INTRODUÇÃO A SEGURANÇA
Trabalho
Douglas Pumes
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INTRODUÇÃO
“Um exército pode ficar cem anos sem lutar, mas nunca um minuto despreparado”.
(Napoleão Bonaparte)
Este trabalho foi baseado em pesquisas, buscando apresentar uma radiografia real da formação da segurança privada no Brasil. Desta forma, constatou-se a necessidade de conceituar o que é segurança privada, caracterizar os tipos de segurança, demonstrar suas evoluções e formações e apresentar um novo conceito sobre treinamento nessa área.
O sentido de melhoria no desempenho pessoal e/ou profissional nem sempre é enfocado. Os profissionais muitas vezes não indicam qualquer tipo de compromisso, comprometimento ou necessidade de melhoria na sua formação e, consequentemente, para a sua própria empresa. O objetivo é constatar que investir em treinamento é o caminho para as empresas de segurança privada tornarem-se competitivas e respeitadas no mercado, oferecendo mão-de-obra de alta qualidade, e estimularem o comprometimento de todos os funcionários e a direção da própria empresa.
O treinamento deverá ser visto como um processo sistemático e contínuo. Por isso, o empenho de todos é fundamental.
A avaliação do treinamento deverá ser realizada através do planejamento detalhado, da coordenação funcional e do controle absoluto do desempenho de todos os setores envolvidos.
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CAPITULO I
História da Segurança
A busca por segurança e proteção remonta aos tempos mais antigos da existência da humanidade, sendo que os meios para a defesa foram sempre os mais variados. No início da formação do homem, a principal forma de defesa era o uso da violência e da força física. Em situação de risco, os instrumentos eram rudimentares, confeccionados com material primitivo como pedras e paus, e serviam de armas contra ataques de animais. A principal preocupação era com a preservação da espécie e, naquela ocasião, vivia-se em bando. Em um novo período, marcado também pelo fenômeno da glaciação, o homem passou a viver em cavernas e seu principal objetivo era a defesa do seu território.
1.1 - Origens da necessidade da segurança
No momento em que aconteceu a descoberta do fogo, o homem passou a exercer uma forma de defesa utilizando-se dele contra os seus inimigos. De acordo com alguns historiadores, foi com o domínio desta descoberta que o homem tomou uma postura de se diferenciar dos outros animais, pois, a partir de então, passou a utilizar a sua razão e, consequentemente, uma ação mais controlada sobre a natureza.
O avanço sobre o controle de novos instrumentos de defesa ocorre no período da descoberta dos metais. A partir de então, o homem melhora os seus artefatos através do domínio da metalurgia. Desta forma, passa a dominar a prática da fundição de metais como cobre, estanho, latão e bronze. O material ferro surgiu no final desse período e foi controlado por alguns povos que, com esse conhecimento, fabricaram armas e passaram a ter superioridade militar diante de outros povos. Nesta fase, foi observado que se constituíram os primeiros exércitos armados.
3 Com o desenvolvimento do mundo, os riscos passaram a aumentar e, no século XVI, na Inglaterra, surgem os primeiros “vigilantes”. Eram pessoas selecionadas levando em consideração as suas habilidades na luta e no uso da espada. Essas pessoas passaram a ser remuneradas, utilizando-se dos recursos de impostos cobrados aos cidadãos.
Com o passar do tempo, mais precisamente em 1852, que devido às deficiências naturais do poder público, os americanos Henry Wells e Willian Fargo fundaram o que pode ser considerada a primeira empresa de segurança privada do mundo, a WELLFARGO.
A WELLFARGO tinha como objetivo proteger diligências de cargas, fazendo sua escolta ao longo do Rio Mississipi. No ano de 1855, um policial de Chicago, Allan Pinkerton, fundou a PINKERTON’S, que realizava a atividade de proteção das estradas de ferro.
Naquela ocasião, as empresas de crédito e bancárias estavam em desenvolvimento e Perry Brink criou, em 1859, no Estado de Washington, a empresa BRINK’S, que no começo fazia a segurança de transporte de cargas, e que, no ano de 1891, realizou o serviço inicial de segurança de transporte de valores.
O Brasil, já em 1626, apresentava altos índices de violência e de impunidade de crimes, trazendo grandes transtornos à população. Com esta situação aumentando todos os dias, o Ouvidor Geral Luiz Nogueira de Brito elaborou a criação de um grupo de segurança conhecido como “quadrilheiros”, cujos componentes foram selecionados entre os moradores das cidades e também como um trabalho voluntário. Eles assumiam o compromisso de servir à sociedade com dedicação e afinco. Com a evolução da Coroa e mais tarde da República, a segurança desenvolveu-se de milícias privadas para os serviços orgânicos de segurança pública (policiais) e privadas (segurança patrimonial). A partir desse momento, através do Decreto-Lei 1.034, de 09 de Novembro de 1969 e Decreto-Lei 1.103, de 03 de Março de 1970, as empresas de segurança
4 e vigilância armada privada surgiram no Brasil. Esses decretos regulamentavam uma atividade até então considerada paramilitar e passavam a exigir que os estabelecimentos financeiros (bancos e operadoras de crédito), tivessem a proteção de seus próprios funcionários (segurança orgânica) ou utilizassem os serviços de empresas especializadas (contratadas). Esta medida tinha como propósito travar as ações de grupos políticos de esquerda que buscavam recursos, em assaltos a estabelecimentos bancários, para financiamento de grupos revolucionários.
A atividade privada de segurança surgiu, como é conhecida atualmente, pela dificuldade dos organismos de proteção dos governos em agir de maneira preventiva na proteção de bens e valores. Em muitos países ocorreu de certa forma a complementaridade entre os trabalhos do poder público e dos vigilantes.
O desenvolvimento e a evolução do mercado privado de segurança foram responsáveis pela criação de diversas áreas de proteção patrimonial, pessoal, orgânica, eletrônica, do trabalho e da informação, que também inclui a proteção de dados e transmissão via rede de comunicação como, por exemplo, a Internet.
1.2 – Segurança Privada
Segurança Privada tem como finalidade a vigilância, a segurança e a defesa do patrimônio ou a segurança física de pessoas, de forma armada e desarmada.
Ela é formada por empresas privadas regulamentadas e fiscalizadas pelo Departamento de Polícia Federal (DPF), conforme Lei 7.102, de junho de 1983.
Com a sua formação e, consequentemente, a sua constituição, permitiu-se que estas empresas fossem as únicas que realmente poderiam oferecer serviços de segurança privada e o que não se pode admitir em outros estabelecimentos, independentemente de se tratar ou não de vigilância armada.
Consideram-se como Segurança Privada todas as atividades elaboradas e trabalhadas na prestação de serviços com a finalidade de exercer a vigilância patrimonial das instituições financeiras e de outros estabelecimentos, públicos ou privados, bem como a segurança de pessoas físicas.
5 A Segurança Privada se divide em três grandes áreas:
- Segurança do Trabalho
- Segurança Empresarial (interna das empresas) - Vigilância.
A Vigilância se divide em orgânica e patrimonial, contratada por empresas prestadoras de serviço. Podem-se citar também os serviços de vigilância eletrônica, transporte de valores, de guarda-costas e de investigação particular.
1.3 – Tipos de Segurança
Dentre os vários tipos de segurança, citar-se-ão abaixo os mais conhecidos no cenário atual, a saber:
1.3.1 - Segurança Pessoal
A Segurança Pessoal, também chamada de segurança VIP, é uma prestação de serviço que tem como finalidade o ato de proteger uma pessoa ou um grupo de pessoas. Os principais usuários desse tipo de serviço são Chefes de Estado, artistas, banqueiros e empresários de grandes organizações.
” A Segurança Pessoal é o ato de proteger as pessoas contra atos criminosos (ou terroristas) e impedir que elas se transformem em um meio de obtenção de equipamentos, de documentos e de acesso a instalações e material”
(ANDRADE, 2003, p.19).
Ela é considerada uma atividade específica, e por isso está envolvida em uma série de situações diferentes das normalmente executadas na prestação de serviços de segurança. Em face dessa peculiaridade, além do curso de formação exigido pela Policia Federal, o profissional de segurança passa por treinamentos específicos para a proteção de pessoas.
6 As técnicas utilizadas objetivam a defesa pessoal. Desta maneira, o manuseio e a utilização de arma de fogo são os últimos recursos utilizados, que têm como função principal retirar o protegido da área de risco. A antecipação aos possíveis incidentes e agressores é fundamental neste tipo de atividade.
1.3.2 - Segurança Eletrônica
Surgiu recentemente um novo conceito de sistemas automatizados de segurança. Desta forma, a eletrônica passou a fazer parte dos novos projetos de edifícios e casas “inteligentes”, onde se tornou possível controlar diversas situações como iluminação, monitoramento por câmeras (CFTV – Circuito Fechado de TV), controle de temperatura por intermédio de telefone celular, de um computador ou até mesmo de um “palm”.
A Segurança Eletrônica é um trabalho de equipe, onde o patrulhamento por CFTV ajudará no controle da área. As aplicações mais frequentes desta tática ocorrem em aeroportos, shopping centers, estacionamentos, controle de tráfego e estradas (BRASILIANO, 1999, p. 151).
Atualmente, o campo da segurança eletrônica pode ser dividido em duas grandes áreas: a do setor corporativo (constituído de empresas e instituições financeiras), e a do setor varejo (consumidores comuns).
O desenvolvimento e a fabricação de vários equipamentos de segurança eletrônica facilitaram a redução dos valores desses sistemas, que consequentemente ampliou e modificou positivamente o mercado de varejo.
Com a ampliação desse novo sistema, surgiram algumas alterações no conceito da segurança, que no passado atendia apenas a alguns setores que possuíam maior poder econômico.
7 1.3.3 - Segurança da Informação
A Segurança da Informação abrange diversos aspectos, como a proteção de redes, padronização de sistemas e comportamentos, controle de acesso, criptografia, crimes na era digital, proteção de sites, plano de contingência, sistemas operacionais, vírus, treinamento, ameaças internas e externas, espionagem industrial, entre outros.
Este segmento da Segurança envolve diversos aspectos técnicos, humanos e organizacionais. Pode ser considerada como a expectativa de todo grupo de uma organização para que os dados contidos em qualquer um dos departamentos da empresa permaneçam nesses locais, sem que pessoas não autorizadas tenham acesso a seu conteúdo.
A Segurança da Informação tem como objetivo principal garantir o desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, não permitir que as empresas sofram prejuízos.
1.3.4 - Segurança Patrimonial
É um conjunto de procedimentos adotados que visam proteger interesses de uma empresa para que elas fiquem livres de interferências e situações que comprometam a sua integridade. A Segurança Patrimonial não depende apenas do setor de segurança da empresa, mas envolve todos os seus setores e também os seus funcionários. Ela tem como objetivo principal proteger os bens materiais de uma empresa, não apenas no aspecto do roubo ou incêndio, mas também na sua totalidade. O mercado, os segredos, o marketing e pesquisas de novos produtos devem ser igualmente protegidos.
8 A base da Segurança Patrimonial é a prevenção e o treinamento, pois o investimento em segurança é proporcional ao risco que há na sua estrutura. “A Segurança Patrimonial visa proteger as instalações, os recursos e os conhecimentos, principalmente científico-tecnológicos, de propriedade de um empreendimento ou de pessoas” (ANDRADE, 2003, p. 16).
Ela deve proporcionar à Direção e aos funcionários, a tranquilidade necessária e a ordem imprescindível para o processo da empresa. O conjunto da Segurança Patrimonial consiste numa proteção de suma importância, tornando-se uma garantia na defesa do patrimônio da empresa.
CAPÍTULO II
A FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE SEGURANÇA
A promulgação da Lei 7.102/83 e da Portaria 922/95, estabeleceu requisitos essenciais relativos à formação do profissional de segurança, e com a evolução desse segmento, houve melhorias significativas no contexto da segurança privada. A globalização do mundo permitiu que vários setores de diversas áreas profissionais da vida privada e pública fosse incluída na era digital. Com a chegada da internet, foi possível obter novas informações da evolução dos métodos de treinamento. Neste contexto, foi possível visualizar o quanto o profissional de segurança privada deve evoluir, pois se percebe que algumas leis que regularizam as atividades de segurança privada no Brasil não permitem serem aplicadas, sendo necessária uma reformulação.
As empresas instaladas no Brasil, nos setores de produção e serviços, passaram a exigir o ensino médio e a informática como requisitos mínimos para o ingresso em seus quadros. O profissional de segurança passou a estar nos seus locais de trabalho na função de prevenir ações nocivas àquela empresa e não como observador de circulação de pessoas e bens.
9 A formação do vigilante passou a acompanhar a evolução dos novos conceitos sobre segurança e da prevenção de ações criminosas. Muitas empresas do setor de segurança privada somente aplicam o necessário à formação do vigilante, como reciclagens que ocorrem a cada dois anos, e encargos trabalhistas previstos em lei. Nada mais que possa melhorar sua capacitação e trazer benefícios a empresa e ao profissional de segurança.
Algumas empresas não investem na aquisição de munições e nem na compra de novos armamentos para atender ao treinamento de seus vigilantes. O vigilante muitas vezes atua em condições precárias no exercício de sua atividade profissional.
Podem-se citar algumas qualificações que são recomendáveis para o profissional de segurança privada melhorar o seu desempenho:
- Curso de Primeiros Socorros;
- Curso de Combate em Áreas Fechadas;
- Curso de Relações Humanas na Empresa;
- Curso de Direção Defensiva;
- Curso de Combate a Incêndio;
- Curso de Língua Estrangeira.
E também cursos que agreguem valor ao profissional de segurança nas suas atribuições, bem como os cursos exigidos e reconhecidos por lei.
2.1 – Cursos de Formação
As empresas especializadas em formação de vigilantes, ou centros de formação de vigilantes, têm um papel preponderante na formação profissional e no desenvolvimento do setor de segurança. Estas empresas são responsáveis pela habilitação de uma pessoa para executar os trabalhos de segurança. Por lei, todo o profissional que atuará na área de segurança será obrigado a frequentar uma empresa de formação de profissionais de segurança.
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As empresas que atuam na área de formação destes profissionais são fiscalizadas pelo DPF, e devem apresentar instalações adequadas para ministrar os cursos de formação, com o mínimo de dependências destinadas à instrução e ao treinamento, a saber:
- Setor administrativo;
- Três salas de aula;
- Sala de instrutores;
- Local adequado para treinamento físico e de defesa pessoal;
- Local seguro para guarda de armas e munições.
2.2 – Tipos de Cursos de Formação
Existem vários tipos de cursos de formação da segurança. Citar-se-ão abaixo os mais importantes em atividade:
2.2.1 – Curso de Formação de Vigilantes (Básico)
Este curso visa capacitar o aluno para o exercício da profissão de vigilante através da transmissão de conhecimentos e do desenvolvimento de suas habilidades. As atividades desenvolvidas nesse curso são relativas à segurança física de pessoas e bens, como empresas bancárias, transporte de valores, segurança pessoal, segurança privada e escolta armada.
11 Os seguintes tópicos são ministrados no Curso Básico de Formação de Vigilantes:
- Defesa Pessoal e Primeiros Socorros;
- Noções Elementares de Direito Penal;
- Armamento e Tiro - Técnica Operacional;
- Segurança Física das Instalações;
- Prevenção e Combate a Incêndio;
- Relações Humanas.
Este curso tem duração de 200 horas/aula e sua avaliação de aprendizagem é por um período de 10 horas /aula, totalizando 180 horas/aula.
2.2.2 – Curso de Segurança de Transporte de Valores
O Curso tem como objetivo dotar o aluno de conhecimentos que o permitam desempenhar tarefas de manter a segurança durante o transporte de valores, procurando prover medidas de caráter preventivo e, quando necessário, realizar ações repressivas contra possíveis ataques criminosos.
Os seguintes tópicos são abordados durante o Curso:
- Segurança no transporte e na condução de valores;
- Armamento e Tiro;
- Prevenção e Combate a incêndios em veículos de transportes de valores.
Este Curso tem a duração de 50 hora/aula e conta com uma avaliação de 2 horas, totalizando 48 horas/aula.
12 3.2.3 – Curso de Segurança Pessoal Privada
O Curso dota o aluno de ensinamentos específicos das tarefas de manter a segurança privada de pessoas, utilizando-se de procedimentos preventivos e repressivos quando necessário, mantendo a cooperação e solicitando o apoio do Poder Público (Polícias Federal, Militar e Civil).
O Curso possui os seguintes módulos:
- Segurança de Pessoas;
- Armamento e Tiro;
- Medidas de Proteção a Integridade Física das Pessoas.
Este Curso tem a duração de 50 horas/aula e uma avaliação de aprendizagem de 3 horas, que totalizam 53 horas/aula.
2.2.4 – Curso de Supervisor/Coordenador de Segurança
O Curso tem como objetivo dotar o aluno de ensinamentos para a prática da supervisão, orientação e treinamento de equipes de segurança. Podem-se destacar entre suas principais atividades a análise e o estudo de projetos de segurança; a adoção de medidas preventivas e corretivas; a programação de situações de emergência; a confecção de escalas de serviços; a supervisão das atividades de desempenho dos vigilantes nos postos de trabalhos, locais e atividades de riscos; a investigação das causas de ocorrências diversas; a sugestão e adoção de medidas que possam resguardar a integridade física das instalações e seus usuários; e também a prestação de atendimento aos clientes.
Os requisitos básicos para a formação nesta área de segurança são os cursos de nível médio (ou superior) e cursos de especialização em Segurança Patrimonial e Empresarial.
13 2.2.5 - Curso de Gestor de Segurança
O Curso tem como objetivo prover o Gestor de Segurança com os conhecimentos necessários para desenvolver a capacidade de análise e detecção de riscos que possam atingir a integridade patrimonial, utilizando-se do planejamento adequado às tecnologias existentes.
Ele também capacitará o Gestor para elaborar um planejamento meticuloso da segurança, a fim de reduzir prejuízos e perdas, procurando integrar todos os setores e recursos da empresa de forma estratégica.
Dentre os diversos módulos do curso, podem-se destacar:
- Chefia e Liderança - Comunicação Empresarial;
- Direito Administrativo Aplicado - Direito Constitucional Aplicado;
- Direito Penal Aplicado - Doutrina de Inteligência;
- Logística - Psicologia da Segurança - Segurança da Informação;
- Segurança Patrimonial;
- Segurança Empresarial;
- Segurança de Dignitários e Gerenciamento de Crises;
- Segurança em Redes - Sistema de Informações;
- Segurança da Informação e Crimes por Computador;
- Armamento;
- Relações Humanas.
Este Curso tem a duração de 2 anos e o aluno, ao concluir o Curso, receberá o diploma de Tecnólogo em Gestão de Segurança Privada
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CAPÍTULO IV
TREINAMENTO - UMA NOVA VISÃO
O treinamento é a orientação que deve ser ministrada ao profissional de segurança, visando melhorar o seu conhecimento e procurar qualificá-lo para o desempenho de suas tarefas em uma determinada empresa. Os objetivos a serem alcançados são em função da necessidade de acompanhar a evolução desses profissionais no mercado da segurança privada, procurando desenvolver o potencial de cada um, e, dessa forma, fornecer subsídios essenciais para exercerem uma atividade de risco, e como resultado, receberem uma preparação correta.
O treinamento se faz necessário para que todo pessoal envolvido desempenhe de forma independente o melhor trabalho, buscando em conjunto desenvolver um trabalho profícuo que atenda de forma eficaz a sua formação.
“É extremamente importante conhecer os níveis de treinamento, isto é, saber onde está, a fim de que se possa delimitar aonde se quer chegar” (ANDRADE, 2003, p. 89).
Considerando a necessidade de melhorar a qualidade do pessoal de vigilância, deve-se elaborar o treinamento adequado, procurando levar em conta a filosofia que o segmento da segurança busca na satisfação de seus clientes. O funcionamento desse treinamento deve estar em consonância com a sua política de segurança, pois é necessário levantar as suas dificuldades, para que possam ser elaboradas as instruções adequadas para treinar os profissionais que atuam no setor.
15 3.1 - Formas de Treinamento
O treinamento é elaborado de forma apurada e cuidadosa, com linhas de ações estudadas, e, após a definição da linha de ação escolhida, deverá ter o planejamento adequado e o controle da ação bem definidos. A seleção de informações, o desenvolvimento de atividades específicas, a realização de exames previstos em lei, a promoção de ações de motivação, ações que possam trazer benefícios e técnicas de relações humanas são fatores necessários para a adoção de um treinamento.
As estratégias para treinar um profissional de segurança envolvem vários processos, e isso deve ser levado em consideração para que este profissional desempenhe de forma adequada, organizada e eficiente as várias atribuições que o seu cargo exige.
“O treinamento é aquele que dá ao instruído os conhecimentos necessários para o entendimento de determinada tarefa ou obrigação, para a compreensão de um problema, ou ainda buscar sua solução” (ANDRADE, 2003, p. 91).
A necessidade constante de treinamento e de desenvolvimento é fator primordial dentro de uma empresa que necessita sempre receber como resposta o grau de satisfação de seus clientes. Esta empresa, ao treinar os seus profissionais, deve ter em mente que no mundo competitivo é necessário entender que o diferencial na formação do profissional é aperfeiçoá-lo cada vez mais, mantendo-se como referência no mercado.
3.2 - Tipos de Treinamento
Os tipos de treinamento têm como objetivo qualificar o profissional e melhorar o desempenho da sua tarefa. Eles desenvolvem habilidades e transmitem conhecimentos mais específicos.
16 3.2.1 - Treinamento de qualificação
Este treinamento visa melhorar o desempenho do profissional e trazer-lhe reconhecimento pela eficácia de seu trabalho. A qualificação é realizada através da aplicação de cursos, palestras e orientações profissionais.
Levando-se em consideração a aplicação dos treinamentos, é possível notar a alteração do desempenho do profissional, pois ele assume maior comprometimento com o seu trabalho. Há mudanças em suas atitudes e o fator motivacional é observado em seus hábitos e na melhoria de suas ações.
Percebe-se que com a melhoria da qualidade do profissional os resultados aparecem positivamente no desempenho das empresas e na satisfação dos seus clientes. Os investimentos no treinamento trazem benefícios para os funcionários e a empresa, onde os resultados podem ser verificados na melhoria dos serviços prestados.
Uma das estratégias do treinamento é divulgar, orientar e promover ações que tragam conscientização ao trabalho a ser realizado, provendo aos funcionários conhecimentos sólidos. A empresa tende, a partir de então, ser mais produtiva e lucrativa.
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CONCLUSÃO
Analisando a formação da segurança privada, pode-se verificar que o profissional de segurança não está preparado adequadamente para exercer a sua atividade, necessitando de treinamento constante, e se possível, individualizado e com qualidade de ensino.
No treinamento, as empresas de segurança devem oferecer aos seus funcionários condições necessárias, para que os capacite de forma objetiva e desejável, procurando motivá-los na sua carreira, e para que eles possam obter resultados capazes de torná-los mais eficientes e eficazes. A empresa espera que no treinamento o profissional apresente resultados, que no futuro criarão condições de melhorar sua imagem no mercado.
Pode-se notar que algumas empresas ainda utilizam os seus serviços de modo artesanal e primário, não priorizando a formação do profissional de segurança.
Não há percepção por parte delas de que este profissional é a ferramenta mais importante de sua empresa, pois quando ele passa por treinamentos adequados, torna-se mais preparado e habilitado no exercício de sua profissão, e corresponde com maior comprometimento em seu trabalho.
18 BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
ANDRADE, Fred. Segurança – Do Planejamento à Execução. 1ª edição. São Paulo: CIPA Publicações, 2003.
BRASILIANO, Antonio Celso Ribeiro. Manual do Planejamento Tático e Técnico em Segurança Empresarial. 1ª edição. São Paulo: Sicurezza, 2003
BRIGHTMAN, Carol. Insegurança Total. 1ª edição. São Paulo: RCB, 2006.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Recursos Humanos. 2ª edição.
São Paulo: Atlas, 1999.
FONTES, Edson Luiz Gonçalves. Segurança da Informação. 1ª edição. São Paulo: Saraiva, 2005.
GREDER, Hélio S. Higiene, Segurança e Qualidade de Vida. 6ª edição. São Paulo: Atlas, 1983.
PORTELLA, Paulo Roberto Aguiar. Gestão de Segurança: história, prevenção e sistemas de proteção. 2ª edição. Rio de Janeiro: Rio, 2005.
SOARES, Luiz Eduardo. Segurança Tem Saída. 1ª edição. Rio de Janeiro:
Sextante, 2006.