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Profa. Dra. Andrea Bernardes

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Profa. Dra. Andrea Bernardes

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Educação Permanente em Saúde

Por que falar em Educação Permanente?

EDUCAR: Algo inerente ao existir humano

Envolve:

● Aprendizado contínuo;

● Transformações de ordem política, organizacional, tecnológica, social geram MUDANÇAS

● Processo requer REFLEXÃO

(3)

Educação Permanente em Saúde

SUS

Transformação na formação do trabalhador:

Trabalhadores são essenciais ao funcionamento dos serviços

Sujeitos agentes do trabalho – possibilidade de transformação

(4)

Educação Permanente em Saúde

Política de gestão de pessoas da instituição:

Investe em educação?

Jornada de trabalho?

Número de empregos?

Salários?

Valorização da busca de conhecimentos?

(5)

Por que falar em Educação

Permanente?

(6)

“Especialmente num país como o Brasil, com as profundas desigualdades socioeconômicas que ainda o caracterizam, o acesso aos serviços e aos bens de saúde com consequente responsabilização de acompanhamento das necessidades de cada usuário permanece com graves lacunas”.

“A esse quadro acrescente-se a desvalorização dos trabalhadores de saúde, expressiva precarização das relações de trabalho, baixo investimento num processo de educação permanente desses trabalhadores, pouca participação na gestão dos serviços e frágil vínculo com os usuários”.

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(7)

NECESSIDADE DE MUDANÇAS

Construção:

Política Nacional de Humanização da

Atenção e Gestão no Sistema Único de Saúde HumanizaSUS (2003).

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(8)

Humanização vista não como um programa, mas como uma POLÍTICA

PÚBLICA

Implica, dentre outras coisas, em:

- Compromisso com a articulação dos processos de formação com os serviços e

práticas de saúde.

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(9)

No eixo da educação permanente, indica-se que a PNH componha o conteúdo profissionalizante na graduação, pós- graduação e extensão em saúde, vinculando-a aos Núcleos de Educação Permanente e às instituições de formação.

ESTRATÉGIAS GERAIS

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(10)

Promover ações de incentivo e valorização da jornada de trabalho integral no SUS, do trabalho em equipe e da participação do trabalhador em processos de educação permanente que qualifiquem sua ação e sua inserção na rede SUS.

AÇÕES

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(11)

Resultados esperados com a PNH:

As unidades de saúde garantirão gestão participativa aos seus trabalhadores e usuários, com investimento na educação permanente dos trabalhadores, na adequação de ambiência e espaços saudáveis e acolhedores de trabalho, propiciando maior integração de trabalhadores e usuários em diferentes momentos (diferentes rodas e encontros).

Fonte: HUMANIZA SUS, 2009.

(12)

Problemas recorrentes, referido pelos gestores, são relativos à

formação de Recursos Humanos e de educação permanente

dos profissionais, evidenciando um descompasso entre a

formação dos profissionais e as necessidades dos serviços na

atenção básica e nos diferentes níveis de atenção.

(13)

MINISTÉRIO DA SAÚDE

PORTARIA Nº 198/GM/MS

Em 13 de Fevereiro de 2004, institui a Política Nacional

de Educação Permanente em Saúde como estratégia

do Sistema Único de Saúde para a formação e o

desenvolvimento de trabalhadores para o setor.

(14)

PACTO PELA SAÚDE – 2006

3 dimensões:

Pacto pela Vida Pacto de Gestão Pacto em defesa do

SUS

(15)

Deve contemplar os princípios do SUS previstos na Constituição Federal de 1988 e na Lei n.º 8.080/90 e apontar para a construção de um modelo de atenção à saúde que busque responder aos desafios atuais da gestão e dar respostas concretas às necessidades de saúde da população brasileira. Desta forma, o objetivo do Pacto é melhorar a qualidade e a eficiência da Gestão do SUS.

Pacto de Gestão

(16)

1. Responsabilidade Sanitária – de governo, de gestão e de respostas dos sistemas e serviços de saúde e da organização da atenção;

2. Regionalização solidária – cooperativa;

3. Planejamento e Programação;

4. Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria;

5. Trabalho e Educação em Saúde 6. Financiamento;

7. Participação Social e Controle Público do Sistema.

Os Eixos Temáticos deste Pacto de Gestão devem

contemplar uma redefinição sobre:

(17)

Pacto de Gestão

Investir na política de educação permanente para os trabalhadores, visando investir na formação em serviço.

Estratégia: Integração e articulação da

Política de Educação para o SUS

(18)

PORTARIA Nº 1996/GM/MS, de 27 de agosto de 2007

Dispõe sobre as diretrizes para a implementação da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde.

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, no uso de suas atribuições legais, conferidas pelo inciso II, do artigo 87, da Constituição Federal de 1988, resolve:

Art. 1º Definir novas diretrizes e estratégias para a

implementação da Política Nacional de Educação

Permanente em Saúde adequando-a às diretrizes

operacionais e ao regulamento do Pacto pela Saúde.

(19)

Art. 2º A condução regional da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde se dará por meio dos Colegiados de Gestão Regional, com a participação das Comissões Permanentes de Integração Ensino-Serviço (CIES).

PORTARIA Nº 1996/GM/MS, de

27 de agosto de 2007

(20)

 A alteração da política no sentido de adequação ao Pacto pela Saúde com maior protagonismo do colegiado de gestão regional;

 Decisão e pactuação entre os gestores do CIR;

 A descentralização dos recursos financeiros que antes ficava sob gestão do Ministério da Saúde;

 A vinculação das ações da educação aos Pactos e respectivos Planos da educação na saúde, seja nos âmbitos municipal, regional ou estadual.

A nova Portaria apresenta algumas mudanças básicas:

Fonte: Brasil, 2007

(21)

CIES e NEP-H

Espaços de articulação composto por representantes da gestão, atenção, formação e participação social para discussão e proposição das ações de EP.

● Planejam e acompanham a construção dos PREPS (Plano Regional de EP em Saúde)

Documento Norteador que deverá ser construído por cada uma das 63 regiões de saúde, em processo participativo, com atores locais e estratégicos.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo, 2021.

(22)

Plano Estadual de EPS – 2020 - 2023

- Desvinculação de valores fixos por CIR;

- Recursos depositados no Fundo Estadual de Saúde (80% do saldo global para

execução de projetos orientados pelos eixos prioritários e 20% do saldo global para ações transversais);

- Orientação de projetos considerando 5 eixos prioritários:

▪ Atenção Básica (Gestão e Assistência);

▪ Regulação, Vigilância em Saúde;

▪ Fortalecimento da Participação e Controle Social no SUS; e

▪ Fortalecimento da Educação Permanente em Saúde.

Fonte: Governo do Estado de São Paulo, 2021.

(23)

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/

(24)

Fonte: http://www.saude.sp.gov.br/

(25)

 A publicação da Portaria reitera que a responsabilidade em efetivar as diretrizes da EPS nos Estados deve ser compartilhada entre os Gestores locais, regionais e estaduais, com a efetiva participação da sociedade, por meio das Instituições de ensino, das Escolas Técnicas do SUS, do movimento estudantil, dos Conselhos Locais e Municipais de Saúde.

PORTARIA Nº 1996/GM/MS, de

27 de agosto de 2007

(26)
(27)

Educação Continuada: Conjunto de práticas educacionais abordada em programas de admissão, atualização, treinamento, entre outros trazidos dentro de um conceito de atualização e melhoria da capacidade técnica profissional.

Fonte: Cheregathi, 2013.

EDUCAÇÃO CONTINUADA E EDUCAÇÃO PERMANENTE

(28)

EDUCAÇÃO CONTINUADA E EDUCAÇÃO PERMANENTE

Treinamento:

Momento do processo de Educação que se destina a inserir um funcionário novo (alteração de função ou recém-admitido) em um serviço;

Transmissão de conhecimentos / informações: como

fazer adaptação à realidade de trabalho (IMITAR).

(29)

No TREINAMENTO os conhecimentos são comunicados, sem o retrabalho entre agente e sujeito, quer por quem exprime o conhecimento, quer por quem os escuta e os aprende.

Nesse caso, há prevalências do agente, graças à exclusão do

"sujeito" e da atividade de pensar.

Fonte: Rosa, 2010.

(30)

TREINAMENTO EDUCAÇÃO

Homem: fechado / objeto;

Visão de homem racional / dicotomia pensar – sentir;

“Coisificação” do homem.

Abertura / possibilidade: a possibilidade do novo, do não pensado;

O homem não é fragmentado;

Pensar – sentir – agir.

Colocar o outro dentro do serviço: adaptar (padronizar condutas);

Responsabilização?

“Habitar” / “cultivar” – engajamento;

Reconhecimento do “ser-com- o-outro” – sentido de

corresponsabilidade.

(31)

Cursos de Atualização

Profissionais são levados ao

“como deveria ser”

(32)

Educação Permanente:

Parte do pressuposto da aprendizagem significativa e sugere que a transformação das práticas profissionais esteja baseada na reflexão crítica sobre as práticas reais, de profissionais reais, em ação na rede de serviços.

Fonte: Portaria n.1996. 2007.

(33)

É a realização do encontro entre o mundo de formação e o mundo de trabalho, onde o aprender e o ensinar se incorporam ao cotidiano das organizações e ao trabalho.

EDUCAÇÃO PERMANENTE

(34)

A atualização técnico-científica é apenas um dos aspectos da transformação das práticas e não seu foco central. A formação e o desenvolvimento englobam aspectos de produção e subjetividade, de habilidades técnicas e de conhecimento do SUS.

Fonte: Brasil, 2004.

EDUCAÇÃO PERMANENTE

Ou seja

(35)

Envolve mudanças:

 Nas relações;

 Nos processos;

 Nos atos de saúde;

 Nas organizações;

 Nas pessoas.

(36)

Educação Permanente:

A EPS situa-se no contexto de uma virada no pensamento da educação profissional, no qual o processo de trabalho é revalorizado como centro privilegiado da aprendizagem.

Estamos falando de mudanças e não da simples participação em cursos e seminários. A estratégia da profundidade deve predominar sobre a diversificação.

Fonte figura: http://cressgoias.org.br/images/noticias/grito_dos_excluidos_2015.png

(37)

Formação e desenvolvimento devem ser feitos de modo

descentralizado, ascendente e transdisciplinar para que propiciem:

a democratização institucional;

o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem;

o desenvolvimento de capacidades docentes e de enfrentamento criativo das situações de saúde;

o trabalho em equipe;

a melhoria permanente da qualidade do cuidado à saúde;

a constituição de práticas tecnológicas, éticas e humanísticas.

Fonte: Brasil, 2004.

(38)

EDUCAÇÃO PERMANENTE

Objetivo principal

A transformação das

práticas

(39)

Modo de operação: ascendente

A partir da análise coletiva dos processos de trabalho, identificam-se os nós críticos

enfrentados na atenção ou na gestão.

EDUCAÇÃO PERMANENTE

(40)

EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE

Condição indispensável para a mudança

Detecção e contato com os desconfortos experimentados no cotidiano de trabalho;

Percepção de que a maneira vigente de pensar ou fazer é insatisfatória para dar conta dos desafios do trabalho.

Têm de ser intensamente

admitidos, vividos, percebidos;

Somente assim é possível enfrentar o desafio de produzir transformações.

FONTE:CECCIN, 2004.

(41)
(42)

RETENÇÃO DA INFORMAÇÃO

10% do que lemos 50% do que vemos e

escutamos

70% do que vemos e discutimos

20% do que escutamos

30% do que vemos 90% do que ouvimos, vemos, discutimos e realizamos

Fonte: Piletti, 2000.

(43)

REFERÊNCIAS

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Educação Permanente em Saúde: um movimento instituinte de novas práticas no Ministério da Saúde:

Agenda 2014. Brasília : Ministério da Saúde, 2014.

Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Humanização da Atenção e Gestão do SUS. O HumanizaSUS na atenção básica.

Brasília : Ministério da Saúde, 2009.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 198/GM . Política Nacional

de Educação Permanente em Saúde. 2004.

(44)

REFERÊNCIAS

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 1996/GM . Política Nacional de Educação Permanente em Saúde. 2007.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 399/GM . Pacto pela Saúde. 2006.

Cheregatti, A. L. Avaliação do serviço de apoio educacional em um hospital universitário sob a ótica da equipe de enfermagem. (Dissertação) Escola de Enfermagem de São Paulo, 2013, 119f.

Governo do Estado de São Paulo. Documento norteador de EPS. 2021.

Moraes CL. Educação Permanente em Saúde. Slide Share, 2010.

www.saude.sp.gov.br

Piletti, C. Didática geral. 23ed. São Paulo: Ática, 2000. 258p.

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REFERÊNCIAS

Referências

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