15 a 17 de agosto de 2018
ESTUDO DO AMIANTO NO BRASIL:
SUA ATUAL FISCALIZAÇÃO E SEU BANIMENTO TOTAL NO PAÍS
Gerlana Rodrigues Vidal ([email protected]) Otaisa Moreira Frota ([email protected])
Resumo: No presente trabalho é abordado o estudo do asbesto (amianto) nas indústrias de engenharia, com foco nas áreas mecânica e civil. Como o mesmo entrou no mercado, suas vantagens e desvantagens, seu atual banimento no Brasil e os grandes polos brasileiros do asbesto. Inicialmente, são discutidos os seus usos geral e específico em aspectos industriais. Em seguida, explicou-se como surgiram os primeiros casos de danos à saúde por conta do efeito da inalação de fibras de asbesto, enfocando- se na proibição total e permanente do amianto no comércio brasileiro explanando as nocividades que ele gera a saúde humana.
Conseguinte, oferecem-se meios sustentáveis e viáveis para sua atual substituição e, por fim, estudou-se como aplicar esses métodos nas indústrias.
Palavras-chave: Asbesto. Fibras. Indústria.
INTRODUÇÃO
O presente artigo constitui-se em uma pesquisa acerca do uso de amianto, também conhecido como as- besto. É um grupo de minerais, normalmente utilizado na fabricação de telhas de fibrocimento. O artigo tem foco nas indústrias civis e mecânicas ao redor do Brasil, bem como os seus malefícios advindos da inalação dessas fibras, causando problemas ao sistema respiratório e partes dos canais digestivos de quem manuseia es- se material ou de populações que vivem perto de regiões mineradoras. O estudo foi pensado com o intuito de reforçar a ideia do banimento total da substância no Brasil, pois seus malefícios são inúmeros diante dos seus benefícios. Essa substância já estava banida em mais de 50 países e teve seu banimento total aprovado no Bra- sil no ano de 2017, as fiscalizações por meio dos órgãos competentes ainda são escassas e precisam ser inten- sificadas. A metodologia inicia-se a partir da pesquisa das referências bibliográficas por meios digitais, sendo procedida pelo contato por e-mail com uma grande representante do tema Fernanda Giannasi e, a partir disso, se disseminou o estudo sobre o tema. Com isso, o trabalho busca especificar formas de substituição do amian- to nessas indústrias, baseando-se na conscientização social a respeito do assunto e em medidas sustentáveis.
Assim, pode-se pensar em políticas de proibição total da substância química no Brasil, priorizando as vidas.
Mineral usado como matéria-prima na maioria das indústrias e em mais de 70% das residências brasileiras. O comércio se dava de forma inadequada, como por exemplo, segundo a revista S. Pedro da Cova (2017) a re- moção de amianto em edifícios até 2020 foi avaliada em 422 milhões de euros, 12 milhões de euros para tirar resíduos perigosos das minas abandonadas de São Pedro da Cova. Mais de 125 mil de toneladas de resíduos com riscos ambientais e de saúde. O amianto é conhecido desde a pré-história, que faziam cerâmicas refor- çadas para irem ao fogo, por estar na natureza, na maior parte do planeta e existir em abundância (CESAR, 2004). Era usado há 400 anos a. C., para fabricar mortalhas e já provocava doenças entre os escravos. Mais de 3.000 produtos contem amianto. Alguns exemplos deles são: caixas d’água, telhas de cimento, lonas e pasti- lhas de freios, tecidos, mantas resistente ao fogo, pisos vinílicos, papelões hidráulicos, juntas automotivas, tin- tas, plásticos reforçados entre outros. Objetivou-se com o presente trabalho, explicitar, em parte, a trajetória do amianto, suas consequências, tanto para com os seres vivos, como para com o meio ambiente e, de certa forma, questionar como estão ocorrendo às fiscalizações, apesar do seu uso ter sido proibido em 2017.
1. A TRAJETÓRIA DO AMIANTO NO BRASIL
Segundo o Dossiê do Amianto Brasil, 2010 - seguem as datas históricas de todo os acontecimentos em relação ao amianto no Brasil:
y 1745 - Primeira citação de amianto no Brasil, presença de amianto (asbesto), exposto na Figura 1:
Minas Gerais, nas cidades de Ouro Preto e Caeté; Ceará, entre Icó e Crato e Quixeramobim; Paraíba, na Serra de São João e Vila dos Patos. Porém essas jazidas tinham pouco potencial econômico.
y 1923 - Começa extração do amianto, em Itaberaba, Bahia, as margens do rio Paraguaçu com a mina de Pedra da Mesa. Essa jazida também estava numa escala de pouca expressão econômica. Onde era a mina se notavam três cavas. Os rejeitos do amianto espalhavam-se por toda parte. Não havia barreiras ou sinalizações.
É uma das mais antigas do Brasil.
y 1930 - Todo amianto utilizado no Brasil era importado.
y 1936 - Descoberta no território nacional as primeiras minas com potencial econômico: 1) A minas de São Félix, Poções (BA). 2) A minas de Dois Irmãos, Pontalina(GO). Tempo de funcionamento das ditas são (1937 a 1967).
y 1943 - Primeira Concessão de amianto no Brasil: 1) Para a sociedade baiana de Talco LTDA - Casa Nova, (BA); foi desativada em 1992. A exploração do talco têm as mesmas dimensões de riscos à saúde e ao meio ambiente quanto o amianto, por estar associado ao anfibólio, que é um tipo de amianto. 2) Mina de An- fibólio, Jaramataia (ALAGOAS).
y 1950 - Devido ao fibrocimento, a importação do amianto dispara de 3.000 para 12.000 toneladas/ano.
Com o crescimento da demanda pelos produtos fabricados a partir do amianto, duas grandes empresas que ex- ploravam o minério, saíram em busca de novas jazidas em território nacional.
y 1953 - Foi descoberta a mina Santo Antonio Laguna (GO).
y 1960 - Foi descoberta a mina Testa Branca, Itaberaba (BA). Desenvolveu-se uma comunidade com mais de 40 famílias, com comércio próprio, campo de futebol espaço comunitário, posto médico e escola mu- nicipal que funcionava no pé da antiga mina. Por toda parte, havia pedras com vestígios de amianto. Não exis- tiam barreiras ou sinalizações sobre o amianto.
y 1962 - Foi descoberta a mina Cana Bravo (GO) - A maior do país. Com reservas estimadas em 14 mi- lhões de toneladas de amianto, devendo se esgotar em 37 ou até 60 anos de exploração.
y 1975 - A produção mundial do amianto atingiu seu nível máximo (mais de cinco milhões de tonela- das).
y 2007 - O Brasil, terceiro maior produtor de amianto do mundo e sede da maior mina da América La- tina, a mina de Cana Brava.
y 2000 a 2008 - Aumentos das exportações brasileiras em 177,7 % (62,3 mil para 173 mil toneladas).
Só em 2008 até setembro, a SAMA havia faturado 59,5 milhões de euros.
Figura 1. Asbesto
Fonte: Cartacapital, 2018.
2. USOS DO ASBESTO DE MODO GENERALIZADO NO CENÁRIO BRASILEIRO
Segundo Dossiê Amianto Brasil (Brasília, 2010) amianto ou asbesto, amianto de origem latina signifi- ca incorruptível e asbesto vem do grego e significa o que não é destruído pelo fogo. Ele deriva de rochas me- tamórficas eruptivas que, através de processo natural de recristalização, transformam-se em material fibroso.
Grupo de fibras minerais compostas por silicatos de magnésio, ferro, sódio ou cálcio. Cada fibra de amianto extraída é indestrutível e expõe repetidamente muitas pessoas durante seu ciclo de vida, que vai desde a extra- ção e a mineração de rochas até a fabricação de produtos contendo amianto durante a utilização, manutenção, demolição e remoção.
Segundo Dossiê Amianto Brasil (Brasília, 2010) entre suas principais características estão:
y Resistência à tração, à intempérie e a bactéria; coeficiente de atrito; aderência e armação estrutural com cimento; higroscópico; estabilidade química; elasticidade; incombustível.
y Resistência térmica, mecânica, aos agentes químicos, óleos e graxas; aderências às resinas fenólicas;
estabilidade térmica às variações bruscas de temperatura e pressão; coeficiente de atrito elevado.
y Resistência ao fogo, à abrasão, a corrosão e a tração; isolante térmico e elétrico; impermeável.
y Resistência química, térmica e a bactérias; adsorção química e radiativa; filtração e incombustível.
y Resistência térmica, elétrica e química; incombustível.
y Resistência térmica e mecânica; resistentes à ação de agentes químicos e biológicos; incombustível.
y Resistência térmica e mecânica; incombustível.
y Resistência térmica, mecânica e química; estabilidade química; elasticidade e incombustível. Adsor- ção de moléculas em sua superfície; química estável mesmo em ambientes com PH distintos; parede externa de caráter básico, resistência à putrefação.
Controlar o fluxo de umidade nas camadas de asfalto, melhorar a resistência a rachaduras e aumentar a aderência.
Os primeiros registros de uso datam Mil anos A.C. Gregos, egípcios e Chineses teriam usado as fibras na confecção de tapetes e tecidos. Finlandeses misturam amianto com argila para produzir panelas mais resis- tentes. O amianto passou a ser utilizado nas caldeiras e máquinas a vapor como isolante térmico. A mistura do cimento e as fibras do amianto deram origem ao fibrocimento ocasionando uma revolução na construção civil (PORTEZAN, 2013).
A indústria automobilística também passou a utiliza-lo, devido a sua resposta rápida e eficiência. Por conta da sua diversidade de uso, o amianto ficou conhecido como ouro branco (CETEM, 2013). No Brasil, o início de sua produção comercial se deu no final da década de 30, na Bahia, numa mina conhecida como Bom Jesus da Serra/ BA até os anos 60. Após o fim da exploração na mina da Bahia, os investimentos passaram à mina chamada de Cana Brava, em Minaçu/GO, maior produtora de amianto. Também houve exploração de as- besto em pequena escala em Minas Gerais, Piauí, São Paulo e Alagoas.
3. USO ESPECÍFICO DO MATERIAL ESTUDADO COM FOCO NAS ÁREAS DAS ENGENHARIAS CIVIS E MECÂNICAS
O amianto é um material muito utilizado na indústria brasileira seja ela têxtil, química, civil, mecânica, cerâmica e outras. Para a indústria, ele apresentou duas qualidades valiosas: sua combustão era feita em tem- peraturas elevadíssimas e ele era resistente à tração. Na têxtil, ele foi utilizado em fios para confecção de te- cidos e na fabricação de gaxetas; na química, na fabricação de soda cáustica; na construção civil, foi útil nas telhas de fibrocimento e na produção de caixas d’água; na mecânica, na produção de pastilhas, lonas de freio e disco de embreagem; e, finalmente, na produção de cerâmicas resinas moldadas, tintas e impermeabilizante.
Com relação ao uso do material na indústria automobilística, devido a todas as propriedades, ele era utilizado na fabricação de lonas e pastilhas de freio e nos discos de embreagem. Esses produtos chegavam a ter de 25%
a 75% de asbesto.
Em Mogi das Cruzes, funcionava uma fábrica de freios e equipamentos ferroviários, fundada em 1974, a Kubota. Ela atendia pedidos de todo país e produzia revestimentos para discos de fricção de embreagens. Per- tencia a Yoshimi Kubota, fechada em 2002. Por nove anos, os galpões desta empresa ficaram expostos, pois os
portões tinham as laterais abertas. Lá dentro, havia espalhados amianto, enxofre e outros produtos químicos.
Em dois de junho, Tremembé recebe 1,5 mil toneladas do material tóxico. O amianto, não prejudicava apenas os trabalhadores, consumidores. Também contaminava o meio ambiente (DOSSIÊ AMIANTO, 2010).
A poluição difusa é a menos conhecida dentre todos os tipos de poluição. Por se tratar de impurezas, pos- suem uma dispersão maior no corpo hídrico, dificultando a quantificação e a caracterização da fonte poluido- ra. Os freios dos veículos são fontes diretas da inserção de micro poluentes, causando a contaminação do meio devido à circulação de veículos nos ambientes urbanos. O trânsito de veículos nos ambientes urbanos é muito intenso e o desgaste do material dos freios é elevado.
4. AS DOENÇAS CAUSADAS POR SEU USO
Segundo depoimentos de ex-funcionários das minas ao GT em 23/05/09 (DOSSIÊ AMIANTO, 2010) as empresas não ofereciam equipamentos de segurança, não eram submetidos à avaliação de saúde. A população desconhecia a presença de amianto e os riscos associados à fibra. Mesmo que fosse utilizado todo material de segurança e equipamentos sofisticados, seria impossível eliminar as fibras de amianto e evitar que os trabalha- dores aspirassem à fibra. As informações eram ocultadas referentes aos danos que ele causava. Não existe um limite seguro, do qual a exposição ao amianto não traga riscos à saúde. Comprovadamente cancerígeno. As do- enças são progressivas e incuráveis. Além das doenças, os danos ambientais podem ser irreparáveis.
Segundo Dossiê Amianto Brasil, 2010 - as doenças causadas por esse material começaram a ser estuda- das em 1907, entre as várias que existem temos:
Asbestose (fibrose pulmonar): perda da elasticidade do tecido pulmonar ocasionando falta de ar, cansa- ço, emagrecimento, incapacidade funcional. Leva à morte lentamente. Surge em média com 10 anos de expo- sição – Figura 2.
Figura 2.
Pulmão
Fonte: Ehsseguranca. com.br.
Câncer de Pulmão: Tumor maligno que geralmente se manifesta a partir de 25 anos de exposição do amianto. O tratamento é quimio, radio e remoção parcial ou total do pulmão – Figura 3.
Mesotelioma de Pleura: Tumor maligno que leva à morte, em até cinquenta anos depois do primeiro contato. É de rápida evolução e sempre fatal.
Doenças Pleurais: Provocam falta de ar, cansaço, dores nas costas e resfriado recorrentes, tosse com ca- tarro e podem levar à incapacidade para trabalho.
Figura 3.
Pulmões
Fonte: Docplayer.
com. br, 2008.
Câncer Laringe, estômago: Como a respiração se dá tanto através do nariz quanto da boca, ambos de- vem ser protegidos, evitando a inalação da fibra.
Os primeiros registros de Asbestose no Brasil são de 1956 em Minas Gerais (MENDES, 2001). Segundo (PEDRA, 2014, p. 28), 2.414 pessoas morreram no país por Mesotelioma entre 1980 e 2003.
Sete anos após a invenção do fibrocimento, pesquisas científicas, revelaram um tipo raro de câncer, cau- sado pela exposição ao amianto. A descoberta foi abafada e mantida em segredo acadêmico. Trabalhadores e população foram privados desta informação, para não atrapalhar a expansão da indústria e do comércio de amianto que estava em alta. A pedra era quebrada manualmente num pilão, depois passou a se fazer uso de di- namites, o que aumentou o risco da atividade. As condições de trabalho eram precárias, não havia equipamen- tos de segurança, acidentes de trabalho eram constantes, não existia respeito à legislação trabalhista. Como consta na Figura 4.
Figura 4.
Percentual de óbitos possivelmente relacionados ao amianto, Brasil - 2000 a 2010
Fonte: Portalms.saude.gov.
br, 2010.
5. A SEQUÊNCIA DE ACONTECIMENTOS PARA A PROIBIÇÃO TOTAL DO ASBESTO E A SUA ATUAL FISCALIZAÇÃO NO SETOR INDUSTRIAL BRASILEIRO
As omissões relacionadas aos problemas de saúde causados pelo amianto eram muitas, além disso, a le- gislação da época não obrigava as mineradoras a recuperar a área ao terminar a exploração. Como exemplo, pode-se utilizar a mina de Minaçu (GO) por ela ter sido a última a “encerrar” suas atividades.
Em Minaçu, criticar o amianto era colocar em risco o único empregador da cidade. Cerca de 70% dos impostos arrecadados pelo município, eram da atividade mineira. A SAMA - S.A. Minerações Associadas, an- tiga responsável pelo Minaçu, colocou menores para trabalhar, não forneceram EPI’S, não comunicavam aos órgãos competentes os acidentes que ocorriam, ocultavam e manipulavam o histórico sobre a saúde dos funcio- nários. Mulheres, crianças, moradores, funcionários que tiveram contato direto ou indireto ao produto foram contaminados. A fibra se espalhava com o vento. Infelizmente, no Brasil custa muito pouco matar trabalhador.
As minas após a sua exploração, eram abandonadas sem cercas, sinalização ou qualquer outra proteção. Tam- bém se pode observar esta mesma situação em outras minas, como Bom Jesus da Serra - BA, Itaberaba - BA, Casa Nova - BA, Iaramataia - AL, Itapira - SP, Minaçu - GO. (O GLOBO, 2012)
Em relação à fiscalização no Brasil, poucos fiscais tinham informações sobre o amianto. A única Federa- ção com atuação mais efetiva era São Paulo, com dois auditores presentes: Fernanda Giannasi e Antonio Car- los Rodrigues Pimentel (DOSSIÊ AMIANTO BRASIL, 2010).
Segundo a Folha de São Paulo, 2012 Fernanda Giannasi era conhecida internacionalmente como uma das maiores peritas no mundo. Foi suspensa das atividades de fiscalização e colocada numa sala onde funcio- nava um tipo de arquivo morto. Não tinha computador, telefone e outros meios de comunicação. Tanto Fer- nanda como o seu local de trabalho. Tempo depois, recebeu proposta para voltar a fiscalizar, com a condição de que fosse com dois colegas e que informasse com antecedência, quem fiscalizaria, contudo ela não aceitou.
Fernanda sofreu censura por 45 dias. Até que foi enviado um fax determinando sua volta à fiscalização, en- tretanto foi proibida de fiscalizar fora de São Paulo. Uma consequência gerada de toda essa situação, e então uma questão levantada na época. Qual seria o interesse do Estado em proibir as ações de servidores de um al- to nível?
Atualmente, ela está aposentada e assume a associação que ela fundou, conhecida como ABREA- Asso- ciação Brasileira dos Expostos ao Amianto. Em 28 de março de 2018 ela ganhou o prêmio “Faz Diferença” na categoria Economia oferecida pelo jornal O GLOBO na cidade Rio de Janeiro - BRA.
6. SUA SUBSTITUIÇÃO NO MERCADO BRASILEIRO
Desde 2010, estudam-se meios alternativos para a substituição do amianto no mercado da construção civil. Muitas empresas que antes só fabricavam com o tal material patrocinaram estudos e pesquisas para des- cobrir vias alternativas. Exemplo dessas empresas é a Brasilit, do grupo francês Saint-Gobain, que trocou as fibras de crisotila por fibrocimento à base de polipropileno (PP) e poli álcool vinílico (PVA) e atualmente usa matérias à base de bambu, bagaço de cana-de-açúcar e outros.
Com relação ao uso do material na indústria mecânica, as alterações ambientais ocasionadas por essas fontes são causadas por materiais componentes dos freios altamente tóxicos e que prejudicam a qualidade das águas nos ambientes urbanos. Ao frear o automóvel, ocorre um pequeno desgaste devido ao atrito entre discos e pastilhas e entre tambores e lonas, as partículas, decorrentes desse atrito, por serem tão finas, ficam no as- falto ou são levadas pelo ar para a atmosfera. Com a precipitação da chuva essas partículas presentes no solo acabam sendo carregadas para as bacias hídricas. Muitas indústrias já fizeram a substituição do amianto por fi- bras alternativas. Proprietários de veículos pesados reprovaram a troca por causado custo de 30 a 40 por cento maiores do conjunto de lonas. Em uso geral, a maioria das fibras usadas é: de cerâmica, sintéticas, silicato de cálcio, carbono, celulose, fibra, fibra de vidro, fibra de aço, wollastonite, aramida, polietileno, polipropileno, politetrafluoretileno.
CONCLUSÃO DO ESTUDO
Conclui-se que o interesse econômico durante muitos anos prevaleceu, destruindo a integridade e a vi- da de várias famílias. Apesar do uso das fibras terem sido proibidas, não significou o fim do amianto nas in- dústrias. Enquanto existir o comércio, sempre haverá uma maneira de burlar o sistema. Maneira que muitos empresários, órgãos públicos e políticos conhecem. É importante que este assunto não seja esquecido, que a população seja informada e principalmente, torna-se indispensável à prática da fiscalização. Que se torna o ponto crucial, pois com as leis sendo fiscalizadas desde a fabricação até a venda dos produtos proibidos, que muitas vezes ainda chega ao mercado, à sociedade estará protegida e principalmente os profissionais da área. A conscientização é muito importante, pois ainda existem muitos leigos no assunto que não conhecem os male- fícios desses produtos, e mesmo tendo passado anos no mercado e ter gerado renda para muitas famílias. Com todos os dados provados e afirmados. Não existe limite seguro para o uso do amianto é um produto extrema- mente cancerígeno e traz inúmeros problemas a saúde humana. Afeta também toda a área de exploração e seu espaço de transformação em matéria prima, as políticas públicas devem ser permanentes e de divulgação geral para toda a população. A banição do amianto tem que permanecer no Brasil.
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