COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Expectativas
Inflação
Desempenho mais fraco do real
Fonte: Focus BCB
Fonte:Focus BCB
Informativo Assessoria Econômica 21 a 28 de dezembro de 2018 | www.abbc.org.br
Fonte: Ambima
Em relação à versão anterior, o Boletim Focus não trouxe alterações significativas nas projeções inflacionárias. Em dezembro, a mediana das expetativas para a variação do IPCA permaneceu em 0,10% e para janeiro caiu 0,01 p.p. para 0,37%. A mediana de fechamento de 2018 ficou estável em 3,69%, enquanto que para 2019 caiu 0,02 p.p. para 4,01%. Por sua vez, a inflação esperada para os próximos 12 meses apresentou alta de 0,04 p.p. para 3,87%. A mediana das projeções para o crescimento do PIB em 2018 manteve-se em 1,30% e para 2019 subiu 0,02 p.p. para 2,55%. A taxa Selic meta esperada para o final de 2019 caiu 0,12 p.p. para 7,13% a.a., enquanto que a previsão do dólar para mesmo A semana foi marcada pelo tom de cautela com os possíveis desdobramentos das questões políticas nos EUA, envolvendo temas como o próximo orçamento e as críticas ao processo de normalização monetária. Com isso, o retorno das T-notes de dez anos recuou na semana 0,07 p.p. para 2,72% a.a. e o dólar fechou cotado a R$ 3,88. Apesar do fortalecimento do dólar em 2018 ter sido um fenômeno internacional, o real acumulou uma depreciação de 16,8%, o significou um desempenho inferior ao do índice das moedas emergentes (-10,61%). A taxa real de juros ex-ante, caiu 0,36 p.p. no ano, encerrando em 2,49% a.a.. Com uma deflação de 1,08% em dezembro, o IGP-M acumulou uma variação de 7,54% em 2018. A Pnad contínua, com o trimestre findo em novembro, apontou a diminuição da taxa de desemprego de 1,31 p.p. na margem para 11,58% da força de trabalho. Vale destacar a redução de 256 mil postos de trabalhos formais no ano. Por fim, o déficit primário acumulado em 12 meses foi de 1,45% do PIB, em novembro. IPCA (%) Mediana - agregado 28/12/2018 Há 1 semanaHá 4 semanas dez/18 0,10 0,10 0,16 jan/19 0,37 0,38 0,40 2018 3,69 3,69 3,89 2019 4,01 4,03 4,11 1,32% 1,30% 1,30% 2,53% 2,53% 2,55% 30/11/2018 20/12/2018 28/12/2018
PIB - Mediana das projeções
Variação anual 2018 2019 3,87% 3,4% 3,6% 3,8% 4,0% 4,2% 4,4% 4,6% ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18
IPCA
Próximos 12 mesesCOMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Taxa de Juros
Fonte: B3 Fonte: B3
Fonte: Ambima
A taxa do swap DI prefixado de 360 dias teve uma queda de 0,03 p.p. na semana, fechando em 6,46% a.a.. Com o aumento da inflação esperada para os próximos 12 meses, a taxa real de juros ex-ante caiu 0,05 p.p. na semana, encerrando em 2,49% a.a.. No ano, a taxa real de juros ex-ante acumulou uma retração de 0,36 p.p.. O diferencial entre as taxas de juros de um e cinco anos ficou em 2,44 p.p., com uma redução de 0,02 p.p. na semana.
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6,46% 6,2% 6,7% 7,2% 7,7% 8,2% ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 no v/1 8 d e z/18 a.a.
Swaps DI pré - 360
2,49% 2,0% 2,5% 3,0% 3,5% 4,0% 4,5% ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18 a.a.Taxa real de juros
Ex- ante 2,44 2,10 2,40 2,70 3,00 3,30 3,60 3,90 ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/1 8 o u t/18 n o v/18 d e z/18Spread da taxa de juros
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: Bloomberg
Câmbio
Fonte: Bloomberg
Fonte: J.P. Morgan
O real apresentou depreciações de 0,84% na semana e de 16,76% em 12 meses, com o dólar encerrando cotado a R$ 3,88. No ano, dentre as moedas destacadas no quadro, o desempenho do real só superou o do peso argentino e da lira turca. O índice que mede as moedas emergentes em relação ao dólar acumulou queda de 10,61% em 12 meses, fechando em 62,24 pts.. Com uma alta de 4,64% em 2018, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa norte–americana em relação às moedas de países desenvolvidos, fechou em 96,40 pts.. Em dezembro, o Banco Central ofertou US$ 12,25 bilhões em leilões de linha. Com isso, o saldo das reservas reduziu-se temporariamente para US$ 364,65 bilhões. Adicionalmente, os contratos de swaps cambiais com vencimento em janeiro foram renovados integralmente, da mesma forma a autoridade se comprometeu com os que vencem em fevereiro. *Cesta de Moedas:
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3,88 3,50 3,60 3,70 3,80 3,90 4,00 4,10 4,20 4,30 ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18
Real/US$
Cotação do US$ 28/12/2018 Semana Mês 12 meses Real 3,88 0,8% 0,2% 16,8% Euro 0,87 0,0% -1,1% 4,0% Libra esterlina 0,79 -0,3% 0,4% 5,5% Renminbi 6,88 -0,1% -1,2% 4,9% Peso mexicano 19,66 -1,2% -3,5% -0,2% Lira turca 5,27 0,2% 1,1% 38,0% Peso argentino 37,67 -1,0% -0,2% 104,3% Moeda Variação 62,24 60 61 62 63 64 65 66 ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18Índice Emergentes*
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: Bloomberg Fonte: Bloomberg
Fonte: Blommberg
Aversão ao Risco
Na ausência de divulgação de indicadores mais importantes, os mercados seguiram em ritmo de cautela, acompanhando os desdobramentos da paralisação dos serviços públicos nos EUA e as críticas do presidente Trump quanto à atuação do Fed. O risco soberano brasileiro, medido pelo CDS de cinco anos, fechou em 211 pts., o que representou uma alta de 48 pts. em 2018. Com uma queda semanal de 0,07 p.p., os retornos das T-notes de dez anos ficaram em 2,72% a.a., de modo que a diferença entre as taxas de dez e dois anos reduziu-se para 0,20 p.p.. Por fim, a cotação do Petróleo tipo Brent fechou em US$ 52,20, o que representou uma contração na semana de 3,01%. Pesaram para isso, por um lado, a ligeira redução do estoque nos EUA e, por outro, os temores quanto ao enfraquecimento da demanda global.
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48 8 9 67 14 50 26 -12 Brasil França Espanha África do Sul Chile México Rússia Turquia
Variação no ano
CDS de 5 anos 2,72 2,6 2,7 2,8 2,9 3,0 3,1 3,2 3,3 ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18T-Note 10 anos
(%) 52,20 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 ju n /18 ju l/18 ag o /18 se t/18 o u t/18 n o v/18 d e z/18Petróleo
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: FGV Fonte: FGV
Fonte: FGV
Em dezembro, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) caiu 1,08%, ante uma deflação de 0,49% no mês anterior. O resultado é decorrente da retração de 1,67% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA). Os demais sub índices apresentaram elevações. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) desacelerou de 0,09% em novembro para 0,04% e o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) saiu de uma alta de 0,26% para 0,13% em dezembro. Na
abertura do IPA, os grupos de bens
intermediários e matérias primas brutas exibiram fortes contrações no mês, respectivamente, de 2,66% e 2,45%. Por sua vez, os bens finais apresentaram leve alta de 0,07%.
Considerando-se a evolução em 12 meses, o IGP-M
desacelerou para 7,54%, após registrar deflação de 0,52% em 2017. O movimento reflete o crescimento de 9,43% do IPA, índice mais sensível à taxa cambial. No ano, o IPC cresceu 4,12% e o INCC, 3,97%.
IGP-M – dez/18
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-1,67% 0,04% 0,13% -1,08% -0,81% 0,09% 0,26% -0,49% IPA IPC INCC IGP-M
Variação mensal
Por grupo nov/18 dez/18 -0,81% -0,84% -0,55% -1,10% -1,67% 0,07% -2,66% -2,45% IPA - EP BENS FINAIS BENS INTERMEDIÁRIOS MATÉRIAS PRIMAS BRUTASAbertura IPA
Variação mensal dez/18 nov/18 7,54% -2% 0% 2% 4% 6% 8% 10% 12% 14% 16% d e z/15 ju n /16 d e z/16 ju n /17 d e z/17 ju n /18 d e z/18Evolução anual
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: IBGE Fonte: IBGE
Fonte: IBGE
A Pnad contínua do trimestre findo em novembro apontou a queda de 1,31 p.p., na margem, da taxa de desocupação para 11,58% das pessoas na força de trabalho, totalizando 12,21 milhões de pessoas desempregadas. O total ocupado ficou em 93,19 milhões, o que representou elevações de 0,31% no mês e de 1,35% a.a.. Considerando a evolução anual por categoria, observa-se que a melhora do mercado de trabalho está baseada na geração de empregos sem carteira ou por trabalho por conta própria, com acréscimos de 521 mil e 772 mil postos, respectivamente, nos últimos 12 meses encerrados em nov/18. Em 2017, foram observados os aumentos de 718 mil e 1101 mil, na ordem. Vale registrar a perda de 256 mil empregos com carteira assinada em 2018 após a diminuição de 857 mil no ano anterior. Por fim, o rendimento habitual real dos trabalhadores com carteira assinada fechou com uma queda de 1,48% a.a., alcançando R$ 2.133,00 enquanto que os sem carteira exibem alta de 4,88% a.a., fechando em R$ 1.353,00.
PNAD Contínua – nov/18
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11,58% 6% 7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% n o v/14 m ar/15 jul/15 n o v/15 m ar/16 jul/16 n o v/16 m ar/17 jul/17 n o v/17 m ar/18 jul/18 n o v/18
Desocupação
Trimestre móvel -857 718 250 243 1.101 -256 521 -65 75 772 Co m Car te ira Se m Ca rt ei ra Do mé sti co Emp re gad o r Co n ta-p ró p ri aVariação anual
Por categoria - em mil pessoas
set-nov/17 set-nov/18 -1,48% 4,88% -6% -4% -2% 0% 2% 4% 6% 8% 10% n o v/16 mar/17 ju l/17 n o v/17 mar/18 ju l/18 n o v/18
Rendimento Habitual Real
Com carteira Sem carteira
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: BCB Fonte: BCB
Fonte: BCB
Em novembro, o setor público registrou um déficit primário de R$ 15,60 bilhões contra um superávit de R$ 7,80 bilhões no mês anterior. Em 12 meses, o saldo é deficitário em R$ 99,45 bilhões, montante bem abaixo da meta oficial do governo para 2018 (R$ 159,0 bilhões). Em relação ao PIB, o déficit primário acumulado em 12 meses subiu 0,21 p.p. na margem para 1,45%, contra 2,28% no mesmo período de 2017. Os juros nominais acumulados em 12 meses encerraram em 5,64% do PIB ante 6,15% em nov/17. Apesar da desaceleração em novembro, a variação anual da receita total acumulada em 12 meses segue em patamar superior ao da despesa total acumulada, fechando em 9,64% a.a. e 4,94% a.a., respectivamente. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP), em relação ao PÌB, caiu 0,28 p.p. no mês para 53,32% enquanto que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) subiu 0,32 p.p. na margem para 77,30%. Em 12 meses, acumulam crescimentos de 2,28 p.p. e 3,01 p.p., na ordem.
Fiscal – nov/18
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1,45% -3% -2% -1% 0% 1% 2% 3% 4% n o v/12
mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 nov/17 mai/18 nov/18
Déficit primário
Acumulado em 12 meses 9,64% 4,94% 0% 5% 10% 15% 20% n o v/12mai/13 nov/13 mai/14 nov/14 mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 nov/17 mai/18 nov/18
Evolução anual
Acumulado em 12 meses Receita total Despesa total 53,32% 77,30% 28% 38% 48% 58% 68% 78% 88% n o v/12 mai/13 nov/13 mai /14 n o v/14mai/15 nov/15 mai/16 nov/16 mai/17 ov/17n mai/18 nov/18
Evolução da dívida
Em relação ao PIB
DLSP DBGG
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: Tesouro Nacional Fonte: Tesouro Nacional
Fonte: Tesouro Nacional
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), fora do Banco Central, alcançou
R$ 3.679 bilhões em novembro, o que
representou altas de 1,59% na margem e de 9,13% a.a.. Acompanhando as diminuições dos prêmios no mercado de juros, assim como da inflação, o custo médio da DPMFi acumulada em 12 meses recuou 0,14 p.p. no mês e 0,90 p.p. em relação a nov/17, encerrando em 9,60% a.a.. Na direção oposta, o prazo médio de DPMFi subiu para 4,12 anos.
Finalizando, a composição da DPMFi apresentou pouca alteração em relação ao mês passado, com os títulos prefixados mantendo-se como os mais representativos (33,88%), seguido pelos indexados à taxa Selic (29,45%), pelos índices de preços (28,83%) e os referenciados no câmbio (7,65%).
Dívida Pública Federal – nov/18
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2,3 2,5 2,7 2,9 3,1 3,3 3,5 3,7 n o v/15 fev/16 mai/16 ago /16 n o v/16 fev/17 mai/17 ago /17 n o v/17 fe v/18 mai/18 ago /18 n o v/18
Dívida Mobiliária Federal Interna
Fora do Banco Central - R$ trilhões
33,88% 28,83% 7,65% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% n o v/15 fev/16 mai/16 ago /16 n o v/16 fev/17 mai/17 ago /17 n o v/17 fev/18 mai/18 ago /18 n o v/18
Composição da DPMFi
Prefixado Selic Preços Câmbio 9,60% 7% 8% 9% 10% 11% 12% 13% 14% 15% no v/1 5 fev/16 mai/16 ago /16 no v/1 6 fev/17 mai/17 ago /17 no v/1 7 fev/18 mai/18 ago /18 no v/1 8Custo médio da DPMFi
COMPORTAMENTO SEMANAL DE MERCADO
Fonte: FGV Fonte: FGV
Fonte: FGV
Em dezembro, houve ganho de confiança nas sondagens elaboradas pela FGV. Nas séries com ajuste sazonal, o índice do Setor de Serviços cresceu 1,3 pts. na margem, para 94,7 pts.. A abertura apontou alta de 2,0 pts. nas Expectativas Futuras (EF) e de somente 0,5 pt. na Situação Atual (SA). Por sua vez, o índice da indústria de transformação subiu 1,8 pts. ante novembro, para 96,0 pts.. O resultado ficou 0,9 pts. acima da prévia divulgada há uma semana. Em movimento distinto, a indústria elevou-se 1,8 pts. no SA e caiu 0,7 pt. nas EF. Apesar da melhora recente, os índices acumulam perdas no ano, ratificando o cenário de incertezas quanto à retomada da atividade econômica doméstica. Em 2018, o índice da indústria recuou 4,6 pts., situando-se abaixo da média histórica (98,6 pts.). O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) da indústria caiu 1,6 pts. em dezembro para 75,7 pontos (-0,2 pts. no ano), enquanto no setor de serviços, o NUCI cresceu 0,4 pts. na margem, mas recuou 0,6 pts.
Sondagens FGV – dez/18
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75,7 82,5 72 74 76 78 80 82 84 d e z/16 mar/17 jun /17 se t/17 d e z/17 mar/18 jun /18 se t/1 8 d e z/18
NUCI
Ind. Transf. Serviços 96,0 93,8 94,8 80 85 90 95 100 105 d e z/16 mar/17 ju n /17 se t/17 d e z/17 m ar/18 jun/18 set/18 d e z/18Índice de confiança indústria
Situação Atual Expectativas IC 88,2 101,4 94,7 70 75 80 85 90 95 100 105 de z/16 mar/17 ju n /17 se t/17 de z/17 mar/18 ju n /18 se t/18 de z/18
Índice de confiança serviços
Situação Atual Expectativas IC