Capa e desenhos do arquiteto
Hugo
Ribeiro
Exemplar
flo
8
13
1967*
Impresso no BrasilN
N
N
DO
MESMO
AUTOR
Cr
asoE
i-ementarIniciando a matemática moderna
—
nivel 1.Curso
de Admissão:Matemática.
Curso
Ginasial;Matemática
-
primeira série ginasialMatemática
-
segunda série ginasial.Matemática
-
terceira série ginasial.Matemática
-
quarta série ginasial.Cursos
Clássico e Científico:Matemática - primeiro ano.
Matemática
-
terceiro ano.Curso Comercial
Básico: (esgotados) :Aritmética prática, para o primeiro ano.
Matemática, para o segundo ano. Álgebra Elementar, para o terceiro ano.
Exame
deMadureza
:Guia de Matemática, para os exames do Artigo 91.
Curso
Vestibular:(Em colaboração com o Prof. Victalino Alves)
Matemática. Questões de Concurso nas Escolas Superiores.
EDIÇÕES
DA
COMPANHIA
EDITORA NACIONAL
Rua
dos Gusmões,639 - São Paulo 2,S
P
Curso
Normal
:(Em oolaboração com oa Prots. Francisco Junqueira e
Dacobso Netto)
Matemática. 1.° ano dos Cursos Normais (GB)
í
N
D
IC
E
G
E
R
A
Iíndice dos Exercícios Introdução
PRIMEIRA
PARTE
ÁLGEBRA
Unidade
I: Análisecombinatória
simplesDefinições 15 Inversão. Classede
uma
per-.„
mutação
20Arranjos simples lo
Permutações
com
objetosre-Permutações
com
objetos dis- petidos . . . 22^in(;OS 20 Combinações
simples 23
Unidade
II:Binômio
deNewton
Produto de binômios distin- Propriedades do Binômio de
tos 31
Newton
34„0 Triângulo de Pascal 37
Binômio de
Newton
•Soma
das potênciasseme-Têrmo
geral. 33 lhantes 37Unidade
III:Determinantes.
Sistemas
linearesDefinições 41 Cálculo do determinante de 2. a ordem 43 Cálculo do determinante de 3. a ordem 44 . Propriedades fundamentais. . 44
Determinante menor.
Adjun-to 46
Desenvolvimento 47
Conseqüêneias do teorema de
Laplace 50
Cálculo de
um
determinante 56 Regra prática de Chió 57Sistemas lineares 60
Teorema
deCramer
61Regra de
Cramer
62SEGUNDA PARTE
TRIGONOMETRIA
Unidade
IV: Vetores.Funções
circulares diretasVetores 77
Projeções ortogonais 81
Arcos e ângulos 83
Funções circulares diretas... 89
Relações entre as funções cir-culares de
um
mesmo
arco. 101Cálculodaslinhasdosarcos
—
111 nUnidade
V: Arcos deextremidades
associadas. AplicaçõesArcos côngruos 115
Arcos associados 115
Relações entre as funções dos
arcos associados 117
Redução
ao primeiroqua-drante 119
Arcos negativos 120
Arcos que correspondem a
uma
linha dada 121 Funções circulares inversas.. 121Unidade
VI:Operações
com
arcosMedida
algébrica deum
vetor 129Adição de arcos 130
Subtração de arcos 132
Multiplicação 134
Fórmulas
em
função datan-gente da metade 137
Divisão de arcos 139
Unidade
VII: Cálculo por logaritmos Transformações de somas ediferenças
em
produtos... 147Tábuas
de logaritmos. . .. 151Cálculo de expressões por
logaritmos 156
Unidade
VIII:Equações
trigonométricasDefinição 159
Equações
com
uma
funçãodo arco incógnito 159Equações
com
mais deuma
função do arco incógnito.. 160
Método
da tangente dame-tade 163
Unidade
IX: Resoluçõo de triângulosRelações entre os elementos Relações entre os elementos de
um
triângulo retângulo 167 deum
triânguloobliquân-Casos clássicos de resolução Casos
clássicos de triângulos
de triângulos retângulos. . 169 obliquângulos 170
r
ÍNDICE DOS
EXERCÍCIOS
Pâg.
1. Análise combinatória simples 28
2. Binômio de
Newton
383. Determinantes 5g
4. Sistemas lineares 72
5. Generalização da noção de arco 88
6. Variação das funções circulares 99
7. Relações entre as linhas do
mesmo
arco 1098. Arcos forma x/n. 112
9. Arcos associados 125
10. Redução ao primeiro quadrante 125
11. Funções circulares inversas 126
12. Operações
com
arcos140
13. Transformações
em
produto 15614. Uso das tábuas de logaritmos das funções circulares 156
15. Cálculo de expressões por logaritmos 157
16. Equações trigonométricas 164
17. Triângulos retângulos e obliquângulos 184
18. Problemas de geometria 185
c
rS
a
o
f
)c
o
O
Q
O
o
o
c
o
o
o
o
(
J
(J
(J
V-Cl
o
c
c
V
c*
NOTA
A
10.“
EDIÇÃO
1
Na
presente EDIÇÃO
conservamos
a tábuade
loga-ritmos a4
decimais,que julgamos
garantiruma
co-bertura
total atodas
necessidades
do
aprendizado
nos
Cursos
de
Ensino
de
Grau
Médio
(2.° Ciclo), inclusiveem
relação às exigênciasdos
Concursos
dé
Habilitação
aosCursos
Universitários.A
par
disso representauma
inequívoca
economia
para
osestudan-tes, pois
seu
custo,em
volume
destacado,sem
o
des-bãstamento
de
páginas
obtido
com
aredução
a4
decimais, seria
maior
que
o
do
própriocompêndio.
O
número
de
exercícios foiconsideravelmente
au-mentado,
tendo
sido incluídoscom
a finalidadede
atender
não
só a classesmais
interessadasdo Curso
Colegial,como
principalmente
aoscandidatos
aexames
vestibulares,
sempre
com
o título“Questões
de
Con-curso de
Habilitação”.Devem
ser propostas,de
pre-feiencia,aos estudantes
que mostrarem maior pendor
para
a disciplina,ou
cujo
destinosejam
asEscolas
de
Grau
Superior.Estimaríamos,
com
todo
empenho,
receberdos
pre-zados
colegas suasimpressões sôbre
os resultadosobti-dos
com
êste nossocompêndio, porque estamos
certosde
que
uma
obra
didáticadeve
representara
expe-riência pessoalde
quantos
a utilizamnas
atividadesda
nobre
função
docente.„ ^ .
Ary
Quintella
Ru» GeneralArtijra«. 583/301 Leblon
—
Rio Z.C.20©
'o
©
o
o
A
T ft)
o
©
©
o
o
o
o
o
e
o
o
o
o
o
o
o
o
o
o
ü
V
Q
u
PRIMEIRA
PARTE
ÁLGEBRA
I.
Análise
Combinatória
Simples.
II.
Binômio
de
Newton.
III.
Determinantes.
ü N
ID A D
E
JANÁLISE
COMBINATÓRIA
SIMPLES
1.
Definições.
1*)
Análí
secombinatória
ê oestudo
dos
agrupamentos
que
sepodem
formar
com
oselementos de
um
conjunto
finito,
segundo
leis prefixadas.2.
“)
Agrupamento
simples
éaquele
em
que cada elemento
do
conjunto
figurauma
única
vez, isto é,em
que não
se considera
a
repetição,no
mesmo
grupo, de
um
ele-mento
do
conjunto.
Em
caso contrario, osagrupamentos
denominam-se
com
re-petiçâoou
completos.Exemplo
:
Consideremos
as três letras o, b, c,representando
osele-mentos de
um
conjunto.Formaremos
agrupamentos
simples de
duas
letras,escre-vendo:
ab, ac, bc.E
com
repetiçãoou
completos:
aa, ab, ac, bb, bc, cc. 3.
‘)
Taxa
ou
classedo
agrupamento
é onúmero
de
elementos
do
conjunto
considerados
em
cada
grupo.
No
exemplo
anterior a classeou
ataxa
é 2. 4.
a
)
Fatorial de
um
número
nêo
produto
dos
números
naturais de I
a
n que
serepresenta
pelo
símbolo
n\ou
[n.Assim:
7! -= 1.2.
3
.4
.5.6.7
=
6.040
.y
c
ç
l(i
Matematica
—
2“ Ano
Colegial2.
Agrupamentos
simples.
Os
agrupamentos
simples
são, essencialmente,de
três tipos: arranjosou
disposições simples,permutações
ecombinações
simples.a)
Arranjos
simples.
São
osagrupamentos
em
que
onúmero
deobjetosde
cadagrupo
émenor
que
o total,um
elemento
figura
uma
só vezem
cada grupo, e doisagrupa-mentos
diferem
pela naturezaou
pelaordem
dos
elementos
que
nêles figuram.Assim,
os arranjos simplesdos
trêselementos
a, b, c,com
taxa
2, serão: a6>^
bc ba, ca, cb,onde
os arranjos dispostosem
linhadiferem
pela natureza e os dispostosem
coluna diferem
pelaordem
dos elementos.
O
número
de
arranjosou
disposiçõessimples
de
n
ele-mentos
com
taxa
p
representa-sepor
um
dos
símbolos:An
A
H,rDn
ou
b)
Permutações.
i
São
agrupamentos
formados
com
todos osn
j
elementos
do
conjunto, diferindo doisagrupa-mentos
apenas
pelaordem
dos elementos.I
I
j
Exemplo
:
As permutações
dos
trêselementos
a, b, c, serão: abc, acb, bac, bca, cab, cba,1
0
número
de
permutações
de
n
elementos
representa-sej
com
osímbolo
P
m.
V
tf
São
agrupamentos
formados
com
todos osn
elementos
do
conjunto, diferindo doisagrupa-mentos
apenas
pelaordem
dos elementos.São
osagrupamentos
em
que
onúmero
deobjetosde
cadagrupo
émenor
que
o total,um
elemento
figura
uma
só vezem
cada grupo, e doisagrupa-mentos
diferem
pela naturezaou
pelaordem
dos
elementos
que
nêles figuram.Análise
combinatória simples
17
Observação. As permutações sáo
um
caso particular dos arranjosem
que a taxa é igual aonúmero
de elementos (p=
n) ; isto é :c)
Combinações
simples
.
Sao
agrupamentos
em
que
onúmero
de
elemen-tos de cada
grupo
émenor
que
o total,em
cada
grupo
um
elemento
figurauma
sú vez e doisagrupamentos
diferem
pelanatureza
de, pelomenos,
um
elemento.Exe mplo
:
As
confbinaçõessimples dos
trêselementos
a, b, c, serão: ab, ac, bc.Observa-se
que
osagrupamentos
ab
eba
não
são
consi-derados
como
combinações
distintas.O
número
de
combinações
simples
de
n
elementos
com
taxa
p
representa-sepor
um
dos símbolos:
Cl
C
u,vou
(")Observação. Se permutarmos os elementos de
um
grupamento do tipo combinações, obteremos agrupamentos do tipo arranjos.Assim cada combinação fornece tantos arranjos quantas são as permutações
da taxa; logo, podemos concluir:
Exemplo
:
Suponhamos
os quatro elementos a, ò, c, d.O
quadro das combi-nações de taxa 2 será:ab ac ad
bc bd
cd
que foi formado, colocando-se à direita de
um
elemento cadaum
dos18
Matemática
—
2.°Ano
ColegialPermutando
os elementos, o grupo ab, por exemplo, dará os dois arranjos: ab, ba e, assim, os demais.O
número
de arranjos será:6
X
2=
12 Temos, portanto:A
JX
fi.3.
Formação
dos
arranjos simples.
Teorema
fundamental. Suponhamos
n elementos
repre-sentados
pelas letras a, b, c, ... I.Os
arranjoscom
taxa 1, serão,evidentemente:
a, b, c, I.
e
teremos:
A\
=
n.Para formar
osarranjos
de
taxa
2,colocaremos,
adiante
de
cada
uma
daquelas
letras,sucessivamente,
cada
uma
das
n-
1 restantes:n
colunas
ab
ba
ca
.. . lan-1
ac
bc
cb . . . lb linhas al bl cl .. . lk.Dêsse
modo,
cada grupo
de
1fornece
n-1
grupos
de
2
enenhum
arranjo
estáomitido
nem
repetido.Podemos,
pois concluir:A
2n=
Al (n-
1)Procedendo anàlogamente,
para
passar
aos
arranjos
de
taxa
3,colocaremos adiante
de
cada grupo
de
2,sucessiva-mente,
cada
um
dos
n-2
restantes.Assim,
cada grupo
de
2
fornecerá
n-2
grupos
de
3
eteremos:
Al
=
Al
(»-
2)De modo
geral, setivermos
um
grupo
de
telementos
abc ... *I
Análise
combinatória
simples19
e
colocarmos,
à direita,cada
um
dos n-i
restantes,obteremos
n
-
igrupos de
t+
1elementos:
abc . .. ij, abc .. . ik, etc, abc
il.
Da
formação do quadro
conclui-se oteorema
fundamental:
Foi
mula
do
número
de
arranjos
simples
de
objetos
distintos.
Para
ataxa
p
=
1temos,
com
eviden-cia,
A
n=
n, e, fazendo,sucessivamente,
i=
1, 2, 3, ...p-1
no
teorema
fundamental,
obteremos
as igualdades:’*
A\
=
n
Al
=
Al
(n-
1)Al
=
Al
(n-
2)Al
=
Al
~
1 (n-
p
+
1)Multiplicando-as
membro
a
membro
e simplificando os fatores
comuns
aos doismembros
resulta afórmula:
Al
=
n{n
-1)
(n-2)
...
(n-p-f
1) (I)Exemplo
:Al
=
5
X
(5—
1) (5-
2)=
5X
4
X
3
=
60. Observações: 1.»)
O
número de arranjos de n objetoscom
taxa p é igual aopro-duto de p fatôres inteiros, consecutivos e decrescentes a partir 2.
») Se multiplicamos e dividirmos o segundo
membro
de (I) nelo20
Matemática
—
2.°Ano
Colegialque é
uma
segunda fórmula,em
têrinos de fatorial. Exemplo.A4
_
71 1X
2X
3X
4X
5X
6X
7=
3!1X2X3
3.*) Se fizermos p
—
0, na fórmula II, obteremos :Daf, a convenção : ,o ni ,
A
=
—
r=
1. n n !Al
=
1 5.Permutações
de objetos
distintos.
Fórmula.
As
permutações
podem
serconsideradas
um
caso
particulardos
arranjos
em
que
ataxa
é igualao
número
de
elementos.Assim,
o
quadro
das
permutações
forma-se
como
odos
arranjos, até se consideraro
último elemento
e afórmula
obtém-se,
fazendo
na
fórmula
I,p
=
n:
P
K=
Al
—
n\n
-
1)...
1—
n!
(III)Exemplo
:
P
4-
41-
1X
2
X
3X
4
-
24. ObsebvaçãO.A
fórmula (III) pode ser escritaFazendo n => 1, vem: Dal, a convenção: n.P.-i Pi
=
1X
P.Po
“
10
!=
1 6.Inversão.
Classe
de
uma
permutação.
Chama-se
permutação
principalde n elementos aquela
eraque
os objetos estãocolocados
na
ordem
natural.Análise
combinatória simples
21Assim,
se oselementos
são
representados
pelas letrasdo
alfabeto o, b, c, d,por exemplo,
apermutação
principal,será , ,
abca.
Do
mesmo
modo,
se oselementos
são
diferenciadospor
índices,
por
exemplo,
aj, 0.2, as, a4, apermutação
principalserá
02 fl-3 o4.
Dois
elementos
formam
uma
inversão sempre que
não
estiverem
na
ordem
natural
estabelecida
na
permutação
principal.
Assim,
na permutação de quatro
elementos
cabd
há
duas
inversões:
ca e cb.Uma
permutação
diz-sede classe
par
ou
ímpar,
segundo
seja
par
ou
ímpar
onúmero
de
suas
inversões.A
permutação
cabd
é
de
classepar
(duas
inversões: ca, cb).A
permutação
cbad
é
de
classeímpar
(três inversões: cb, ca, ba).7.
Teorema
de Bezout.
Quando
se troca a posiçãode
dois elementos, apermutação
muda
de
classe.Demonstração.
1.*)
Suponhamos que
os doiselementos
ij,na
permu-tação
dada,
sejam
consecutivos
:
ab
. .. ij ... kl (1)
Trocando
oselementos
t e j,obteremos
a
permutação
:
ah
. .. ji ... kl (
2
)Se
oselementos
i,j
estavam na
ordem
naturalna
22
Matemática
—
2.°Ano
Colegiali
li
j:
ao passar
da
(1)para
a (2) apermutação ganha ou
perde
uma
inversão
e, portanto,muda
de
classe.2.a)
Suponhamos
que
os doiselementos,
i, j,na
permu-tação
dada não
são consecutivos,havendo
entre êles hele-mentos
:
ab ... i ....
j
... kl.h
Trocando
jde
posição,sucessivamente,
com
os h prece-dentes,obteremos
apermutação.
ab
... ij ... klonde houve
h
mudanças
de
classe.Trocando
jcom
i,mais
uma
mudança,
efazendo,
finalmente, iocupar
aposição
pri-mitiva
de
jteremos novas
hmudanças
de
classe.Assim,
apermutação
ab
... j .... t ... klterá sofrido 2/i
+
1mudanças
de
classe.Como
estenúmero
éimpar,
apermutação
muda
de
classe.8.
Permutações
simples
com
objetos
repetidos.
a) Definiçãoe símbolo.
Suponhamos
um
conjuntode nelementos,sendo
a
elementos iguais a a.O
número
de permutações distintas dos n elementos representa-se pelo símbolo P“.De
um
modo
geral, o símbolo P“’ •• indica o
número
depermuta-ções distintas de
um
conjunto de n elementos, sendo a iguais a a, p iguais a 6, etc..b) Cálculo
do
número
depermutações
distintas.Considere-mos a
elementos iguais a a e dotemos osmesmos
de índices de 1 a a e passemos a considerá-los distintos.O
conjunto será:
ai, aà .. . a
a
, b, c, dFormemos, então, o quadro das permutações, de
modo
que, nascolunas, a3 permutações difiram apenas pela
ordem
dos elementoscom
índice.
O
quadro terá a disposição:ai 02 ... aa bcd Oi aa .. 02 bcd ot oj ... aa bcd bai aa ... a a cd . . 6ai aa ... aa cd ... òosoj ..
aacd
Análise
combinatória
simples23
O
número
de permutações do quadro seráP„
n!O
número
de permutações de cada coluna seráP
a=
a !Se.dispensarmos os índices, todos os agrupamentos da
mesma
coluna ficarão iguais; logo, onúmero
de permutações distintas reduzir-se-á aonúmero
de colunas e será: .p
a=
n !B <*!
Se no conjunto houvesse, ainda, ú elementos iguais a b, obteríamos, mediante raciocínio análogo:
P
“>0Q
n[ "“
ai/3l Exemplo : g ,Pq
2=
-3i 2 ,=4X5X3
=
60.9.
Cálculo
do
número
de
combinações
simples.*
Temos
a propriedade
(n.° 2, c, pág. 17):
C
Pn
XP
v=
An
•• .Cn
=
-0-* VConsiderando
asfórmulas
(I) e (III),podemos,
então, concluir:
ou,
com
asfórmulas
(II) e (III) :0BSERVAÇÕE3:
l-a) Para p
=
1, temos:C\
=
n. E, para p=
0:C”
=
1.2.*) Considerando a fórmula (IV), observa-sequeo númerode combi-nações é dado por
uma
fraçãoem
queambos
os têrmos têmp
fatôres,24
Matemática
—
2.°Ano
Colegialnonumerador
em
ordemdecrescente apartirdenenodenominadorapartirde p. Estas frações representam-se peio símbolo ("). Daí, a fórmula das combinações escrever-se,
também
c
p n-
O-O
símbolo ('*) denomina-se coeficiente binomial ou número binomial
Exemplo
:
_
5X4X3
_
~°
51X2X3
10.
Propriedades
das
combinações
simples
ou
dos
coeficientes
binomiais.
Duas
combinações de
taxascomplementares
sãoDuas
taxasdizem-se
complementares
quando
sua
soma
é igual
ao
número
de
elementos.Exemplo
:C
7 eC
7têm
taxas
complementares
(3+
4=
7).Tese
: riv_
ri* - *O
r<—
v/nDemonstração.
De
acôrdo
com
afórmula
(V),temos
: n\
c
I=
p! (n-p
) ! n!_
n!(n—
p)I(n~n+
p)l (n-p)! p!Donde
resulta : r<P /tn-p^
n^
nExemplo
:n
c=an
0
100 Oioo 100X
99
1X
2
4.950Análise
combinatória simples
25
)
Dado
um
conjunto
de n elementos, onúmero
2.®) de
combinações de
taxap
em
que
figuram
k
elementos
determinados
(k<
p) é C*’ £Demonstração.
Destaquemos
osk
elementos
e oconjunto
ficarácom
n—k
elementos.Combinemos,
então, oselementos
restantes
com
taxa
p-k.
O
número
dessas
combinações
será:Juntando
acada
grupo
osk
elementos
destacados,
o
número
de
“grupos seráo
mesmo
anterior,porém
todos
con-terão os
k
elementos
ea
taxa
será p.Logo,
onúmero
dêssesúltimos
agrupamentos
será,também,
riP ~k - k
Exemplo
:
Dados
oselementos
a, b, c, d, e,o
número
de
combinações
com
taxa
4em
que
figuram
o, b, será :-2 sy2 syl Q
O
5 - 2—
—
03
=
O
Dado
um
conjunto de
n
elementos, onúmero
3.*) de
combinações
de
taxap
em
que não
figuram
k
dêsseselementos
é _.Demonstração.
Destaquemos
osk
elementos
eformaremos
um
conjunto
com
n—k
elementos.Combinando
êstes objetos restantescom
taxa
p,o
número
de
grupos
será26
Matemática
—
2.°Ano
Colegial Análisecombinatória
simples27
Exemplo
:
Dados
oselementos
a, b, c, d, e, onúmero
de
combinações
com
taxa
2em
que
não
figuram
a e b será :CÍ-2
=
cl
=
cl
=
3
11.
Relação de
Stifel.Seja
um
conjunto de
n elementos
e a,
um
dêsseselementos.
O
número
de
combinações
com
taxa
p pode
serdecom-posto
em
4doisgrupos:
1.
°)
combinações
eraque
figura oelemento a;
2.°)
combinações
em
que
não
figurao
elemento
a.De
acordo
com
asduas
últimas
propriedades,
no
pri-meiro
grupo
onúmero
de
combinações
será:
c*-\
n- 1 eno segundo
Cl
-iComo
a
soma
dá
tôdas
ascombinações
dos
n
elementos
com
taxa
p,teremos
: Arranjos
Al =
n(n-l) ... (n-p+
1) AP « 1 " (n-p) I PermutaçõesP»
=
1.2. 3 ...»
=
«!p
a’& __ n^ n a! fi ! CombinaçõesnP
_
n(n-1) .. . (n-p+
1)c
v n ' " 1.2 p ~n (n-p) !p!13.
Problemas.
Em
primeiro
lugar é necessário fixarqual
o tipode
grupamento do
problema.
Para
istocomparare-mos
onúmero
p
(objetosde
cada
grupo)
com
n
(totalde
obje-tos).E
teremos
:
1.
°)
p
=
to.grupamentos do
tipopermutações.
2.
°)
p
jén
-
podem
ser arranjosou
combinações.Formamos
então
um
grupo
(ab
) einvertemos a
ordem
dos elementos
(ba):a)
Se
os doisgrupos
forem
distintos-
arranjos
b)Se
os doisgrupos
forem
idênticos-
combinações.
Exemplo
:
O
diretórioacadémico
deuma
Faculdade
tem
cinco
membros.
Quantas
comissões distintas de doismembros
poderemos
jormar?
Cl
- 1+
Cl
-1
=
Cl
Esta
relação êconhecida
por
relação de Stijel epode
ser
também
escrita :C!) +
O
=
0-12.
Resumo.
As
fórmulas
de
análisecombinatória
simples
podem
serreunidas
no
quadro:
Resolução.
1.
*)
0
número
de
elementos de
um
grupo
émenor
que
o
total-
fica excluidoo
tipopermutações.
2.
°)
Consideremos
a
comissão
: Presidente, Vice-presidente.
Invertendo
aordem
: Vice-presidente, presidente,
a
comis-são
é amesma
; logo, osgrupamentos
são
do
tipocombi-nações.
0
número
de comissões
será,portanto
:Cl
=
5X
4
1
X
2
28
Matemática
—
2.°Ano
Col
egialObservação.
Há
problemas cujo enunciado contémuma
exigênciaa ser cumprida e que
devem
ser tratados atendendo-se a estaparticulari-dade. Exemplo
:
A
diretoria deuma
sociedade tem dez membros. Quantas comissões de quatro membros podem ser formadas, figurando sempre o presidentee o vice-presidenteT Resolução.
Os grupamentos
sãodo
tipocombinações
em
que figuram
sempre
doiselementos.
O
número
de
comissões
será, então,de
acôrdo
com
a
2*
propriedade
:
Cw-
2=
Cl
=
”4
"
28 comissões
-Resp.
:
210, 120, 4845, (n-2) (n-1) n, 1, 302400.
7.
De
quantosmodos
diferentes sepodem
dispor as letras da palavra venturat Resp.:
5.040.
8 Quantos números de cinco algarismos
podemos
formarcom
osalga-rismos ímpares 1, 3, 5, 7, 9?
Em
quantos dêles os algarismos 1 e3 ficam juntos?
Em
quantos aparece o grupo 79? Resp.:
120, 48, 24.
9
O
número de combinações dem
objetoscom
taxa 2 é 15. Calcularm
Resp.:
6
10
O
número
de arranjosdem
objetos 3 a 3é 42m. Calcular m. Resp.:
8
11 Calcularm, sabendo-se que onúmerode combinações de
m
+
2 objetos5 a 5 é igual a
—
de m. Resp.:
6 12
Quantas comissões diferentes de três
membros
poderemos formarcom
os cinco diretores deuma
Sociedade?Em
quantas comissões não figura o presidente?Em
quantas figuram juntos o presidente e o vice-presidente? Resp.:
10, 4, 3.
13. Quantas diagonais tem o icoságono? Resp.:
C
20-20
=
170 14. Quantas diagonais temum
polígono convexo de 30 lados? Resp 405»,
í
Análise
combinatório simples
29
15.
Quantas diagonais
tem
o dodecaedro regular?Resp.:
C\
Q- 30- 12{C\-5)
=
100.IG Quantas diagonais
tem
o octaedro regular?E
o icosaedro regular?Resp.
:
3 e 3G.
17. Quantos números diferentes
podem
ser formadoscom
os algarismos1, 2, 3, 4, 5, 6, ocupando os algarismos pares os lugares pares? Resp.
:
36.
18. Obtidos todos os números
com
as permutações dos algarismos 1, 2, 3, 5, 7 e 9, quantoscomeçam
pelo algarismo 1 ? Resp.:
120. 19. Obtidos todos os números
com
as permutações dos algarismos 1, 2, 3,5, 7 e 9 e escritos
em
ordem de grandeza crescente, que lugar de ordem ocupará onúmero
537 129? Resp.: 421. 20. Achar n na equação:
A
=
24.C%
_ 2 Resp. : 4 ou 9.21. Quantas permutações distintas das letras da palavra
mínima
sãopossíveis? Resp.
:
180.
22. Quantos números diferentes obteremos permutando os algarismos
do
número 355.113? Resp.: 90.
23.
Numa
assembléia de 40 cientistas, 8 são físicos. Quantas comissões de 5membros podem
ser formadas incluindo nomínimo
um
físico? Resp-;sfUi
~sUtI
ou 456 63224.
Em
uma
reuniãode sete pessoas há nove cadeiras.De
quantosmodos
se
podem
sentar as pessoas? (E.T.E.) Resp.: 181.440.25.
De
quantos modospodemos
disporm
mulheres e k homens,em
fila, demodo
que tanto os homenscomo
as mulheres, entre si, fiquemem
ordem de altura? (E.N.E. - 1945) Resp.:
C”
h26. Dados 20 pontos do espaço, dos quais não existem 4 complanares, quantos planos ficam definidos? Resp.: 1.140.
27 Ordenando de
modo
crescente as permutações dos algarismos 2, 5,6, 7, 8, qual o lugar que ocupará a permutação 6 8 2 7
5?
Resp. : 68. 28. Verificar a igualdade:
A
^=
A
v+
p.A
v ~ [ n -f-i n r n 29. Calcular n e pno sistema:C
v n=
78 eA
n p=
156. Resp. : 13 e2. 30. São dados 15 pontos no espaço, sendo 7 complanares. Quantos sãoos planos definidos pelos 15 pontos? Resp.
:
421.
QUESTÕES
DE
CONCURSO DE
HABILITAÇÃO
31.
Das
permutações de 5 objetos são de classeímpar permutações (E.N.E. - 1958).50
Matemática
—
2.°Ano
Colegial33. Calcule o
número
de combinações simples das letras a, b, c, d, e,to-madas
4 a 4, nas quais as letras b e c figuram sempre juntas(E.N.E. - 1958) Resp.: 3 (veja pág. 25).
34.
Com
uma
letram,uma
letra deum
certonúmero
deletras a,podemos
formar 20 permutaçõeã. Calcule onúmero
de letras a. (E. Flum.E
- 58) Resp.: 3.35.
Numa
ciasse existem 6 rapazes e 4 moças.De
quantas maneiraspodemos
reuní-losem
grupos de 6 compostos de 4 rapazes e 2moças?
(E. Arq. U.M.
Gerais - 1951) Resp.: 90.36.
Em
um
saco há 4 bolas brancas e 6 pretas, á)De
quantosmodos
poderemosextrair5 bolas,sendo 2 brancase3 pretas? b)
De
quantosmodos
poderemos retirar 5 bolas, sendo tôdas pretas? (E. T. Ex.-1946) Resp.: 120 e 6.
37. Quantos números diferentes de dez algarismos, se
podem
formarcom
os algarismos 3, 3, 3, 4, 4, 5, 6, 7, 7, 7, tendo todos êles o
mesmo
final 34475? (E. T. Ex. - 1948) Resp.: 30.
38. Sendo Cj^3
=
Cjq"3, calcule p. (E.N.E. 59) Resp.: 5.39. Calcule m, de
modo
que:m
!+
(m—
1) 1_
6(m
+
1) 1—
m
1 25Resp.: 5 (E.F.E. 60).
40. Calcule m, sabendo que :
C
L
+
Cl
+
•• •+
C
Z
l
+
<Z =
1.023(EPUC
- 60).. Resp.: 10.
41. .Quantos números existem de 7 algarismos significativos, tais que os algarismos 4 e 8 apareçam, sempre, duas e três vezes,
respectiva-mente,
em
cadanúmero?
(E.F.E.—
955) Resp.: 8.820.UNIDADE
IIBINOMIO
DE
NEWTON
produto**™*
11110
dC
bÍnômios
distintos.
Suponhamos
(x
+
a) (x+
6) (x -f c) . . . (x -f k)de
n binômips
distintos.o
Cada
têrmo do
resultado seráo produto
de
n
fatores,
tomados
um
em
cada
binômio.
Os têrmos do produto
serão portanto
:1.
°)
Escolhendo
a
letrax
em
todos
osbinômios
obteremos
o
termo
x
n,
que
é ode maior
grau
do produto
2.
°)
Escolhendo
a
letrax
em
n-1 binômios
ea
segunda
letra(a, b, c k)
no binômio
restante,obteremos
ostêrmos
do produto da forma
:ax
n~
l , ôx"-1 , cx"-1 . . .kx*~
l .Assim,
o
coeficientede
x-*
no
resultado será asoma
a
+
b+
c+
. ..
+
k
que
representaremos por
Su
3.
°)
Os têrmos
em
x"-
2serão
obtidos
escolhendo
a
letra xem
n
-
2^binômios
eduas
das
letras a, b, c . .k
nos
dois
binômios
restantes.Êste
têrmo
serápois:’
(ab -f ac -f ...
+
bc+
bd
.. .)x
n~
2que
representaremos por
S
2
x-
2,onde
S
2 ê,portanto
a
soma
dos produtos das
letras a, b, c, ... k,tomadas
duas
aduas (combinações de taxa
32
Matemática
—
2.°Ano
ColegialBinômio
de
N
ewt
o n
33
4.°)
De
um
modo
geral, 03têrmos
em
x*~
pserão
formados
tomando
a
letrax
em
n-p
binômios
ep
das
letras o, 6, ...k
nos
p binômios
restantes.Assim, o
coeficientede x
n~
v será asoma
dos produtos daquelas
letrastoma-das
p
a
p
(combinações de taxa
p
dos
n
elementos),que
representaremos por
S
v.5°)
O
último
têrmo
do
resultado é abc . . . k,que
representare-mos
por
S
n.'
Assim
podemos
escrevero
resultado :(x+a)(x+b)..
.{x+k)=x
n
+Si
xn_1+S
2xn 2
+
...+S
Px" P...+S„
(DExemplo.
Achar
o produto dos
binômios (x+1)
(x-2
)(x+3)
(x+4).
Temos
: 51=
l-
2
+
3+
4
=
6
5
2=
1.(-2)+
1.3+
1.4
+
(-2)3+
(-2).4
+
3.4
=
3.5
3-
1.(—2)3+
1.(-2) .44-1.3.4
d- (-2).3.4
-
-
26
Si
=
1. (-2). 3.4
=
-24
Logo
:(x+1)
(x-2
)(x+3)
x+4)
=
x
4+6x
3+3x
2-26
x
-
24
2.
Binômio
de
Newton.
Se,na
fórmula
(I), fizermos:o
=
b—
c=
...=
k
o
produto
dos
fatoresbinômios
toma
aforma
:(x
+
a)"Resta
achar
assomas
Si,S
2, ...S
p,do segundo
membro,
na
hipótese considerada.As
parcelasde
Si ficarãotôdas
iguaisa
a, asde
S
2 iguaisa
o
2 eassim por
diante, as parcelasde
S
p serão iguais aa
v.
O
número
de
parcelasde
Si én
(combinações das
n
letrasa, b, ... k,
tomadas
uma
a
uma)
;
o
número
de
parcelas1
í
de
*$2 seráC„
(as letras a, b. c,k foram
combinadas
duas
aduas
) eassim por
diante,em
S
vo
número
de
parcelas seráCl.
Assim,
teremos
:Si
=
Cl a;
S
2=
Cl
o
2,. . .
S
v
=
Cl
a*
Substituindo
na
fórmula
(I) :(x+o)n
=
xn+
C\ ax"-1+
C; ta 2xp—
2+
.. .+
C
p na t‘xn-p+.
. .+a”
(II)A
estafórmula
que
fornece
apotência
de
um
binômio,
dá-se o
nome
de binômio
deNewton,
embora
sejadevida
ao
matemático
italiano Tartaglia,cabendo
aNewton
sua
genera-lização,
para expoentes
não
positivosou
não
inteiros.Exemplo.
(
x
+
a)5=
x
5+
Clax
4+
CÍa
2x
3+
Cla
3x
2+
Cta^x
+
a
5=
x
5+
5ax
4+
10a
2x
3+
10a
3x
2+5
a
4x+a
5Observação.
Podemos
observar que o desenvolvimento do Binô-mio deNewton
éum
polinómiohomogêneo
de grau nem
que os.expo-entes do primeiro têrmo
diminuem
e os do segundoaumentam
deuma
unidade.
O
desenvolvimentotem
n+
1 têrmos.3.
Têrmo
geral.Chama-se
têrmo
geral aexpressão
ou
fórmula
que
permite
achar
um
têrmo
qualquer
do
desenvol-vimento,
desde
que
sejadada
sua
ordem.
Observando
afórmula
IIdo
desenvolvimento,
verifica-seque o
têrmo
com
p precedentes,
isto é,o
têrmo de
ordem
p+1,
que
representaremos
por
T
v+1, será:(III)
Exemplo.
Achar
o 5.°têrmo do desenvolvimento de
(x+2)
100
5.°têrmo
tem
4 precedentes
(p=
4) ; logo,vem
:TVi =
Cio 2
4,x10_
434
Matemática
—
2.°Ano
Colegial4.
Propriedades do
bmôtuio
de
Newton.
Primeira.
O
coeficientedo termo
que
tem p
precedentes
éCt
0
eqüidistantedo extremo
teráp
conseqüentes.
Logo,
o
número
de
seusprecedentes
será o totalde
termos,
n
+
1,menos
osconseqüentes
e êle próprio, isto é :n
+
l-p-1
=
n-p
e seu coeficiente será
Cn
P-Como C
v n eCn
~ v
são
iguaispor
terem
+axas
complemen-tares,
o
teorema
ficademonstrado.
Aplicação.
Dessa
propriedade
resulta ser suficiente calcular ostêrmos
até ametade,
sen
fôrímpar
e até ametade
por
excesso, sen
fôr par.Segunda.
Lei
de
recorrência
de
formação
dos têrmos.
De
acôrdo
com
a
fórmula
do têrmo
geral,temos
:Ti!
T’»
"
«
eseu precedente
será :nl
T.
=
Cr
1flp-
1x’-
p+1=
-7—
ttttTTTT
9 n (-ri—
11 Ifl—
Tt -1-1 1 ! (p-l)l(n—p+l)l
a
v-lx
*-i>+lDividindo
membro
amembro
:ha
.-
ax
-iT
fV
donde
: (iv
) rBinómio
de
Newton
35
i i Conclui-se apropriedade
: |Para
passarde
um
têrmo
ao seguinte multiplica-se o coeficiente peio expoentede
x e divide-se pelo expoentede
aaumentado
de
1.Em
seguida,aumenta-se
o expoente de a e diminui-se o de x deuma
unidade.Aplicações.
1.
a
)
Para
obtero
desenvolvimento de
um
binômio
pode-se
aplicar a
segunda
propriedade
até otêrmo médio
e obter os ‘seguintes pela
primeira
propriedade.Exemplo.
(73y
K ETf>V4
(x+a)
6=
x
6+
6ax
5-| g—
a
2x4+
—
-7^—a
3 x3+
15a
4x
2+
6a
5x
+
a
e 2 3 2.*)
Determinar
0têrmo
de coeficientebinomial
máximo.
De
acôrdo
com
a
fórmula
(IV),os coeficientes serão cres-centesenquanto
tivermos
:n-p
+
1P
Exemplo.
Os
têrmos de
(x+
o
)8
serão crescentes
enquanto
tivermos
:8+1
1V
<
~2~
°u
P
<
4—
•Logo,
o
têrmo
de
coeficientemáximo
corresponderá
ap
=
4
e será :Ts
=
o
4x
4=
70 a
4x
4.1 36
Matemática
-
2.°Ano
ColegialPela
fórmula
do têrmo
geral (III)temoa
:TV
i-
c.^--^)’**
2
)
12-’
-Cxl
(-1yx
2*-»’ (1)Para que
o
têrmo
sejaindependente de
x,devemos
ter :24-3p
=
0
.' .
p
=
8.Substituindo o
valorde p
em
(1),temos
otêrmo
pedido
que
seráo
nono
:To
= C
i2X
(-1)8=
495
4.“)
Determinar
omaior
têrmono
desenvolvimento de(-!)’
(Cecil Thiré-íEx. de Álgebra). Resolução.Temos
de acôrdo
com
afórmula
(IV)T
v+i=
T
vX
—
—
x
l-1X
\
=
T
vX
22
~
2P
(I)p
3
op
Assim, para passar de
um
têrmo ao
seguinte,o
multiplicador éa
fração22
-
2p
3p
Logo, os
têrmos
crescerãoenquanto
tivermos
:22
-
2p
22
0
maior
número
inteiroabaixo
de
22/5 é 4.Substituindo
p
por4
na
igualdade
(1), teremos, então,o
têrmo
máximo
:TV
i=
TVi
=
Tg
Em
virtude
da
fórmula
do
têrmo
geral,vem
:Te
=
=
C
'-io \ -s(l)‘
Binômio
de
Newton
37
5.Triângulo de
Pascal.
A. relação de Stifel : Cj/ +1=
Cf
+
C/f '1, pode ap!icar-se para
formar os coeficientes das potências sucessivas de
um
binômiocom
o dispositivo prático denominado triângulo aritmético de Pascal
Na
primeira coluna escreve-se o
número
um
e cada elemento deuma
linhade coeficientes é obtido adicionando o
número
que lhe ficaem
cimacom
o precedente : 0 1
111
212
1 313
3 1 4 1 4 6 4 1 Exemplo.Os coeficientes da quarta potência de
um
binômio são 1, 4, 6, 4, 16.
Resumo.
(x+a)(x+6)...(x+fc)=
xn+<Sixn_ -1+S
2x"-~2+
..+5
px"-*’+. •+&n
(x+a)»=
x»+C*
ax"-l+Cl
fl2 xn 2+
.+<%
ap xa~P-h. ..+a*
T,+i
=
Cl
a * x»-pT
p+
1=
T
vX
n-p+1
ax~
l VEXERCÍCIOS
Calcule os resultados, utilizando a lei de formação do produto • *1. (2+2) (*-3) (x+4) 2. (x
+
1) (x-4) (x+5) (x-1) 3. (x-2) (x+2) (x-3) (x+3), Resp. : x3+3x*-10x-24
; x 4+x
3-21x2-^+
+20;
x4—
13x3+36.4. Escreva o terceiro têrmo do produto (x+5) (x+2) (x-3) (x+6), sem
efetuá-lo. Resp.
:
13x2.
5. Escreva oquartotêrmo do produto(x-2) (x—3) (x-4) (x—5),
sem
efetuá-lo. Resp.
:
-154x.
Calcular o desenvolvimento das potências
:
38
Matemática
—
2.°Ano
Colegial 10. ( V 3+
V 2)8 11. (z ~ V 3)* 12. (z+2
V ^)3 13.(z
-—
^ Resp. : 6)z*-15z4+90z
3-270z*+405®
- 243 ; 7) 1+6x
+
12z 2+8z*
8. 81x4+
108x3+54z
2+
12x+
l ; 9)l-Sz+24z
2-32z3+
16x4 ; 10.485+
198 V~6; 11) x6~5VI
.z4+30z
3-30 V~3.z2+45z-9 VI;
12+>+6z
2 V~^+
12z?/+
8y <~y; 13) z 4-
4x2+6-4z-
2+x-
4 .14. Calcular o quinto termo de (2z-1)11 Resp.
: 42.240z7.
15. Achar o sétimo têrmo de
(z+2
V j,-)14 Resp.: 320.320 x9
y3.
16. Achar o têrmo médio de (z2-2x)* Resp.: 1.120z12
.
1
*°
17. Calcular o têrmo
em
x8 no desenvolvimento deI x2 ) Resp. : 210z8 . ' x ' í 2 \ *
18. Calcular o têrmo
em
z* no desenvolvimento de ( z -\—
) Resp. : 16z*. ' x 9
(
z2 3 \—
} 3 x / 0 20.Calcular o têrmo Independente de x na potência (z
+
•—
)
Resp.: 20. \ x /
21.
Achar n para que os coeficientes dos 2.°, 3.° e 4.° termos da potência (x+a)" fiquem
em
progressão aritmética. Resp.:n~7.
22.
Provar que a
soma
dos coeficientes de (x+a)n é 2n.23.
Achar a
soma
dos coeficientes de (x+a
)T
. Resp.: 128.
24.
Achar a
soma
dos coeficientes de (x2+
2x)10. Resp. :310.
25.
Achar a
soma
dos quadrados dos 8 primeiros números naturais.Resp.
:
204.
QUESTÕES
DE
CONCURSO
DE
HABILITAÇÃO
26. Calcule o têrmo Independente de x
em
(x\
(E.N.E. - 1958). Resp.: 153. V z y ' 27. Complete: (x+
à)m
=
2
(E.P.U.C. - Rio 1958).p m p n p
Resp.: 2
C
^
a xP~°
í
1\«
28. Calcule a
soma
dos coeficientes de f 2z+
—
1 . (E.P.U.C.-- 1958). Resp.:
2U—
.Binômio
de
N
e
wton
89
(E. N. Arq. -29'Ca
Ret
°-tê 20mO
médf0^
(Vf
"V})
' (E.P.U.C.-
Rio 1960) 30. Calcule o têrmo Independente de xem
(
-V/
zV*
(E.N. Quím. - 1952) Resp.: 455 ^ z V /
31. Determine o valor do termo independente de z no desenvolvimento (2
x
~
.
sem
efetuar o desenvolvimento. (E.N. Quím. - 1949).Resp.: 28.672.
32. Calcular direte-nent^o 7." têrmo de
(?.r
+ %
/j)'
J
(E. N. Arq.
-33. Calcule, diretamente, o têrmo de
ordem
p do desenvolvimento (x2V
, ordenado segundoas potências decrescentes dex, sendo
p o primeiro termo
em
o segundo têrmo deuma
progressão aritmé-tica, cuja soma dos k primeiros termos é 2/c2+
3k, qualquer queseja o valor de k. (E.N.E. - 1947) Resp.: 126z10
!/
3 .
34.
O
coeficfente do 98° têrmo de (z-j/) 100 é igual a(F.E.U. Rio deJaneiro - 1961). 35. Sabendo que a
soma
dos coeficientes de (a+
b)m é 256, calcule o número de permutações de w/2 elementos. (E.F.E. -58) 'Resp.: 24. 36.No
desenvolvimento de (a+
5)2°, a razão do coeficiente de certotêrmo para o seguinte é 5/16. Calcule a ordem do segundo desses dois termos. (E.F.E. - 1960) Resp.: 6o
.
37. Calcule
m
sabendo que asoma
dos coeficientes dos termos deordem
ímpar do desenvolvimento de (x
+
a)m é 128. (E.F.E.-960) Resp.: tn=
8. 38. Sendo 1 024asoma
doscoeficientes do desenvolvimento de(3z+
11®calcule rn. (E.F.E. - 1959). Resp.:
m
=
5. 39. Calcule o têrmoem
x3 no desenvolvimento(y]x
-(E. Flum. Eng. - 1959). Resp.: - 455a6
z3
.
\ 2n~hl
*
+ j)
, onde n é inteiro eposi-tivo, existirá
um
têrmo que não depende dez?
(ITA-
1959). Resp.: Não.39. Calcule o têrmo
em
x3 no desenvc40.
No
desenvolvimento de(E. Fium. Eng.
/ I \2 B+1
1
1 ) \ i I I 1 i I I « 8 1 8 I I itt IH IH !« Itl
8
!
«1 *.| K| 1UNIDADE
lilDETERMINANTES. SISTEMAS LINEARES
I
—
DETERMINANTES
1.
Defmições. Matriz.
Dados
m
n
elementos
chama-se
matriz
ao quadro formado
com
êsseselementos
dispostosem
rn linhas en
colunas.Para
indicar amatriz colocam-se
03elementos
dispostosem
linhas ecolunas
entre dois parcade
barras
verticais;assim
| oi fei ci di | 1 Ü2 b‘2 C2 dn \ ! oa fe3 C3 da !é
uma
matriz de
doze elementos
onde
as 4colunas são
indi-cadas
pelas letrasdo
alfabeto e as3
linhas,por
índicesnumé-ricos.
Matriz
quadrada.
No
caso
particularem
que
m
en
são
iguais, a disposição
denomina-se
matrizquadrada.
Exemplo
: 1 fei Cl I «2 &2 C2 'a
3 63 c3Ordem.
Chama-se
ordem
deuma
matrizquadrada
onúmero
de
linhasou
colunas.Assim, o
exemplo
anterior éuma
matriz
42
Matemática
—
2.°Ano
ColegialDiagonais.
Os
elementos
a\ b2 c3da
matriz
quadrada
formam
adiagonal
chamada
principal.
É
uma
permutação
de
primeira
classe.A
segunda
diagonal
ci b2 «3ou
a
3 62 ci édenominada
diago-nal
secundária.
E
uma
permutação
de
segunda
classe.Determinantes.
Determinante
de
uma
matriz
qua-drada
de
ordem
n, êasoma
dos
produtos
distintosdos
elemen-tos
da
matriz,
tomados
n
a
n, ede
modo
que
em
cada
produto
figureurn
único
elemento
de
cada
linha ede
cada
coluna
etendo
cada produto
o
sinal+
ou
-,segundo
a
permutação
dos indicadores das
linhasou
colunas
sejade
primeira
ou segunda
classe (pág. 20, § 6).Os
produtos
pre-cedidos
do
sinal+
chamam-se
aditivos
e osprecedidos
do
sinal
subtrativos.
Exemplos.
1.
°)
Suponhamos
amatriz de
segunda
ordem
:3l 61
02 l>2
Os
únicosprodutos nas condições
definidassão
01 62 ebi 02.
Considerando
os sinaiscorrespondentes
àspermutações,
temos
o
determinante:
CJl 62
—
blG
2-Observação.
Os
produtos que entram na formação dodetermi-nante,
podem
ser obtidos da diagonal principal, permutando as letras e fixando os índices ou, inversamente, fixando as letras e permutando os índices.O
produto dos elementos da diagonal principal chama-setênno
principal, e é sempre aditivo. 2.
°)
Seja
amatriz de
terceiraordem
:oi bi Ci
Ü2 b-2 C2
a
3 Ò3 C3Determinantes.
Sistemas
lineares43
Fixando
03 índices epermutando
as letrasda diagonal
principal
obtemos
os seisprodutos
da
definiçãofli b2 c3, c2 63, bi
a
2 c3, bi c2a
3, ci a2 63, ci b2a
3Considerando
a
classede
cada
permutação, antepomos
0 sinalcorrespondente
eobteremos
odeterminante
da
matriz,que
representaremos por
A
:A
=
a,\b2c3—
aicoba—
b\a2c3 -f- bic2a3 -j- C\a2b3—
cib2a
32.
Notação.
O
determinante
representa-se de váriosmodos:
a)
escrevendo a
própriamatriz
entreduas
barrasverti-cais.
Suponhamos
A
0 valordo
determinante
;
teremos
:ai bi
A
=
&2 &2
b)
indicando
asoma
de têrmos derivados
do
principal :A
=
2
O; l>2c)
escrevendo
otêrmo
principal entreduas
barras :A
=
| oi b2 |3.
Cálculo
dos
determinantes
de
segunda ordem.
O
cálculode
um
determinante
por
intermédio
apenas
da
definição, émuito
penoso.Todavia, para
asegunda ordem,
o
cálculo é imediato, pois sóhá
dois produtos,que
são
oscorrespondentes
aos
elementos
das
duas
diagnoais (diagonal
principal
menos
diagonal secundária).A =
j \ I !