RBEn, 32 : 89-120, 1979
PLAN EJAMENTO PARA A PARTICIPA�AO DE ALUNOS
DOS O LTIMOS PER IODOS DO CICLO PROFISSIONAL DE
EN FERMAGEM NA IDENTIFICA�AO E TREI NAMENTO DE
PARTEIRAS LEIGAS DE UMA COMUNIDADE
*
Celna
Mra
Araujo Tavares
RBn/08
TAVAS, C.M.A. - Planejamento para a participa(ao de alunos dos ultimos periodos do cicIo profisslonal de enfenngem na identifica(ao e treinamno de parteirs
leigs de a comunidade. Rev. Brs. Ef.; DF, 32 : 89-120, 1979.
1 . DENIQAO DO PROBLEMA
Uma a;io conjunta entre comunldade, lnstltul;oes de saude e estudantes de enfermagem proporclonarla melhor asslstencla no parto domlclllar?
2 . JUSTICATIVA
Sabendo-se que s instltul;oes que prestam asslstencla
.
parturlante sao deflclentes, tanto em quantldade quanto em quaUdade e, partlndo-se do pressu posto que se houvese consclentiza;ao da comunldade para uma malor utlll za;ao dessas instltul�s, provavelmente serla Impossivel 0 atendimento de todas s parturlentes com estes recursos. Ve mos entao que a cobertura da popula �o de mulheres durante 0 parto, bem poderta ser felta a nivel de aten;Ro prl marla, ou seja, utlllzando os pr6prlos recursos da comunldade.No intuIto de consegulr trabalhar com a comunldade de manelra profun da, reallzando trocas culturals e com portamentals, resolvemos dlrlglr nosso planej amento de atlvidades para ele mentos chaves, quaIs sejam, as partel ras lelgas. Estes elemenos funclonam como llderes, exercendo grande dominlo e desfrutando de grande prestiglo na comunldade onde vivem. Atraves da Identlflca;io, aproxlma;0 e autentlco interesse pelo enslno-aprendizagem e treinameno destas, espera-se que os re sultados obtldos, em termos de comu nldade, sejam multo mats abrangentea.
• cente de nfeagem da U.F.M.T. la o o de lo em
Metdologia do nslno e de sana de nfenagem o - 17.
TAVAES, C.M.A. - PIanejamento para a partic1pa�ao de alunos dos Ultimos periodos do cicIo profissional de enfermagem a identific�ao e treinamento de parteirs
Ieigs de na comunidade. Rev. Bras. Ef.; DF, 32 : 89-120, 1979.
De modo a favorecer tanto a comu nidade como a aprendizagem e troca cultural, importante nos parece tentar uma integra;ao da universidade, atra yeS de seus alunos, com essas comuni dades, em un planej amento integrado j unto a grupos comunitarios de sorte a permitir a identlf1caao e treinamen tos de parteiras e maes em uma area. Para isto, teremos que considerar de maneira especial tres enfoques : aten;ao primaria de saude, a comunidade e a partlcipa;ao de alunos de enfermagem em trabalhos diretos com a comuni dade.
2 . 1 - A ten:ao Primaria de Saude
Un dos grandes problemas atuais da human ida de e 0 grande numero de pessoas que estao fora do alcance do; sistemas formais de assistencia a saude, apesar destes estarem se desenvolvendo numa tentativa frustrada de abranger toda a popula;ao.
Este e un problema que ven preo cupando a todos os envolvidos nest a area de tal forma que, na IV Reuniao Especial dos Ministros de Saude das Americas ( 16) , realizada em 26 e 27/ 09/77, em Washington, foram confirma dos os propositos de "intensificar os esfor;os e au men tar os recurs os para acelerar os process os de extensao da cobertura de Servi;os de Saude a toda a popula;ao". Visando este atendimento global, e indispensavel bus car outros procedimentos, neste caso a aten;ao primaria de Saude . Na Conferencia Internacional ( 15) sobre aten;ao pri maria de saude realizada na Russia no periodo de 06-12/09/78, esta foi concei tuada como : "un meio pratico para colo car ao alcance de todos os indivi duos e familias das comunidades a as sistencia de saude indispensavel, de for ma aceitavel e proporcional a seus
re-90
cursos, e com sua plena partlcipa;ao". Para isso engloba os fatores sociais e de desenvolvimento que influem no fun cion amen to do sistema de saude.
t indispensavel, portanto, a parti cipa;ao de representantes da comuni dade no planejamento e execu;ao dos programas de desenvolvimento, pois es tes estao vivendo as dificuldades, sen tlndo as necessidades e desfrutando de interesses comuns.
A assistencia materno-infantil e uma area muito apropriada ao trabalho do sistema formal junto aos sistemas nao formais de saude pratlcados pelas comunidades.
"A confian;a no proprio esfor;o e a consciencia social sao fatores chaves no progresso humano". ( 18 )
Baseados nesses conhecimento da comunidade sobre sua propria situa;ao, o primeiro passo do sistema formal se ra a identifica;ao dos lideres, no caso de assistencia materno-infantil princi palmente, as parteiras leigas, que fun cionarao como agentes de saude pro piciando 0 desenvolvimento pessoal e coletlvo. Ao sistema de saude, no caso com a participa;ao atlva de alunos de enfermagem, cabera discutir e desen volver 0 treinamento, assessoramento e controle as pessoas que ja prestam as
sistencia nao forulal as comunidades, assim como a troca de informac5es cla ras sobre as vantagens e desvantagens das atlvidades propostas e seus custos relativos.
Delimitadas as atividades de cada un dentro do sistema de assistencia prlmaria, parte-se em conjunto para, a avalia;ao da situaao, a defini;o dos problemas, a determlna;ao das priori dades e 0 planejamento.
identi-TAVS, C.M.A. - PIanejamento para a particlp�ao de alunos dos uIt1ms priods do cicIo profissional de enfermagem na identific�ao e treinmnto de .parteiras Ieigas de a comunidade. ev. Bas. Et.; DF, 32 : 89-120, 1979.
fica;ao e listagem das dificuldades e para 0 reajuste das atividades quando necessario.
2 . 2 - A Comunidade
o grupo mateno-infantil conside rado em seu sentido mais amplo, abran ge cerca de 70,98% da popula;ao bra sileira. Frente a importancia, biol6gica e socio-economica, deste contingente populacional, 0 Ministerio da Saude destaca-o como "de' prioridade para
·efeito das agoes integradas de saude, de interesse coletivo". (11)
Visando a eleva;ao do nivel de saude deste grupo foi tragado 0 Pro gram a de Saude Materno-Infantil, que integra a Politic a de Saude Materno Infantil prevista no artigo 1.° da -Lei n.C 6.229/75, cuj o objetivo central e a redu;ao da morbidade e mortalidade do grupo materno-infantil. ( 10)
A fim de alcangar este objetivo es tao propostas, no II Plano Nacional de Desenvolvimento, as seguintes metas
( 1 1 ) , para 0 grupo materno :
- Cobertura de 50% da popula;ao de gestantes ;
- Cobertura de 50% na assistencia tecnica ao parto;
- Cobertura de 20% na assistencia ao puerperio.
Incluindo no Programa de Saude Materno-Infantil esta 0 subprograma de Assistencia Materno (11) , atendendo :
- A gestagao atraves da assisten cia pre-natal precoce, continua e regular;
- Ao parto atraves de Unidades de Saude que proporcionem assis tencia ou supervlsao tecnica ao parto domiclllar;
- Ao puerperio atraves de super visao glnecol6gica a mulher e, assistencia e protegao ao recem nascido.
Pode-se assegurar, pelo depoimento de autoridades sanitrias e observa;ao das estatisticas vitais, que e grande 0 numero de gestantes atendidas em seu domicil1o pela parteira leiga, que pouco ou nenhum preparo tecnico-formal tem para dar uma contribuic;ao mais efeti va. Esta caracteristica e muito encon trada atualmente, nas comunidades economicamente menos desenvolvidas . Nas regioes mais desenvolvidas a res ponsab1l1dade da gestante esta a cargo do medico ou da enfermeira obste trica.
FREDDI (3) diz que - "a res ponsabilidade da enfermeira obstetric a abrange 0 treinamento do pessoal em servigo, cabendo-Ihe, ainda, 0 treina men to e a supervisao de "curiosas" . A tutela das "curios as tradicionais" e ain da necessaria em nosso meio, pois estas nao podem ser substituidas totalmente por enfermeiras obstetricas, como seria ideal".
2 . 3 - A Participa�io de Alunos de Enfermagem
Por que a participa;ao de alunos dos ultimos periodos do curso de gra dua;ao em enfermagem?
Um dos princIpals obj etlvos estabe lecidos no Plano Decenal de Saude
(Santiago, 1972) foi "a extensao dos servi;os de saude, de maneira que ao final da decada sejam acessiveis a toda a popula;ao do Hem!sferio" ( 17) . A enfermeira pode ser 0 ponto chave para que este objetivo sej a alcangado. Como integrante da equipe deve encarar ai de nao em termos Indlvlduais, e Iim eonsiderando a comunldade como um todo, reconhecendo que as agoes nAo
TAVAS, C.M.A. - Planejamento par. a participa;.o de alunos dos iltims periodos o . cicIo profisional de enfengem a identific;io e treinamnto de partelras
Ieigs de uma comunidade. ev. Bs. Enf. ; DF, 32 : 89-120, 1979.
devem partir so do setor de saude, mas de uma a;ao conjunta com outros se tores. Certamente se aproveitado todo o potencial de forma;ao dos enfermei ros, grande parte da extensao de co bertura dos Servi;os de Saude, parti cularmente no que se refere t assis tencia matemo-infantil, poderia ser en tregue t responsabilidade desse pro·· fissional.
Nesse trabalho ousamos propor que seja modificado 0 enfoque do ensino de enfermagem em nossa Universidade, por sentir a necessidade de que 0 aluno gra due-se com uma visao ampla sobre en fermagem e estej a preparado para de senvolver atividades de maneira a res ponsabilizar-se soclalmente pela eleva ;io do nivel de saude da popula;ao. Para conseguir isso ele tera que enca rar a comunidade como cliente que tem o direito de decidir sobre 0 seu processo de desenvolvimento e participar de mo do decisivo na obten;ao e manuten;ao da saude. Nesse caso 0 prineiplo maior e 0 da a;ao coletiva, antes mesmo que o da a;o individual.
E 0 papel da enfermeira neste novo enfoque sera desempenhado ao incluir as seguintes atividades :
92
- "Diagnosticar 0 nivel de saude do individuo e da comunidade como um todo;
- Tomar decisoes j unto aos repre sentantes da comunidade em si tuacOes que exij am dlscem1men to e execu;ao das olu;oes per tinentes;
- Participar da capaclta�o do 0-dividuo e da comunidade para Identificar e satisfazer suas ne cessidades ;
- Avallar j unto com os usuarios 0 efelto que as a;oes de saude tem sobre 0 Indlviduo, grupo e comu nidade". ( 17)
Considerando as recomenda;oes do Grupo Setorial de Saude, DAU /MEC, em Indicadores de QuaUdade para Cursos de Gradua;ao em Enfermagem (8) , um dos Indicadores destaca a "articula;ao entre os programas dos servi;os de sau de e os de ensino de enfermagem" a fim de tomar mais autentica e assegu rada a introdu;ao dos do centes e dis centes na for;a de trabalho, bem como mais frontalmente verdadeiro 0 encon tro do ensino-aprendizagem com a sl tua;ao da cUentela.
Estao Indicados alunos dos ultimo5 periodos do curso de gradua;ao, obser vando que :
- Ja cursaram 0 cicIo basico e parte do cicIo pro fissional, in cluindo Enfermagem em doengas transmissiveis ;
- Ja cursaram ou estao cursando Enfermagem Matemo-Infantil ;
- Estao ou estarao cursando Enfer magem em Saude Publica.
TAVAES, C.M.A. - PIanejamento para a participa;ao de alunos dos ultims priods do cicIo profissional de enfermagem na identifica;ao e treinamnto de partelrs Ieigs de uma comunldade. Rev. Bs. Ef. ; DF, 32 : 89-120, 1979.
deste planejamento. Isto favoreceria nao so a integratao Universidade-Comu nidade como tamMm a integratao em equipes profissionais a partir da forma ;ao na propria Universidade, onde todos trabalharao em conjunto para 0 forta lecimento de suas atoes e para 0 surgl mento de un respelto mutuo nas ati vidades de cada un, para a efetivatao de utilidade social de todas as profis soes da saude.
3 . OBJETIVOS
Un projeto dessa natureza visa :
- Reduzir a morbilidade e a mor taUdade materna e neo-natal.
- Identificar, treinar e controlar parteiras leigas de uma regiao, reconhecendo-as como agentes de saude, em partos domiciliares, sob supervisao e apoio tecnico da enfermagem.
- Integrar as atividades de estu dantes de enfermagem com pro gram as de aten(ao primaria de saude, na area materno-infantil.
- Incluir no curriculo, experiencias de aprendizagem que permitam ao estudante incorporar em suas atoes de enfermagem, a identi ficatao precoce de grupos de alto risco perinatal na comuni dade.
- Modificar 0 enfoque do ensino, em enfermagem, de saude indi viduaIizada para saude comuni taria.
- Incorporar nos conjuntos de atl vida des tecnlcas e eticas perti nentes . educa(ao a importancla dos elementos culturals e das trocas que devem ocorrer para soUdlficar e aprofundar os co nheclmentos de Saude.
4 . DEFINIQAO DE TERMOS
4 . 1 - Agentes de Sattde
Indlviduo que, possui un papel de Uderan(u na comunidade e, ser. trei nado para promover seu desenvolvl mento e 0 desenvolvimento da comunl dade.
4 . 2 - Alto Risco
Sao patologias ou conditoes fsiolo gicas que podem causar danos para mae e filho.
4 . 3 - A tengao Primaria
"E un meio pratico para colocar ao alcance de todos os individuos e fami ias das comunIdades, assistencia de saude indispensavel, de forma acei.vel e proporcional a seus recursos, e com sua plena participatao". ( 14)
4 . 4 - Comunidade
Organizatao social comosta de pessoas que compartilham, em dis1ntos graus, de caracteristicas, Interesses e aspira;oes politicas, economicas, socials e culturais.
4 . 5 - Controle
Conjunto de medidas propostas pa ra identificar as fases de desenvolvl mento de un fenomeno.
4 . 6 - "Curiosas" Ver parteira leiga.
4 . 7 - Parteira Leiga
Mulher, sem preparo te6rico ou pratico, que gra;as . sua expeiencia eiou aos la;os de parentesco ou ami zade que a une as familias, realiza par tos nos domicilios.
TAVAS, C.M.A. - PIanejameno para a participa;ao de. alunos dos uitims periodos d> cicIo profissional de enfennagem na identifica;ao e treinamento de parteiras Ieigas de na comunidade. ev. Brs. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1979.
4 . 8 - Perinatal
Refere-se a mulher e a crianga no periodo do parto.
4 . 9 - Treinamento
Curso de pequena duragao, que tem como finalidade desenvolver habilidades em uma determinada area.
4 . 10 - Unidade de Saude
Estabelecimento de saude destinado a prestar assistencia medico-sanitaria a uma populagao, em area geografica definida, sem intemagao de pacientes.
4 , 11 - Enjermeira Obstetrica
Profissional de nivel universitario que prossegue 0 curso aMm de enfer meiro geral" optando pela habilitaao especifica em enfermeiro obstetra ou obstetriz.
4 . 12 - Enjermeiro Geral
Pro fissional de nivel universit.ri" que tem 0 seu curso de graduagao com cicio Basico e CicIo Profissional obede cido 0 Curriculo Minimo da Resolutao n.o 472, apenas nao optando por qual quer habilitatao especifica. Corresponde ao titulo de Enfermeiro Geral ou como cha.am alguns Enfermefro Oeneralista.
5 . DESENVOL VIMETO O PLANEJMENTO
Dissemos antes que a parte ira leiga e uma lider natural na sua comunidade, que bem deve ser reconhecida como agente de saude, sob a supervlsao, e apoio da enfermeira.
urge, portanto, lan;ar medidas pr6-prias para : sua identificagao na comu nidade; oferecer-lhes um treinamento que objetive melhorar a pratica de seus
94
servitos em conhecimentos e tecnica> para que prestem um servigo domiciliar melhor, contribuindo assim para a di minuigao dos coeficientes de morbi mortalidade perinatal e, promova a li gatao das parteH·as aos servitos de sau de para controle e orienta;ao continua de suas atividades.
Descreveremos a seguir um modelo de planej amento para identifica;ao, treinamento e controle de parteiras lel gaz. Este esta dividido em etapas, assim dispostas :
5 . 1 - Primeira Eetapa - Analise da Comunidade
Para realizar uma a;ao de saude. com a participagao comunitaria, e ne cessario fazer uma analise para conhe cer a comunidade, seu modo de vida e 0 modo de pensar dos seus habitantes. Assim saberemos se a atao que preten demos programar e uma resposta as suas necessidades.
Em primeiro lugar devem ser cole tados dados sobre a comunidade, atra
ves de um formula rio abrangendo :
- Caracteristicas geograficas ;
- Caracteristicas populacionais ;
- Caracteristicas socio-economicas;
- Caracteristicas ambientais;
- Caracteristicas dos meios de co municatao;
- Caracteristicas de saude.
Coletados, os dados seriam anali sados principalmente vis an do verificar a disponibiUdade dos recursos que po derao ser utilizados no desenvolvimento do programa.
morbi-mortalidade perinatal que servida de referencia para a implementa;ao do programa.
Os Hderes, grupos e instituig6es ne·· cessarios na dinamica do trabalho se riam identificados para uma conscien tizagao e mobiliza;ao posterior. Sedam verificados :
- Numero de parteiras da area;
- Suas condi;6es de trabalho ;
- Freqiiencia de compUca;6es ;
- Tipo de clientela atendida ;
- Numero de gestantes da area ;
- Gestantes que freqientam servi-gos de pre-natal ;
- Numero de instituig6es de saule da area ;
- Tipo de assistencia prestada ;
- Capacidade de atendimento;
- utros.
5 . 2 - Segunda Etapa - Entrosa mento com as Institui;6es de Saude.
Para estimar, os recursos materiais e human os de saude, envolvidos na im plementagao do programa, e necessario o entrosamento com as instituig6es de saude da area. Estas deverao ser moti vadas e mobilizadas no sentido de con tribuir com assessoramento ao progra na, de modo que sirvam de base para a sua implantagao . Isto se faz ne cessario principalmente porque 0 pro grama sera desenvolvido com alunos, e temos que lembrar que as atividades escolares abrangem todo 0 ano-calen dario universitario, ficando assim em descoberto alguns meses. Se pensarmos
em termos de saude da comunidade, veremos que nao e valido ter programas desenvolvidos em periodos cicl1cos. Se est amos propondo treinamento e con trole de parteiras leigas, 0 melhor modo de tomar efetivo 0 program a e estar mos presentes continuamente.
Dai a importancia de, em programa.> dessa natureza, promover a integragao entre Comunidade, Unidades de Saude Publica, Unidades Hospitalares e Uni versidade para a melhoria da assisten cia ao parto. Estas estarao ligadas dire tamente a parteira, que continuara rea liz an do as ag6es para elevar 0 padrao de assistencia ao parto na comunidade. e ao lado disso ter livre acesso ao sis· tema formal recorrendo ao mesmo nao somente apos as complicag6es ja insta ladas, mas sobretudo no clima de con fian;a e apoio tecnico-cientifico e etico que deve existir no reconhecimento da co-existencia dos dois sistemas, formal e nao formal. Ai e que deve ser enten dido 0 enfermeiro e/ou 0 estudante de Enfermagem como 0 interprete do sis tema nao formal j unto ao sistema for mal e estabelecer a relagao de ajuda reciproca face aos fatos culturais e a evolu;ao cientifica, cumprind) un pa pel de analista ao tempo que equili brador entre as situag6es que devem ser preservadas porque nao agridem a sau de e as que ten que ser discutidas e resolvidas junto a comunidade porque representam riscos a vida. Por sua vez, uma responsabilidade toma-se prepon derante ao se tratar sobre saude cole tiva em trabalhos dessa natureza, qual seja a de reconhecer que 0 modo pro prio de viver de cada comunidade re presenta 0 elemento vivo de al1menta ;ao do sistema formal de prestagao de servi;os que a ela se dirige.
95 TAVAS,
do
�
Universidade
elhoria da Assistencia ao Part 0
�
( apoio etico , tecnico, cientifico treinaento e cultural
oportunidade de aprendizagem ( riqueza cultural )
Unidades de Saude
publica
consumidores
( valoriza9ao do seu lider)
assistencia tecnica ao parto
(servi90 de utilidade social)
Unidades Hospitalares
Comunidade
,
TAVAS,
do
C.M.A.
-PIanejamento
para
a
participa;ao
de
alunos
dos
uitimos
perfodos
cicIo
profissonal
de
enfermgem
na
identific;ao
e
treinamento
de
parteiras
Ieigs
de
a
comu
nidade.
Rev.
Bras.
Enf.;
DF,
32
:
89-120,
TAVAS, C.M.A. - Planejamento para a participa�io de alunos dos lltimos periodos d·) ciclo profissional de enfermagem na identifica;ao e trein.ento de parteiras leigas de ma comunidade. Rev. Bras. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1979.
5 . 3 - Terceira Eetapa - Treinamento dos Alunos das Disciplinas Materno In/antil e Saude Publica.
Com a participa;.o de alunos das dissiplinas Materno-Infantil e Saude Pu blica estaremos propiciando Que sej a dado un enfoQue duplo para 0 problema.
diminuir morbi-mortalidade perinatal.
Materno
In fant i l
�-
melborar a assistencia tecnica ao parto.desenvolver habilldade e destreza.
proporcionar a crian;a Que ira nascer, condi;6es de sobrevivencia e desenvolvimento melhores.
encarar a comunidade como paciente.
S aude
Publica
utilizar os recursos da pr6pria comunidade.abranger maior numero de pessoas nas a;6es de saude.
Para a participa;ao do aluno nesse 'planejamento e necessario :
- Embasamento teorico-pratico na disciplina Enfermagem Obste trica ;
- Conhecimento do programa do curs� ;
- Habilidade e destreza na assis tencia ao parto;
- Entrosamento previo com a Uni dade Sanitaria e demais institui ;oes de saude participantes;
- Intera;.o com a comunidade em Que vai atuar.
5 . 4 - Quarta Etapa - Planejamen to do Programa
5 . 4 . 1 - Cadastramento
As parteiras leigas seriam cadas tradas de acordo com a area de atua·· Gao das mesmas, levantadas durante a coleta de dad os. Deveria ser organizado um arquivo na Unidade Sanitaria onde ferao catologadas as fichas de identifi ca;io (Anexo 1) .
Estas fichas seriam manuseadas pela enfermeira, da Unidade, respon savel pelo contra Ie das parteiras. A ca da comparecimento a enfermeira ano taria a data, 0 ntlmero de partes rea lmados, 0 numero de encaminhamentos, o material solicitado e observa;6es, tats como : tent:. discutido na reunEio, ori enta;ao individual, problemas ocorridos durante os partos e outros. 0 preenchi mento correto e continuo das fichas iria
a
servir para a observa;ao da qual1dade da asslstencia prestada a comunldade.
5 . 4 . 2 - Organizaao dos Grupos
everiam ser organizados grupos de no maximo 10 partelras para cada ins trutor, para que atraves de reunloes de dlscussao, demonstra;oes e palestras se jam ensinadas as partelras lelgas,
c-�
Lo cal
19
A:'ca
1Grupo
AAr'ea
2Grupo
BFrea
3Grupo
CQa
5 . 4 . 3 - Conteudo do Programa
5 . 4 . 3 . 1 - Titulo do curso
Orienta;ao para Partelras elgas
5 . 4 . 3 . 2 - Objetivos
- DesenTolver tecnlcas simples e dlscutl-las a luz da experiencia das partelras lelgas para que as mesmas possam dar melhor as sistencia ao parto em domlcilios.
- Conscientizar a parelra sobre
seu papel em rela;ao a asister
cia medico-sanitaria adequada, ben como sua particlpa;ao na
nlcas sImples para melhorar a asslsten cia ao parto.
Os cursls teriam lugar na Unldade SanItaria, na sala de parto de uma ma tenldade e em domlcilios da comuni dade.
De acordo com a area de atendi mento da parteira e a divisao do ano letlvo seriam formados os grupos.
SEMESTRE
2 9
Grupo
DGrupo
EGrupo
Fredu;ao da morbidade e morta l1dade matena e lnfantil.
- Promover seu entrosamento com a unidade sanitaria para contro .. Ie e orienta;ao continua de suas atlvidades, apolando-se em um sistema de autentlcldade e con flana no trabalho integrado.
- Reconhecer e apolar a poslo de lider que a partelra ocupa dentro da comunldade, para a promoao da saude, sobretudo de gestantes e crian;as.
5 .4 . 3 . 3 - Carga Horaria
20 horas. TAVAS,
o
o o
Objetivo
- Identificar 0 tipo de assistencia que ven sendo prestada.
- Debater com 0 gru po sobre suas atri bui:os e responsa
bil1dades.
- Esclarecer sobre . necessidade de:
• Notificar os nas cimentos. • Encaminhar os
casos anormais. • Comparecer se
manalmente . Unidade para reabasteclmento de material e orientacAo.
- Debater sobre a 1-deran;a da pareia na omuntdade.
5 . 4 . 3 . 4 - Desenvolvimento do Programa
Conteudo Dura(ao (horas)
1 . Sondagem dos co- 2
nhecimentos.
2. Responsabilidades e limita;oes no tra balho da parteira.
2 . 1 - Notif1ca;Oes dos nscimenos.
2 . 2 - Encaminhamen to nos casos anormais.
2 . 3 - Comparecimento
. tdade Sa
nitaria.
3 . A parteira como 11-der na omunida de.
2
3
Estrategia
- Distribui;ao dt q uestionarios.
- Auxiliar 0 preenchimen to no cso de analfabetas.
- Prele;ao
- Debate em grupo.
- DiscussAo em grupo.
- Prel�Ao.
Recursos
- Questionario (Anexo n .
- Album seriado.
- Apresenta;ao das fichs de notifi ca;ao de nasci mento e de ca dastramento da parteira.
- Cartazes.
- Quadro para giz.
- Cartazes.
- Album seriado.
Atividades Praticas
- Preenchimento das notifica;oes de nas cimento e livros de registro.
(Anexos III. IV e V) '
- Dramatizar uma ori entacao a gestante.
Objetivo
- Esclarecer sobre a necessidade de ut1li-. zar a Unidade Sa -nit1a.
- Incentiva-Ia a pro mover a saude e pre venir s doen;as.
- Identificar uma idade a1-taria.
- nmerar os servi ;os eistents den tro da Unidade.
- Distlngu1r os profis sionais de Saude "e suas fun;oes.
- Identificar s prin cipais doen;s trans miss!veis.
- Reconhecer a impor tAncia do saneamen
o Msico e das imu oiza;oes no controle e preven;ao ds do en;as trasmissiveis.
Conteudo
3 . 1 - Liga;io entre a comunidade e a Unidade Sanita ria.
3 . 2 - Promo;io da -Saude.
3 . 3 - Preven;io de doen;s.
4 . A Unidade Sani taria.
4 . 1 - Servi;os exis tentes.
4 . 2 - Pessoal e suas fi;oes.
5 . Doen;as transmis
s[veis.
5 . 1 - Principais do en;as.
5 . 2 - Controle pelo saneamento.
Dura;.o (hors)
4
8
strategia
- ramatiza;ao pelos alunos.
- Discssio em grupo.
- Distribui;o de textos i mografados.
- Palestrs de componentes da equipe de saude
• Enfermeira
• MMico • Sanitarsta • Ax. de
nferma-gem. • Visitadora
Sanitaria.
- Prele;ao
- Proje;io de fUme.
- emostr�.o da tecnica de de inje;io e va1na;io.
Recursos
- Quadro para giz.
- Cartazes.
- Album seriado.
- Texto mlmogra fado com a lis tagem dos er vi;os da Unida de.
- Quadro para z.
- Album seriado.
- FUme.
- Seingas.
- Vacis.
Ativ1dades Pratis
- Visit a . nidade Sanitaria.
- Tecnica de injecio atravCs de vacina ;oes.
- Apliear inje;io.
- Praticar bOllS 1a bitos de 1 i g i e n e e compreender seu significado para sua saude e a das pes soas que assiste.
- Lavar as maos cor retamsnte antes de prestar qualquer cuidado.
Executar tratamen to adequado a agua e ao lixo.
- Preparar alimentos
com higiene.
- Compreender a im portancia da alimen ta(ao para a ges tante e feto.
- Orientar a gestante e a puerpera sobre alimentos adequa dos.
- Demonstrar 0 pre paro de mamadeira sem contamina-la.
- Esclarecer a mie so bre a importancia do leite mateno.
5 . 3 -Controle pelas imuniza;oes.
6 . Habitos de higienc.
6 . 1 - Pessoal.
6 . 1 . 1 - Asseio corpo ral.
6. 1 . 2 - Cuidado com as maos. 6 1 . 3 - Cuidados com
os dentes.
6 . 2 - Ambiental.
6 . 2 . 1 - Agua. 6 . 2 . 2 - Esgoto. 6 . 2 . 3 - ixo.
7 . Allmenta(ao.
7 . 1 - Higiene dos ali
mentos.
7 . 2 - Na gesta(ao.
7 . 3 - No puerperio.
7 . 4 - Tabus alimenta res.
7 . 5 -Do reeem-nal
c1do e lactente.
7 . 6 . - Aleitamento.
8
6
- Palestra de un Sanita rista.
- Prele;io.
- Demonstra;ao de lavagem das maos e escova(ao dos dentes.
- Demonstra(ao de fervura e filtragem da agua.
- Demonstra(ao da queimada de lixo.
- Proje(aO do filtro sobre escov�ao dos dentes.
- Demonstracao de lavagem das frutas e legumes.
- Demonstracao do preparo de mamadei ra.
- Prele;ao.
- Agulha blfur cada .
- Jarro.
- Bacia.
- Sabao.
- Pau de laran jeira.
- Escova de dentes.
- Pasta de dentes. - Panela.
- Flltro. - Fogao. - Album seriado.
- Filme.
- Cartazes.
- Album seriado.
- Quadro para giz.
- Fogao.
- Pia.
- Frutas e legumes.
- Mamadeira.
- Leite.
- Panela.
- Tecnica de a vagem
das maos.
- Tecniea de escova ;ao dos dentes.
- Queima de lixo.
- Tecnica de lavagem de mamadeirs.
- Tecniea de preparo de mamadeira.
Objetivo
- Distingulr os 6rgaos genitals femlnlnos.
- Expllcar 0 fenOmeno da menstrua;ao.
- Questionar a valida de dos tabus.
- Explicar 0 fenOmeno da concep;ao.
- Identificar os prin cipais sinais e sin tomas da gravidez.
- Aplicar medidas ca seiras para eliminar os desconfortos da gravidez.
- Reconhecer a im portancia do pre natal para orientar gestantes.
- Identificar os exames laboratorials necs sarios durante a gravldez.
Conteudo Dura;ao
(horas)
8. Anatomla e Fislo- 4
logla do aparelho genital feminlno.
8 . 1 - Genitals inter nos.
8 . 2 - Genitals exter nos.
8 . 3 - �enstrua;ao.
8 . 4 - Tabus.
9 . Gravidez.
9 . 1 -Concep;ao.
9 . 2 -Sinais e sin to mas de gravidez.
9 . 3 -Desconfortos da
gravidez.
9 . 4 -.Pre-natal.
9 . 5 - Exames labora torials.
9 . 6 -Imuniza;oes.
9 . 7 - Complica;oes.
9 . 8 -Encaminhamen tos.
6
Estrategia
- Prele;ao. - Proje;ao de
fUmes e slides.
- Discussao em grupo.
- prele;io.
- Proje;ao de slides.
- Proje;ao do filme "All my
babies".
- Demonstra;io do exame fi sico na ges tante.
- Visita e ex plana;ao.
- Palestra do medico sobre complica;oes e encaminhR mentos.
- Distribui;ao de texto mi meografado.
- iscssao em grupo.
Recursos
- Projetor de slides.
- Album seriado.
- Filme.
- Quadro para giz.
- �anequim.
- Cartazes.
- Album seriado.
- Filme.
- Pacientes da enfermaria de gestantes da maternidade. Quadro para giz.
- Slides.
- ista mlmeografa da das istitui;oes de saude que pres tam assistencla a
gestante.
Atlvtdades Pratlcas
- Identificar os 6r gaos genitals exter nos no manequlm.
- Visita a enfermaria de gestantes na ma tenidade.
- Visita ao laborat6-rio da Unidade Sa nitaria.
- Debater a impor tancia da imuniza �ao.
- Reconhecer prece
dentes sinais de com plica;ao na gravi dez.
- Encaminhar s ins
titui�6es especializa das os casos anor mais.
- Enumerar 0 mate rial necessario para a bolsa da parteira. - Confeccionar aven tal, gorro e msca ra de parteira.
- Executar previamen te a limpeza do ma terial.
- sterilizar 0 mate rial atraves de meios caseiros.
- Orientar a gestante
para 0 preparo pre
vio do ambiente e material necessario.
- Ident1ficar os pri meiros sinals do tra balho de parto.
- Distin
r
s fss do trabalho de par to.10 . Material necessarlo para 0 parto.
10 . 1 - Bolsa da par teira.
10 . 2 - impeza do ma terial.
0 . 3 - Esteriliza;ao ca seira do mate rial.
10 .4 - Preparo do am biente e mate
rial pela ges
tante.
1 1 . Parto :
11 . 1 - rimeiros sinals do trabalho de parte.
8
12
- Demonstra;ao da confec�ao e preparo do
material a
maleta.
- Demostra;ao da llmpeza do material.
- Demonstra;ao dos metodos caseiros de esteriliza;o de material.
- Demonstra;ao do preparo do
ambiente.
- Observa;ao de pacientes no pre-parto.
- Demostrar a sistencia .
- Maleta.
- Cartazes.
- Material para a confec�ao de avental, gorro e mascara.
- Material neces sario na maleta.
(Anexo VII) . - Fogao. - Panela. - Panela de
pressao.
- Material neces sario no domi cilio (Anexo) VII) .
- Pacientes do pre-parto da mateidade.
- Confeccionar aven tal, gorro e mascara de parteira (Anexo ) .
- Limpar e arrumar 0
material da maleta.
- sterilizar 0 mate rial por metodos ca seiros.
- Preparo do ambien te domiciliar para 0 parto.
- Assistencia . partu
Objetivo
- Prestar os cuidados necessarios a partu riente em cada fase.
- Organizar 0 ambien
te a material para a parto.
- Auxiliar 0 p a r t a utilizando-se de tec nicas apropriadas.
- Recanhecer precoce mente sinais e sin tomas de anormali dades no parta.
- Adotar medidas pa liativas para aguar dar a chegada do medico.
Pres tar cuidados a
puerpera.
- Distinguir os tipos de l6quios.
- Ori:ntar a puerpera qU',nto t rigiene du rante a puerperia.
Conteudo
1 1 . 2 - Fases do traba lho de parto.
1 1 . 3 - Cuidados dispen
sados a partu .. riente em cada fase.
1 1 . 4 -Preparativos pa
ra 0 parto.
1 1 . 5 - Atua�io da par teira no parto.
1 1 . 6 - Anormalidades
no parto.
1 1 . 7 - Medidas que a
parteira d e v e tomar enquan.o espera 0 medico.
12 . Puerperia.
12 . 1 - Cnidados dispen sados no puer perio.
12 . 2 - Caracteristicas dos lOquios e higiene neces saria. Dura�ao (hors) 6 Estrategia parturiente em cada fase do trabalho de parto.
- Demonstrar a organiza�ao e o preparo do material para o parto.
- Demonstrar a assistencia aD parto.
- Palestra do medico sobre complica�6es no parto.
- Proje�ao do filme " Aguar dando a chc gada do me dico" .
- Projecao de slides.
- D1scussao em grupo.
- Demonstrar assistencia a
puerpera.
- Demonsrar
orientacao a
puerpera.
- Demonstragio da teenica de
Recursos
- �terial neces sario para 0
parto (Anexos
VII e VIII) .
- Parturientes da maternidade.
- Slides.
- Filme.
- Album seriado.
- Quadro para giz.
- Puerperas na maternidade.
- -.[aterial de limpeza das mamas.
- Slide'.
AtV1dades Piticas
- Assistencia a partll riente no parto.
- Organizar 0 mate
rial e 0 ambiente
para 0 parto.
Assistencia . puer·
pera.
Orienta' a puerp� ra.
- :ar 1 mle a amamentar.
- Orientar a puerpera quanto aos cuidados com as mamas. an
tes e aps t ama
menta�lo.
- tecolecer precoce mente as complica goes no puerperio.
- Pres tar os primeiros cuidados nos casos de complica�ao en quanto providenci� o encaminhamento.
- Pres tar os primeiros cuidados do recem nascido.
- Reconhecer a neces sidade de utilizar material esterilizado no curativo umbeli cal.
- Executar correta mente a credei za�ao.
- Esclarecer sobre a nlimenta;ao e as
elimita�oes do re cem-nascido.
- Banhar 0 bebe com tecnica apropriada.
- EncamiUlar a mae a servi;os de pue ricultura
12 . 3 -Caracteristlcas dos seios e amamenta�ao. 12 . 4 -Principais com
plica�oes no puerperio.
12.5 -Primeiros cuida dos nas compli ca�oes .
12 . 6 _ EncamiUlamento ao medico.
13 . Recem-nascido.
13 . 1 - Primeiros cuida dos com 0 re cem-nascido.
13 . 1 . 1 -Limpeza das
vias areas superiors.
13 . l . 2 -igadura um belical e cura tivo.
13 . l . 3 - Crede.
13 . 2 - Aliment�ao e elimlna;;oes.
13 . 3 -Banho do bebe.
13 . 4 -No;;oes de pue ricultura e va clna�ao.
8
amamenta�ao e limpeza das mamas.
- Demostrar os primeiros cui dados em ca sos de hemor ragia, infec «lo, mastite e tromboflebite.
- Discusslo em grupo.
- Proje;;lo de slides. - Prele�ao.
- Demostrar os primeiros cui dados com 0 recem-nascido.
- Demonstrar a tecnica de ba nho do bebe.
- Discussao em grupo.
- Mostrar 0 ser vi:o de puer ricultura da Unidade Sanitaria.
- Distribui:ao de textos mi meografados.
- Album seriado.
- Quadro para giz.
- Material para os primeiros cuidados.
- Material para 0 baUlo do bebe.
- Mamadeira.
- Cartazes.
- Quadro para giz.
- Tabela de vacl n�ao mimeo grafada.
e ap6s . amamen
ta�ao.
- Prestar cUidados de emergencia em s' de complica�Oes.
- P r e s t a r culdados mediats ao reem nascido.
- Hidratar 0 recem nascido.
Objetlvo
- 0 r i e n t a r a mae quanto . tabela e neeessidade de vaei na�ao.
- Limpar e reequipar a maleta apas eada atendimento.
- Comparecer . Uni
dade Sanitaria se manalmente p a r a reabasteeimento da
maleta e entrega
das notifiea�oes de nascimento.
- Comparar os eonhe eimentos anteriores com os atuais.
- Confraternizar as integrantes do grupo.
- Despertar 0 interes se das parteirs ain da nao treinadas.
Conte.do
14 . Limpeza e reequi pamento da maleta da parteira.
14 . 1 -Visita semanal a
Unidade Sanita ria.
15 . Sondagem dos o nhecimentos.
16 . Encerramento do eurso.
16 . 1 - Entrega dos eer
tifiados e das maletas.
16 . 1 -Reuniao eome morativa.
Dra�ao (horas)
1
2
Estrategia
- Demonstrar a teeniea de
limpeza e
arruma�.o da maleta.
- Diseussio em grupo.
- Prele�io.
- Apresenta�ao dos impresos.
- D1stribui�ao de questio nario.
- ArgUi�ao oral.
Reeursos
- Maleta com material.
- Cartazes.
- Impressos.
- Questionario mimeografado (Anexo In .
- Maletas doadas por istitui;oes beneficentes.
At1dades Prat1cas
TAVAS, C.M.A. - Planejameno para a participa� de alunos dos ulms erfodos o cicIo proflslonal de enfennagem na identiflca;0 e treinmnto de arteiras leigas de a comunidade. ev. Bs. Et.; DF, 32 : 89-120, 1�79.
5 . 4 . 3 . 5 - Avalia;ao
Seria aplicado no Inicl0 do curso um questlonarl0 para sondagem de conhe cimentos e atividades desenvolvldas.
No transcurso das aulas seriam obs�rvadas: a participa;ao nos debates de grupo, a asslduidade e 0 desempenho nas tecnicas.
Ao final do curso seria aplicado un questionario de sonda�en sobre os co nhecinentos adquiridos e as mudangas de conportanento sentidas e demons tradas.
,
5 . 4 . 4 - Estrategia de Supervisao das Parteiras
Tao importante quanto 0 treinanen to e a supervisao continuada, atraves de apoio e controle no trabalho das par teiras. Para que ela nao volte ao padrao do antigo trabalho e necessaria a sua vincula;Q a Unidade Sanitaria e super visao das visitadoras no seu local de presta;ao de servi;os.
Apos 0 treinamento seriam discuti das e propostas algumas atribui;oes da parteira, tais como as que se seguem :
5 . 4 .4 . 1 -Parteira
- ssistir partos em domlcilio den tro dos ensinamentos e tecnlcas recebidos durante 0 curso :
- Comparecer semanalmente para reabastecer a maleta de material ( curativo ester1l1zado, nitrato de prata, mertiolate, fichas) e en tregar fichas de notificagao de nascimento :
- Comunicar a enfermeira da Uni dade Sanitaria ocorrencia de complicagies e os encaminha mentos feis;
- Comparecer mensalmente a reu niao da Unidade Sanitaria, para llmpeza e renova;ao do material da maleta e complemenar co nhecimentos atraves de oriena ;oes;
- Encaminhar gestantes e crian;S . Unidade Sanitaria para acom panhamento medico-saniaio; - Promover a saude, atraves da
divulga;ao na comunidade, de informa;oes sobre saneamento basico, preven;ao de doen;aI e instltui;oes de saude eistentes na area.
- Indicar as novas parteiras lei gas das comunidades pr6ximas.
-Participar do treinamento feito pelas Unidades Sanitartas, quer como aluna, quer como auxillar de treinamento de outras.
5 . 4 . 4 . 2 - Enfermeira da Unidade
- Dlstribuir para as pareirs me dicamentos e material esterillza do, semanalmente ou quando ne cessario ;
- Organizar mensalmente reuni6es, para limpeza e reabastecimento da maleta e, para orienta;ao atraves de palestras;
- Analisar indlvldualmente ou em grupo os casos eloglaveis ou re provaveis;
- Receber fichas de notitica;oes dos partos assistidos pelas par teiras;
- Orientar visitadoras sanitarias em rela;ao as visitas domicUia res as puerperas e recem-nasci dos cuidados pelas partelras; - Atuallzar anualmente as fichas
de saude de cad a parteira;
� Atualizar 0 mapa de dlstrlbul;ao de parteiras controladas na area :
TAVAS, C.M.A. - Planejamento para a particip�.o de alunos des ultimos perfedos d� cicIo profissional de enfermagem na identific�.o e treinamento de parteiras
leigs de uma comunid.ade. .ev. Bras. Ent.; DF, 32 : 39-120, 15'79.
- Descobrir novas parteiras leigas: - Promover 0 treinamento das
par-teiras descobertas.
5 . 5 - Quinta Etapa - Implemen tagao do Programa
5 . 5 . 1 - Matricula
Seriam matriculadas no curso de treinamento, as parteiras leigas atuan tes na area, identificadas na analise da comunidade.
No ao da matricula seria preenchi da a ficha de cadastramento, relativas e seriam d
a
das as orientagoes, relativas ao curso, para a parteira.5 . 5 . 2 -Freqiencia
Receberiam certificados de conclu sao as larteiras que freqientassem 85% do curs�. As que forem el1minadas por falta, est.riam automaticamente matri culadas na proxima turma.
5 . 5 . 3 - Local do Treinamento
As aulas seriam real1zadas na Uni dade Sanitaria. No caso de impossibili dade deveria escolher-se um local ade·· quado ao proposito, dentro da propria,
comunidade on de as mesmas residem .
5 . 5 . 4 - Locais e Estagio
- Unidade Sanitaria
- Maternidade
- Domicilios (seriam indicados pe las parteiras) .
5 . 5 . 5 -Grupos
Seriam formados grupos de no ma ximo dez parteiras.
108
5 . 5 . 6 - Duragao e Carga Horaria do Curso
Os cursos teriam duragao de un
mes e meio, com carga horaria mini ma :
Teorica - 20 horas
Teorico-pratico - 60 horas.
5 . 5 . 7 - Exame de Saude
s parteiras fariam os seguintes exames de saude, na Unidade Sanita ria :
- Abreugrafia e baciloscopia
- Parasitologico
- Sorologia para Lues
- Dermatolog1co.
Obs. : So freqiientariam a primeira tur ma do curso as que fossem consi deradas aptas no exame de saude. As que assim nao 0 foss em, fa riam tratamento de saude e esta·· riam automaticamente admitidas na proxima turma.
5 . 5 . 8 - Corpo Docente
As aulas seri.Lm ministradas PO' alunos de enfermagem dos ultimos pe riodos do curs� de gradua;ao e inte grantes da equipe da Unidade Sanitaria.
5 . 5 . 9 -Certificado de Conclusao
TAVAES, C.M.A. - Planejamento para a participa�ao de alunos dos ultimos eriodos
d> cicIo profissional de enfermagem na idcntifica:ao e treinamnto de parteiras
leigas de a comunidade. Rev. Bras. Enf. ; DF, 32 : 89-120, 1979.
5 . 5 . 10 -Controle e Supervisao
ap6s 0 Curso
Seria realizado atraves de :
- Comparecimento s e m a n a I da parteira a Unidade Sanitaria. onde serao entregues as notifi ca�6es de nascimento ;
- Comparecimento mensal a Un i dade Sanitaria para reuniao de a tualiza;aO ;
- Visitas domiciliares as clientes atendidas.
5 . 5 . 11 - Inicio das Atividades
Anexo X
5 . 5 . 12 - Avalia�ao do Programa
Seria realizada nos meses de j aneiro e fevereiro, coincidindo com as ferias escolares.
o instrumento de avalia;ao do pro grama seria montado pela equipe em tempo habU, considerando os objetivos do programa.
ANEXO I - Questionario de Sondagem Preliminar
NOME : . . . IDADE :
GRAU DE INSTRUQAO : . . . .
LOCALIDADE QUE ATENDE : . . . .
1 . Quantos partos fez no ana passado? . . . .
no mes passado? . . . .
2 . Encaminha ag gestantes que atende, a Unidade Sanitaria ? . . . .
3 . Costuma acompanhar suas gestantes durante a gravidez ou s6 e chamada na hora do parto? . . . .
4 Que preparativos recomenda que a gestante fa;a para 0 parto ? . . . .
5 . Que material costuma levar para assistir ao parto ? . . . .
l . Onde real!za os partos (cama, esteira, rede, cadeira) ? . . . .
7 . Para assistir ao parte voce lava as maos? . . . .
Quando? . . . .
8 . Faz limpeza da parturtente antes do paro epois? . . . .
TAVAS, C.M.A. - PIanejamento para a participa;;ao de alunos dos ultimos erfodos do cicIo pofissonal de enfemagem na identifica;;ao e treinamento de parteiras Ieigs de a comunidade. Rev. Brs. Enf. ; DF, 32 : 89-120, 1979.
9 . Entre as pacientes que asslstlu houve algum parto anormal?
Qual foi a anormalidade? . . . .
o qu. voce fez? . . . .
10 . Ja fez algum parto em que a crian;a nasceu morta? . . . .
e que morreu ? . . . .
1 1 . Como sabe a hora em que a crtan;a val nascer? . . . .
12 . Quando ensina a parturlente a fazer for;a? . . . .
13 . 0 que costuma fazer quando 0 parto e demorado? . . . .
14. 0 que faz quando aparece a cabea da crtan;a? . . . ..
15 . Quando corta 0 cordao umbilical? . . . .
Como e com que corta? . . . ... . . .
Como iga? . . . .
16 . Quando llmpa . a crtan;a? . . . . Como llmpa? . . . .
1 7 . j uda a paclente a expulsar a placenta? . . . . .
Como? . . . .
Quando? . . . ... . . .
18 . 0 que faz quando a paclene perde mulo sanue? . . . .
1 9 . 0 que voce d . a crtan;a para tomar logo depots que nasce? . . . .
Por que? . . . ... . . ... . . .
20 . Quando sobe 0 prtmetro lete? . . . .
o que faz com ele? Por que ? . . . .
TAVARS, C.M.A. - Planejameno para a participa;ao de alunos dos lms periodos
do cicio profssonal de enfemagem na identifica;ao e treinmno de parteirs
leigas de a comunldade. ev. s. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1979.
2l . Quanto tempo depois de nascida, poe a crian� para mamar?
22 . Acha que alguns alimentos podem fazer mal
a
gestante? . . . .Quais? . . . .
A puerpera? Quais? . . . .
o que podem causar? . . . .
23 . Por quantos dias voce presta cuidados a mae e a crian�a? . . . .
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0 • • • • • • • • 0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0 • • • • • • 0 • • • • • • • • • • • • •
ANEXO II - Questionario de Sondagem Posterior
NOME :
GRAU DE INSTRUQAO : . . . .
LOCALIDADE QUE ATENDE : . . . . DATA DO CURSO : INiCIO . . . ERMINO . . . . GRUPO : . . . INS.TOR: . . . .
l . Os assuntos abordados durante 0 curso j a eram de seu conhecimeno?
2 . Quais eram desconhecidos ?
3 . Que tipo de encaminhamento fara para uma gestante?
4 . A gestante deve ser acompanhada pela parteira? Quando?
5 . Que preparativos recomendaria
a
gestante para 0 parto?6 . Qual 0 material necessario para 0 parto?
1 . Como deve ser 0 ambiente onde s e realizara 0 paro?
8 . uando devem ser ]avadas s maos?
9 . Descreva o s passos d a assistencia a o paro.
10 . Quais as orienta�6es que voc� daria a uma gestante?
1 1 . E a uma puerpera?
1 2 . Quais as providencias que omaria em cao de complica;ao?
TAVARS, C.MA. - Planejameno para a participa� de alunos dos ultims p1odos do cicIo profissional de enfermagem na ident1fi�ao e treinmento de arirs
Ieigas de uma comunidade. ev. Bs. Ent.; DF, 32 : 89-120, lS79.
ANEXO III - Cadastramento da Parteira na Unidade Sanitaria
UNDADE SANITRIA
NOE DA PRTElA:
ENDERE:O : POTO DE REFER�NCIA:
GRAU DE INSTRUQAO :
EXAME DE SAUDE: DATA:
TREINMENTO : INtcIO ERMINO
GRAU DE APROVEITAMENTO DE 0 USO:
ENFERMEIRA RESPONSA VEL: DATA:
OBSERVAQ6ES :
N.O Partos N.o de Material
Data Encaminha- Obseva�6es
Realzados mentos solicitado
!
i
I
II I
I
T A V S, C.MA. - Planejameno para a participa�ao de alunos dos ultims periodos
do cicIo profisional de enfermagem na identific�ao e treinamnto de parteirs leigs de uma comde. ev. Bs. Ef.; DF, 32 : 89-120, 1"79.
ANEXO IV - Notificagao de Nascimento para a Unidade Sanitaria
Unidade Sanitaria
NOTIFICA;AO DE NASCMENTO
deu a luz a
uma crianga do sexo
.: . . . , com tempo de
gestagao de . . . meses, no dia . . . ,
as . . . horas .
Peso . . . gramas. Estatura . . . em.
Endere�o do domicilio : . . . .
Parteira : . . . N.o : . . . .. .
COPLICA;6ES :
PROVIDENCIAS TOMADAS :
OBSERVAQ6ES :
TAVAS, C.M.A. - Planejameno para a participa;o de alunos dos iltims periodos
do cicIo profissional de enfermagem na identific;o e treinamnto de parteiras leigs de ma comunidade. ev. Bs. Ef.; DF, 32 : 89-120, 1>79.
ANEXO V - Comprovante do Nascimento para a Mae
UNIDADE SANITARIA
NOME DA CRIANQA :
FILHO DE : MAE :
PAl :
DATA DE NACIMENTO : HORA :
PESO: ESTAURA :
CONDIQ6ES AO NASCER :
ENDEREQO : MUNlctPIO : ESTADO :
PARTERA :
lMUNIZAQ6ES DATA OBSERVAQ6ES
BCG
Sabin
--- ---- ---... ---- ---.. -. --.--- :.--'- - - . --. ---.----.
Tipllce
- ---- ---- _ .. _-- -_._-_. ---_._- .- -- --- ---
--Antivari6lica
Sarmpo
Antitetanica
--- ---
TAVAS, C.M.A. - PIanejamento para a participa;.o de alunos dos uims pfodos
o cicIo pofissional de enfermagem na idntifica;.o e treinmnto de parteirs Jeigas de na comunldade. ev. Bs. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1979.
ANEXO I - Livro de Reglstros da Parte ira
UNIDADE SAmTARiA
NOME DA PA-TEIRA :
ENDEREgO : MUNICPIO : ESTADO :
P A R T O S A T E N D I D O S
NOME DA PARTURIENTE :
ENDERE:O : PONTO DE RE:NCIA:
MUNICiPIO : ESTADO :
CONDIgOES O PARTO :
COMPLICAQOES :
PROVID:NCIAS TODAS :
CONDIQOES DA CRIANfA AO NASCER :
DATA E HORA DE NASCIMETO :
PESO : ESTAA :
OBSERVAQOES :
TAVAS, C.M.A. - Planejamnto para a particip�0 de alunos dos Ultims perlodos
do cicIo pofissional de enfemgem ,a IdentlfiaQ0 e tr1namno de parteiras
leis de a comunldade. ev. s. Ent.; DF, 32 : 89-120, 179.
EXO VII - Vestuario da Parteira
1 . Avental
'2 . Gorro
3 .
Mascara
-"--�---
-TAVAS, C.M.A. - Planejamento para a particip�0 de alunos dos ultms perfods do cicIo profissional de enfemagem na identifia�ao e treinmnto de parteirs leigas de a comunidade. ev. Bras. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1·79.
NEXO VIII
Maleta da Parteira
A maleta devera ter arma�ao forte, feita de modo a permlUr feehar-se bem ou eonservar-se aberta de modo que os objetos sejam reUrados com faeilidade.
E provida de um gorro de pano barato,
que po de ser tirado para lavar. 0 gorro e um saeo retangular que se abre e fe eha por meio de un eadar�o duplo. Ao se abrir a maleta, pode ser dobrado so· bre sua beirada para protege-la ou o de permaneeer feehado para proteger seu eonteudo.
o material eonUdo na maleta deve ra ser :
Maleta de Parte ira
- 2 gorros plastieos de aproxlmada
mente 80x80 em.
-- 1 gorro plastieo de aproximadamente 50x50 em.
- 1 envelope plasUeo, eontendo : 1 eseova de unhas.
2 toaJhas de mao.
- 1 envelope plasUeo, eontendo : 1 avental.
1 gorro. 1 mascara.
- 1 saeo plastieo com algodio.
- 1 saeo de papel.
- 1 saboneteira com sabao.
- 1 balan�a de mao.
- 1 livr� de registros e impressos de noUfiea�ao de naseimeno.
- 1 tesoura de onta redonda.
- 1 vidro de conta-gotas com itato de prata a 1 % .
- 1 vidro com mertlolate o u mercurio. - 1 vldro de aleoo!.
- 2 paeotes de curativo umbilical, con-tendo :
• 1 gaze dobrada, com uma ponta
gendada.
• 1 palito com ponta de algodao OU eotonete.
• 3 eord6es de 30 em (linha UQ n.O 0, ou similar) .
• peda�os de gaze V.
- 1 paeote de eurativo, con tendo'; 1 gaze gendada.
TAVS, C.MA. - Planejamento para a participa"ao de alunos dos ultims perfodos do cicio profisional de enfermagem na identifica"io e treinamento de parteiras leigs de a comunidade. ev. Bas. Ent.; DF, 32 : 89-120, W79.
1 palito ou cotonete.
- 1 bandej a ou bacia pequena.
- 1 sonda retal.
- 1 funi!.
- 1 tubo de borracha de aproximada
mente 80 cm.
-,1 intermediario de vidro.
- 1 recipiente para solu;ao.
- papel higienico.
- fU. metrica.
- termometro.
- 2 seringas.
- 4 agulhas.
- caneta.
ANEXO IX
Material Necessario no Domicilio
Convem que a gestante prepare
desde 0 inicio do 8.° mes, 0 material
necessario para 0 hora do parto.
Compete a parteira dar a mae di
re�Oes mlnuciosas para a prepara;ao do
quarto para 0 parto, cabendo a familia
a responsab1l1dade dlsso.
l IS
Medldas a serem tomadas :
- Limpeza minuciosa do quarto, principalmente da cama;
- A cam a deve ficar para 0 centro do quarto com os pes expostos a melhor luz;
- Preparar a cama da crian;a ; - Provldenciar 0 material
neces-sario, que e :
• 2 paninhos para higiene
• 2 toalhas
• 4 fronhas
• 4 len;6is
• 2 camls01as
• 1 cobertor
• 1 par de meias brancas
• 1 duzia de panos hlglenicos ou
2 calxas de modess.
• 1 pacote de algodao
• 200 folhas de j ornais
• 1 chaleira
• 2 baldes
• 1 ca;arola grande com tampa
• 1 j arro de agua
• sabao de coco
• tesoura comum
• 1 rolo de papel higienico fe·· chado
• 1 urinol
• roupinhas da crian;a
• utensilios da crian;a.
RECOENDA:6ES
- Sej am implantados programas como este para eleva;ao do nivel de saude da popula;ao ;
- s Universidades modifiquem 0 en foque, no ensino de enfermagem, de assist en cia individualizada para co munitaria ;
- Os alunos dentro das suas atividades praticas, interem-se com a realidade da comunidade ;
- Haj a intera;ao entre as atoes da Comunidade, Universidade, Unidades Hospitalares e Unidades de Saude Publica ;
TAVAS, C.M.A. - PIanejamento para a articlpa;o de aluns dos iltims peloos do cicIo pofissinal de enfemagem na ldentifica;o e tre1namno de parelras Telgs de na comunidade. Rev. B. Enf.; DF, 32 : 89-120, 1&79.
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TAVARS, C.M.A. - Planejamento para a participa;ao de alunos dos ultims perfodos do cicIo profisional de enfemagem ns identifia;ao e treinamnto de pareiras leigs de a comde. ev. Bras. Ef.; DF, 32 : 89-120, 1"79.
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