dominantes.

Solução: `

Todas as filhas serão normais, 50% dos filhos serão nor-mais e 50% dos filhos serão daltônicos.

Sabendo-se que a hemofilia é determinada por gene 8.

recessivo ligado ao sexo, qual a probabilidade de nas-cimento de uma criança hemofílica (desprezar o sexo) do casamento entre um homem normal e uma mulher normal, cujo pai é hemofílico?

1/4 a) 3/4 b) 1/2 c) 1/8 d) 1/6 e) Solução: ` A

Se o pai da mulher é hemofílico, a mulher recebe um cromossomo X com o gene. Assim, passa à condição de portadora. O marido, sendo normal, não apresentará o gene. Observe: X hY X HY X HX h X HX H X HX h X HY X hY

Logo, a probabilidade será de 1/4.

Uma das questões relativas à Segunda Guerra Mun-6.

dial era a obsessão de Hitler quanto à raça ariana. O que significava esse termo?

Solução: `

Segundo os próprios nazistas, a raça ariana seria a “raça branca” europeia pura, sendo representada pelos povos germânicos e/ou anglo-saxões. Esse conceito, hoje, é considerado absurdo por dois motivos: primeiro, porque não existem povos “puros” (ou seja, não-miscigenados); segundo, porque não existem raças na espécie humana.

Uma mulher normal, filha de pai daltônico, casa-se com 7.

um homem normal. Qual a descendência esperada desse casamento? Homem daltônico Homem normal Mulher normal normais daltônico Xd Y XD Xd XD Y Xd Y XD Y XD Xd XD XD XD Xd XD Y

A hemofilia é uma doença genética que afeta a co-9.

agulação sanguínea.

A Rainha Vitória tinha o gene para a hemofilia e o transmitiu para a sua descendência. Quem foi a Rainha Vitória?

Solução: `

A Rainha Vitória foi a soberana da Grã-Bretanha e da Irlanda e imperatriz da Índia, em um reinado que mar-cou o auge do Império Inglês. Morreu em 1901.

Um indivíduo homozigoto para os genes c e d é cruzado 10.

com um homozigoto selvagem e o F1 é retrocruzado com o tipo parental duplo–recessivo. São obtidos os seguintes descendentes:

CD / cd = 903; cd / cd = 897; Cd / cd = 98; cD/cd = 102.

(16)

12

EM_V_BIO_015

A percentagem de recombinação entre c e d é de: 2% a) 5% b) 0.5% c) 3% d) 10% e) Solução: ` C

Vamos resolver o problema passo a passo: Montagem do enunciado:

1)

Homozigoto selvagem x Homozigoto recessivo CCDD x ccdd F1 CcDd F1 x Parental CcDd x ccdd F2 CD / cd = 903 cd / cd = 897 Cd / cd = 98 cD/cd = 102

Se observarmos cada genótipo dos indivíduos de 2)

F2, veremos que os genes situados do lado direi-to da barra representam os gametas originados do homozigoto recessivo (cd).

Os gametas representados do lado direito são origi-nados do heterozigoto.

Ao somarmos todos os descendentes ,veremos que 3)

existem dois mil indivíduos.

Com isso, podemos determinar o percentual que repre-senta cada genótipo dentro da população total de F2. Como queremos saber o percentual de recombi-nação, não precisamos usar o par cd, pois esse é originado de um homozigoto. Logo, não faz recom-binação. Assim, teremos: CD 903 / 2000 Cd 897 / 2000 Cd 98 / 2000 cD 102 / 2000

Como queremos saber o percentual de recombina-ção, precisamos trabalhar apenas com os recombi-nantes.

Mas, como saber quem são os recombinantes? Basta lembrar que a recombinação é um fenômeno aleatório. Logo, a sua incidência será menor do que

os não-recombinantes que já existem, pois são os parentais.

Assim, temos como recombinantes: Cd e cD. Somando-se as ocorrências teremos: 98 + 102 = 200 dentro de 2 000 indivíduos.

Logo, o percentual será de 10%.

Consideremos dois pares de genes CD/cd durante a 11.

meiose. Supondo-se que ocorre permuta entre eles numa frequência de 16%, os gametas formados são:

25% CD; 25% cd; 25% Cd; 25% cD. a) 42% CD; 42% cd; 16% Cd; 16% cD. b) 42% CD; 42% cd; 8% Cd; 8% cD. c) 50% CD; 50% cd. d) 84% CD; 84% cd; 16% Cd; 16% cD. e) Solução: ` C

Se os pares estão na formação CD/cd significa que estão na posição cis.

Assim, os parentais serão: CD e cd.

Eles são considerados como não-recombinantes. Os recombinantes serão: Cd e cD.

Se a frequência de recombinação é de 16%, temos para cada um dos recombinantes a taxa de 8%.

Se a frequência total é de 100% e os recombinantes aparecem em 16%, os não-recombinantes irão aparecer em 84%. Como são dois, teremos 42% para cada um. Assim, temos:

CD e cd 42% para cada um Cd e cD 8% para cada um

Thomas Morgan ganhou o prêmio Nobel por estudos 12.

com a mosca da fruta Drosophila melanogaster. Qual a nacionalidade de Morgan e em que ano ele ganhou o prêmio Nobel?

Solução: `

Thomas Hunt Morgan era norte-americano e ganhou o prêmio Nobel de Medicina em 1933, por seus trabalhos a respeito do papel dos cromossomos na hereditariedade.

(17)

13

EM_V_BIO_015

(PUC-Campinas) Nos camundongos, a pelagem pode 1.

ser aguti, preta ou albina. A figura a seguir mostra as rea-ções bioquímicas envolvidas na síntese de pigmentos.

Com base na figura foram feitas as seguintes afirmações: A formação de qualquer pigmento no pelo depen-I.

de da presença do alelo P.

Quando animais pretos homozigóticos são cruza-II.

dos com certos albinos também homozigóticos, os descendentes são todos aguti.

Trata-se de um caso de interação gênica do tipo III.

epistasia recessiva.

Pode-se considerar correto o que é afirmado em: I, somente. a) III, somente. b) I e II, somente. c) II e III, somente. d) I, II e III. e)

(PUC-Minas) O esquema abaixo representa o cruza-2.

mento artificial (em P) de duas variedades puras de um determinado vegetal, que se reproduz por autopoliniza-ção (em F1). O caráter em estudo é a cor das flores. P: Brancas X Brancas Linhagens puras

F1: 100% Coloridas di-híbridas F2: 9/16 Coloridas7/16 Brancas

Com base nos resultados, é correto afirmar, exceto: trata-se de um caráter determinado por interação a)

gênica.

os duplos heterozigotos apresentam flores coloridas. b)

os indivíduos de F

c) 1 produzem quatro tipos de

ga-metas para o caráter em estudo.

a fecundação cruzada das plantas com flores bran-d)

cas de F2 produzirá sempre o mesmo fenótipo. (Mackenzie) Em galinhas, a cor da plumagem é deter-3.

minada por dois pares de genes. O gene C condiciona plumagem colorida enquanto seu alelo c determina plu-magem branca. O gene I impede a expressão do gene C, enquanto seu alelo i não interfere nessa expressão. Com esses dados, conclui-se que se trata de um caso de:

epistasia recessiva. a) herança quantitativa. b) pleiotropia. c) codominância. d) epistasia dominante. e)

(Unesp) Epistasia é o fenômeno em que um gene (cha-4.

mado epistático) inibe a ação de outro que não é seu ale-lo (chamado hipostático). Em ratos, o aleale-lo dominante B determina cor de pelo acinzentada, enquanto o genótipo homozigoto bb define cor preta. Em outro cromossomo, um segundo lócus afeta uma etapa inicial na formação dos pigmentos dos pelos. O alelo dominante A nesse lócus possibilita o desenvolvimento normal da cor (como definido pelos genótipos B_ ou bb), mas o genótipo aa bloqueia toda a produção de pigmentos e o rato torna-se albino. Considerando os descendentes do cruzamento de dois ratos, ambos com genótipo AaBb, os filhotes de cor preta poderão apresentar genótipos:

Aabb e AAbb. a) Aabb e aabb. b) AAbb e aabb. c) AABB e Aabb. d)

aaBB, AaBB e aabb. e)

(UFMG) Observe a figura. 5.

(18)

14

EM_V_BIO_015

Todas as alternativas contêm genótipos possíveis para os porquinhos vermelhos de F2, exceto:

AABB. a) AaBB. b) Aabb. c) AaBb. d) AABb. e)

(PUC-Campinas) Em determinada espécie vegetal, 6.

ocorrem flores vermelhas somente se a planta possuir os alelos dominantes A e B. Cruzando-se plantas de flores vermelhas com plantas de flores brancas, obtiveram-se três plantas de folhas vermelhas para cinco plantas de flores brancas na geração F1.

Os genótipos das plantas com flores vermelhas e brancas da geração parental são, respectivamente:

AABB e AaBb. a) AaBb e Aabb. b) AABb e aabb. c) aaBb e Aabb. d) aabb e aabb. e)

(PUC-Rio) Em genética, o fenômeno da interação gênica 7.

consiste no fato de:

uma característica provocada pelo ambiente, como a)

surdez por infecção, imitar uma característica gené-tica, como a surdez hereditária.

vários pares de genes não-alelos influenciarem na b)

determinação de uma mesma característica. um único gene ter efeito simultâneo sobre várias c)

características do organismo.

dois pares de genes estarem no mesmo par de cro-d)

mossomos homólogos.

dois cromossomos se unirem para formar um ga-e)

meta.

(UFMG) Os indivíduos albinos não possuem melanina – 8.

pigmento responsável pela cor e proteção da pele – e, por isso, são muito sensíveis à luz solar.

Neste esquema, está representada parte da via biossintética para a produção desse pigmento:

Gene A Gene B

Enzima 1 Enzima 2

TIROSINA DOPA MELANINA

Com base nesse esquema e em outros conhecimentos sobre o assunto, é incorreto afirmar que:

a ausência da enzima 1 resulta em um aumento da a)

concentração de tirosina.

casamentos entre indivíduos albinos podem gerar b)

descendentes com melanina.

diferentes genótipos podem dar origem ao albinismo. c)

indivíduos AABB formam gametas do tipo AA e BB. d)

(UFV) O esquema a seguir representa o cruzamento 9.

entre duas variedades puras de ervilha-de-cheiro (Lathyrus odoratus) de flor branca. A F1 resultante apresentou 100% das ervilhas com flores avermelhadas. Após autofecundação das plantas F1, foram produzidas 371 plantas com flores avermelhadas e 287 com flores brancas, na geração F2.

Analise este padrão de herança e assinale a afirmativa correta:

Trata-se de um exemplo típico da 1.ª Lei de Mendel. a)

Pelos resultados, deduz-se que é um padrão de he-b)

rança intermediária.

A proporção fenotípica 9:7 é um padrão de segre-c)

gação independente.

O gene para a cor avermelhada é codominante em d)

relação ao alelo.

O exemplo é de interação gênica já que está envol-e)

vido apenas um loco.

(Mackenzie) Suponha que, na espécie humana, a pig-10.

mentação da pele seja devida a dois pares de genes autossômicos com efeito aditivo. A tabela abaixo indica os fenótipos existentes.

N.º genes dominantes Fenótipo

4 fenótipo

3 mulato escuro

2 mulato médio

1 mulato claro

(19)

15

EM_V_BIO_015

A expressão desses genes pode ser impedida pela presença de um par de genes autossômicos recessivos. Nesse caso, o indivíduo é albino. Um casal de mulatos médios di-híbridos tem uma criança albina. A probabilidade de nascer uma criança branca não albina é de: 1/16 a) 1/2 b) 1/5 c) 3/16 d) 3/64 e)

(Unirio) As diferenças hereditárias entre os indivíduos 11.

de uma população podem ser classificadas em qualita-tivas e quantitaqualita-tivas. A esse respeito, assinale a opção correta.

Na herança de caracteres quantitativos, existe um a)

grande contraste entre as características que um dado traço fenotípico pode apresentar.

Na herança de caracteres qualitativos, um dado b)

traço de fenótipo apresenta-se sob grande varieda-de varieda-de formas, em geral com pequenas diferenças entre si.

Altura, peso e cor da pele são exemplos de algu-c)

mas características quantitativas do homem. Os caracteres qualitativos, em sua maioria, sofrem d)

grande influência do meio.

A altura não é uma característica hereditária, já que e)

um indivíduo cresce menos se não receber a ali-mentação adequada na infância.

(PUC-Campinas) Admita que a diferença de com-12.

primento das orelhas nos coelhos seja um caso de herança quantitativa envolvendo dois pares de genes com segregação independente. Animais sem nenhum gene dominante possuem orelhas com 4,0cm. Cada gene dominante aumenta em 1,0cm o comprimento das orelhas. O cruzamento que produzirá na descendência uma maior porcentagem de coelhos com orelhas de no mínimo 7,0cm é o: AaBb x AaBb. a) AaBb x aaBB. b) AAbb x aaBB. c) Aabb x AABB. d) AABB x aabb. e)

(PUC-Minas) Em um caso de herança quantitativa, estão 13.

envolvidos três pares de genes, “a”, “b” e “c”. Cruzando-se dois indivíduos triplo heterozigotos, a proporção de homozigotos esperada é de:

1/2 a) 1/8 b) 1/16 c) 1/32 d) 1/64 e)

(Unesp) A altura de uma certa espécie de planta é 14.

determinada por dois pares de genes A e B e seus respectivos alelos a e b. Os alelos A e B apresentam efeito aditivo e, quando presentes, cada alelo acrescenta à planta 0,15m. Verificou-se que plantas desta espécie variam de 1,00m a 1,60m de altura.

Cruzando-se plantas AaBB com aabb pode-se prever que, entre os descendentes:

100% terão 1,30m de altura. a)

75% terão 1,30m e 25% terão 1,45m de altura. b)

25% terão 1,00m e 75% terão 1,60m de altura. c)

50% terão 1,15m e 50% terão 1,30m de altura. d)

25% terão 1,15m, 25% 1,30m, 25% 1,45m e 25% e)

1,60m de altura. (PUC

15. -Campinas) Para uma determinada planta, suponha que a diferença entre um fruto de 10cm de comprimento e um de 20cm de comprimento seja devida a dois genes, cada um com dois alelos, que têm efeito aditivo e que se segregam independentemente. Na descendência do cruzamento entre dois indivíduos que produzem frutos com 15cm, espera-se uma proporção de plantas com frutos de 17,5cm igual a: 9/16 a) 1/2 b) 3/16 c) 1/4 d) 1/8 e)

(UFRGS) Os seguintes conceitos genéticos foram 16.

escritos por um aluno que estava com dúvidas sobre a matéria e que pediu a um professor qualificado que os conferisse:

Os genes em um mesmo cromossomo tendem a ser I.

herdados juntos e são denominados “genes ligados”. Quando uma característica particular de um orga-II.

nismo é governada por muitos pares de genes, que possuem efeitos similares e aditivos, nós dizemos que esta característica é uma característica poligê-nica.

Quando três ou mais alelos, para um dado

III. locus,

estão presentes na população, dizemos que este

(20)

16

EM_V_BIO_015

Um organismo com dois alelos idênticos para um IV.

locus em particular é considerado homozigoto para

este locus, enquanto um organismo com dois alelos diferentes para um mesmo locus é considerado he-terozigoto para este locus.

A aparência de um indivíduo com respeito a uma V.

dada característica herdada é chamada de fenóti-po.

☻Quais afirmativas o professor diria que estão corretas? Apenas II, III e IV.

a)

Apenas I, II, III e IV. b)

Apenas I, II, III e V. c)

Apenas II, III, IV e V. d)

I, II, III, IV e V. e)

(UFMG) Um estudante de 23 anos, doador de sangue 17.

tipo universal, é moreno, tem estatura mediana e pesa 85kg.

Todas as alternativas apresentam características here-ditárias desse estudante que são influenciadas pelo ambiente, exceto: altura. a) grupo sanguíneo. b) cor da pele. c) peso. d)

(PUC-SP) Imagine que, em um determinado animal, a 18.

retenção de água no corpo seja controlada pela intera-ção quantitativa de dois pares de genes, existindo cinco fenótipos (da retenção baixa até a retenção máxima de água).

Animais com genótipo aabb retêm baixa quantidade de água, enquanto animais com genótipo AABB apresentam retenção máxima de água. Os animais que apresentam dois genes “maiúsculos” e dois genes “minúsculos” no genótipo retêm uma quantidade intermediária de água.

Na genealogia abaixo, são dados os genótipos dos animais indicados pelos números 1, 2, 3 e 6. Considerando que os genes em questão se segregam independentemente, qual a probabilidade de os indivíduos 7 e 8 apresentarem simultaneamente retenção intermediária de água? 1 2 3 4 5 6 AAbb aaBB aaBB AAbb 7 8 1/2 a) 1/3 b) 1/4 c) 1/8 d) 1/16 e) (Mackenzie) 19. Número de genes dominantes Cor da semente 4 vermelho escuro 3 vermelho médio 2 vermelho 1 vermelho claro nenhum branco

A cor dos grãos de trigo é condicionada por dois pares de genes de efeito aditivo. A tabela acima mostra o número de genes dominantes e as cores determinadas por eles. Do cruzamento entre um indivíduo AaBb e um Aabb, a proporção esperada de indivíduos com grãos vermelhos é de: 3/8 a) 1/8 b) 3/16 c) 6/8 d) 5/8 e)

(UFMG) Analise o heredograma. 20.

Assinale a alternativa que não contém um tipo de herança compatível com a anomalia representada no heredograma. Ligada ao X. a) Autossômica recessiva. b) Ligada ao Y. c) Autossômica dominante. d)

(21)

17

EM_V_BIO_015

(PUC-SP) Duas mulheres disputam a maternidade de 21.

uma menina. Foi realizada a análise de um mesmo trecho do DNA, obtido de um dos cromossomos X de cada mulher e da menina. As sequências de bases do referido trecho gênico estão esquematizadas adiante:

Mulher 1 Mulher 2

Menina

Os dados obtidos:

são suficientes para excluir a possibilidade de qual-a)

quer uma das mulheres ser a mãe da menina. são suficientes para excluir a possibilidade de uma b)

das mulheres ser a mãe da menina.

não são suficientes, pois o cromossomo X da meni-c)

na analisado pode ser o de origem paterna. não são suficientes, pois a menina recebe seus dois d)

cromossomos X da mãe e apenas um deles foi ana-lisado.

não podem ser considerados, pois uma menina não e)

recebe cromossomo X de sua mãe.

(UFF) Numere a coluna inferior, relacionando-a com a 22. superior. Indivíduos: 1 - 45, X 2 - 46, XX 3 - 49, XXXXX 4 - 49, XXXXY 5 - 47, XXX

Quantidade de cromatinas sexuais (corpúsculos de Barr) quatro ) ( duas ) ( nenhuma ) ( uma ) ( três ) (

Assinale a opção que apresenta a sequência correta de numeração. 2, 4, 1, 3, 5. a) 3, 5, 1, 2, 4. b) 2, 3, 1, 4, 5. c) 3, 2, 1, 4, 5. d) 2, 1, 3, 4, 5. e)

(Unirio) Quanto aos cromossomos sexuais X e Y, po-23.

demos afirmar que:

como não são completamente homólogos, não se a)

pareiam na meiose.

como são completamente homólogos, pareiam-se b)

na meiose.

se pareiam na meiose, pois possuem uma região c)

homóloga.

não se pareiam na meiose, pois possuem uma re-d)

gião não-homóloga.

os genes que se encontram na região não-homólo-e)

ga do X condicionam um tipo de herança chamado herança restrita ao sexo.

(Unesp) Uma mulher é portadora de um gene letal 24.

presente no cromossomo X. Esse gene provoca aborto espontâneo algumas semanas após a formação do zi-goto. Se esta mulher der à luz seis crianças normais, em seis partos diferentes, o número esperado de crianças do sexo masculino será:

1 a) 2 b) 3 c) 4 d) 5 e)

(Unirio) A reprodução da maioria dos seres vivos envolve 25.

um processo sexual onde se alternam os fenômenos de meiose e fecundação. No homem, a meiose é gamética, e a fecundação reconstitui a diploidia.

Qual dos pares de gametas representados a seguir poderá originar um zigoto que desenvolverá um embrião normal do sexo masculino?

a)

b)

c)

d)

(22)

18

EM_V_BIO_015

(UERJ) Em uma experiência de fecundação

26. in vitro,

quatro óvulos humanos, quando incubados com quatro suspensões de espermatozoides, todos igualmente viáveis, geraram quatro embriões, de acordo com a tabela abaixo.

Óvulo formadoEmbrião espermatozoidesN.º total de portando cromossoma XN.º de espermatozoides

1 E1 500,000 500,000

2 E2 100,000 25,000

3 E3 400,000 100,000

4 E4 250,000 125,000

Observando os gráficos:

Considerando a experiência descrita, o gráfico que indica as probabilidades de os 4 embriões serem do sexo masculino é o de número:

1 a) 2 b) 3 c) 4 d)

(UERJ) Considere que um óvulo de abelha possui 27.

5×10−14g de DNA. Nesse inseto, embora as fêmeas se

originem de reprodução sexuada, os machos originam-se de óvulos não-fecundados, por partenogêneoriginam-se. A quantidade de DNA encontrada em uma célula somática de zangão, no período correspondente à prófase da mitose é, em mg, igual a:

1,0 × 10 a) -10. 2,5 × 10 b) −9. 5,0 × 10 c) −11. 5,0 × 10 d) −17.

(Fuvest) Acredita-se que a rainha Vitória da Inglaterra 28.

tenha sido a introdutora do gene para hemofilia – ligado ao X – na família real inglesa. A hemofilia é uma doença que prejudica a coagulação do sangue. A princesa Beatriz, filha de Vitória, introduziu o gene na família real espanhola. Observe a árvore genealógica:

1 Duque de Astúrias 4 Princesa Maria 7 Nascido morto 2 Príncipe Jaime 5 Rei Juan Carlos

3 Princesa Beatriz 6 Princípe Gonzalo

A probabilidade da princesa Maria vir a ter um menino hemofílico é de: 100% a) 75% b) 50% c) 25% d) 0% e)

(PUC-Campinas) Um homem tem avó materna e pai com 29.

visão normal e avô materno e mãe com daltonismo. Assinale a alternativa correta quanto aos genótipos do homem e de seus avós maternos.

Homem - X a) dY, Avó - XDXd, Avô - XdY. Homem - X b) DY, Avó - XDXd, Avô - XdY. Homem - X c) dY, Avó - XDXd, Avô - XDY. Homem - X d) DY, Avó - XDXd, Avô - XDY. Homem - X e) dY, Avó - XdXd, Avô – XdY.

(UFMG) Observe a figura a seguir que apresenta o 30.

heredograma de uma família na qual alguns membros apresentam hemofilia, grave anomalia relacionada à alteração no tempo de coagulação do sangue. Essa figura indica os grupos sanguíneos do sistema ABO de alguns dos seus membros.

(23)

19

EM_V_BIO_015

Com base nas informações do heredograma e consi-derando-se que não ocorreu mutação, é incorreto afirmar-se que:

a probabilidade de II-3 ser portadora do gene da a)

hemofilia é de 50%.

a probabilidade de nascimento de outra criança b)

hemofílica e do grupo B para o casal III-6 e III-7 é de 25%.

o indivíduo III-4 pode receber sangue de III-6. c)

o indivíduo II-5 tem 50% de probabilidade de for-d)

mar gametas do tipo iXh.

o indivíduo I-1 é heterozigoto para o sistema ABO. e)

(UFMG) Analise o heredograma. 31.

Em relação à característica representada no heredograma, todas as alternativas são possíveis, exceto:

A herança pode ser autossômica. a)

A herança pode ser ligada ao sexo. b)

A herança pode representar uma família de hemo-c)

fílicos.

I-1 e I-2 podem ser heterozigotos. d)

II-2, II-5 e III-1 podem ser homozigotos dominan-e)

tes.

(Fuvest) Na genealogia a seguir, os símbolos cheios 32.

representam pessoas afetadas por uma doença gené-tica rara.

O padrão de herança que melhor explica o heredo-grama é:

autossômico dominante, porque a doença afeta os a)

dois sexos.

autossômico dominante, porque a doença aparece b)

em todas as gerações.

autossômico dominante, porque aproximadamente c)

50% da prole é afetada.

dominante ligado ao sexo, porque todas as filhas de d)

homens afetados são afetadas.

recessivo ligado ao sexo, porque não há transmis-e)

são de homem para homem.

(Unirio) Em eventos esportivos internacionais como os 33.

Jogos Pan-americanos ou as Olimpíadas, ocasional-mente, há suspeitas sobre o sexo de certas atletas, cujo desempenho ou mesmo a aparência sugerem fraude. Para esclarecer tais suspeitas utiliza-se:

a identificação da cromatina sexual. a)

a contagem de hemácias cuja quantidade é maior b)

nos homens.

o exame radiológico dos órgãos sexuais. c)

a pesquisa de hormônios sexuais femininos através d)

de um exame de sangue. a análise radiográfica da bacia. e)

(UFF) Considere o heredograma: 34.

Sabe-se que o pai, o marido, os cinco irmãos homens e um sobrinho de Joana são normais. Entretanto, Joana teve um filho que apresentou síndrome hemorrágica caracterizada por baixo nível plasmático do fator VIII da coagulação.

A probabilidade genética de serem portadoras do gene para a hemofilia A, neste caso, é:

100% para todas as mulheres da família. a)

100% para Joana, sua mãe e sua filha. b)

100% para Joana e 50% para sua filha. c)

100% para Joana e 50% para as outras mulheres d)

da família.

100% para Joana e 25% para sua filha. e)

(24)

20

EM_V_BIO_015

(Fuvest) Considere uma espécie de vertebrado cujas 35.

células embrionárias têm oito cromossomos. Em quantos grupos de ligações seus genes estarão associados?

Dois. a) Quatro. b) Oito. c) Dezesseis. d) Número variável. e)

(Unirio) Suponha que 100 células germinativas entram 36.

em meiose e que essas células tenham o seguinte genótipo:

Quantos gametas recombinantes serão formados se 20 das 100 células apresentarem permutação na meiose?

10 a) 20 b) 40 c) 80 d) 160 e)

(PUC-Minas) O cruzamento de dois indivíduos, um com 37.

genótipo AaBb e outro com genótipo aabb resultou numa F1 com as seguintes proporções:

AaBb = 35% aabb = 35% Aabb = 15% aaBb = 15%

Com esses resultados, pode-se concluir que os genes “a” e “b”:

estão em um mesmo braço do cromossomo. a)

seguem as leis do di-hibridismo. b)

constituem um caso de interação gênica. c)

são pleiotrópicos. d)

são epistáticos. e)

(Fuvest) Considerando os genes X, Y e Z de um cro-38.

mossomo, sabe-se que há 15% de recombinação entre os genes X e Y, entre Y e Z há 30% e entre os genes Z e X ocorre 45%. Qual a posição relativa desses três genes no cromossomo? ZXY. a) XYZ. b) YZX. c) XZY. d) YXZ. e)

(Mackenzie) Analisando-se dois pares de genes em 39.

ligamento fatorial (linkage) representados pelo híbrido BR/br, uma certa espécie apresentou a seguinte pro-porção de gametas:

BR – 48,5% br – 48,5% Br – 1,5% bR – 1,5%

Pela análise dos resultados, pode-se concluir que a distância entre os genes B e R é de:

48,5 morganídeos. a) 97 morganídeos. b) 1,5 morganídeo. c) 3 morganídeos. d) 50 morganídeos. e)

(UFRRJ) Numa certa espécie de milho, o grão colorido 40.

é condicionado por um gene dominante B e o grão liso por um gene dominante R. Os alelos recessivos b e r condicionam, respectivamente, grãos brancos e rugosos. No cruzamento entre um indivíduo colorido liso com um branco rugoso, surgiu uma F1, com os seguintes descendentes:

150 indivíduos que produziam sementes coloridas —

e lisas.

150 indivíduos que produziam sementes brancas e —

rugosas.

250 indivíduos que produziam sementes coloridas —

e rugosas.

250 indivíduos que produziam sementes brancas e —

lisas.

A partir desses resultados, podemos concluir que o genótipo do indivíduo parental colorido liso e a distância entre os genes B e R são:

BR/br; 62,5 U.R. a) BR/br; 37,5 U.R. b) Br/bR; 62,5 U.R. c) Br/bR; 37,5 U.R. d) BR/br; 18,75 U.R. e)

(Unirio) Um cruzamento entre dois indivíduos, com os genó-41.

tipos DdEe x ddee, originou 42 descendentes com genótipo DdEe, 160 Ddee, 168 ddEe e 40 ddee. Sobre os genes D e

(25)

21

EM_V_BIO_015

E podemos concluir que:

estão ligados e há permuta entre eles. a)

estão ligados e não há permuta entre eles. b)

segregam-se independentemente e há permuta c)

entre eles.

segregam-se independentemente e não há permu-d)

ta entre eles.

não estão ligados, logo segregam-se independen-e)

temente.

(Fuvest) Em determinada espécie, os locos dos genes A 42.

e B situam-se no mesmo cromossomo. Na meiose de um indivíduo duplo-heterozigoto AB/ab ocorre permutação entre esses locos em 80% das células. A porcentagem esperada de gametas Ab que o indivíduo formará é:

10% a) 20% b) 30% c) 40% d) 80% e)

(Mackenzie) A figura a seguir representa ___________, 43.

que ocorre na ___________ e tem como consequência _____________.

A alternativa que preenche correta e respectivamente os espaços anteriores é:

o

a) crossing-over; metáfase da mitose; a variabilidade genética.

o pareamento de cromátides-irmãs; anáfase I da b)

meiose; a troca de genes alelos. o

c) crossing-over; prófase I da meiose; a variabilidade genética.

a segregação de cromossomos homólogos; anáfa-d)

se I da meiose; a formação de células haploides. o pareamento de cromossomos homólogos; metá-e)

fase da mitose; a formação de gametas. (PUC-Minas) Em um caso de

44. linkage, dois genes A e

B, autossômicos, distam entre si 20 UR. Considere o seguinte cruzamento:

Fêmea (Ab/aB) X Macho (ab/ab)

Qual é a frequência esperada de machos com o genótipo AB/ab? 100% a) 50% b) 25% c) 10% d) 5% e)

(UFRGS) Com relação ao processo conhecido como 45.

crossing-over, podemos afirmar que o mesmo:

diminui a variabilidade genética. a)

separa cromátides homólogas. b)

corrige a recombinação gênica. c)

aumenta a variabilidade genética. d)

troca cromossomos entre genes homólogos. e)

(PUC-RS) Pelo que se conhece da disposição dos genes 46.

dos cromossomos, é de se esperar que a frequência de permutação entre dois genes esteja na dependência:

da distância entre eles. a)

do comprimento da zona centromérica. b)

da existência do fenômeno da pleiotropia. c)

do tipo de polimeria existente. d)

da ausência de nucleotídeos covalentes. e)

(PUC-Minas) Na espécie humana os genes que de-47.

terminam a distrofia muscular Duchenne e a hemofilia, heranças recessivas ligadas ao sexo, distam só 20 U.R. (unidades de recombinação). Considere o seguinte cruzamento:

Nesse cruzamento, a frequência esperada de machos afetados pelos dois caracteres é de:

0% a) 5% b) 10% c) 20% d) 40% e)

(26)

22

EM_V_BIO_015

(UFMG) Em camundongos, o tipo selvagem, encon-1.

trado comumente na natureza, apresenta pelagem de coloração acinzentada (aguti). Duas outras colorações são também observadas: preta e albina.

Observe os dois pares de genes envolvidos e os fenótipos relativos aos tipos de coloração dos camundongos. A _ B _ = Aguti

A _ bb = Preto

aaB _ e aabb = Albinos

Utilizando essas informações e seus conhecimentos, faça o que se pede.

Do cruzamento entre camundongos preto e albino a)

obtiveram-se 100% de camundongos aguti. Dê os genótipos dos camundongos envolvidos no cruza-mento.

Do cruzamento de dois camundongos aguti obti-b)

veram-se descendentes na seguinte proporção: 9 aguti: 3 pretos: 4 albinos. Cite todos os genótipos possíveis para os camundongos albinos obtidos e apresente uma explicação para a alteração da pro-porção 9:3:3:1 (esperada em cruzamento de diíbri-dos) para 9:3:4.

Cite a probabilidade de se obterem camundongos c)

pretos do cruzamento de albinos (duplo homozigo-tos) com agouti (duplo heterozigohomozigo-tos).

(Unesp) Numa dada planta, o gene B condiciona fruto 2.

branco e o gene A condiciona fruto amarelo, mas o gene B inibe a ação do gene A. O duplo recessivo condiciona fruto verde. Considerando que tais genes apresentam segregação independentemente um do outro, responda.

Como se chama esse tipo de interação? a)

Qual a proporção fenotípica correta entre os des-b)

cendentes do cruzamento de plantas heterozigotas para esses dois pares de genes?

(Unicamp) Existe um gene em cobaias que suprime 3.

o efeito do gene que determina a coloração nesses animais. Esse gene está localizado em um cromossomo diferente daquele em que está o gene que determina a cor do animal. Cobaias albinas homozigotas foram cruzadas e todos os descendentes nasceram pretos. Como isso pode ser explicado, considerando-se que não ocorreu mutação? Justifique.

(UFPR) Com base nos estudos de Genética, é correto 4.

afirmar que:

(01) Uma planta de sementes brancas, autofecundada, será heterozigota para o caráter se entre os seus descendentes aparecerem alguns com sementes amarelas e outros com sementes brancas.

(02) Uma mulher do grupo sanguíneo A cuja mãe é do grupo O, casando-se com um homem doador-uni-versal, terá filhos apenas do grupo sanguíneo O. (04) Indivíduos heterozigotos para duas características

produzem quatro tipos de gametas.

(08) Na interação gênica, ou polimeria, os genes de um par agem combinando-se com outro par (ou outros pares), a fim de condicionar um determinado fenóti-po.

(16) Sendo a hemofilia uma anomalia condicionada por um gene recessivo ligado ao sexo, uma criança he-mofílica nascida de pais normais só poderá ser do sexo feminino.

Soma ( )

(UERJ) As reações enzimáticas a seguir indicam a 5.

passagem metabólica que sintetiza pigmentos em uma planta.

Considere as seguintes condições:

para as enzimas A e B, os alelos A e B produzem en-—

zimas funcionais, enquanto os alelos a e b produzem enzimas inativas.

uma única cópia funcional da enzima A ou da enzima —

B é suficiente para catalisar normalmente a sua res-pectiva reação.

Determine a proporção esperada entre as cores das plantas descendentes na primeira geração do cruzamento AaBb×AABb.

(Fuvest) As três cores de pelagem de cães labradores 6.

(preta, marrom e dourada) são condicionadas pela interação de dois genes autossômicos, cada um deles com dois alelos: “Ee” e “Bb”. Os cães homozigóticos

Referências

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