INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA INSTITUTO TECNOLÓGICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E DA SAÚDE CURSO DE ENGENHARIA

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INSTITUTOS SUPERIORES DE ENSINO DO CENSA

INSTITUTO TECNOLÓGICO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS E DA SAÚDE CURSO DE ENGENHARIA

ALEXANDRE, O GRANDE, E SEU PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO

Por

Camila Paixão Fabiano Roseira Fernanda do Carmo

Jhonathan Boechat Lucimara Nogueira

Campos dos Goytacazes – RJ Agosto/2005

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A coerência, diz ele “é peculiar ao caráter de um homem.

Mas eu sou incoerente Porque tenho o caráter de um Deus.”

Alexandre – O grande

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Alexandre, O Grande, e Seu Processo de Globalização

Na antiguidade, o rei Felipe II foi apunhalado em uma festa não conseguindo realizar seu projeto mais ambicioso: unir gregos e macedônios. Com esse acontecimento o trono foi ocupado pelo jovem herdeiro Alexandre, de apenas 20 anos. Para muitos estudiosos e historiadores, esse jovem rei de forte personalidade teve atitudes marcantes, mas até que ponto seus feitos contribuíram para o desenvolvimento e a formação da sociedade globalizada atual?

Apesar da pouca idade Alexandre já podia ser considerado um homem habilidoso e um soldado insaciável. Ele herdara um exército bem treinado, bem equipado e pronto para invadir o Oriente. Os soldados estavam apenas à espera de um líder que tivesse imaginação, audácia, e habilidade para dominar o mundo.

Alexandre possuía de sobra todas essas características.

A ambição militar de Alexandre logo expulsa de sua mente toda filosofia e todo senso comum, era um verdadeiro demônio de audácia. O que os outros receavam tentar, Alexandre fazia. Apostava com o impossível e geralmente ganhava. Se o inimigo se alojava no topo de um monte que ninguém pensaria em escalar, ele o fazia e colocava o inimigo em fuga. Com espantosa rapidez, Alexandre conquistava uma após outra as regiões asiáticas. Seus inacreditáveis triunfos tinham paralisado os seus inimigos num estado de impotente desespero

“para que lutar contra um guerreiro descido do céu?”. A maioria dos exércitos que tinham sido levantados contra ele estava disposta a abandonar a luta mesmo antes de se encontrar no campo de batalha. Estes eram derrotados pelo medo.

Ele era um louco, magnífico, tomado pela insana ilusão de que era um Deus, o qual insistia em ser adorado como tal.

Dentro da trajetória de Alexandre, há alguns pontos interessantes a serem observados. Seu modelo de liderança e suas técnicas de ataque se espalharam por todo o mundo, principalmente com os militares. Até hoje a genialidade de Alexandre é matéria obrigatória na Academia Militar de West Point, a mais famosa dos Estados Unidos. Ele é considerado um dos maiores estrategistas da história.

Em quase treze anos de reinado, Alexandre expandiu seu império da Macedônia até a Índia. Ele conquistou quase 90% do mundo conhecido na época. Seu império incluía terras que hoje formam Grécia, Albânia, Turquia, Bulgária, Egito, Líbia, Israel, Jordânia, Síria, Líbano, Chipre, Iraque, Irã, Afeganistão, Uzbequistão, Paquistão e Índia. Seus discursos protagonizaram feitos históricos, como a vitória na batalha de Gaugamela. Ele derrotou 400 mil soldados do rei Dario, da Pérsia, com 25.000 homens.

Alexandre se preocupava com os exércitos vencidos. Ele acreditava num mundo sem divisões e sem discriminações raciais, em que todos pudessem viver como iguais.

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Ele promoveu, em sua época, um certo tipo de globalização. Assim ele respeitava os deuses e comandantes dos exércitos conquistados, os quais eram tratados com tamanha cordialidade que chegava a irritar seus compatriotas. Mas tudo isso não era conhecido por ser ele um rei sensível e sim por saber que para manter suas conquistas era preciso ceder no momento certo.

Quando precisou ser implacável, ele agia com crueldade e matança. Logo após a morte de seu pai, Felipe II, Alexandre invadiu o Egito e ainda arrasou várias cidades-estados que se rebelaram. Um exemplo foi Tebas, onde ele massacrou mulheres e crianças e escravizou os sobreviventes.

Em sua trajetória de batalhas e invasões, Alexandre uniu o Oriente ao Ocidente criando novas rotas comerciais. Uma de suas estratégias de dominação e conquista foi a miscigenação de culturas, que procurou realizar através do incentivo de casamento de princesas persas com oficiais gregos. Dessa forma, ele já estaria pensando nos líderes do futuro, pois sabia que para continuar sua marcha de dominação, a unificação dos povos era fundamental. A unificação iria garantir a hegemonia de todo o império já conquistado.

Alexandre pode ser considerado um visionário, na medida em que ele foi um grande incentivador e investidor da propaganda. Ele sabia que para ser um grande líder e obter apoio popular em suas ações, promover so marketing pessoal era um fator chave. Era preciso construir uma imagem forte. Mais tarde, na Alemanha nazista, o ditador Adolph Hitler à semelhança de Alexandre, iria se valer de práticas semelhantes de propaganda para a construir a sua imagem e consolidar seu modelo de governo.

É possível fazer um paralelo entre a antiga história e o atual mundo globalizado. Existe na história de Alexandre, o que poderíamos considerar metáforas em relação ao atual governo Norte-americano. A Pérsia conquistada por Alexandre abrigava o que atualmente abrange vários países do oriente médio, como o Iraque.

Alexandre seria uma alusão ao presidente George W. Bush. E seu pai, George Bush, uma alusão a Felipe II que tentou, mas não conseguiu invadir a Pérsia.

Alexandre dizia que algum dia a Babilônia seria o centro do mundo e que o mais difícil não era conquistá-la e sim mantê-la. Justamente é o que está acontecendo, hoje, com os norte-americanos no Iraque.

Enfim, em virtude dos fatos apresentados, pode-se afirmar que Alexandre foi um grande líder e sem dúvida um precursor da globalização em sua época.

Todas as suas técnicas de batalha, sua preocupação com a criação de uma boa imagem perante os povos, a sua visão ambiciosa e também o seu interesse em unificar as culturas, refletem características relacionadas ao processo de globalização. Vale ressaltar, que o rei em questão não tinha o conceito de globalização formado, como o que nos é apresentado atualmente, mas Alexandre possuía algo de extrema importância para muitos profissionais da sociedade atual:

a vontade e a garra de vencer em tudo aquilo que faz.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALEXANDRE O GRANDE .Disponível em:

http://www.nomismatike.hpg.ig.com.br/Grecia/Alexandre.html Último acesso em 15 de Agosto de 2005.

A NOSSA HISTÓRIA. Disponível em:

http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=540 Último acesso em 15 de Agosto de 2005. Último acesso em 15 de Agosto de 2005.

HISTÓRIA ANTIGA E MEDIEVAL. Disponível em:

http://educaterra.terra.com.br/voltaire/antiga/2005/01/23/001.htm Último acesso em: 15 de Agosto de 2005.

REVISTA NATIONAL GEOGRAPHIC. Edição especial. Editora Abril, Julho de 2001.

REVISTA SUPER INTERESSANTE. Edição 209. Editora Abril, Janeiro de 2005.

WIKIPEDIA – A ENCICLOPÉDIA LIVRE. Disponível em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Alexandre_o_Grande Último acesso em 15 de Agosto de 2005.

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