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Rev. Bras. Enferm. vol.27 número1

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Academic year: 2018

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Resumo

de tese

A

ENFEMEIRA COMO COORDENADORA DA

ASSIStNCIA AO PACIENTE

NAUSE SOCIOMÉTRICA MULTIRRELACIONL

ESUMO

"Tese de Doutramento apresentada a

Universidade de

São

Palo, em

28

de fevereiro de

1973

pr

Mria

l

ve

te

Ri­

eio de Oliveira".

o trabalho procurou analisar o papel da enfer

m

eira nas uni­ dades de internação de um hospital universiário, tendo em . as eXigências do processo organizacional. Para tanto, estudou s características burocráticas da organização, particularizando o

fn­

cionamento

destas unidades, s atividades ali desenvolvidas e os padrões de interação dos grupos de desempenho.

Partiu-se do pressuposo de que ali se concentram as atenções do hospital para o cuidado e tratamento do paciente i

n

ternado. exigindo, por sso mesmo, a participação de várias categoris de pessoal, em diferentes graus de compromisso e de aderência à uni­ dade. Atender a tdo o pessoal que hega e sai, drigindo o fluxo contínuo de sucesivos eventos, relatar corrências, comunicar-se cm os vários serviços, prestar infomações sobre o paciente, com­ patibilizar todo o esquema de operações, tendo sempre presente a mportância de preservar apreensões desnecessárias ao paciente ali hspitalizado, é função que difere mito daquelas até agora arro­ ladas como minstrativs; ests e apresentam com maior rau de complexidade e requerem a participação smultânea nos subsis­ temas de cuidado e tratmento.

(2)

RESA

SEmA E

RMAGEM

17

a que o trabaho prcurou responder, através dos métodos da ob­ servação direta e da análse sciométrica multirrelacional, confome delineada por Weschler e outros, porém com adapações. sta

éci­

.a parte a teoria que disingue a organização fomal da infmal, em face dos padrões de relacionameno que as pssoas necessaria­ mente desenvolvem em qualquer organização, através das váias atividades.

Cinco diferentes tipos de relacionameno foram estudados : o fomal, o percebido, o real, o desejado e

o

rejeitado. Com base nos parões dests relaionamentos, verificados em cada atividade, fo­ ram calculados indices de compreensão, confomidade, satisfação, insatisfação e de centraidade.

Foram analisadas as variáveis que inluencim as nterações no hspital, emanadas do sisema externo e interno. O sistema exteno se refere ao contexto social em que se encontra situado o hospital, sua posição na rede hospitalar regional, necessidades e valores cul­ turais atribuídos à saúúde, nível de desenvolvimento da região, dis­ ponibilidade de recursos hmanos e materias. O sistema interno se refere aos objetivos e características burocráticas da organização.

Depois de uma análise dos centros de autoridade do hospitl, identificou-se nas unidades de internação, a autoridade especii­ zada e a autoridade adminstrativa, sendo a primeira desempenhada principalmente pelo médico, e a segunda, pela enfermeira.

A semehança de instituições congêneres, no Hospital em esu­ do não se verifica uma simetria organizacional, confome ocrre em outrs organizações. s atividades que se desenvolvem visando o cuidado e o tratmento do paciene internado são praticmene iniciadas e concluídas nas linhas de frente do trabalho hospitalar - as unidades de inernação -, sem rígida Obediência aos centros decióriS da hierarquia superior, a que estão suj eitas as pesoas que lá trabalham. Isto se pssa em rtude do fluxo contínuo de trabalho nestes setores e das constantes sclações a que esão su­ j eitas as várias operações que ali se processam. Nests unidades, estão centralizadas as mais importantes atiidades do hospital, com praicamente tods os recursos da instituição a serviço das neces­ idades dos pacientes.

li se desenvolvem ativides médicas, de enfemagem, admi­ nistrativas, técnicas e de' cordenaão.

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128 RESTA S.EA DE EEM

aquelas exigids para sincroizar as várias operações que se pro­ cell nas lihas de frente do · trabalho hospitalar, em virtude da n

r

eza centrípeta . do processo orgazacionl.

Form identificadas oito categorias de atividades de coordena­ ção : Ol - Inerpreta, para os que chegm à unidade ou nela tra­ bhm, s norma! e reglaments do hspital; 02 - Entrosa com os vários serviçs do hospital, para a solução de problemas dos pa­ cientes internados ou da unidade ; 03 - Compatibiliza s atividades profssionais e técnicas, servindo de elo entre as várias categorias de pesoal que ali trabalham; 4 - Encaminha e/ou toma proi­ dências, visando o bom andamento ds trabalhos na unidade ; 05 - Delibera sobre problemas de natureza aministrativa da unidade e recebe as queixas relativas a problemas da mesma; 06 - Delibera Sobre a distribuição de pacientes ns váris leits das enfemarias e quartos; 07 - Delibera quanto às condições das enfemaias e quartos para receber novas admissões; 08 - ssegura a continui­ dade de cuidads aos pacientes internados.

Estudando como Se comporta a organização formal e a in­ formal face ao desempeho destas atividades, verificou-se a exis­ tência de uma dicotomia entre aqilO que a organização prescreve e o que é de fato realizado.

mbora a organização formal atribua competência ao méico­ chefe da enfemaria para cordenr os trabalhos na unidade, estes vem sendo executados pela enfermeira. Os integrantes do sistema

social nas unidades não só percebem, como desej am o desempenho pela enfermeira. Os elevados índices de centralização, referentes ao desempenho efetivo das atividades de coordenação, parecem indicar a enfermeira, entre tods os elementos que compõem as eqUipes de trabalho nestas unidades, como quem de fato coordena s tra­ blhos, não havendo qualquer rej eição manifesta ao incumbente deste papel.

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REVISTA BRSEIRA DE ENRMAGEM 129

dois parâmetros, que são : o custo operacional e a maximização da fnç.o central do hospital - cuidar e tratar do paciente de modo eficaz, para devolvê-lo recuperado, o mais prontamente possível, à sociedade, ou, e Isto não é posível, ajudá-lo no seu ajustamento . nova condição.

Referências

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