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DRAFT ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA

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DRAFT

--- ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE LISBOA ---

---Mandato 2017-2021 ---

--- SESSÃO EXTRAORDINÁRIA REALIZADA NO DIA VINTE E QUATRO

DE NOVEMBRO DE DOIS MIL E VINTE. ---

---ATA NÚMERO CENTO E VINTE E CINCO ---

--- Aos vinte e quatro dias do mês de novembro de dois mil e vinte, em

cumprimento da respetiva convocatória e ao abrigo do disposto nos artigos vigésimo

oitavo e trigésimo do Anexo I da Lei número setenta e cinco de dois mil e treze, de

doze de setembro, e nos artigos vigésimo quinto e trigésimo sétimo do seu Regimento,

reuniu a Assembleia Municipal de Lisboa, em Sessão Extraordinária, sob a

presidência do seu Presidente efetivo, Excelentíssimo Senhor José Maximiano

Albuquerque Almeida Leitão, coadjuvado pelo Excelentíssimo Senhor António

Miguel Silva Avelãs e pela Excelentíssima Senhora Maria Virgínia Martins Laranjeira

Estorninho, Primeiro Secretário e Segunda Secretária, respetivamente. ---

--- Para efeitos de cumprimento do disposto no n.º 2 do artigo 24.º-A do Código do

Procedimento Administrativo, na sua redação atual, regista-se que a presente reunião

foi realizada por via telemática, através da plataforma “Teams”. ---

--- Assinaram a “Lista de Presenças”, para além dos mencionados na Mesa da

Assembleia, os seguintes Deputados Municipais. ---

--- Aline Gallash Hall de Beuvink, Álvaro da Silva Amorim de Sousa Carneiro, Ana

Margarida Mota Vieira da Silva Morais, Ana Maria de Campo Pedroso Mateus, Ana

Maria Gaspar Marques, Ana Sofia Soares Ribeiro de Oliveira Dias Figueiredo, André

Nunes de Almeida Couto, António Manuel Pimenta Prôa, Artur Miguel Claro da

Fonseca Mora Coelho, Augusto Miguel da Gama Antunes de Albuquerque, Carla

Cristina Ferreira Madeira, Carlos de Alpoim Vieira Barbosa, Davide Miguel Santos

Amado, Diogo Feijóo Leão Campos Rodrigues, Fábio Martins de Sousa, Fernando

Garcia Lopes Correia, Fernando Manuel Moreno D’Eça Braamcamp, Fernando

Manuel Pacheco Ribeiro Rosa, Francisco Américo Maurício Domingues, Gabriel

Maria Simplício Baptista Fernandes, Graciela Lopes Valente Simões, Hugo Alberto

Cordeiro Lobo, Hugo Miguel Mateus Gaspar, Isabel Cristina Rua Pires, Joana

Margarida Durão Ferreira Alegre Duarte, João Diogo Santos Moura, João Luís

Valente Pires, Jorge Manuel Jacinto Marques, José Alberto Ferreira Franco, José

António Barbosa Borges, José António Cardoso Alves, José Inácio da Silva Ramos

Antunes de Faria, José Luís Sobreda Antunes, José Manuel Rodrigues Moreno, Luís

Pedro Alves Caetano Newton Parreira, Mafalda Ascensão Cambeta, Manuel Malheiro

Portugal de Nascimento Lage, Margarida Carmen Nazaré Martins, Margarida Isabel

Paulino Bentes Penedo, Maria Alexandra Almeida da Cunha Cordeiro da Mota

Torres, Maria da Graça Resende Pinto Ferreira, Maria Irene dos Santos Lopes, Maria

Luisa de Aguiar Aldim, Maria Simonetta Bianchi Aires de Carvalho Luz Afonso,

Maria Teresa Craveiro Pereira, Mário Jorge Paulino de Oliveira de Almeida Patrício,

Miguel Alexandre Cardoso Oliveira Teixeira, Miguel Farinha dos Santos da Silva

Graça, Miguel Nuno Ferreira da Costa Santos, Patricia Carla Serrano Gonçalves,

Patrocínia da Conceição Alves Rodrigues Vale César, Paula Inês Alves de Sousa

(2)

DRAFT

Real, Pedro Filipe Mota Delgado Simões Alves, Pedro Miguel Tadeu Costa, Raúl

Jorge Gouveia da Silva Santos, Ricardo de Sant’Ana Godinho Moreira, Rodrigo

Maria Santos de Mello Gonçalves, Rui Paulo da Silva Soeiro Figueiredo, Rui Pedro

Costa Lopes, Silvino Esteves Correia, Vasco André Lopes Alves Veiga Morgado,

Carlos Manuel Guilherme Lage Teixeira, Susana Maria da Costa Guimarães, José

Victor dos Santos Cavaco, Rita Tavares de Moura, Tiago Maria Sousa Alvim Ivo

Cruz, Natacha Machado Amaro, João Carlos de Sousa Pereira, Luís Duarte de

Albuquerque Carreira, Gonçalo Maria Vassalo Moita e John Law Rosas da Costa

Jones Roque Baker. ---

--- Faltou à reunião a seguinte Deputada Municipal: ---

--- Carla Sofia e Silva Rothes Ladeira. ---

--- Fizeram-se substituir, ao abrigo do disposto no artigo 78.º da Lei n.º 169/99, de

18 de Setembro, com a redação dada pela Lei n.º 5-A/2002, de 11 de janeiro, o qual se

mantém em vigor por força do disposto, a contrario sensu, na alínea d), do n.º 1, do

artigo 3.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e do artigo 8.º do Regimento da

Assembleia Municipal de Lisboa, os seguintes Deputados Municipais: ---

--- José António Nunes do Deserto Videira (PS), Presidente da Junta de Freguesia de

Marvila, por um dia, tendo sido substituído pelo substituto legal Deputada Municipal

Susana Maria da Costa Guimarães. ---

--- Rute Sofia Florêncio Lima de Jesus (PS), Presidente da Junta de Freguesia de

Olivais, por um dia, tendo sido substituída pelo substituto legal Deputado Municipal

Luís Duarte de Albuquerque Carreira. ---

--- Natalina Tavares de Moura (PS), Presidente da Junta de Freguesia de São

Vicente, por um dia, tendo sido substituída pelo substituto legal Deputada Municipal

Rita Tavares de Moura. ---

--- Ricardo Marques (PS), Presidente da Junta de Freguesia de Benfica, por um dia,

tendo sido substituído pelo substituto legal Deputada Municipal Carla Sofia e Silva

Rothes Ladeira. ---

--- Maria Cristina Castel Branco Alarcão Júdice (CDS-PP), por um dia, tendo sido

substituída pelo Deputado Municipal Gonçalo Maria Vassalo Moita. ---

--- João Maria Condeixa (CDS-PP), por um dia, tendo sido substituído pelo

Deputado Municipal John Rosas Baker. ---

--- António Modesto Navarro (PCP), por um dia, tendo sido substituído pela

Deputada Municipal Natacha Amaro. ---

--- Ana Margarida de Carvalho (PCP), por um dia, tendo sido substituída pelo

Deputado Municipal João Carlos Pereira. ---

--- Rita Calvário (BE), por um dia, tendo sido substituída pelo Deputado Municipal

Tiago Maria Sousa Alvim Ivo Cruz. ---

--- Frederico Lira (PEV), por um dia, tendo sido substituído pelo Deputado

Municipal José Victor dos Santos Cavaco. ---

--- Paulo Jorge Velez Muacho (IND), por um dia, tendo sido substituído pelo

Deputado Municipal Carlos Teixeira. ---

(3)

DRAFT

--- A Câmara esteve representada pelo Senhor Vice-Presidente João Paulo Saraiva e

pelos Senhores Vereadores: Carlos Castro e Paula Marques. ---

--- Estiveram ainda presentes os Senhores Vereadores da oposição: João Pedro

Gonçalves Pereira, Nuno Correia da Silva, Nuno da Rocha Correia, João Pedro Abreu

Costa e Ana Rita Costenla. ---

--- Às quinze horas e três minutos, constatada a existência de quórum, o Senhor

Presidente da Assembleia Municipal declarou aberta a reunião. ---

--- PERÍODO DE INTERVENÇÃO DO PÚBLICO ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Vamos começar pela intervenção do Público, a indicação que eu tenho é que

temos uma inscrição do Senhor Paulo Miguel Alves dos Santos, com o assunto sobre

habitação municipal que está no Fórum Lisboa. ---

--- Eu pedia ao serviços que estão no Fórum, que permitissem ao munícipe usar da

palavra. Já estou a ver o Senhor Paulo Miguel dos Santos e, portanto, dava-lhe a

palavra para intervir, faça favor.” ---

--- O Munícipe, Senhor Paulo Miguel dos Santos, no uso da palavra fez a seguinte

intervenção: ---

--- “Boa tarde, Senhoras e Senhores. ---

--- É o seguinte, eu sou residente em Lisboa há 52 anos, isto é assim: há pouco

tempo estive a viver dentro de um carro, tenho um filho menor, está a estudar ele é

bom aluno, graças a Deus e tenho outra que está a residir com a mãe. ---

--- A Doutora da CPCJ (Comissão de Proteção de Crianças e Jovens), devido à

situação em que o menino está, triste, não estar bem, queria-mo entregar mas eu não

tenho condições nem capacidades financeiras para alugar uma casa ou para alugar um

quarto em condições para poder recolher os dois. ---

--- E a Senhora Doutora fez um relatório no qual enviou a Doutora Paula Marques,

não sei se o Doutor conhece? Que é da Doutora Paula Andrade, a informar da situação

em que eu estou! ---

--- O que eu venho pedir é o auxílio dos Senhores, porque o que eu queria era dar

dignidade aos meus filhos…”. ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Eu pedia ao Senhor Paulo dos Santos, que deixasse o que tiver de informação,

de contatos para nós enviarmos o assunto para a Câmara e depois podermos-lhe dizer

alguma coisa, quais foram as sugestões que recebemos.” ---

--- O Munícipe, Senhor Paulo Miguel dos Santos, no uso da palavra fez a seguinte

intervenção: ---

--- “Eu tinha a inscrição feita na renda apoiada, como fiz também na renda acessível,

na renda acessível no concurso fui excluído, na renda apoiada fui lá e fiz a

candidatura, tenho a candidatura feita há bastante tempo. ---

--- É assim, eu já não sei mais…, queria só pedir aos Senhores Vereadores, ao

Presidente….”. ---

(4)

DRAFT

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Senhor Paulo, vamos pedir que o seu assunto seja analisado e depois o que nos

for comunicado, também, contatamos o Senhor Paulo.” ---

--- O Munícipe, Senhor Paulo Miguel dos Santos, no uso da palavra fez a seguinte

intervenção: ---

--- “Com certeza, muito agradecido pela vossa atenção.” ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Nada, estamos aqui para isso mesmo! ---

--- O Munícipe, Senhor Paulo Miguel dos Santos, no uso da palavra fez a seguinte

intervenção: ---

--- “Obrigado!” ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Corra tudo pelo melhor!” ---

--- Portanto, era o único cidadão inscrito, vamos passar então aos Votos.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Luís Newton (PSD), no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Peço a palavra para uma interpelação à mesa muito rápida, é que recebemos um

pedido, uma sugestão de adaptação ao texto da Senhora Deputada Natacha Amaro, do

PCP, havia dois pedidos, nós com um concordamos que é; não é ‘República Popular

de Moçambique’ é apenas, e só, República de Moçambique”.---

--- VOTO DE PESAR n.º 124/02 (PSD) – Nova Versão (Retificada) - (Subscrito

pelo Grupo Municipal do PSD) - “Voto de Pesar pelos crimes hediondos

praticados contra o povo Moçambicano”; ---

--- A Senhora Segunda Secretária, Virgínia Estorninho, no uso da palavra

procedeu à leitura do Voto de Pesar: ---

--- “Voto de Pesar ---

--- Pelos crimes hediondos praticados contra o povo Moçambicano ---

--- No meio da crise pandémica, outras crises, igualmente graves passam

despercebidas desmerecendo a repulsa e a condenação a que normalmente estariam

votados os atos inaceitáveis como os que chegaram aos nossos ouvidos esta semana. --

--- No norte de Moçambique, província de Cabo Delgado, grupos de assassinos

motivados por fanatismo religioso que desejávamos ver relegado ao cinzeiro da

História, vêm cometendo atos bárbaros em série ao longo dos últimos anos.

Culminaram no assassinato por decapitação e esventramento de mais de 50 homens,

mulheres e crianças, em data ainda não apurada mas que, de acordo com fontes do

terreno variam entre Abril e Outubro do corrente ano. Esta situação só vem agravar

a situação de insegurança dramática em que se encontram mais de 720 mil

moçambicanos, de acordo com as últimas informações de agências das Nações

Unidas. ---

(5)

DRAFT

--- Perante a passividade dos organismos de cooperação internacional,

é hora de os

políticos portugueses, seja à escala nacional ou local, levantarem a sua voz

condenatória e promoverem o levantamento da consciência cívica perante este tipo

de atentados contra a humanidade. ---

--- É neste sentido que, a Assembleia Municipal de Lisboa, tantas vezes chamada a

pronunciar-se sobre os mais diversos temas da vida política e social internacional,

deve associar a sua a quem procura a divulgação desta situação de enorme

gravidade que afeta um Povo Irmão. Dentro do que é possível, os órgãos municipais

da capital devem também encetar esforços no sentido de ajudar o povo moçambicano

neste momento tão difícil.---

--- Assim, a Assembleia Municipal de Lisboa, reunida em sessão plenária em

reunião virtual de 24 de Novembro, aprova o seguinte Voto de Pesar: ---

--- 1) A AML manifesta à República de Moçambique, através da figura do seu

Embaixador em Portugal os mais sinceros votos de pesar perante a sucessão

de crimes hediondos perpetrados na província de Cabo Delgado por

assassinos bárbaros que tal como em muitos locais do Globo, usam a bandeira

do islamismo radical para justificar criminalidade organizada e violência

desmedida; ---

--- 2)

A AML apela à CML que promova junto da população da cidade, de

IPSS e de outras entidades da sociedade civil, ações de recolha de bens e

fundos que possam ser encaminhados para as entidades que apoiam as

populações deslocadas no norte de Moçambique; ---

--- Lisboa, 23 de Novembro de 2020 ---

---

O Grupo Municipal do PSD” ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- Vamos passar à votação do Voto 124/02 (PSD). Não há votos contra, abstenções

do PCP, BE e do Deputado Municipal Independente Miguel Graça, votos a favor do

PS, PSD, CDS-PP, PAN, PEV, MPT, PPM e dos(as) Deputados(as) Municipais

Independentes: António Avelãs, Ana Gaspar, Carlos Teixeira, Joana Alegre, José

Alberto Franco, Patrícia Gonçalves, Rui Costa e Teresa Craveiro. O Voto 124/02

(PSD) foi aprovado por maioria. ---

--- (Ausência dos Deputados Municipais Independentes: Raul Santos e Rodrigo

Mello Gonçalves nesta votação) ---

--- VOTO DE PESAR n.º 125/01 (PEV) – (Subscrito pelo Grupo Municipal do

PEV) - “Voto de Pesar José Manuel Prista”; ---

--- A Senhora Segunda Secretária, Virgínia Estorninho, no uso da palavra

procedeu à leitura do Voto de Pesar: ---

--- “Voto de pesar ---

--- “José Manuel Prista” ---

--- Faleceu, vítima de doença prolongada, José Manuel Geoffroy Prista,

meteorologista nascido a 21 de Março de 1940 que, ao longo de décadas, informou,

(6)

DRAFT

esclareceu e divulgou esta ciência e o clima, tendo sido uma das caras mais

conhecidas e acarinhadas da meteorologia portuguesa, contribuindo para a

construção da moderna meteorologia portuguesa. ---

--- Apaixonado desde sempre pelo estudo da atmosfera terrestre, pelos processos

atmosféricos e a antevisão do tempo, conhecedor profundo dos fenómenos

meteorológicos e climáticos, José Prista foi previsor meteorológico durante toda a

vida profissional, chefiando a apresentação televisiva do ‘Estado do tempo’, tendo

ainda supervisionado a meteorologia em Macau e nos Açores, entre a década de 70 e

meados dos anos 2000, interessando-se, em particular, pelo papel da atmosfera no

desencadeamento e propagação de incêndios rurais. ---

--- Tornou-se conhecido dos portugueses através das apresentações que fez na

televisão portuguesa ao longo de décadas, onde sempre combinou a grande

capacidade de comunicador, com a interpretação científica dos processos

atmosféricos. ---

--- Até ao fim dos seus dias, foi um apaixonado pela meteorologia, colecionando

adágios e provérbios populares relacionados com o tempo e os fenómenos

atmosféricos, fotografando cataventos pelo País fora e, nos últimos tempos, efetuando

previsões domésticas a partir de uma pequena estação meteorológica montada num

terreno junto à sua casa. ---

--- Neste sentido, a Assembleia Municipal de Lisboa delibera, na sequência da

presente proposta do Grupo Municipal do Partido Ecologista Os Verdes: ---

--- 1 - Prestar sentidas condolências pelo falecimento de José Manuel Prista,

guardando um minuto de silêncio em sua memória. ---

--- 2 - Remeter a presente deliberação à Associação Portuguesa de Meteorologia e

Geofísica, ao IPMA e, por seu intermédio, à família enlutada, e à RTP. ---

--- Assembleia Municipal de Lisboa, 24 de Novembro de 2020 ---

--- O Grupo Municipal do Partido Ecologista “Os Verdes” ---

--- J. L. Sobreda Antunes ---

--- Victor Cavaco.” ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- Vamos passar à votação do Voto 125/01 (PEV). Não há votos contra, nem

abstenções, votos a favor do PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE, PAN, PEV, MPT, PPM, e

dos(as) Deputados(as) Municipais Independentes: António Avelãs, Ana Gaspar,

Carlos Teixeira, Joana Alegre, Miguel Graça, Patrícia Gonçalves, Rui Costa e Teresa

Craveiro. O Voto 125/01 (PEV) foi aprovado por unanimidade.---

--- (Ausência dos Deputados Municipais Independentes José Alberto Franco, Raul

Santos e Rodrigo Mello Gonçalves nesta votação) ---

---- (Neste momento procedeu-se a um minuto de silencio pelos Votos de Pesar.) ---

--- PERÍODO DA ORDEM DO DIA---

--- Ponto 1 – APROVAÇÃO DA ATA N.º 109 DE 02.06.2020; ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra continuou: --

(7)

DRAFT

--- “Vamos então entrar no Período da Ordem do Dia, com a aprovação da Ata nº

109, de 02.06.2020. Vamos passar à votação. Não há votos contra, nem abstenções,

votos a favor do PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE, PAN, PEV, MPT, PPM, e dos(as)

Deputados(as) Municipais Independentes: António Avelãs, Ana Gaspar, Carlos

Teixeira, Joana Alegre, Miguel Graça, Patrícia Gonçalves, Rui Costa e Teresa

Craveiro. A Ata nº 109, foi aprovada por unanimidade. ---

--- (Ausência dos Deputados Municipais Independentes José Alberto Franco, Raul

Santos e Rodrigo Mello Gonçalves nesta votação) ---

---- De forma a dar cumprimento ao disposto no DL. n. º 4/2015, de 07 de Janeiro, que

aprova o novo Código de Procedimento Administrativo, mais precisamente no n.º 3

do seu artigo 34.º, não participaram na votação da Ata 109, os Senhores Deputados

Municipais que abaixo se referenciam, em virtude de não terem estado presentes na

reunião a que a mesma respeita. ---

--- Ata n.º 109 Sessão Ordinária de abril, segunda reunião, realizada em dois de

junho de dois mil e vinte, não estiveram presentes os seguintes Senhores Deputados

Municipais: Rita Tavares de Moura (PS), John Rosas Roque Baker (CDS-PP), João

Carlos de Sousa Pereira (PCP), José Victor dos Santos Cavaco (PEV), Patrícia Carla

Serrano Gonçalves (IND) e Carlos Manuel Lage Teixeira (IND). ---

--- O Senhor Presidente da Assembleia Municipal, no uso da palavra continuou: --

--- “Vamos entrar no Ponto 2, Declarações Políticas. ---

--- Peço ao António Avelãs que dê a palavra pela ordem das inscrições, seguindo o

que está previsto no Regimento sobre esta matéria.” ---

--- Ponto 2. DECLARAÇÕES POLÍTICAS, DE ACORDO COM O FORMATO

EM ANEXO, AO ABRIGO DO DISPOSTO NO ARTIGO 40º E NA GRELHA J,

DO REGIMENTO; GRELHA J (5XGRELHAB) - 5 HORAS; ---

--- O Senhor Primeiro Secretário, António Avelãs, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Muito obrigado, Presidente. ---

--- Então o que está previsto no Regimento e que todos os Senhores Deputados

sabem, é que há uma intervenção de cada grupo municipal. A seguir a esta

intervenção, seguir-se-á um período máximo de quinze minutos para cada grupo

municipal onde poderão ser colocadas questões a quem interveio, incluindo a Câmara,

no final haverá quatro minutos para uma intervenção final de quem inicialmente

apresentou a sua declaração política para respostas às questões formuladas. ---

--- Estão inscritos para este ponto, e por esta ordem: o BE, o PAN, o MPT, o PEV, o

PPM, o PS, a Deputada Independente Patrícia Gonçalves, o PSD, o CDS-PP, a

Deputada Independente Teresa Craveiro e o Deputado Independente Rui Costa. ---

--- Se houver mais alguém a querer inscrever-se, deverá fazê-lo neste momento. ---

--- Dou a palavra ao Senhor Deputado Ricardo Moreira, do BE, e prepara o PAN

que não indicou quem irá fazer a intervenção.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Luís Newton (PSD), no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

(8)

DRAFT

--- “Gostaria apenas de esclarecer que a ordem correta para intervir no que respeita

ao PSD, é: Luís Newton, Ana Mateus, Francisco Domingues e Fernando Ribeiro

Rosa. ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Ricardo Moreira (BE), no uso da palavra

apresentou a seguinte Declaração Política:---

--- “Muito obrigado, Senhor Presidente, Senhor Secretário, Senhoras e Senhores

Deputados. ---

--- Neste momento em que estamos a viver a maior crise das nossas vidas. Já

estamos a aumentar o número de óbitos no que respeita ao COVID-19, só na região de

Lisboa terão perdido a vida 1447 pessoas vítimas da pandemia. ---

--- Em Lisboa mantêm-se a taxa de incidência muito grande com 625 casos por cada

cem mil habitantes nos últimos catorze dias, ou seja, a situação é mesmo muito grave. -

--- A situação do Serviço Nacional de Saúde é de desespero. Os serviços estão

saturados, a capacidade dos internamentos e dos cuidados intensivos estão quase em

ruptura e não se percebe, creio que isso é unânime, porque é que o Governo não

preparou a segunda vaga da pandemia. Todos sabíamos que viria, todos sabíamos que

seria pior que a primeira vaga, e em resultado disso não há camas, não há médicos,

não há enfermeiros, e tem, creio eu, faltado a coragem ao Governo para fazer as

coisas que deviam de ser feitas. ---

--- Repare-se, isto não é matéria de opinião, Portugal ganhou um bronze nos gastos

de despesas de saúde no combate à pandemia. Ficamos só atrás do Chipre e da Grécia.

--- Há dias atrás falava com uma delegada de saúde que confessou que estávamos a

apagar um incêndio com um conta gotas. ---

--- E a crise social e a crise económica provocadas pela pandemia estão a deixar

igualmente, as pessoas desesperadas. ---

--- Em outubro havia vinte e três mil pessoas inscritas nos centros de emprego de

Lisboa. Uma em cada sete dessas pessoas estava nessa situação por causa da crise

pandémica. E milhares de pessoas estão em layoff e sabem que o desemprego está no

horizonte. ---

--- Em Lisboa há milhares de estabelecimentos comerciais, bares, restaurantes que

também se encontram desesperados. Desde março que não há clientes, o verão não foi

metade do que esperavam, e com enorme receio, acreditam que o natal pode não

acontecer como era suposto. ---

--- Desde o início da pandemia já encerraram mais de cento e dez lojas na Baixa de

Lisboa, e eu creio que isso nos deve preocupar a todos e a todas. A crise na Baixa é

aliás, mais grave que em outras zonas da capital porque se decidiu, erradamente,

durante as últimas décadas, que aquela zona da cidade era apenas para o turismo,

concentrando hotéis, os hostels, o B&B, os restaurantes, mas não se diversificaram as

atividades, não há habitação, não há serviços públicos, não há outro tipo de comércio,

é a tal Disneylândia que temíamos e sem turistas não há solução para a zona nobre da

cidade. ---

(9)

DRAFT

--- Nas outras zonas de Lisboa que não estão tão dependentes do turismo, estão a

suportar melhor o impacto da pandemia, dando-nos uma lição para o futuro de que

precisamos de diversificar o comércio e os serviços de toda a cidade. ---

--- A queda do turismo é um problema muito grave até porque mais de cento e

cinquenta mil pessoas viviam dessa atividade, e agora estão desempregadas há mais

de dez meses sem qualquer apoio porque muitos deles eram precários e mal pagos, e

estas pessoas têm de ser apoiadas e é uma pena que não exista uma prestação de

cidadania que possa apoiar essas pessoas que não têm descontos suficientes para

aceder aos apoios sociais tradicionais. ---

--- Reconhecemos que a Câmara Municipal de Lisboa está a fazer um esforço

enorme. ---

--- A resposta à pandemia marcou o ano de 2020 na Câmara Municipal. A resposta

da proteção civil, a proteção social foi enorme, tanto nos sem abrigo, como nas

escolas, as freguesias fizeram um trabalho incrível, nos lares, no apoio à cultura, no

apoio às famílias e às IPSS’s, até no recente aprovado, ou recente discutido, apoio aos

restaurantes, aos bares como também, às esplanadas. ---

--- E reconheço, também, que o Orçamento para 2021 tem uma marca de resposta à

crise. Sei que faremos esse debate nas próximas semanas, mas o programa de apoio

económico e social, nomeadamente, o apoio de vinte milhões de euros a fundo

perdido às empresas e aos empresários em nome individual, do comércio e da

restauração contrastam, e muito, com o Governo. Não resolve, é verdade, a maioria

dos pequenos negócios, mas dá uma ajuda bem preciosa que é muito mais do que

aquilo que o Governo tem dado. ---

--- No entanto, há criticas a fazer a Fernando Medina, e permita-me o Senhor

Presidente da Assembleia Municipal em manifestar a minha indignação com o apoio

milionário à Web Summit. Esta cimeira que junta algumas das empresas mais ricas do

mundo vai receber um apoio de onze milhões de euros, uma parte vindos da Câmara

Municipal de Lisboa como se não houvesse pandemia, como se tivessem os mesmos

gastos, como se viessem a Lisboa os visitantes de outras edições. ---

--- Este ano o Paddy Cosgrave não vai gastar um cêntimo na logística de Portugal.

Os participantes da cimeira não vão deixar um cêntimo na economia de Lisboa. As

empresas que costumam montar os palcos e fazer a produção não receber. As

empresas de catering não vão fazer a alimentação, os lojistas da cidade que recebem

esses visitantes não os vão receber, a hotelaria e a restauração não vão receber nada,

mas a Web Summit vai receber onze milhões. E como se nada fosse, esses onze

milhões deitados pela janela são tão necessários neste momento para apoiar as pessoas

que estão a ser afetadas pela pandemia. ---

--- Eu creio que os recursos de Lisboa são demasiado escassos para fazer escolhas

deste tipo e nem os pequenos empresários da restauração, do comércio, dos bares,

nem uma das pessoas em layoff , nem nenhuma das pessoas que perdeu emprego por

causa da pandemia, consegue perceber esta escolha e o BE terá de continuar a

manifestar o seu desagrado. ---

--- Muito obrigado.” ---

(10)

DRAFT

--- O Senhor Deputado Municipal André Couto (PS), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação: ---

--- “Relativamente à intervenção do BE, o Partido Socialista gostaria de questionar

essa força política e o Deputado Municipal Ricardo Moreira se terá verdadeiramente a

noção daquilo que se passou no país e naquela que foi a evolução do país durante o

verão, ou se de alguma forma estiveram distraídos? ---

--- Dizer que pouco, ou nada, tem sido feito em termos de saúde e que o país não

está preparado e nem se preparou para esta segunda vaga a nós não nos parece uma

intervenção séria e honesta. Vamos a dados e estes dados são factos que podemos

atestar até pela dimensão que esta segunda vaga está a ter relativamente à primeira,

mas quando antigamente a capacidade da linha do SNS 24 era de dez mil chamadas

diárias, temos hoje atualmente uma capacidade para trinta mil. ---

--- Antigamente, na primeira vaga, conseguíamos testar duas mil e quinhentas

pessoas por dia, hoje em dia conseguimos trinta e cinco mil. ---

--- Onde antes tínhamos 433 camas de Unidades de Cuidados Intensivos, hoje temos

704 camas em disponibilidade permanente com a possibilidade de chegar às 944

camas, também. ---

--- Quando antes tínhamos doze mil pessoas em vigilância ativa, hoje temos noventa

mil pessoas. ---

--- Onde antes tínhamos duas mil camas para doentes COVID, hoje temos três mil

com a possibilidade de ir às dezoito mil. ---

--- E onde antes tínhamos 1142 ventiladores, hoje temos perto de dois mil. ---

--- Portanto, quando ouvimos o BE dizer que o Governo e o país não se prepararam

para esta segunda vaga, aquilo que nós queríamos saber era de que forma é que o BE

classifica esta evolução que são dados da DGS e do Ministério da Saúde, evolução

daquilo que vivemos na primeira vaga e agora para a segunda vaga, o que é que

entendem relativamente a estes dados, se os querem mesmo desvalorizar, porque para

nós parece-nos claramente que estarem a agarrarem-se a questões estatísticas de

medalhas de bronze que em nada refletem a realidade é uma argumentação curta para

estas reuniões, e aquilo que é importante é que se veja que realmente o país tem

conseguido responder, e que a capacidade de resposta aumentou substancialmente. ---

--- Muito obrigado” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Rui Costa (IND), no uso da palavra apresentou

a seguinte interpelação: ---

--- “Muito obrigado Senhor Presidente. ---

--- Senhor Deputado Ricardo Moreira quero saudar o carácter social democratizante

do discurso que acaba de ter, designadamente o louvor de apoio aos empresários que

também constituem uma parte da sociedade lisboeta, e é bom ver o BE com essas

preocupações e estou inteiramente convosco. ---

--- No entanto há matérias onde nos aproximamos, e julgo que a resposta a esta

pesada crise importa acautelar a tarifa social da água, a mesma que o BE, e muito

bem, tem apelado em todos os concelhos limítrofes de Lisboa, mas que se vai

esquecendo em Lisboa na sua intervenção pública. ---

(11)

DRAFT

--- E nesta medida quero perguntar ao BE se apoia a proposta do Partido Socialista

de alteração ao Orçamento de Estado no sentido de consagrar esta realidade em

Lisboa, e suportada designadamente, através da EPAL, porque o Município de Lisboa

não é concedente das águas? ---

--- Mas queria perguntar mais. ---

--- Em momentos de crítica à governação socialista e ao Presidente Fernando

Medina, eu gostaria de saber o que é que o BE pretende fazer, porque eu sei o que

quero fazer nesta sede, relativamente ao pacote fiscal e à continuidade de ausência de

garantias do pacote fiscal que a Câmara apresentará em breve, e que o BE aprovará, a

ausência de garantias em relação ao combate à precariedade? Quero saber o que é que

o BE pensa disso. Tanto mais que a precariedade se vê tantas vezes, nestas pequenas

unidades económicas. ---

--- E por fim, em relação a uma grande ausência também que consta do nosso

programa de Governo, que o BE há um ano apoiou, eu já me abstive em função disso,

em relação à contratação pública ambiental e socialmente sustentável? O que é que o

BE pensa em relação a esta matéria, particularmente, numa altura de crise como a de

hoje. ---

--- Mas registo positivamente que o BE está no caminho de uma visão mais

responsável daquilo que é a atividade económica em Lisboa. ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Ricardo Moreira (BE), no uso da palavra

apresentou a seguinte resposta: ---

--- “Em primeiro lugar, quero agradecer as palavras do Senhor Deputado Rui Costa,

e dizer que até estive tentado a pedir a defesa da honra para dizer que eu seria mais

responsável. Ficaremos por aí. ---

--- Sobre as questões apresentadas pelo Senhor Deputado André Couto, dizer que,

em primeiro lugar, o Senhor Deputado não diz nada sobre as questões relacionadas

com a Web Summit e aí assinalo o incómodo do Partido Socialista, percebo o

incómodo, apresentar um pacote de onze milhões para Paddy Cosgrave quando

apresentamos um pacote juntos de vinte milhões para apoiar o comércio e os serviços

em Lisboa, compreende toda a gente que é muito, muito dinheiro para uns e muito

pouco para outros. ---

--- Depois o Senhor Deputado André Couto perguntou como é que o BE classifica

os números que apresentou e a preparação do Governo, tenho todo o gosto em dizer:

insuficiente. ---

--- E sobre argumentações estatísticas que têm pouco significado, eu tenho-lhe a

dizer que foi exatamente aquilo que o Senhor Deputado apresentou, infelizmente. ---

--- Porque a questão é esta, o Parlamento permitiu ao Governo gastar em pandemia

um orçamento suplementar mais 4,5 milhões de euros. E muitíssimo pouco desse

valor foi utilizado. Por isso, na verdade aquilo os médicos estão hoje a fazer, aquilo

que os enfermeiros estão hoje a fazer, aquilo que os hospitais estão hoje a fazer é

omelete sem ovos. E isso nota-se Senhor Deputado. Não vale a pena darmos

palmadinhas nas nossas costas. Estão pessoas em grande agonia e essa agonia faz-se

(12)

DRAFT

sentir no SNS, nas pequenas empresas e nas famílias que ficaram sem nada de um

momento para o outro. ---

--- Por isso, nós precisamos desse apoio, ele foi aprovado no parlamento mas não foi

utilizado, e em Lisboa estamos a sofrer as consequências dessa decisão do Governo, e

felizmente que na Câmara Municipal de Lisboa fomos capazes de tomar outro rumo e

outra direção que vai ter efeitos. ---

--- Mas o Senhor Deputado sabe que os efeitos que uma Câmara pode ter são sempre

limitados face à política nacional. ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Primeiro Secretário, António Avelãs, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Tem a palavra um Deputado do PAN que não foi indicado, e prepara o Senhor

Deputado José Inácio Faria, do MPT.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Miguel Santos (PAN), no uso da palavra

apresentou a seguinte Declaração Política:---

--- “É impossível falar do estado da cidade sem fazer referencia à COVID-19, dado

que o contexto é mais do que incerto, os impactos para medir são mais do que muitos,

e trata-se de uma crise heterogénea pois afeta os territórios de forma distinta, afetando

as pessoas de maneira diferente, tendo vindo a revelar cada vez mais, a fragilidade

social do modelo económico que vivemos. ---

--- São necessárias respostas as vários níveis, respostas essas que têm de ser

articuladas entre si. Não precisamos de respostas fragmentadas, duplicadas e inúteis

com excessos de burocracias. Devemos sim aproveitar o facto de estarmos a

atravessar o momento em que, quer o Estado, quer as autoridades locais, quer as

empresas e até as pessoas tiveram que alterar profundamente a sua de atuar para

reorganizar serviços e metodologias. ---

--- Assim, é este o momento para recomeçarmos de forma mais eficiente, mais

transparente e com menos burocracia. ---

--- Face ao atual estado e contexto sanitário, tornou-se claro que é necessário

garantir a confiança das pessoas nas decisões tomadas, nomeadamente, na alocação de

recursos financeiros para que a população adira às medidas de contenção do vírus e,

paralelamente, para evitar que os populismos e extremismos continuem a escalar e a

proliferar dentro da comunidade. ---

--- É por isso que o PAN defende que a legislação e os procedimentos têm de ser

simples e transparentes. As pessoas têm de saber o que podem fazer, que direitos têm

e como usufruírem em pleno dos mesmos com respostas rápidas a processos que

muitas vezes de arrastam longos e pesarosos meses. ---

--- O pedido de subsídios e de ajudas não pode ser encarado como um martírio e

uma dificuldade. Não podem continuar os atrasos com a desculpa do COVID quando

é agora que as pessoas precisam de pagar as suas contas. ---

--- Ora, os Municípios estão na linha da frente na recuperação da crise e Lisboa

sendo uma área urbana muito dependente do turismo, foi atingida com força com a

sua população a ser fortemente afetada. E não estamos só s falar das camadas que já

(13)

DRAFT

eram vulneráveis. Neste momento, a restauração, comércio e hotelaria e quem para

estes prestava serviços ou fazia fornecimentos, estão a ser gravemente afetados. ---

--- Ora, vem aí muitos fundos da União Europeia que devem ser utilizados com as

pessoas para fazer face às dificuldades que as pessoas estão a passar. E a palavra

bacilar é fundamental nesta fase. Transparência e fiscalização. ---

--- A população terá que poder percepcionar e verificar que os fundos são investidos

para dar resposta às reais necessidades em consonância com a prioridades regionais e

locais, que inclui a necessária componente social mas também empresarial, sem

esquecer as metas de combate às alterações climáticas. A população terá que poder

comprovar com esses fundos, que estamos a construir uma sociedade mais resiliente. --

--- Cabe-nos conseguir comunicar com as cidadãs e os cidadãos de forma clara,

transparente, rigorosa, ao contrário do que tem acontecido, tendo sido vários os casos

que demonstram as indecisões, a falta de um plano, a falta de compreensão entre as

partes. ---

--- Só assim poderá haver confiança, apoio e adesão aos objetivos, prioridades e

planos, que têm que ser efetivados para sairmos desta situação. ---

--- Por isso, hoje trazemos uma proposta para que esta Assembleia delibere

recomendar à Câmara Municipal de Lisboa que crie mecanismos dissuasores da

pratica de eventuais crimes, como abuso de poder, apropriação ilegítima de bem

público, peculato, participação económica em negócio, tráfico de influência,

corrupção ou suborno, entre elas. ---

--- A criação de um portal da transparência relativamente às medidas tomadas pelo

município no âmbito do combate à crise da saúde pública provocada pelo COVID-19,

bem como os seus impactos sociais e económicos. ---

--- Divulgação no portal do município do registo de interesses dos titulares de cargos

políticos dos órgãos municipais, e dos dirigentes dos serviços do município. ---

--- A criação de um mecanismo de pegada legislativa municipal, ou regulamentar se

quiserem, integrado no site da CML que identifique todas as consultas e interações

que influenciaram a decisão final relativamente às propostas apresentadas e

apreciadas no âmbito dos órgãos municipais. ---

--- A definição de uma secção específica no portal do município dedicada às

matérias da transparência. ---

--- A divulgação da documentação institucional do município em formato aberto e

pesquisável. ---

--- Quanto aos documentos apresentados pelas outras forças políticas, iremos, entre

outros, votar favoravelmente: ---

--- A moção pela defesa e reforço do SNS cuja pertinência é clara. ---

--- A moção garantir a intervenção urgente para suster o colapso da Ermida da Cruz

das Almas, do PPM. ---

--- A recomendação do MPT, pela agilização da implementação do Plano Municipal

para a Pessoa em Situação de Sem Abrigo. ---

--- E a recomendação do PEV para retirada do amianto nos edifícios de habitação

municipal. ---

(14)

DRAFT

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Rui Costa (IND), no uso da palavra apresentou

a seguinte interpelação: ---

--- “Muito obrigado Senhor Presidente. ---

--- Senhor Deputado Miguel Santos, permita-me que saúde a sua iniciativa, mas que

lhe diga também, e como o Senhor Deputado costuma dizer muitas vezes aqui na

Assembleia, a mesma paga direitos de autor, designadamente o ponto dois. ---

--- É que no acordo entre o PS e o BE foi exatamente introduzida, e o Senhor

Presidente da Assembleia Municipal é testemunha de várias conversas que tivemos, a

necessidade de criar essa declaração de interesses. ---

--- E queria, apenas, colocar-lhe duas questões, Senhor Deputado: ---

--- A primeira é se em relação ao ponto 1 admite ressalvar o Regime Jurídico da

Proteção de Dados? ---

--- E se em relação ao ponto 3 admite retirar a palavra legislativa porque o

município não produz normas legislativas? E se assim aceder, se aceita a minha

subscrição porque não esqueço os meus deveres e compromissos perante o eleitorado,

se aceita a minha subscrição nessa condição ao seu documento, sem qualquer tipo de

reservas? ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Manuel Lage (PS), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação: ---

--- “Muito obrigado Senhor Primeiro Secretário. ---

--- Muito boa tarde. ---

--- O PS vai votar a favor a esta recomendação do PAN, mas temos uma questão

muito simples para colocar ao Senhor Deputado Miguel Santos e ao PAN: ---

--- Sabe, V. Excelência, de algum instrumento com vista à transparência na gestão

autárquica, pois assim se chama o documento que aqui nos trás, hoje, que tenha sido

adotado pelo Município de Lisboa no mandato em curso? ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Miguel Santos (PAN), no uso da palavra,

respondeu o seguinte: ---

--- “Em primeiro lugar, e relativamente ao Senhor Deputado Rui Costa, eu quero

dizer sim, sim a tudo. Ou seja, obviamente que aquilo que tiver a ver com a lei da

reserva de dados terá que ser por força de lei, e portanto, independentemente daquilo

que possamos pensar, a lei é a lei. ---

--- Relativamente à subscrição, com certeza. ---

--- Relativamente à questão sobre direitos de autor, com certeza que sim, embora eu

considere que temos tido direitos cruzados de autor porque são coisas que são

repetidas nos nossos programas eleitorais na Assembleia da República, etc. ---

--- Relativamente ao Senhor Deputado Manuel Lage, aquilo que eu lhe posso dizer é

que tem havido bastantes promessas por parte do município, mas coisas

implementadas e a funcionar, nem tanto. E eu passo a especificar: ---

(15)

DRAFT

--- Foi prometido, no mandato passado, uma aplicação que os munícipes pudessem

saber o que se passava relativamente ao arvoredo do seu município. Eu,

repetidamente, tenho questionado a Câmara sobre a famosa aplicação que dura anos e

anos a fazer. Quando chegar, deve ser uma coisa ultrassofisticada, e cá estaremos,

eventualmente, ou não, no ano em que isso for aprovado, cá estaremos para ver. ---

--- Relativamente a outras questões, dizer que a questão da parte do urbanismo

digital é uma excelente iniciativa, mas que estes seus colegas ainda não têm forma de

aceder aos instrumentos de licenciamento da Câmara. Portanto, é uma boa iniciativa,

mas neste momento não tem aplicação. Portanto, digamos que a ideia é boa, estão no

bom caminho, façam é lá o favor de concretizar as coisas. ---

--- Obrigado.” ---

--- O Senhor Primeiro Secretário, António Avelãs, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “O Senhor Deputado Manuel Lage pretende interpelar a Mesa. ---

--- Faça Favor.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Manuel Lage (PS), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação à Mesa: ---

--- “Muito obrigado. ---

--- Senhor Presidente da Assembleia, o PS solicita, no seguimento da intervenção do

PAN, que V. Excelência possa mandar distribuir por todos os Deputados Municipais,

mas em concreto ao PAN, os instrumentos de Monitorização da Atividade do

Município, do Sistema de Acompanhamento das Empresas Municipais, do Plano de

Prevenção de Riscos e Corrupção, do Site da Transparência e do Base Globe, tudo

instrumentos que este executivo colocou em pratica e estão disponíveis a qualquer

cidadão, mas que o Senhor Deputado Miguel Santos recusa em ver e recusa em aceitar

como tendo sido feitos, e vem aqui dizer, com todo o descaramento, que não sabe, e

que não está feito pelo executivo. ---

--- Não é verdade...tenha calma e não me interrompa. ---

--- O Partido Socialista votará a favor mas não aceita, naturalmente, que não haja

conhecimento. E não havendo, pede então que sejam distribuídos os instrumentos que

acabei de referir para que seja do conhecimento do Senhor Deputado do PAN, porque

anda demasiado ocupado com outras coisas e destas não sabe. ---

--- Muito obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Miguel Santos (PAN), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação à Mesa: ---

--- “Interpelo a mesa no sentido de relembrar as questões que eu coloquei ao Senhor

Deputado Manuel Lage, e que ele unicamente, decidiu ignorar todas. Ou seja, a

transparência é só para algumas coisas, mas naquelas que tem mais a ver diretamente

com o cidadão, zero. ---

--- Obrigado.” ---

--- O Senhor Primeiro Secretário, António Avelãs, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

(16)

DRAFT

--- “Tem a palavra o Senhor Deputado Municipal José Inácio Faria, do MPT, e

prepara o PEV.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal José Inácio Faria (MPT), no uso da palavra

apresentou a seguinte Declaração Política:---

--- “Obrigado Senhor Secretário, Senhor Presidente, Senhor Presidente da Câmara,

Senhores Vereadores, Caros Colegas, Público Presente. ---

--- Passa a ser recorrente que no início das intervenções que fazemos nesta Casa

tenhamos que começar por fazer alusão ao tema da pandemia da COVID-19 e aos

seus reflexos na nossa sociedade. ---

--- E a verdade é que, infelizmente, os nossos dias continuam a ser marcados por

esta pandemia, não só pelas medidas criadas para travar a disseminação do surto, mas

também pelas que procuram mitigar os efeitos da grave situação económica e social

provocada por este combate sem tréguas. ---

--- Mas se é um facto assente que o coronavírus veio transformar radicalmente a

forma como vivíamos, não deixa de ser menos verdade que ele veio também

demonstrar, de forma claríssima, a falta de investimento em saúde pública, as

fragilidades e carências no Serviço Nacional de Saúde e as persistentes desigualdades

sociais no nosso País e na cidade de Lisboa que urge, desde já, remediar de forma

coordenada e planificada. ---

--- Atento a essas fragilidades, ao desinvestimento e às carências sentidas, o Grupo

Municipal do MPT entendeu apresentar nesta Sessão Extraordinária, dedicada às

Declarações Políticas, dois documentos: ---

--- O primeiro dos quais a Moção “Pela Defesa e Reforço do Sistema Nacional de

Saúde”. ---

--- E entendemos apresentar esta Moção porque, apesar dos alertas técnicos sobre a

chegada da segunda vaga da pandemia, a verdade é que o Governo persistiu numa

atitude de relaxe completo, falhou em proteger as conquistas do “lockdown” à medida

que o verão chegava ao fim, falhou ao defender um StayAway Covid obrigatório, não

equacionou atempadamente o encaminhamento de doentes COVID e não-COVID do

Serviço Nacional de Saúde para os sectores privado e social, o que acabou por fazer

com que o País tivesse perdido a capacidade de identificar as cadeias de transmissão

do vírus, e os resultados estão à vista! ---

--- Mas como se isto tudo já não bastasse, teve ainda a insensatez de criar um

sentimento de injustiça e de descriminação junto dos profissionais de saúde, ao decidir

atribuir um prémio de saúde unicamente aos profissionais que estiveram na linha da

frente do combate ao COVID-19. ---

--- E aqui a pergunta que o Partido da Terra faria ao Governo se tivesse assento

Parlamentar seria, e os outros profissionais de saúde que não estiveram na primeira

linha da frente mas que, também muitos deles foram infectados no exercício da sua

profissão, não contam para o esforço comum desta guerra contra o coronavírus? ---

--- Caros Colegas, as palavras que mais ouvimos junto destes profissionais de saúde

pública é injustiça e descriminação! ---

(17)

DRAFT

--- Mas voltando ao Serviço Nacional de Saúde, onde em Portugal se supera já as 4

mil mortes por COVID-19, cumpre referir que a realidade já todos nós sabemos, este

Serviço encontra-se mais fragilizado do que nunca: os cuidados intensivos estão à

beira do limite, com os hospitais de Lisboa a terem já esgotado 80% da sua

capacidade, com o Hospital de Santa Maria e o Pulido Valente a verem suspendidas

todas as cirurgias não urgentes que envolvam internamentos, com as Unidades de

Saúde Familiar a terem falta de medicamentos e de dispositivos de saúde, a confusa

gestão da vacinação da gripe e…bem de recursos humanos já nem vale a pena falar. ---

--- A título de exemplo da precariedade em que caiu o Serviço Nacional de Saúde,

cumpre referir que a Unidade de Saúde Familiar da Baixa, num universo de 15 mil

utentes, é servida por sete secretários clínicos, nove enfermeiros e dez médicos, dos

quais dois a meio tempo! ---

--- E se a estas carências e fragilidades acrescentarmos o facto de neste momento os

médicos de família nos centros de saúde estarem a acumular o seu trabalho normal

com a plataforma informática Trace-Covid, que os obriga a gastar várias horas por dia

no acompanhamento dos doentes em vigilância domiciliária, sendo também

destacados para integrar equipas que se deslocam a locais onde se verificam surtos,

como é o caso das Estruturas Residenciais para idosos, bem compreenderemos o

estado de desgraça a que chegou a saúde em Portugal. ---

--- O Partido da Terra-MPT entende que defender o Serviço Nacional de Saúde

implica um financiamento condigno, o desenvolvimento de mecanismos que

permitam a interoperabilidade entre os diferentes níveis de cuidados - hospitalares,

primários, continuados e domiciliários -, o incremento da participação dos cidadãos

nas decisões que influenciam a organização e o funcionamento dos serviços bem

como a criação urgente de uma política avançada para os profissionais de saúde que

seja capaz de os motivar e manter e que não passa, seguramente, pela indigna oferta

de vales de compras em supermercados ou outras medidas afins! ---

--- O segundo documento que aqui hoje apresentamos é a Recomendação “Pela

Agilização da Implementação do Plano Municipal para a pessoa em situação de Sem –

Abrigo face à segunda vaga do surto da Covid – 19”. ---

--- Todos sabemos que a pandemia da Covid-19 fez disparar o número de

despedimentos, alargando as bolsas de pobreza e criando os novos sem-abrigo, nas

palavras do Senhor Presidente da República, gente que se vê pela primeira vez a viver

na rua. ---

--- Se em 2018 estavam contabilizadas 2.470 pessoas em situação de sem abrigo na

cidade de Lisboa, receamos que a divulgação dos números atuais – prometida pelo

Senhor Vereador Manuel Grilo para a primeira quinzena de Dezembro, possa já

refletir um aumento exponencial e que a tendência seja para um sério agravamento

deste flagelo social. ---

--- Gostaria, a este propósito, de recordar a forma atabalhoada e sem qualquer tipo

de planificação com que em Abril deste ano foram retirados cerca de 2.000 reclusos

das cadeias para impedir novos surtos da Covid-19. E o resultado desta “operação

exemplar” está à vista, fez com que a maioria destes reclusos e das associações de

(18)

DRAFT

acompanhamento ficassem sem saber o que fazer, muitos deles sem dinheiro, sem

cuidados mínimos de saúde e sem casa. E se em Lisboa alguns deles foram

temporariamente acolhidos em bungalows no Parque de Campismo de Monsanto

outros retomaram uma vida de consumo, voltando às ruas e fazendo delas a sua casa. --

--- Esta é, infelizmente, uma realidade que seguramente voltará a acontecer até

porque estamos num momento em os surtos começam agora a ressurgir um pouco por

todo o lado nas prisões portuguesas e onde, neste momento, só no Estabelecimento

Prisional de Lisboa há cerca de 93 reclusos e seis trabalhadores infectados, e tudo isto

quando se soube que até agora os reclusos não eram obrigados a usar máscara nos

espaços comuns dentro da cadeia! ---

--- Caros colegas, o agravamento dos números de infectados e o consequente receio

de contágios poderá, à semelhança do que aconteceu durante a primeira vaga da

pandemia, conduzir a uma redução drástica do número de voluntários que integram as

equipas das associações de apoio aos sem-abrigo e, por isso, o Partido da Terra

entende que no âmbito do Plano Municipal para a Pessoa em Situação de Sem Abrigo

2019-2023 se torna essencial e urgente agilizar os processos de integração das

associações com trabalho reconhecido nesta área no Núcleo de Planeamento e

Intervenção Sem-Abrigo de Lisboa, uma vez que, atualmente, é necessária para essa

integração uma recomendação de uma associação já filiada, que o candidato passe

depois pelo crivo da análise do núcleo executivo do NPISA e ainda pela votação do

conselho de parceiros, órgão que, regra geral, apenas se reúne duas vezes por ano. ---

--- Termino Senhor Presidente dizendo que, num momento em que atravessamos um

período extremamente difícil das nossas vidas com o novo Estado de Emergência já

em vigor e em que os cidadãos, apesar de demonstrarem compreensíveis sinais de

cansaço ao fim de oito meses de pandemia, aceitam com resiliência mas sem

egoísmos a restrição das suas liberdades e a limitação dos seus direitos e em que os

empresários encerram os seus negócios e suspendem as suas atividades em nome de

um combate comum, o Partido da Terra – MPT não poderia deixar de condenar e de

considerar um verdadeiro insulto aos portugueses em geral, e aos profissionais de

saúde em particular, que reuniões magnas de Partidos políticos sejam permitidas

realizar-se presencialmente nesta altura, e por isso o Grupo Municipal do Partido da

Terra entendeu subscrever a Moção n.º 125/04 (PSD), com a qual concordamos

totalmente, para que haja bom senso e coerência em relação à situação pandémica que

atualmente estamos a viver! ---

--- A terminar, gostaria também de dizer que é inexplicável que na capital do País –

também ela devastada social e economicamente por esta pandemia – seja mantido o

pagamento de 11 milhões de euros por um evento como a Web Summit deste ano que,

por ser totalmente online, não trará qualquer retorno à economia da cidade! ---

--- Muito obrigado! ---

--- O Senhor Primeiro Secretário, António Avelãs, no uso da palavra fez a

seguinte intervenção: ---

--- “Para o interpelarem inscreveram-se a Deputada Natacha Amaro, o Deputado

Miguel Graça e o Deputado Manuel Lage.” ---

(19)

DRAFT

--- A Senhora Deputada Municipal Natacha Amaro (PCP), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação: ---

--- “Boa tarde a todos e a todas. ---

--- Relativamente às questões colocadas pelo MPT, gostaríamos de fazer duas

considerações: ---

--- Relativamente à moção sobre a saúde, o PCP acompanha algumas das

preocupações, as principais preocupações contidas nestas moção, aliás, vão muito no

sentido da nossa proposta que foi aprovada há umas semanas atrás, aqui na

Assembleia Municipal. ---

--- No entanto, pedi a palavra para colocar uma outra questão. ---

--- A primeira tem a ver com a própria designação da moção que se refere ao SNS,

concretamente nos pontos 1 e 8, em que fala do SNS mas na verdade quem celebra 41

anos este ano, é o SNS. Portanto, apenas uma correção. Assim como no ponto 8, os

ventiladores que estão em espera também são para o SNS, portanto, pensamos que

seria a isso que o MPT se referiria, pelo que seria de toda a justiça que fosse

emendado até porque o SNS é a designação constitucional e legal nesta matéria. É

uma sugestão. ---

--- Relativamente à parte deliberativa desta moção, dizer ao MPT que relativamente

ao ponto ao segundo 1.3, com certeza que o Senhor Deputado José Inácio Faria já

reparou que a numeração não está correta, há o ponto 1, e dos subpontos há dois 1.3,

eu referimo-me ao último, àquele que deveria ser o ponto 1.4 que fala de um amplo

consenso com a presença das ordens profissionais, evidentemente, que o PCP não

poderia deixar de sugerir, se o MPT assim o entendesse, acrescentar as organizações

representativas dos trabalhadores na área da saúde que faria todo o sentido que

participassem neste amplo consenso que o MPT vem propor. ---

--- Relativamente à recomendação sobre o Plano Municipal para as Pessoas em

Situação de Sem Abrigo, nós também estamos de acordo com boa parte daquilo que

são as propostas deliberativas desta recomendação, mas não com o ponto 2. Nós

pensamos que o ponto 2 da recomendação do MPT que solicita a implementação com

carácter de urgência, dos rastreios COVID a todas as pessoas em situação de sem

abrigo, pensamos que não faz sentido do ponto de vista epidemiológico, isso já está

mais do que dito e falado em vários espaços, é que deve ser testado quem tem

sintomas e não quem tem uma determinada condição social. Portanto, entendemos que

este ponto é até desadequado e não estamos de acordo com ele, pelo que deixamos

aqui a nossa opinião. ---

--- Muito obrigada.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Miguel Graça (IND), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação: ---

--- “Boa tarde e muito obrigado. ---

--- Também tínhamos uma questão relativamente à recomendação do MPT, ‘pela

agilização da implementação do Plano Municipal para a Pessoa em Situação de Sem

Abrigo’, face à segunda vaga do surto COVID-19, e relativamente a três dos pontos; o

ponto 1, o ponto 2 e o ponto 5:---

(20)

DRAFT

--- No ponto 1, o MPT recomenda que se simplifique e agilize o conjunto de

formalidades necessárias à integração das associações candidatas a atuar nesta área,

dos sem abrigo de Lisboa. E nós gostávamos de perguntar, até porque não sabemos as

razões, para que é necessário este conjunto de regras, isto é, pelo que nos descreveu o

MPT seria necessário uma recomendação com uma associação já filiada depois de ter

passado pela crise de análise do núcleo executivo, e portanto, em primeiro qual é a

razão dessas regras? Porque é que o MPT coloca estas dúvidas? Não sabemos se será

por causa de uma questão que surgiu recentemente na Câmara Municipal de Lisboa

por causa da Associação Conversa Amiga, que julgamos que houve uma queixa

porque não autorizaram o nome para validar um curriculum a uma outra associação,

que julgamos ser a Associação Vida Autónoma que parecia não ter experiência

comprovada e com o Pelouro dos Direitos Sociais celebrou um protocolo de trezentos

mil euros. Mas pronto, também não sabemos se o próprio MPT poderá responder a

esta questão, ou se só a Câmara o poderá fazer. ---

--- Depois, relativamente ao ponto 2, percebo o que aqui está, e percebo as reservas

que o PCP apresenta, mas de qualquer forma a população sem abrigo é uma

população que tem muitas dificuldades de acesso aos sistema de saúde, portanto, a

proposta do MPT até nos poderia parecer útil, no entanto, temos algumas dúvidas por

considerar que seria adequado ser disponibilizada a possibilidade dos sem abrigo

serem testados por considerar ser uma população com maior risco de infeção, mas

deveria ressaltar, e fazemos essa sugestão, se for com carácter voluntário. E também,

a existir um plano de testagem, este deveria ser periódico, quinzenal, ou outro, porque

senão não teria efeitos relativamente a esta população ou a qualquer outra se fosse

uma lógica de testagem e não uma lógica como a Deputada do PCP indicou, uma

testagem quando há sintomas, por opção existem as testagens periódicas que podem

ser feitas a populações com maior risco de infeção. ---

--- E, obviamente, também sugere-se, e isto vai ser avaliado pela Câmara Municipal

de Lisboa, os testes rápidos porque fazia sentido serem utilizados nesta população

com maior risco de infeção. ---

--- Portanto, a sugestão que fazemos ao MPT, no ponto 2, era que colocasse

‘Implemente, com carácter de urgência, os rastreios periódicos e voluntários da

Covid-19 a todas as pessoas em situação de sem-abrigo na Cidade de Lisboa, através

de testes antigénios ou testes rápidos’. Esta é a sugestão que fazemos. ---

--- No ponto 5, a nossa dúvida é que, acho que se percebe aqui a boa intenção do

MPT, de que os hotéis, os hostels e os alojamentos locais pudessem surgir como

oportunidades de apartamentos de transição, ou como é abordado nesta área Housing

First mas não temos a certeza que estas tipologias fossem as mais indicadas pois o

princípio desta abordagem é precisamente, alavancar a integração através da provisão

de habitação permanente e estável. Portanto, julgamos haver aqui alguma contradição

a nível da abordagem e temos algumas dúvidas sobre este ponto. ---

--- Obrigado.” ---

--- O Senhor Deputado Municipal Manuel Lage (PS), no uso da palavra

apresentou a seguinte interpelação: ---

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