o vErBAL E o imAgéTico NA coNSTruÇÃo
dAS mETáforAS muLTimodAiS
Natália Elvira Sperandio
RESUMO
Este artigo possui a finalidade de demonstrar a forma pela qual diferentes modos, neste caso o verbal e o imagético, atuam na construção das chamadas metáforas multimodais e, consequentemente, no sentido do texto. Como resultado foi possível observar que a metáfora, como processo con-ceitual cognitivo, materializa-se não apenas no nível verbal, mas entre o verbal e o imagético na construção de sentidos. PALAVRAS-CHAVE: metáfora; multimodalidade; me-táfora multimodal.
introdução
P
odemos observar que, em todas as esferas da vida social, houve uma crescente utilização de textos multimodais na produção de significados. De acordo com Kress e Van Leeuwen (1996)1 as duas últimas décadaspresenciaram uma mudança bastante abrangente na mídia e nos modos de comunicação. Um exemplo dessa mudança pode ser verificado nos periódicos da década de 60 que eram impressos em preto e branco, cobertos de caracteres escritos, e que a partir da década de 90 passam a obter cores, imagens e em muitos deles, principalmente no ocidente, os caracteres praticamente desapare-ceram de suas páginas. Mas os autores argumentam que a comunicação sempre foi multimodal, e o que está acontecendo, atualmente, apesar de não ser novo,
1 KRESS, Gunther; VAN LEEUWEM, Theo. Reading Images: grammar of visual designer.
é uma mudança significativa, já que hoje parece haver uma instância de um novo código de texto e imagem, em que a informação é transmitida pelos dois modos. Assim, os elementos verbais e não-verbais de um texto articulam-se na composição de seu sentido, sendo que o elemento visual não é visto como sendo dependente do verbal, mas com uma organização e estrutura independente.
Esse contexto multimodal tem influenciado diversas áreas de estudos que têm mudado o foco sobre o texto exclusivamente verbal para discursos nos quais a linguagem é apenas um dos modos comunicativos. Seguindo essa li-nha de raciocínio, podemos considerar que não poderia ser diferente com os estudos propostos sobre a metáfora, como Forceville (2009)2 advoga: a
metá-fora não pode ser considerada apenas uma questão de linguagem, mas como estrutura de nosso pensamento e ação, dessa forma, ela pode ocorrer em outros modos e não apenas no modo verbal. No entanto, podemos observar, a partir da vasta literatura produzida sobre a metáfora, que as expressões metafóricas têm sido estudadas de forma exaustiva no modo verbal, ou seja, como expres-sões linguísticas no nível superficial de modelos mentais estruturados metafo-ricamente, deixando os outros modos, como, por exemplo, o visual à margem. Diante dessa deficiência nos estudos dedicados à metáfora, este artigo possui a finalidade de demonstrar que as metáforas podem ser codificadas não apenas no modo verbal, mas também entre o modo verbal e o imagético. Para isso, iremos apresentar, a partir da proposta da metáfora multimodal, como que os diferentes modos, presentes em um texto, atuam na construção dessas metáforas. Dessa forma, iremos nos ater especificamente às metáforas que são compostas a partir da interação entre os modos verbais e imagéticos.
1. Teoria da metáfora conceiual
Desde a Antiguidade a metáfora tem oferecido subsídios, a filósofos e especialistas em retórica, para uma reflexão sobre a linguagem. Na tradição retórica, a metáfora era considerada um fenômeno de linguagem, ou seja, um ornamento linguístico. Era concebida como um desvio da linguagem usual, própria de determinados usos, como a linguagem poética e a persuasiva.
2 FORCEVILLE, Charles. Non-verbal and multimodal metaphor in a cognitivist framework:
Agendas for research. In: FORCEVILLE, Charles e URIOS-APARISI. Applications of
Mas a partir de 1970, uma mudança paradigmática com uma ruptura profunda do pressuposto objetivista possibilitou uma reformulação em nossa maneira de conceber a objetividade, a verdade, o sentido e a metáfora. A me-táfora, dentro do novo paradigma, passa a ter seu valor cognitivo reconhecido, deixando de ser uma simples figura de retórica para uma operação cognitiva fundamental.
Reddy (1979)3 por meio de uma análise rigorosa de diversos enunciados
procurou investigar a questão do problema da comunicação na língua inglesa. A metáfora do canal, proposta por ele, revela que a linguagem é concebida como um “canal” que transfere, corporeamente, os pensamentos de uma pessoa para outra, como se as pessoas inserissem seus pensamentos e sentimentos nas pala-vras, e essas fossem conduzidas de uma pessoa para outra e que, ao ouvirem ou lerem, extraem esses pensamentos e sentimentos novamente. A metáfora do ca-nal está na base da concepção da linguagem como transmissão, em que se funda-menta a crença de que a comunicação é concebida como um “tête-à-tête” ideal:
Segundo a qual as pessoas pensam e interagem, sem ter cons-ciência dela, ou seja, ela constrói um quadro ilusório da comu-nicação e nós nos comunicamos regidos pela crença de que o fazemos de forma unívoca e transparente e não de que estamos construindo o sentido com base em nossas experiências e conhe-cimento de mundo. (REDDY apud ZANOTTO, 2002, p. 16)4
Seguindo os passos de Reddy, Lakoff e Johnson, em 1980, lançam “Me-taphors we live by”, traduzido para o português como “Metáforas da Vida Cotidiana”, que produz uma revolução nos estudos sobre metáfora, por assu-mir como tese central a pressuposição de que a metáfora é onipresente e essen-cial na linguagem e no pensamento. Os autores trabalharam, de forma mais explícita, a metáfora do canal proposta por Reddy e propuseram as metáforas
3 REDDY, Michael. The conduit metaphor - A case of frame conflict in our language about
language. In. A. Ortony (Ed.), Metaphor and Thought. 1.ed. Cambridge: Cambridge Uni-versity Press, 1979, p. 284-297.
4 LAKOFF, George & JOHNSON, Mark. Metáforas da vida Cotidiana. (Coordenação da
tradução: Mara Sophia Zanotto) – Campinas. São Paulo: Mercado de Letras; São Paulo: Edpuc, 2002.p. 16.
conceituais subjacentes às expressões linguísticas. Assim, nossas expressões lin-guísticas são governadas por generalizações: as metáforas conceituais ou con-ceitos metafóricos. (LAKOFF e JOHNSON, 2002, p.17)5
A partir dessa tese, a compreensão de mundo passa a ser vinculada à concepção da metáfora, uma vez que grande parte de conceitos básicos, como tempo, quantidade, estado, ação etc., além dos conceitos emocionais, como raiva e amor, são compreendidos metaforicamente. Isso evidencia o importan-te papel da metáfora na compreensão do mundo, cultura e de nós mesmos.
A metáfora passa a fazer parte do cotidiano das pessoas, não apenas na linguagem, mas também nas ações e no pensamento na medida em que todo sistema conceitual ordinário, sistema por meio do qual pensamos e agimos, passa a ser concebido como predominantemente metafórico por natureza. Como o próprio título em inglês demonstra são as “metáforas que nos guiam”, deixando claro que, como enfatiza Sardinha (2007):
vivemos de acordo com as metáforas que existem na nossa cul-tura; praticamente não temos escolhas: se quisermos fazer parte da sociedade, interagir, ser entendidos, entender o mundo etc., precisamos obedecer, (‘live by’) às metáforas que nossa cultura nos coloca à disposição. (SARDINHA, 2007, p.30)6
Como, na maioria das vezes, pensamos e agimos automaticamente, uma das formas de descobrirmos o funcionamento desse sistema é por meio da lin-guagem, já que nossa comunicação é baseada no mesmo sistema que utiliza-mos para pensar e agir. A partir desse pressuposto, Lakoff e Johnson examinam expressões linguísticas buscando encontrar evidências da predominância me-tafórica de nosso sistema conceitual e, ao identificar metáforas que estruturam nossa maneira de agir, pensar e perceber, defendem essa categoria como uma forma de compreender e experienciar uma coisa em termos de outra. Nesse contexto, Lakoff e Johnson propõem um mapeamento sistemático entre dois domínios: o domínio-fonte, que é a fonte de inferências, e o domínio-alvo, o local de acordo com o qual as inferências serão aplicadas. Por exemplo, na
me-5 Id., 2002
táfora DISCUSSÃO É GUERRA, somos capazes de compreendê-la, porque temos um conhecimento já sistematicamente organizado, sobre o domínio conceitual GUERRA, no qual nos apoiamos para compreender o domínio conceitual DISCUSSÃO. Portanto, a metáfora conceitual é chamada dessa forma por conceituar algo que, nesse caso específico, é a discussão. Os autores representam as metáforas conceituais por meio de um mapeamento estrutura-do sistematicamente, destacanestrutura-do-as, em letra maiúscula: DOMÍNIO-ALVO É DOMÍNIO-FONTE. Assim, teremos:
GUERRA DiSCUSSÃO
DOMiNiO-FONTE DOMÍNiO-ALVO
Porém, devemos destacar que mesmo com a afirmação de que a me-táfora é onipresente na vida das pessoas não apenas em sua linguagem, mas no pensamento e nas ações, o que verificamos nos estudos propostos sobre a metáfora é que há um grande número de pesquisas que se voltam para as me-táforas conceituais produzidas pelo modo verbal, deixando os outros modos à margem. Acreditamos que uma teoria da metáfora não pode basear-se apenas nas manifestações verbais, isso poderia resultar em uma visão parcial do que a constitui, ainda mais nos contextos atuais, nos quais, a partir dos estudos de Kress e Van Leeuwen (1996)7, a dimensão multimodal dos sistemas
semi-óticos tem impulsionado a interpretação dos elementos constitutivos de um texto em direção à complexidade das articulações entre verbal e o não-verbal. Diante disso, necessitamos de uma proposta que aborde as metáforas que são construídas não apenas pelo modo verbal, mas aquelas que são construídas en-tre os diferentes modos que constituem um texto multimodal. Essa proposta é encontrada nos trabalhos de Forceville sobre metáfora multimodal.
2. A proposta da metáfora multimodal
Charles Forceville (2009)8 recorre à Teoria da Metáfora Conceitual,
acima exposta, para desenvolver sua proposta de metáfora multimodal. Para
7 Id., 1996. 8 Id., 2009.
o autor a conceitualização de Lakoff e Johnson (1980)9 de que a metáfora
consiste na compreensão e experiência de um tipo de coisa em outro evita a utilização das palavras verbal e linguística, mas essa teoria, de acordo com For-ceville, reivindica a existência de metáforas conceituais detectáveis exclusiva-mente na forma verbal. Segundo o autor isso poderia nos levar a duas questões perigosas: 1) podemos ter o risco de um círculo vicioso, ou seja, a pesquisa desenvolvida pela linguística cognitiva sofre de um raciocínio circular, no qual ela inicia-se com uma análise da linguagem que infere algo sobre a mente e o corpo, os quais em retorno motivam diferentes aspectos da estrutura linguís-tica e do comportamento; 2) a concentração exclusiva ou predominante sobre as manifestações verbais da metáfora corre o risco de cegar os pesquisadores com relação aos aspectos da metáfora que ocorrem apenas em representações não-verbais e multimodais.
Diante dessa deficiência o autor nos propõe a metáfora multimodal. Fa-remos abaixo a sua apresentação e sua distinção das consideradas metáforas monomodais.
2.1 A metáfora multimodal e a metáfora monomodal
Antes de distinguirmos a metáfora monomodal da multimodal deve-mos primeiro expor o que será entendido por modo nessa teoria. De acordo com Forceville (2009)10 não é uma tarefa fácil, já que o modo é um complexo
de vários fatores. A primeira aproximação a ser feita é de considerá-lo um siste-ma de signo interpretável por causa de um processo de percepção específico. A aceitação dessa abordagem relacionaria os modos um a um aos cinco sentidos, fazendo com que tivéssemos a seguinte lista: 1) o modo pictórico ou visual, 2) o modo sonoro, 3) o modo olfativo, 4) o modo gustativo e 5) o modo tátil. No entanto o autor advoga que seria uma categorização bruta, já que, por exemplo, o modo sonoro agruparia a língua falada, música e outros sons não--verbais. Diante disso, ele propõe uma lista com nove tipos de modo: 1) signo pictórico, 2) signo escrito, 3) signo falado, 4) gestos, 5) sons, 6) música, 7) cheiro, 8) gosto e 9) toque.
9 Id., 2002. 10 Id., 2009.
Agora podemos seguir com a definição das metáforas multimodal e mo-nomodal, já que essas envolvem a utilização de um ou mais modos acima expostos. A metáfora monomodal é definida como aquela em que alvo e fonte são exclusivamente ou predominantemente processados em apenas um modo. A metáfora monomodal prototípica é a amostra verbal. Temos abaixo um exemplo de metáfora monomodal:
“A má distribuição de terra no Brasil tem razões históricas, e a luta pela reforma agrária envolve aspectos econômicos, políticos e sociais”.
A sentença acima, retirada da reportagem da revista Veja intitulada “Sem terra e sem lei”, pode ser considerada uma expressão metafórica da metáfo-ra conceitual REFORMA AGRÁRIA É GUERRA. Nessa metáfometáfo-ra tanto a fonte, GUERRA, quanto o alvo, REFORMA AGRÁRIA, são construídos a partir de um único modo, o signo escrito.
Segundo Forceville, um tipo de metáfora monomodal que tem desperta-do o interesse de alguns estudiosos é a visual. Apresentamos abaixo um exem-plo dessa metáfora:
Podemos observar na imagem da charge acima que há dois domínios em sua construção. Temos o domínio do Brasil, representado pela imagem da bandeira nacional; e o domínio do esgoto, do bueiro, representado pelo círculo que compõe a bandeira. Sabemos que os bueiros são valas por onde escoam as águas das chuvas, como também o lixo deixado nas ruas das cidades; assim, podemos inferir, a partir da imagem acima, que o Brasil é visto como
um bueiro por onde escoa uma sujeira podre, como a imagem do líquido com moscas demonstra.
Por outro lado, a metáfora multimodal é aquela em que alvo e fonte são representados exclusivamente ou predominantemente sobre diferentes modos. De acordo com Forceville (2009)11 a qualificação “exclusivamente ou
predo-minantemente” é necessária porque as metáforas não-verbais frequentemente possuem fontes e/ou alvos que são construídos sobre mais de um modo simul-taneamente. Temos abaixo alguns exemplos de metáforas multimodais.
No primeiro exemplo temos uma charge que possui como temática a política. Nela temos a imagem do congresso nacional em conjunto com a seguinte frase “Limpe os pés antes de sair”. Podemos inferir a partir do modo verbal e imagético a seguinte metáfora conceitual: A POLÍTICA BRASILEI-RA É SUJA/IMUNDA, na qual há o domínio da sujeira, do imundo, para conceitualizar o domínio da política brasileira. Assim, temos como domínio fonte, SUJA/IMUNDA, construído a partir do modo verbal e o domínio alvo, POLÍTICA, pelo modo visual, representada nesse caso pela imagem do congresso nacional. É interessante observarmos que em nosso cotidiano temos o hábito de limparmos nossos pés na entrada de casa, de um determinado estabelecimento, para não levarmos a sujeira da rua para dentro desses lugares; na charge temos o movimento contrário: é ao sair que se deve limpar os pés, já que a sujeira encontra-se dentro e não fora.
A próxima charge também constrói seu sentido a partir de uma metá-fora multimodal. Neste caso, temos a metámetá-fora FMI É UM PRESENTE DE GREGO. O domínio fonte, PRESENTE DE GREGO, é construído a partir da imagem de um cavalo, que nos remete ao cavalo de Troia; e o domínio alvo, FMI, representado pelo modo verbal. A partir dessa metáfora e do contexto social, podemos inferir que o FMI, Fundo Monetário Internacional, acabou virando um presente de grego para os trabalhadores da Grécia, já que, com a crise financeira de 2008, o governo grego precisou ser socorrido pelo FMI e com o socorro financeiro veio a necessidade do arrocho salarial e cortes brutais nos gastos públicos.
Passemos agora para a análise de duas propagandas. Na primeira temos a imagem de uma moto com a seguinte frase: “Honda, paixão tão grande como o futebol”. Nessa propaganda temos a criação de dois domínios: o domínio do futebol e o domínio do produto, nesse caso, a moto Honda. Cada domínio é construído, como nos exemplos acima, a partir de modos diferentes: o domí-nio fonte, futebol, pelo modo verbal, e o domídomí-nio alvo, a moto Honda, pelo visual. Assim, constrói-se o sentido de que a paixão pela moto Honda é tão grande quanto pelo futebol, que é considerado a paixão nacional.
Outro exemplo de metáfora multimodal pode ser verificado na propagan-da abaixo. Nela temos o verbal com os dizeres “Músculos de aço mesmo” e a imagem do produto. Nesse caso há a utilização de dois domínios: o domínio da pessoa (de um ser animado), representado pela palavra músculo, e o domínio do produto, representado pela imagem do carro. Nesse caso, temos a personi-ficação do produto, atribuindo a ele característica de seres animados. Assim, o produto, nesse caso o carro, é resistente, forte, já que possui músculos de aço.
Conclusão
A partir dos exemplos acima procurou-se demonstrar, mesmo que de forma sucinta, como que os diferentes modos, presentes em um texto, podem atuar na construção das metáforas multimodais e, consequentemente, no sen-tido do texto. Focalizamos nossa atenção nas metáforas multimodais constru-ídas a partir de domínios que tinham como fonte ou alvo o modo verbal ou imagético. A partir de nosso estudo, foi possível observarmos que a metáfora não se materializa apenas pelo plano verbal, mas entre o verbal e o imagético, ou seja, que a metáfora pode ser codificada a partir dos diferentes modos que compõem um determinado discurso multimodal.
Acreditamos que a proposta da metáfora multimodal, como abordada por Forceville (2009), seja um caminho acadêmico promissor de como anali-sar outros aspectos do discurso multimodal, já que, como Kress (2000)12
ad-voga, é impossível compreendermos os textos, até mesmo suas partes linguísti-cas, sem ter uma ideia clara de como esses e outros elementos contribuem para o seu significado. Dessa forma, a metáfora multimodal pode ser considerada uma forma de se analisar o texto multimodal, já que a partir dela podemos observar que a imagem não apenas completa o verbal, mas ela está conectada ao verbal na construção do sentido.
Gostaríamos de ressaltar que ainda é necessária uma investigação mais aprofundada sobre a codificação das metáforas não apenas em outros níveis semióticos, como na imagem e nos gestos; mas também a codificação que possa ser feita entre esses diferentes níveis, como ocorreu nos exemplos acima. Assim, a metáfora multimodal é apenas o início dessa caminhada.
12 KRESS, Gunther. “Multimodality: challenges to thinking about language”. Disponível em:
THE VERBAL AND THE iMAGETiC iN CONSTRUCTiON
OF MULTiMODAL METAPHOR
ABSTRACT
This article has the purpose of demonstrating way in which different modes in this case the verbal and ima-gery, working in the construction of so-called multimo-dal metaphor and, consequently, the meaning of the text. As a result was observed that the metaphor as cog-nitive conceptual process, materialized not only in the verbal level, but between the verbal and imagery in the construction of meaning
KEYWORDS: Metaphor; multimodality; multimodal metaphor.
Recebido em: 25/09/11 Aprovado em: 26/05/12