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Programa Nacional para as Alterações Climáticas

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Programa Nacional para as Alterações Climáticas

António Gonçalves Henriques

2

• 154 Estados ratificaram a Convenção, que entrou em vigor em Março de 1994. Actualmente está ratificada por 192 Estados

• Estabelece como objectivo último a estabilização da

concentração de GEE num nível que previna a interferência antropogénica perigosa no clima.

• Estabelece que esse nível seja atingido num prazo suficiente para permitir

a adaptação dos ecossistemas às alterações climáticas,

que a produção de alimentos não seja afectada e

que o desenvolvimento económico se processe de forma sustentável.

• Requer que se adoptem medidas preventivas e adaptativas. Adopção do princípio da precaução.

»

CONVENÇÃO-QUADRO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Rio de Janeiro, 1992

(2)

3

• A Convenção estabelece um ponto de partida: Tomar em consideração os efeitos das alterações climáticas nas políticas agrícolas, de energia, transportes, recursos naturais e actividades nas zonas costeiras.

• Partilha de tecnologias e conhecimentos sobre as formas de redução das emissões de GEE: energia, transportes, indústria, agricultura, florestas e gestão de resíduos.

• A Convenção incentiva a investigação sobre as alterações climáticas: Recolha de dados meteorológicos, e investigação.

Cria um organismo subsidiário para aconselhamento técnico e científico dos governos.

Inventário das fontes e dos sumidouros.

»

CONVENÇÃO-QUADRO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Rio de Janeiro, 1992

»

CONVENÇÃO-QUADRO DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Rio de Janeiro, 1992

• A Convenção responsabiliza os países mais desenvolvidos pelo combate às alterações

climáticas: países da OCDE e 12 economias em transição - Europa Central e de Leste e Rússia.

Manter as emissões em 2000 ao nível de 1990.

• Que medidas devem ser adoptadas? Protocolo de Quioto de 1997, cujas negociações se concluíram em Marraquexe em Outubro de 2001.

• Só a partir desta data é que o Protocolo pode ser

ratificado pelas partes da Convenção.

(3)

3

5

• Acrescenta novos compromissos, mais fortes e mais complexos do que os estabelecidos na Convenção.

• Estabelece objectivos legalmente vinculativos e prazos para a redução das emissões dos países mais

desenvolvidos: reduzir as emissões de 5%

relativamente a 1990 em 2010 (média de 2008 a 2012) - primeiro período de compromisso.

Devem ser demonstrados progressos relevantes em 2005.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

6

• O Protocolo abrange seis GEE: CO

2

, metano, óxido nitroso, HFC, PFC, SF

6

. O CO

2

representa quatro quintos dos efeitos totais.

Os efeitos são expressos em ton equivalentes de CO

2

.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

FACTORES DE CONVERSÃO EM CO2 EQUIVALENTE

GWP/PAG – Global Warming Potential / Potencial de Aquecimento Global CO2=1 CH4=21 N2O=310

(4)

7

• O Protocolo entrou em vigor em Fevereiro de 2005, após ser ratificado por, pelo menos, 55 países que totalizam, pelo menos 55% das emissões dos países desenvolvidos (Anexo I) em 1990.

• Os objectivos podem ser alcançados por redução das emissões ou por aumento dos sumidouros, com base no método de cálculo acordado em Marraquexe.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

• Estabelece normas de monitorização das emissões e confirmação das reduções por forma a que os resultados apresentados pelos diferentes países sejam credíveis e comparáveis.

• Permite que os países que conseguirem reduções maiores do que as que se comprometeram possam obter créditos para os períodos seguintes de compromisso de redução.

• Aponta políticas internas e medidas para reduzir as emissões: políticas fiscais, eliminação de subsídios a actividades que geram emissões de GEE, comércio de emissões, programas voluntários, políticas de transportes, normas de construção.

• O Protocolo apela à cooperação internacional.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

(5)

5

9

• Compromissos diferenciados:

- 8% para os países da UE, Suíça e da Europa Central e Oriental.

- 7% para EUA.

- 6% para Canadá, Hungria, Japão e Polónia, 0% para Nova Zelândia, Rússia e Ucrânia.

1% para a Noruega, 8% para a Austrália, 10% para a Islândia.

• Os países em desenvolvimento devem tomar medidas específicas e apresentar essas medidas.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

10

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Partilha de responsabilidades na UE

Bélgica Dinamarca Alemanha Grécia Espanha França Irlanda Itália Luxemburgo Países Baixos Áustria Portugal Finlândia Suécia Reino Unido

92,5%

79%

79%

125%

115%

100%

113%

93,5%

72%

94%

87%

127%

100%

104%

87,5%

(6)

11

• Todos os países devem adoptar medidas para:

• reduzir as emissões,

• de adaptação aos impactes das alterações climáticas,

• submeter informação sobre os programas nacionais e os níveis de emissões,

• facilitar a transferência de tecnologia,

• cooperar na investigação científica e tecnológica,

• promover acções de formação e educação.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

• Medidas para reduzir as emissões :

• regulamentares (p.e. limites de emissão de GEE, eficiência energética, códigos de construção de edifícios),

• incentivos económicos (p.e. promoção de energias

renováveis, incentivo dos transportes públicos, incentivo do transporte ferroviário ou marítimo-fluvial),

• fiscais (p.e. taxas diferenciadas em função das emissões de GEE),

• acções de formação e educação (redução dos consumos energéticos).

• Vantagens económicas: empresas mais competitivas, melhoria da saúde pública e do ambiente urbano.

• Os países em desenvolvimento podem adoptar tecnologias mais evoluídas.

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

(7)

7

13

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

• Mecanismos complementares (suplementaridade) :

• comércio de emissões,

• implementação conjunta,

• Mecanismos de desenvolvimento limpo (apoio aos países em desenvolvimento) créditos de emissão.

14

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional

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15

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006

(9)

9

17

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Principais emissões de GEE, por sector de actividade

18

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional

(10)

19

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional

(11)

11

21

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

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PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Cenário de Referência)

Designação Meta 2010

MRe1- Programa E4, E-FRE Produção eólica: 4500 MW -2010, (REN Junho 2005)

MRe2- Plano de expansão do sistema electroprodutor

MRe3- Eficiência Energética nos Edifícios

Adopção dos novos regulamentos RCCTE e RSECE, com um aumento da eficiência térmica dos novos edifícios em 40%.

Efeito a partir de 2007.

MRe4- Programa Água Quente Solar para Portugal

i) 2005 e 2006: 13000 m2/ano ii) 2007-2020: instalação de 100.000 m2/ano, com o efeito da entrada em vigor plena em 2006 de nova legislação sobre edifícios.

(12)

23

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Cenário de Referência)

Designação Meta 2010

MRt1- Programa Auto-Oil: Acordo voluntário com as associações de fabricantes de automóveis

Redução do factor de emissão médio do parque de veículos novos vendidos: 2010:

120 gCO2e/vkm MRt2- Expansão do Metropolitano de Lisboa (ML) (Extensão

das linhas Amarela, Azul, e Vermelha)

Linha Azul: transferência modal para o ML - 2010: 94.538.447 pkm

Linha Amarela: transferência modal para o ML – 2010: 181.032.000 pkm Linha Azul:

transferência modal para o ML – 2010: 122.458.000 pkm MRt3- Construção do Metro Sul do Tejo (MST) Transferência modal para o MST – 2010: 115.500.000 pkm

MRt4- Construção do Metro do Porto (MP) Transferência modal para o MP - 2010: 570.279.594 pkm

MRt5 – Metro Ligeiro do Mondego (MLM) Transferência modal para o MLM - 2010: 51.564.663 pkm

MRt6 – Alterações da Oferta da CP Lisboa-Porto – 2010: 852.031.000 pkm Lisboa-Algarve – 2010: 177.900.000 pkm Lisboa-Castelo Branco – 2010: 70.000.000 pkm Redução dos tempos de viagem MRt7- Ampliação da frota de Veículos a Gás Natural na

CARRIS e nos STCP

Substituição de veículos diesel por veículos a GN: 50 na CARRIS e 270 nos STCP

MRt8- Incentivo ao abate de veículos em fim de vida Abate de 4 200 veículos, com mais de 10 anos, anualmente a partir de 2005.

MRt9- Redução das Velocidades Praticadas em AE interurbanas

Redução da velocidade média de circulação em AE, para 118 km/h.

Introdução de biocombustíveis no modo rodoviário - 2010: 5,75%

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e Oferta de energia

MAe1 – Melhoria da eficiência energética do sector electroprodutor

Taxa de 8,6%, de perdas no transporte e distribuição de energia emitida na rede

146

MAe2 – Melhoria da eficiência energética nos sistemas de oferta de energia, tendo em vista a geração de electricidade a partir de cogeração

Electricidade gerada a partir de sistemas de cogeração: meta de 2.000 MW de capacidade instalada em 2010 (em vez de 1600 MW em 2010 no cenário de referência)

200

MAe3 – Melhoria da eficiência energética ao nível da procura de electricidade

Redução de 1020 GWh no consumo de electricidade 795

MAe4 – Promoção da electricidade produzida a partir de fontes renováveis de energia.

Meta de 4700 MW em 2010 e 5100 MW de potência eólica instalada até 2012.

370

MAe5 – Introdução do Gás Natural na Região Autónoma da Madeira

- 5

Sub-total Aplicação conjunta de todas as medidas da oferta de energia 990

(13)

13

25

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e Residencial e Serviços

MAr1 – Aumento da carga fiscal sobre o gasóleo de aquecimento (sector residencial)

Harmonização fiscal entre o gasóleo de aquecimento e o gasóleo rodoviário (harmonização progressiva atingindo o pleno em 2014)

14

MAs1 – Aumento da carga fiscal sobre o gasóleo de aquecimento (sector dos serviços)

Harmonização fiscal entre o gasóleo de aquecimento e o gasóleo rodoviário (harmonização progressiva atingindo o pleno em 2014)

59

Sub-total 73

26

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e Indústria

MAi1 – Aumento da carga fiscal sobre os combustíveis industriais

Alteração do ISP sobre combustíveis industriais, estabelecendo um mecanismo de incentivos à redução das emissões de GEE

78

MAi2 – Revisão do RGCE Definição de um novo RGCE que fomente a eficiência energética no sector industrial através de acordos voluntários.

32

MAi3 – Incentivo à substituição da cogeração a fuelóleo por cogeração a gás natural

Redução ou abandono progressivo da tarifa para as cogerações utilizando fuelóleo

189

Sub-total 300

Total Oferta e Procura de Energia Aplicação conjunta de todas as medidas da procura e da oferta de energia

1350

(14)

27

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e

Oferta de energia 1. Energias renováveis: Aumentar a meta de

geração de electricidade a partir de fontes renováveis de energia (E-FRE) de 39% do consumo bruto de electricidade em 2010 para 45%.

Para atingir este objectivo estão previstos novas metas para a energia eólica, hídrica, biomassa (incluindo a substituição de carvão nas centrais de Sines e do Pego, como explicitado na medida seguinte), solar, energia das ondas e para a micro- geração.

No documento PNAC2006, o total de energias renováveis para produção de electricidade, considerando o cenário de medidas adicionais, contabilizava uma contribuição de cerca de 42% do consumo bruto de electricidade em 2010.

De notar o aumento considerado para a produção eólica (medida MAe4), e a redução do consumo de electricidade (medidas MAe1 e MAe3).

460

Co-combustão de biomassa:

Introduzir biomassa equivalente a 5% a 10%

do consumo total de combustível (equivalência energética) em substituição do carvão para queima nas centrais de Sines e Pego a partir de 2010.

Medida não contemplada em PNAC 2006.

Esta medida reforça a contribuição da E-FRE para a nova meta dos 45% em 2010.

380 761

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e

Oferta de energia 2. Entrada em funcionamento de novas

centrais de ciclo combinado a gás natural (CCGN):Aumentar a meta de 2160 MW em 2006 para 5360 MW até 2010.

Esta medida vem acelerar a entrada em funcionamento de novos grupos de CCGN em relação ao previsto em PNAC2006 (2160 MW em 2010).

220 -99

Encerramento das centrais a fuelóleo:

Até 2008 – 2 grupos da antiga central do Carregado;

Durante 2008 – Grupos 3 e 4 da Central de Tunes

A partir de 2010 – Encerramento das restantes centrais a fuelóleo

Esta medida vem acelerar o encerramento previsto no PNAC2006 das centrais a fuelóleo em simultâneo com a entrada em funcionamento de novas CCGN.

901

(15)

15

29

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010

Pot de redução Gg CO2e Procura de energia

3. Eficiência energética: Implementar até 2015 medidas de eficiência energética equivalentes a 10% do consumo de energético.

O PNAC2006 já incluía medidas de eficiência energética do lado da oferta de energia (medidas MAe1 e MAe2) e do lado da procura (medida MAe3 relativa ao consumo de electricidade) representando 1020 GWh em 2010.

4. Lâmpadas de baixo consumo: Introduzir uma diferenciação fiscal, que se traduz numa taxa sobre as lâmpadas incandescentes.

A medida conducente à substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas de baixo consumo já estava prevista no PNAC2006 (incluída na medida adicional MAe3). Não se tratando de uma medida nova, mas tão-somente da especificação do instrumento fiscal que a promoverá.

30

PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010 Pot redução Gg CO2e

MAt1 – Redução dos dias de serviço dos táxis

Máximo de 6 dias de serviço por semana 3,9

MAt2 – Ampliação da frota de veículos a gás natural nos táxis

Alteração em 200 veículos 0,2

MAt3 - Aumento da eficiência energética do novo parque automóvel: Revisão do regime actual da tributação sobre os veículos particulares, em sede de Imposto Automóvel (IA).

Contribuição de 60% do factor de emissão do CO2no IA (a partir

de 2008). 7,7

MAt4 – Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa

Transferência modal de 5% (pkm/pkm) 245,4

MAt5 - Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto

Transferência modal de 5% (pkm/pkm) 101,5

MAt6 – Programa de incentivo ao abate de veículos em fim de vida

Aumento de 500 veículos abatidos anualmente 0,4

(16)

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PROTOCOLO DE QUIOTO 1997

Aplicação a nível nacional – PNAC 2006 (Medidas adicionais)

Designação Meta 2010 Pot redução Gg CO2e

MAt7 – Regulamento de Gestão Energia no Sector dos Transportes

Redução de 5% do factor de consumo no transporte de mercadorias

18,1

MAt8 – Ligação ferroviária ao Porto de Aveiro

Transferência para o modo marítimo de 1 553 kt de mercadorias, anualmente, a partir de 2007

40,0

MAt9 – Auto estradas do Mar Transferência de 20% do tráfego rodoviário internacional de mercadorias para o modo marítimo

150,0

MAt10 – Plataformas Logísticas - Em avaliação

MAt11 – Reestruturação da Oferta da CP Captação de 261 tkm (x 106) ao modo rodoviário 44,4

Total Transportes 608

Biocombustíveis – alteração da meta de 5.75% para 10% em 2010 1014

Imposto automóvel – reforço da ponderação ambiental em função da eficiência energética dos veículos (30% Julho 2007; 60% Janeiro 2008)

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Meta Quioto:

76,39 Mt CO2e/ano Défice:

8,22 MtCO2e/ano

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Com as Medidas Adicionais PNAC 2006 espera-se uma redução de 3,69 MtCO2e/ano

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Com as Medidas Adicionais PNAC 2006 espera-se uma redução de 3,69 MtCO2e/ano

Meta Quioto:

76,39 Mt CO2e/ano Défice:

4,52 MtCO2e/ano

» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Com as Medidas Adicionais PNAC 2006 espera-se uma redução de 3,69 MtCO2e/ano

Com as novas metas para 2007 espera-se uma redução adicional de 1,56 MtCO2e/ano

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19

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Com as Medidas Adicionais PNAC 2006 espera-se uma redução de 3,69 MtCO2e/ano

Meta Quioto:

76,39 Mt CO2e/ano Défice:

2,96 MtCO2e/ano Com as novas metas para 2007 espera-se uma redução

adicional de 1,56 MtCO2e/ano

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

Projecção das emissões nacionais em 2010: 87,96 Mt CO2e/ano Alterações do uso do solo e florestas: -3,36 Mt CO2e/ano

Com as Medidas Adicionais PNAC 2006 espera-se uma redução de 3,69 MtCO2e/ano

Com as novas metas para 2007 espera-se uma redução adicional de 1,56 MtCO2e/ano

Licenças de emissão das actividades CELE:

Instalações existentes: 30,50 MtCO2e/ano Reserva para novas instalações: 4,30 MtCO2e/ano

Meta Quioto:

77,19 Mt CO2e/ano Défice:

0,72 MtCO2e/ano Meta Quioto:

76,39 Mt CO2e/ano Défice:

8,22 MtCO2e/ano

(20)

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» PROTOCOLO DE QUIOTO 1997 Aplicação a nível nacional

» NEGOCIAÇÕES PÓS-QUIOTO

COP10 Buenos Aires 2004

Iniciadas as discussões sobre um novo instrumento de direito internacional que sucedesse ao Protocolo de Quioto.

COP11/CMP1 Montreal 2005

Primeira Conferência das Partes da Convenção após a entrada em vigor do Protocolo de Quioto. Realiza-se logo a seguir a Reunião das Partes do Protocolo de Quioto, em que os Estados que não

ratificaram o Protocolo são observadores, sem direito a voto.

Discussão sobre a sucessão do Protocolo de Quioto.

COP12/CMP2 Nairobi 2006

Definidas as etapas de negociação do protocolo pós-Quioto.

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21

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» NEGOCIAÇÕES PÓS-QUIOTO

COP13/CMP 3 Bali 2007

Importantes passos para as negociações do protocolo pós-Quioto:

1. reconhecimento do relatório do IPCC que conclui que as influências antropogénicas nas alterações climáticas são evidentes.

2. adopção do Plano de Acção de Balique estabelece o

calendário das negociações até à COP 15, em Copenhaga, onde deverá ser adoptado o novo protocolo, e estabelece cinco vectores estratégicos de negociação:

visão partilhada para a cooperação a longo prazo;

reforço da redução das emissões de gases com efeito de estufa;

adaptação às alterações climáticas;

transferência de tecnologia e desenvolvimento;

financiamento.

42

» NEGOCIAÇÕES PÓS-QUIOTO

COP14/CMP4 Poznam 2008

Continuação dos trabalhos para um novo acordo global do clima com a expectativa de que a mudança de poder em Washington se traduzisse por uma mudança de atitude do novo Governo americano.

As partes chegam a acordo sobre o programa de trabalhos e a agenda da Conferência de Copenhaga e adoptam um novo fundo que apoiará medidas concretas da adaptação nos países menos desenvolvidos.

(22)

EMISSÕES DE GEE

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» CONDIÇÕES A LONGO PRAZO

Meta Global: limitar o aquecimento global a 2ºC acima da temperatura média global antes do desenvolvimento industrial (equivalente a 1,2 ºC acima da temperatura global actual).

• Acima deste limiar o risco de mudanças globais irreversíveis e catastróficas do ambiente é muito elevado.

• Para manter a temperatura global média abaixo do limite de 2ºC, o máximo do valor global das emissões deve ocorrer antes de 2020, e o valor global das emissões tem de ser reduzido a metade do valor de 1990 em 2050.

• Estas metas são viáveis técnica e economicamente se os principais responsáveis pelas emissões agirem imediatamente.

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23

45

» ANÁLISE ECONÓMICA A LONGO PRAZO

• Os benefícios esperados são muito superiores aos custos das medidas a tomar.

• O relatório Stern 2006 estima que o custo das alterações climáticas corresponde a uma redução do PIB mundial de 5% a 20% por ano, afectando mais os países menos desenvolvidos. A estratégia de combate às alterações climáticas é pró

desenvolvimento económico.

• O IPCC estima que o custo das medidas para controlar as

emissões de gases de efeito de estufa para limitar o aumento da temperatura em 2ºC é inferior a 0,12% do PIB, anualmente, até 2050.

• A Comissão Europeia estima que os custos do investimento

necessário para uma economia de baixo carbono são da ordem de 0,5% do PIB mundial entre 2013 e 2030.

• Na análise não estão incluídos os custos da segurança energética nem os benefícios da melhoria da qualidade do ar.

46

» ANÁLISE ECONÓMICA A LONGO PRAZO

(24)

47

» CONDIÇÕES A LONGO PRAZO

O 4º relatório do IPCC mostra que:

• Mantendo a tendência actual de aumento das emissões de gee, o limiar de 2ºC de aumento da temperatura global média é atingido em 2050.

• Para que o limite seja respeitado, as emissões dos países desenvolvidos têm de ser reduzidas em 2020 em 25% a 40% das emissões em 1990 e em 2050 de 80% a 95 %.

» POSIÇÃO NEGOCIAL DA UE

• Em 2020, reduzir as emissões de gee de 20%, relativamente aos valores de 1990, ou

• Em 2020, reduzir as emissões de gee de 30%,

relativamente aos valores de 1990, no contexto de um

acordo global de redução, se os países desenvolvidos

assumirem compromissos comparáveis, e os países em

desenvolvimento assumirem também o compromisso

de controlar as emissões.

(25)

25

49

» ESTRATÉGIA DA EU – PACOTE ENERGIA-CLIMA

Comércio de emissões – reforço e extensão a partir de 2013 (abrange a produção de energia, indústrias com forte consumo de energia e a aviação, cerca de 66% da redução das emissões globais). O número de licenças de emissão é reduzido em 21% em 2020, relativamente a 2005.

Outros sectores – transportes, edifícios de serviços e de habitação, agricultura e resíduos –redução das emissões em 10% em 2020, relativamente a 2005 (reduções de 20% para a Dinamarca, Irlanda e Luxemburgo e aumentos até 20% para a Bulgária). Redução das emissões dos veículos ligeiros novos para o limite de 120g/km em 2012 a 2015 e 95g/km em 2020.

Energias renováveis –valor global de 20% em 2020 (49% para a Suécia e 10% para Malta).

Combustíveis renováveis (biodiesel, etanol, etc.) –valor global de 10%, com condições para serem elegíveis.

Promoção da captura e armazenamento de carbono –financiamento de projectos de demonstração de 300 M€.

Referências

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