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Ci. Inf. vol.27 número3

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Academic year: 2018

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INTRODUÇÃO

A utilização efetiva de técnicas didáti-cas que propiciem a aprendizagem com significado é o grande desafio que, há algum tempo, tem sido colocado para os educadores. Isto significa a busca de meios que permitam uma aprendi-zagem profunda e consistente, ou seja, que perdure por toda a vida do educan-do e que, ao mesmo tempo, o habilite a pensar criticamente, preparando-o para viver em uma sociedade cada vez mais complexa.

A inadequação do positivismo como base filosófica e metodológica para a prática educacional nesta sociedade complexa é óbvia. Apesar disso, mui-tos professores ainda hoje utilizam ex-clusivamente, como técnica de ensino, as aulas expositivas que, centradas no professor, representam a aplicação prá-tica do referido método.

“Basicamente, então, poderíamos dizer que o grande problema da metodolo-gia expositiva, do ponto de vista peda-gógico, é seu alto risco de não apren-dizagem, justamente em função do

baixo nível de interação sujeito-objeto de conhecimento, ou seja, o grau de probabilidade de interação sig-nificativa é muito baixo. Pode aconte-cer de o aluno ouvir uma exposição e de fato aprender? Sim, mas a probabi-lidade é muito pequena. Este baixo ní-vel de interação entre educador-edu-cando-objeto de conhecimento ocor-re tanto na interação objetiva (conta-to com o obje(conta-to, manipulação, experi-mentação, forma de organização da coletividade de sala de aula etc.), quan-to na interação subjetiva (reflexão do sujeito, problematização, estabeleci-mento de relações mentais, análise, síntese etc.).

Recursos informacionais

para o ensino fundamental

Bernadete Santos Campello

Paulo da Terra Caldeira

Aparecida Imaculada Bedeti

da Silva

Manuel Valente Mangue

Resumo

Caracteriza os produtores de recursos informacionais para o ensino fundamental no Brasil. Identifica, mediante o estudo dos catálogos por eles distribuídos, o modo como são divulgados seus produtos. Conclui que a indústria editorial brasileira voltada para o ensino fundamental apresenta uma produção diversificada, oferecendo uma variedade de materiais, típica do ambiente informacional da sociedade contemporânea. A análise dos catálogos aponta algumas deficiências nas informações necessárias à seleção dos materiais.

Palavras-chave

Fontes de informação; Recursos informacionais; Informação para ensino.

Do ponto de vista político, o grande pro-blema da metodologia expositiva é a formação do homem passivo, não críti-co, bem como o papel que desempe-nha como fator de seleção social, já que apenas determinados segmentos so-ciais se beneficiam com seu uso pela escola (notadamente a classe dominan-te, acostumada ao tipo de discurso le-vado pela escola, assim como ao pen-samento mais abstrato).” (Vasconce-llos, 1992).

A aprendizagem resultante da aplica-ção do método é superficial e útil ape-nas para resolver um problema ime-diato, como, por exemplo, passar no vestibular.

O grande número de crianças e jovens que precisam se preparar para serem cidadãos críticos e conscientes, capa-zes de contribuir para a construção de uma sociedade democrática, pressu-põe a aplicação adequada de conside-rável volume de recursos na educação. Em última instância, isso só ocorre-rá se lhes for propiciada uma educa-ção de qualidade, consistente e du-radoura.

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A aprendizagem com significado, du-radoura e profunda é, sem dúvida, aquela centrada no aluno, envolvendo mais do que simples aulas expositivas, livros-textos, apostilas ou pesquisas

copiadas de enciclopédias. Envolve principalmente “o direito dediscordar, o direito de questionar, o direito de opi-nar.” (Falcão Filho, 1988). Para tanto,

é preciso abrir para os alunos um le-que de recursos informacionais, sufi-cientemente amplo para despertar sua curiosidade e permitir a ção. É neste processo de problematiza-ção de situações e de busca de soluções, com orientação adequada, que está cen-trada a aprendizagem duradoura.

As técnicas de ensino voltadas para a repetição de conceitos supostamente verdadeiros não são suficientes para preparar os alunos para a chamada sociedade da informação, na qual as exigências são baseadas na capacida-de capacida-de utilização acapacida-dequada dos amplos e complexos recursos informacionais disponíveis. Assim sendo, quanto mais cedo a criança for exposta a esses re-cursos, de maneira sistematizada, mais condições terá de utilizá-los adequada-mente e de maneira crítica.

Uma tarefa comum na escola funda-mental, que implica necessariamente a utilização de recursos informacionais, é o trabalho de pesquisa escolar. Con-cebida originalmente como instrumen-to para a aprendizagem por descober-ta, processo pelo qual o aluno vai cons-truindo seu próprio caminho para o co-nhecimento, sob orientação de agen-tes educacionais, a pesquisa escolar resvalou, ao longo dos anos, para a cópia literal e indiscriminada de textos, a tal ponto que, hoje, suscita reclama-ções de todos nela envolvidos. Assim, os professores lamentam que os alu-nos não se interessam por materiais escritos, detestam ler, limitam-se a co-piar parágrafos de enciclopédias em suas pesquisas escolares; os alunos reclamam que os textos são difíceis e chatos, sem qualquer interesse; na bi-blioteca, o bibliotecário se preocupa com a pouca e má utilização do ma-terial informativo adquirido com dificul-dade e organizado para atendimento dos usuários; isso sem mencionar os pais dos alunos, desorientados diante das instruções – mais ainda da falta delas – para a elaboração dos traba-lhos escolares.

Uma das características mais marcan-tes da sociedade contemporânea é jus-tamente a sua capacidade de produ-ção de informações, não só em quanti-dade, mas também em variedade de formas e opções. O material impresso, que durante muitos anos constituiu o único material utilizado no processo de aprendizagem, passa a ser comple-mentado por tecnologias avançadas que privilegiam a imagem e o som. A complexidade do ambiente informa-cional aumenta se forem levados em conta os equipamentos necessários à utilização dos recursos.

Do ponto de vista prático e operacio-nal, esses recursos devem ser locali-zados de forma a estarem disponibili-zados para todos os usuários. A sua utilização efetiva pressupõe uma ade-quação à faixa etária e nível de com-preensão do aluno, atualização cons-tante, além de orientação individualiza-da e planejaindividualiza-da. Isto significa que há necessidade de um profissional que, juntamente com os professores, seja responsável por colocar o uso de infor-mações registradas no cerne do pro-cesso ensino/aprendizagem.

Tradicionalmente, os recursos informa-cionais, representados geralmente por materiais impressos (livros-texto, enci-clopédias, dicionários, livros de litera-tura) têm sido adquiridos pela escola e reunidos em local comumente chama-do de biblioteca escolar. Esta tem, so-bretudo, um papel pedagógico a cum-prir, pois está inserida em uma unida-de educacional e unida-deve ser o espaço centralizador do acervo bibliográfico e de material especial da escola, proven-do esta comunidade de suporte para realização de suas pesquisas e apoi-ando a reconstrução do conhecimento a partir da democratização da informa-ção. Entretanto, estando normalmente localizada em lugares inadequados, com coleções desatualizadas e sem pessoal que possa desenvolver um tra-balho planejado de utilização efetiva dos recursos informacionais, a biblio-teca escolar tem tido desempenho res-trito, sendo incapaz de despertar nos alunos a curiosidade e a habilidade de problematização.

Entretanto, há evidências de que os recursos informacionais disponibiliza-dos dinamicamente têm potencial para melhorar o desenvolvimento cognitivo da criança, estimular sua capacidade de pensar criticamente e de solucionar problemas. Um dos passos para que a tradicional biblioteca escolar se trans-forme no ambiente dinâmico necessá-rio à aprendizagem com significado é a identificação e conhecimento de re-cursos de informação adequados, que se encontram dispersos, têm formato variado e são produzidos em enorme quantidade por uma diversidade de or-ganizações, enfim, refletindo o mundo pluralista em que vivemos.

OBJETIVOS/METODOLOGIA

A presente pesquisa objetivou identifi-car os recursos informacionais para o ensino fundamental produzidos no Bra-sil. Mais especificamente, pretendeu-se levantar – da forma o mais exaustiva possível – os produtores de materiais voltados para este segmento, incluin-do materiais impressos, cd-rom e

dis-quetes. Este levantamento foi feito uti-lizando-se diversos meios (Anexo 1).

As organizações identificadas foram caracterizadas em termos de: data de início das atividades, local da sede, filiais, tiragem média e número de títu-los publicados em 1995 e planos para publicação eletrônica. Cientes de que esses produtores, em sua maioria, lo-calizam-se na região centro-sul do país, buscou-se verificar se os mesmos procuram atingir um público mais amplo, estudando-se os processos de divulgação por eles utilizados. Para isso, foi utilizado um questionário envi-ado a todos os produtores identificenvi-ados (Anexo 2).

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tema/assunto, sinopse do conteúdo, recomendações para uso, foto da capa, tamanho, indicação de cores, ano de publicação, ISBN* , prêmios e indica-ções, críticas de resenhas, preço, lista de distribuidores. Quanto aos produtos eletrônicos, verificou-se, além desses itens, a existência de informação sobre a versão dos programas e as ferramen-tas disponíveis.

ANÁLISE DOS DADOS

A análise dos dados que permitiram a caracterização das organizações pro-dutoras de recursos informacionais foi feita com base em 91 questionários res-pondidos, dos 208 enviados para as organizações identificadas.

O estudo do material de divulgação foi desenvolvido a partir de catálogos en-viados.

Características das organizações produtoras

a) Início das atividades

A mais antiga das organizações parti-cipantes da pesquisa surgiu no ano de 1900; até a década de 40, havia dez organizações ligadas à área de recur-sos informacionais para o ensino fun-damental no Brasil. A década de 50 presenciou o aparecimento de apenas duas e, na década de 60, houve um salto significativo representado pela criação de 12 organizações. Na déca-da de 70, surgiram dezessete. Quase a metade das 86 organizações que res-ponderam a esta questão iniciou suas atividades nas décadas de 80 e 90 (vin-te e 25 respectivamen(vin-te). Verifica-se, portanto, um crescimento regular do setor, desde a década de 60 até os dias atuais, quando surgiram 74 das 86 or-ganizações que indicaram a data de sua criação. Até então, o mercado era representado apenas por doze editoras, surgidas na proporção de uma a três por década.

O crescimento da indústria editorial bra-sileira como um todo foi previsto pelo historiador britânico Lawrence Hallewell, que, em um estudo divulgado na déca-da de 80 (Hallewell, 1982) identificou o mercado produtor do país como o de maior potencial na América Latina. As previsões de Hallewell se confirmaram, como indicado pelos dados divulgados pela Câmara Brasileira do Livro,que, em estudo encomendado à Fundação João Pinheiro de Belo Horizonte* , mos-trou que o Brasil é responsável por 53% dos títulos produzidos e por 54% dos exemplares de livros vendidos na Amé-rica Latina, no período 1994/1996. Nes-te período, o mercado brasileiro de li-vros cresceu 45% em exemplares ven-didos e 48% em faturamento.

O subsetor de livros infantis e didáti-cos foi o responsável por mais da me-tade do mercado como um todo: dos 242 milhões de livros vendidos de ja-neiro a agosto de 1996, 66% eram des-tinados a alunos em fase de alfabetiza-ção, de ensino fundamental e de 2º grau. Esta tendência tem sido observada des-de 1994. O subsetor infantil ficou abai-xo apenas do mercado dos livros da área de religião, que cresceu cerca de 97% nos últimos dois anos, impulsionado pelo esquema de distribuição, que transfor-ma as várias igrejas em pontos de ven-das dessas publicações.

O crescimento significativo da produ-ção editorial na década de 70 foi anali-sado por Alves (1982), que apontou, como causas, o aumento do número de vagas nas escolas e a implantação de programas oficiais de alfabetização que absorviam grande volume das tiragens de livros didáticos, distribuídos gratuita-mente pelo governo. Em 1974, os livros didáticos representaram 47% da produ-ção total de livros no país. Da mesma forma, a área de literatura infantil e ju-venil apresentou um crescimento con-siderável no período 1974/1976, causa-do, segundo o referido autor, por pro-gramas de incentivo governamentais e pela utilização desses livros como leitu-ra complementar no ensino fundamen-tal. O aparecimento de um número con-siderável de editoras coincide, portan-to, com o crescimento do volume de li-vros editados no período.

Constata-se, enfim, a existência de editoras consolidadas, que se mantêm há bastante tempo no mercado, e, ao mesmo tempo, o aparecimento de no-vas organizações que surgem para ocupar nichos de mercados específi-cos, atendendo à demanda crescente por recursos informacionais educativos.

b) Local da sede

As sedes das 91 editoras que respon-deram à questão localizam-se em cin-co estados e quatorze cidades, haven-do enorme concentração no Estahaven-do de São Paulo. Este estado sedia 58 edito-ras, as quais estão localizadas em ape-nas cinco cidades paulistas, sendo que a cidade de São Paulo concentra 53 editoras, enquanto as demais, quatro, sediam uma editora cada.

Embora apareça em segundo lugar, o Rio de Janeiro sedia um número me-nor de editoras que São Paulo (quin-ze), sendo treze na capital do estado e duas em Petrópolis. Considerado por Hallewell (1982) como de importância igual a São Paulo como centro editorial naquela época (a diferença era que o Rio era mais forte em literatura, ao pas-so que São Paulo era considerada a cidade do livro didático), o Rio de Ja-neiro, no que tange à produção de li-vros para o ensino fundamental está mais próximo de Belo Horizonte, que sedia apenas oito editoras. O Paraná sedia cinco (quatro em Curitiba e uma em Pinhais), o Rio Grande do Sul qua-tro (três em Porto Alegre e uma em São Leopoldo) e uma em Brasília, DF.

A concentração do mercado consumi-dor é o fator responsável pelo mesmo fenômeno com relação às editoras, fato já constatado em 1955 pelo editor Enio Silveira, quando declarava que “somen-te as cidades de São Paulo, Rio de Ja-neiro, Recife, Porto Alegre, Belo Hori-zonte, Salvador e Curitiba (nessa or-dem) é que representam positivamen-te o maior mercado para o livro em nos-so país.“ (apud Hallewell, 1984, p.516).

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O potencial de Minas Gerais como mercado produtor de livros não foi bem avaliado na época. Hoje, o estado co-loca-se em segundo lugar no país em número de lançamentos, perdendo apenas para São Paulo, e esta situa-ção deve-se especialmente à produsitua-ção de livros didáticos, paradidáticos e in-fanto-juvenis. (Mesquita, 1995).

c) Filiais

A alta concentração das sedes das editoras em estados do Sudeste já era prevista tendo em vista o desenvolvi-mento econômico e social da região. O interesse da pesquisa era verificar se, embora concentradas regionalmente, as editoras desenvolviam ações para atingir um público mais distante.

A constatação da existência de filiais das editoras em outros estados mos-trou que existe uma rede de distribui-ção mais ampla: as 51 editoras que res-ponderam à questão possuem filiais em 24 cidades de 13 estados.

d) Número de títulos publicados em 1995

O número de títulos publicados em 1995 pelas 76 editoras que responde-ram a esta questão variou de 1 200 a dois. Foram produzidos naquele ano um total de 6 533 títulos: uma média de 85,9 por editora. Hallewell (1982) havia constatado, no início dos anos 80, que, das 30 a 40 editoras brasileiras que pro-duziam livros para crianças, apenas um terço lançava mais de dois títulos por ano.

Uma pesquisa feita em 1982, relatada pelo citado autor, verificou que o nú-mero de títulos de literatura infantil à venda em quatorze editoras variava de 270 a cinco. Embora originados de cri-térios diferentes dos dados do presen-te estudo, espresen-tes números mostram uma tendência, observada a partir da déca-da de 70, de diversificação dos títulos e tipos de obras, causado, seja pela redução da dependência de um único livro didático para cada curso, seja pelo advento de uma diversificação regional extremamente necessária no ensino ou pelo fato de as escolas e professores estarem sendo menos conformistas em suas escolhas e, finalmente, devido à concorrência entre um número maior de editoras (Hallewell, 1982).

Das 76 editoras que forneceram este dado, 16 produziram mais de 100 títu-los em 1995 (321 em média). As ses-senta restantes produziram uma média de 23,8 títulos. Estes números indicam um aumento considerável na produção bibliográfica nacional relativa ao ensi-no fundamental.

e) Tiragem média

A tiragem média dos títulos publicados em 1995 pelas 73 editoras que forne-ceram este dado variou de 80 mil a mil.

As tiragens de livros didáticos no Bra-sil já atingiram, ao final da década de 70, 200 mil exemplares. Entretanto, na década de 80, já se observava um de-clínio neste número, resultante do au-mento da variedade de títulos, como já comentado anteriormente. No início da década de 80, segundo Hallewell (1982), as tiragens mais comuns eram de 50 mil exemplares.

Atualmente, este número está bem mais baixo, situando-se na faixa de mil a 5 mil exemplares: mais da metade das editoras pesquisadas mantém tiragens médias nesta faixa. Tiragens de mais de 30 mil exemplares só foram relata-das por três editoras; onze informaram realizar tiragens entre 10 mil e 30 mil exemplares.

O crescimento tanto de títulos produzi-dos quanto de exemplares vendiproduzi-dos, acompanhado de uma diminuição nas tiragens, confirma a tendência de diver-sificação que pode ser observada tam-bém no aparecimento de produtos como os livros-brinquedo e de livros mais baratos, vendidos em bancas. Isto reforça a estratégia de diversificação da indústria editorial que está atenta para atender a todas as faixas do mercado consumidor.

f) Planos para publicação eletrônica

Com o objetivo de verificar se as edito-ras estão também atentas para o mer-cado da publicação eletrônica, um seg-mento que deverá ter enorme expan-são nos próximos anos, foi indagado se as mesmas contavam com planos para entrar neste mercado. Os resulta-dos obtiresulta-dos indicam o interesse resulta-dos editores nesse novo nicho.

Vinte e seis das 90 editoras que res-ponderam à questão já estão neste mercado com algum produto em forma eletrônica: CD-ROM ou disquete. Qua-renta já têm planos semelhantes, sen-do que a maioria delas está se prepa-rando para atuar neste segmento a partir de 1997 e 1998. Apenas 24 edi-toras declararam explicitamente não pretenderem atuar neste filão.

Divulgação

Das 91 editoras que responderam a esta questão, a maioria informou utili-zar uma variedade de meios para di-vulgar seus produtos, à exceção de quatro que afirmaram utilizar um único meio. É comum a participação em fei-ras (como a Bienal do Livro), sendo que 75 editoras utilizam estes eventos para divulgação de seus produtos.

Catálogos são utilizados por 75 edito-ras, seguidos de folders, usados por 57.

Publicidade na mídia, em congressos, em seminários e visitas de promotores são formas freqüentemente utilizadas como meio de divulgação. Menos fre-qüentes são o telemarketing e outros

meios não identificados. A Internet sur-ge também como um veículo de divul-gação no meio editorial: das 107 edito-ras incluídas no guia Recursos informa-cionais para o ensinofundamental: guia de produtores,* quinze têm sites na

Internet.

a) Publicidade nos meios de comuni-cação de massa

A publicidade das editoras feita pelos meios de comunicação de massa está distribuída entre os seguintes veículos: revistas (utilizadas por 50 editoras), jor-nais (47), rádio (23), televisão (13) e

outdoors (5). Estes veículos parecem

atingir grande e diversificado público, embora não se tenha uma confirmação de sua eficácia.

(5)

b) Âmbito da divulgação

A maioria das editoras não restringe sua divulgação a um só estado ou re-gião: 75 declaram divulgar seus produ-tos para todo o país. Poucas (11) bus-cam atingir o mercado internacional, divulgando suas publicações e produ-tos em países da América Latina (Ar-gentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai e Uruguai), México, Portugal e Estados Unidos. Duas instituições informaram que enviam participantes a feiras inter-nacionais.

c) Divulgação de catálogo e folder

O catálogo, que é um meio de divulga-ção tradicional das editoras, é envia-do, principalmente, para as escolas. Das 79 editoras que responderam a esta questão, 67 adotam este procmento. Um número significativo de edi-toras (45) envia seus catálogos para pessoas físicas, contrastando com a quantidade que declarou enviá-los para bibliotecas (apenas 8).

Constata-se, portanto, a permanência de uma situação já observada de lon-ga data: as bibliotecas não fazem par-te do mercado consumidor de livros no Brasil.

No caso do folder, repete-se o padrão

encontrado na divulgação do catálogo. A maioria das editoras (55 das 67 que forneceram este dado) preocupa-se em encaminhá-los para as escolas. Há, também, um número significativo de organizações que endereça este tipo de divulgação para pessoas físicas (39) e, também aqui, o envio para bibliotecas é quase nulo (6).

Como a maioria das distribuidoras re-cebe os catálogos (66) e folders (45)

de suas editoras e não lhes foi pergun-tado como são redistribuídos, pode haver uma diferença no universo dos consumidores que os recebem.

Características do material de divulgação

Para esta análise, os materiais de di-vulgação foram divididos em dois gru-pos – materiais impressos (76) e mate-riais eletrônicos (15) –, tendo em vista suas especificidades. Deve-se desta-car que, entre os 76 catálogos de ma-terial impressos, quatro deles incluem materiais eletrônicos, perfazendo o to-tal de 15.

Material de divulgação de publicações impressas

a)Autores/ilustradores

Informações sobre autores são de fun-damental importância para permitir a avaliação da qualidade do material. Entretanto, os catálogos apresentam apenas o nome dos autor(es), omitin-do, na maioria das vezes, dados bio-gráficos e atividades profissionais que exercem. Esses dados apareceram com pouca freqüência nos 76 catálo-gos analisados: apenas 15 deles as cluíam. Mesmo assim, três dos que in-cluíram informação sobre autores o fi-zeram de forma parcial, isto é, forne-ceram apenas alguns dados dos auto-res. Os nomes dos ilustradores (dado de enorme importância no caso em estudo) foram mencionados em 41 dos 76 catálogos embora se esperasse maior importância por parte dos edito-res a esse aspecto.

b)Série/faixa etária

A indicação da série e faixa etária no material de divulgação é fundamental, sobretudo para os professores, uma vez que cada aluno possui um ritmo próprio de desenvolvimento escolar e, por isso, esforços devem ser feitos para considerar esse aspecto no sentido de facilitar a seleção dos livros mais ade-quados para o nível de cada leitor.

Informações sobre série e faixa etária contidas nos 76 catálogos analisados não são muito precisas. A análise mos-trou que 38 catálogos indicaram a sé-rie das publicações. Destes, quatro não citaram especificamente a série, mas o nível de escolaridade (por exemplo: 1o grau). Um catálogo de uma editora

não apresenta essa informação para todas as obras divulgadas.

A situação é semelhante com relação à faixa etária. Vinte e nove dos 76 ca-tálogos analisados incluem a faixa etá-ria; cinco indicam o público a que se destina (por exemplo: infantil, juvenil etc.); quatro apresentam esse dado apenas para algumas publicações.

Duas editoras acompanharam a ten-dência mais moderna de trabalhar em função do nível escolar ou a experiên-cia do educando.

c) Tema-assunto/sinopse do conteúdo

A indicação do tema/assunto tem gran-de importância nesse tipo gran-de material por possibilitar a seleção de obras de acordo com o interesse do leitor. Atra-vés da análise dos 76 catálogos, per-cebeu-se que havia preocupação por parte de editores em indicar o tema/ assunto dos livros, seja na forma de índices ou no próprio comentário. En-tre estes, apenas duas editoras forne-ceram esta informação sobre algumas obras.

No que se refere às sinopses do con-teúdo das obras, a análise dos catálo-gos indicou que há uma preocupação ainda maior por parte dos editores em relação a esse quesito, pois 55 edito-ras apresentaram sinopse para cada livro, e apenas duas se limitaram a apresentar sinopse de toda a coleção.

d) Recomendações para uso

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e)Foto da capa/número de páginas/in-dicação das cores

Os aspectos gráficos de uma publica-ção são bastante relevantes no proces-so de seleção, por permitirem uma vi-sualização mais precisa da obra a ser adquirida. Considerando-se este as-pecto, verificou-se que 34 catálogos apresentam a foto da capa em seu material de divulgação e 46 indicam o número de páginas da publicação. A indicação de cores, ao contrário dos itens acima, aparece em apenas 13 dos 76 catálogos analisados, sendo que cin-co das organizações informam que o livro é colorido, não citando, entretan-to, as cores.

f)Ano de publicação/ ISBN

A partir da análise dos 76 catálogos, percebe-se que foi dada pouca impor-tância à indicação do ano de publica-ção da obra e ao ISBN. Cada um des-ses itens foi indicado somente por cin-co organizações. Entretanto, a não-in-dicação do ano de lançamento pode ser explicada pela própria dinâmica de pu-blicação de catálogos. Normalmente, eles são editados anualmente e quase sempre estampam na capa a data com grande destaque. A questão do ISBN não deve ser analisada em termos com-parativos, pois não se pesquisou quais são as organizações que utilizam este sistema.

g)Preço

As organizações envolvidas com a pro-dução de material bibliográfico e não bibliográfico destinadas ao ensino fun-damental mostram uma preocupação com relação ao preço de seus produ-tos. Dos 76 catálogos analisados, 25 fornecem esta informação, sendo que 13 apresentam lista de preços no pró-prio catálogo e 12 o fazem em listas separadas.

h)Lista de distribuidores

Uma parcela significativa de editoras, quase a metade das 76, forneceu a lis-ta de seus distribuidores com endere-ços; destes, dois não citaram os res-pectivos endereços; uma listou seus distribuidores no exterior, uma trouxe a lista das filiais e uma editora incluiu sua lista de distribuidores na lista de preços, separadamente do catálogo.

i) Prêmios e indicações/críticas e resenhas

Algumas editoras (21) destacam as obras premiadas, indicadas ou reco-mendadas por instituições como a Fun-dação Nacional do Livro Infantil e Ju-venil (FNLIJ), Ministério da Educação e Desporto (MEC) e outras. As críticas ao material na forma de resenhas em jornais e outras publicações, que po-deriam conferir maior credibilidade à obra e à organização produtora, foram mencionadas em 11 dos 76 catálogos. Estes dados não permitem análise comparativa, pois não se pesquisou quais obras receberam prêmios, indi-cações ou recomendações e quais fo-ram resenhadas. A sua inclusão pode constituir uma estratégia de marketing,

mas não deixa de ser um ponto positi-vo para auxiliar na seleção.

É importante salientar alguns itens ob-servados além daqueles preestabele-cidos no estudo: percebeu-se que uma parcela significativa do material de di-vulgação (11) apresentam ou fazem referência às suas coleções; 13 inclu-em índices, de forma a facilitar a locali-zação do material no catálogo; três in-dicam o número da edição; duas indi-cam o tipo de encadernação e o nome dos tradutores; uma preocupa-se em citar a língua original; outra fornece catálogo dos títulos recomendados pela FAE.

Material de divulgação de produtos eletrônicos

Foi analisado o material de divulgação de 15 empresas; destas, 11 apresen-taram material exclusivo para divulgar produtos eletrônicos. Entre as 11, seis são empresas especializadas na pro-dução desse tipo de recurso. Quatro incluem seus produtos eletrônicos no catálogo geral, e, destas, duas utilizam um folheto geral.

A foto da capa do produto na sua for-ma impressa ou eletrônica foi encon-trada em 14 dos 15 catálogos analisa-dos.

A preocupação em informar a série a que se destina pode ser percebida em sete catálogos. A indicação da faixa etária e do público a que se destina fo-ram indicados em quatro dos materiais observados. O nome do autor/produtor foi indicado em seis catálogos, mas nenhum deles apresentou maiores in-formações sobre os mesmos.

O ano de publicação dos materiais im-pressos ou eletrônicos não foi indicado nos catálogos ou folhetos: apenas uma organização citou o ano em que o sof-tware por ela divulgado foi criado.

A indicação de preço no catálogo foi observada em cinco catálogos enquan-to os preços em listas separadas apa-receram em apenas dois.

O idioma dos materiais foi citado em cinco dos 15 catálogos analisados, e as críticas e resenhas, somente em dois.

A lista de distribuidores foi divulgada por seis organizações.

(7)

Percebe-se que, a partir da análise dos catálogos de 15 organizações, estas, em sua maioria, preocuparam-se em informar que tipo de material estão ofe-recendo (cd-rom, disquete ou ambos).

Três oferecem disquetes, oito produ-zem cd-rom, uma produz cd-rom e cd-player infantil e informou quantos cds

completam a coleção.

Outros itens que não constavam dos critérios pré-definidos para análise dos catálogos foram observados e mere-cem destaque: quatro organizações ci-tam a versão dos programas divulga-dos; duas indicam as premiações re-cebidas e uma ressalta as ferramentas disponíveis nos programas.

CONCLUSÃO

O segmento da indústria editorial bra-sileira voltado para o ensino fundamen-tal apresenta-se com uma produção diversificada, oferecendo uma varieda-de varieda-de materiais típica do ambiente in-formacional da sociedade contemporâ-nea. Além do livro impresso, há uma produção significativa de CD-ROMs,

fitas cassete, disquetes, vídeos e ma-terial geográfico. Em termos de conteú-do, a maior parte das organizações envolve-se com a produção de livros didáticos, paradidáticos e literatura in-fantil, com uma diversificação de assun-tos que contempla especialmente arte, biografia, educação ambiental e reli-gião, além de material de referência. É um setor que se apresenta consoli-dado, com crescimento significativo a partir da década de 60, no que diz res-peito às organizações que o compõem.

Embora apresentando um bom nível de qualidade no que diz respeito à sua aparência externa, os catálogos anali-sados apresentam deficiências nas in-formações que incluem. Com relação aos aspectos intrínsecos (dados sobre os autores e ilustradores, faixa etária e série às quais se destinam, tema, si-nopse do conteúdo e recomendações para uso), apenas a indicação do tema e a sinopse aparecem em mais da me-tade dos catálogos. As outras informa-ções são apresentadas de forma espo-rádica, indicando a pouca preocupação das organizações em fornecer dados que permitam uma seleção criteriosa. No que diz respeito aos aspectos ex-trínsecos (reprodução da capa, núme-ro de páginas, indicação de cores), a situação é semelhante, sendo que o único item indicado em mais da meta-de dos catálogos foi o número meta-de pági-nas.

O crescimento da produção de recur-sos informacionais para o ensino fun-damental no país é extremamente po-sitivo, na medida em que possibilita maiores opções para escolha pelo lei-tor. O crescimento, tanto em número de organizações produtoras, quanto de material produzido, tende a ser um fa-tor de melhoria da qualidade do produ-to.

Entretanto, é preciso avaliar permanen-temente o que está sendo lançado no mercado; isto pode ajudar a manter a qualidade e evitar que as característi-cas extrínsecaracterísti-cas do produto predomi-nem sobre o conteúdo.

Por outro lado, a tímida participação da biblioteca escolar como consumidora de recursos informacionais é um fator extremamente negativo. A contradição observada (mercado editorial vigoroso, de qualidade e em crescimento versus

bibliotecas com coleções pobres) já foi mencionada por Roy (1994), que ana-lisou a questão das bibliotecas escola-res na França. Capacitados profissio-nalmente a orientar os alunos na utili-zação dos recursos informacionais, os bibliotecários poderiam contribuir posi-tivamente para o aperfeiçoamento da qualidade desses recursos. Neste sen-tido, é fundamental o trabalho desen-volvido por entidades como a Funda-ção Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ). Este tipo de trabalho precisa ser ampliado para atingir o mercado produtor como um todo. Aqui, o papel do bibliotecário como avaliador da qua-lidade do material é fundamental; por meio de suas entidades específicas, os bibliotecários que atuam em bibliotecas escolares poderiam prestar excelente contribuição ao público envolvido com a elaboração de avaliações criteriosas dos materiais que utilizam, passando, assim, sua experiência para outros co-legas e contribuindo para o aperfeiço-amento da qualidade desses materiais.

(8)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BREIVIK, Patricia Senn. The role of libraries in the search for educacional excelence.

School Library Media Quarterly, Chicago, v.16, n.1, p.45-46, Fall 1987.

2. CARVALHO, Maria da Conceição. Indústria cultural e literatura infantil. R. Escola Bi-bliotecon. UFMG, Belo Horizonte, v.23,

n.2, p.189-196, jul./dez. 1994.

3. CLYDE, Laurel A. Computer-based resour-ces for young people: an overview. Inter-national Review of Children’s Literature and Librarianship, London, v.8, n.1,

p.1-21, 1993.

4. DEFINIÇÃO de critérios para avaliação dos livros didáticos: 1ª a 4ª séries. Brasília: FAE, 1994. 376p.

5. FALCÃO FILHO, José Leão. O ensino cen-trado na relação professor-aluno. R. Pe-dagógica, Belo Horizonte, v.6, n.33, p.5, maio/jun. 1988.

6. FOGAÇA, Francisco José. Educação: meto-dologia, técnica e abordagem política. R. Pedagógica, Belo Horizonte, v.4, n.53, p.9-11, set./out. 1991.

7. HALLEWELL, Lawrence. O livro no Brasil: sua história. São Paulo: T.A. Queiroz/EDUSP, 1982. 693 p.

8. HERRING, J. E. School librarianship. Lon-don: C. Bingley, 1982. 116p. Cap. 12: p.94-96,The future.

9. MESQUITA, Cláudia. Editoras de Minas: ain-da longe ain-da “literatura adulta”. Hoje em Dia, Belo Horizonte, 25 de abril de 1995.

Caderno Cultura, p.1.

10. ROY, Jean-Paul. Bibliothèques bien vivan-tes mais encore fragiles. Documentation et bibliothèques.Montreal, v.40, n.4, 1994. p. 187-188.

11. SANCHES NETO, Miguel. Desordenar uma biblioteca: comércio e indústria da litera-tura na escola.Leitura: teoria & prática,

São Paulo, v.14, n.26, p.30-34, dez. 1995. 12. SILVA, Waldeck Carneiro da. Miséria da bi-blioteca escolar. São Paulo: Cortez, 1995. 118p. (Coleção Questões da nossa épo-ca, v.45)

13. VASCONCELLOS, Celso dos S. Metodolo-gia dialética em sala de aula. R. Educa-ção, Brasília, v.21, n.83, p.28-55, abr./jun.

1992.

Information resources for elementary education Abstract

This article points out the characteristics of the market of information resources for elementary education in Brazil. It identifies the pattern of its advertizing process throught the analysis of the advertizing materials. Concludes that the Brazilian editorial industry concerning to elementary education has a diversified production, ofering a variety of materials, tipical of the information environmental of the contemporany society. The analysis of the adverstizing material shows some deficiencies concerning the information needed for the selection of the material.

Keywords

Information sources; Information resources; Information for education

Bernadete Santos Campello

Professora da Escola de Biblioteconomia da UFMG, mestre em biblioteconomia pelo Curso de Pós-graduação em Administração de Biblio-tecas da Escola de Biblioteconomia da UFMG. e-mail: [email protected] e

Paulo da Terra Caldeira

Professor da Escola de Biblioteconomia da UFMG, mestre em biblioteconomia pelo Curso de Mestrado em Ciência da Informação do IBICT/UFRJ.

e-mail: [email protected]

Aparecida Imaculada Bedeti da Silva Manuel Valente Mangue

Alunos bolsistas de iniciação científica (FAPEMIG e CNPq).

(9)

ANEXO 1

MEIOS UTILIZADOS PARA IDENTIFICAÇÃO DOS PRODUTORES

PUBLICAÇÕES

Catálogo dos Editores Brasileiros. Publicado pela Fundação Biblioteca Nacional, fornecendo, além do nome, o endereço e

telefone da instituição;

Who’s who; Catálogo de Empresas Associadas à Câmara Brasileira do Livro, fornecendo dados sobre editoras,

distribuido-ras e livrarias. Nome, endereço, telefone, nome da pessoa para contato, categoria e área de atuação. Incluindo descrição da sua linha editorial;

Catálogo Lecionare. Publicação anual da Forma Editora Ltda, reunindo as principais novidades em software educativos,

livros didáticos e literatura. Inclui também o nome e o endereço completo das instituições.

Guia de Vídeos da Editora Nova Cultural, fornecendo uma relação de distribuidoras de vídeo em todo o país, com o

endereço completo de cada uma delas.

Um trabalho sobre distribuidoras e produtoras de fitas de vídeo no Brasil:

CARVALHO, Everardo F. de. Distribuidoras e produtoras de fitas de vídeo no Brasil. Belo Horizonte: Escola de

Biblioteco-nomia/UFMG, 1989. (Trabalho de aluno da Pós-graduação).

Boletins da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), contendo informações sobre feiras de livro, premiações,

congressos, eventos em geral, entrevistas etc;

Publicações especializadas sobre produtos eletrônicos (Revista Exame, Pc Word, Cadernos de Informática dos principais

jornais do país etc). Tais publicações auxiliaram na identificação dos software educativos.

Cadernos Infantis dos principais jornais do país

Material do 3° Congresso Internacional de Educação (Educator’ 96), realizado em São Paulo em 1996.

VISITAS

Foram realizadas visitas às seguintes instituições:

– bibliotecas infanto-juvenis (4), onde foram identificadas, por intermédio de catálogos e, em alguns casos, por meio dos próprios livros, os endereços das editoras;

– Câmara Mineira do Livro, onde se obteve a lista dos associados; nela foram identificadas algumas editoras;

– distribuidoras de livros e bancas de jornais, que forneceram nome e endereço de organizações que publicam revistas em quadrinhos e outros materiais normalmente comercializados em bancas;

– vídeo locadoras: forneceram nome e endereço das distribuidoras de fitas de vídeo;

– Centro de Referência do Professor, da Secretaria de Estado da Educação/MG, que forneceu a lista das editoras das quais são adquiridos materias para as bibliotecas estaduais;

– 14a Bienal Internacional do Livro, realizada em São Paulo, em setembro de 1996, quando a coordenadora da pesquisa

esteve em todos os estandes de interesse para a pesquisa e obteve material de divulgação de diversas editoras.

– Feira Cantinhos de Leitura, realizada em Belo Horizonte, em maio de 1997.

Tentou-se localizar as produtoras de vídeo por meio de questionário enviado a 119 distribuidoras de vídeo no Brasil, identificadas no Guia de Vídeos, da Editora Nova Cultural, e em listas telefônicas. Entretanto, o retorno dos questionários

(10)

ANEXO 2 – QUESTIONÁRIO

1)Identificação

Nome da Empresa: ... Local da Sede (Cidade/Estado): ... Filiais (Cidade/Estado): ... Data de início das atividades (Ano): ... N° de todos os titulos editados/produzidos pela empresa em 1995: ... Tiragem média desses titulos: ...

1.1) Edita/produz materiais, recursos informacionais, para o ensino de 1° grau (literatura infantil, livros didáticos, software

educativo,vídeo, disquete, CD-ROM etc.)

( ) Sim ( ) Não

2)Distribuição

Como é o sistema de distribuição

( ) Distribuidora N° de distribuidoras ... ( ) Loja própria N° de lojas ... ( ) Vendedores próprios N°de vendedores ...

3)Divulgação

Como é a forma de divulgação?

( ) Catálogo ( ) Congressos/Seminários

( ) Folder (impresso de uma única folha) ( ) Visita de Promotores

( ) Publicidade na mídia ( ) Outro(s).(Indicar)...…. ( ) Feiras ...

3.1) A quem é enviado o catálogo? Com que frequência o catálogo é atualizado?

( ) A distribuidoras ( ) Anualmente

( ) A escolas ( ) Semestralmente

( ) A pessoas físicas ( ) Mensalmente

( ) A outra(s) instituições (Indicar) ... ( ) Outro. (Indicar) ... ...

3.2) A quem é enviado o folder? Com que frequência o folder é atualizado?

( ) A distribuidoras ( ) Anualmente

( ) A escolas ( ) Semestralmente

( ) A pessoas físicas ( ) Mensalmente

(11)

3.3) Como é feita a publicidade?

( ) Jornal ( ) Outdoor

( ) Revista ( ) Televisão

( ) Rádio ( ) Outro(s) (Indicar)

3.4) Qual o âmbito da divulgação?

( ) São Paulo ( ) Rio de Janeiro ( ) Todo o Brasil

Outro(s). (Indicar) ...

4) Há planos para produção de material em CD-ROM ou disquete?

( ) Já produzimos ( ) Sim ( ) Não Para quando (ano) ...

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