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Moradia estudantil em edifício multifuncional no município de Palhoça/SC

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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

ALESSANDRA HEIL GUARAGNI

MORADIA ESTUDANTIL EM EDIFÍCIO MULTIFUNCIONAL NO

MUNICÍPIO DE PALHOÇA/SC

Florianópolis 2019

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MORADIA ESTUDANTIL EM EDIFÍCIO MULTIFUNCIONAL NO

MUNICÍPIO DE PALHOÇA/SC

Trabalho de Conclusão de Curso apre-sentado no curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade do Sul de Santa Ca-tarina – UNISUL, como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel.

Orientador: Silvio Hickel do Prado – M. Eng.

Florianópolis 2019

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“ Talent is good, Practice is better, Passion is best. ”

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AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus, por me abençoar durante esse ciclo tão significativo em minha vida.

Aos meus pais, Sandro e Andresa, pelo amor incondicional e apoio em todas minhas de-cisões, fazendo com que meu sonho de cursar a faculdade de Arquitetura se tornasse possível.

A toda minha família, pela compreensão nos momentos em que estive ausente enquanto me dedicava às atividades desenvolvidas ao longo do curso, principalmente minhas irmãs Amanda e Marina.

Ao Matheus, meu namorado, grande incentivador e admirador, que sempre foi muito compreensivo e colaborou com muitos momentos em minha trajetória acadêmica, mesmo que indiretamente.

Aos meus professores e mestres por terem me atribuído tanto conhecimento, em especial meu orientador Sílvio, que me deu todo o suporte necessário e me conduziu para a conclusão deste trabalho.

Aos meus colegas de classe que compartilharam diversos momentos especiais dessa tra-jetória acadêmica comigo, em especial minha melhor amiga Ana Laura, que sempre me ajudou e amparou nos momentos em que mais precisei.

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RESUMO

O presente trabalho de conclusão de curso apresenta a fundamentação e elaboração do partido arquitetônico de um edifício multifuncional com enfoque em moradia estudantil a ser implantado no município de Palhoça, SC.

O equipamento proposto visa oferecer uma oportunidade mais rentável de moradia e uma melhor qualidade de vida para os estudantes das instituições de ensino superior próximas, Unisul e IFSC, desenvolvendo o bairro Passa Vinte e fortalecendo sua conexão com o bairro Pedra Branca.

Com a intenção de alcançar esses objetivos, o trabalho se contextualiza através de pes-quisas teóricas, análise da área e compreensão de referências projetuais que se enquadram ao tema. A partir disso, são traçadas diretrizes de projeto e elaborados esquemas e croquis para o desenvolvimento da proposta de Moradia Estudantil.

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ABSTRACT

The present work of course conclusion presents the grouding and elaboration of the ar-chitecture party of a multifunctional building focusing in student residences to be implanted in the town of Palhoça, SC.

The proposed equipment aims to offer a more profitable opportunity of living and a better life quality to students from colleges near by, Unisul and IFSC, developing the Passa Vinte neigh-borhood and strengthening the connexion with the Pedra Branca neighneigh-borhood.

With the intention of achieving these goals, the work contextualizes from theoretical re-searches, area analysis and project references comprehension that fit to the theme. Based on that, the guidelines are traced and the schemes and the sketches are elaborated for the development of the Student Residences proposal.

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LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Localização dos municípios que compõem a Microrregião de Florianópolis. 22

Figura 2 – Proximidade do terreno com a BR-101 e instituições de ensino. 22

Figura 3 – Fotos do terreno e conexão com as ruas que o circundam. 23

Figura 4 – Fotos do terreno e conexão com as ruas que o circundam. 23

Figura 5 – Fotos do terreno e conexão com as ruas que o circundam. 23

Figura 6 – Implantação e identificação dos blocos em quadras. 34

Figura 7 – Cedar Apartments. 35

Figura 8 – Alder Hall. 35

Figura 9 – Elm Hall / Poblar Hall. 35

Figura 10 – West Campus Student Housing. 37

Figura 11 – West Campus Student Housing. 37

Figura 12 – West Campus Student Housing. 37

Figura 13 – Conjunto C.F. Moller. 38

Figura 14 – Esquema de transparências e linhas de visão. 38

Figura 15 – Esquema de setorização. 39

Figura 16 – Todas as salas e áreas comuns possuem varandas e visuais. 39

Figura 17 – Espaço destinado às bicicletas. 40

Figura 18 – Apartamento flexível. 40

Figura 19 – Recorte da fachada do conjunto 40

Figura 20 – Relação da paisagem com o conjunto C.F. Moller. 41

Figura 21 – Relação da paisagem com o conjunto C.F. Moller. 41

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Figura 23 – Moradia Estudantil Lucien Cornil. 42

Figura 24 – Implantação. 43

Figura 25 – Pé direito duplo. 43

Figura 26 – Estrutura em madeira. 44

Figura 27 – Estrutura em madeira. 44

Figura 28 – Ripados em madeira mesclados com painéis ondulados. 45

Figura 29 – Ripados em madeira mesclados com painéis ondulados. 45

Figura 30 – Iluminação e sombras. 45

Figura 31 – Moradia Lucien Cornil. 46

Figura 32 – Moradia Lucien Cornil. 46

Figura 33 – Moradia Lucien Cornil. 46

Figura 34 – Mapa 2003. 51 Figura 35 – Mapa 2006. 51 Figura 36 – Mapa 2009. 52 Figura 37 – Mapa 2012. 52 Figura 38 – Mapa 2015. 53 Figura 39 – Mapa 2019. 53

Figura 40 – Estrada de chão. 54

Figura 41 – Vista aérea 2019. 55

Figura 42 – Mapa de classificação das vias. 57

Figura 43 – Mapa de usos do solo. 59

Figura 44 –Vista do terreno. 60

Figura 45 – Mapa de gabaritos. 61

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Figura 47 – Mapa de zoneamento. 65

Figura 48 –Diretrizes. 69

Figura 49 – Evolução volumetria. 69

Figura 50 – Público X Privado. 71

Figura 51 – Acessos, circulações e fluxos. 71

Figura 52 – Croqui geral vista leste. 72

Figura 53 – Implantação. 73

Figura 54 – Acesso de veículos ao subsolo. 74

Figura 55 – Planta baixa subsolo. 74

Figura 56 – Planta baixa social residencial. 75

Figura 57 – Planta baixa pavimento tipo. 76

Figura 58 – Planta baixa dormitório 18m². 76

Figura 59 – Planta baixa dormitório 36m². 76

Figura 60 – Planta baixa apartamento 60m². 76

Figura 61 – Planta baixa pavimento pilotis. 77

Figura 62 – Croqui pavimento pilotis. 77

Figura 63 – Corte esquemático CC’. 78

Figura 64 – Croqui terraço jardim. 78

Figura 65 – Planta baixa terraço + piscina. 78

Figura 66 – Corte AA’. 79

Figura 67 – Corte BB’. 79

Figura 68 – Malha estrutural. 80

Figura 69 – Fachada Norte. 81

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Concluintes, cursos e matrículas – Unisul e IFSC. 20 Tabela 2 – Programa de necessidades. 70 Tabela 3 – Síntese legislativa 82

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SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO 18 1.1 PROBLEMÁTICA 19 1.2 JUSTIFICATIVA 21 1.3 LOCALIZAÇÃO 22 1.4 OBJETIVOS 24 1.4.1 Objetivo geral 24 1.4.2 Objetivos específicos 24 1.5 METODOLOGIA 25 2 MORADIA ESTUDANTIL 28 2.1 CONCEITO/FUNÇÃO 28 2.2 AMBIENTES E SERVIÇOS 30 2.3 TIPOLOGIAS 31 3 REFERENCIAL PROJETUAL 34

3.1 WEST CAMPUS STUDENT 34

3.2 CONJUNTO C.F. MOLLER 38

3.3 MORADIA LUCIEN CORNIL 42

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4 DIAGNÓSTICO DA ÁREA 50

4.1 HISTÓRICO 50

4.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA 54

4.3 MOBILIDADE URBANA 56

4.4 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO 58

4.5 GABARITOS 60 4.6 CHEIOS E VAZIOS 62 4.7 LEGISLAÇÃO 64 5 PROPOSTA 68 5.1 DIRETRIZES GERAIS 68 5.2 EVOLUÇÃO DA VOLUMETRIA 69 5.3 PROGRAMA DE NECESSIDADES 70

5.4 DISPOSIÇÃO DE USOS, ACESSOS E CIRCULAÇÕES 71

5.5 IMPLANTAÇÃO 72

5.6 PLANTAS BAIXAS 74

5.6.1 Subsolo – Nível -3,00 74

5.6.2 Pavimento Social Residencial – Nível +6,00 75

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5.6.4 Pavimento Pilotis – Nível +18,00 77

5.6.5 Terraço + Piscina – Nível +27,00 78

5.7 CORTES ESQUEMÁTICOS 79

5.8 ELEMENTOS CONSTRUTIVOS E ESTRUTURAIS 80

5.9 FACHADAS 81

5.10 SÍNTESE LEGISLATIVA 82

CONSIDERAÇÕES FINAIS 83

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1 INTRODUÇÃO

No Brasil, existem mais de 2400 ins-tituições de ensino superior e, segundo o Mi-nistério da Educação – MEC, o número de estudantes cresce diariamente, tornando as cidades como polos universitários. Porém, não se observa um crescimento semelhante na assistência estudantil, caracterizando a moradia como uma das principais dificulda-des.

As habitações estudantis geralmente substituem a vida familiar e possuem como objetivo, além de abrigo, relações sociais, humanas e de desenvolvimento do meio edu-cacional. Ao oferecer aos seus moradores uma infraestrutura adequada, viabilizam a permanência dos mesmos nas instituições de ensino. Desta forma, a moradia estudantil é um componente social de fundamental im-portância, enriquecendo a vivência acadê-mica de seus usuários.

Garrido e Mercuri (2013) revisaram a literatura brasileira, buscando identificar as contribuições dessa experiência na formação dos estudantes e constataram que viver em moradias estudantis coopera na construção da identidade (Berlatto, & Sallas, 2008), fa-cilita a aprendizagem de como conviver com a diversidade (Laranjo, & Soares, 2006), contribui para a aquisição de habilidades de como enfrentar o preconceito e o estigma de ser morador (Berlatto, & Sallas, 2008; Sousa, & Sousa, 2009), bem como tem papel relevante na melhoria do desempenho acadê-mico (ARAÚJO, 2003).

Deste modo, cidades universitárias – como é o caso da Pedra Branca em Pa-lhoça/Santa Catarina – possuem uma alta procura de moradias para estudantes, sendo em sua grande maioria um custo a parte para o usuário. No Brasil – quando ocorre – a

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oferta institucional de moradias estudantis visa, especialmente, a acolher estudantes em condições socioeconômicas menos favoreci-das, que são originários de cidades distintas das instituições de ensino superior em que estudam.

Desta forma, verifica-se a necessi-dade de investimentos nessa vertente imobi-liária, especialmente no que diz respeito às questões estruturais, com vistas a diminuir as

dificuldades enfrentadas pelos estudantes. Para tal, este trabalho de Conclusão de Curso de Arquitetura e Urbanismo terá como obje-tivo, por meio da elaboração de um antepro-jeto arquitetônico de um edifício multifunci-onal com enfoque para habitação estudantil, a adoção de medidas projetuais que levem em conta todo o potencial de formação e ca-pacitação existente nestes espaços de vivên-cia.

1.1 PROBLEMÁTICA

Desde o seu início, o bairro da Pedra Branca teve como grande âncora a Universi-dade do Sul de Santa Catarina – Unisul, que se instalou em 1996, trazendo vida e movi-mento ao empreendimovi-mento resultante da transformação de uma fazenda familiar, com suas belezas naturais, em um bairro diferen-ciado no município de Palhoça, na Grande

Florianópolis. O loteamento foi registrado como um bairro chamado Cidade Universi-tária Pedra Branca.

Anos mais tarde, em 2012, inaugu-rou-se a primeira unidade de ensino total-mente voltada para a oferta de educação pro-fissional bilíngue - Libras/Português - na

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América Latina: o Campus Palhoça Bilíngue do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC). Isso contribuiu para o aumento da procura de unidades habitacionais por parte dos estudantes, já que o número dos mesmos cresceu na cidade. Abaixo encontra-se uma

tabela com informações disponibilizadas pelo Inep que exemplificam o grande nú-mero de matrículas e cursos nas instituições de ensino abordadas. É importante ressaltar que esses valores englobam todos os câmpus de tais instituições.

Censo da Educação Superior 2016

Número de Concluintes, Número de Cursos e Matrículas nos Cursos de Graduação Presen-ciais e a Distância, segundo as Regiões Geográficas e as

Instituições em Santa Catarina - 2016

Região / Instituições

Concluintes Cursos Matrículas

Graduação Presencial Graduação a Distância Graduação Presencial Graduação a Distância Graduação Presencial Graduação a Distância Brasil 406.331 230.717 12.809 1.662 3.011.445 1.494.418 Sul 70.089 121.583 2.764 457 524.753 716.183 UNISUL 1.904 1.702 88 38 15.446 7.506 IFSC 248 239 42 1 3.943 239

Tabela 1 - Concluintes, cursos e matrículas – Unisul e IFSC. Fonte - MEC/INEP/DEED – modificada pela autora.

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As instituições de ensino mencionadas estão localizadas em um bairro de alto padrão com infraestrutura de qualidade onde o custo de vida é extremamente caro e até mesmo inviável para muitos dos estudantes que as frequentam, visto que – para sua maioria – essa é uma das fases de maior dificuldade em termos financeiros que atravessam na vida a fim de se formarem e buscarem sua colocação no mercado de trabalho.

1.2 JUSTIFICATIVA

A partir da demanda de moradia estudantil por parte das instituições de ensino, propõe-se um edifício multifuncional com enfoque em moradia estudantil no município de Palhoça, vi-sando atender as necessidades prioritárias dos alunos, dando condições acessíveis, que se encai-xem dentro de suas possibilidades financeiras.

O projeto será inserido próximo ao campus UNISUL Pedra Branca e IFSC, no bairro Passa Vinte, já que este possui vantagens construtivas e financeiras, visto que o preço do m² dos terrenos vale aproximadamente metade se comparado com o do bairro Pedra Branca.

A escolha do terreno se deu, por estar em uma área de expansão comercial e ainda pouco edificada, bem localizada e próxima da universidade, apresentando também uma importante co-nexão com o restante da cidade, além de como já mencionado, oferecendo um melhor custo-benefício para investimento. Com o intuito de valorizar a região e atrair novos olhares, propõe-se também comércio vicinal, serviços de gastronomia e de lazer, além do enfoque habitacional, tudo voltado para a vivência do estudante.

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1.3 LOCALIZAÇÃO

O projeto será localizado na Grande Florianópolis, mais precisamente no bairro Passa Vinte no município de Palhoça – Santa Catarina.

Figura 1 - Localização dos municípios que compõem a Microrregião de Florianópolis.

TERRENO UNISUL

IFSC

BR-101

Figura 2 - Proximidade do terreno com a BR-101 e instituições de ensino. Fonte – Google Maps, intervenção gráfica da autora, 2019.

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O terreno é de propriedade privada e possui 4.727m², estando situado na rua Vere-ador Jacob Knabben da Silva que faz esquina com a Avenida da Integração – obra recente que foi concluída pela prefeitura em setembro de 2016. Ele é fruto de um desmembramento de pouco mais de 6 hectares que aconteceu após o falecimento do antigo proprietário e divisão de herança aos seus sucessores. Com isto, parte da área foi cedida à prefeitura de Palhoça para a construção da Avenida da In-tegração, que conecta rapidamente a Pedra Branca ao bairro Pagani.

Apesar de a área ser classificada como AMC (Área Mista Central), seu en-torno é predominantemente residencial, pos-suindo somente uma construção de extrema. Com localização privilegiada, está há 2 minu-tos da prefeitura e 3 minuminu-tos das instituições de ensino e do Shopping Via Catarina, bem como do acesso à BR-101, considerando os trajetos feitos de automóvel.

Figuras 3, 4 e 5 - Fotos do terreno e conexão com as ruas que o circundam. Fonte – Autora, 2019. AV. DA INTEGRAÇÃO RUA VEREADOR JACOB KNABBEN

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- Compreender a importância da mora-dia estudantil, dos espaços de vivência e suas in-fluências na formação acadêmica dos estudantes;

- Analisar referenciais projetuais, con-ceituais, teóricos e técnicos voltadas à habitação estudantil;

- Realizar o diagnóstico da área em dife-rentes escalas para melhor compreensão das ne-cessidades locais, levando em consideração as-pectos legislativos, históricos, espaços públicos, equipamentos, mobilidade, etc.;

1.4 OBJETIVOS 1.4.1 Objetivo geral

Desenvolver um anteprojeto arquitetônico de um edifício multifuncional com enfoque em habitação estudantil no bairro Passa Vinte, Palhoça/SC.

1.4.2 Objetivos específicos

- Elaborar um programa de ne-cessidades fundamentado nos resultados obtidos do diagnóstico local;

- Elaborar o partido arquitetô-nico do edifício estudantil o inserindo na paisagem e aplicando conceitos de dese-nho urbano, contemplando a distribuição de usos e plano de massas;

- Desenvolver o anteprojeto no Trabalho de Conclusão de Curso II.

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1.5 METODOLOGIA

Este trabalho desenvolver-se-á em 4 etapas descritas a seguir:

- Fundamentação teórica: serão feitas pesquisas relacionadas ao tema para entender o funci-onamento e gestão de moradias estudantis, bem como sua influência na formação acadêmica do estudante;

- Análise de referenciais: através de pesquisas de referências projetuais com a mesma abor-dagem arquitetônica – moradia estudantil – por meio de artigos, monografias, livros, sites, etc., a fim de fundamentar e possibilitar a conceituação do projeto;

- Diagnóstico: levantamento de informações através de sites, livros, visitas de campo, regis-tros e conversas informais para melhor compreender a história e o desenvolvimento do local, além da elaboração de mapas em escalas diferentes a fim de contextualizar o terreno na cidade, sua importância e relevância para o bairro;

- Síntese e proposta: reflexões espaciais para desenvolvimento de programa de necessidades através de esquemas e organogramas que atenderão as problemáticas da localidade, e, posterior-mente/paralelamente o partido arquitetônico a partir dos conceitos definidos, representando-o em esquemas, diagramas, plantas, cortes, fachadas, implantação, croquis, perspectivas e demais mé-todos utilizados para a produção e compreensão da proposta.

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2 MORADIA ESTUDANTIL 2.1 CONCEITO/FUNÇÃO

Há um contingente considerável de alunos oriundos de cidades e estados distan-tes dos campus universitários a que eles per-tencem. Isso ressalta a importância do desen-volvimento de medidas habitacionais que possam garantir a permanência e desempe-nho dos estudantes nas universidades.

Programas de moradia estudantil no Brasil são destinados a estudantes considera-dos em situação de vulnerabilidade social, ou seja, estudantes que não possuem condi-ções materiais ou financeiras suficientes para sua manutenção na universidade e que residam distante da unidade de ensino. Esse critério de seleção para ingresso na moradia difere da realidade de universidades estran-geiras; especificamente dos Estados Unidos, onde grande parte das moradias estudantis tem suas vagas preenchidas por alunos

in-gressantes na educação superior, indepen-dente de situação socioeconômica e geral-mente são moradias pagas pelos estudantes (GARRIDO, 2012, 2015).

A presente discussão tem como fina-lidade relatar a importância que viver em uma moradia estudantil tem na formação dos estudantes, oferecendo transformações pes-soais que resultam num bom rendimento das demais vivências acadêmicas e atividades extracurriculares.

Nery Garrido (2015) investigou os impactos que a experiência da moradia estu-dantil universitária tem sobre seus usuários e constatou implicações em geral positivas, tais como: aumento da autonomia, desenvol-vimento da liderança, responsabilidade com cuidados pessoais, envolvimento estudantil, determinação em dar continuidade aos estu-dos, melhoria na produtividade acadêmica,

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senso de coletividade, adaptação geral e co-letiva, desenvolvimento intelectual geral e maior interação com os colegas.

Contudo, as residências estudantis podem impactar negativamente na vida do aluno em aspectos psicológicos e sociais. Entre os aspectos psicológicos, a saída da casa dos pais pela primeira vez para residir próximo a universidade acaba desestabili-zando emocionalmente muitos estudantes e resultando em um certo aumento da de-manda por atendimento psicológico. No as-pecto social tem-se que grande parte dos es-tudantes passa por dificuldades socioeconô-micas e apresenta necessidade de apoio para permanência no ensino superior (OSSE, 2008).

O tema moradia estudantil já foi am-plamente estudado por estrangeiros, entre-tanto a investigação nacional ainda é escassa e precisa de certo desenvolvimento. Mesmo

assim, nota-se um interesse no que diz res-peito à importância da assistência estudantil voltada para moradias com o intuito de asse-gurar a permanência dos estudantes no en-sino superior.

Para efeitos de classificação do pre-sente trabalho é importante diferenciar os ti-pos de moradia estudantil segundo a Secre-taria Nacional da Casa de Estudante (SENCE), onde:

- Alojamento: é a habitação estudan-til de responsabilidade da instituição de en-sino superior que o usufrui;

- Casa de Estudante: é a moradia por responsabilidade de quem ali mora;

- República: é o imóvel locado cole-tivamente para moradia estudantil.

O trabalho em questão enquadra-se na tipologia Casa de Estudante, onde é inde-pendente de uma instituição ou de um cole-tivo.

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2.2 AMBIENTES E SERVIÇOS

As unidades habitacionais individuais são as principais componentes das moradias estu-dantis, as quais apresentam um tamanho reduzido e certa repetitividade. É importante que a cons-trução não resulte em um ambiente monótono e exclusivamente institucional. Quando acontece uma variedade de tipologias habitacionais, é possível que os estudantes escolham os seus dormi-tórios levando em conta o padrão e o preço a ser investido.

Essa diversidade deve refletir as diferentes exigências dos estudantes das instituições de ensino superior, possuindo dormitórios individuais ou coletivos, suítes ou banheiros compartilha-dos, apartamentos conjugados com cozinha e apartamentos convencionais, tanto individuais ou compartilhados.

Os projetos iniciais acerca do tema apresentavam os serviços de alimentação em grandes salões próximos às unidades habitacionais, os quais continham poucos equipamentos de cozinha. Porém, muitos estudantes passaram a providenciar suas refeições ou comer fora devido a razões culturais, de praticidade e economia. Desta forma, muitas novas residências optam por oferecer cozinhas e copas com autosserviço, na qual cada cozinha/copa atende a um grupo de unidade habitacional, definindo, consequentemente, os grupos sociais (NAWATE, 2014).

Há também moradias universitárias que oferecem banheiros coletivos a cada grupo de unidades habitacionais, o que reduz gastos, mas não é a preferência de quem procura um pouco mais de privacidade. É importante levar em conta a previsão de unidades com banheiros para pessoas com deficiência, proporcionando assim acessibilidade.

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As proporções de cada unidade habitacional devem ser tratadas com cuidado, uma vez que precisam proporcionar a acomodação de móveis com layout alternativo devido ao seu caráter multifuncional. Quanto maior for a área de piso, mais fácil será a disposição do mobiliário de acordo com cada morador.

É possível encontrar moradias que oferecem diversos tipos de hospedagem. Certamente, em questões de custo, uma suíte acaba por ser uma opção mais cara para os estudantes, uma vez que seu aluguel é mais alto do que o de um dormitório simples. Outros ambientes para convívio, estudo e lazer são oferecidos desde que o número de alunos seja suficiente para justificá-los, ou se houver uma demanda relacionada ao ensino ou ao uso para conferências.

2.3 TIPOLOGIAS

Conforme o livro The Metric Handbook – Planning and Design Data (1999), de David Littlefield, as unidades habitacionais podem ser distribuídas da seguinte forma:

- Tipologia com escadaria: moradias divididas em blocos com um número deter-minado de dormitórios onde a circulação vertical ocorre mediante uma única escada.

- Tipologia com corredor: moradias que possuem os dormitórios distribuídos ao longo de um grande corredor central. Dispo-sição mais comum em projetos desse gênero.

- Edifício de apartamentos: mora-dias compostas por apartamentos indepen-dentes agrupados com unidades habitacio-nais distintas e demais cômodos comparti-lhados.

- Casa de apartamentos individuais: são casas ou apartamentos convencionais utilizados para acomodação.

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3 REFERENCIAL PROJETUAL 3.1 WEST CAMPUS STUDENT

Conjunto residencial com 1650 dormitórios para estudantes da Universidade de Washing-ton nos Estados Unidos desenvolvido no ano de 2012 pelo escritório Mahlum Architects.

A área encontra-se distante do campus da universidade e próxima ao meio urbano. A partir desta condicionante e na tentativa de integrar o projeto à malha urbana, a implantação se configura de modo a evidenciar a escala do pedestre através de praças, ruas e calçadas largas e da diversificação de usos no nível do térreo, oferecendo uma gama de espaços públicos permeáveis e conectados entre si.

O projeto é composto por três blocos residenciais de uso misto e dois edifícios de apartamentos distribuídos em 4 quadras. Sua principal condicio-nante era conferir ao bairro provinci-ano ao redor do campus um espaço ur-bano muito mais vibrante, intenso e vivo. Além disso, buscou-se configu-rar os edifícios junto aos eixos de mo-bilidade existentes e à morfologia ur-bana 1 2 3 4 1. Cedar Apartments 2. Elm Hall 3. Poblar Hall 4. Alder Hall

Figura 6 – Implantação e identificação dos blocos em quadras. Fonte – Mahlum Architects, 2012.

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Figuras 7, 8 e 9, respectivamente - Cedar Apartments, Alder Hall e Elm Hall / Poblar Hall Fonte – Benjamin Benschneider, 2012.

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A iluminação natural nos ambientes internos é alcançada ao elevar o pé direito e utilizar grandes aberturas no nível do térreo, diminuindo assim o gasto de energia e melhorando o con-forto térmico. A verticalização da moradia possibilita certo distanciamento, privacidade e segu-rança além de hierarquizar o público, semipúblico e o privado.

Os espaços públicos contemplam atividades como: comércio, centro de saúde e bem-es-tar, centro de apoio escolar, centro de conferências, café, supermercado e um restaurante com 116 lugares.

No setor semipúblico se encontram áreas de convivência e terraços que segundo os auto-res do projeto promovem áreas coletivas com privacidade. Ele acaba fazendo a comunicação entre o setor público e privado e se destina a comunidade estudantil.

Os ambientes no nível do térreo se relacionam com a rua e nele foi configurada uma extensão do espaço urbano.

A combinação dos acessos e a presença de comércio atraem as pessoas a entrarem no edifício, isso é, há uma preocupação projetual em integrar o espaço público com o semipúblico do edifício de modo a trazer os transeuntes para o interior do edifício, por meio da permeabilidade es-pacial. O pavimento térreo consiste no espaço de integração dos espa-ços internos em rua pública, sendo o local onde acontecem os fluxos, as barreiras e permeabilidades. (DZIURA, 2009)

A linguagem arquitetônica utilizada é bastante interessante por não possuir formas mira-bolantes e se integrar perfeitamente a natureza, utilizando materiais comuns locais e evitando sistemas de alta tecnologia com o intuito de reduzir custos.

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Ao levar em conta questões de paisa-gismo, ambiência e interatividade entre os moradores, o projeto resultou em áreas co-muns que priorizam a escala do pedestre com suas calçadas largas e grande número de ve-getação para fornecer sombra aos transeun-tes, já que, pela distância da universidade, os deslocamentos são feitos a pé ou de bicicleta. Para fins de orientação à elaboração deste trabalho, as contribuições deste edifício se dão no âmbito funcional, no que se trata a sua setorização e disposição de ambientes pú-blicos, semipúblicos e privados. Além disso, a vitalidade que ele confere ao bairro próximo ao campus e a sua integração com a malha ur-bana chamam a atenção por ser um cenário parecido com o que irá ser trabalhado.

Figuras 10, 11 e 12 - West Campus Student Housing. Fonte – Benjamin Benschneider, 2012.

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3.2 CONJUNTO C.F. MOLLER

Figura 13 - Conjunto C.F. Moller Fonte – C.F. Moller Arquitetos

Figura 14 - Esquema de transparências e linhas de visão. Fonte – C.F. Moller Arquitetos.

Projeto realizado pelo escritório C.F. Moller em 2015 para a Universidade do sul da Dinamarca, na cidade de Odense. O conjunto conta com 15900 m² distribuídos em 3 blocos que se integram formando um único edifício de 15 andares e 250 residências para estudantes.

A disposição dos blocos foi psada de forma que os espaços comuns en-tre eles não estivessem segregados em um pavimento e sim distribuídos por todos os andares. Além disso, a torção do edifício proporciona uma visão de 360 graus da área, onde em qualquer local que se esteja não haja barreira que ofusque a visão do observador seja em direção a natureza, a cidade ou a universidade, principalmente nas áreas centrais e públicas do edifício.

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A composição dos pavimentos é setorizada de tal forma que quanto mais ao centro as áreas gradualmente se tornam cada vez mais coletivas. Os quartos se encon-tram nas extremidades de cada pavimento e os espaços coletivos, como a cozinha compartilhada, ao centro. Para a transição entre o público e o privado foi proposta uma sala de estar compartilhada que funciona para encontros coletivos para cada grupo de 7 quartos.

Mesmo estando ao centro de cada pavimento, as cozinhas dispõem de amplas fachadas envidraçadas que garantem luz e vistas em três direções, tornando o espaço mais atraente e desfrutando de boa luminosidade e ven-tilação.

As plantas dos apartamentos individuais são fle-xíveis permitindo que o usuário expresse o seu estilo ao local, contribuindo para uma melhor estadia em seu pe-ríodo de permanência. Já os andares superiores possuem terraços com vistas formidáveis e são reservados para ati-vidades comunitárias com espaços para salas de grupo, locais de estudo e salão de festas.

Figura 15 - Esquema de setorização. Fonte – C.F. Moller Arquitetos.

Figura 16 – Todas as salas e áreas comuns possuem varandas e visuais.

Fonte – C.F. Moller Arquitetos.

(41)

Essa é uma construção de baixa energia feita a partir de materiais de qua-lidade que atendem aos rigorosos códigos da cidade dinamarquesa e dá prioridade ao transporte público e ao ciclismo ao forne-cer uma bicicleta para cada morador. O conceito geral de energia do edifício é ba-seado na otimização dos parâmetros de design passivo, como forma, orientação, adaptação às condições climáticas, uso de iluminação e ventilação natural cruzada e a ampla recuperação de calor a partir do ar de exaustão, águas residuais e chuveiros.

A fachada possui segmentos em tons quentes – como os tijolos acin-zentados feitos sob medida - com uma mistura de perfis de madeira e painéis de metal. Apesar do tamanho da edificação, a moradia estudantil se mescla organica-mente com a paisagem protegida da flo-resta circundante, com o seu próprio par-que e lago pepar-queno.

Figura 17 – Espaço destinado às bicicletas.

Figura 18 –Apartamento flexível.

Figura 19 – Recorte da fachada do conjunto. Fonte – C.F. Moller Arquitetos

(42)

Figuras 20, 21 e 22 - Relação da paisagem com o conjunto C.F. Moller. Fonte – C.F. Moller Arquitetos.

Para fins de orientação à elaboração deste trabalho, as contribuições deste edifício se dão no âmbito de eficiência energética e da questão da arquitetura como complemento da paisagem. Soluções como o incentivo ao uso de bicicletas devem tentar ser reproduzidas na tentativa de diminuir o uso dos automóveis para deslocamento.

(43)

3.3 MORADIA LUCIEN CORNIL

Este edifício com 8 pavimentos localizado em Marselha é considerado um dos maiores em altura com estrutura de madeira da França e foi projetado pelo escritório A+Architecture. Possui uma abordagem sensitiva em relação ao seu entorno fazendo com que a estrutura com 200 acomodações estudantis seja funcional, confortável e aberta a cidade.

Figura 23 – Moradia Estudantil Lucien Cornil. Fonte – Bernoit Wehrlé.

(44)

O projeto foi idealizado em 3 alas resultando em uma praça central que se abre para o contexto urbano, a qual integra a entrada da rua com um paisa-gismo que destaca um pinheiro cuidadosamente preservado. Sua implantação permitiu que as áreas comuns e circulações se direcionassem a cidade ofere-cendo visuais do entorno.

A permeabilidade do projeto se destaca ao se benefi-ciar de um térreo com pé direito alto e terraços em alturas dife-rentes, os quais foram elabora-dos de tal forma para conferir espaços de respiro, que remetem aos diferentes gabaritos desta área da cidade que é tão aden-sada.

43

Figura 24 – Implantação. Fonte – A+Architecture.

(45)

A escolha pela estrutura de madeira se deu devido ao curto prazo de execução da obra, sendo esta uma escolha menos agressiva ao contexto urbano, já que combinada com um projeto sensitivo e funcional de arquitetura oferece uma solução de vanguarda, inovadora e respeitosa com o meio ambiente, assim como descreve a equipe de projeto:

A madeira é encontrada em todas as coberturas e paredes acús-ticas dos dormitórios, além de estar presente também nos corredores e nas salas de estar, sendo evitada somente nas superfícies que eviden-ciam seu envelhecimento. Essa presença forte oferece uma ambiência confortável e relaxante aos espaços internos, além de auxiliar no con-forto acústico. Os painéis de madeira laminada ampliam essa ambiência com seu aroma florestal. (A+ARCHITECTURE, 2017.)

Figuras 26 e 27 – Estrutura em madeira. Fonte – Bernoit Wehrlé.

A maior parte dos dormitórios está voltada para o jardim interno, um ambiente silencioso e relaxante. Já os que estão voltados para a rua, tomou-se o cuidado de posicioná-los de frente para a via menos movimentada e mais tranquila.

(46)

O revestimento é um ponto chave do projeto. Um painel ripado em madeira é alternado com painéis perfurados e ondulados de alumínio que acabam combinando as linhas, reduzindo a escala do projeto e quebrando a regularidade dos volumes.

Figuras 28 e 29 – Ripados em madeira mesclados com painéis ondulados. Fonte – Bernoit Wehrlé.

A iluminação também é muito valorizada em todo o pro-jeto. Ela é filtrada pelo painel ripado nas partes comuns do edifí-cio e nos ambientes privativos a telha de alumínio perfurada faz esse papel, combinando a luz e sombra com grande conforto sem impedir a ventilação natural e favorecendo a economia de ener-gia.

Figura 30 – Iluminação e sombras. Fonte – Bernoit Wehrlé.

(47)

Para fins de orientação à elaboração deste trabalho, as contribuições deste edifício se dão no âmbito estético e econômico ao chamar a atenção para o revestimento de fachada em painéis ondulados e perfurados de alumínio que conferem proteção solar sem prejudicar a ventilação, reduzindo a mão de obra e permitindo uma economia significativa nos custos.

Figuras 31, 32 e 33 – Moradia Lucien Cornil. Fonte – Bernoit Wehrlé.

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3.4 SÍNTESE DAS REFERÊNCIAS

47

WEST CAMPUS STUDENT

CONJUNTO C.F. MOLLER

MORADIA LUCIEN CORNIL

Funcionalidade:

Setorização e disposição de ambientes públicos, semipúblicos e privados.

Eficiência energética:

Propostas para o entorno como por exemplo o compartilhamento de bicicle-tas e a arquitetura como complemento da paisagem.

Estética do edifício:

Revestimento de fachada em painéis on-dulados e perfurados de alumínio combi-nados com a madeira.

(49)
(50)
(51)

4 DIAGNÓSTICO DA ÁREA 4.1 HISTÓRICO

Nos últimos 30 anos, o município de Palhoça quase triplicou seu número de moradores. Segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2018, a cidade conta com 168,2 mil habitantes enquanto que em 1991 eram 68,4 mil. Isso significa um aumento de 245,9% em 27 anos.

Palhoça é considerada a cidade que mais cresce e se desenvolve no Brasil, entretanto tamanho crescimento não estava previsto pelo setor de planejamento do município. A superlotação do centro resultou em uma migração dos investimentos imobiliários para as regiões periféricas, como é o caso da área em questão a ser analisada.

O crescimento do bairro Pagani foi crucial para supervalorizar a área em estudo devido a sua proximidade. Em 1997 foi inaugurada a Avenida Atílio Pagani, dando início a transformação do sítio da família Pagani em um loteamento, mas poucas eram as esperanças para a área, já que não era tão próxima ao centro da cidade e tinha um grande território para ser desenvolvido e ocupado.

Para análise do espaço urbano foram coletadas imagens históricas significativas que re-velam as características e o processo de ocupação do solo da parte oeste da BR 101 em Palhoça, que é abrangida pelos bairros Pagani, Pedra Branca, Passa Vinte e São Sebastião, conforme as imagens a seguir.

(52)

2003 – O bairro Pedra Branca ainda estava em processo de es-truturação e loteamento, mas já apresenta uma certa valorização imobiliária com o cedimento do terreno para a instituição de en-sino UNISUL em 1998. Ainda existiam muitos terrenos livres que eram subutilizados como pastagens para gado.

2006 – O centro da cidade já não comportava mais espaço para crescimento. Como os equi-pamentos públicos levam ao deslocamento das pessoas em busca de seus serviços, a instala-ção da prefeitura e da Câmara de Vereadores no loteamento Pa-gani foi fundamental para o iní-cio da expansão do bairro.

51

Figura 34 – Mapa 2003. Fonte – Google Earth

Figura 35 – Mapa 2006. Fonte – Google Earth

N

N

PREFEITURA CÂMARA UNISUL

(53)

2009 – Ano de explosão de cresci-mento na área com a construção do shopping Via Catarina e o super-mercado Giassi. Em pouco tempo, o Pagani se transformou em um ponto de referência para a Palhoça e num polo econômico para a Grande Florianópolis.

2012 – Inauguração do Campus IFSC e criação da lei do solo pela Prefeitura que permitiu ao constru-tor a negociação e aquisição de mais área para a edificação. Com o índice, empreendedores podem ad-quirir até 10% a mais da área pre-vista, desde que apresentem proje-tos com energia renovável, aprovei-tamento de água e investimentos em infraestrutura nas proximidades da obra. Isso acarretou em um cres-cimento considerável no número de investimentos na localidade.

N

N

Figura 36 – Mapa 2009. Fonte – Google Earth

Figura 37 – Mapa 2012. Fonte – Google Earth

52

SHOPPING/ GIASSI

(54)

2015 – O número de investimentos privados continuou crescendo com base no plano diretor específico e devido à proximidade com o centro administrativo de Palhoça e bairro Pedra Branca onde está localizada a UNISUL. Na área de intervenção, nota-se que a Av. da Integração já havia sido inaugurada, gerando certa valorização ao local.

2019 – Zona urbana bastante conso-lidada e contorno urbano demar-cado. Ainda resta uma quantidade considerável de terrenos vagos para investimento, principalmente no bairro Passa Vinte. O mercado imo-biliário encontra-se com muitas ofertas de edifícios multifamiliares com apartamentos de 2 e 3 quartos de padrão médio alto, muitas vezes inacessíveis financeiramente para o público estudantil.

Figura 38 – Mapa 2015. Fonte – Google Earth

N

53

N

Figura 39 – Mapa 2019. Fonte – Google Earth AV. DA

INTEGRAÇÃO

(55)

4.2 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA

Como já mencionado anteriormente, o terreno está situado na rua Vereador Jacob Knabben da Silva e faz esquina com a Avenida da Integração, um importante eixo de conexão dos bairros Pedra Branca – Pagani e São Sebastião – Passa Vinte. Desta forma, o acesso aos principais equipamentos da cidade é privilegiado, estando situado há 2 minutos da prefeitura e 3 minutos das instituições de ensino e do Shopping Via Catarina, bem como do acesso à BR-101.

Sendo assim, atualmente, a área é considerada apenas um local de passagem, sem atrati-vos para permanência, já que ainda precisa de investimentos e desenvolvimento. Deste modo, o preço dos terrenos e a viabilidade de construção se torna mais acessível se comparada a áreas mais adensadas e valorizadas.

O terreno encontra-se ater-rado atualmente, resultando num relevo totalmente plano. Como a área ainda está em desenvolvi-mento, possui apenas uma edifica-ção de extrema, sendo esta um sítio isolado a oeste. Além disso, o imó-vel é fruto de um desmembramento que resultou em 8 novos terrenos e uma estrada de chão para tornar acessível todos eles.

54

(56)

55

Figura 41 – Vista aérea 2019. Fonte – Google Earth PAGANI PEDRA BRANCA SÃO SEBASTIÃO PASSA VINTE UNISUL SHOPPING BR-101 IFSC TERRENO N PREFEITURA

(57)

4.3 MOBILIDADE URBANA

Atualmente, as linhas de transporte público e horários são consideravelmente escassos, passando apenas nas Rua Vereador Jacob Knabben e na Avenida Atílio Pagani. Muitas vezes a diferença entre um ônibus e outro é de 50 minutos de espera, uma das maiores insatisfações dos moradores que ali residem.

Para quem utiliza o carro como meio de transporte também encontra algumas dificuldades, pois a cidade é repleta de lombadas e a sinalização nem sempre é adequada. A quan-tidade de buracos nas vias também é questionada pelos motoristas, principalmente na Rua Vere-ador Jacob Knabben, onde está situado o terreno. A rua possui duas faixas de rolamento estreitas, onde pedestres e ciclistas dividem o espaço com automóveis por não apresentar calçadas em sua maior extensão e nem ciclovias. Já a Av. da Integração, construída em 2014, apresenta calçadas largas e ciclovias em seus dois lados, além de possuir quatro faixas de rolamento. Ambas não possuem arborização em seus passeios.

Nota-se o favorecimento da mobilidade veicular. Essa deficiência tem origem no processo histórico de ocupação sem planejamento em uma região que, há não muito tempo atrás, foi pre-dominantemente rural e periférica ao centro.

O terreno adotado para desenvolvimento deste estudo encontra-se em uma área com grande potencial para criação de uma nova centralidade através de sua localização em um ponto que conecta e canaliza importantes vias que estruturam essa parte do município.

(58)

57

N

Figura 42 – Mapa de classificação das vias. Fonte – Elaborado pela autora.

ESCALA – 1:5000 TERRENO VIA LOCAL VIA COLETORA VIA ARTERIAL PONTO DE ÔNIBUS

(59)

4.4 USO E OCUPAÇÃO DO SOLO

A área em questão é predominantemente residencial, com poucos comércios e serviços locais, em sua maioria, no bairro Pagani. De equipamentos institucionais no recorte existem ape-nas a prefeitura, câmara de vereadores e um colégio de ensino fundamental.

Apesar disso, o setor de planejamento já prevê o crescimento do comércio na porção da cidade onde o terreno está inserido, já que esta é caracterizada como área mista central (AMC), onde está prevista a construção de um supermercado Bistek na localidade. Já o bairro Pedra Branca não permite sua descaracterização como bairro residencial, sendo os lotes classificados como área residencial (ARE).

A Avenida Atílio Pagani é a que apresenta maior diversidade de usos, com empresas de prestação de serviços e edifícios residenciais com comércio no térreo. Além disso, é nela que está situada a prefeitura da cidade, que resulta em bastante movimento para a região.

Quanto a áreas verdes de lazer, o bairro Pedra Branca supre a necessidade, apresentando algumas delas por sua extensão. Estas áreas são utilizadas pelos demais bairros aos arredores, compreendidos por São Sebastião, Pagani e Passa Vinte.

Dessa forma, nota-se a carência dessa área por comércios vicinais tais como padarias, farmácias e mercados para suprir a população sem que sejam necessários grandes deslocamentos. A má distribuição de usos em zonas urbanas resulta na desqualificação do espaço e na falta de vitalidade.

(60)

59 N TERRENO RESIDENCIAL COMÉRCIO E SERVIÇOS USO MISTO INSTITUCIONAL

ÁREA VERDE DE LAZER

Figura 43 – Mapa de usos do solo. Fonte – Elaborado pela autora.

ESCALA – 1:5000 Pedra Branca PREFEITURA CÂMARA COLÉGIO BISTEK

(61)

4.5 GABARITOS

A maior parte das construções são de 1 ou 2 pavimentos, característica resultante do fato de os bairros terem um caráter mais residencial e ainda não terem sido totalmente adensados, sobrando muita oferta de terrenos para investimento.

A parte oeste do mapa representada pelo bairro São Sebastião é a que apresenta maior variação de gabaritos. Tratando-se de edifícios multifamiliares, a tipologia mais encontrada é a de 4 pavimentos.

Os edifícios próximos do terreno em questão já apresentam um aumento do número de pavimentos, configurando um visual distinto do restante do recorte.

O plano diretor já prevê esse adensa-mento na área ao propor até 12 paviadensa-mentos nos lotes resultantes do desmembramento.

60

(62)

N 61 3 E 4 PAVIMENTOS ACIMA DE 8 PAVIMENTOS 5 A 8 PAVIMENTOS 1 E 2 PAVIMENTOS

Figura 45 – Mapa de gabaritos. Fonte – Elaborado pela autora.

ESCALA – 1:5000

TERRENO SÃO

(63)

4.6 CHEIOS E VAZIOS

Ao analisarmos o mapa de cheios e vazios do recorte, nos deparamos com muito mais áreas livres do que adensadas, especialmente no espaço a ser trabalhado em questão. A parte leste do mapa está evidenciada com uma maior concentração de edificações no bairro Passa Vinte, assim como na porção oeste, no bairro São Sebastião.

Além disso, nota-se uma diferenciação na tipologia dos lotes se compararmos os próxi-mos a Avenida da Integração, onde o terreno está situado, com o restante do mapa. Por terem sido desmembrados recentemente, apresentam um tamanho muito maior e formatos irregulares se comparados com os lotes padrão.

Da mesma maneira acontece com as quadras, que em sua maioria são mais estreitas e compridas se comparadas com a que o lote está inserido, a qual apresenta uma maior dimensão e um formato irregular.

A implantação de uma edificação na localidade será essencial para o início do desenvol-vimento da região. Por tratar-se de uma área consideravelmente nova, ainda há muitas possibili-dades de crescimento e adensamento.

(64)

63

Figura 46 – Mapa de cheios e vazios. Fonte – Elaborado pela autora.

N ESCALA – 1:5000 TERRENO CHEIOS VAZIOS PASSA VINTE SÃO SEBASTIÃO

(65)

4.7 LEGISLAÇÃO

Área Total do Terreno – 4727m²

Zoneamento – Área Mista Central (AMC-7) Testada mínima – 12

Número Máximo de Pavimentos – 12 Índice de Aproveitamento Máximo – 5,2 Área máxima construída – 24580,40m² Taxa de Ocupação Máxima – 50% Área máxima da base – 2363,50m²

Conforme a Lei do Solo Criado de agosto de 2011, a prefeitura permite, mediante apro-vação, uma área edificável além do coeficiente de aproveitamento do terreno previsto no Plano Diretor (até um percentual máximo de 50%). Isso é possível de tais maneiras:

- De forma onerosa até o limite mínimo de 20% e máximo de 40% do índice de aprovei-tamento previsto na legislação;

- De forma não onerosa até o limite máximo de 10% do índice de aproveitamento previsto na legislação, onde 5% de acréscimo é cedido para empreendimentos que apresentem a implan-tação de sistemas de aproveitamento de água da chuva ou reaproveitamento de águas servidas e outros 5% para empreendimentos que apresentem melhorias de infraestrutura urbana.

TERRENO

(66)

Figura 47 – Mapa de zoneamento. Fonte – Prefeitura de Palhoça.

65

SEM ESCALA N

(67)
(68)
(69)

5 PROPOSTA

A proposta de edifício multifuncional, que abrange o tema moradia estudantil, surge no intuito de criar melhores condições financeiras e principalmente de vivência para o público estu-dantil do município de Palhoça.

Inserindo-se em uma área ainda pouco desenvolvida da cidade, o projeto busca incentivar o comércio local, gerando atrativos para a região na tentativa de integrar diferentes tipos de usu-ários ao equipamento, além dos estudantes.

5.1 DIRETRIZES GERAIS

Estipularam-se as seguintes diretrizes para embasamento da proposta: - Criar um espaço público de convivência de qualidade;

- Valorizar a área ainda pouco desenvolvida para que se possa atrair novos investimentos, já con-siderando a futura implantação do supermercado Bistek na Av. da Integração;

- Priorizar o transporte público como modal de acesso ao equipamento, aumentando o número de linhas e transferindo o ponto de ônibus próximo para dentro do terreno onde o projeto se insere. - Dar tratamento especial à pedestres e ciclistas ao qualificar as ciclovias e passeios e criar novos quando necessário, além de arborizá-los.

- Criar um eixo de conexão dos principais equipamentos da cidade com o projeto (shopping – edifício – universidades) através da implantação de um sistema de compartilhamento de bicicletas que abranja tais pontos.

- Elevar a rótula de entrada ao bairro Pedra Branca, que está a esquina do equipamento, para assim, diminuir a velocidade dos carros e conferir mais conforto aos pedestres que ali transitam. - Criar um canteiro central na Av. da Integração para direcionar e facilitar a saída e entrada de veículos ao edifício.

- Considerar a estrutura oferecida pela Unisul como suficiente para o desenvolvimento do esporte na localidade, já que está próxima e é permitido usuários que não fazem parte da instituição.

(70)

5.2 EVOLUÇÃO DA VOLUMETRIA

69 APROVEITAMENTO

MÁXIMO

SUBTRAÇÃO PARA MELHOR INSOLAÇÃO DE FACHADAS

PERMEABILIDADE E CRIAÇÃO DE GALERIAS NO TÉRREO

CRIAÇÃO DE ESPAÇOS LIVRES AO SUBTRAIR VOLUMES UNISUL SHOPPING IFSC BISTEK LEGENDA: TERRENO ELEVAÇÃO NA RÓ-TULA DE ACESSO A PEDRA BRANCA CICLOVIA JÁ EXIS-TENTE NOVA CICLOVIA COMPARTILHA-MENTO DE BICICLETAS CANTEIROS ARBO-RIZADOS DESLOCAMENTO PONTO DE ÔNIBUS

Figura 48 – Diretrizes. Fonte –Autora.

Figura 49 –Evolução volumetria. Fonte –Autora.

(71)

5.3 PROGRAMA DE NECESSIDADES

70

(72)

CIRCULAÇÃO VERTICAL

ACESSOS

Rua Vereador Jacob Knabben 5.4 DISPOSIÇÃO DE USOS, ACESSOS E CIRCULAÇÕES

O edifício possui seu térreo público e permeável através da dispo-sição de pilares, com atividades de co-mércio e serviços para suprir as neces-sidades da população local. A partir do segundo pavimento temos um caráter privado, onde acontecem as atividades de convívio social da parte residencial do conjunto.

Os acessos se dão por ambas as ruas que circundam o terreno, sendo o principal na rua Vereador Jacob Knabben. As circulações verticais fo-ram localizadas nas extremidades do edifício, considerando um menor tra-jeto a ser percorrido para os moradores dos diferentes braços da edificação. As circulações horizontais são largas (en-tre 3 e 6 metros) e os fluxos fortemente demarcados.

71

Figura 51 – Acessos, circulações e fluxos. Fonte – Autora. Figura 50 – Público X Privado. Fonte – Autora.

(73)

5.5 IMPLANTAÇÃO

A disposição da volumetria resultou em uma grande praça central que funciona como uma extensão do espaço destinado a feiras e eventos. Atividades como gastrono-mia, comércio e serviços foram implantadas de maneira espaçada e distribuída, provendo usos a todo o térreo sem criar espaços ocio-sos.

Na intenção de manter a esquina va-lorizada, alocou-se o estacionamento pú-blico aos fundos do terreno, tornando o con-junto mais atrativo e acessível tanto a pedes-tres como aos veículos. O acesso ao residen-cial acontece em dois pontos do conjunto, distribuindo os fluxos e facilitando o deslo-camento para as diferentes partes do edifício.

72

(74)

73

RUA VEREADOR JACOB KNABBEN

CRUZAMENTO ELEVADO EM BLOCOS INTERTRAVADOS ACADEMIA HALL RES. LOJA 01 HALL RES. LOJA 02 LOJA 03 LOJA 04 LOJA 05 LOJA 08 LOJA 06 LOJA 07 LOJA 09 LOJA 10 ESPELHO D’ÁGUA BICICLETÁRIO FEIRAS E EVENTOS LOJA 11 LOJA 12 LOJA 13 LOJA 14 LOJA 15 LOJA 16 LOJA 17 LOJA 18 LOJA 19 PAREDE VERDE ESTACIONAMENTO ACESSO VEÍCULOS PÚBLICO ACESSO VEÍCULOS RESIDENCIAL ÔNIBUS LIXO /GÁS PROJ. MARQUIZE PRO J. E DI FÍC IO ESCALA – 1:500 N

Figura 53 – Implantação. Fonte – Autora.

A

A’

(75)

5.6 PLANTAS BAIXAS

5.6.1 Subsolo - Nível -3,00 VAGAS ESTACIONAMENTO

Motocicleta – 40 vagas Automóvel – 62 vagas

* Para efeitos de cálculo das vagas de estacionamento foram considerados apenas os apartamentos de 60 e 36m². Levou-se em conta que a maioria dos estudantes não possuem con-dições financeiras para aquisição de um auto-móvel. CISTERNA CASA MAQUINAS 25,0 30,0 47,0 ESCALA – 1:500

Figura 55 – Planta baixa subsolo. Fonte – Autora.

6,0

5,0

74

Figura 54 – Acesso de veículos ao subsolo. Fonte – Autora.

N

A’ A

(76)

5.6.2 Pavimento Social Residencial – Nível +6,00

75 COZINHA

N

ESCALA – 1:500

Figura 56 – Planta baixa social residencial. Fonte – Autora. B B’ A A’ SALA DE ESTUDOS ESTAR + JOGOS ESTAR + JOGOS

SALÃO DE FESTA 1 SALÃO DE FESTA 2 LA VA N D ER IA ACADEMIA

CINEMA TERRAÇO JARDIM WC

WC

WC WC

42,00

Este pavimento é to-talmente destinado as ativida-des sociais do âmbito residen-cial do edifício, sendo assim de caráter privado. Ao invés de se-gregar algumas atividades por pavimento, tais como cozinha e lavanderia, optou-se por con-densá-las neste andar. Isso por-que, além de estimular a inte-gração dos moradores de dife-rentes andares, impede que haja problemas quanto a ruí-dos.

25,00

15,00

15,00 55,00

(77)

5.6.3 Pavimento Tipo – Níveis +9,00 / +12,00 / +15,00 / +21,00 / +24,00

76

ESCALA – 1:500

Figura 57 – Planta baixa pavimento tipo. Fonte – Autora. N TERRAÇO JARDIM TERRAÇO JARDIM ESTAR ESTAR

VENTILAÇÃO ATRAVÉS DE PAINÉIS PERFURADOS EM ALUMÍNIO

Figuras 58, 59 e 60 – Plantas baixas dormitório 18m², 36m² e apartamento 60m², respectivamente. Fonte – Autora. Dormitório 18m² Dormitório 36m² Apartamento 60m² ESCALA – 1:100 B B’ A’ A

* Foram dispostas aberturas para permitir ventilação cruzada e conferir leveza ao volume do edifício.

(78)

5.6.4 Pavimento Pilotis – Nível +18,00

77

N

Figura 62 – Croqui pavimento pilotis. Fonte – Autora.

ESCALA – 1:500

Figura 61 – Planta baixa pavimento pilotis. Fonte – Autora. A’ A WC WC BIBLIOTECA COWORKING ESPAÇOS LIVRES DE ESTAR

B B’

* O pavimento pilotis possui um caráter pri-vado sendo acessível apenas para as pessoas que ali residem. A ideia surgiu no intuito de quebrar o ritmo do edifício, dando um destaque para a fachada e con-ferindo mais um espaço de convivência e lazer aos moradores. Isso é possível através do alto índice construtivo que a legislação permite, não sendo ne-cessário alcançar a densidade máxima para obter um resultado favorável aos investidores.

(79)

5.6.5 Terraço + Piscina – Nível +27,00

78

ESCALA – 1:500

Figura 65 – Planta baixa terraço + piscina. Fonte – Autora.

Figura 64 – Croqui terraço jardim. Fonte – Autora.

Figura 63 – Corte esquemático CC’ da piscina. Fonte – Autora. ÁREA GOURMET WC WC TERRAÇO JARDIM

APTO APTO APTO APTO APTO APTO

PISCINA DECK

DECK

PISCINA

N

VENTILAÇÃO ATRAVÉS DE PAINÉIS PERFURADOS EM ALUMÍNIO

A

A’

* A cobertura do empreendimento será em telhas termo acústicas em uma estrutura convencional de madeira envolta por uma platibanda. O edifício contará com o sis-tema de aquecimento de água através de placas fotovoltai-cas.

B B’

’ C

(80)

5.7 CORTES

ESQUEMÁTICOS

79

Figura67– Corte BB’. Fonte – Autora.

ESCALA – 1:500

Figura 66 – Corte AA’. Fonte – Autora.

ESCALA – 1:500 3,0 6,0 3,0 3,0 1,2 PISCINA TERRAÇO TELHA TERMOACÚSTICA ACADEMIA CINEMA CIRC. ESTAR GOURMET ESTAR COWORKING BIBL.

LOJA FEIRAS E EVENTOS LOJA LOJA HALL

COWORKING ESTAR

ESTAR SALA DE ESTUDOS

LIXO/GÁS 3,0 1,2 3,0 3,0 3,0 3,0 31,2 CIRC. PÚBLICO PRIVADO

ACAD CIRC. GALERIA

CAIXA D’ÁGUA

(81)

5.8 ELEMENTOS CONSTRUTIVOS E ESTRUTURAIS O edifício será concebido em

alve-naria convencional com estrutura em con-creto armado, por ser a mais utilizada no mercado da construção civil local e uma so-lução viável economicamente, já que a ma-lha estrutural é simples com pilares espaça-dos entre si de no máximo 6 metros de dis-tância.

Os detalhes em madeira na fachada são resultado da versatilidade e propriedades estéticas atribuídas a este material. Seu uso também busca o equilíbrio entre os materiais presentes no projeto, já que foram utilizados concreto e vidro. Por ser uma cor quente, a madeira traz a sensação de aconchego e pro-ximidade com a natureza.

O grande destaque da fachada são os painéis perfurados em alumínio que garan-tem o isolamento e a segurança permitindo ao mesmo tempo a ventilação. Além disso, evitam a insolação indesejada funcionando como uma espécie de brise, de forma a apa-rentar diminuir o tamanho das janelas na fa-chada, quando na verdade elas ocupam uma maior área das paredes.

80 5,0 5,0 5,0 5,0 5,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0 6,0

Figura 68 – Malha Estrutural. Fonte – Autora.

(82)

5.9 FACHADAS

81 CONCRETO APARENTE

Figura 69 – Fachada Norte. Fonte – Autora.

Figura 70 – Fachada Sul. Fonte – Autora.

VIDRO ESPELHADO RIPADO EM MADEIRA ESCALA – 1:500 ESCALA – 1:500 PAINEIS PERFURA-DOS EM ALUMÍNIO CONCRETO APARENTE VIDRO ESPELHADO RIPADO EM MADEIRA RIPADO EM MADEIRA GUARDA CORPO EM ALUMÍNIO PAINEIS PERFURA-DOS EM ALUMÍNIO

(83)

5.10 SÍNTESE LEGISLATIVA

PLANO DIRETOR

PROPOSTA

TAXA DE OCUPAÇÃO 50% 44,90%

ÍNDICE DE APROVEITAMENTO 5,2 3,86 NÚMERO DE PAVIMENTOS 12 9 + subsolo

AFASTAMENTO FRONTAL 4 7

ÁREA A SER CONSTRUÍDA 24580,40m² 18242m²

Optou-se por não utilizar todo o potencial construtivo do terreno visto que a legislação possui excedentes para incentivo a construção civil. Com os índices obtidos, o resultado é de um edifício com 216 moradias de 18, 36 e 60m², além de 20 lojas e espaços vantajosos para convívio e lazer.

82

(84)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao estudar o contexto urbano que cerca o terreno de projeto, é possível salientar a impor-tância de um espaço público de qualidade para os moradores locais e de uma moradia acessível financeiramente para os estudantes de ensino superior do município de Palhoça.

Ao longo do processo de partido arquitetônico, buscou-se priorizar questões como a di-versidade de atividades no complexo, valorização do entorno, permeabilidade, bom desempenho estrutural, térreo atrativo ao pedestre e outras mais estratégias arquitetônicas aprendidas e justifi-cadas durante todo o curso de Arquitetura e Urbanismo.

O projeto de edifício multifuncional com enfoque em moradia estudantil surge como res-posta aos itens estudados e discorridos ao longo deste trabalho: fundamentação teórica, referên-cias arquitetônicas e diagnóstico da área escolhida.

Logo, conclui-se a necessidade de implementação de um equipamento deste segmento para a área como fator de impulsão social, pois além de desenvolver a região economicamente, ele visa atender as necessidades prioritárias dos alunos, dando condições acessíveis, que se encai-xem dentro de suas possibilidades financeiras.

Desta maneira, o projeto terá continuidade no Trabalho de Conclusão de Curso II, apri-morando e detalhando as concepções abordadas durante esta etapa através da elaboração do pro-jeto arquitetônico.

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REFERÊNCIAS

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