500 Hortic. bras., v. 24, n. 4, out.-dez. 2004
resumos do 46
o
CBO
Crescimento e produção de cultivares de alface em função de doses de fósforo.
Natan F. Silva; Daniel E. Silva; Wellington S. Teixeira; Peter E. Sonnenberg.
1
UFG, Escola de Agronomia e Engenharia de Alimentos, C.P. 131, 74001-970, Goiânia, GO,
e-mail: [email protected].
Avaliou-se o efeito de doses de fósforo no crescimento e produção das cultivares de alface Lady (ame-ricana) e Verônica (folha crespa), em experimento conduzido em um solo LVE com teores médios de fósfo-ro e potássio, no setor de horticultura da EA-UFG, no município de Goiânia, GO, de maio a julho de 2005. Os tratamentos consistiram de duas cultivares (Lady e Verônica) e cinco doses de P2O5 (0, 100, 200, 400 e 800 kg ha-1). O delineamento utilizado foi o de blocos ao acaso com cinco repetições, em esquema fatorial 2
x 5. As doses de fósforo foram aplicadas na forma de superfosfato triplo e incorporadas ao solo na ocasião do transplante das mudas. As parcelas experimentais, com dimensões de 1,25 m x 1,50 m, continham 30 plantas no espaçamento de 0,25 m x 0,25 m sendo, consideradas úteis, apenas as 12 plantas centrais das três fileiras intermediárias. Avaliaram-se o crescimento e a produção das plantas por meio do diâmetro, altura e peso da parte aérea das plantas colhidas e estabeleceu-se a relação entre o diâmetro e a altura da parte aérea das plantas. Observou-se que as cultivares e as doses de fósforo utilizadas não influenciaram no número de plantas colhidas cuja média ficou em 11,8 por parcela (157.333 plantas ha-1). A produtividade de matéria
fresca da parte aérea, em função das doses de fósforo, aumentou de 35.833 kg ha-1, segundo a função
mate-mática Y=35.833,3+2.638,7 X−40,22X (R2 = 99,4), até a produção máxima estimada de 77.873 kg ha-1,
obtida com a dose de 800 kg ha-1 de P
2O5, sem diferença estatística entre as duas cultivares. O peso médio da
matéria fresca da parte aérea das plantas em função das doses de fósforo cresceu de 227 g planta-1, segundo
a função Y=226,7+17,33 X −0,278X (R2 = 98,9), até o máximo de 494 g planta-1, obtido com a dose de
800 kg ha-1, sem diferença entre cultivares. Observou-se que na cultivar Lady o diâmetro médio da parte
aérea das plantas cresceu, em função das doses de fósforo, segundo o modelo Y=20,5+0,55 X−0,015X (R2
= 97,9) até o diâmetro máximo de 25,5 cm, obtido com a dose de 336,1 kg ha-1 de P
2O5. A altura média das
plantas, na cultivar Lady, pode ser estimada pela função Y=13,3+0,86 X−0,022X (R2 = 99,7), com
máxi-mo de 21,7 cm, obtido com a dose de 382 kg ha-1 de P
2O5. Na cultivar Verônica o diâmetro e a altura das
plantas não foram influenciados significativamente pelas doses de P2O5. Considerou-se como econômica a dose de 462 kg ha-1 de P
2O5 que possibilita a uma produção estimada de matéria fresca da parte aérea (parte
501 Hortic. bras., v. 24, n. 4, out.-dez. 2006
Palavras-chave: Lactuca sativa, produtividade, diâmetro, altura, adubação, dose econômica. Efeito do espaçamento e época de plantio sobre a produção de
rabanete
Eliane Gomes Fabri1; Fernando Cesar Sala2; Paulo Eduardo da Rocha Tavares1. Paulo César Tavares de
Melo3; Magda Cardoso Colombo1; Carlos Henrique Russafa Miguel1; Thiago Cesar Marchetti Vieira1;
Pa-trícia Favoretto3; Claudia Regina Minutti4; Gláucia Regina Anti3.
1APTA Regional Alta Paulista (Estrada 14 - Km 6 - Adamantina–SP C.P. 191 CEP: 17.800-000); 2Tecnoseed
Sementes Ltda. (Rua 21 de Abril, 1432 – Bairro Lulu Ilgenfritz – Ijuí-RS). 3ESALQ/USP – Depto. de
Produção Vegetal – Horticultura. (Av. Pádua Dias, 11 Piracicaba-SP.) 4Faculdades Integradas Adamantinense
- Adamantina – SP.
O objetivo deste trabalho foi estudar o efeito de diferentes espaçamentos entre linhas e entre plantas em duas épocas de cultivo inverno e verão, na cultura do rabanete (Raphanus sativus L.), Híbrido Sakata® 19, o ensaio foi na área experimental da APTA Regional Alta Paulista – Adamantina - SP, a semeadura em 17/ 08/2005 e colheita em 17/09/2005 para o ensaio de inverno, e semeadura em 06/02/2006 e colheita em 07/ 03/2006 para ensaio de verão. Utilizaram-se oito tratamentos, sendo quatro espaçamentos entre linhas (15, 20, 25 e 30 cm) combinados com dois espaçamentos entre plantas (5 e 10 cm) e quatro repetições. O ensaio foi em canteiros, com 1,5 m de largura com parcelas constituídas por oito, sete, seis e cinco linhas transver-sais nos espaçamentos de (15, 20, 25 e 30 cm) entre linhas respectivamente. Avaliaram-se 20 plantas coletadas aleatoriamente das linhas centrais de cada parcela para as seguintes caracterizações agronômicas: massa fresca de raiz (MFR), massa fresca da parteaérea (MFPA) e número de raízes com defeitos (rachadas, atacadas por pragas, etc.). Para avaliar o efeito do ambiente na produção de rabanete coletaram-se os dados de temperatura, que foram obtidos no posto meteorológico da APTA Regional Alta Paulista em Adamantina-SP, durante o ciclo de 30 dias após a semeadura até o momento da colheita, a temperatura máxima e mínima foi de 29,9ºC e 16,6ºC no cultivo de inverno e no cultivo de verão foi de 31,6ºC e 20,9ºC respectivamente. Não houve diferença significativa para as seguintes variáveis: MFPA de (inverno e verão), para MFR houve diferença no inverno, e não diferiu no verão entre os tratamentos.
Palavras-chave: Raphanus sativus L., hortaliça, espaçamento e agricultura familiar.
Instabilidade para formação de cabeça na alface americana ‘Lucy Brown’.
Eliane Gomes Fabri1; Fernando Cesar Sala2; Paulo Eduardo da Rocha Tavares1. Paulo César Tavares de
Melo3; Patrícia Favoretto3.
1APTA Regional Alta Paulista (Estrada 14 - Km 6 - Adamantina–SP C.P. 191 CEP: 17.800-000); 2Tecnoseed
Sementes Ltda. (Rua 21 de Abril, 1432 – Bairro Lulu Ilgenfritz – Ijuí-RS). 3ESALQ/USP – Depto. de
Produção Vegetal – Horticultura. Av. Pádua Dias, 11 Piracicaba-SP.
A alface é a principal hortaliça consumida no Brasil. O fenômeno da instabilidade genética na alface americana não é um fenômeno isolado, mas ocorrem em outras hortaliças como tomate, ervilha e abóbora. Neste caso a cultivar Lucy Brown tem apresentado uma variabilidade muito alta no cultivo de verão, prin-cipalmente em regiões de alta temperatura. O objetivo deste trab alho foi quantificar o número de plantas com o problema de não formação de cabeça, no Município de Adamantina – SP. As mudas foram produzidas em casa de vegetação, a semeadura foi realizada no dia 25 de novembro de 2005, em bandejas de poliestireno expandido de 200 células, preenchidas com substrato Plantmax® HA. O transplante foi realizado no dia 15 de dezembro de 2005. O experimento foi inteiramente casualizado com um tratamento e quatro repetições. Cada parcela foi composta por 200 plantas, sendo o delineamento experimental composto por canteiros de 1,50m de largura x 12m de comprimento e espaçamento entre plantas 0,30m x 0,30m. A avaliação ocorreu no ponto de colheita de acordo com o protocolo do produtor, no dia 26 de janeiro de 2006, quando a maioria das plantas já apresentava a cabeça formada. Para todas as repetições o comportamento foi muito semelhan-te, a porcentagem de plantas sem formação de cabeça variou de 23% a 27,5% correspondendo a ¼ das plantas de cada repetição e a média para as temperaturas máxima e mínima foi de 33,25 e 20,78ºC respecti-vamente.
502 Hortic. bras., v. 24, n. 4, out.-dez. 2006
Crescimento e desenvolvimento do sistema radicular de alface nas condições edafoclimáticas de Janaúba, Norte de Minas Gerais
Maxwell Rocha3; Wagner Ferreira da Mota1; Tatiane Cristelli Dias2; Bruno da Silva Otoni2; Rodrigo Silva
Diniz2
1UNIMONTES – Professor do Depto. de Ciências Agrárias, 39440.000 Janaúba-MG. E-mail:
[email protected]; 2UNIMONTES – Bolsista de Iniciação Científica do Depto. De Ciências Agrárias,
39440.000, Janaúba-MG; 3UNIMONTES – Estudante do Depto. de Ciências Agrárias, 39440.000, Janaúba-MG.
A alface é uma das hortaliças folhosas mais consumidas no Brasil. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o crescimento e desenvolvimento de alface nas condições edafoclimáticas de Janaúba - MG. O experimento foi constituído de quatro períodos de avaliação (15, 30, 45 e 60 dias após o plantio). Houve desenvolvimento acelerado no comprimento da raiz dos 15 aos 60 dias após o plantio. O volume da raiz pouco se desenvolveu no intervalo de 15 a 30 dias após o plantio. No intervalo de 30 a 45 dias observou um aumento acentuado no volume da raiz, No período de 45 a 60 dias houve um aumento acentuado do peso seco da raiz. A massa fresca da raiz teve um aumento acentuado a partir da época 15 dias ate 30 dias após o plantio. Ao final da época 60 dias, ocorreu uma redução da massa fresca da raiz. A massa seca da raiz aumentou linearmente com a época.
Palavras chave: Lactuca sativa L, volume de raízes, crescimento de raízes Avaliação de alhos não-vernalizados em Tietê, SP.
D.E.Foltran1; P.E.Trani2; M.S.Camargo1; F.A. Passos2
1Apta-UPD de Tietê, C.P. 18, 18530-970 Tietê-SP.; 2IAC-Centro de Horticultura, Campinas-SP. e-mail:
Quinze cultivares de alho não-vernalizado foram estudadas em dois experimentos,em Tietê (SP), no período de março a outubro de 2004. Os experimentos foram dispostos em blocos ao acaso, com três repe-tições e oito cultivares no primeiro e quatro reperepe-tições e sete cultivares no segundo. Avaliou-se a produtivi-dade, o peso médio do bulbo e o diâmetro do bulbo. A cultivar Gigante de Curitibanos produziu 12 t ha-1, seguida das cultivares Bulbilho Aéreo e Roxinho 5063, com 10,3 t ha-1 de bulbos cada. Essas mesmas cultivares também produziram os bulbos maiores e mais pesados. A cultivar Gigante de Curitibanos, do primeiro experimento, produziu de 40 a 50% mais que as cultivares mais produtivas do segundo experimen-to. A mesma tendência se verificou com relação a outras cultivares, evidenciando a boa adaptação das cultivares pré-selecionadas em Tietê.