Lean Manufacturing Prof. Beto Bassan
Gestão da Qualidade e Gestão da Produção
Lean Manufacturing
2017
Elaboração e Revisão: Prof. Beto Bassan
BASSAN, Beto. Gestão da Qualidade e Gestão da Produção: Lean Manufacturing. São José dos Pinhais, 2017. Disponível em http://www.portalbetobassan.webnode.com / Lean Manufacturing.
Lean Manufacturing
Lean Manufacturing Prof. Beto Bassan
Gestão da Qualidade e Gestão da Produção
Lean Manufacturing
2017
Elaboração e Revisão: Prof. Beto Bassan
BASSAN, Beto. Gestão da Qualidade e Gestão da Produção: Lean Manufacturing. São José dos Pinhais, 2017. Disponível em http://www.portalbetobassan.webnode.com / Lean Manufacturing.
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Lean Manufacturing
Contexto inicial:
O homem em sua evolução sempre fabricou produtos e serviços na medida em que surgiam suas necessidades. Pode-se notar que antigamente as tarefas de produção eram muito manuais, as atividades eram basicamente artesanais e utilizando como fonte de energia a força de animais, a força do homem e a força de águas em rios, assim como o uso de ferramentas simples.
A utilização de máquinas e dispositivos veio posteriormente com a necessidade em produzir com maior escala, ou seja, produzir maiores quantidades de produtos.
Mas o mundo foi evoluindo e, junto com ele, as fábricas foram surgindo e se modernizando.
Hoje se vive no mundo com a alta tecnologia, a internet, a era espacial, um
mundo globalizado onde as organizações são mais complexas, onde o capital
intelectual é mais valorizado. A Gestão da Qualidade e da Produção também
acompanhou esta evolução, os Sistemas de Produção passaram por melhorias e
mudanças ao longo do tempo e hoje são fundamentais para a sobrevivência de
qualquer organização.
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Mas o que é uma organização? Pode-se dizer que uma organização é formada por pessoas e recursos que realizam atividades para um propósito em comum.
São alguns exemplos de organizações: fábricas, hospitais, fazendas, escolas, bancos, comércio, etc...
Pode-se perceber que as organizações são formadas por pessoas, que para buscar a competitividade devem ser profissionais bem qualificados.
Origem do Lean Manufacturing:
Surgiu na Toyota, no Japão, pós-Segunda Guerra Mundial. A criação e disseminação desta filosofia se deve a 5 pessoas: Sakichi Toyoda; Kiichiro Toyoda;
Eiji Toyoda; Taiichi Ohno e Shigeo Shingo.
O termo "lean" foi usado inicialmente no livro "A Máquina que Mudou o Mundo", de James Womack (EUA), em 1990. Trata-se de um estudo sobre a indústria automobilística mundial realizada pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology).
Neste estudo foram apresentadas as vantagens Sistema Toyota de Produção, que tinham melhores resultados de produtividade, qualidade e desenvolvimento de produtos.
De uma forma geral, a “Gestão de Processos Industriais” diz respeito às atividades orientadas para a manufatura (produção) de bens e/ou serviços, lembrando que a “gestão” diz respeito a um processo de gerenciar algo e tomar decisões com objetivos específicos. Sendo assim, as operações industriais precisam ser amplamente conhecidas pelos profissionais, afim de que estes possam promover as melhorias necessárias.
A Gestão de Processos Industriais é essencial
para o bom desempenho de qualquer organização. É
necessário conhecer, compreender e melhorar os
processos continuamente, buscando a satisfação total
dos clientes. A Gestão de Processos Industriais deve
considerar todo o seu ambiente interno e externo, os
funcionários, os fornecedores, a lucratividade, enfim, a
sociedade com um todo.
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A “mentalidade enxuta” é uma filosofia operacional e tem como objetivos:
Especificar valor;
Alinhar as ações que criam valor;
Realizar as atividades sem interrupção;
Realizar as atividades sempre que alguém as solicitar;
Realizar as atividades de forma cada vez mais eficaz;
Fazer cada vez mais com cada vez menos;
Tornar o trabalho mais satisfatório;
Eliminar desperdícios.
Embora tenha começado nessa indústria, hoje já são mostrados exemplos de empresas de diversas atividades diferentes.
Há vários casos de implementação do lean em empresas dos mais diferentes setores – tais como, construção civil, aeronáutica, siderurgia, papel/celulose, alimentos, saúde, seguradoras, bancos, tecnologia da informação, indústria naval, farmacêutica, entre outros.
O Lean Manufacturing parte da premissa de identificar e eliminar os desperdícios , ou seja, tudo aquilo que não agrega valor ao produto, buscando a qualidade total.
Sistemas de Produção:
Segundo Groover (2011, p.3), “um sistema de produção é um conjunto de pessoas, equipamentos e procedimentos organizados para realizar as operações de produção de uma empresa.”
Observe que os elementos que compõe um sistema de produção devem ter início, meio e fim, assim como uma dinâmica de retroalimentação para melhorias.
A seguir é apresentado como um sistema de produção é formado e quais são
os seus elementos de base.
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O Modelo Geral de um Sistema de Produção é constituído basicamente da seguinte forma:
Entradas (input): leva em consideração a matéria-prima e seus fornecedores, entradas de energias geradoras, entre outros (matéria-prima, fornecedores, informações, recursos financeiros, tecnologias, energia elétrica, etc...).
Processo: considera os sistemas que realizam as operações para a transformação das entradas em produtos e/ou serviços (planejamento, controles, máquinas, transportes, etc...).
Saídas (output): consistem nos bens e serviços oriundos do processo do sistema de produção, os clientes e os resultados financeiros.
Retroalimentação (feedback): todo o processo precisa ser realimentado e reavaliado para as possíveis melhorias e/ou correções necessárias.
Observe que um sistema de produção não funciona isoladamente, isto é, ele sobre influências do ambiente interno e externo da organização.
Já o “ambiente externo” corresponde ao meio em que a organização está inserida, como os fatores econômicos, as políticas governamentais, as leis, os concorrentes, o meio ambiente, a sociedade, etc...
O “ambiente interno” de um sistema de produção
corresponde às influências de dentro da própria organização,
como os Recursos Humanos, o Financeiro, os procedimentos
internos, as instalações e máquinas, entre outros.
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Tipos de Sistemas de Produção:
Existem diversos Sistemas de Produção. Estes modelos variam de acordo com o ramo de atuação específico de cada empresa, com o tipo de produto e o seu nicho de mercado.
Entretanto, segundo uma ótica administrativa, pode-se correlacionar as manufaturas nos seguintes tipos básicos:
Sistema de Produção em Massa;
Sistema de Produção Contínua Ininterrupta;
Sistema de Produção Intermitente;
Sistema de Produção por Projetos.
Sistema de Produção em Massa:
Este tipo de sistema é caracterizado pela produção em elevadas quantidades de produtos padronizados (produtos seriados).
Exemplos: Fábrica de Veículos (Fiat; GM; VW, Ford, etc...);
Fábrica de Alimentos (Mondelez, Nutrimental, Ambev, etc...).
Sistema de Produção Contínua Ininterrupta:
Produção em alta escala e com baixa flexibilidade, assim como tem a característica de funcionamento com baixíssimo índice de paradas do sistema produtivo.
Exemplos: Siderúrgicas, Usina Nuclear, etc...
Sistema de Produção Intermitente:
Produção feita em Lotes, onde os equipamentos e/ou instalações e/ou postos de trabalho apresentam constantes alterações para adaptação ao lote a ser fabricado. Possui elevadas opções de produtos e variedade de quantidades. Produção por encomenda.
Exemplos: Gráficas, Fabricantes de Equipamentos Industriais, etc...
Sistema de Produção por Projetos:
É o tipo de sistema de produção onde cada Projeto pode ser descrito como um produto único, que segue as necessidades específicas de um cliente. Cada Projeto tem início e fim definidos.
Exemplos: Construção Civil, Projetos Industriais, etc...
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PRODUTIVIDADE, EFICIÊNCIA E EFICÁCIA
Produtividade:
O intuito desta etapa é fazer com que você compreenda os conceitos de produtividade.
O termo “produtividade” tem sido falado com muita frequência dentro das organizações, principalmente as industriais. Isto porque não se sobrevive mais, diante da acirrada globalização, sem ter produtividade.
Um profissional que atua em uma indústria não está distante disto, seja qual for a sua função, ele deve compreender os conceitos e atuar competentemente sobre a produtividade, visto que as suas atividades estão correlacionadas. Aliás, pode-se dizer que todas as atividades inerentes a uma organização devem ser realizadas da forma mais produtiva possível.
Com isto pode-se obter, de maneira simplificada, uma equação básica da produtividade, segundo Neumann (2013, p. 121):
P = O
R1 + R2 + ....+Rn Onde:
P = índice de produtividade O = produtos fabricados R = recursos utilizados
Esta fórmula teórica foi elaborada apenas para que você possa compreender melhor o conceito de produtividade, onde, se aumentar a quantidade de produtos fabricados com os mesmos recursos, pode-se observar que o índice de produtividade também aumenta.
A “Produtividade” está relacionada com as atividades necessárias para produção de bens ou serviços, levando em consideração a qualidade, quantidade, custos e prazos. A produtividade é caracterizada pela relação entre o que organização está produzindo e os recursos que ela está utilizando.
Reuniões, conferências, cursos, tecnologias, métodos,
enfim, tudo se faz para buscar maior produtividade dentro de
uma empresa. Esta temática, mais atual do que nunca, tem
sido uma preocupação constante dos administradores,
gerentes e técnicos, isto porque ela se traduz diretamente em
lucros, competitividade e sobrevivência.
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Por outro lado, se aumentarmos a quantidade de recursos utilizados para fabricar a mesma quantidade de produtos, o índice de produtividade diminui.
A ideia de produtividade, portanto, remete a “fazer mais produtos usando menos recursos”.
De forma geral, para um aumento na produtividade é necessário um melhor aproveitamento dos recursos existentes na empresa. Os recursos são todos itens necessários para um sistema de produção, entre eles, as pessoas, as tecnologias, as instalações e máquinas, as matérias-primas, os recursos financeiros, etc...
A produtividade sempre foi importante dentro das organizações. A produtividade está atrelada com a competitividade das organizações em relação aos seus concorrentes. As inovações tecnológicas inseridas dentro das organizações aumentaram a produtividade ao longo do tempo, com máquinas, métodos e softwares modernos.
Dado que um “sistema de produção” é constituído basicamente pelas entradas, processo, saídas e retroalimentação, pode-se dizer que a produtividade é o melhor uso dos recursos presentes dentro do sistema de produção.
Mas atenção: não há produtividade sem qualidade. A qualidade é um fator essencial na produtividade de todas as organizações.
Para refletir:
“Vamos supor, por exemplo, que uma empresa aumente a quantidade de produtos fabricados usando os mesmos recursos, então a produtividade aumenta.
Porém, se a qualidade dos produtos não estiver presente, o resultado será muitos produtos com defeito a serem retrabalhados ou refugados. Então a empresa terá que usar recursos para retrabalhar produtos, mais as perdas dos produtos que foram refugados, baixando então a produtividade. Por isto pode-se notar que a produtividade deve andar junto com a qualidade.”
Quanto maior a produtividade, maior será a
competitividade, os lucros e o crescimento da
organização.
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As atuais tecnologias industriais estão tornando as empresas cada vez mais produtivas, é preciso estar atento aos novos métodos administrativos e aos recursos disponíveis hoje presentes.
Por outro lado, não é possível analisar a produtividade sem considerar também a mão-de-obra. Nas organizações modernas notou-se que as melhores condições de trabalho tem proporcionado uma melhoria na produtividade.
A produtividade é produzir cada vez mais, ou cada vez melhor, usando cada vez menos recursos.
As tecnologias;
As instalações e máquinas;
A qualificação de mão de obra;
Os métodos;
As quantidades de produção;
A qualidade;
Os fornecedores;
As normas e leis;
Os recursos financeiros;
Etc...
Eficiência e eficácia:
Portanto medir a produtividade implica em avaliar:
Mensurar a produtividade de uma organização significa, entre outras coisas, analisar os efeitos das tecnologias e métodos existentes sobre a produção. Os resultados da produtividade devem ser olhados como um instrumento de auxílio na detecção de problemas, na implementação de melhorias e na verificação de novas tecnologias e métodos mais produtivos.
Eficiência e eficácia não é a mesma coisa, apesar
destes dois conceitos serem frequentemente usados
dentro das indústrias, ainda se faz muita confusão. Esta
etapa tem o intuito de abordar estes dois conceitos para
que você os compreenda e utilize corretamente.
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A “eficiência” consiste em fazer o correto, ou seja, realizar as atividades sem erros e de acordo com as especificações, padrões e instruções. Muitos profissionais buscam somente a sua eficiência, primam por cumprir suas obrigações de acordo com o que é solicitado (fazer certo da primeira vez, e sempre).
Segundo NEUMANN (2013, p. 118), “a eficiência mede o grau de acerto na utilização de recursos empregados.”
Uma tarefa pode ser considerada como eficiente quando realizamos plenamente a atividade sem gastar e/ou utilizar mais recursos do que o estritamente necessário.
Quando o assunto é eficiência, fala-se também em treinamento da mão-de- obra, padronização para a realização de tarefas, e a execução das tarefas conforme o estabelecido.
Mas isto hoje já não é mais suficiente, ter eficiência já não é mais o único requisito buscado em um bom técnico, principalmente se este for da área da qualidade. Atualmente, os profissionais que crescem dentro de uma indústria são os que conseguem conciliar a eficiência junto com a eficácia.
A “eficácia” consiste em fazer as coisas certas, ou seja, realizar atividades na busca em atingir resultados excelentes. Note que há uma diferença, fazer as coisas certas significa “pensar” antes de executar. Fazer o que precisa ser feito para alcançar excelentes resultados, isto é eficácia.
Portanto a eficácia está correlacionada a decisão do caminho a ser seguido para o efetivo alcance ou superação dos objetivos da organização. A eficácia está ligada não só ao atendimento as necessidades dos clientes, mas também à superação destas necessidades.
Eficiência é:
Realizar as atividades corretamente;
Cumprir totalmente a obrigação;
Resolver os problemas;
Não desperdiçar os recursos;
Fazer dentro do prazo, na quantidade e
qualidade requerida.
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Indicadores de Produtividade:
Estes indicadores demonstram a produção em relação ao uso dos recursos empregados. Permitem visualizar o emprego dos esforços no sistema produtivo em fazer mais usando a menor quantidade de recursos possível.
Indicadores de Capacidade:
Mede a capacidade através das quantidades na saída do sistema produtivo em relação ao prazo estabelecido.
Produção Enxuta ( ou Lean Manufacturing )
É uma filosofia de sistema produtivo onde se busca eliminar atividades que não agreguem valor ao produto final (Valor Não Agregado).
Visa eliminar desperdícios de superprodução, estoques intermediários, operações desnecessárias ou com excesso de movimento, operações de espera, redução de setup, deslocamentos desnecessários, fabricação de produtos defeituosos, retrabalhos, etc...
Vantagens: melhoria da qualidade, redução do tempo de produção (aumento da produtividade), redução de custos, redução do uso de matérias primas, energia, etc.
Dentro da filosofia Lean Manufacturing, a forma mais eficaz para atingir um alto nível de performance é a redução das ineficiências na produção. Por isso a busca pela redução ou eliminação destes desperdícios deve ser contínua dentro de um ambiente Lean.
Estoque excessivo
Os estoques excessivos podem esconder problemas de qualidade;
Os estoques representam um grande volume financeiro
parado;
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Grandes estoques precisam de grandes espaços;
Estoques parados podem degradar;
Estoques precisam ser controlados.
Possíveis causas:
Produção além do necessário;
Compra de matéria-prima além do necessário;
Estimativas e previsões de demanda equivocadas ; Produção em grandes lotes;
Tempos de Setup altos;
Produção antecipada;
Má qualidade;
Operações desnecessárias
Atividades que não agregam valor ao produto;
Duplicidade de atividades;
Dispositivos inadequados;
Máquinas mal dimensionadas;
Erros de Projeto;
Métodos ineficazes;
Má qualidade;
Excesso de movimento do operador:
Lay-Out que acarreta em deslocamentos desnecessários;
Falta de instruções de trabalho;
Métodos de trabalho inadequados;
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Má distribuição de tarefas ou linhas desbalanceadas;
Falta de dispositivos e assistências;
Operações externas à atividade de fabricação (movimentação de caixas, remoção de peças, etc.);
Má ergonomia;
Defeitos e Retrabalhos:
Desperdícios de tempo;
Desperdícios de matéria-prima;
Desperdícios de mão de obra;
Desperdícios de energia;
Perdas de tempo com reinspeções e triagens, Etc...
Geralmente as empresas adotam algumas estratégias para reduzir este tipo de desperdício:
- Treinamentos sobre o produto;
- Fortalecer os autocontroles e inspeções;
- Implementar poka-yokes;
- Atuar sobre a Causa-Raiz do problema (Ferramentas da Qualidade);
- Adotar sistemáticas preventivas (CEP, FMEA, Auditorias);
- Etc...
Desperdícios de Espera:
Material adquirido que fica parado;
Operador ou Máquina aguardando outro processo;
Falta de sincronização entre os postos de trabalho;
Operações gargalos;
Problemas no planejamento da produção;
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Quebra de máquinas;
Lay-out inadequado.
Desperdícios de superprodução:
Superprodução Quantitativa:
É causada pelo excesso de produtos fabricados, ou seja, quando se produz mais do que o necessário.
Superprodução Antecipada:
É quando se fabrica o produto antes do necessário, ou sem que ele tenha sido pedido.
Possíveis Causas:
- Muito tempo gasto na preparação de máquinas e equipamentos (Setups);
- Problemas de qualidade;
- Baixa confiabilidade das operações de produção (quebra de máquinas), - Falhas de programação,
- Falhas nas estimativas de demanda, - Etc...
Para Refletir:
“Quanto maior for a Qualidade no processo produtivo, maior será a garantia de que a quantidade produzida no início do processo será a mesma no final do processo.”
(COSTA JR. 2012, pg. 63)
Desperdícios de Transportes:
Relativo às atividades de movimentação interna de materiais ao longo do processo, desde o recebimento até a expedição.
Possíveis Causas:
-
Lay-Out inadequado,
- Movimentações desnecessárias (tira daqui, coloca ali...)
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- Estoque excessivo ou produção excessiva também pode gerar movimentações
desnecessárias,
- Sistemas inadequados para o transporte.
Termos usuais no Lean Manufacturing:
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Recomendações para reduzir os 7 desperdícios:
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Capacidade do sistema produtivo
Entender as capacidades produtivas dos diferentes processos industriais é uma necessidade básica para análise de melhorias.
Para isto existem formas variadas para se obter os resultados das capacidades produtivas, variando também com as necessidades específicas de cada empresa e/ou processo.
Capacidade de um sistema de produção pode ser estabelecida como sendo a
quantidade máxima de produtos ou serviços que podem ser produzidos em umaunidade produtiva, dentro de um intervalo de tempo.
Há, portanto, duas variáveis importantes em termos de capacidade:
- QUANTIDADE - TEMPO
Note que a capacidade nominal pode ser aumentada com o incremento de
novos métodos, tecnologias, automações, recursos, etc...
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Conceitos:
a) Capacidade Ideal (CI): sistema onde não existem perdas.
b) Capacidade Efetiva (CE):
leva em consideração as “perdas planejadas” do processo, tais como:
Setups
Manutenções Programadas
Limitações no Processo Produtivo
Etc...
c) Utilização (UT): leva em consideração todas as perdas no processo
(planejadas e não planejadas), ou seja, é a utilização real do processo produtivo.
d) Eficiência (EF): é a relação entre a Utilização e a Capacidade Efetiva, ou seja,
eliminando as perdas não planejadas.
PRODUÇÃO SOB O ENFOQUE SISTÊMICO
Contexto :
Hoje pode-se afirmar que a administração da produção é formada por um grupo de profissionais, sejam eles técnicos, engenheiros, administradores, executivos, consultores, pesquisadores, entre outros, que atuam sobre a filosofia dos sistemas de produção.
Os sistemas produtivos existem, portanto, em pequenas, médias e grandes empresas.
É preciso compreender todos os fatores que atuam sobre os sistemas de produção, analisar a realidade da competitividade global, estar incessantemente atento à qualidade dos produtos e serviços prestados, ser um observador ativo dos clientes atuais e dos clientes potenciais, procurar e avaliar as novas tecnologias disponíveis, eliminar os desperdícios, utilizar os recursos de forma a compreender que eles são limitados e escassos.
O desafio para as organizações e dos profissionais que nelas trabalham já não
é mais apenas aumentar a produção e reduzir os custos, isto atualmente é apenas o
básico, é o mínimo que se espera.
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As corporações e os profissionais que se diferenciam dentro do seu ambiente, são aqueles que criam valor para o cliente, se adaptam as mudanças, são capazes de inovar...Você é um profissional assim? Pare e reflita um pouco sobre a sua atuação profissional nos últimos meses...
Determina-se como produção a geração de bens ou serviços, e o processo como sendo as ações que transformam os recursos de entrada em bens ou serviços.
Para refletir:
“Se o produto ou serviço não estiver alcançado os níveis desejados, então serão necessárias ações corretivas ou de melhorias sobre o processo.”
Portanto, analisar as saídas do processo e retroalimentá-lo constantemente é uma prática do enfoque do sistema produtivo, para que este evolua.
O raciocínio sistêmico na administração está voltado:
Ao processo de tomada de decisão cada vez mais rápido e assertivo;
Ao ciclo de vida dos produtos cada vez mais curto;
Aos concorrentes cada vez mais competitivos;
Aos recursos cada vez mais escassos
Aos novos métodos e tecnologias disponíveis.
Como visto, é preciso estar constantemente se questionando e buscando melhorias contínuas nas atividades de uma organização, assim como ajustar constantemente os processos as novas realidades.
Abaixo podemos ver alguns possíveis exemplos que devem ser analisados e melhorados dentro das estruturas das organizações:
Procedimentos burocráticos em excesso;
Atividades desnecessárias (que não agregam valor ao produto);
Atividades duplicadas;
Etc...
É claro que o tamanho da organização e o tipo de sistema de produção podem
gerar mais ou menos complexidades em suas atividades e controles, mas
independente disto o avanço orientado para o cliente é um ponto-chave de qualquer
empresa.
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Referências:
ARAÚJO, Luis César G. de. Organização, sistemas e métodos e as tecnologias de gestão organizacional. 4ª ed. São Paulo: Atlas, 2012.
BALLESTERO-ALVAREZ, María Esmeralda. Gestão de qualidade, produção e operações.
2ª ed. São Paulo: Atlas, 2012.
BASSAN, Beto. Gestão da Qualidade e Gestão da Produção: Lean Manufacturing. 2017.
Disponível em http://www.portalbetobassan.webnode.com / Lean Manufacturing.
BEZERRA, Cicero Aparecido. Técnicas de planejamento, programação e controle da produção. Curitiba: Ibpex, 2011.
CAMPOS, Vicente Falconi. TQC – Controle da Qualidade Total. Belo Horizonte: Editora de Desenvolvimento Gerencial, 1999.
CELINSKI, Leszek. Treinamento gerencial básico. Petrópolis: Vozes, 1995.
COSTA JÚNIOR, Eudes Luiz. Gestão em processos produtivos. 1ª ed. Curitiba: Inter Saberes, 2012.
CURY, Antônio. Organização e métodos: uma visão holística. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2013.
DRUCKER, Peter Ferdinand. O gerente eficaz. Tradução Jorge Fortes. 10ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1986.
GAITHER, Norman. Administração da produção e operações. 8ª ed. São Paulo: Pioneira Thompson, 2001.
GROOVER, Mikell. Automação industrial e sistemas de manufatura. 3ª ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall, 2011.
NEUMANN, Clóvis. Gestão de sistemas de produção e operações. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2013.
LOBO, Renato Nogueirol. Gestão da Qualidade. 1ª ed. São Paulo: Érica, 2010.
MOREIRA, Daniel Augusto. Administração da Produção e Operações. 2ª ed. rev. e ampl.
São Paulo: Cengage Learning, 2014.
NEUMANN, Clóvis. Gestão de Sistemas de Produção e Operações. Rio de Janeiro:
Elsevier, 2013.
OLIVEIRA, Otávio J. et al. Gestão da Qualidade: tópicos avançados. São Paulo Cengage, 2013.