ARQUIVAMENTO
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Aula 1 - ARQUIMENTO
Olá aluno, nesta aula você irá aprender como é feito o arquivamento das Individuais datiloscópicas e a importância de se ter uma padronização neste arquivamento.
Arquivamento
O trabalho de arquivamento das ID (individuais datiloscópicas) compreende 3 fases importantes e distintas:
• Classificação;
• Pesquisa;
• Arquivamento propriamente dito.
Sobre a classificação e a pesquisa já nos referimos anteriormente.
As ID por arquivar devem, em primeiro lugar, ser arrumadas por ordem de arquivamento, isto é, primeiro as fórmulas mais baixas, depois as de número mais elevado. Primeiro os tipos fundamentais, depois os subtipos.
O arquivamento consiste no ato de colocar a ID em seu respectivo lugar, após a última arquivada na respectiva fórmula, depois de completada a operação de pesquisa.
Quando a fórmula não existir no arquivo, é necessário abrir uma nova FICHA FALSA, consignando nos espaços correspondentes a fórmula em referência.
VUCETICH idealizou armários arquivos com 180 escaninhos, onde as fichas são reunidas formando maços.
Cada maço contém:
➢ FICHA GUIA – destinada a indicar a fórmula datiloscópica inicial do maço;
➢ FICHA FALSA – destinada a separar as fórmulas datiloscópicas dentro de cada maço;
➢ RETÂNGULOS DE REFERÊNCIA – destinados a separar os subtipos dentro de cada fórmula.
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Tudo o que já falamos sobre o Sistema VUCETICH e referentes aos:
• Tipos fundamentais;
• Tipos especiais;
• Anomalias;
• Subtipos;
• Deltas;
• Núcleos;
• PC;
• Contagem de linhas, etc;
Constitui regular cabedal técnico, entretanto, nada resolveria sobre uma pesquisa e arquivamento datiloscópico, em virtude da confusão que se poderia apresentar na prática. Falta uma ordem de precedência.
Poderíamos, toscamente, comparar o arquivamento de fichas alfabéticas no ARQUIVO ONOMÁSTICO. Imagine se o operador não conhecesse o alfabeto. Se não soubesse, portanto, que o B fica antes do C e que o M vem depois do L e antes do N, e que a primeira letra é o A e a última o Z. Que confusão se apresentaria? Uma ficha colocada fora do lugar nunca mais se acharia.
O mesmo aconteceria como uma ID (individual datiloscópica) assim colocada num arquivo. Como poderíamos arquivá-la em um determinado lugar se não obedecêssemos a uma ordem de classificação e precedência dos tipos e subtipos? Se fosse arquivada em maço diferente, poderíamos considerá-la “perdida” como geralmente se denominam estes casos.
Necessitamos, pois, adotar uma chave de precedência, não só para as mãos e os dedos, como também, para os tipos e subtipos.
Porem antes de aprendermos como é feito o arquivamento no Serviço de Identificação do Exército vamos entender e relembrar quais os símbolos (letras e números) que representam os tipos e subtipos.
Representação dos tipos e subtipos
Os tipos e os subtipos são representados por símbolos (letras e números) nos polegares e demais dedos da seguinte forma:
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Tipos fundamentais: No sistema datiloscópico idealizado por JUAN VUCETICH, as impressões digitais são classificadas em quatro grandes grupos;
I. Arco (A- para os polegares e 1 para os demais dedos);
II. Presilha Interna (I – para os polegares e 2 para os demais dedos);
III. Presilha Externa (E – para os polegares e 3 para os demais dedos);
IV. Verticilo (V – para os polegares e 4 para os demais dedos).
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Descrição de símbolos: Os tipos fundamentais são representados por símbolos cuja combinação apresentam a fórmula datiloscópica, que orientam o arquivamento das individuais datiloscópicas.
➢ Os símbolos A, I, E e V (em letras maiúsculas), são empregados para indicar as impressões digitais dos polegares.
➢ Já os símbolos 1, 2, 3 e 4 são empregados para indicar as impressões digitais dos dedos indicador, médio, anular e mínimo.
Além dos símbolos acima mencionados, são utilizados ainda os seguintes:
• X, para indicar a ocorrência de cicatriz;
• Ǿ, para indicar a ocorrência de amputação.
Quanto aos subtipos, existe alguns exclusivamente para os polegares, outros exclusivamente para os demais dedos e, ainda, outro para todos os dedos.
Vejamos, a seguir, a simbologia utilizada para os subtipos e como empregá-las:
Subtipos exclusivos para os polegares
Verticilo ovoidal ... O Verticilo Sinuoso ... S Verticilos espirais, concêntricos e vorticiformes ... Sp
Subtipos exclusivamente para os demais dedos
Verticilos com delta de divergência duvidosa ... d?
Verticilos com deltas convergentes ... co Verticilos com deltas de divergência direita ... dd Verticilos com deltas de divergência esquerda ... de
Subtipos para os polegares e demais dedos
Presilha invadida ... vd Presilha pequena (até 5 linhas... p
Presilha grande (contada duvidosa – com 6 linhas em diante) ... n?
Presilha grande (contada – com 6 linhas em diante) ... nº de linhas
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Assim, o Serviço de Identificação do Exército adota a ORDEM DE PRECEDÊNCIA abaixo indicada, resultado de vários anos de prática da sua especialidade:
Com referência às mãos
1º - mão direita 2º - mão esquerda 3º - ambas as mãos
Com referência aos dedos
1º - polegar (P) 2º - indicador (I) 3º - médio (M) 4º - anular (A) 5º - mínimo (m)
Com referência aos tipos fundamentais
1º - arco – A – 1
2º - presilha interna – I – 2 3º - presilha externa – E – 3 4º - verticilo – V – 4
Com referência aos tipos especiais
1º - gancho – G 2º - dupla – Dp 3º - defeituosa – X
4º - amputação total – 0(zero)
Com referência as anomalias
1º - sindatilia – Sind 2º - hipodatilia – Hpod 3º - hiperdatilia – Hprd 4º - agenésia total – Ag Tot
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Com referência aos subtipos
A. Verticilos (núcleos – somente nos polegares)
• Ovoidal – O
• Sinuoso – S
• Espiral – Sp
B. Verticilos (deltas – demais dedos)
• 1º - delta de divergência duvidosa – d?
• 2º - delta convergente – co
• 3º - delta divergente direito - dd
• 4º - delta divergente esquerdo – de
C. Presilhas (qualquer dedo)
• 1º - invadida – Vd
• 2º - pequena ( até 5 linhas ) – p
• 3º - grande ( mais de 5 linhas ) – números de linhas duvidosa
• 4º - grande ( mais de 5 linhas ) – números de linhas
Exemplo do arquivamento
➢ Arco:
A ou 1;
Subclassificação: (com letras minúsculas) Simples ---sp Tenda ---t Bifurcado a direita ---bd Bifurcado a esquerda ---be Destro apresilhado ---da Sinistro apresilhado ---sa Bifurcado duplo ---bdu
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➢ Presilha interna:
I ou 2;
Subclassificação:
Normal, efetuamos a contagem das linhas:
De - 1 a 5 linhas---a De - 6 a 10 linhas---b De - 11 a 15 linhas---c De - 16 a 20 linhas---d De - 21 a 25 linhas---e De - 26 a 30 linhas---f Acima de 30 linhas---g Presilha interna invadida ---iv Presilha dupla ---dp Presilha ganchosa ---ga
➢ Presilha externa:
E ou 3;
Subclassificação:
Normal, efetuamos a contagem das linhas:
De - 1 a 5 linhas---a De - 6 a 10 linhas---b De - 11 a 15 linhas---c De - 16 a 20 linhas---d De - 21 a 25 linhas---e De - 26 a 30 linhas---f Acima de 30 linhas---g Presilha interna invadida ---iv Presilha dupla ---dp Presilha ganchosa ---ga
➢ Verticilo:
V ou 4;
Subclassificação:
Espiral ---es Circular ---ci Sinuoso ---si Ovoidal ---ov Duvidoso ---dv Verticilo de bolsa central ---bc Verticilo de bolsa direita ---bcd Verticilo de bolsa esquerda ---bce Verticilo ganchoso ---go
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Para uma melhor compreensão do arquivamento vamos agora revisar o que é a fórmula datiloscópica.
Fórmula datiloscópica
A fórmula datiloscópica é uma consequência da combinação de símbolos. Sua finalidade é permitir o ARQUIVAMENTO da ID (individual datiloscópica).
A identificação por meio das impressões digitais não teria valor se não fosse possível o arquivamento da ID por meio da respectiva fórmula.
No Sistema VUCETICH existem 1.048.576 fórmulas datiloscópicas, somente nos tipos fundamentais. Este número é teórico, pois até agora não apareceram todas elas; calcula-se que nos grandes arquivos tenham aparecido cerca 1000 a 1200 fórmulas.
Seja em um arquivo grande ou pequeno, as fórmulas devem obedecer a ma sequência crescente, sem a qual, a localização de determinada fórmula não seria possível.
A fórmula datiloscópica é dividida em 2 partes: literal e numeral.
A PARTE LITERAL é constituída pelas letras que representam os TIPOS nos polegares e também obedece a uma sequência certa. A este respeito temos 2 circunstâncias a considerar:
1º - a distribuição dessas combinações literais pelo polegar direito;
2º - a distribuição dessas mesmas combinações pelo polegar esquerdo.
Desta forma teremos as seguintes sequências:
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Note que o numerador corresponde ao polegar direito e o denominador ao polegar esquerdo.
Observe-se que, em cada grupo, é repetida a mesma letra no polegar direito até que se esgotem os tipos fundamentais no esquerdo.
Na parte numeral, as combinações são constituídas pelos algarismos que representam os tipos fundamentais no dedo indicador, médio, anular e mínimo (IMAm) de cada mão.
Evidentemente, deve se considerar essas combinações em uma única mão. Todas as combinações numerais ocorrem nas duas mãos, porém, combinadas umas com as outras.
Essas combinações numerais são constituídas de 4 algarismos, conforme já esclarecemos anteriormente. Explicação: cada mão tem 5 dedos, mas as combinações numerais tem somente 4 algarismos, porque o símbolo do polegar de cada mão já foi retirado para integrar as combinações literais.
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O total de combinações numerais é de 65.536.
Inicialmente, são apenas 256, porque a combinação dos algarismos 1, 2, 3 e 4, representando os tipos fundamentais (arco, presilha interna, presilha externa e verticilo, respectivamente), distribuídos pelos 4 dedos, formando um total de 256 números ( 4 x 4 x 4 x 4 =256). Com isso teremos o total de
65.536 (256 x 256 = 65.536)
A menor combinação numeral do Sistema VUCETICH é 1111, que correspondente ao tipo fundamental arco nos 4 dedos. A maior combinação é 4444, que corresponde ao tipo fundamental verticilo.
Resumindo: no Sistema VUCETICH, entre os números 1111 e 4444, existem 256 números.
Passaremos a apresentar a sequência desses números, considerada, apenas, uma das mãos. Depois, apresentaremos a combinação dos mesmos, a título de exemplo, das duas mãos.
É a seguinte a sequência dessas combinações numerais:
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Estes 256 números aparecem na mão direita, combinados consigo mesmos na mão esquerda. Exemplo: a combinação 1111 que aparece em primeiro lugar pode aparecer combinada consigo mesma, o que dará 1111 / 1111 ou com qualquer outra combinação, 4444, por exemplo, obtendo-se, então, 1111 / 4444. É justamente devido a estas combinações nas duas mãos que temos as 65.536 combinações numerais.
Evidentemente, não é possível apresentar a sequência completa das fórmulas (combinação numeral nas 2 mãos) porque o seu total é de 65.536, conforme visto anteriormente.
As combinações numerais são sempre comandadas por uma combinação literal.
Ele aparece em primeiro lugar e dá a primeira distribuição no arquivo datiloscópico, de acordo com a seqüência apresentada neste mesmo item.
Exemplo: a combinação literal A/A pode dominar a combinação numeral 1111 / 1111 ou qualquer outra, até 4444 / 4444. O mesmo acontece com as demais combinações literais, conforme o esquema que apresentamos abaixo:
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O que nos dá um total de 1.048.576 fórmulas diferentes, combinando todos os dedos das mãos, somente com os tipos fundamentais.
Fórmulas frequentes
No Sistema VUCETICH encontramos as seguintes fórmulas com maior frequência:
E 2333 E 2333 E 3333 V 4443 V 4444 I 2222 I 3222 I 2222 V 4442 V 4444
Verificamos que as 3 primeiras são presilhas (internas e externas) e as 2 últimas de verticilos.
Os desenhos digitais considerados isoladamente aparecem com a seguinte porcentagem:
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ARCOS ... 5%
PRESILHAS ... 60%
VERTICILOS ... 35%
Referências:
Manual de datiloscopia, 2009 Secretária do Estado de Segurança Pública, Manual de procedimentos. Departamento de Polícia Técnico Científica, Instituto de Identificação Anderson Conceição de Melo. Manaus 2015.
Issberner, Carlos Alberto Papiloscopista Policial – SCSRII. Manual de Papiloscopia