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CAPÍTULO CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

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Academic year: 2022

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CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

CAPÍTULO

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CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

JUNÇÃO ESCAMOCOLUNAR - JEC

• Transição entre epitélio colunar simples (endocérvice) e epitélio escamoso e estratificado (ectocércive)

• Localização de mais de 90% das lesões precursoras ou malignas do colo do útero

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO E O HPV

• Principal fator de risco é a infecção pelo HPV

• O HPV está presente quase na totalidade dos casos de carcinomas cervicais uterinos, é a maior causa específica já relatada para um câncer em humanos

• Há entre 12 e 18 tipos de HPV reconhecidos como oncogênicos

• Entre os HPVs de alto risco oncológico os mais comuns são: HPV16 e HPV18 (presentes em 70%

dos casos de câncer do colo uterino)

MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

• Na maioria das vezes de forma assintomática, com lesões subclínicas (inaparentes), visíveis apenas após aplicação de reagentes.

• As lesões clínicas podem ser únicas ou múltiplas, restritas ou difusas, de tamanho variável, planas ou exofíticas, sendo também conhecidas como condiloma acuminado, verruga genital ou crista de galo

• No estágio invasor da doença os principais sintomas são:

o Sangramento vaginal (espontâneo, após o coito ou esforço)

o Leucorreia o Dor pélvica

o Podem estar associados com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados

• Ao exame especular podem ser evidenciados sangramento, tumoração, ulceração e necrose no colo do útero. O toque vaginal pode mostrar alterações na forma, tamanho, consistência e mobilidade do colo do útero e estruturas subjacentes

TIPOS DE CARCINOMAS INVASORES

CARCINOMA EPIDERMOIDE o Tipo mais incidente

o Acomete o epitélio escamoso (representa cerca de 80% dos casos).

ADENOCARCINOMA o Tipo mais raro

o Acomete o epitélio glandular

TIPOS DE CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

LSIL (lesão intraepitelial escamosa de baixo grau) o Displasia branda, baixo risco para câncer

(antigo NIC I)

HSIL (lesão intraepitelial escamosa de alto grau) o lesões pré malignas em quantidade

moderada ou avançada (antigo NIC 2 e NIC 3);

o Células anormais com grandes alterações na forma e tamanho – investigar com colposcopia e biópsia.

CARCINOMA EPIDERMÓIDE o Mais comum

o Diagnosticado na sua forma pré invasora, geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico

ATENÇÃO

• O termo NIC deixou de ser indicado nos laudos de Papanicolau em 2001, pois nem todo LSIL corresponde realmente a uma lesão NIC 1 na biópsia

• Portanto, NIC 1, NIC 2 e NIC 3, atualmente só devem ser usados para descrever resultados da biópsia feita por colposcopia. No Papanicolau o correto é usar os acrômios LSIL ou HSIL

FATORES DE RISCO

• Infecção pelo HPV

• Início precoce da atividade sexual

• Multiplicidade de parceiros sexuais

• Tabagismo

• Baixa condição sócio-econômica

• Imunossupressão

• Uso prolongado de contraceptivos

• Higiene íntima inadequada

PREVENÇÃO PRIMÁRIA

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• Uso de preservativos nas relações sexuais

• Redução das parcerias sexuais

• Vacinação

PREVENÇÃO SECUNDÁRIA

• No Brasil, a principal estratégia utilizada para detecção precoce/rastreamento do câncer do colo do útero é a realização da coleta de material para exame citopatológico, conhecido popularmente como exame preventivo do colo do útero ou exame de Papanicolau

FAIXA ETÁRIA E PERIODICIDADE PARA REALIZAÇÃO DO EXAME PREVENTIVO

• O intervalo entre os exames deve ser de 3 anos, após 2 exames negativos com intervalo anual

• Início da coleta: 25 anos de idade para as mulheres que já tiveram atividade sexual

• Os exames devem seguir até os 64 anos e serem interrompidos, após essa idade, quando a mulher tiver pelo menos 2 exames negativos consecutivos nos últimos 5 anos

• Para mulheres com mais de 64 anos e que nunca realizaram o exame citopatológico: realizar 2 exames com intervalo de um a três anos. Se ambos forem negativos, essas mulheres podem ser dispensadas de exames adicionais

SITUAÇÕES ESPECIAIS

GESTANTES

o O rastreamento em gestantes deve seguir as recomendações de periodicidade e faixa etária como para as demais mulheres, sendo que a procura ao serviço de saúde para realização de pré-natal deve sempre ser considerada uma oportunidade para o rastreio

o Apesar da junção escamocolunar no ciclo gravidicopurperal encontrar-se exteriorizada na ectocérvice na maioria das vezes - o que dispensaria a coleta endocervical - a coleta de espécime endocervical não parece aumentar o risco sobre a gestação quando utilizada uma técnica adequada

OUTRAS SITUAÇÕES ESPECIAIS

o Mulheres na pós-menopausa devem ser rastreadas de acordo com as orientações para as demais mulheres

o Mulheres submetidas à histerectomia total por lesões benignas, sem história prévia de diagnóstico ou tratamento de lesões cervicais de alto grau, podem ser excluídas do rastreamento, desde que apresentem exames anteriores normais

o Não há indicação para rastreamento do câncer do colo do útero e seus precursores em mulheres sem histórico de atividade sexual

o O exame citopatológico deve ser realizado nas mulheres imunossuprimidas após o início da atividade sexual com intervalos semestrais no primeiro ano e, se normais, manter seguimento anual enquanto se mantiver o fator de imunossupressão o Mulheres HIV positivas com CD4 abaixo de

200 células/mm³ devem ter priorizada a correção dos níveis de CD4 e, enquanto isso, devem ter o rastreamento citológico a cada seis meses

RECOMENDAÇÕES PRÉVIAS PARA REALIZAÇÃO DA COLETA DO EXAME PREVENTIVO DO COLO DE ÚTERO

48 horas antes, evitar: duchas ou medicamentos vaginais; exames intravaginais; relações sexuais;

anticoncepcionais locais ou espermicidas

• Embora usual, a recomendação de abstinência sexual prévia ao exame só é justificada quando são utilizados preservativos com lubrificante ou espermicidas. Na prática a presença de espermatozoides não compromete a avaliação microscópica.

• Aguardar o quinto dia após o término da menstruação

o OBS: Se STV anormal, o exame é mandatório e a coleta, se indicada, pode ser realizada

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MAPAS MENTAIS

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QUESTÕES

1. (IBFC - 2017) Considerando que o rastreamento dos cânceres de mama e do colo do útero são essenciais para a Saúde da Mulher, analise as sentenças abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) O rastreamento do câncer do colo do útero por meio de exame citopatológico antes dos 25 anos deve ser evitado.

( ) Os dois primeiros exames citopatológicos para rastreamento do câncer de colo do útero devem ser realizados com intervalo anual e, se ambos os resultados forem negativos, os próximos devem ser realizados a cada 3 anos.

( ) O rastreamento do câncer de mama por autoexame da mama em todas as mulheres adultas deve ser estimulado.

( ) O rastreamento do câncer de mama deve ser indicado a todas as mulheres após os 45 anos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

(A) V,V,F,F (B) F,V,V,V (C) F,F,V,V (D) V,F,F,F

2. (IBEG – 2017) Com relação ao rastreamento do câncer de colo do útero através do rastreio com o exame citopatológico (Papanicolau), é correto que:

(A) O exame permite a detecção de alterações celulares compatíveis com a presença de HPV (B) O início da coleta deve ser aos 14 anos de idade

para as mulheres que já iniciaram a atividade sexual

(C) Mulheres consideradas pertencentes a grupos de risco devem realizar os exames a cada três meses (D) A incidência de falso-positivo é elevada

(E) Os exames devem seguir até os 69 anos de idade e interrompidos quando, após essa idade, as mulheres tiverem pelo menos dois exames negativos consecutivos nos últimos

3. (INSTITUTO AOCP – 2019) São lesões precursoras do câncer de colo de útero:

(A) NIC I e NIC IV.

(B) NIC II e NIC III.

(C) NIC I, NIC II e NIC III.

(D) Adenocarcinoma in situ e HER-2.

4. (IBFC – 2018) O principal método e o mais amplamente utilizado para rastreamento de câncer do colo do útero é ___________________ para detecção e tratamento das lesões precursoras.

Assinale a alternativa quecompleta corretamente a lacuna.

(A) O exame de Colposcopia (B) A Ultrassonografa transvaginal (C) O exame de Papanicolau (D) A dosagem hormonal

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GABARITO

1 A

2 A

3 B

4 C

Referências

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