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O DIREITO DO VENDEDOR BALCONISTA DE RECEBER COMISSÕES APÓS O CANCELAMENTO DAS VENDAS
Walter Alan Peters1 Mareli Calza Hermann2
SUMÁRIO
Introdução; 1Conceito e natureza jurídica de salário; 1.1 Da Remuneração; 1.2 Das Comissões; 2 Do cancelamento de vendas por vontade do consumidor; 3 Vendas à prestação.3.1 Exigibilidade das comissões; Considerações finais; Referência das fontes citadas.
RESUMO
O presente artigo, que tem como objeto o estudo sobre o direito de recebimento de comissões de um vendedor, mesmo quando há cancelamento da venda, no primeiro momento abordar-se-á o conceito e natureza jurídica de salário e remuneração, comissão, bem como sua previsão legal. Em segundo momento, abordar-se-á o cancelamento das vendas por parte do consumidor ou pelo fornecedor e no terceiro momento abordar-se-á a hipótese de exigibilidade das comissões por parte do vendedor balconista, bem como o posicionamento jurisprudencial. A metodologia indutiva foi à adotada utilizando-se das técnicas do referente, da categoria, do conceito operacional e da pesquisa bibliográfica.
Palavras-chave: Salário. Remuneração. Comissões. Vendedor Balconista.
INTRODUÇÃO
O presente artigo científico tem como tema principal o direito do vendedor balconista de receber as comissões, após o cancelamento das vendas. O tema nasceu tendo em vista a preocupação dos empregados vendedores, nos últimos tempos, em razão do cancelamento das vendas por parte dos consumidores por estarem insatisfeitos com a mercadoria adquirida.
O objetivo geral do presente artigo científico será apresentar o estudo da legislação que ampara os direitos dos empregados vendedores.
1 Acadêmico do 8º período do Curso de Direito da Universidade do Vale do Itajaí, Campus Itajaí (SC). E-mail:
2 Mestre em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí –UNIVALI, professora do Curso de Direito da Universidade em Itajaí, Advogada.
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E como objetivos específicos serão abordados a concretização das vendas e as hipóteses de exigibilidade das comissões.
Por razões metodológicas, o presente artigo será dividido em três partes: na primeira, será apresentado o conceito e natureza jurídica do salário e remuneração, pois através do salário que o trabalhador atende ás suas necessidades vitais básicas e de sua família, na segunda, abordar-se-á o cancelamento das vendas por parte do consumidor e na terceira serão construídas as hipóteses de exibilidadade das comissões por parte do vendedor balconista.
O trabalho será concebido segundo a técnica da pesquisa bibliográfica, utilizando-se da base lógica indutiva. Nas diferentes fases da pesquisa, foram acionadas as técnicas do Referente, da Categoria e do Conceito Operacional.
A pesquisa não tem a pretensão de esgotar o assunto e poderá, inclusive, fomentar a escrita de outros textos.
1 CONCEITO E NATUREZA JURÍDICA DE SALÁRIO
Inicialmente, há de ressaltar a importância que o salário tem para o trabalhador, como está previsto no artigo 7° da Constituição da Republica Federativa do Brasil sob a égide direitos sociais.
“São direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: (...)
VI- salário-mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e as de sua família com moradia,alimentação,educação,saúde,lazer,vestuário,higiene,transpo rte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim.
Pode-se dizer que é através do salário que o trabalhador pode planejar sua vida, que o cidadão se alimenta e adquiri bens móveis e imóveis através dele, enfim, promove o sustento.
A Consolidação das Leis do Trabalho ratifica em seu artigo 76 ° sob á égide do salário-mínimo.
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“Salário-mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época e região do País, as suas necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.”
Etimologicamente, a palavra salário vem do latim salarium, teve sua origem na palavra salis, que significa sal. Os romanos pagavam seus domésticos e soldados com sal. Na antiguidade o sal, o óleo, o metal e o boi eram moedas de pagamento.3 A palavra salário é conceituada, usando o termo contraprestação e também através do vocábulo retribuição.
Nas palavras de CASSAR4 o salário é:
Toda contraprestação ou vantagem em pecúnia ou em utilidade devida e paga diretamente pelo empregador ao empregado em virtude do contrato de trabalho. É o pagamento direto feito pelo empregador ao empregado pelos serviços prestados pelo tempo à disposição ou quando a Lei assim determinar.
Conforme o entendimento de MARTINS5:
Salário é o conjunto de prestações fornecidas diretamente ao trabalhador pelo empregador em decorrência do contrato de trabalho, seja em razão da contraprestação do trabalho, da disponibilidade do trabalhador, das interrupções contratuais ou demais hipóteses previstas em lei.
Ainda ensina CASSAR6 sobre a natureza jurídica do salário:
A natureza jurídica do salário está classifica em quatro correntes, sendo que a primeira corrente considera o salário como preço do trabalho. A segunda corrente, classifica o salário como uma indenização paga ao empregado como compensação pelas energias gastas, mas importante esclarecer que o trabalho não causa dano algum e a indenização visa reparar um dano. A terceira, classifica o salário como caráter alimentar, pois necessário para a sobrevivência, e outros fins como moradia, transporte e lazer, não dependendo somente para sobreviver. Dessa forma o salário consiste no dever de
3 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. 3 ed. ,,Niterói: Impetus, 2009. p. 612.
4 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 804.
5 MARTINS, Sergio Pinto. Comentários a CLT. 13 ed. São Paulo: Atlas, 2009. p. 404.
6 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. 3 ed. Niterói: Impetus, 2009. p. 613.
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retribuição, sendo o trabalho considerado uma prestação e o salário a contraprestação.
Portanto, verifica-se que o salário nada mais é do que a retribuição pelo tempo em que o cidadão emprega suas funções decorrentes de um contrato de trabalho previsto em lei.
1.1 Da remuneração
A remuneração é a existência de um contrato de trabalho entre empregador e empregado, onde o empregador tem a obrigação de pagar o empregado pelos serviços prestados.
A Consolidação das Leis do Trabalho dispõe em seu artigo:
Art. 457. Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.
§1°Integram o salário não só a importância estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.
MARTINS7, define a remuneração como sendo:
(...) o conjunto de prestações recebidas habitualmente pelo empregado pela prestação de serviços, seja em dinheiro ou em utilidades, provenientes do empregador ou de terceiros, mas decorrentes do contrato de trabalho, de modo a satisfazer suas necessidades básicas e de sua família.
Nesse sentido, CASSAR8 ensina que, a remuneração é a soma do pagamento direto com o pagamento indireto, em virtude de contrato de trabalho que este mantém com seu empregador.
Como exemplo, cita-se a comissão, que tem natureza salarial – Súmula n.
93 do TST. Aquelas que destinadas à corretagem quando a função está relacionada
7 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 19 ed. São Paulo: Atlas, 2003. p. 238.
8 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 613.
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com o contrato de trabalho. E não terá natureza salarial quando, a comissão decorrer de corretagem e for totalmente desvinculada. 9
Também não tem natureza salarial a comissão paga a título de participação nos lucros. Isto porque o art. 7°, XI, da Carta desvincula a participação nos lucros da remuneração. 10
O art. 466, caput, da CLT11 dispõe que, o pagamento das comissões só é exigível depois de ultimada a transação a que se referem.
Assim, verifica-se que a remuneração engloba piso salarial da categoria profissional do trabalhador ou salário mínimo vigente, também as comissões que tem natureza salarial – salário produção ou seja modalidade de retribuição condicionada ao serviço realizado pelo empregado.
1.3 Das comissões
Comissões é o que o empregado recebe pelo resultado ou desempenho que exerce no serviço vinculado à sua produção ou a do grupo, como, por exemplo, os vendedores de balcão, viajantes ou pracistas. É a percentagem ajustada sobre o valor do serviço. Chama-se de comissão também o salário por unidade de trabalho ou variável, o salário aleatório e a percentagem.12
Para DELGADO13 a comissão pode corresponder a uma parcela fixa ou variável, distinguindo-a da percentagem, na mesma linha de pensamento afirma MARTINS14 também coloca a percentagem e a comissão como parcelas distintas, pois afirma que a comissão é gênero e a percentagem é espécie.
9 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. P. 851.
10 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. P. 851
11MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 13 ed. São Paulo: Atlas, 2001. P. 224.
12 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 648.
13 DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2002, p. 741.
14 MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 19 ed. São Paulo: Atlas, 2003, p. 270.
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Conforme disposto na CLT, artigo 457, § 1°, “Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.”
Importante ressaltar que comissão e percentagem não se confundem, pois as comissões se referem a um valor determinado e as percentagens se refere a um porcentual sobre as vendas, não tendo valor determinado sobre elas.15
CASSAR16 caracterizada a comissão como salário base puro, misto ou como sobressalário e, em qualquer caso, terá natureza salarial.
Se o empregado vendedor recebe parte fixa e parte em comissões, tem direito de auferir no final do mês, no mínimo um salário-mínimo vigente ou o piso salarial de sua categoria como parte fixa, não importando a quantia de ganha referente a comissões.17
Nesse sentido CASSAR18 ensina que o vendedor ao receber parte fixa e parte em comissões (salário misto), a soma não poderá ser inferior ao salário mínimo, a comissão poderá ser em qualquer valor, inclusive zero em alguns meses.
A comissão paga como sobressalário é aquela que depende de meta de vendas, a cada período, o empregador estabelece um valor para ser vendido e subsequente o valor da comissão que os empregados vendedores receberão se atingirem esta meta. 19
Assim, as comissões são uma forma de contraprestação, exclusiva ou não, que possui natureza salarial – salário produção (modalidade de retribuição condicionada ao serviço realizado pelo empregado). Sendo a comissão salário se sujeita à irredutibilidade (art. 7º, VI, da CF).
15 MARTINS, Sérgio Pinto. Comentários a CLT. 13 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
16 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 850
17 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 850.
18 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 850.
19 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 850-851.
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2. DO CANCELAMENTO DE VENDAS POR VONTADE DO CONSUMIDOR OU DO FORNECEDOR
Se o empregador deixa de entregar a mercadoria, ainda assim, o empregado vendedor, fará jus às comissões, pois já houve dispêndio de energia do trabalhador, insuscetível de restituição, situando-se o distrato do negócio na esfera do risco do empreendimento econômico, o qual deverá ser suportado pelo empregador.
Nesse sentido:
COMISSÕES POR VENDA. DEVOLUÇÃO DA MERCADORIA.
Considera-se que a venda foi ultimada, quando o cliente sai do estabelecimento com a mercadoria adquirida. Efetuada a venda, a comissão torna-se devida ao vendedor. A devolução da mercadoria não implica no estorno da comissão percebida (interpretação do art.
466 da CLT). Juiz Hélio Bastida Lopes - Publicado no TRTSC/DOE em 15-05-201220
Tem-se que o direito à comissão surge ou com a aceitação expressa do negócio ou, de forma tácita, com a expiração do prazo previsto para o empregador recusara proposta. Por conseguinte, aceita a proposta, de uma ou de outra forma, nasce o direito do empregado às comissões, independentemente de o cliente cancelá-la, devolvendo a mercadoria, que lhe foi entregue com defeito ou outro motivo qualquer e deixando de efetivar o pagamento.
2.1 Vendas à prestação. Exigibilidade das comissões
Conforme prescreve o artigo 466, caput, da CLT estabelece que o pagamento das comissões só é exigível depois de ultimada a transação a que se referem. Em decorrência deste dispositivo existem duas posições.
Para a primeira vertente, o empregado receberá a comissão somente após o pagamento do valor da transação pelo cliente, pois ultimar, expressão utilizada pela Lei, significa, por termo chegar ao fim, finalizar, concluir. Nesse sentido a transação
20Disponívelem:.http://www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br;justica.trabalho;regiao.12:tribunal.regional.trabalho;turma.2 :acordao:2012-05-15;0002637-91.2010.5.12.0040,02637-2010-040-12-00-4. Acesso em: 10 de set. de 2012.
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a transação só poderá ser considerada finalizada depois de paga, quitada, liquidada.21
Estabelece, a CLT:
Art. 466. O pagamento de comissões e percentagens só é exigível depois de ultimada a transação a que se referem.
§1º Nas transações realizadas por prestações sucessivas, é exigível o pagamento das percentagens e comissões que lhes disserem proporcionalmente á respectiva liquidação.
Entretanto, a corrente majoritaria (segunda corrente) defende que o trabalhador não pode ter condicionado seu salário ao pagamento do cliente, pois estaria sofrendo o risco do negócio (não pagamento). Logo o empregado tem direito a receber sua comissão a partir do momento da efetivação da transação.(transação aceita pelo patrão) independente do pagamento pelo cliente, já que somente o empregador corre o risco do negócio.22
Nesse sentido, a jurisprudência:
COMISSÃO. VENDA PARCELADA. TRANSAÇÃO COMERCIAL RATIFICADA PELA EMPRESA. POSTERIOR CANCELAMENTO.
DIREITO À PERCEPÇÃO. INTELIGÊNCIA DO ART. 5º, DA LEI Nº 3207/57, E § 1º, DO ART. 466 DA CLT.
O direito à percepção das comissões nasce com a aceitação da proposta pela empresa, sendo irrelevante se o pagamento for integral, ou parcelado. A partir desse momento, toda responsabilidade pelo cumprimento do contrato restringe-se à empresa e à contratada. Na hipótese de haver parcelamento, a exigibilidade do crédito da comissão advém do efetivo pagamento, nos termos do art. 5º da Lei nº 3207/57, bem como o §1º do art. 466 consolidado. Ressalte-se que o termo exigibilidade deve ser entendido como ordem de recebimento, considerado o aspecto puramente temporal. Havendo cancelamento do contrato, quer pela empresa contratada, quer pela contratante, e não tendo o empregado-comissionista contribuído para tal desiderato, faz jus à percepção das comissões, posto que não lhe é lícito suportar os riscos do negócio.
21 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 851.
22 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 851- 852.
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(9472 SP 009472/2000, Relator: LUÍS CARLOS CÂNDIDO MARTINS SOTERO DA SILVA, Data de Publicação: 13/03/2000, undefined)23
O preceito em questão trata da exigibilidade, isto é, do aspecto temporal, da ordem de recebimento das comissões. Se, contudo, a venda tiver sido realizada, com a aceitação expressa ou tácita da proposta, a simples inadimplência do cliente ou o cancelamento do contrato por quaisquer das partes, não impede que o vendedor receba suas comissões pelo trabalho realizado, sendo irrelevante tratar-se de pagamento integral ou parcelado. Entendimento contrário implicaria transferir para o trabalhador os riscos do negócio, contrariamente ao que dispõe o art. 2º da CLT. O trabalhador só perderia esse direito se tivesse agido dolosa ou culposamente.
Se alguma prestação vencer após o termino do contrato de trabalho, o ex- empregado terá direito ao recebimento das comissões incidentes sobre as demais parcelas. A cada mês o ex-empregador devera pagar as comissões das prestações vencidas naquele mês, através de termo de rescisão complementar, bem como a projeção destas sobre o FGTS, férias proporcionais e décimo terceiro, pela proporção paga na primeira rescisão, pois o direito as comissões já tinha sido adquirido antes da extinção do contrato, mas o exercício (efetivo recebimento) dependia do vencimento de cada prestação.Logo, mesmo paga após a extinção do contrato a parcela tem natureza salarial.24
Portanto, nota-se que as transações em que a empresa se obriga por prestações sucessivas, o pagamento das comissões e percentagens será exigível de acordo com a ordem de recebimento das mesmas. O artigo deixa claro que se o consumidor paga a primeira prestação e deixa de quitar a segunda, as comissões só serão exigíveis depois de quitada esta última, o que significa assumir o empregado vendedor balconista o risco de empreendimento juntamente com o empregador.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Com o presente estudo, verificou-se a exigibilidade do pagamento das comissões aos empregados vendedores balconistas.
23 Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/4619947/recurso-ordinario-ro-9472-sp-009472-2000- trt-15. Acesso em 01 de set. de 2012.
24 CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. p. 852.
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Os empregados vendedores balconistas prestam serviços não eventual, sob subordinação ao empregador, mediante salário, sendo este o piso salarial referente à sua categoria ou o salário mínimo vigente, integrando nele as comissões, seja fixa ou paga como sobresalário, sendo este as metas, pois que sua função é vender, seja eletrodomésticos, cosméticos ou similares, o qual há o seu dispêndio de energia.
Considerada à mercadoria vendida, nasce à exigibilidade da comissão, seja está venda á vista ou parcelada, independente de futura inadimplência ou cancelamento.
Como demonstrado, o empregado vendedor balconista é subordinado ao empregador, o qual assumiu os riscos da sua atividade econômica, pois que admite, assalaria e dirige o empreendimento comercial.
Diante da efetivação da venda, o empregador se torna responsável pela satisfação do consumidor com a mercadoria, caso contrário, se o empregado vendedor balconista fosse responsável por está satisfação, ele deixaria de exercer sua função de empregado vendedor, tornando-se “proprietário” da empresa.
Assim, o empregado vendedor balconista possui segurança jurídica no momento de exigir suas comissões, pois conforme apresentado a corrente majoritária defende que, o trabalhador não pode ter condicionado seu salário ao pagamento do cliente, se não estaria sofrendo o risco do negócio, ou seja, o risco do não pagamento.
Com o presente estudo foi confirmada a hipótese de que, o vendedor empregado balconista tem direito de receber comissões após o cancelamento das vendas por parte do consumidor ou pelo fornecedor, conforme demonstrado pela doutrina e a jurisprudência.
REFERÊNCIA DAS FONTES CITADAS
CASSAR, Vólia Bonfim. Direito do Trabalho. 3 ed. Niterói: Impetus, 2009.
DELGADO, Maurício Godinho. Curso de Direito do Trabalho. São Paulo: LTr, 2002.
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BRASIL. Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região. Disponível em:
http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/4619947/recurso-ordinario-ro-9472-sp- 009472-2000-trt-15. Acesso em 01 de set. de 2012.
BRASIL.Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região. Disponível
em:.http://www.lexml.gov.br/urn/urn:lex:br;justica.trabalho;regiao.12:tribunal.regional.
trabalho;turma.2:acordao:2012-05-15;0002637-91.2010.5.12.0040,02637-2010-040- 12-00-4. Acesso em: 10 de set. de 2012.
MARTINS, Sergio Pinto. Comentários a CLT. 13 ed. São Paulo: Atlas, 2009.
MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 13 ed. São Paulo: Atlas, 2001.
MARTINS, Sérgio Pinto. Direito do Trabalho. 19 ed. São Paulo: Atlas, 2003.